História Sunny Love - Romance Gay (Yaoi) - Capítulo 31


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Arte, Boys, Esporte, Garotos, Gay, Hentai, Jake, Joe, Jovens, Lemon, Lgbt, Love, Natação, Romance Gay, School, Verão, Yaoi
Visualizações 188
Palavras 2.203
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 31 - Imã


Fanfic / Fanfiction Sunny Love - Romance Gay (Yaoi) - Capítulo 31 - Imã

~ JOE:

* 3 meses depois. | J & J - Apê. *

Hoje, Jake estava em mais uma de suas competições. Destacou-se em jogos recentes e com isso, foi selecionado como representante de sua seleção. Animado, viajou junto à equipe, porém, não o vejo a três dias, Roy é minha única companhia. Não ter ele comigo é triste, mas entendo que precisa se esforçar. Além do mais é o seu sonho. Estava vendo o canal esportivo, vi ele junto a competidores, parecia bem tenso; os apresentadores falavam bem dele, por ser iniciante, e isso devia só deixá-lo mais nervoso.

Queria estar lá para lhe dar força. Alisava a aliança, e olhava a todo momento para a arquibancada. Era fofo vê-lo tenso. Mas estava bastante preocupado com seu resultado. Meu telefone toca, tirando minha atenção da TV para o mesmo vibrando.

Ligação On:

- Oi, mãe? - disse.

- Oi, meu filho. Estou ligando para desejar-te feliz aniversário! - já havia até esquecido, sua voz era tão doce - Sinto muito a sua falta, como está?. - sorri.

- Obrigado. Eu também sinto a sua, estou bem, em medida do possível. - respondi.

- E Jake? Ouvi dizer que hoje ele teria uma competição importante.

- Sim, estou assistindo ele agora. - olhei para TV, vendo se posicionar-se para a largada.

- Ele sabe do seu aniversário? - perguntou-me apreensiva.

- Não comentei nada, acho que nem se quer faz ideia. - suspirei - E como está o meu pai?

- Bem, esses dias não parava de falar de você. Que o abandonou. - ri - Não quer saber mais dele, substituiu ele por Jake, sabe... ciúmes? Mas já está se recuperando. - sorriu - E o Roy? - o gato rolou em cima de mim.

- Está no meu colo, o dia anda meio frio, e não sai de perto de mim. É minha única companhia, agora. - alisei seu pelo.

- Estou com saudades dessa fera peluda, venha nos visitar quando puder e traga Jake.

- Ok. - olhei para a TV e ele havia ganhado - Ela ficará bem contente.

- Assim eu espero. Vou ter que ir, ligue-me quando precisar. E de novo, feliz aniversário, meu amor. Beijinho.

Ligação Off.

Passar o aniversário sem Jake, nunca esteve nos meus planos. Eu nunca fui de festas, porém, estar com ele seria meu melhor presente, só chegaria no dia seguinte, e estou nem um pouco afim de esperar. Peguei Roy a ir em direção à cozinha, enchi sua tigela de ração, devido aos miados que soltava. Fui preparar algo para comer, até que a campainha toca. Estranhei, não estava esperando gente tão cedo. E nem tarde. Andei até a porta, encontrando um rapaz com um uniforme, cujo, era do correio. Tinha uma prancheta, e em sua mão direita, um buquê e chocolates, com um cartão de cor rosada. As flores eram típicas da estação, deu-me a folha para assinar e logo agradeci, fechando à porta.

O cartão, em sua face, havia um J que logo associei a Jake. Sentei-me no sofá, com as pernas dobradas, e comecei a ler, sem acreditar:

[Quer dizer que achou mesmo que eu ia esquecer seu aniversário? Não sou tão insensível. FELIZ ANIVERSÁRIO MEU AMOR. Não vejo a hora de te ver, e lhe abraçar até cansar. ~ Te amo.❤️]

De longe, fez questão de lembrar de mim. A falta que sentia, se tornou quase passageira. Sam e Luan, iriam fazer-me companhia, à noite. Não os via a um tempo, segundo conversas, a barriga de Sam crescia de modo bem descontrolado. Como antes dito, o pai dela não aceitou tão bem a notícia, sendo assim, Luan pediu a ajuda da mãe que lhes emprestou um lugar para ficarem durante a gestação e até que o filho, arrume dinheiro suficiente para bancar sua futura família. Era bom ver que as coisas andam dando certo, mas no fundo, sabia que a ausência do pai em sua vida, mesmo tendo a mãe como apoio, deixa Sam para baixo. {...}

- Cara, não vejo a hora desse bebê nascer. - disse Sam a passar a mão na barriga - Ele deve se a coisa mais fofa do mundo. Claro... irá ser igual a mamãe. - Luan revirou os olhos.

