História Sunrise Land (yoonseok) - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jung Hoseok (J-Hope), Min Yoongi (Suga), Personagens Originais
Tags 1945, Hoseok!bottom, Hoseok!ômega, Yoongi!alfa, Yoongi!top, Yoonseok, Yoonseok Tem Filhos!
Visualizações 110
Palavras 2.368
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, LGBT, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊🌊
ADIVINHA QUEM VOLTOOOOOOOOOOOOU

TO MUITO FELIZ AAAAAA

SUNRISE LAND FINALMENTE TÁ CAMINHANDO! OBRIGADA, GENTE ♥️

Capítulo 5 - The Fear That Haunts,


Hoseok não conseguiu parar de sorrir quando aconchegou-se na cama de casal e, depois de tanto tempo, pôde sentir o enorme colchão afundar com o peso de mais alguém. Da pessoa que esperou por dias. Então, assim que Yoongi estava confortavelmente deitado ao seu lado, Hoseok ficou em seu encalço. A cabeça repousando sobre seu peito, as pernas entrelaçadas. Nada parecia tão ruim e destrutivo em sua mente, agora.

 

– Não consigo acreditar que estou em casa, Hoseok. – Yoongi comentou, a voz grave como sempre invadindo seus pensamentos da maneira mais suave possível. Hoseok derretia completamente com aquele timbre só dele, que era tão… Tão ele. Por mais que nem tudo estivesse resolvido, ter Yoongi era suficiente. Passou tempo demais sozinho.

 

– Estou feliz que está em casa, Yoongi. – Sorriu, mas logo suas expressões ficaram neutras novamente. – Foi um tempo difícil, não posso negar. Mas meus meninos me ajudaram muito, cuidaram de Hwanhee e Baram nos meus dias ruins. Yeongwon principalmente.

 

– Sim, eu posso deduzir. Vejo o quão responsável ele é. – Para suprir seus caprichos, Min Yoongi afundou seus dedos nos cabelos escuros como breu do ômega e passou a brincar com os fios como sempre fazia em momentos como aquele. Como desejou ter seus filhos por perto, ao invés de soldados desolados e que não se sentiam em paz ao lutar pela terra que os escravizava. Céus, como desejou ter seu ômega consigo naquelas noites tristes e solitárias no quartel que cheirava à guerra! Como desejou sentir a pele macia contra a sua, os cabelos alheios em suas mãos enquanto fazia-lhe carinho, desejou tê-lo sob seu corpo, corado e suado e em êxtase. E finalmente tê-lo tão perto era quase surreal. – Não sabe o quanto senti falta de vocês.

 

– Sentimos a sua também. – Beijou a região de seu peito de leve, ouvindo o coração alheio bater em um ritmo tranquilo e de alguém que suavemente era seduzido ao sono. Ouviu seu suspiro, e sentiu o carinho em seus cabelos se tornar mais substancial. Como se tentasse-lhe distrair de algo.

 

– Hoseok, e quanto à você? Está tudo bem com você? – Mudou completamente de assunto, agora preocupado com o Min. Pois, ora, seria negligente de sua parte apenas assumir que tudo estava perfeitamente bem e Hoseok não estava se sentindo pior do que antes. Mudanças bruscas e inexplicáveis de humor. Aquilo era bem visível. Era preocupante. Houve um silêncio desconfortável por alguns bons segundos, e o ômega sentiu a atmosfera reconfortante de até então ser brutalmente dissipada por aquela pergunta.

 

– Dormi mal por algumas semanas, tomei mais remédios do que deveria, me senti desolado e perdido por nenhuma razão aparente às vezes. Se isso significar alguma coisa…

 

– Se sentiu assim com Hwanhee e Yeongwon, não? Quando teve…

 

Quando teve depressão pós parto?

 

Yoongi jamais falaria aquilo em voz alta. Jamais admitiria que a pessoa mais radiante que conhecia sofreu de depressão, e agora, pela terceira vez, se afundava na doença novamente.

 

– Quando fiquei doente, sim, eu sei. Mas essa não é a primeira vez que lido com isso. Esses sintomas, se é que são sintomas mesmo, não devem significar algo tão ruim assim. Eu já estive pior. – Sentou-se na cama, passando as mãos no rosto como se estivesse se lamentando. Yoongi imediatamente fez o mesmo, mas Hoseok posicionou-se de maneira que ele não pudesse ver seu rosto diretamente.

