História Sunshine Family - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Himawari Uzumaki, Hinata Hyuuga, Naruto Uzumaki
Tags Boruto, Himawari, Hinadono, Hinata, Naruhina, Naruto, Uzumaki Family
Visualizações 95
Palavras 3.111
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - O Primeiro Encontro


Fanfic / Fanfiction Sunshine Family - Capítulo 1 - O Primeiro Encontro

- Aonde você vai? 

Ao ouvir tal pergunta, Hinata, que estava concentrada em olhar fixamente no espelho de sua penteadeira, assustou-se.

 - Hanabi! - Olhou com surpresa para sua imouto. - Bata na porta antes de entrar, por favor. 

- Eu bati - a mais nova defendeu-se. - Várias vezes, na verdade.

 - Eu não ouvi...

 - É claro que não ouviu - revirou os olhos -, estava ocupada demais abrindo um buraco no espelho. Aonde vai? - perguntou novamente.

 - E-eu... Meu e-en... - Hinata pigarreou. Desviando os olhos, fez uma nova tentativa: - Irei jantar no Ichiraku Ramen. 

- Ah! Seu encontro com o Naruto é hoje?!

 - Hanabi! Desde quando você tem toda essa intimidade para chamá-lo só por "Naruto"?

 - Desde que ele virou meu cunhado! - exclamou sem perder a animação. 

Hinata sentiu-se corar imediatamente. Apenas a ideia de que Naruto e ela fossem mais do que amigos agora já era o suficiente para fazê-la ficar mais vermelha que um pimentão. 

- N-naruto-kun não é seu c-cunhado! - disse, sua odiosa gagueira retornando por um instante. Desviando da irmã, fez menção de sair do quarto, mas foi impedida pela mesma.

 - Espere! Onee-sama, você não pensa em ir assim ao seu primeiro encontro, não é mesmo? - perguntou, fazendo uma careta de desgosto.

 - O que quer dizer com "assim"? 

- A sua roupa.

 Hinata olhou para a roupa que vestia - a mesma saia, camiseta e blusão de sempre - sem entender.

 - O que tem de errado com ela? 

- Seria mais fácil dizer o que não tem de errado com ela... - Suspirou, indo em direção ao guarda roupa da irmã. - Eu vou te ajudar a achar algo mais apropriado.

 - Eu não preciso - reclamou. - Além do mais, se eu demorar muito, vou me atrasar.

 - Ainda são cinco horas, temos tempo. Vem, experimente esse daqui. - Estendeu um vestido azul marinho em sua direção. 

Não vendo alternativa, Hinata pegou o tecido e começou a se trocar. Não que fosse admitir, mas estava, sim, um pouco insegura com relação à sua roupa. Na verdade, estava insegura sobre tudo o que dizia respeito àquele encontro. Fazia duas semanas desde que eles tinham retornado da bem-sucedida missão na lua e ela ainda não sabia definir ao certo qual era o status de sua relação com Naruto. Durante aquela missão ele havia demonstrado pela primeira vez algo além de amizade por ela, chegando até mesmo a dizer que gostava dela; e após terem vencido Toneri, ele a carregou nos braços e... Por um momento pôde sentir seus lábios queimarem, quase como se estivessem sendo novamente pressionados pelos dele. 

Ainda era difícil acreditar que havia beijado alguém em meio às estrelas, e que esse alguém era justamente o rapaz por quem sempre esteve apaixonada. Suspirou pesadamente. Queria acreditar que tudo aquilo foi real e não um impulso momentâneo, mas o fato de que Naruto havia sumido por duas semanas depois daqueles acontecimentos não ajudava muito. Se bem que no dia anterior ele veio procurá-la e convidá-la para jantar... Honestamente, já estava ficando cansada de interpretar erroneamente os sinais, então se Naruto não dissesse nada a respeito do que aconteceu, desistiria dele, já tinha decidido-se quanto a isso.

 - Esse também não ficou legal... - Hanabi analisava-a atentamente. - Tente esse! - Ofereceu uma nova peça de roupa.

 - Hanabi, já está escurecendo! - exclamou, irritada pela teimosia da irmã. - Eu irei assim mesmo!

 - De lingerie? Será um belo espetáculo. - Riu sarcasticamente.

