História SunMoon - Capítulo 3


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Categorias EXO
Personagens Kai, Lu Han, Personagens Originais, Sehun
Tags Fantasia, Hanhun, Hunhan, Longfic, Selu
Visualizações 139
Palavras 4.044
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Fluffy, Lemon, Magia, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite people linda!!!

Trago o esperado baile para todos vocês!!!
Será que o plano do Sehun de trocar de lugar com o Chuang dará certo?
Será que Lu Han irá mesmo para o baile?
E Jongin? Onde estará nessa história toda??

Preparados para mais um capítulo de SunMoon? Que o grande baile comece!!! Boa leitura!!!

ps: asteriscos nas notas finais.
ps2: obrigada Claudia por betar!

Capítulo 3 - O Grande Baile


Fanfic / Fanfiction SunMoon - Capítulo 3 - O Grande Baile

Lu Han olhava compenetrado para o seu reflexo no grande espelho do saguão principal de Solar. Ajeitando a máscara que cobria parcialmente o seu rosto, ele sorriu de canto, consciente de que esbanjava uma aura misteriosa e sedutora.

“Pena que a Mãe Solaris não pôde me ver nesses trajes”, comentou para si mesmo, arrumando os babados de sua casaca.

Seus cabelos da cor do ouro resplandeciam sob a luz artificial dos lustres, contrastando perfeitamente com seu vestuário branco e dourado.

“Com certeza ela falaria que eu estou-”

“Incrivelmente charmoso”, Jongin o interrompeu, aproximando-se. “Realmente eu não posso competir em beleza com o príncipe de Solar”, balançou a cabeça de um lado para o outro, soando indignado. “Todas as princesas, marquesas e duquesas convidadas para o baile de Oh Sehun só terão olhos para você. É um ultraje ter que ser melhor amigo de alguém tão lindo”, declarou, sorrindo com a gargalhada alheia.

“Eu disse que perto de mim você fica apenas passável”, Lu Han afirmou, tentando não se incomodar com as batidas aceleradas de seu coração frente aos elogios alheios. “Mas não se preocupe meu amigo”, acrescentou, apertando de leve o ombro do moreno. “Dizem as más línguas que você é o segundo príncipe mais atraente de toda Etérea”, declarou em tom de fofoca.

Foi a vez do príncipe de Primaveril gargalhar.

“Isso porque as más línguas nunca devem ter visto o príncipe anfitrião dessa noite. Você se lembra de como ele era uma criança fofa, não se lembra?”, Jongin perguntou encarando Lu Han, o qual franziu a testa com a pergunta.

“É... Apesar de irritante e insistente, aquele luariano era uma criança digna da realeza”, o loiro respondeu a contragosto.

“Bem... Parece que o príncipe Oh Sehun é um tanto quanto recluso e poucas pessoas fora do palácio de Luar o viram. Entretanto, aqueles poucos sortudos que ficaram frente a frente com o futuro rei de Luar comentam sobre a sua beleza invejável e sublime... Eu ficaria esperto se fosse você”, Jongin avisou de modo brincalhão.

“Ficar esperto com o que?”, Lu Han levantou uma sobrancelha, fingindo desentendimento.

“Seu posto de príncipe mais atraente de toda Etérea pode estar correndo perigo depois dessa noite”, o moreno afirmou num tom sério, rindo logo em seguida da cara irritada que seu melhor amigo fez.

“Não diga besteiras!”, Lu Han exclamou, empurrando o maior. “Isso está longe de acontecer”, declarou com uma convicção insuperável.

“Seu convencimento é algo inalcançável”, Jongin sorriu, olhando com mais atenção para o menor. “Que estranho”, comentou, coçando o queixo. “Seu cabelo não mudou de cor”, observou.

“Ahhh”, Lu Han murmurou, erguendo sua mão esquerda e apontando para um anel de prata com uma pedra de cor negra. “O ourives do reino fez esse anel com uma pedra especial que canaliza as minhas emoções”, explicou. “A cor do anel reflete meu humor... Se eu tiro o anel...”