 

– Eu não tenho tanta certeza disso. – O alfa respondeu.

 

– Amanhã eu vou ao médico. Podemos conversar sobre isso lá. – Sua voz soou sutilmente embargada. – Digo, você chegou em casa. Chegou são e salvo. Não estamos mais sozinhos. Isso deveria ser algo bom e revigorante, não que me deixasse magoado. – Fungou, e não levou muito para Yoongi perceber que Hoseok estava chorando. Sem dizer palavra alguma, abraçou o corpo delicado do ômega por trás e reafirmou, em completo silêncio, que não importava o que acontecesse a partir daquele momento, Yoongi estaria por perto. Yoongi cuidaria de tudo.

 

– Mesmo que seja isso que te afeta agora, meu amor, eu vou estar aqui. Não vai precisar passar por tudo sozinho de novo.

 

– Mas e os nossos filhos, Yoongi? Como eu vou dizer pros meus filhos que estou doente?

 

Aquela era a primeira vez que Hoseok confessava à si mesmo e à Yoongi que, indiscutivelmente, estava enfermo. Não foi a melhor coisa que já dissera. Não foi a melhor das sensações que lhe tomou quando percebeu o que havia acabado de dizer à seu marido. E não foi a melhor coisa do mundo perceber o quão sério Yoongi ficou. Por mais que soubesse que Hoseok estava doente, era tortura ter que admití-lo. Seu ômega, o homem que amava, o pai de seus filhos, estava doente.

 

– Eles já presenciaram isso. Vão entender, eu sei que vão. – Beijou suavemente a pele de seu ombro, inspirando o aroma característico de petrichor que o ômega exalava. – Mas assim como você disse, não vamos falar disso agora. Também não é fácil pra mim. – Fê-lo se virar e olhar em seus olhos, apenas para que pudesse beijar seus lábios e, ao menos por alguns momentos, esquecer os medos de Hoseok e a súbita negligência de Yoongi. Céus, Yoongi não era o culpado da história! Havia se afastado pela guerra! Pela honra de um país! Não para fazer sua família sofrer! Yoongi não era o culpado por sua situação. – Eu te amo, Hoseok. – Murmurou ao separar o beijo, tendo a atenção do ômega imediatamente sobre si.

 

Durante aqueles quinze anos de união, Hoseok se lembrava de algumas poucas vezes em que Yoongi dissera com palavras que o amava. Ele era uma pessoa de ações, sempre mostrando o quanto se importava por meio de mimos no final da semana, alguns minutos a mais na cama pela manhã, carinhos espontâneos, mas raramente com as palavras. E ouvi-lo dizer aquilo, quando tanto precisava, fazia seu coração disparar. Precisava daquilo. Da confirmação de que não estava sozinho.

 

– Eu também. Muito. – Sorriu, os olhos sutilmente lacrimejados. Yoongi o beijou novamente, agora voltando a lhe deitar na cama com cuidado. Um toque tão simples, uma ação tão súbita, e Hoseok se entregara tão facilmente. Inteiramente, incondicionalmente. Seus lábios tinham o mesmo sabor, a mesma textura e traziam a mesma segurança de sempre. Hoseok jamais mudaria, mesmo que não estivesse bem. O alfa podia imergir à si mesmo naquela sensação que continuava a mesma, sentia sua alma atribulada descansar.

 

As mãos do ômega enterravam-se nos cabelos escuros, enquanto as do alfa percorriam por seu corpo bem desenhado. Como sentira falta daquela pele tão macia, da estrutura afrodisíaca de seu corpo, do quão puníceas se tornavam suas bochechas com o mais subtil dos toques. Seu corpo pedia pelo dele. Seus instintos, suas necessidades mais profundas. Tudo em si chamava por Hoseok.

 

O quarto começava a se tornar quente após alguns momentos, entretanto. Yoongi sentiu um vazio em seu peito ser preenchido enquanto a respiração do marido se acelerava e tornava-se sôfrega à medida que seus lábios devassos desciam por seu pescoço sensível, à medida que suas mãos afastavam o tecido de suas roupas de dormir do corpo que ficava cada vez mais febril com seu toque firme ainda que tão reconfortante.

