História SummerSun (Adaptação G!P) - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Visualizações 87
Palavras 2.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Harem, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!!!

Capítulo 8 - Beijo


Fanfic / Fanfiction SummerSun (Adaptação G!P) - Capítulo 8 - Beijo

Anteriormente em SummerSun:

Lauren levantou e carregou o pássaro até a beira da água com Camila e Bob, bastante interessado, seguindo logo atrás. Livrando-se da rede, ergueu os braços com grande esforço e jogou o pelicano para cima.

As vigorosas asas se abriram de imediato e começaram a bater. O pássaro manteve-se no ar, circulou e então rumou em direção ao céu infinito. Bob, latindo com entusiasmo, se atirou na água correndo atrás dele. Lauren e Camila ficaram olhando, até a grande ave desaparecer de vista.

— Obrigada — disse Camila, enfim. — Foi uma experiência… emocionante.

— Acontece muito — explicou Lauren. — Os pelicanos ficam enredados nas linhas de pescar. Nem todos têm a sorte do nosso amigo de hoje. A infecção causada pelo anzol se espalha rapidamente e eles acabam morrendo. Ou então o gancho prende em seu olho…

— Que horrível! — Camila estremeceu.

— Um pelicano caolho não pode competir pelos peixes com seus companheiros saudáveis.

A maré mudara e a água batia em seus tornozelos.

— Não há o que se fazer para evitar esses incidentes? — ela perguntou, visivelmente preocupada com a sorte dos pobres bichinhos.

— Muito pouco. Tentamos educar os pescadores que vão ao SummerSun para que tomem cuidado com os pelicanos e os peixes-bois. Muitos deles se arrebentam de encontro aos hélices dos barcos.

— Eu nunca havia pensado nisso.

Atualmente em SummerSun:

— Pois é… Temos de ser mais cuidadosos. Afinal, o oceano pertencia a eles antes de aparecermos.

Camila olhou para ela de um jeito engraçado, com a cabeça inclinada para um lado e a testa levemente franzida.

— Não é muito lisonjeiro — falou Lauren.

— O que?

— O modo como me olha… Estou me sentindo um ser do outro mundo.

— Desculpe. É que… — Ela ainda não conseguira organizar os pensamentos. — Fiquei surpresa ao ver que você… que você parecia tão interessada…

— Interessada em quê? — Os olhos dela brilharam.

— Em salvar o pelicano, é claro.

No que mais poderia ser, pensou Camila. Lauren desviou o olhar.

— Surpresa porque eu demonstrei um pouco de afeto e decência? Seria mais típico de uma pessoa como eu ter batido no pássaro com uma enxada?

— Não, claro que não! Quero dizer… — A voz dela foi sumindo. Não estava certa se gostara de ver esse lado-humano e vulnerável de Lauren. Aquilo interferia fortemente na imagem que tinha dela. — Faz isso com freqüência?

— Isso?

— Essa espécie de resgate — explicou ela, na falta de outra coisa a dizer.

— Sempre que possível.

— É… é…

— O que, Camila?

Lauren chegou mais perto, fitando-a. O ar estava quente e úmido, sem vestígios da brisa marinha. Camila notou o suor brotar na testa de Lauren e sentiu-lhe o calor da respiração contra a sua pele.

— É uma bela ação — ela falou, enfim.

Lauren riu. Ela tentou desviar o olhar, mas os olhos dela a hipnotizavam. Bob voltou e deitou-se a seus pés. Camila mais sentiu a presença do cachorro do que o viu. Na verdade, só conseguia ver Lauren.

— Sou uma pessoa legal. — Ela ergueu a mão, passando-a suavemente no rosto dela. — Não sabia disso, não é? — Camila sacudiu a cabeça numa negativa, dando-lhe a chance de acrescentar: — No fundo, você não sabe nada sobre mim. Mas eu sei muito a seu respeito. Sei o que pensa de mim, por exemplo.

— Não, não sabe. Eu…

— Sei, sim.

— Bem, eu lhe disse…

— Isso não interessa, Camila. O que se diz e o que se pensa, muitas vezes, são coisas completamente diferentes.

Ela tentou dar uma resposta rápida, mas as palavras ficaram presas em sua garganta. Lauren estava tão perto… perto demais. A mão dela tocou seu ombro, depois deslizou-lhe pelo braço.

Então, ela sussurrou em voz rouca:

— Neste exato momento, está pensando que não sou uma pessoa tão ruim quanto posso parecer. Está se perguntando se me julgou mal. Está se perguntando se não poderíamos ser amigas.

— Bom… — Ela não conseguia articular um pensamento.

— Esta pensando se não poderíamos ser mais do que amigas. — A voz dela era hipnótica.

— Não, não estou — Camila conseguiu dizer.

— Sim, está.

Sempre acabavam negando o que a outra dizia. Mas uma coisa era negar palavras ou afirmações: outra, muito mais perigosa, era negar sentimentos.

