1. Spirit Fanfics >
  2. Summer of 81' >
  3. You're hot

História Summer of 81' - Capítulo 17


Escrita por:


Capítulo 17 - You're hot


                   -- Slash -- 

- Slash?

Meu corpo gelou alí, como eu estava de costas para a pessoa, me virei de imediato. 

- Brian? - as luzes do local, que agora alternavam entre roxo e vermelho, batiam eu seu rosto delicado, criando um contraste fascinante. 

- Você de novo por aqui... - ele fala com a voz um pouco embargada, uma coisa era certa, ele tava muito chapado. 

- É, eu vim com o Nikki, você me viu no camarim, não lembra? - me aproximei um pouco mais e consegui ver suas pupilas super dilatadas, fazendo suas íris azuis ficarem quase totalmente pretas.

- Ah, é, eu acho que sim - ele fica pensativo e parado, uma cara até que engraçada. Eu faço menção em sair, mas ele segura meu braço com bastante força, devo destacar. Seu olhar fica passeando pelo meu corpo, uma situação estranha, ainda mais em público. Eu fico imóvel. Ele aproxima seu rosto do meu pescoço e olha nos meus olhos, daí eu percebo que ele está perto demais.

- É... acho que é melhor eu ir - tiro sua mão do meu braço e o afasto, ele parece não se importar muito.

Me viro para ir embora, e vejo remotamente o rosto delicado e coberto de maquiagem da Yvone, mas que merda, aquele dia foi o dia do teste de fidelidade, e parece que eu caí de primeira...

Vou procurar o Nikki antes que me apareça outra distração. Encontro ele facilmente, no mesmo lugar que estava antes de eu sair. Me sentei numa cadeira ao seu lado. 

- Aê Slash, o de você tava? - ele fala com a voz obviamente enrolada, depois de não sei quantos shots de tequila ele virou.

- Fui no banheiro - naquele momento, me bateu um leve arrependimento pelo que eu fiz com aquela... hmm... Cherry? Acho que era esse o nome dela. Ele se aproxima do meu pescoço e parece estar sentindo algum cheiro diferente, nem preciso falar que eu fiquei muito tenso com isso.

- Hmmm você está com cheiro de puta... - fudeu, fudeu muito, ele vai me matar - Dá mais vontade de te comer assim... - ufa, senti cada músculo do meu corpo relaxar.

- E-Então - gaguejo - Vamos para a sua casa?

- Não. 

- Não?

- Sim, tenho um plano melhor... - ele olha maliciosamente para mim.

- Qual? - eu fico curioso.

- Ganhei uma bolada com uma aposta, o que acha da gente ir para um motel?

- Sério? - ele balança a cabeça positivamente - Eu nunca fui em um...

- Ah, então vai ser sua primeira vez, vamos - ele se levanta e eu o sigo.

    ...

 Ao chegarmos perto do local, ele pede para o motorista parar, eu não entendo muito bem, pois ainda faltava uma rua para chegarmos lá. Espero ele acertar as contas com o Táxi. 

- Por que a gente parou aqui? 

- Tá louco, o que ele ia pensar se eu falasse que a gente ia pra um motel? - ele fala e, bom, eu concordo. 

Fomos andando até lá, a rua até que não estava muito movimentada. Enfim Chegamos na recepção, a mulher (atendente) começa a fazer umas perguntas, ele responde todas. O lugar não era muito enfeitado, sem aquele monte de decoração e luzes exageradas, era agradável. 

- Preciso da documentação de vocês - ela fala séria. Ele me olha tenso, o mesmo tira sua carteira do bolso e dá sua carteira de identidade - E você? - fala olhando pra mim.

- Tem certeza que precisa disso? Eu posso pagar a mais se quiser... - ele fala, ela parece pensativa. 

- Tá, mas eu quero quinze dólares a mais - ele parece relutante mas entrega as cédulas a moça. Ela sorri e entrega seu documento junto com uma chave para o Nikki. Nós vamos até um elevador que tinha alí. 

