História SummerSun (Adaptação G!P) - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
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Palavras 2.385
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Harem, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite, boa leitura!!!

Capítulo 10 - Calor


Anteriormente em SummerSun:

Camila olhou para o relógio.

— Quase seis horas… Você trabalhou em tempo integral hoje, Vero. Obrigada por ficar para a limpeza. Não sabia que ia demorar tanto.

— Sei como Arthur gosta de sua cozinha e se tudo não estivesse impecável, ficaríamos em maus lençóis.

— Você e Arthur… — Camila hesitou um pouco. — Está tudo bem na cozinha? Por favor, diga que sim. Preciso de boas notícias.

— Está tudo bem, querida. Enquanto eu não lhe disser como fritar os frutos do mar e ele não me disser que verduras colocar na salada, vamos em frente. Arthur é um homem encantador quando quer.

— Não há dúvida de que é um homem atraente.

— Lá isso é — Vero concordou com um suspiro. — Quase havia me esquecido de como ele era atraente. E parece mais calmo agora.

— Mais calmo? Arthur?

— Nos velhos tempos, não podíamos ficar dois minutos na cozinha sem brigar. Se eu dizia “ponha alecrim”, ele colocava tomilho. Brigar com Arthur a respeito dos temperos me parece bobagem agora. Há outras formas de atrair a atenção dele.

— Vero, você e Arthur… Quero dizer, vocês são divorciados, mas você parece…

— Tivemos tempos ruins, mas tivemos tempos maravilhosos também. No momento, nossas relações são estritamente profissionais.

— Hum… Foi por isso que ele fez a salada para nós?

Vero deu uma risadinha.

— Não posso falar mais nada a respeito de Arthur… por enquanto. Está na hora de ir para casa. Você trabalhou direto, sem parar, arrumando o salão e anunciando a inauguração. — Deu uma batidinha no ombro de Camila. — É um gênio da propaganda, e uma decoradora de primeira. Trabalhou duro para chegarmos a este dia.

Camila reclinou-se na cadeira e sorriu.

Atualmente em SummerSun:

— E agora todos sabem que o salão vai funcionar como um restaurante de verdade. E classe é o que não falta ao lugar, não é?

Verônica olhou do terraço para o salão brilhantemente decorado.

— E está milhares de anos-luz à frente da espelunca que era antes. Estamos só começando, Camila. Aposto que você terá tanto sucesso quanto Lauren tem tido.

— Lauren?

— Ela tem tido muito sucesso, garota, ainda que seu gosto em termos de decoração seja abominável. Lauren sabe como manter os fregueses. Ela e Arthur.

De má vontade. Camila teve de admitir que Betty tinha razão.

Lauren dava um toque mágico ao bar.

— Mesmo assim, há mais de uma maneira de dirigir o SummerSun— ela comentou.

— Não precisa provar tudo isso num dia. Agora, feche o salão e vá para casa — ordenou Verônica.

— Num instante. Só quero verificar mais alguns detalhes…

— Bom, eu desisto — Verônica se levantou. — Até amanhã.

— Boa noite, Verônica . E muito obrigada. Sem você, eu…

— Não teria conseguido. — Verônica piscou um olho. — Eu sei.

Camila passou mais meia hora no salão, calculando os rendimentos do almoço. Faltavam só dois dólares, o que considerava um milagre em vista do pesadelo que fora arranjar troco para trinta pessoas. Mas sobrevivera e algumas das mulheres até tinham falado em voltar, quando o SummerSun abrisse diariamente para o almoço. Contudo, nunca imaginara que fosse tão estafante trabalhar num restaurante, tanto física quanto emocionalmente. Ela e Verônica haviam trabalhado na cozinha desde as oito da manhã. Para a surpresa de Camila, Arthur deixara uma travessa gigante de salada de camarão na prateleira de Verônica, no refrigerador das cervejas. Verônica apenas sorrira misteriosamente diante do presente dele, passando depois a instruir Camila como limpar e preparar os ingredientes que utilizariam.

