História Sunny Love (Romance Gay - Yaoi) - Capítulo 43


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Arte, Boys, Esporte, Garotos, Gay, Hentai, Jake, Joe, Jovens, Lemon, Lgbt, Love, Natação, Romance Gay, School, Verão, Yaoi
Visualizações 79
Palavras 2.099
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 43 - Recanto


Fanfic / Fanfiction Sunny Love (Romance Gay - Yaoi) - Capítulo 43 - Recanto

~ JOE:

2 Meses Depois:

Nossos planos para o futuro já estavam quase traçados. E inclusive, nossa futura casa nos aguardava. Enquanto Jake foi buscar Marte na casa de sua mãe, terminava de por algumas coisas nas caixas e Roy roía os lados das mesmas às furando por completo, cansei de brigar com ele, mas sua teimosia é incontrolável. Todos os móveis já foram enviados, só faltavam alguns pertences. Estar de mudança pela segunda vez, era estranho, mas acredito que será bem melhor assim. Longe de César.

Com a ajuda do porteiro, levei as caixas para baixo. Ele deixou o carro e viria a pé trazendo o cachorro. Após por tudo no porta-malas, virei-me a dar de cara com Jake, dando-me um susto. Marte pulou em meus braços, quase a me derrubar. Era muito pesado.

- Nossa... calma Marte. - sorri, ele lambia meu rosto com fúria.

- Eii, rapaz. - Jake o abaixou pelo pescoço - Oi. - beijou-me - Está tudo aí dentro? - assenti.

- Só falta pegar Roy lá em cima, e alguns brinquedos. - olhei para Marte de canto e Jake percebeu.

- Relaxa, ele não vai fazer nada para machucá-lo. - o encarei - Eu te prometo, meu amor. - sorriu e lhe correspondi.

Voltei para cima, pegando Roy e seus adereços. Ele miava sem parar e isso me deixava tenso, será que irá acontecer algo? Acariciei seu pelo, e logo chegamos a entrada. Marte já estava dentro do carro, observando tudo e ao ver Roy começou a latir alto. Me assustei, e fiquei parado no meio do caminho.

- Jake... não, meu amor. - disse a negar com a cabeça, ele foi até a janela para acalmá-lo.

- Marte, é só um gatinho, não precisa ficar assim. - ele continuou a latir - Marte! - ouvimos um som de 'choro' e ele estava inquieto, querendo sair do carro - Joe, vem aqui. - fez um sinal, eu ainda estava com medo.

Ao seu lado, Jake pegou Roy nas mãos. Com cuidado, pediu para que eu mantesse a calma, e colocou o gatinho em frente ao focinho da fera. Ele farejou o gato por inteiro, recebeu um carinho do mesmo com umas das patas, o que me deixou-me tranquilo.

- Irei confiar em você, não o torne seu jantar! - encarei Jake assustado - É brincadeira, vamos? - assenti a sorrir.

Entramos no carro, ainda mantive Roy no meu colo. Segurança. Sabe? Optamos viajar de carro dessa vez, e até que não estava tão entediante. Marte pôs a cabeça na janela, a sentir o vento. Deixar tudo isso para trás de certa forma, causaria-me saudade. Mas a minha promessa de voltar, para cuidar de Sam ainda estava de pé. Sua gestação estava em perfeita ordem, e o bebê, cada vez mais saudável. Liguei o rádio, onde passava uma música aleatória. Indie. O sol amarelado, batia nos vidros a deixar o ambiente mais aconchegante. Jake dirigia concentrado, parecia outra pessoa. E um leve bigode aparecia à face.

- Kezinho. - levantou uma das sobrancelhas - E a sua carreira? Não irá ficar difícil para você, ir e vir?

- Não, decidi entrar em um clube do centro. O que eu fazia no ginásio eu posso fazer aqui, porém em épocas de competições, terei que voltar. - assenti - Mas... está longe e será como férias. E o melhor, não irá precisar ficar em casa sozinho, minha inscrição permite levar alguém, quando você quiser poderá ir comigo. - sorri.

- Está tudo tão perfeito, espero que não aconteça algo de ruim. - ele riu de canto - O que foi?

- Deixa de ser pessimista, o que pode acontecer de tão ruim? - fitei o retrovisor ao lado - Imagina, eu falo isso aí do nada batemos o carro.

- Para, Jake! Que horror! - soltou uma risada - Depois eu que sou o pessimista aqui. - resmunguei de braços cruzados.

- E a sua faculdade? - olhou-me e voltou a focar na pista.

- Eu consegui uma transferência, já está tudo arrumado para a semana que vem. Mas... não me sinto muito animado para isso. - bufei.

- Ah, com o tempo irá gostar. Não duvido. - Roy dormia no meu colo - Só espero que não dêem em cima de você por lá. Por que se não...

- Toda escola tem um professor tarado. - ele riu a balançar os ombros.

