História Summer (Strange) Love - Capítulo 89


Escrita por: ~

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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Nico di Angelo, Will Solace
Tags Nicodiangelo, Solangelo, Wico, Willsolace
Visualizações 360
Palavras 3.009
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Lemon, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não tenho nada a mais para dizer, além de obrigado por acompanharem até aqui.

Tchauzinho <#



Esse é o maior capitulo que já escrevi.

Capítulo 89 - Keep Fighting (Fim)


Will sentia o suor de nervoso secar na testa, porém não seria tão fácil assim que suas costas secassem, sentia o tecido fino da camisa branca colar nas suas costas e os cabelos na nuca. Tudo parecia muito quente, mesmo que já estivesse anoitecendo, nada tiraria o fogo que ele sentia nas veias de ter estado em cima do altar, de ter ouvido as palavras do padre, de ter visto família e amigos chorando de felicidade por o ver lá, se unindo a quem amava. Isso era um momento que não esqueceria, o jeito como os olhos escuros de Nico pareceram mais claros ao olha-lo, se é que isso era possível, de ver as cores dos vitrais se entrelaçando pela catedral. Desejava que essas imagens o seguissem pela vida e se possível, além dela.

Continuava a segurar a mão de Nico, mas agora, já casados, eles iam em direção ao carro branco que os esperava. Lindsey vinha logo atrás com uma maneira muito errada de “jogar arroz nos noivos”, ela simplesmente os atacava com uma mão cheia e Kat, sua sombra, fazia o mesmo. Will ria enquanto fazia o percurso até a porta aberta para se salvar dos grãos duros que doíam quando jogados com muita força. Segurando firmemente a mão de Nico, ele mal ouvia os gritos dos outros que ajudavam na baderna das meninas, só sentia o marido e o piso de pedra lisa enquanto corria para o carro. Ao ver a porta aberta, mostrando um banco grande e branco, ele praticamente pulou com Nico para dentro do carro e o homem de terno e chapéu fechou a porta para eles, impedindo uma chuva de arroz. Arfando e pensando em mil maneiras que se vingaria da prima, ele finalmente acalmou a respiração e olhou para o moreno ao seu lado, também arfando pela correria, um leve sorriso apesar de tudo e os lábios vermelhos como se tivesse passado bastante tempo os mordendo. Will abriu um sorriso ainda o olhando, a beleza comum, mas diferente, pela qual se apaixonava todos os dias. Poderia está sendo um pouco exagerado? Não, ele sabia exatamente oque sentia, e se sempre que acordava e via aquele emaranhado de cabelos negros cobrindo o rosto sonolento do menino, o fazia sentia milhões de borboletas no estômago, sim, ele se apaixonava sempre. Ele pôs dois dedos sob o queixo de Nico e o virou para si, sorriu e se aproximou até poder beija-lo como realmente queria, não o breve selinho que deram na igreja. Muito mal perceberam que o carro havia começado a andar enquanto ainda se beijavam no banco de trás, nem que, para evitar constrangimento, o motorista levantara a janela fumê entre o banco da frente e de trás. Até que perdessem o ar, Will e Nico se afastaram voltando a respirar um pouco mais depressa. Will fechou os olhos e encostou a testa na do marido, levou uma mãos aos cabelos negros do outro e sussurrou:

-Você está tão lindo. -o sentiu rir, mas se conteve em beija-lo de novo, teriam muito tempo depois dali. Ele se afastou e pegou a mão esquerda de Nico, onde se encontrava a aliança. -Ah -suspirou. -Como tive medo que nunca pudesse ver isso.

-Bem, tomara que não se canse de ver. -Nico sorriu e parou o observando, até tocar sua bochecha com os dedos. -Não pense que não o vi chorar.

-Você também. -ele disse rindo e pegando sua outra mão. -Estava adorável.

-É oque diz quando os desenhos da Kat estão feios. -cerrou os olhos para Will, mas este não aguentou e voltou a beija-lo até o fazer deitar no banco. -Saia de cima de mim, não estamos em casa. -o loiro sorriu e se inclinou até encostar os lábios na orelha dele e sussurrou baixo e rouco.

-É, vamos ter tempo de fazer isso na festa. -se abaixando mais, beijou o pescoço de Nico a tempo de sentir o arrepio que correu o corpo do menor, uma reação conhecida, que nunca o cansava. -Não é assim que sempre acontece?

-Sim, é. -a voz de Nico já não parecia tão normal. -Mas não me exite antes de chegarmos lá, ou vai ser constrangedor.