- Posso ver? - falo me referindo a carteira dele, o moreno me entrega o documento sem se importar muito.

 Pego ele nas mãos, vejo que o nome dele ainda é registrado como "Frank Carlton Serafino Feranna Jr.", mas o que mais me choca é a foto, um Nikki totalmente diferente do que é agora, mais jovem e com o cabelo, aparentemente mais claro, ou castanho. Ele olha pra mim, já prevendo o meu espanto. 

- Vou mudar meu nome em breve.

- E por que não mudou ainda?

- Estou procurando algum sobrenome legal, algo que seja marcante. Não sente vontade de mudar o seu?

- Para Slash? Não, Saul é legal, só não gosto de usar. 

O elevador para, chegamos ao nosso destino. 

- Vamos logo, antes que alguém veja a gente - fomos correndo até a porta, que inclusive era a número seis.

Abre a porta, antes que eu perceba, ele já está me precionando contra uma parede e me beijando. Comecei a ficar exitado, mas me lembrei que tinha fodido com uma puta, e como eu não tinha me limpando,  o gosto dela ainda estava no meu pau, e isso não era nada bom. Botei minhas mãos no seu peito e empurro de leve.

- Não acha melhor eu tomar banho primeiro?

- Foda-se - ele tenta se aproximar de novo mas eu o afasto.

- É sério, você não vai querer me chupar assim todo suado - eu nem estava tão sujo assim, mas tinha que dar uma desculpa.

O quarto era um tanto quanto espaçoso, tinha uma porta que dava a um banheiro, que só tinha duas das paredes feitas de concreto, a parede do quarto em si e uma que ficava de frente para a porta, e outras duas de vidro. Por estar ao lado da cama, quem estivesse nela via perfeitamente o que se passava lá dentro. A estética em si era bastante agradável, parecia um quarto normal, a não ser pelo próprio banheiro e um espelho no teto, um clássico. 

- Tá bom, mas vai rápido - me virei de costas e comecei a tirar minha camisa, jogando ela no chão - Se você continuar fazendo isso na minha frente eu vou ser obrigado a te foder agora - senti um arrepio percorrer meu corpo.

Terminei de tirar minhas roupas de frente a porta de vidro do banheiro, que ele não conseguia ver, e as pendurei em um suporte na parede. Abri a porta e liguei o chuveiro, sentindo a água morna tocar meu corpo, ainda de frente a parede de concreto. Ouvi um barulho de lacre de latinha se abrindo, me virei para a cama, ele estava sentado, sem camisa  e com uma latinha de cerveja na mão. Deu um gole no líquido sorrindo para mim.

- Continua! - ele ordena.

Eu não era nem um pouco exibicionista, mas me exitei com a ideia dele me ver assim, ao mesmo tempo fiquei um pouco tímido. Isso não durou muito, pois as paredes de vidro ficaram embaçadas, dificultando que ele me visse. Segui o banho normalmente, desliguei o chuveiro, passei sabonete no corpo todo e até usei um sabonete íntimo masculino que tinha ali. Terminei de tirar os produtos do meu corpo, abri a porta, ele já estava lá parado na minha frente, detalhe: estava pelado e com o membro "meia bomba", como meu pai fala.

Sua mão segura forte a minha cintura e cola meu corpo no dele. Começamos um beijo ardente. Nossos membros até roçavam um no outro.

- Eu tenho que me enchugar - falei após nos separarmos por falta de ar.

- Não tem não - voltou a atacar meus lábios com veracidade.

Antes que eu protestasse, ele me jogou com força na cama, onde caí de bruços. Subiu em cima de mim, senti perfeitamente seu membro passeando por minhas pernas, enquanto o dono beijava meu pescoço com vontade. Suas mãos grandes e quentes passeavam pelo meu corpo. Empinei minha bunda, fazendo a fricção entre nós aumentar. O contato é cortado, ouvi um barulho de saco plástico se abrindo, virei meu rosto pra trás, vi ele com um saquinho transparente na mão, com um pó branco dentro, e um canudinho entre os dedos.