No instante em que Lu Han tirou o anel de seu dedo, as pontas de seus cabelos ficaram manchadas de preto, mostrando o quanto ele estava irritado devido aos últimos comentários feitos pelo moreno.

“Impressionante!”, Jongin bateu palmas, achando aquele objeto magnífico.

“Enquanto eu não conseguir controlar essas minhas mudanças drásticas de humor, terei que usar esse anel toda vez que sair de Solar... Ordens do meu pai”, o príncipe solariano resumiu, recolocando o anel em seu dedo, seus cabelos voltando a refulgir como o sol.

“Ótima ideia a de canalizar suas emoções para um anel”, Jongin comentou, olhando fascinado para o pequeno objeto. “Só é uma grande pena esse anel não combinar em nada com a sua roupa”, afirmou. “Ele é muito brega”, riu, levando um soco no braço esquerdo.

“Se você continuar me irritando, eu desisto de ir a esse baile. Vontade de ficar em casa é que não me falta”, Lu Han reclamou.

“Ah é?”, Jongin murmurou, seu tom soando suspeito. “Você prefere ficar aqui ao invés de se fartar dos doces maravilhosos de Luar?”, perguntou, sabendo que tocara num ponto fraco de seu amigo. “Não sei se você se lembra, mas o reino luariano é famoso por ter as melhores sobremesas de Etérea. Doces regados com baunilha e muito chocolate que não são encontrados tão facilmente nos outros reinos. Também ouvi dizer que o mestre cuca do palácio real inventou uma sobremesa especialmente para essa noite utilizando pétalas de flores de cerejeira e açúcar branco como a neve. Tem certeza de que quer perder a oportunidade de experimentar uma iguaria dessas? Algo que deve ser tão bom que derreterá na sua boca assim que-”

“Vamos logo Jongin! Você está nos atrasando com esse seu falatório!”, Lu Han exclamou, puxando o maior pelo braço na direção da entrada de seu castelo.

O príncipe de Primaveril pôs-se a rir da súbita empolgação alheia. Ele conhecia muito bem o menor e sabia o quão o mesmo era apaixonado por doces, uma formiguinha em forma humana.

“E pare de rir, seu idiota!”, Lu Han esbravejou, seu anel assumindo uma tonalidade rósea. Apesar de mandar o moreno findar o seu riso, ele adoraria que o mesmo não parasse de rir tão cedo já que o sorriso alheio, em sua opinião, era uma das coisas mais lindas de Etérea. “Deixei os cavalos preparados para a cavalga- O que é isso?”, se interrompeu, olhando curioso para a imensa carruagem exposta na frente do castelo.

“É a carruagem do meu irmão”, Jongin informou. “A viagem até Luar é cansativa e se fôssemos cavalgando com certeza chegaríamos ao baile fedendo a suor e descabelados. Indo de carruagem poderemos manter a nossa beleza intacta”, sorriu.

Lu Han se aproximou do veículo, seus olhos se atendo aos detalhes de belíssimas flores coloridas entalhadas de maneira perfeita na madeira. “É esplêndida”, comentou.

“Claro que é”, Jongin afirmou orgulhoso. “É a carruagem do futuro rei de Primaveril”, piscou. “Meu irmão até deixou que o cocheiro dele nos conduzisse essa noite.”

“E seu irmão irá como?”, Lu Han questionou.

“Ele precisou resolver uns assuntos urgentes do reino e por isso eu serei o seu representante esta noite. Não podemos fazer feio na nossa chegada ao castelo dos Oh, príncipe de Solar. Venha”, pediu, estendendo a mão para o loiro assim que o humilde cocheiro abriu a porta da carruagem.

Feliz com o gesto alheio, Lu Han apertou com firmeza a mão estendida. Não seria nada mal passar a noite na companhia de Jongin, com música boa e sobremesas deliciosas.

O que o príncipe solariano não sabia era que sua noite estava destinada a ser completamente diferente do que ele queria.

