História SummerSun (Adaptação G!P) - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
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Palavras 2.381
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Harem, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite, prontos para um novo capítulo? Leiam as notas finais! Boa leitura.

Capítulo 6 - Mudanças


Anteriormente em SummerSun:

Camila rabiscou uma palmeira em seu caderno e quando Dinah retornou com o almoço, guardou rapidamente o caderno na bolsa. Antes de fazer qualquer plano, tinha de conversar com Lauren. Conversar? Brigar soava melhor. Bem, então iriam brigar. Não estava disposta a se deixar intimidar por ela. Lauren tinha duas escolhas àquela altura e ambas lhe serviam: permitir que ela fizesse as coisas a seu modo ou deixar o SummerSun. Camila preferia a última alternativa, mas estava preparada para ambas.

Comeu o camarão frito, tendo de admitir que estava delicioso, então saiu ao terraço e sentou-se a uma mesa protegida por um guarda-sol. Bob veio pira junto dela. Distraída, esfregou-lhe as costas com o pé e o velho cachorro rosnou de prazer.

Ela se reclinou, espreguiçou-se e entregou-se por um momento à beleza da manhã. Tudo calmo, o céu azul, a brisa suave. Gaivotas e pelicanos circulavam preguiçosamente pelo céu, mergulhando as vezes em busca de peixes na superfície do plácido Golfo. Mas a sua paz não iria durar. Se Bob estava ali. Lauren não devia estar muito longe.

Atualmente em SummerSun:

Ainda assim, não via sinal de Lauren. Em meio a uma certa balbúrdia os fregueses começavam a sair do bar. Como Dinah lhe dissera, a maioria era de homens de meia-idade. Cumprimentaram-na com um amistoso “olá”, antes de descerem ao cais e entrarem em barcos.

Alguns casais, talvez aposentados, trouxeram seus cafés ao terraço e sentaram-se ao sol por algum tempo. Não mais do que duas dúzias de pessoas haviam almoçado no SummerSun, e Camila queria mudar isso. Parecia tão simples, que se perguntava por que Lauren e seu pai jamais haviam pensado naquilo.

Bem, logo teria a oportunidade de perguntar a Lauren, porque ela vinha subindo a escada, vindo do estacionamento. Parecia uma boxeadora indo atrás de seu adversário no ringue. Só havia um problema: ela era o adversário.

Bob levantou a cabeça, bateu o rabo preguiçosamente no piso e então retornou à sua sesta.

Lauren veio imediatamente na direção de Camila. Ela tentou afetar tanta despreocupação quanto Bob.

— Por que diabos esteve com o meu contador esta manhã?

Camila fez uma pequena correção:

— Nosso contador. — Então sorriu. — Boa tarde para você também, Lauren.

Lauren tinha educação suficiente para ficar um pouco embaraçada, mas isso não a impediu de fulminá-la com uma bateria de perguntas.

— Por que foi lá? O que está acontecendo? Como soube…

— Ally me deu o telefone do nosso contador e marquei um encontro. Simples, não? Precisava ter uma idéia de como nós estamos financeiramente. — Camila percebeu que o uso contínuo de palavras como “nosso” e “nós“ não agradava a Lauren. Pior para ela — Vamos indo muito bem. Fiquei surpresa.

Lauren se acalmara um pouco e apoiara-se no parapeito do terraço. Mas ainda parecia uma boxeadora, recuperando as forças antes de partir para o nocaute. Finalmente, falou com frieza:

— Sei quão bem o SummerSun está indo, Camila. Não preciso que me diga. Na verdade, não preciso de você para nada.

— Pode não precisar de mim, mas estou aqui e não há nada que nenhum de nós possa fazer a respeito. Também sei o que estou fazendo, e vou fazer muito mais.

— Porque foi ao banco? Um dos caixas me contou que passou por lá.