- O que você vai fazer? 

- Vou testar uma coisa que eu sempre quis, fique  quieto! - pousei minha cabeça no colchão, ainda achando aquela atitude estranha.

Sinto ele enchugar minhas costas com o lençol da cama, logo em seguida, depositou o conteúdo daquela embalagem lá, fazendo uma fileirinha. Por fim, cheirou todo aquele pó com o canudinho, em seguida, soltou um rugido leve. Se ajoelha ao meu lado.

- Não quer dar uma? Ainda tem - ele me oferece.

- É cocaína? - perguntei, nunca se sabe o que um pó branco deve ser.

- Sim - fiquei um pouco pensativo, o que é que custa não é mesmo? 

- Me dá! - ele sorri e me entrega o pacote. 

- Vem, cheira ele aqui - falou se deitando e apontando para sua bariga.

Vou até ele e deposito a cocaína na linha que se formava entre os gominhos do abdômen dele, que antes teria o famoso "caminho do paraíso", mas ele estava depilado aquele dia. Aliás, não tinha nenhum pelo no seu corpo abaixo do nariz, isso deve ter dado um trabalhão. 

Peguei o canudinho e coloquei no meu nariz, logo aspirei todo o pó, sentindo minhas vias respiratórias dilatarem. Poucos segundos depois comecei a sentir o efeito, joguei o palito no chão. Me posicionei em seu quadril e tornei a beijar seus belos lábios, suas mãos foram instintivamente até minha bunda. Em pouco tempo eu comecei a sentir o efeito da droga, tudo estava mais intenso.

Fui direto ao lugar que eu queria, seu membro, o segurei com minha mão. Repeti os processos de sempre, lambi até ficar bem molhado e fiquei intercalando entre minha mão e minha boca. Os gemidos dele estavam mais altos que o normal, parei com os movimentos, ele me olha com raiva. 

- Parou por que? - naquela fase, eu já ficava mais extitado só de ouvir ele sendo autoritário comigo.

- Pensei que...

- Shhh - falou me interrompendo, botando um dedo na minha boca - Eu quero gozar na sua boquinha agora, ainda tenho a noite toda pra te foder, fica tranquilo.

Sua mão foi até meu cabelo, fazendo minha boca entrar em contato novamente com seu membro. Comecei a sentir uma sensação diferente ao tê-lo na minha boca, era estranho, mas era bom, e me fez ter mais vontade de continuar. O tempo passou voando, logo eu senti o jato de porra quente na minha boca, mas nem a droga conseguiu disfarçar o gosto horrível que aquilo tinha. Tive sorte dele não continuar precionando minha cabeça, assim eu pude cuspir aquele líquido de volta no seu membro. 

- Por que cuspiu? - ele pergunta aparentemente magoado.

- Nikki, você é muito gostoso mas sua porra é ruim pra caralho - ele revira os olhos.

Antes que eu percebece, o baixista já estava me chupando com vontade, quando eu estava perto do meu ápice, senti seu dedo do meio me adentrando. Aquilo com certeza era uma sensação nova, mais intensa que o normal. Me agarrei aos lençóis para não gritar. Em alguns segundos senti o orgasmo me invadir, como posso dizer, era como estar nas nuvens, também foi mais intenso e durou mais tempo, tipo uns sete segundos. Olho para ele, e o sujeito ainda está lambendo meu gozo do meu pau.

- Cara... como você gosta disso?

- Já falei, você é doce - ele se aproxima com a intenção de me beijar mas eu afasto.

O resto da noite seguiu assim, muito sexo, cerveja, muitas idas ao banheiro (por vários motivos), e algumas músicas legais que estavam tocando em um rádio alí. Se a gente dormiu? Claro que não. Passamos as oito horas curtindo, acho que eu gozei umas outras cinco vezes, adoro quando não fica uma gota de esperma dentro de mim. Acho que a gente foi para a casa dele depois, e dormimos a tarde toda.







Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...