Camila desfiara peitos de frango, picara aipo e cebolas, cortara tomates e abacates em fatias e alfaces em tiras. Depois arrumara as mesas, recebera os fregueses, anotara os pedidos, servira os pratos, as bebidas e o café, além de apresentar o bolo de aniversário que Verônica havia preparado.

Graças a Deus, Lauren não estivera presente para vê-la correndo de um lado para o outro, como Bob atrás de uma gaivota. Graças a Deus, não a vira derramar chá na sra. Perry. Graças a Deus…

— Quem se importa com o que Lauren Jauregui pensa a respeito de alguma coisa? — perguntou a si mesma em voz alta.

Saiu do salão com o envelope na bolsa. Pararia no caixa automático a caminho de casa. Depois, seguiria o conselho de Verônica e tomaria um bom banho e um copo de vinho antes de uma longa noite de sono.

Trancou a porta do salão ao sair e parou um momento no terraço. O céu estava rajado com tons de laranja, rosa e fúcsia que emanavam da bola vermelha representada pelo sol, pairando à superfície das águas.

— Uau! — exclamou, apreciando o espetáculo. Deveria reservar alguns minutos por dia para assistir ao pôr-do-sol no Golfo.

— É de graça. E é também o mais belo espetáculo do Golfo.

Espantada, Camila se virou ao som da voz de Lauren.

Ela subiu devagar a escada e ficou ao lado dela, junto ao parapeito. Estava de pés descalços e só de short.

— Não a ouvi chegar. — O tom era acusatório.

— Vim da praia. Andei pescando com uns amigos, do outro lado do cabo.

— Pegou algum peixe? — perguntou ela, evitando admirar-lhe o bronzeado.

— Duas caranhas vermelhas de bom tamanho. Estão no gelo, lá embaixo, para que Arthur as cozinhe logo cedo. São ótimas no café da manhã, sabia?

— Não, não sabia.

— Quer experimentar?

— Peixes não fazem parte do que considero um bom desjejum.

— Já tentou alguma vez?

— Bom, na verdade…

Lauren riu.

— O convite está de pé. Então, como é que foi o almoço? — A pergunta soou normal, despreocupada.

— Ótimo. Sem problemas — mentiu ela.

— É bom saber. Ainda acha que vai ter sucesso?

— Pode apostar — replicou Camila, com mais fervor do que sentia no momento.

— Espero que os nativos sejam mais tolerantes, pelo fato de você ser filha de Alejandro.

Ela a fitou com severidade. Aquela expressão de estudada indiferença a deixava nervosa. E o fato de Lauren estar praticamente nua também não ajudava. Seus olhos não conseguiam se fixar no rosto dela. Notou, fascinada, com o bronzeado e seu corpo iam-se afilando, formando uma linha na altura do abdômen, e desapareciam dentro do short. Seu olhar curioso e admirado deslizou para as coxas e panturrilhas. Estremecia à lembrança do beijo e da sensação daquele corpo maravilhoso contra o seu. Forçando os olhos a se fixarem no rosto dela, Camila respondeu:

— O que quer dizer exatamente com “mais tolerantes”?

— O chá no vestido de seda novo de Mary Perry.

— Como soube?

— Estava pescando com Ned Perry e depois parei na casa dele para uma cerveja. Mary me contou tudo o que ocorreu no almoço.

Camila sentiu um peso no estômago.

— Não foi nada, na verdade. Uma dessas coisas que acontecem de vez em quando. O que a sra. Perry disse?

— Disse que você se ofereceu para limpar o vestido e como é filha de Alejandro e minha sócia, ela não a processaria.

Camila notou que ela estava com vontade de rir.

— Está mentindo, Lauren Jauregui.

— Sobre o processo, sim. Mas não sobre a amizade que a senhora dedicava a Alejandro e que dedica a mim. É provável que tenha sido por isso que Mary encomendou o almoço a você.

— Por acaso, perguntou o que ela achou da comida e da decoração?

