História Sunshine (HIATUS) - Capítulo 14


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Categorias Harry Styles, Selena Gomez
Personagens Harry Styles, Personagens Originais, Selena Gomez
Tags Harlena, Viagem No Tempo
Visualizações 152
Palavras 1.950
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá olá.

Primeiramente, me desculpem pela demora. Leiam as notas finais!
SUNHINE TEM UM TEASER, link nas notas finais tbm.

Boa leitura!

Capítulo 14 - 13. Amor e ódio são duas faces da mesma moeda;


Fanfic / Fanfiction Sunshine (HIATUS) - Capítulo 14 - 13. Amor e ódio são duas faces da mesma moeda;

Selena Gomez

É um caminho silencioso. Durante todo o percurso, não houve uma palavra sequer que fosse direcionada à mim. Perguntas e respostas básicas, referentes ao garoto que se mantém ao meu lado, aparentemente, alheio à minhas observações pouco discretas sobre si. Não tenho nada para dizer, portanto a situação não me afeta de modo negativo, muito pelo contrário, eu gosto da maneira como o clima familiar se mantém firme, mesmo com uma intrusa em meio à isso. Anne fez questão de dizer que não seria incômodo algum levar-me, visto que, ao sair da torcida, eu abri mão, também, das minhas caronas para casa. Com todos os resíduos de um choro recente, eu posso jurar que ela soube que eu havia me desfeito em lágrimas à pouco e, optando por não comentar nada sobre, suas mãos apenas deixaram um carinho em meu cabelo castanho e um sorriso singelo em minha direção. Talvez a simpatia seja um grande marco dos Styles.

A soberania do verde contra o marrom é clara, quando nossos olhares se encontram, refletidos no retrovisor. Não percebo que estou contendo o ar em meus pulmões até que a necessidade de liberá-lo se faça presente, carregando uma lufada de frustração consigo. Respiro fundo. Tão covarde. Admitir os sentimentos para alguém não deveria ser tão difícil, principalmente se tratando de algo tão sólido, que ultrapassou uma previsão de meses. Harry fez parecer fácil, apenas surgindo e dizendo coisas duvidosas, assim, de repente. O sorriso se expandindo em sua face apenas evidencia que nada é tão ruim como parece, não para ele, com seus dentes alinhados e sua maldita habilidade de me tirar o fôlego com as covinhas que lhe marcam as bochechas. Todas gostam dele, que diferença eu faria?

— Um dólar por seus pensamentos. —Murmura, perto o suficiente para que eu o escute, através da música que escapa do rádio.

— Um pensamento em troca de outro.

— Fácil. Eu estou pensando em você.

Encaro seu rosto claro em meio à fios ondulados, à medida que ele retribui meu ato. Sinto uma imensa vontade de tocá-lo, atravessando as margens daquilo que imaginei nos últimos anos. Eu costumava pensar sobre ele, o rapaz estrangeiro do sotaque carregado que, mesmo estando em outro país, levava a educação britânica. Nada mudou de um tempo para cá, inexplicavelmente e para minha infelicidade, Harry não deixou de ser o que era e, bom, eu não deixei de sentir os calafrios benignos quando o via. Os mesmos que estão em mim neste exato momento, quando a mão do britânico se move sobre o estofado, repousando-se sobre a minha. Tremo sob o contato direto de seus dedos escorregando sobre a área pálida, apertando-a suavemente como se esperasse por uma reação. Por uma resposta.

— Eu estou pensando em você. —Repito sua frase, empurrando-a para fora como um sussurro.

Um relance de seriedade atravessa o rosto limpo, levando este à um semblante quase ilegível. Não se parece com irritação, de todo. Quando Harry se afasta, subitamente, enfim, percebo que o carro não está mais se movendo. Estamos em frente à minha casa, após apenas alguns minutos de trajeto. Meu primeiro instinto é procurar o olhar dócil de Anne, encontrando-o sobre mim, enquanto seu corpo se inclina um pouco no banco da frente. Ela sorri e, mais uma vez, me prendo a sensação de que a mulher mais velha sabe de tudo. O rubor está presente quando, descaradamente, sua atenção se reveza entre o filho e eu.

— Hum. Obrigada pela carona. —Digo, finalmente, me livrando do resquício de contato entre minha mão e a do britânico.— Foi um prazer conhecê-la. —Empurro a porta, sentindo a ventania atingir minha estrutura outrora aquecida.

— O prazer foi todo meu, Selena. —Garante.— Apareça para comer algo conosco qualquer dia desses.