— Devia ser óbvio. Fui registrar meu nome nas contas, nos cartões, e assim por diante. Fui fazer o que qualquer sócio faria.

— Devia ter falado comigo primeiro.

Lauren cruzou os braços diante do peito, gesto que irritou-a ainda mais, sobretudo porque salientava de modo perturbador seus bíceps e seu amplo tórax. Ela podia ao menos se vestir de modo mais formal, pensou, já que tinha ido ao banco. Mas usava short, uma camiseta vermelha esfarrapada e cinto de couro. Camila estava elegante, de saia e blusa. Por que então, se sentia em desvantagem?

— Só levei os documentos necessários para provar que sou sócia do SummerSun. Não achei que precisasse da sua permissão.

— Talvez não, mas não gosto de saber por um caixa de banco do que está acontecendo em meu próprio bar.

— Nosso bar — salientou Camila. — Se já se acalmou o bastante para sentar, gostaria de conversar um pouco com você.

Lauren grunhiu, tombou sobre uma cadeira e gritou para Dinah:

— Traga uma cerveja, por favor. — Então, comentou com Camila: —Tenho a impressão de que não vou gostar dessa conversa.

— Como não gosta de nada que diga respeito a mim, isso não seria surpresa. — Ela respirou fundo, pegou a bolsa e retirou o caderno. — Tenho um plano.

— Estou certa de que tem.

Ignorando o comentário. Camila continuou:

— Vou reformar o salão.

Lauren deu um pulo da cadeira.

— Não, não vai, não!

— Vou, sim! — devolveu ela e encarou Lauren.

— O salão está muito bem assim.

— É… vulgar.

— É a sua opinião.

— Pergunte a qualquer outra pessoa — desafiou Camila.

Naquele instante, dinah chegou com a cerveja de Lauren e depositou-a cuidadosamente sobre a mesa.

— Obrigada — falou Camila, já que ela estava nitidamente distraída.

— De nada — replicou Dinah, retirando-se às pressas.

Lauren realmente não notara que a cerveja havia chegado e foi logo argumentando:

— O salão fica cheio todas as noites.

— E vazio na hora do almoço.

— Isso não tem nada a ver com a aparência do lugar.

— Claro que tem.

— Não tem, não — retrucou Lauren por entre os dentes cerrados.

— Tem, sim.

— Então, por que o bar fica lotado?

— Porque os velhinhos não se importam com o ambiente — respondeu ela.

— Certo. Vêm pela comida.

— Não, não é por isso.

— É sim.

— Não, eles…

De repente, Camila percebeu o que estavam fazendo. Estavam frente a frente, aos gritos por causa da falta de classe do salão do SummerSun. E isso era simplesmente ridículo.

Sentou-se novamente. Lauren voltou devagar à sua cadeira

— Não quero brigar com você, mas por favor, me escute — pediu ela, mantendo a voz baixa. Tomou fôlego e continuou. — Na hora do almoço, o pessoal vem aqui porque o bar é familiar e a comida é agradável. Mas há outras pessoas que poderiam lotar o local, se o salão tivesse boa aparência e um cardápio mais atraente.

— E quem são essas pessoas? — perguntou Lauren com polidez.

— As garotas que almoçam fora. Turistas. Famílias. Tudo de que precisamos para atraí-los é um novo cardápio e um novo visual.

— Você é louca?

Sem energia para recomeçar a discussão. Camila permaneceu em silencio.

— Não, não precisa responder. Você é louca. Depois de vinte e quatro horas num lugar, acha que pode mudá-lo por inteiro, sem mais nem menos?

Camila suspirou.

— Inteiro, não. Só o salão.

Mais uma vez, Lauren deu um salto e ficou de pé.

— Nunca!

— Lauren, por favor, fique quieta e me deixe explicar. Parece que somos duas rãs, pulando para cima e para baixo.

Lauren respirou fundo e  se sentou de novo. Ao ver a garrafa sobre a mesa, tomou um gole de cerveja.