— Talvez até esteja pensando em como seria se eu a beijasse.

Camila se pôs em estado de alerta.

— De jeito nenhum.

Recuou um passo. Infelizmente, recuar implicava em adentrar o mar ou afundar ainda mais na areia. Ela não teve escolha, senão voltar para onde Lauren estava, num terreno mais firme.

Sem perda de tempo, Lauren a tomou nos braços e procurou-lhe a boca com lábios gulosos. O efeito foi eletrizante.

O beijo atingiu Lauren como um raio. A pele de Camila, o seu gosto, o seu perfume… Toda a ironia com que a vinha desafiando desapareceu, perdendo por completo o significado. Agora, era só a presença suave e feminina que importava.

Os lábios dela eram macios, doces, saborosos… Lauren sentiu-lhe a boca úmida, o calor do corpo e os seios firmes contra si. Seus braços a apertaram com força e de repente, ela experimentou a sensação de estar perdida.

Camila não encontrou disposição para resistir. No momento em que a língua de Lauren encontrou a sua, abriu ainda mais os lábios, entregando-se e retribuindo o beijo.

Nenhuma das duas notou a água batendo em seus tornozelos. Bob se esfregava em suas pernas e mesmo assim, ambas só tinham atenção para aquele beijo arrebatador. Passando a perna em torno das pernas dela. Lauren fez com que seus quadris se encontrassem num contato atrevido. Depois, abraçou-a com força e fez menção de intensificar os carinhos com os lábios e as mãos.

— Não! — gritou Camila de repente. Desvencilhou-se e firmou o pé como pôde na areia instável. — Não, não quero beijá-la!

Mesmo antes de terminar a frase, percebeu que esperara tempo demais para um protesto tão veemente.

Lauren balançou a cabeça e sorriu.

— Querida, você já me beijou, e acho que gostou tanto quanto eu. Na verdade, acho que gostou até mais — zombou.

— Você é uma aproveitadora, Lauren Jauregui. Pegou-me de surpresa, só isso — replicou ela, afastando-se em busca de um maior apoio para o pé. — Eu não tinha para onde escapar, exceto o oceano. E não ia me afogar por sua causa, certo?

Ela riu.

— Quanto ao beijo… Bem, eu é que sei o que senti ou deixei de sentir! — acrescentou, furiosa.

— Claro, você é quem sabe.

Camila estava finalmente recuperando o fôlego, e seu coração parara de bater loucamente. Notou que Lauren também respirava com uma certa dificuldade, além de ter o rosto corado. Com certeza, isso não era resultado, somente do calor da tarde.

Dando-lhe as costas, ela seguiu em direção ao SummerSun, chutando com raiva a areia antes de pisá-la. Bob ia atrás.

Ao perceber que Lauren também a seguia, comentou entre dentes:

— De qualquer modo, esse beijo é irrelevante.

— Irrelevante? — Lauren tentou agarrar-lhe o braço e impedir-lhe a caminhada, mas não conseguiu.

— Não significou nada. Não tem importância.

— Achei que foi quente, Camila. Para falar a verdade, você me surpreendeu. Beija muito bem, sabia?

Ela parou abruptamente e o cachorro trombou de encontro a seus pés. Começava a perder a calma.

— Não estou disposta a ouvir suas opiniões, Lauren. Nem hoje, nem nunca. O único relacionamento que vai existir entre nós — acrescentou, agitando o dedo diante de seu rosto irônico — será de negócios. E isso só enquanto você insistir em ficar zanzando por aqui.

— É você quem está zanzando por aqui. Eu moro aqui, lembra-se?

Camila se virou e continuou a chutar a areia.

— Estou aqui para ficar — Lauren acrescentou.

— Também tenho forças para ficar, Lauren. É imaginação… algo que nem todo mundo tem.

— Do que está falando?

— Estou talando que certas pessoas só pensam com seus corpos.

Irritada, reiniciou a caminhada rumo ao bar. Não tinha a intenção de dizer aquilo, mas a frase simplesmente fugiu de sua boca.

— E você não é assim? — indagou Lauren.

— Não. Penso com a cabeça.

— E em que estava pensando, enquanto me beijava? — perguntou ela, provocante.

Haviam chegado à escada do terraço. Camila subiu dois degraus e parou para encará-la.

— Contratei uma nova assistente. Ela é incrível. Nem você vai encontrar defeito nela.

— É?

— Bom, talvez eu me engane a esse respeito. Você dá jeito de achar defeito em tudo e todos. Mas ela é uma cozinheira experiente, uma mulher de muita competência. Vai cuidar do cardápio do salão, fazer as compras…

— E quem é esse modelo de virtude?

— Chama-se Verônica Iglesias e…

— Maldição! — berrou Lauren. — Contratou Verônica Iglesias? Oh, Camila, não posso acreditar.