— Eu irei. —Concordo, mais por constrangimento do que por convicção de que isso acontecerá, de fato, em algum momento.— Boa noite.

Deixo um aceno antes de me mover para fora do veículo. Talvez ela seja uma daquelas mulheres que não gostam de ser chamadas de “senhora", ou coisa do tipo, e chamá-la pelo nome seria como invadir um espaço íntimo que não me foi oferecido. Sendo assim, concluo que nada deve ser adicionado nessa breve despedida. Porém, antes que eu possa fechar a porta e percorrer todo o espaço do gramado, levando essa noite ao fim, vejo Harry repetir meu ato anterior, se pondo à mercê do clima gélido, de pé em minha frente. Um minuto, é o que ele diz para sua mãe, a qual não preenche meu campo de visão agora.

— Eu devo esperar que você me odeie amanhã de manhã? —Ele questiona, uma vez que tem seus olhos claros voltados para meu rosto novamente. Um sorriso ameaça surgir nas laterais de sua boca rosada e, mesmo que o ato não seja concluído, noto o humor em seu tom.

— Talvez.

O moreno dá um passo à frente, apoiando-se sobre a perna pouco afetada pelo acidente semanas antes. Me atrevo a olhá-lo assim, tão de perto, tendo acesso total à sua pele exposta. Mas eu não faço nada. Nem mesmo quando Harry se inclina, selando sua boca em minha testa, preenchendo-me com ternura. Eu sorrio, é inevitável.

— Selena. —Seus olhos se fecham por um momento, o maxilar marcado pela pressão direciona à este.— Você não faz ideia do quanto eu gostaria de te beijar agora.

Quando suas palavras me atingem, me vejo fraquejar mais uma vez, em tão pouco tempo, sobre meus próprios pés. Posso sentir o cheiro de seu cabelo daqui e, por alguma razão, meu primeiro impulso é alcançar a junção de mechas onduladas, acariciando-as posteriormente. Harry não recua sob o toque e não me sinto corajosa o suficiente para me afastar disso, uma vez que não terei outra oportunidade. Ele pode fazê-lo, se quiser. Só preciso informá-lo à respeito do consentimento que lhe dou para fazer o que deseja. É o que eu também quero, para ser honesta.

— Então me beije. —Soa como uma súplica, porém, mesmo assim, me orgulho por ter sido capaz de dizer algo.

O britânico se move mais para perto, com seu tamanho ultrapassando o meu, como de costume. Silenciosamente, imploro por um contato entre nós, deixando, agora, ambas as minhas mãos próximas à seu rosto claro. Meus dedos estão trêmulos quando ele os toca, levando-os ao contato com sua pele morna. Reprimo um suspiro no instante em que o vejo perto o suficiente para que seus olhos se tornem responsáveis por todo o preenchimento de minha atenção. Busco por qualquer sinal que indique que isso não irá acontecer e de que Harry está blefando, ou pior, de que isso também seja uma brincadeira. Entretanto, antes que eu fuja, seus lábios me tocam. Sou incapaz de conter o embrulho que toma conta de meu estômago, como se borboletas literalmente estivessem batendo suas asas aqui dentro. Após alguns segundos de euforia interna, sua língua adentra minha boca, causando-me um choque prazeroso. Não posso me lembrar da última vez em que me senti dessa forma, se é que já senti algo semelhante algum dia. Tê-lo de tal modo nunca deixou de parecer fantasioso, no entanto, gostava de ter esses pensamentos mirabolantes sobre como seria estar, de fato, sentindo o seu gosto. É melhor do que imaginei, posso concluir.

Em meio à uma enxurrada de receio, temo abrir os olhos quando o rapaz se afasta, rompendo a aproximação demasiada. Me prendo ao oxigênio novamente, renegando a sensação de não ter seu cheiro impregnado em mim como antes. Resolvo olhá-lo, levando em consideração que não é uma possibilidade ficar parada, temendo visualizar sua feição, como uma criança teme o monstro sob sua cama. Harry se mantém silencioso ao passo em que afasto meu toque de si, abraçando meu próprio corpo logo em seguida. Os lábios, mais avermelhados do que de costume, se erguem mais uma vez, esboçando um de seus melhores sorrisos. Ele empurra o excesso de cabelo para trás, antes de dizer qualquer coisa referente ao que houve. Talvez ele não diga nada.

— Você já ouviu falar que amor e ódio são duas faces da mesma moeda? —Questiona. Imediatamente, balanço minha cabeça em negação. Mentira.— Certo. —Dá de ombros, ainda sorrindo.— Você está caidinha por mim.