 - É claro que não! - Abraçou-se a fim de esconder a parte de cima de sua lingerie branca. - Vou com a roupa de sempre!

 - De jeito nenhum! Vista isso! - Jogou o trigésimo vestido da noite no rosto da irmã, e quando notou que receberia uma recusa, apelou: - Por favor! Prometo que é o último que faço você experimentar. 

- Hanabi...

 - Por favor! - Fez uma carinha de cão sem dono.

 - Hai... - concordou com um suspiro. - Mas será o último, ouviu?!

 - Hai!

 Resignada, a mais velha vestiu o vestido escolhido por Hanabi. Ele era branco, de alças; um típico vestido de verão. Hinata não lembrava-se de quando o comprou, mas gostou dele; conferia-lhe um ar juvenil e ao mesmo tempo maduro. 

- Ahhh, onee-sama! Esse ficou lindo!

 - Hum... - murmurou, olhando seu reflexo no espelho. - Acho que vou com ele - decidiu-se por fim. 

- Ótimo! - Hanabi estava exultante. - Agora, só falta mais uma coisinha... 

- Hanabi!

 Ao ver pelo espelho o olhar animado da garota, Hinata teve certeza de que se atrasaria para aquele encontro. 

*** 

Ela estava atrasada.

 - Ojii-san! Que horas são, por favor? - perguntou para o senhor Teuchi.

 - A mesma de quando você perguntou há um segundo atrás, Naruto! 

- A-ah, desculpe... - sussurrou sem graça. Seu nervosismo devia estar irritando o pobre homem. 

- São seis e meia - respondeu, mal-humorado. 

Ela estava atrasada.

 - Obrigada, ojii-san.

 - Você está esperando alguém, Naruto?

 - Na verdade, fui eu quem deixou alguém esperando.

 - Hã? 

- Nada, não, ojii-san. Foi mal, mas eu já vou indo. 

- O quê? - Estranhou o comportamento do, agora, jovem homem. - Mas você nem pediu nada! 

- Deixa pra outro dia. Tchau. - Acenou para ele e saiu do restaurante. 

Do lado de fora, deparou-se com algumas pessoas sentadas nas mesas postas em frente ao lugar, Ayame anotando os pedidos dos clientes. Quando o avistou, ela e os outros o cumprimentaram, ao que ele respondeu com acenos educados, recusando os convites para juntar-se a eles. Naruto não tinha ânimo para confraternizações no momento. 

Ela não apareceu.

 No dia anterior - depois de ter passado duas semanas trancado em uma sala, colocando em dia todo o estudo que havia negligenciado devido a missão na lua - Naruto finalmente tinha arranjado tempo para falar com Hinata, e como não podia deixar de ser, a primeira coisa que fez foi convidá-la para sair, pois assim poderiam conversar calmamente. E ele tinha tanto a dizer! Havia passado metade da noite acordado pensando na melhor forma de explicar seus sentimentos, mas então... 

Ela não apareceu.

 Suspirou. Era o que merecia por tê-la feito esperar por todos aqueles anos. Ainda não conseguia acreditar no tamanho de sua própria cegueira. Como pôde pensar que o que sentia por Hinata era apenas admiração? Que aquele sentimento agradável que aquecia seu peito sempre que via a kunoichi era somente amizade? Como não percebeu antes que o desespero que sentiu ao vê-la ser atacada por Pain, o desespero que sentia só de lembrar disso, não era outra coisa senão amor?

 Naruto amava-a. Ela não havia aparecido. 

Então é isso? Você vai desistir? 

- Volte a dormir, raposa idiota - resmungou mal-humorado. - Até parece que você não me conhece. Eu não volto atrás na minha palavra, esqueceu? 

Sei...

 - Que bom que você sabe! - Depois de uns segundos em silêncio, voltou a falar: - Deve existir um bom motivo pra ela não ter aparecido. Amanhã irei ao clã Hyuuga procurá-la. Talvez alguém tenha ficado doente... 

É. Talvez. Enquanto voltava para seu apartamento, Naruto pegou-se torcendo para que um surto de sarampo tivesse acometido os membros do clã Hyuuga e Hinata - a única a não ter sucumbido à enfermidade - ficou responsável por cuidar da família doente. Sim, essa era uma explicação perfeitamente plausível. 

- Só na minha cabeça. - Riu de sua própria tolice.