— Não, para falar a verdade.

— Muito obrigada. O SummerSun é nosso, Lauren. Podia demonstrar um pouco de interesse.

— Esses almoços para mulheres não foram idéia minha, Camila.

— Mas estão acontecendo. São um fato. Creio que, como sócia, deveria mostrar entusiasmo em vez de me tratar como uma coitadinha.

— Não fiz perguntas. Só ouvi e o que ouvi é que todo mundo está curioso para saber por que você ainda está aqui.

— Ora, pergunte a Mary Perry. Estou dirigindo um restaurante e fazendo um bom trabalho — falou Camila por entre os dentes cerrados.

— Tendo em vista que já existe um restaurante popular aqui, fazendo um bom trabalho, as pessoas ficam imaginando que há outros motivos.

Camila encarou-a, ignorando o modo como o sol criava reflexos dourados em sua pele nua.

— Ah, é mesmo?

— É. Então, tive que lhes contar o verdadeiro motivo pelo qual você decidiu ficar em Cypress Key.

Camila viu o riso perverso pairando nos lábios dela e manteve sua própria boca firmemente cerrada. Lauren seguiu em frente:

— Contei-lhes que o negócio do restaurante é secundário. E que você só permanece aqui porque está louca por mim.

— Você lhes disse isso? — A voz de Camila se elevou.

— É a verdade, não é? — sussurrou Lauren, cruzando os braços sobre o peito.

— Claro que não!

— Claro que é, Camila. Só que você ainda não sabe.

— Vou fingir acreditar que você esteja brincando, Lauren.

— Brincando? Não se lembra do nosso beijo, bem aqui, na praia? — Ela apontou para a água. — As faíscas daquele beijo poderiam ter incendiado este velho lugar e reduzido-o a cinzas.

Ela fitou o Golfo, tentando se recompor.

— Não estou falando de beijos! O que acontece é que… Oh, Lauren, você me contunde tanto! Nem sei dizer o que acontece de verdade…

Lauren passou ternamente os dedos ao longo do braço dela.

Camila sentiu um arrepio vindo da nuca e descendo, como um raio, pela espinha.

— É o magnetismo que nos envolve, Camila. Nós.

Ela teve a sensação de que tudo havia parado: sua respiração, o vento nas palmeiras, as ondas no mar. Seus olhos encontraram os de Lauren. Brincalhões, sensuais e donos de uma força hipnótica. Mais um instante perto dela e estenderia o braço para passar a mão sobre a pele macia do tórax largo. Mais um instante e… Isso não devia estar acontecendo. Odiava Lauren. Não odiava? Camila lutou para acordar do transe.

— Nós? Não existe nós, Lauren. É você de um lado e eu do outro. E esta falsa parceria. — Lutava para controlar a voz, amaldiçoando-se por estar confusa e trêmula quando mais precisava ser fria e imperativa.

Lauren deu um sorriso atrevido.

— Tudo entre nós é bem real, Camila. Venha, vamos lá para cima onde é mais agradável. Vamos tomar um drinque, conversar um pouco…

— A única coisa que tenho a lhe dizer é boa noite.

Camila sabia que tinha de ir embora, colocar distância entre ela e Lauren antes que algo de perigoso acontecesse. Agarrou a bolsa e começou a atravessar o terraço, quase correndo.

A voz dela ressoou languidamente no ar quente tropical.

— Isso quer dizer que o nosso encontro para o café da manhã foi cancelado?

Por que, pensava Camila, Lauren sempre tinha a última palavra? A caminho do barco, relembrou aquela última cena. Era típico dela: zombar de suas reações e confundi-la.

Queria ter dito tantas coisas a Lauren ali mesmo, no terraço; mas ao vê-la seminu, tocando-a, falando em beijos, dera-lhe um branco. Mesmo agora, que estava longe, não conseguia tirá-la da cabeça. Faíscas, ela dissera. Magnetismo. Podia lidar com Lauren, disse para si própria, e repetiu em voz alta:

— Posso lidar com Lauren Jauregui.