 

Ainda lhe levava às estrelas com tão pouco.

 

Então, enquanto faziam amor depois de tanto tempo separados, Hoseok se permitiu abraçá-lo forte, sentir o calor de sua pele na sua, enquanto ele lhe seduzia ao mais sincero dos tipos de prazer. Pois haviam sim, em sua singela opinião, vários tipos de prazer. O prazer que trazia remorso e arrependimento, o da carne e somente da carne, e o que era fruto do amor, da forma mais majestosa e sagrada de amor.

 

Hoseok ofegava e gemia ao pé de seu ouvido, causando arrepios que corriam pela espinha do alfa, lhe eletrizando por completo. Os arranhões em suas costas ardiam, ardiam horrivelmente, mas era a coisa mais excitante em que Yoongi podia pensar. Que o prazer que dava ao seu ômega era tão intenso que o deixava agoniado daquela maneira, tanto que o fazia ter de descontar nem que fosse em seu corpo. Em suas pobres costas. Era um hábito, também. Um hábito que Hoseok tinha e que não ia embora, de correr suas unhas pela pele pálida pelo simples capricho de vê-lo marcado por si.

 

Seu corpo inteiro reagia à Yoongi; à seu cheiro, à seu toque, à sua voz, à tudo. Qualquer coisa era suficiente para que estivesse totalmente eletrificado, ainda mais quando estava tão sensível mentalmente e fisicamente. Por isso era tão perigoso. Sentir-se desolado, sem esperanças, feliz, terrivelmente triste, e agora extasiado, tudo em um período tão curto de tempo não deveria ser tão perigoso, mas era.

 

Era, pois Hoseok estava doente. Terrivelmente doente.

 

Mas nenhum dos dois pensou naquilo enquanto alcançavam o ápice juntos. Enquanto gemiam longamente uma última vez, enquanto se beijavam como se estivessem se beijando pela literal última vez. Se abraçaram, sorriram, apaixonaram-se um pelo outro mais uma vez. Tudo que era bom, para Hoseok, sempre durava tão pouco… Seu castelo de cartas estava prestes a desabar. E quando desabasse, derrubaria o de todos. Hoseok era o que unia uma ponta à outra, então, quando – quando, não se – se rompesse, todos romperiam também.

 

Era apenas uma questão de tempo.

 

Desejaram boa noite um para o outro, sorriram antes de fechar os olhos para dormir, mas por algum motivo, algo dentro de si quebrara. Uma parte de si tornou-se ridiculamente vulnerável ao medo.

 

Seus filhos. Hoseok temia por seus filhos.

 

 

Quando Yoongi acordou no meio da noite, estava sozinho. Levou menos de dois segundos para se situar, sentando-se na cama e tirando o cabelo do rosto. Duas e cinquenta e sete da manhã. Hoseok costumava se levantar por volta das três, que era quando Baram despertava com fome. Era o usual, tudo parecia estar bem. Acordou quando ouviu-o sair do quarto, mas havia despertado alguns momentos depois. Ficou ali, esperando-lhe voltar. Quase voltou a dormir, uma vez que estava tão cansado, mas o que seguiu foi capaz de tirar seu sono no exato momento.

 

Alguém gritou. Gritou em alto e bom som.

 

O sangue do alfa gelou. Claro, era um grito ecoando por uma casa tão grande às três horas da manhã, o que era o suficiente para assustar até o mais corajoso dos capitães do mais corajoso exército, mas o que assustou a Min Yoongi não foi necessariamente o grito, por mais que o houvesse feito estremecer dos pés à cabeça.

 

O que lhe assustou foi saber que havia sido Hoseok.

 

Suas pernas agiram mais rapidamente do que seu raciocínio, e quando menos esperava, estava no corredor, correndo até o quarto de Baram como se sua maldita vida dependesse daquilo. Seu ômega. Seu filho. O que diabo havia acontecido para Hoseok gritar daquele jeito? Era algo com Baram? Por Deus, eles estavam bem?!