- Que nada, irá ser que nem o paizão aqui. - apontou para si - Joe! E você? Pretende ter filhos? - olhou-me e estranhei sua pergunta.

- F-Filhos? - assentiu - Eu não sei. - disse.

- Acredito que Jake irá querer não só um, como vários. - disse Sam, rindo.

- Ainda é cedo para pensar nisso, somos jovens. Não digo isso por vocês, mas... ainda não me sinto bem preparado para isso.

- Claro, que pergunta a minha. - riu - E, ele chega quando? - pegou Roy ao colo.

- Amanhã, pelo que disse. Espero que tenha tempo para ficar comigo. Está bem ocupado, e ainda mais agora que acabou de ganhar uma competição.

~ JAKE:

Saí do ginásio, indo direto ao hotel em que estávamos hospedados. Na portaria havia muita gente, alguns me chamavam e pediam fotos, era bem esquisito. Além de a meus colegas, que também chamaram a atenção. Recebi cartinhas, pelúcias, bandeiras e afins. Andava no corredor abarrotado de coisas, quase caindo, e com uma única pergunta: Onde eu irei colocar isso tudo?

Joguei os pertences na cama, a ver uma bandeira escrita: Tubarão ❤️. Ri, e logo lembrei de Joe, devia estar sozinho em casa, sentia muito sua falta. A entrega dos meus presentes foi efetuada. Tomara que ele tenha gostado. Fui ao banheiro, tomando um banho rápido, ao sair, reparei que alguém batia à porta, com toques bem suaves. Com a toalha envolta da cintura, abri metade da porta, apenas com a cabeça à mostra. Era Pâmela, mas o que fazia aqui?

- Oi, Jake. - olhou-me corada - Será que posso entrar? - sorriu.

- Estou me trocando, o que quer? - disse com um pouco de impaciência.

- Só queria bater papo, não tenho nada para fazer. - jogou uma das mechas de cabelo para trás - Você foi muito bem na prova, parece tão tenso, que tal se nós fôssemos relaxar? - soltou uma piscadela.

- Não acho que seja conveniente. - puz o braço na porta - Por que não vai atrás dos outros atletas? Quem sabe algum não lhe agrada? - disse.

- Apenas um me agrada em todos os sentidos. - passou uma das mãos sobre a minha - Não seja frouxo. - sorriu de canto.

- Desculpe, mas não é ser frouxo. - retirei-a - Apenas não quero nada com você. Caso não entendeu ou não viu. - estendi a mão com a aliança - Sou comprometido.

- Homens comprometidos são bem mais interessantes. - sorriu.

- Quando são insolentes e não pensam em suas ações. - bufei - Eu vou me vestir. - apontei  para dentro - Me sinto cansado, e preciso dormir.

- Deixa que eu... - chegou mais perto.

- Não! Eu faço isso sozinho. - a parei antes que entrasse - Obrigado.

Fechei a porta levemente, queria bater com toda a força, mas tive compaixão pelos hóspedes ao lado. Procurei na mala algumas peças de roupas confortáveis. Parecia que quanto mais eu revirava, mais o cheiro de Joe exalava naquele quarto. Seu perfume estava em quase todas as peças, era incrível. Acendi um abajur sobre a cômoda. Deixando o quarto mais aconchegante. Com o celular em mãos, relutava em ligar para ele. A essas horas, já devia estar dormindo. Disquei seu número, com medo de não ser atendido, a cada chamada, mais queria ouvir sua voz. Meu calmante.

Ligação On:

- Alô? - com a voz sonolenta, bocejou em seguida.

- Oi, meu amor. - sorri, quando ouvi remexer-se no que acredito ser nossa cama.

- Oii, como está? - disse.

- Muito bem, melhor agora que pude ouvir sua voz. - soltei uma risada - Queria tanto lhe fazer companhia. - fiz um bico.

- Aqui é tão vazio sem você. Irá vir amanhã, né?

- Sim, sairei cedo daqui. - cocei os olhos, já demostrando sono.

- Então devias ir dormir, não fique até tarde acordado, mocinho. - ri com sua fala - E ainda me acordou. - sorriu em uma bufada.

- Desculpa. Já vou. - suspirei - Gostou dos presentes? - puxei à coberta até o tórax.

- Sim, achei que não lembrava do meu aniversário. És as vezes tão esquecido... - deu um risada.

- Eiii, não sou não, tá?! - fiz uma careta - Ainda irá me pagar por seus desaforos.

- Não tenho medo. - disse bem confiante.

- Se eu fosse você, teria. - bocejou - Vou te deixar dormir, agora.

- Não está esquecendo de nada? - percebi que deitou-se de volta. Pensei no que fazer, até que:

- Parabéns pra você, nesta... data querida... muitas felicidades, muitos anos de vida... - ouvi suspiros depois de alguns segundos, ao telefone, ele havia dormido com minha voz.