 No entanto, seu riso se extinguiu quando, ao colocar suas mãos nos bolsos do moletom laranjado, não sentiu sua carteira em formato de sapo. 

- Sumiu! - exclamou antes de dar meia volta e encaminhar-se para o Ichiraku, onde sabia que havia deixado-a. Lembrava-se vagamente de ter usado-a como "brinquedo" para passar o tempo mais rápido. Sabia que caso Teuchi ou Ayame a vissem guardariam ela, mas sempre havia a possibilidade de eles não verem, e naquela carteira estava o equivalente a três meses do seu aluguel - tinha retirado uma boa quantia do banco, assim poderia pagar qualquer um dos pratos que Hinata escolhesse. 

Pensando nisso, ele fez o caminho inverso às pressas, só para estacar no lugar quando estava quase chegando. 

Ela havia aparecido. 

Quando sentiu o chakra de Hinata, Naruto escondeu-se atrás do muro do estabelecimento que ficava na esquina do Ichiraku. Nem mesmo ele entendia o porquê de tal atitude, tudo o que sabia era que precisava de um momento para controlar as batidas descontroladas de seu coração. 

Ela havia aparecido e, pelo pouco que pôde ver, estava linda. 

- Naruto-kun? - uma voz melodiosa soou próximo a ele. Próximo demais

- Hinata! 

- Olá! Desculpe o atraso, é que aconteceram algumas coisas e... 

- Sem problema! - interrompeu-a. - Eu entendo, sério. Família em primeiro lugar! - disse, solenemente, arrancando um sorriso confuso, porém aliviado de Hinata. - Que bom que você conseguiu vir, apesar de tudo. 

- Hai... 

Hinata desviou seu olhar para a calçada, suas bochechas vermelhas. Naruto aproveitou o momento para olhá-la melhor. Se antes, quando apenas tinha tido um vislumbre de sua aparência, já a achou linda, agora achava-a deslumbrante. Ela trajava um vestido de algodão branco, de alças, e seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo, duas mechas soltas emoldurando o rosto. Simples, mas incrivelmente bela. Foi a vez de suas próprias bochechas ganharem um tom rosado. 

- Ano... Naruto-kun, nós ainda vamos... 

- Ah, sim! Claro! Vamos ao Ichiraku! - falou, o nervosismo fazendo sua voz soar mais alta do que deveria. 

A jovem apenas assentiu e eles caminharam lado a lado até o restaurante. Ao chegarem lá, foram recebidos por um ranzinza:

 - Naruto? Você esqueceu sua carteira, idiota! 

- Foi mal, ojii-san - respondeu, pegando o sapo de pano das mãos do homem.

 - Francamente, você não muda nunca. - Balançou a cabeça em reprovação. Foi quando finalmente notou quem acompanhava o ninja: a menina dos Hyuugas. - Entendo... Uma garota, hein? Talvez você tenha mudado um pouco, Naruto - falou, maliciosamente, o que deixou ambos os jovens constrangidos. - Bem, o que vocês vão querer? 

- Hum, uma porção de ramen de porco pra mim. Extra grande, por favor! E pra você, Hinata? 

- Hum... Pode ser o mesmo - respondeu. - Mas uma porção normal, por favor! - acrescentou rapidamente.

 - Vê duas porções de ramen de porco, ojii-san! 

- É pra já! 

Enquanto o senhor começava a preparar os pedidos, Naruto e Hinata sentavam-se nos banquinhos em frente ao balcão, conscientes demais um do outro.

 - Sabe, Hinata... - tentou dar início a uma conversa - desculpe por ter sumido. Kakashi-sensei ameaçou me prender em uma torre se eu não colocasse meus estudos em dia.

 - Ah, tudo bem. Eu entendo. - Sorriu gentilmente. - O futuro hokage precisa cuidar de muitas coisas, não é? 

- Sim... Por falar nisso, Hinata...

 - Aqui está! - Ayame interrompeu a conversa e depositou as tigelas com ramen em frente a eles. - Dois ramen de porco no capricho!

 - Obrigado, Ayame!

 - Obrigada, Ayame-san.

 - Não tem de quê. Aproveitem! 

- Hmmm, isso está uma delícia - murmurou após experimentar o delicioso caldo. - O seu está bom, Hinata?

 - Sim, muito. 