— Não mesmo. —Afirmo, quase arisca.— Foi você quem me beijou!

— Eu pensei que não estivesse fazendo isso sozinho. —Há zombaria em seu tom.— Mas, se quer que eu diga, também estou caidinho por você.

— Hum. —Bufo.— Se pensa que eu vou acreditar nessa bobagem…—Começo, visualizando-o sorrir ainda mais largo do que anteriormente.— Argh! Boa noite, Harry.

Dou-lhe as costas, caminhando em passos largos e pesados sobre o gramado recém aparado. Meu coração ainda bate forte em meu peito quando ultrapasso os degraus da varanda, ouvindo sua despedida para o término da noite, enfim.

— Boa noite, texana.

Já dentro da casa, me permito liberar toda a empolgação que estive contendo até então. Deixo as chaves sobre o criado mudo e subo as escadas me sentindo leve como jamais estive. Não resisto à tentação de tocar meus lábios, com o dedo indicador, pressionando a área atingida pelo estrangeiro, minutos atrás. Ele me beijou. Ele me quis, mesmo que por um momento, bem ali. Quase saltito pelo corredor extenso, cantarolando mais e mais à medida em que me aproximo de meu quarto. É um dia feliz. Qual foi a última vez que tive um desses?

— Você está atrasada.

Sofro um sobressalto quando, em meio à meus próprios murmúrios musicais, o timbre, também feminino, se faz presente. Me viro à tempo de capturar a feição pouco amigável de mamãe, encostada no batente de sua porta, com sua camisola e pés descalços. Ela revira os olhos escuros, pressionando o cigarro, já bem gasto, contra a madeira do móvel. De soslaio, encaro o horário no relógio em meu pulso esquerdo. Onze e quinze. Apenas quinze minutos.

— Eu acabei me distraindo. Todos estavam comemorando a vitória do time. —A informo, tendo total consciência de que não é o suficiente.— Me desculpe.

— Se distraindo. —Ela repete. As palavras caem para fora de um modo lento, quase repressor.— Por que estava com o filho dos Styles?

— Ele é um colega.

— Colegas não se beijam, Selena. —Debocha, arqueando uma de suas sobrancelhas.— Onde estão os seus valores?

— Os meus valores?

— O que você quer que pensem sobre nossa família? —Pergunta.— “Veja só, a filha de uma milionária, se atracando por aí com um pobretão interesseiro".

— O que eles pensam sobre a nossa família, mãe? —Quase grito.— Eles pensam que somos as malditas Gomez e que amamos por dinheiro. O interesse é a nossa herança, não a dos Styles.

A mulher mantém seu olhar sobre mim, queimando-me feito fogo. Me arrependo por ter dito tamanha atrocidade, mesmo que haja um fundo de veracidade na frase em questão. Temo estar absolutamente certa quanto à isto, acobertando o fato sob todo meu receio de magoá-la. Ela parece furiosa.

— Vá para o seu quarto. Agora.

Tento conter as lágrimas que ameaçam escapar de meus olhos. Não, eu não vou chorar dessa vez. É quase impossível viver à sombra de alguém que deveria lhe causar felicidade, mas, ao invés disso, tenta retirar qualquer traço de alegria que encontra em sua vida. Mesmo depois de tudo que fiz para agradá-la, ainda recebo esse olhar de desapontamento. De rancor. Prefiro não pensar que sou o seu projeto que deu errado, sua segunda chance para alcançar objetivos juvenis, porque, bem, a verdade é sempre mais dolorosa.

Eu não gosto de ser uma decepção. Eu não gosto de ser o reflexo distorcido de sua imagem bem sucedida. Eu queria que, literalmente, o dinheiro pudesse comprar o amor. Pois, assim, com todo o dinheiro que temos, talvez eu pudesse comprar o de minha mãe.


Notas Finais


Eu disse no capítulo anterior que haveria a tensão nesse, porém dividi esse capítulo em duas partes, para que não virasse uma bola de neve confusa com divisão de narrações. Mas no próximo tem caos.

Teaser de sunshine feito pela anna (assistam, ta lindissimo): https://youtu.be/yyrfYM4LV-c
Gente, os comentários caíram demais. Não nego que isso me deu uma desanimada, foram 5 comentários pra quase 230 favoritos. Fiquei sad mas cá estou, porque sunshine é um bebezinho de fanfic.

Eu quero um Harry pra mim, é isto.

Até o próximo. Kissy.


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