 

~~☀~~

 

Cascatas de lindas flores de cerejeira permeavam as paredes do esplendoroso salão de festas do palácio real de Luar.

Pétalas de rosas brancas enfeitavam os lustres de cristal enquanto orquídeas cor de rosa eram mantidas em lindos vasos de porcelana, espalhados aqui e ali por todo o imenso local.

Lírios brancos enfeitavam pedestais na entrada do castelo, o qual já se preenchia com música, conversa alta e o tilintar de taças e pratos.

Sehun permanecia no balcão superior do salão, olhando a todos do alto, observando a ida e vinda de centenas de pessoas mascaradas, a maioria convidados de seu pai.

“Eu não conheço nem um quinto dessas pessoas”, reclamou, apoiando seus braços na murada enfeitada de pétalas de rosas vermelhas do balcão, seu queixo logo descansando em seus braços.

“Seria um milagre se as conhecesse com todas utilizando máscaras em seus rostos”, Li Chuang afirmou sarcasticamente.

“Você entendeu muito bem o que eu quis dizer”, o jovem príncipe bufou, voltando a apoiar as costas no trono prateado de espaldar reto e espelhado*. “Esse baile é uma pura jogada política! Apenas a exposição oficial da minha pessoa em público e do meu noivado com a princesa de Invernal. Ninguém veio aqui com a pura e verdadeira intenção de me parabenizar pelos meus vinte e um anos”, declarou desgostoso.

Antes que Chuang pudesse retrucar, uma voz rouca e extremamente severa comentou:

“E mesmo sabendo disso você continua teimando em não descer e participar da festa. Continua sendo recluso e alimentando os rumores infundados de pessoas fofoqueiras do reino. Às vezes eu não sei o que se passa nessa sua cabeça oca. Será que as infindáveis horas de estudo sobre estratégias, economia e política não lhe impregnaram nem um pouco com a verdadeira consciência de um futuro rei? Você deveria estar grato pela presença de todos os meus convidados ao invés de bancar o príncipe mimado, insatisfeito e rabugento que não quer se socializar com os reinos vizinhos. Espero que seja educado e galanteador com a sua futura noiva. Ela trará muitas vantagens econômicas para Luar. E nem tente estragar tudo com essa sua alma de romântico sonhador e essa ideia absurda que você tem de verdadeiro amor, está me ouvindo? Friúra será sua futura esposa, você aceitou isso e agora precisa ser homem e se responsabilizar pelas suas escolhas, fui claro?”

Sehun abriu a boca com a intenção de falar umas boas verdades para seu pai, entretanto, o aperto repreendedor de Chuang em seu braço e o sussurro preocupado de Luna em sua mente o fez repensar.

Meu menino. Agora não é uma boa hora para confrontar o seu pai. Se você o fizer, arruinará a sua festa antes que o seu objetivo desta noite se concretize.

“Fui claro, Oh Sehun?”, Oh Taejo, rei de Luar repetiu, um olhar severo na direção de seu único filho e herdeiro.

“Sim, senhor. Claro como as águas límpidas da Cascata Cristal”, Sehun respondeu, curvando a cabeça em respeito, engolindo a frustração que sentia.

“Ótimo. Não demore a descer, porque a princesa Friúra poderá chegar a qualquer momento. Não fica bem ao futuro rei de Luar deixar sua noiva desacompanhada numa noite tão bela”, Taejo afirmou. “E você, Chuang. Espero que dê privacidade aos noivos. Aproveite a oportunidade que seus familiares estão aqui e passe um tempo com eles”, ordenou, recebendo um aceno positivo por parte de Li.

“Não sei como você consegue manter essa calma”, Sehun resmungou logo que seu pai se afastou de onde estava. “Ele te trata como um-”

“Criado qualquer e eu não me importo com isso, Sehun. E se continuo ao seu lado até hoje é porque me mantive calmo e no meu lugar por todo esse tempo”, o moreno confessou.