 

A casa inteira havia acordado. Alguns empregados se encontravam de pé, também indo em direcção ao quarto do bebê, mas Yoongi si conseguia pensar nos dois. Yeongwon estava de pé, Joyong em seu encalço. Pareciam assustados. Terrivelmente assustados e preocupados. Fez todos se afastarem, mas ouvir os soluços de Hoseok e o choro de seu filho bebê arrancavam de si a sua postura.

 

Não era a primeira vez que aquilo acontecia.

 

– Por favor, não chegue perto do meu filho! Não ouse encostar um dedo no meu filho! Não o machuque! – Hoseok exclamou dentre suas lágrimas, os olhos firmemente cerrados enquanto estava encolhido  na poltrona detalhada, o bebê em seus braços e contra seu peito de maneira defensiva. Estava pálido, respirando pesado, tremia. Tudo emanava caos, seu estado físico, seu estado psicológico, o quão desesperadamente Min Hoseok chorava com o bebê nos braços implorando para não se aproximar sem qualquer motivo aparente ou que fizesse sentido.

 

Um ataque de pânico.

 

– Seok-ah, sou eu. – Usando o tom de voz mais tranquilo que podia, Yoongi se aproximou do ômega com cautela. Seus olhos ainda estavam completamente arregalados, estava terrivelmente pálido e seu rosto estava banhado em lágrimas. E para complementar a ópera, Baram chorava a todos os pulmões. Aumentando ainda mais o desespero de todos os que presenciavam aquela cena.

 

– Não, não, por favor, não o machuque! Não encoste no meu bebê!

 

– Hoseok, meu amor, sou eu. Olhe pra mim, tudo bem? Pode olhar pra mim? – Pediu. Não o pediria para se acalmar. Aquilo jamais funcionava, maldição. Yoongi estava no controle da situação. Sempre estava. Aproximou-se do corpo trêmulo, mas Hoseok ficou ainda mais arisco.

 

– Não encoste no meu filho!

 

– Não vou fazer nada à Baram. Baram está bem, meu anjo, ninguém vai fazer nada à ele ou à você. Está tudo bem, ok? Já vai passar. – Quando se ajoelhou na frente do marido, o choro do mesmo pareceu se acalmar um pouco. Ainda era cortante e agonizante, mas menos do que há trinta segundos atrás. Fê-lo olhar bem seus olhos enquanto reafirmava que Baram estava bem, que não havia ninguém que queria lhe fazer mal, que – maldição! – era ele.

 

Restaram apenas os soluços após mais algum tempo, enquanto olhos inquietos assistiam o alfa tomando o total controle da situação e fazendo Hoseok retornar à seu estado de mente saudável.

 

– Hyung… – Sussurrou, assustado, e Yoongi lhe abraçou, sussurrou de volta em seu ouvido que havia sido apenas uma recaída. Que tudo estava bem. Sua instabilidade o fizera recair. Hoseok estava carregando o maldito mundo nas costas e Yoongi não lhe estava ajudando a se recuperar como pensou que ajudaria. – Hyung, t-tinha alguém no quarto. Estava escuro, m-mas eu vi.

 

– Você está com medo, meu amor. Não há ninguém no quarto além de mim. Tudo bem?

 

– Hyung, me perdoa… – Pediu, derrotado e voltando a chorar. Não desesperadamente, agora. Silenciosamente. Amargamente. Baram ainda murmurava, mas agora que não havia todo o caos, não estava mais com tanto medo. Yoongi lhe abraçou forte, beijando seus cabelos de leve, protegendo Baram com a fisionomia de seu corpo, garantindo que estava tudo bem. O alfa mandou todos saírem, até mesmo Yeongwon e Joyong. Explicaria para eles depois.

 

Com mais alguns minutos – trinta ou quarenta, não soube dizer –, Hoseok desabara em cansaço e Yoongi o levou para o quarto após cuidar de Baram.

 

Mas Hoseok e seu bebê foram as únicas pessoas que conseguiram dormir naquela casa, aquela noite.


Notas Finais


Menção de limão, menção de recaída e recaída no mesmo capítulo. Pobre do meu Hoseok.

Esse cap foi tenso :c mas a história é toda tensa, na verdade. A pior guerra não é a guerra lá fora, é entre a família. Fiquem de olho no Yeongwon, porque parte dos problemas serão responsabilidade dele.


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