- Mas eu sou o seu professor. - Marte latiu - Até ele confirmou.

- Isso não vale, são cúmplices.

Após algumas horas de viagem, chegamos frente a nossa futura casa. O céu estava quase escurecendo, a casa era amadeirada, e continha um jardim com palmeiras. À frente, havia o mar, a Lua irradiava sobre a água, formando um rastro de luz. Jake abriu o porta-malas pegando tudo, veio até mim a entrelaçar seus braços por minha cintura, colocando a cabeça no meu ombro.

- O que tanto olha? - disse ao meu ouvido.

- Nada, só estava pensando um pouco. - sorri - Eu... nunca pensei que um dia estaria aqui, com você.

- Mas está, não? - beijou minha nuca - E eu pretendo nunca mais sair do seu lado. Eu demorei muito tempo para achar você, e não seria agora que lhe perderia.

- Com tanta gente nesse mundo... - revirei os olhos.

- Sim, mas eu prefiri a pessoa mais desastrada, -  bufei - e que por mérito, a água trouxe até mim.

- Eu quase me afoguei. - disse bravo - Não foi engraçado, e... você foi muito rude comigo.

- Eu não podia deixar claro que estava gostando de você. - virou-me ao seu olhar - Aliás, eu só te vi uma vez. Nunca acreditei em amor a primeira vista. - bati em seu braço - Pense pelo lado bom, se não fosse tão desastrado, não estaríamos juntos agora.

- Verdade. - sorri a lembrar-me.

- Agora, nós seremos finalmente uma família. - Marte latiu - Viu, já temos até um segundo filho. - sorri a ver o cachorro com a língua para fora - E antes de entrar nessa casa... - pôs uma das mãos dentro do bolso - Espera... - fez uma cara de espanto.

- Jake? Que foi? - ele não parava de vasculhar o bolso, ainda assutado.

- Que droga, foi mal, Joe... - olhou-me cabisbaixo, ainda não entendi - Ah, já sei. - pôs uma das mãos por trás da minha orelha, e ao tirar, em seus dedos havia um anel - Tcharaaaãn.

- JAKE! - puz uma das mãos sobre a boca, assustado, e lágrimas já começavam a cair.

Ele se ajoelhou na minha frente, seus olhos brilhavam com o reflexo da Lua e estrelas neles, acompanhados por resquícios de lágrimas brotando. Meu coração batia acelerado, não estava acreditando e nem esperando que ele fizesse aquilo.

- Joe... - meus soluços batiam com fúria em meu peito - Muitas vezes eu sonhei um dia lhe pedir isso, porém sempre faltou-me coragem. Não por ser você, mas o meu medo era de falhar contigo e de não fazer-te feliz. Eu sei que... não sou a pessoa mais correta do mundo, mas... eu quero que saiba que eu Te Amo mais do que tudo e será... que você aceitaria. Se casar comigo? - sorriu por entre às lágrimas.

- Eu... eu aceito, Jake. - sorri, o mesmo alargou seu sorriso a mostrar-me os dentes, colocando o anel em seguida.

Erguendo-se, deu-me um beijo. O abracei fortemente. Marte uivou alto, capaz de todos os vizinhos ouvirem, várias vezes.

- Será que eu posso tirar a outra aliança da sua orelha também? - disse ao meu ouvido, sorri abafado em seu pescoço.

~ JAKE:

1 mês;

Estar morando com Joe, era uma das melhores decisões que já tive. Além de ser amável, era paciente. Sabia muito bem driblar-me e dava mais vida à casa com as novidades que aprendia dia a dia. Contamos a nossas famílias, sobre o casamento. Estava eufórico para que o dia logo chegasse, mas decidi me controlar, afinal nada é na pressa.

Cheguei do clube de natação, a sentir um cheiro maravilhoso vindo da cozinha. Joe dançava de um lado para o outro, com uma colher em mãos e Roy o seguia. Marte mordia o seu brinquedo no tapete da sala, a fazer barulho. Largou e veio me dar boas-vindas com seus pulsos e lambidas.

- Cheguei! - gritei, e Joe pôs a cabeça para fora da pilastra na cozinha.

- Oii, já estou acabando. - disse - Como foi o treino?

- Divertido, diria que bem melhor do que na antiga cidade. - fazia carinho na barriga de Marte - E como foi na faculdade?

- Legal, também. Iremos mexer com cerâmica essa semana. - sorriu, sua face, agora bronzeada, era linda - Já viu a bagunça, não é? - assenti e fui até o seu encontro.

- Falou com Sam? - perguntei a pegar um copo d'água. 

- Sim, já está marcado o dia do nascimento. Você poderá ir?

- Talvez, recebi um e-mail de Hunnys. Vou estar ocupado a semana toda por lá. - assentiu - Mas, eu prometo fazer um esforço.