Mas… Qual Lauren? A arrogante, machista, a mulher que tentava lhe dar ordens em relação ao SummerSun, ou a mulher de negócios respeitada pelos empregados e pela comunidade? A Lauren brincalhona, que parecia adorar enervá-la, ou a Lauren terna, gentil, que cuidava de pássaros feridos? Ou, a que mais a confundia, a Lauren que olhava para ela com tanto desejo que tivera de fugir correndo?

Maldita.

Enfim, viu o barco a sua frente, balançando nas águas, e deu um suspiro de alívio. Mesmo que não fosse exatamente o lar de seus sonhos, pelo menos era um porto de chegada depois de um longo dia. Deitaria e tentaria tirar da cabeça tudo o que se referisse a Lauren Jauregui.

Abriu a porta e entrou, pronta para ser saudada por uma corrente de ar frio. Não foi. Em vez disso, foi recebida por um calor sufocante. Uma sauna seria mais refrescante. Camila tinha certeza de que deixara o ar condicionado ligado de manhã, mas talvez, na pressa de chegar ao SummerSun; houvesse esquecido.

Acendeu a luz e verificou os controles. O botão estava ligado. Nervosa, desligou e ligou o aparelho de novo. Não fez nenhum ruído, não resfriou nem um pouquinho. O ar condicionado pifara.

Praguejando em voz baixa, ela escancarou as janelas e as portas. Inútil. O ar sobre o rio também estava quente e pesado, nenhuma brisa agitava a noite úmida. O suor brotou em seu pescoço. Camila pegou uma toalha e enxugou-o. Examinou outra vez o condicionador de ar.

Era bem coisa de Lauren Jauregui… Empurrar-lhe um aparelho decrépito como aquele! Provavelmente, ela sabia que aquela porcaria iria pifar mais cedo ou mais tarde, pensou ela, enquanto virava todos os botões, ligava e desligava a tomada e, por fim, socava a máquina com o punho.

Frustrada, Camila livrou-se das roupas e entrou debaixo do chuveiro. Deixou a água fria espalhar-se por todo o seu corpo, até se sentir melhor. Então se secou e, ainda envolta na toalha, serviu-se de um copo de limonada. Encolhida na cama, bebeu sua limonada e logo sentiu o calor envolvê-la de novo, pior do que antes. De certa forma, o fato de haver se refrescado tornava o calor ambiente ainda mais opressivo agora.

Refletiu sobre as alternativas de que dispunha. Dormir no barco seria impossível: ficaria acordada a noite toda, banhada em sua própria transpiração. Menos atraente ainda era a idéia de levar o colchão para o convés, onde os mosquitos a comeriam viva. Acalorada e frustrada, caiu na cama de novo.

A imagem de Lauren veio-lhe de súbito a mente. Lauren, desfrutando do conforto do ar condicionado do apartamento do andar de cima do SummerSun. O apartamento de seu pai, os quartos que deveriam ser dela! Ela dormiria lá confortavelmente aquela noite, enquanto ela permaneceria acordada numa sauna, rezando para que o dia amanhecesse logo. Ela escutaria música, leria, assistiria à televisão, faria tudo o que qualquer pessoa normal faz. Ela ficaria acordada num barco num rio tenebroso, esperando que uma leve brisa agitasse as cortinas esfarrapadas…

Era absurdo! Não aceitaria aquela situação!

Ficou de pé, decidida a pôr um fim àquele martírio. Não ia ficar num barco em ruínas longe de toda a civilização, enquanto Lauren Jauregui desfrutava de uma vida de confortos. De jeito nenhum.

Tremendo de raiva e indignação, Camila abriu com violência a gaveta sob cama, tirou um short limpo, uma camiseta e roupas intimas. Depois de vestir-se, agarrou a bolsa e saiu batendo a porta.

Já era mais do que tempo de Lauren e ela acertarem as contas.


Notas Finais


Preciso de alguém que faça capas para fics, me indiquem!!!!!


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