“Você não é um criado qualquer! Você é meu primo, meu melhor amigo e é como um irmão para mim. Se mamãe não tivesse morrido assim como o vovô, com certeza meu pai não teria começado a lhe tratar como um serviçal”, o príncipe luariano interveio, segurando ambas as mãos de Li, apertando-as.

“Obrigado Sehun”, Chuang agradeceu. “Eu não me importo com o jeito que o rei me trata conquanto que você ainda me considere seu amigo fiel e de confiança”, afirmou.

“Sempre!”, Sehun sorriu. “Você sempre será meu amigo e irmão!”, declarou, abraçando o rapaz.

“Bom ouvir isso”, Chuang riu, retribuindo o abraço alheio, mas logo se afastando do mais novo e o olhando com seriedade. “Tem certeza de que quer continuar com esse seu plano louco de-”

“Não adianta tentar me convencer a mudar de ideia”, Sehun cortou o moreno, um bico manhoso em seus lábios. “Assim que o Lu Han chegar, você me acompanhará até o meu quarto e lá trocaremos de roupa. Você voltará pra cá, se passará por mim e eu me passarei por você e com isso poderei aproveitar a noite longe da princesa Friúra e perto do meu verdadeiro-”

“O baile já começou faz duas horas e nada do príncipe de Solar aparecer”, foi a vez de Chuang interromper o maior. “Pode ser que ele nem venha e-”

“Ele virá”, Sehun sorriu com convicção. “E pare de ser um amigo tão pessimista”, riu, não dando margens à incerteza em seu coração. Ele sabia que Lu Han viria... E tinha o pressentimento de que aquela noite mudaria a sua vida.

 

~~☪~~

 

“É... Até que esse castelo não é de todo ruim”, Lu Han comentou meio carrancudo, descendo da carruagem em que estava. “As luzes são boas e o jardim de entrada é passável. Claro que não chega nem aos pés do palácio Solar e-”

“Admita que você está impressionado com tudo isso!”, Jongin disse, abrindo os braços e dando uma voltinha. “Você até mesmo quis parar para ver a famosa fonte luminosa do palácio Lunar!”, riu, cutucando a lateral do corpo alheio.

“M-mentira!”, Lu Han gaguejou, cruzando os braços. “Eu apenas quis confirmar qual tipo de magia foi lançada sobre a fonte para fazê-la mudar de cor a cada dois segundos”, retrucou, franzindo a testa.

“Sei”, o moreno respondeu, ignorando as reclamações alheias. Seus olhos recaíram sobre o lindo tapete felpudo branco e longo que se estendia até as enormes portas do castelo guardadas por dois soldados reais luarianos.

“Um tapete branco coberto com pétalas de cerejeiras”, afirmou, olhando de relance para o loiro. “Estou me sentindo no seu jardim”, comentou, andando vagarosamente pelo caminho repleto de flores.

Lu Han revirou os olhos com a comparação. “E eu estou me sentindo em Primaveril”, retrucou, reparando nos lindos lírios brancos que enfeitavam a entrada do palácio.

Jongin riu com a rabugice alheia.

Querendo provocar o amigo, falou: “Não fique bravo, mas na verdade estou me sentindo no seu quarto”, sorriu. “Pétalas de cerejeiras, lírios brancos... Agora só faltam as rosas brancas e os girassóis. Nem o castelo de Primaveril é tão enfeitado de flores como o seu quarto e aparentemente esse palácio”, acrescentou.

“Não tenho culpa de gostar de flores”, Lu Han murmurou baixinho, um bico em seus lábios. Ele mantinha certos exemplares de flores em seu quarto, pois estes o faziam se lembrar do cheiro gostoso que se desprendia dos cabelos de seu melhor amigo tapado.

“Lírios e cerejeiras são suas flores favoritas, não?”, Jongin perguntou, cumprimentando cordialmente os guardas, os quais lhe deram passagem.

“Sim”, Lu Han respondeu, caminhando ao lado do maior.

“Pelo jeito o príncipe Sehun e você têm gostos em comum”, o moreno comentou, olhando rapidamente para um lindo lustre repleto de pétalas de rosas brancas antes de apontar para uma das paredes do saguão de entrada, a qual estava repleta de flores de cerejeira.

