História Sunshine - Capítulo 9


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Categorias As Crônicas de Nárnia
Personagens Caspian X, Edmundo Pevensie, Jadis (Feiticeira Branca), Lúcia Pevensie, Miraz, Pedro Pevensie, Personagens Originais, Sr. Tumnus, Susana Pevensie
Tags Edmundo, Edmundo X Oc, Magia, Nárnia, Poderes, Romance
Visualizações 109
Palavras 1.593
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


olaaa, me perdoem pela demora, espero que vcs gostem <3

Capítulo 9 - Capítulo 9 - Now I'm feeling guilty for it


Capítulo 9 - Now I'm feeling guilty for it

 

“Agora eu estou me sentindo culpado por isso,

Não queria ir embora (...),

Percebi que sou menos importante,

Do que pensei que fosse”

the Neighbourhood, Stuck With Me.

 

Nunca mais na minha vida eu iria reclamar de ficar na garupa de um cavalo. Sentia as minhas costas doerem de tanto andar, e eu lamentava não saber voar, ou não ter carruagens para me levar como em Charn, céus, como eu era preguiçosa. Dei uma breve espreguiçada e segui caminho para o acampamento, de alguma maneira eu iria precisar de armadura e eu sabia que como os Pevensie tinham saído apressados, alguma coisa ainda restava lá

Sabia que Edmundo ficaria furioso comigo, mas eu não me importava, era o meu jeito de ser, não conseguia ficar presa muito tempo e não aceitava ordens, nunca tinha aceitado. Sorri com a liberdade soprando sobre o meu rosto, seria assim que eu me sentiria caso eu abandonasse os Pevensie depois da guerra, senti um frio na barriga, o quê será que aconteceria com eles quando eu os deixasse? Eddie jamais me perdoaria, Lu ficaria muito chateada e sozinha, e Susana seria capaz de comemorar…

Talvez o fato de a profecia não ter realmente acontecido foi sinal de que eu não precisava continuar ali com eles, eu era independente e podia fazer o que quiser, era disso que eu gostava. Ou talvez que eu devesse ajudá-los, já que eu não teria saído do Castelo de Gelo se Edmundo não irritasse Jadis a ponto dela querer sacrificá-lo. Acho que no final, nós dois se ajudamos.

Quando me aproximei do acampamento um tanto bagunçado, respirei fundo, eu não podia fugir agora, ainda não.

Passei uns tempos procurando pelas armas que ali tinham, de repente me senti confiante demais por achar que eles tinham deixado algo para trás. Eu tinha em mente que era pura arrogância da minha parte abandonar o grupo, todavia, era tarde demais para arrependimentos.

Como eu não tinha nenhuma arma, eu teria que fazer uma, o que não era nem um pouco legal.

Na minha época de soberania em Charn, eu costumava pegar armas comuns e as transformava em armas de ouro, mas isto era outro assunto.

— Mas que droga! — resmunguei baixinho fechando os olhos descontente.

Ouvi barulho de passos próximo da barraca, me agachei para ver quem era e reconheci como um soldado armado. Minhas feições ficaram sérias, eu podia fazer isso.

Segui ele por trás sem fazer barulho, esperando por qualquer passo em falso, e quando ele finalmente baixou a guarda eu pulei sobre seus ombros, entrelaçando as minhas pernas em volta de sua cintura.

— Mas quê diabos...— o homem quase gritou.

Passei meu braço em volta de seu pescoço, usando toda a força possível para virá-lo para o lado, acontece que eu não tinha tanta força para isso e a situação dificultava. E o fato de eu ter perdido a prática também.

O homem conseguiu empurrar meus braços, mas eu estava sob controle. Tentei  enforca-lo novamente e com uma força sobre humana quebrei seu pescoço, quando eu saltei consegui perceber que eu tinha torcido seu pescoço completamente. Desviei o olhar e peguei a espada do homem, tudo bem que ele era um homem da feiticeira, mas guerra é guerra. Não podia de dar o luxo de sentir dó de tudo e de todos.

Assim que me encontrei pronta resolvi partir para o campo de batalha, sabendo que os Pevensie ficariam furiosos com a minha imprudência depois. Mas eu não tinha tempo para pensar nisso, apenas segui meu caminho com a espada em mãos sentindo o vento soprar bruscamente contra os meus cabelos.

Quanto mais eu avançava, mais eu ficava perto dos sons de batalha, me perguntava se os outros estavam bem. E foi nesse momento de que eu tive a certeza de que o que eu estava fazendo era o certo a se fazer, ajudar os amigos, eu não era a pessoa mais amigável do mundo, mas quando se tratava de lealdade a coisa mudava completamente.

Comecei a correr com a minha espada ensanguentada em mãos (que por acaso eu tinha esquecido de limpar), e me dirigi até a guerra me juntando aos narnianos. Muitos deles murmuraram confusos e alguns até bravos, dizendo que Rei Edmundo ficaria furioso comigo por ter mentido, mas eles não podiam se distrair então me esqueceram por completo.