Will riu e voltou a se sentar, com Nico fazendo o mesmo e encostando a cabeça no seu ombro.

 

-X-

A festa estava fantástica, Nico tinha que admitir que estava com medo de deixar nas mãos de Silena e Piper aquilo. Primeiro que tinham ideias diferentes e durante uma briga poderiam até inventar de fazer metade uma coisa e metade outra. E enfim estava tudo lá, tão perfeito como poderia ser. Assim que chegaram, os noivos foram levados para o primeiro andar e lá, eles esperaram por meia hora e nesse tempo, quando começaram a se beijar e tudo já ia mais para a direção da cama presente no quarto, a porta se abriu e os amigos de Will entraram e se fingiram de ofendidos por eles, segundo às palavras de Silena, “Não esperarem pela lua de mel”. Depois das conversas, risos e comentários maldosos, Piper os chamou para que fossem falar com os convidados, separados para que fosse mais rápido. Nico teve que ir imediatamente para a mesa do pai. Não esperava nada demais, talvez um ‘parabéns’ seco da parte do pai, porém se surpreendeu quando ele o abraçou e lhe sussurrou que desejava o melhor para ele e Will. Bianca e Hazel, estavam quase explodindo de alegria e só não o derrubaram no chão porque ele se segurou numa das mesas. Nem fez questão de perguntar por Perséfone, melhor ainda que estava não tivesse ido. Passando pela mesa do sogro, não evitou falar com eles que também eram sua família mais que nunca, até se sentou para que Genevive pudesse fofocar alguma coisa enquanto cuidava do pequeno Juan, que tinha os cabelos escuros da mãe e os olhos claros do pai. Ela fez pequenos comentários que o fizera rir, até que Lee chegou e exigiu que ele se levantasse para poder o abraçar, Kat mais que tudo, por estar no braço de Dylan quase pulou para se agarrar ao pescoço de Nico e gritar parabéns de todas as formas. Will apareceu do nada e disse:

-Licença, você tem que vir aqui comigo. -disse sorrindo com os dentes trincados.

-Por que? -ele perguntou confuso.

-Assunto de urgência. -segurando o braço do marido, Will levou Nico por uma pequena multidão até está no corredor para a cozinha. Ele abriu uma porta e entrou ainda o puxando.

-Qual seu assunto de urgência? -estava tudo escuro, com um click, uma lâmpada amarelada iluminou um pouco do espaço pequeno e vazio.

-Silena e Charles nos imitaram ocupando nosso quarto, então… vai ter que ser aqui mesmo. -Nico riu enquanto o loiro o imprensava na parede e o beijava.

 

-X-

O som fazia a cabeça de Will dá pontadas, todo o seu corpo doia, talvez pelo mal jeito de dormir no chão da cozinha. Apesar de algumas coisas parecerem um borrão para ele, tinha certeza que havia deitado ali com Nico, o porque de na cozinha e no chão, ele não sabia. Via o Sol passar pelas frestas da janela, mas a música continuava a tocar no salão de festas. Reunindo toda a pouco força que tinha, ele se levantou e com a vista ainda turva, procurou sinal de Nico na cozinha. Lá ele não estava. Seguindo pelo corredor, a música ficava mais alta e o perturbava, praticamente correndo até a caixa, ele a desligou e um alívio se instalou no seu cérebro. As mesas continuavam lá, só que sem convidados e com algumas manchas de refrigerante ou vinho nas toalhas. Se deixando numa cadeira próxima, Will encostou a cabeça na parede atrás de si e respirou fundo. Seu corpo gritava por uma cama de verdade, mas sua mente insistia que não voltasse a apagar e fosse procurar seu marido perdido em algum lugar por ali. Com os olhos pesados e os atos se tornando mais lentos, ele se levantou e andou, cambaleou, até a escada e a subiu como se os sapatos estivessem cheios de cimento. Antes de subir o segundo lance de escadas, ouviu duas vozes conhecidas, uma era Piper e a outra era de Nico. Se encostou no corrimão e os esperou ali mesmo e quando viu Nico deixou um sorriso enorme e cansado se formar.

-Deuses, parece que vai desmaiar. -Nico riu enquanto descia mais rápido para ficar de frente a Will, ele não parecia tão cansado, ao contrário, parecia bastante disposto, mesmo que tivessem dormido no chão, Will se perguntava como isso era possível. -Tudo bem? -perguntou segurando Will pela cintura.

-Como não está com sono?

-Você bebeu mais que eu, bem mais.

Will abriu a boca em compreensão e assentiu.