Lu Han fez um tsc com a boca.

“Você está tirando conclusões precipitadas só porque minhas flores favoritas fazem parte da decoração!”, resmungou. “Não me compare a um luariano, ok? Eu tenho meus motivos para gostar tanto de cerejeiras, lírios e rosas brancas”, declarou.

“E que motivos são esses?”, Jongin quis saber, seus olhos cintilando em curiosidade.

“M-meus motivos?”, Lu Han gaguejou, seu anel ficando alaranjado de nervoso. Ele não poderia dizer os seus motivos.

Não poderia dizer que amava cerejeiras, pois elas tinham o mesmo perfume que se desprendia da pele alheia... Não poderia dizer que adorava rosas brancas, pois elas o faziam se lembrar do lindo sorriso do moreno... E muito menos poderia dizer que era apaixonado por lírios, pois no dia que conhecera o príncipe de Primaveril, este o havia presenteado com uma coroa feita dessa flor, capturando o seu coração.

“M-meus motivos são...”

A música alta que ressoava pelo salão de festas o interrompeu, seus olhos se arregalando com a imensidão do local.

“O rei de Luar quer mesmo que essa festa seja lembrada no futuro”, Jongin sussurrou em seu ouvido, chamando sua atenção. “Acho que ele convidou toda Etérea para esse baile... Uma grande jogada política e comercial”, acrescentou.

“É por isso que eu não suporto esses luarianos convencidos e exibidos”, Lu Han confessou em alto e bom som, sorrindo falsamente para um criado que equilibrava lindas taças com um líquido roxo-azulado*, não se incomodando nem um pouco com o olhar raivoso que o mesmo lhe direcionou.

“Eu sei”, Jongin afirmou, pegando duas taças e dando uma para o príncipe ao seu lado. “Só não se esqueça de que estamos no território dos convencidos hoje”, brincou, levantando um pouco a taça que segurava. “Um brinde em homenagem ao príncipe Oh Sehun que nos convidou para esta belíssima festa”, provocou.

“Um brinde às inúmeras sobremesas que eu espero saborear essa noite”, Lu Han riu, tocando delicadamente sua taça na alheia.

“Você não tem jeito Lu”, Jongin gargalhou.

“Se você acha isso”, Lu Han deu de ombros, bebericando de sua bebida despreocupadamente, sem reparar que alguém o observava de longe; alguém que ansiava e muito pela sua presença naquela noite.

 

~~☀~~

 

Sehun suspirava de tédio ali sentado de braços cruzados em seu trono no balcão semi escondido do salão.

Meia hora havia se passado desde que seu pai viera aborrecê-lo e nada do príncipe de Solar aparecer.

“Ele não virá”, Chuang falou pela enésima vez, cruzando os braços assim como o mais novo.

“Se você continuar falando que ele não virá, seu pessimismo atrairá más vibrações”, Sehun reclamou, virando-se para encarar o seu melhor amigo. “Você sabe que as palavras têm poder, então pare de dizer isso”, pediu emburrado.

“Eu só quero que você se divirta SeHun!”, Li exclamou, irritando-se. “Hoje é sua festa de vinte e um anos, droga! O dia em que você deixa de ser um rapaz e se torna um homem! Você deveria estar dançando ali embaixo... Conhecendo pessoas! E ao invés disso está carrancudo aqui ao meu lado, não aproveitando as últimas horas desse dia tão especial! Se você não quer se socializar, pelo menos poderia estar se divertindo comigo e com a Mãe Luna!”, declarou.

“Você não entende!”, Sehun bufou, levantando-se. “Hoje só se tornará um dia especial e completo se o Lu Han aparecer!”, enfatizou.

“E se ele não aparecer você não só terá perdido esse baile como a sua liberdade!”, Chuang vociferou, ficando em pé. “Você arriscou tudo por um homem que nem te conhece e muito menos gosta de você! Deu de bandeja o seu futuro para o seu pai em troca de ter uma oportunidade incerta de conversar com alguém que odeia o seu reino. Você acha que o príncipe de Solar colocaria os pés num lugar que menospreza? Você acha que ele viria celebrar o seu aniversário?”, indagou.