- Ok, ela ficará feliz se te ver lá. - dei um gole - Precisa levar Marte para o veterinário mais tarde. - fiz um bico - Não, nada disso. Eu fui da última vez, não deixe de cuidar dele por preguiça.

- Tá bom. - olhei para o cachorro que olhava-me babando, como o seu brinquedo no meio das patas - Que foi? Sou eu que vou te levar hoje, então não reclame. - deitou a cabeça no chão com o olhar triste - Ele gosta mais de você do que de mim. Tá claro, isso.

- Aff, Jake. Nada a ver. - balançou a cabeça rindo - Está com ciúmes, agora?

- Sim. - olhou-me de canto - E não tô gostando. - fui em sua direção a prendê-lo contra a geladeira, olha-me aos olhos, corado.

- O que irá fazer? Vai me bater? - sorri maliciosamente.

- Quem sabe? - sorriu.

O puxei para um beijo, a por às duas mãos por dentro de sua blusa, o peguei ao colo envolvendo suas mãos ao meu pescoço e segurando suas coxas, o soltei pela falta de ar.

- As crianças... - disse calmo e revirei os olhos.

- O que tem demais? - olhei para trás, Roy e Marte nos encaravam parados - Podem ir saindo! - saíram correndo pelos cantos, Joe deitou a cabeça ao meu peito com uma crise de riso.

- Que papai maldoso! - disse a secar suas lágrimas. {...}

Com o chegar da tarde, fui levar Marte como prometido ao veterinário. O sol estava muito agradável e por sorte conseguimos nos cobrir nas sombras das palmeiras. Abri a porta do consultório, havia uma fila grande, mas por esperteza Joe tinha marcado horário cedo. Sentei em umas das cadeiras vagas, Marte encarava um hamster sem parar no colo de uma garotinha, dentro de uma gaiola.

- Moço, ele quer comer o meu hamster. - apontou para o cachorro.

- Ah, não precisa ter medo. Esse aqui late mas não morde. - passei a mão sobre o pelo de Marte que deitou quieto ao chão.

- Que fofinho. - sorri, ouvido meu nome ser chamado em seguida.

Com a consulta feita, saí do local com Marte na guia. Na verdade, ele era tão grande que qualquer um acharia que ele era meu dono. Passei em frente à uma barraca de rua, e comprei algo para comer, indo em direção para casa.

O sol começou a esquentar, e distraído, nem notei esbarrar no pé de alguém sentado ao chão. O mesmo resmungou, virei-me assustado, a ver um garoto baixinho, encolhido ao canto. Totalmente sujo e tremia de forma descontrolada. Estava um dia quente, ele só podia ter febre.

Me abaixei ao seu olhar, esboçou um movimento de corrida, mas estava fraco para isso. Marte sentou ao meu lado, agachado, estendi minha mão a ele, que recuou.

- Não precisa ter medo, eu não irei lhe machucar. - assentiu - Qual é o seu nome?

- Tony. - disse com insegurança, seus olhos aparentavam isso.

- Está sozinho? - assentiu com a cabeça - E com fome? - seus olhos brilharam - Olhe, eu posso lhe pagar algo para comer, mas preciso que confie em mim, ok? - concordou e sorri.

Ele me contou tudo sobre sua vida, sentamos e um dos bancos do parque. A maioria das pessoas que nos viam, olhavam com desdém. Não havia nada demais, só era um garoto abandonado. Seu pai havia lhe deixado na rua, após perder a sua mãe em um acidente de carro, quando vendia doces para dar de comer ao filho. Ele o culpava por isso, e havia poucos dias que perambulava às ruas. Sozinho.

- Conheço uma pessoa que irá adorar lhe conhecer. - olhou-me com um sorriso e a boca manchada por molho de tomate.


Notas Finais


~ cry.

• amores, venho aqui dizer que talvezzzz, essa história só chegue aos 50 caps.
Basicamente, será o finalzinho baseado no amor e o futuro dos dois juntos. E simmmm, terá Lemon.🍋

• estou pensando em atualizar minhas outras histórias com mais frequência. Porém como eu sou muito maluco, às vezes, vai. Nem sempre.🌚 Tenho uma outra notícia fresquinha pra vocês.

~ para você que curtiu a história até aqui, estou com o desejo de lançar, no futuro, a 2° temporada, que será relacionada aos próximos capítulos e sendo Jake e Joe, personagens secundários.

Quem serão os principais? Segredinhooooooo.🤠 Mentira, dará para notar. (não sirvo pra fazer suspense)

• eu agradeço também pelos favs, eu nem esperava que a história chegasse aos olhos de tanta gente e adoro compartilhar minhas ideias com "ocêis".

• E. . . pra acabar. Eu tô viciado numa história amorzinho do meu amiguinho Jack, se você curte doçuras aqui está:

https://www.spiritfanfiction.com/historia/ok-denny-romance-gay-yaoi-13388399

Até o próximo capítulo.💕


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...