-Meninos -disse Piper parando do lado deles e sorrindo. -Chamei um táxi para vocês, porque nenhum pode dirigir e se não sairem daqui agora, vocês perdem o voo. -aquilo acordou mais o loiro, que num momento pegou a mão de Nico e o arrastou para fora do salão.

-Já acordou. -Nico perguntou curioso.

-Um pouco.

O táxi não demorou e fez um caminho mais curto para o club. Logo partiriam para Veneza, era algo que haviam combinado a muito tempo e assim seria. Will não podia negar a animação de ir, longe de tudo e todos que sempre tentavam os atrapalhar em seus momentos íntimos com Nico, lá não teria problemas. Não que esses fossem seus únicos objetivos, haviam outros também, mas esse era o principal.

 

-X-

Depois de dezessete exaustivas horas de viagem, finalmente Nico se sentia seguro no solo da Itália, desceu do avião segurando a mão de Will com toda força que tinha. O medo de avião era uma coisa muito fácil de se explicar, ele simplesmente não entendia como aquela coisa enorme podia voar e ele não, então para ele não fazia sentido.

Chegaram numa tarde quente e já que era o único que sabia a língua do lugar, Will foi praticamente mudo. O fuso o confundia um pouco, mas depois de tantas horas no avião sabendo só dormir para evitar o medo, ele se sentia mais disposto que nunca, ao contrário de Will que voltava a dormir no carro. Não demorou para que parassem na frente do hotel e assim ele acordou o marido que quase babava no banco. Juntos eles tiraram as malas do carro e Nico foi ver às reservas que haviam feito.

Logo já subiam para o 2° andar. Era um pequeno hotel, mas só o tinham escolhido pela vista que dava de frente para o canal e era isso que Will estava querendo ver desde que ele deu a ideia da viajem.

Chegando no quarto, largaram às malas pelos cantos, como uma criança, Will correu para abrir as finas cortinas azuis que cobriam as grandes janelas, Nico foi para o seu lado, com o Sol já se despedindo no céu, o leve brilho dourado ainda espelhava no canal e encantava a todos que o observava.

Ele passou um bom tempo ali, mesmo quando Will avisou que ia tomar banho primeiro. Hipnotizado pela beleza de “casa”, ele mal se lembrou que aquele lugar fazia parte de um dos motivos de ter ficado longe de Will, chorando num sofá e pensando em fazer besteiras, e que agora, os abrigava em sua lua de mel. Incrível, pensou. Quando o loiro saiu do banheiro, foi a sua vez de ir, não fez questão de demorar muito e quando já saía de pijama, encontrou o marido deitado na cama só de cueca preta, que marcava suas pernas numa forma que o hipnotizava mais do que o canal lá fora.

-Vai ficar só me olhando mesmo? -perguntou, tinha um braço sobre os olhos, mas um sorriso dizia que sabia que Nico o comia com os olhos.

-Pensei que estivesse cansado. -Nico riu e contornou a cama para se deitar do lado dele.

-Bem, tirei um cochilo no carro. -tirou o braço dos olhos e sorriu de lado para ele, jeito que Nico achava sexy e em determinadas situações, excitante. -Não quero que lembre só que a primeira vez que transamos depois do casamento foi numa despensa. Então pelo menos a segunda tem que ser em Veneza. -Nico riu e sentiu ser puxado mais para perto, ficando a centímetros do rosto de Will.

-Você me puxou para a despensa, ou seja culpa sua e do seu descontrole.

-Você gosta do meu descontrole. -Will puxou o lábio inferior de Nico e o deixou escapar lentamente. -Aliás, se não gostasse, não estaria nem aqui.

-É claro que gosto do seu descontrole. -ele riu e o beijou. -Se não gostasse, você mal poderia tentar tirar minha roupa.

-Foi um convite?

-Uma dica. -sorrindo, Will o puxou para cima de si e enquanto o beijava, puxou a camisa de Nico pela cabeça e o puxou pelas coxas fazendo-o ficar ainda mais perto. Atrevidamente, a mão direita do moreno foi descendo pelo peito de Will até encontrar a cueca, e lá a afastou para por a mão dentro.