Ligação Off.

~ JOE:

Abri os olhos, e o sol lutava para passar pelas cortinas, a formar fitas de luz pelo quarto. O colchão era bem macio, mas ainda sentia um vazio do lado oposto ao meu. Encarei o chão, vendo Roy correndo atrás de uma bolinha, ele tinha bastante energia para um ser tão pequeno. Após fazer minhas higienes, fui para a cozinha, preparar meu café. Percebi que tinha que ir no mercado, poucas coisas no armário e na geladeira. Me arrumei e com uma garrafa térmica, de café preto, desci até a portaria, onde um táxi me esperava. Não usava o carro, pois ainda não sabia dirigir. Era cedo, e por sorte não havia tanta gente, no supermercado, as filas eram poucas, e pude comprar o necessário sem me preocupar com a demora.

Tentava pegar um pote de geleia no alto de uma estante, na ponta dos pés. Uma mão cobriu-me quase por inteiro, e puxou o frasco estendendo aos meus olhos, virei o rosto devagar, era um rapaz alto, pela morena, olhos castanhos e com um sorriso de canto. Peguei de sua mão com vergonha, e o mesmo ainda me encarava. Frio.

- Joe... - disse e confirmei sem entender. Como ele sabia meu nome?

- Isso. - puz o pote no carrinho - Como sabe meu nome? - encarei-o.

- És namorado de Jake... certo? - assenti - Ele é meu primo. - confesso, era bem parecido - Poxa, nunca achei que um dia lhe veria, ao vivo e a... cores? - riu e lhe retribuí - Minha tia disse que finalmente ele se apegou a alguém, quase nem acreditei. Estava louco para conhecer quem fitou aquele coração.

- Ele era tão garanhão assim? - perguntei-lhe.

- Garanhão? Que nada! - bufou - Era difícil ver ele com alguém. Acho que és bem sortudo. - piscou.

- Talvez... - empurrei o carrinho e ele me seguia.

- Estão morando juntos? - disse.

- Sim, há 3 meses. - peguei outro produto - E você, mora por aqui? Pois nunca ouvi falar de você. - sorri.

- Ah, ele costuma não falar de mim para as pessoas. Não sei porquê. Mas é bom lhe ver. - sorriu - Assim, nos podemos nos conhecer melhor. Prazer, César. - o comprimentei.

César ajudou-me com a compra, levando até o carro, e também até o apartamento. Parecia ser bastante prestativo. Me despedi com um aceno o vendo partir, sorrindo. Tinha algo nele que me incomodava e não sabia definir de onde vinha esse sentimento.

Após por tudo no lugar. Caí sobre o sofá cansado, Roy sumiu dentro de sua mantinha, se aquecendo, onde apenas o movimento da respiração movia o pano. A campainha tocou, e corri para atender. Era Jake, e com um sorriso, puxou-me para si, dando-me um beijo. Era tão bom estar no seu abraço. Ficamos colados por um tempo na porta. Pelo pulso, o trouxe para dentro, fechando a porta sem acordar Roy.

- Eu amo ver esse seu sorriso. - beijou-me.

- Por quê demorou tanto? - disse.

- Sinto muito, tempo tive alguns imprevistos. Mas estou aqui, né? - assenti, olhou para a cozinha - Fez compras?

- Sim, haviam poucas coisas, e queria que chegasse tendo algo bom para comer. - peguei a bolsa de seu ombro - Deve estar cansado, vai tomar um banho. - concordou - Irei fazer o almoço.

- Estou curioso para saber o que irá fazer. - disse andando até o nosso quarto.

Pratos à mesa. Comemos juntos, ríamos de suas trapalhadas no ginásio, e a forma como a competição foi feita, estava muito feliz com suas novas conquistas, mas confesso, fiquei com ciúmes após saber do "ataque de fãs" e os presentes quase que indecentes. Não queria dividir o espaço dos meus pelúcias com os novos adquiridos.

- Conheci seu primo, hoje. - olhou-me - Ele é bem legal. - ele quase engasgou, bebendo um pouco d'água.

- César? - disse ofegante e se recompondo.

- Esse mesmo. - o olhei - Por quê se engasgou? - disse pondo o garfo de volta à boca.

- Não quero você perto dele, Joe. - cruzou as mãos com o talher posto à mesa - Ouviu-me?

- S-Sim, mas... porque...? - disse com a mão sobre à boca.

- Ele é um vagabundo, que se aproveita da boa vontade das pessoas e pior, até delas mesmo. - olhou-me sério - É perigoso e só eu tenho noção do quanto.

Assenti com a cabeça. O que César escondia? Ele era tão ruim assim? Se bem que, duvidar de Jake não era um opção, o conheci hoje, e algo dizia-me para ficar longe.


Notas Finais


💕


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