Camila subiu ao terceiro degrau para fugir à força da reação dela.

— Qual é o problema com ela? Conhecia meu pai e achei que…

— Que me conhecia?

— Conhece? — indagou Camila, timidamente.

— Conhece. E conhece Arthur também.

— Eu não sabia… — Camila sentia que algo mais estava por vir, mas não tinha muita certeza.

— Pois é. Ela o conhece muito bem. Foram casados.

— Oh, não — gemeu Camila.

— Oh, sim.

— Bem…

Camila precisava de tempo para pensar. Só que Lauren não estava disposta a lhe dar esse tempinho.

— Divorciaram-se há alguns anos — Lauren explicou. — A briga foi feia e ela saiu da cidade.

— Bem — repetiu Camila. — Tenho certeza de que isso não tem nada a ver com o restaurante…

— Claro que tem, Camila.

— É possível que ela nem saiba que Arthur ainda está aqui.

— Duvido!

Terminaram de subir as escadas. Verônica não estava em parte alguma.

— Bem — disse Camila pela terceira vez. — Ela se foi. Com certeza, mudou de idéia quando soube que Arthur estava aqui. Então, como vê, está tudo certo. Vou contratar outra pessoa e…

— Não é dela a bolsa aí, em cima da mesa, com essa flor enorme? — perguntou Lauren. — Verônica ainda está aqui e tem um motivo para isso. E eu aposto que esse motivo não tem nada a ver com sanduíches e saladas.

— Lauren, contratei a melhor pessoa para a função. Admito que fiquei um pouco intrigada ao ver alguém com tanta experiência querer trabalhar aqui, num restaurante tão modesto, mas achei que isso não era da minha conta. E continua não sendo. Ela preenche todas as minhas exigências.

— O que está querendo dizer, Camila?

— Que Verônica fica.

Não tinha certeza se era mesmo o que queria. Afinal, tudo acontecera com muita rapidez. Porém, já havia se comprometido e não tinha outra escolha, senão se aferrar à decisão inicial.

Meio sem graça, procurou tranqüilizá-la:

— Tudo acabará bem, você vai ver. Eles vão se entender… na cozinha.

Lauren duvidava.

— Não os viu juntos antes. Este lugar não é grande o bastante para aqueles dois. Não era antes e não será agora.

— Está exagerando, Lauren.

— Pelo contrário. É impossível exagerar a animosidade existente entre os dois. Por que acha que ela voltou?

— Não tenho a menor idéia — declarou Camila com firmeza —, só sei que Verônica queria um emprego e eu dei um emprego a ela.

Camila se atirou numa cadeira do terraço e Lauren ficou em pé diante dela.

— Acho que nunca vi teimosia maior do que a sua em toda a minha vida. Primeiro, vem aqui e começa a mudar tudo contra a opinião de todos…

— “Todos” quer dizer você e Arthur — observou Camila.

Lauren ignorou o comentário.

— Aí contrata a ex-mulher de Arthur para trabalhar ao lado dele na cozinha. E quando descobre o que fez, diz que ela fica e ponto final. Não dá para acreditar!

— Quem sabe ele fica contente ao vê-la de volta — sugeriu Camila.

— Oh, sem dúvida. Tão feliz quanto se visse um enorme tubarão branco na sua sopa de mariscos.

— Arthur não faz sopa de mariscos, mas coloquei o prato no cardápio e Verônica vai prepará-lo.

— Sabe muito bem do que estou falando. Não tente ser espertinha comigo.

— Não tente você ser espertinha comigo — retrucou. — Contratei a melhor pessoa para o serviço. Como ia saber que fora casada com o cozinheiro-chefe?

— Você mesma disse que teve suspeitas. Talvez devesse ter-lhe perguntado por que ela veio aqui.

— Perguntei. Verônica falou que gostava da costa do Golfo.

— E você aceitou essa resposta? — perguntou Lauren, sem acreditar.

— Não acha que seria um pouco estranho se eu perguntasse a todas as candidatas se elas haviam sido casadas com o cozinheiro-chefe? — Camila tinha dificuldades para se defender. — Estou certa de que quando perceber que ninguém a quer aqui, Verônica irá embora.

— Você não conhece Verônica Iglesias!

— Talvez Arthur fique contente em revê-la — tentou ela de novo.

— Você não conhece Arthur!

— Vou explicar a situação a ambos separadamente. Você verá, Lauren. Tudo se resolverá.

— Claro. Tudo se resolverá.

Ela mal completara a frase, quando ouviram uma algazarra terrível vinda da cozinha. Parecia que panelas e vasilhas estavam sendo varridas e derrubadas por uma rajada de vento.

O rosto de Lauren adquiriu um ar de superioridade.

— Tenho a ligeira impressão de que Verônica e Arthur estão reatando seu bom e velho relacionamento.



Notas Finais


Comentem, favoritem, compartilhem/divulguem!!!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...