Já começava a ficar quente o quarto, ele tinha a noção de estar sobre Will e de que sua mão tocava seu membro, fazendo o loiro emitir gemidos baixos e contidos na boca dele. Sentia o membro do marido endurecer em suas mãos e quanto mais o excitava, também mais ficava excitado. As mãos de Will se fecharam em suas coxas com força e fizeram que ele gemesse dessa vez. Sem esperar, foi empurrado para trás, às costas contra o colchão macio, Will tomou conta de tirar suas calças o deixando completamente nu na sua frente, com um sorriso, este foi deixando beijos pelo seu corpo, os lábios quentes e molhados, causando choques e arrepios. Explosões de desejo e vontade que descesse mais os beijos, invadiam Nico como a corrente de um rio, e assim se fez, até chegar em suas coxas onde foram deixadas leves mordidas antes que Will colocasse seu membro na boca e o chupasse. Will o olhava enquanto isso, via os olhos fechados e a boca aberta procurando o ar que o prazer o tirava, o peito subindo e descendo rápido, e as mãos agarrando o lençol com força evitando ter que fazer isso nos cachos do marido, oque doeria pela força como ele fazia aquilo.

Com os arrepios indo e voltando, ele não avisou antes de gozar na boca do loiro. O prazer o fazia continuar com os olhos fechados, apreciando o toque as vezes delicado ou bruto de Will, que tinha os olhos escuros de desejo. Azuis intensos e apaixonantes, da cor do mar comum numa madrugada.

-Eu poderia o ficar olhando assim a noite inteira, mas considero desperdício. -Will riu e beijou o pescoço do moreno, depois o puxou pela cintura fazendo-o sentar e o beijar.

Ele virou-o para ficar de quatro à sua frente, o segurou pelos quadris e posicionou seu membro na entrada de Nico, inclinou-se sobre ele e o penetrou. Um gemido tentou escapar dos lábios prensados entre os dentes de Nico, mas na segunda vez que o loiro saiu e voltou a entrar, ele não segurou o gemido e esse fluiu alto e claro. Soou perfeitamente para os ouvidos de Will e ele queria ouvir mais daquilo, então aumentou a força com que o penetrava e os gemidos de Nico também aumentaram. Que os vizinhos ouvissem, tanto fazia.

Nico sentiu as pernas tremerem levemente, mas logo depois Will gozou dentro dele com um suspiro e pôs uma mão no peito do moreno o trazendo para si e o masturbou enquanto o beijava. Esse também não demorou a gozar e se voltando para Will, ele o deitou e voltou a beija-lo.

-Fica tão lindo assim. -Nico sussurrou com as mãos no cabelo de Will.

-Um elogio do nada? Isso é novo. -eles riram e o loiro se deixou cair ao lado de Nico, o olhando nos olhos. -Apesar de tudo, -disse sério de repente. -Eu ainda tenho medo.

-Eu também. -sussurrou. -Mas eu aprendi com a gente que… não devemos ter medo do futuro, tínhamos que ficar juntos e aqui estamos.

-Então acredita em destino? -ele franziu a testa e riu. -Desde quando?

-Desde que somos um dos casais mais complicados, tem outra explicação que não seja o destino para nós dois?

-Sim. -Will se aproximou e o beijou, depois sussurrou. -Vivemos o mais estranho amor de verão do mundo e somos muito estranhos, nossas estranhezas nos unem, tanto que para nós o verão não vai acabar nunca. Não foi destino que nos fez ficar juntos porque o seu destino era ficar longe de mim, a partir de que o mudamos de uma hora para outra não se chama mais destino, só amor. Não preciso que nada me destine a você, sendo que eu sempre te encontro, não importa quanto tempo eu te procure.

-Quer me fazer chorar, Solace?

-Lembre-se que esse sobrenome agora também é seu.

-Como eu poderia esquecer? Então… vão ser morenos né?

-O que? -Will perguntou confuso.

-Nossos filhos. -eles riram e passaram a noite ali, conversando, rindo, fazendo pequenas declarações de vez em quando.

A vida pode ser difícil, as noites podem ser frias, o inverno pode ser forte e as dores podem ser agudas, mas isso tudo passa quando você encontra alguém para ficar com você no seu verão eterno. O mundo continua pequeno demais e quando dois corações batem juntos, no mesmo ritmo, o mundo diminui ainda mais, as vezes para uma escola, uma casa, uma rua, ou mesmo um club. Isso o trás uma sensação nova, amor. Ou tão velha que você acha que não pode se impressionar com mais nada, mas apesar do mundo ficar pequeno e os lugares serem os mesmos, as pessoas são todas diferentes e alguém, em algum lugar, talvez a mais simples e apagada, vai lhe impressionar. Talvez ela vá embora, e um adeus é demais para isso, o mundo continua pequeno e quem sabe você volte a encontra-la e talvez até viver o mais estranho amor de verão? Continue lutando.


Notas Finais


Esperem, ainda vai ter um breve epilogo.


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