Sehun permaneceu quieto, as palavras alheias lhe ferindo como facas.

“Eu não quero brigar com você, mas tem horas que essa sua falta de juízo e esse seu amor platônico me tiram do sério”, Chuang comentou, aproximando-se do maior. “Me desculpe”, pediu rapidamente, sentindo um tremendo arrependimento ao encarar aqueles olhos magoados.

“Tudo bem. Eu sei que é loucura o que fiz”, Sehun confirmou, seu semblante meio tristonho. “Mas entenda que eu cansei de ficar trancado nesse castelo me martirizando por causa desse amor... Com medo de ir até Solar e ser rechaçado pelo Lu Han. A única oportunidade que encontrei foi a de fazê-lo vir até mim sem que meu pai desconfiasse das minhas intenções. Imagine se o rei Oh Taejo descobrir que o príncipe herdeiro gosta de um homem e aceitou dar um baile e ficar noivo de uma mulher simplesmente para convidar aquele que ele realmente ama na esperança de revê-lo depois de quinze anos? Aí sim que eu seria prisioneiro de verdade nesse lugar”, explicou.

“Eu sei Sehun... O problema é que nós dois poderíamos ter pensado em outras maneiras de fazê-lo se encontrar com o Lu Han... Você foi imprudente ao decidir tudo isso sozinho sendo que teoricamente eu sou o seu conselheiro real... Eu poderia ter solucionado o seu problema sem arriscar o seu futuro”, Li declarou, bagunçando os cabelos alheios. “Você é tão cabeça dura que às vezes esquece que pode contar comigo”, afirmou.

Sehun sorriu.

“Quando o assunto é o Lu Han, eu perco o raciocínio lógico”, afirmou.

“Não só o raciocínio lógico, meu caro amigo. Você fica cego, surdo e com um parafuso a menos. Não quero nem imaginar como você se comportará caso o príncipe de Solar apareça. É capaz de surtar e agir como um completo imbecil apaixonado e causar uma guerra entre os dois reinos. Você nem ao menos sabe se o príncipe Lu Han tem o mesmo gosto peculiar que você, se é que me entende”, Chuang comentou, suas bochechas levemente coradas.

“A última coisa que eu quero é causar uma guerra entre Luar e Solar!”, Sehun exclamou, indignado com o pensamento alheio. “Na verdade, o que eu mais quero é que os dois reinos se unam caso o Lu Han aceite os meus sentimentos e-”

“Eu disse um parafuso a menos?”, Li perguntou, interrompendo o mais novo. “Eu quis dizer dezenas de parafusos a menos. Minha adorada Mãe Luna! Você está vendo as loucuras que saem da cabecinha romântica e oca do nosso futuro rei?”, indagou, erguendo o olhar para o alto.

Uma risada baixa ecoou pelo balcão.

“O amor faz isso, Chuang”, Luna respondeu calmamente. “Mexe com a razão das pessoas”, afirmou.

“É por isso que eu passo longe desse sentimento. Não quero ficar tonto que nem o Se-”

“Ei! Eu continuo sendo o seu príncipe, se lembra? Você precisa me respeitar mais, seu coração de gelo!”, Sehun reclamou.

“Coração de gelo?”, Li franziu a testa.

“Sim!”, Sehun afirmou convicto. “Irá fazer um belo par com a princesa Friúra de Invernal. Os dois frios e-”

“Falando em Friúra, meu querido”, Luna disse, interrompendo o comentário de seu pequeno. “Ela acaba de chegar com algumas damas de Invernal e você precisa recepcioná-las logo”, avisou.

“Droga”, o moreno bufou, incomodado com aquela notícia. Voltando sua atenção para Chuang, perguntou:

“Preparado para se tornar o príncipe herdeiro Oh Sehun por uma noite?”