— Tudo bem. Vou ouvir com calma, se é que é possível haver calma perto de você. Lembre-se porém, de que me falou que não queria mudar nada, só observar.

Camila concordou.

— Falei, sim. Mas isso foi ontem, antes de ter mil idéias. Antes também de pedir ao contador para ver os livros contábeis.

— Poderia ter visto toda a papelada comigo. Mas teve de ir sozinha… Você quer tomar conta de tudo sozinha.

— Não foi essa a minha intenção — disse ela, em voz branda.

— Bem, mas é o que parece. Diabos, Camila, os livros não interessam! É o lugar que interessa. O SummerSun funciona bem deste jeito há anos. Não pode deixá-lo assim?

Ela respondeu com teimosia:

— Não. Possuo a metade do SummerSun, Lauren. Tenho o direito legal de fazer o que quiser. Podemos ir ao tribunal, mas as taxas legais vão lhe custar duas vezes mais do que o que pretendo gastar. Veja. — Empurrou o caderno para ela. — Veja esses desenhos. Dê uma espiada nas minhas idéias.

De má vontade. Lauren pegou o caderno e deu uma olhada superficial.

— As cifras são muito baixas. Não vai conseguir reformar o salão por esse preço.

— Farei a maior parte do trabalho, nas segundas-feiras, quando estivermos fechados. E também durante o dia, já que ninguém vai ao salão nesse horário. Depois que reabrirmos, recupero os gastos com a reforma em um mês. Garanto. — Camila não tinha certeza, disso, mas seu tom era seguro.

Lauren ficou em silêncio por um momento. Então seus olhos brilharam em desafio.

— Arthur jamais concordará com isso. Vai odiar o cardápio, com pratos leves, saladas e sanduíches com nomes engraçadinhos. Não irá aceitá-lo nem em um milhão de anos.

— Deixe Arthur comigo.

Camila não queria admitir, mas Lauren podia estar certo. Arthur era um obstáculo em potencial… Mas iria enfrentá-lo quando chegasse o momento adequado. Naquele instante. Lauren Jauregui era o problema.

— Não aprovo — declarou ela, ríspida. — Embora suspeite de que você vai fazer isso de qualquer jeito, não vai?

— A não ser que me impeça fisicamente — Camila desafiou.

A expressão do rosto de Lauren se alterou. Seus olhos, que brilhavam de raiva durante toda a conversa, se estreitaram. A boca se curvou num riso sensual. Até a textura de sua voz mudou, tornando-se mais baixa e sugestiva.

— Até que não é má idéia… Fisicamente, não?

— Nada disso. Eu quis dizer que…

— Ouvi o que disse, Camila. Talvez um contato físico seja do que precisemos a esta altura. Não faria mal… Talvez, até ajudasse. — Passou a mão no braço dela devagar, mas com ousadia. Insinuante, como sempre.

— Não. Nunca. De jeito nenhum.

Ela retirou o braço. Lauren sempre dava um jeito de colocar a conversa num contexto sexual. Isso a deixava inquieta, insegura. E como detestasse aquela sensação, Camila decidiu ignorá-la. E ignorar Lauren também.

— Vou começar a trabalhar amanhã — declarou de modo brusco. — E acho que vai se surpreender bastante.

— Como quiser — murmurou Lauren, virando-se. — Venha Bob, preciso caminhar um pouco.

Com relutância, o cachorro levantou e com um olhar de desculpas a Camila, seguiu a dona rumo à praia.

Camila se indagava se iria danificar para sempre suas costas com todo o trabalho de pintura que estava fazendo. Devagar ficou em pé e se espreguiçou. Três dias de trabalho sem interrupção haviam mudado bastante o salão. Pelo menos, era o que esperava.

Lauren era de outra opinião. Andava distante e desinteressada como quase todo o pessoal. Mas Dinah ajudara-a a pintar nas horas de folga. E Buck ajudara a pendurar vasos de orquídeas e samambaias nos ganchos das traves do teto. Só as plantas já tornavam o lugar mais atraente.