Arfei ao ver todas aquelas pessoas se enfrentando e aquelas lâminas enormes raspando uma nas outras fazendo barulhos ensurdecedores, no meu momento de distração senti uma espada arranhar o meu braço e me joguei para trás assustada, era um seguidor da feiticeira me atacando. Senti o medo passar pelos meus olhos, era muito tarde para se arrepender agora.

Minha espada foi contra a dele, e enquanto eu atacava dando alguns passos para avançar e o anão desviava numa velocidade inacreditável, me sentia uma tola por ter passado a minha vida toda desprezando as habilidades de anões, achando que eles não eram grande coisa. Agora lá estava eu, perdendo uma luta para um anão. Senti sangue escorrer pela minha bochecha, enquanto a espada dele desfiava um novo golpe agora no meu abdômen, fui rápida o suficiente para desviar, mas acabei tropeçando e caindo na grama.

—  Mulheres não deveriam batalhar mocinha insolente. — a fala daquele anão liberou tanto ódio em mim, que eu me senti na necessidade de de melhorar. Em Charn era a mesma coisa, mulheres não podiam governar, mas eu e Jadis éramos a prova viva de que podíamos governar um país,e bem melhor por sinal. Toda a minha vida tinha ouvido esse mesmo discurso, não era agora que eu ouviria novamente.

Ele preparou um novo ataque, mas eu rolei no chão ficando uns dois centímetros de distancia de sua lâmina, passei meu pé na sua perna dando-lhe uma rasteira e me levantei enquanto ele caía. Como o anão estava sem equilíbrio eu simplesmente chutei sua espada para longe, e antes mesmo que ele pudesse se mover, fiquei por cima dele apontando minha espada para o seu pescoço. O pequeno tentou se libertar do meu golpe, contudo seu esforço foi completamente em vão. Finquei minha lâmina no seu pescoço, e fiz uma enorme força para retira-la de lá.

— Verdade, mulheres não podem batalhar. — grunhi com desprezo enquanto me dirigia para um próximo seguidor da Feiticeira, já estava me animando com aquela batalha, talvez eu não estivesse tão ruim assim…

Já podia sentir a adrenalina da batalha em meu sangue, o meu sorriso presunçoso se formar em meu rosto, eu podia estar um pouquinho enferrujada, mas não daria o braço a torcer.

Fui atacada por um minotauro que tinha duas vezes a minha altura, empurrada com tudo para trás, tirei alguns fios de cabelos da minha testa e me levantei usando o sol ao meu favor para cegar o minotauro, me dando brecha para decepá-lo.

E foi então quando o meu olhar encontrou do outro lado do campo de batalha Edmundo se dirigindo até a Feiticeira Branca, eu queria poder jurar para si que eu não me preocupava com ele, que ele era apenas um filho de Adão e eu o abandonaria juntamente com os seus irmãos em breve, mas meu corpo teve outro impulso. Empurrei alguns seguidores da feiticeira, e larguei a minha espada no chão, comecei a abrir espaço entre os narnianos brigando. Como ele conseguia ser tão teimoso? Nunca que ele venceria a Feiticeira, se eu não conseguia pior ainda ele.

Sentia os meus pulmões doerem, mas eu não dei importância e continuei a correr aos tropeços até chegar onde tinha visto ele. Olhei em volta e não encontrei a Feiticeira, apenas o corpo desacordado de Edmundo sangrando no chão.

Já tinha visto tantas pessoas morrendo, e nunca tinha me sentido dessa maneira antes, caí de joelhos ao lado do corpo dele desesperada pensando no que eu poderia fazer para trazê-lo de volta. Sacudi seu corpo enquanto murmurava o seu nome, sentia os meus olhos marejarem, mas eu não iria chorar. Não podia deixar que todos ao meu redor morressem tão facilmente.

Ergui as minhas mãos em direção ao sol, e mesmo sabendo que eu não conhecia o feitiço bem o suficiente, teria que tentar, mesmo que sugasse toda a minha energia. Era por Edmundo, e eu não me perdoaria se o deixasse ir.

—  Sanare quod vulneratum.

Fechei os meus olhos por conta da luz forte que eu tinha invocado, e logo os abri olhando para o corpo inerte de Eddie. Repeti o feitiço gaguejando, nunca se gaguejava ao praticar um feitiço, mas meu nervoso era tanto que eu esqueci disto.

— Mas que droga! —  exclamei raivosa, já sentindo a minha vista falhar um pouco. Repeti o feitiço, tentando usar toda a minha magia, mesmo que eu já tivesse pouca magia sobrando. —   Sanare quod vulneratum! —  nada aconteceu o corpo de Edmundo continuou da mesma maneira, e eu insisti —  Sanare…

Uma enorme redoma dourada se ergueu sobre mim, mas eu não percebi, estava ocupada demais tentando exercer o feitiço de cura para pelo menos conter o sangramento do garoto.

A minha vista falhou, juntamente com as batidas do meu coração, sentia a minha energia se esvair do meu corpo. Sentia a minha vista escurecer enquanto eu só conseguia repetir o feitiço em sussurros desesperados, minha cabeça parecia girar e uma sensação de náusea me preencheu até minha cabeça tombar e eu ver uma mancha de sangue na grama, que não era de Edmundo, e sim minha.

A última coisa que eu me lembrava de ver era uma explosão de dourado no céu.

 



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