Li revirou os olhos. “Se eu disser que não, você desiste dessa sua ideia louca?”, quis saber.

“Não”, Sehun respondeu prontamente. “Promessa é dívida e você disse que me ajuda-”

“Querido”, Luna interrompeu novamente, fazendo com que uma brisa suave tocasse gentilmente o rosto alheio.

“O que Mãe? Nós já estamos indo”, Sehun respondeu um pouco irritado.

“O príncipe Lu Han também acaba de chegar”, Luna informou.

No mesmo instante, Sehun sentiu como se todo o ar faltasse em seus pulmões. Seu coração começou a bater de maneira acelerada e um arrepio frio percorreu seu corpo, levantando os pelinhos de seus braços e de sua nuca.

“A-aonde ele está, Mãe?”, perguntou, apoiando-se no balcão e olhando para todos os lados do enorme salão.

“Ali, meu filho: na ala leste. Concentre-se e veja com os meus olhos”, a Mãe Espiritual falou, sentindo toda a energia que fluía do moreno.

Por um momento Sehun fechou os olhos e se concentrou, esvaziando momentaneamente os seus pensamentos... sentindo toda a aura espiritual que o rodeava e o envolvia.

Não demorou mais do que dez segundos para ter certeza de que a energia da Mãe Luna fluía por todas as suas células nervosas, direcionando um incrível poder aos seus olhos que refulgiram como um prisma de cores assim que localizou aquele por quem seu coração sempre batera mais forte.

“Ele está ainda mais lindo do que em minhas recordações”, murmurou, deleitando-se com a visão que tinha.

Os cabelos de Lu Han refulgiam como ouro, contrastando de maneira primorosa com seu vestuário branco e sua linda máscara dourada enfeitada por fileiras de pequenos diamantes.

O menor mantinha um bico manhoso em seus lábios e sua atenção, que momentaneamente parecia estar na decoração do salão, se voltou para o rapaz ao seu lado.

Sehun sentiu um aperto dolorido em seu coração assim que o príncipe solariano deu uma bela gargalhada na direção de seu acompanhante, brindando com o mesmo.

“Por que ele continua sorrindo dessa maneira para o príncipe de Primaveril?”, se perguntou, sabendo de imediato quem era o homem ao lado de Lu Han.

“Será que eu nunca conseguirei ter esse sorriso pra mim?”, se questionou, sentindo como se uma mão invisível espremesse fortemente o seu coração e rasgasse em pedacinhos os seus sentimentos.

“Já desistindo antes de tentar?”, uma voz soou próxima a si, rompendo a sua conexão com Luna.

“H-hmm?”, Sehun murmurou atordoado.

“Não foi você mesmo que acabou de dizer que cansou de ficar trancado nesse castelo se martirizando por causa do amor que sente pelo príncipe de Solar?”, Chuang disse num tom repreendedor. “Então não desista e não seja pessimista”, o moreno mais velho mandou. “Deixe os pessimismos e a razão comigo”, sorriu. “Eu me arrependerei de dizer isso, mas... Vamos logo colocar esse seu plano maluco em ação!”, exclamou.

Sehun retribuiu o sorriso.

Abraçando seu melhor amigo, sussurrou: “Obrigado, meu irmão. Muito obrigado!”

 


Notas Finais


Ok ok! Eu dei uma pequena trolada naqueles que acharam que Sehun e Lu Han trocariam palavras neste capítulo... Será que o reencontro dos dois será algo fácil? Chuang realmente ajudará no plano louco do príncipe de Luar??
E essa futura noiva do Sehun?
Façam suas apostas!!!!
E muito obrigada pelo carinho!!

*Asteriscos:
- Trono do Sehun (parecido com estes): http://g01.s.alicdn.com/kf/HTB1SVJWFVXXXXcYXXXXq6xXFXXX2/202221989/HTB1SVJWFVXXXXcYXXXXq6xXFXXX2.jpg
- Drinque servido no baile: https://i.pinimg.com/564x/5c/c3/1e/5cc31e87506c32b8c8e8ac2ff51bcbf9.jpg


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