Agora ela estava dando os toques finais nas mesas e cadeiras, pintando-as de vivas cores caribenhas: turquesa e fúcsia, lilás e verde-papagaio. Planejava acrescentar guardanapos coloridos, centros de mesa e redecorar o cardápio, a fim de dar aos fregueses a sensação de estarem numa ilha tropical. Tomara que o efeito funcionasse!

Apoiando-se contra a parede, pensou no que faria a seguir.

— Está bonito.

Perplexa. Camila se virou e viu Arthur, impecável em seu uniforme branco, observando o salão.

— Obrigada — conseguiu dizer, apesar da surpresa. Arthur também ausentara-se do salão nos últimos três dias.

— Esta nova decoração me traz recordações da minha terra — ele falou, em tom brando. — As cores vivas, as plantas…

Camila deu um longo suspiro de alívio.

— Era o que eu esperava, Arthur. A atmosfera de uma ilha.

— Vai ter também uma banda de metais?

— O quê? Não, eu não… — Então Camila percebeu que ele estava brincando. — Não, o som da máquina automática do bar serve. E você, tem alguma outra idéia para me dar?

Arthur sentou-se numa das cadeiras fúcsias e olhou para o teto.

— Está se referindo ao cardápio? — perguntou, enfim.

— Também — admitiu Camila.

— Bem, não vou alimentá-la com fantasias caribenhas. Nada de sanduíches das Bahamas e saladas de Barbados. Meu cardápio continua o mesmo.

Camila percebeu de imediato contra o que lutava e em seu íntimo, resolveu não se sentir intimidada pelo empregado. Apostara muito naquilo. Estava na hora de mostrar isso ao cozinheiro-chefe.

— Vou abrir o salão para almoços, Arthur — anunciou com firmeza: — A fim de atrair fregueses, eu quero melhorar o cardápio, e nós vamos fazer isso.

Ele permaneceu num silêncio estóico. Enchendo-se de coragem, ela prosseguiu:

— Se não cozinhar para mim, vou ter de contratar mais alguém como assistente para fazer sanduíches e saladas. É claro que essa pessoa vai ocupar espaço em sua cozinha…

— Chantagem, hein?

— Pode chamar como quiser. Mesmo assim, me parece que o mais lógico seria você fazer isso por nós dois.

Camila pôs-se em pé e Arthur finalmente se levantou para encará-la.

— Seu pai foi muito bom para mim… Creio que devo algo à família.

— Então…?

— Tudo bem — concluiu ele. — Pode contratar alguém para trabalhar algumas horas por dia em minha cozinha, fazendo comida para as damas… se for alguém que sabe o que faz. Vou continuar com os meus cardápios. E, de vez em quando, se você tiver sorte, talvez eu lhe faça uma salada de camarões.

Para Camila, era uma vitória.

— Oh, obrigada, Arthur! Está ótimo!

— Mas não vá ficando muito entusiasmada. Estou concordando com você porque acho que esse plano do tal almoço não vai dar certo. Assim, posso me permitir ser generoso. Por algum tempo.

— Só preciso de algum tempo mesmo — replicou Camila enquanto Arthur se afastava. Não ia deixar que aquelas palavras pessimistas a derrubassem. Pelo contrário: iria provar para ele e para Lauren que ambos estavam errados quanto ao seu projeto.

Bem mais confiante, decidiu não avisar o cozinheiro-chefe de que seu uniforme, antes imaculadamente branco, estava agora marcado com a tinta fúcsia da cadeira em que ele se sentara. Logo, logo, o pessoal da cozinha se encarregaria da tarefa. E das gozações.


Notas Finais


Preciso que me indiquem alguém para fazer as capas das minhas Fics galera, sabem de alguém que faça??! Comentem favoritem compartilhem/divulguem!


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