Ficaram em silêncio por alguns minutos, apenas ouvindo o barulho característico de qualquer restaurante. Após mais duas colheradas, Naruto virou-se para Hinata, decidido a romper o silêncio. Contudo, ao olhá-la, acabou por ficar boquiaberto com a cena que viu: a bela garota tinha um olhar distante enquanto entornava todo o conteúdo da tigela na boca.

 - H-hinata? - Ao ouvir seu chamado, ela arregalou os olhos, engasgando em seguida. - Oe! Você está bem? - Deu leves tapas nas costas dela. - Hinata?! 

- S-sim. - Tossiu algumas vezes antes de prosseguir: - Estou bem, Naruto-kun. 

- Tem certeza? Você está tão vermelha...

 - S-sim... 

- Que alívio! Você me assustou!

 - Sinto muito, Naruto-kun.

 - Não, não, tudo bem! - Tratou de tranquilizá-la. - É só que... Eu não sabia que você gostava tanto de ramen. E eu não falo por mal! Quero dizer... Foi uma surpresa agradável. - Deu seu maior e melhor sorriso para ela. - Já sei! Eu tive um ideia! Que tal fazermos uma pequena competição?

 - C-competição? 

- Isso! Vamos competir para ver quem come mais porções! O que me diz?

 - Hum, e-eu é... 

- Vamos lá, Hinata! Ou você está com medo de perder? - provocou, ganhando um olhar determinado em resposta.

 - Tudo bem. Eu aceito seu desafio, Naruto-kun. 

O sorriso dele aumentou ainda mais ao ouvir aquilo, se é que era possível. 

*** 

Hinata estava satisfeita.

 - Até mais! - Naruto e ela despediram-se do senhor Teuchi e de sua filha, pondo-se a caminhar pelas ruas de Konoha em seguida.

 - E no fim, eu ganhei, como o esperado - o loiro gabou-se. Após cinco porções enormes, ele tinha sido declarado o campeão daquela pequena competição, já que Hinata havia parado na terceira tigela. 

- Talvez eu tenha deixado você vencer...

 - O quê? Sério? 

- Você nunca saberá. 

- Hinata! - exclamou. Seu tom de voz indignado arrancou uma risada dela, e logo ambos riam juntos, alegres. 

- Eu me diverti muito, Hinata. Obrigada por ter vindo. - Foi sincero. 

- Eu que agradeço por você ter me convidado - respondeu, voltando a fazer aquela coisa com os dedos, sinal de que estava nervosa. 

Linda. 

- Bom, o que vamos fazer agora? - perguntou, animado. No entanto, sua animação morreu ao ouvi-la dizer que precisava voltar para casa. - O quê? Mas não são nem nove horas ainda!

 - É que...

 - Espere! Vamos fazer o seguinte: fique mais um pouco e depois eu te acompanho até o distrito Hyuuga, sim? É que eu quero te mostrar algo... - Coçou a cabeça envergonhado. - E então? 

- Ah, certo. Tudo bem - concordou levemente corada. - Aonde vamos? 

- Para um lugar com uma bela vista.

 *** 

"Para um lugar com uma bela vista" ele havia dito. E não era mentira. Definitivamente, a vista do lugar onde estavam - sentados em cima da montanha onde ficava o Monumento dos Hokages - era belíssima. 

- E então? O que achou? - Naruto perguntou, seu olhar focado nela e não na Vila cheia de vida lá embaixo.

 - É lindo - respondeu Hinata, maravilhada. 

- Sim... É uma visão deslumbrante. 

- Com certeza! - concordou, alheia ao fato de que o rapaz não falava da mesma vista que ela. - Obrigada por me mostrar isso, Naruto-kun. 

- Na verdade... Hinata, eu te trouxe aqui porque quero, não, porque preciso te dizer algo. 

- O que foi? 

Se Hinata já tinha ficado surpresa pela súbita mudança de comportamento dele, imagine o que sentiu quando Naruto ajoelhou-se na tão conhecida posição dogeza e disse:

 - Hinata, me perdoe! 

- Naruto-kun! O que está fazendo?! 

- Por favor, me escute. Eu venho remoendo isso há muito tempo e preciso desabafar. - Ele respirou profundamente antes de continuar: - Por não ter percebido seus sentimentos antes, perdão. Por não ter entendido que o seu "eu te amo" quando me salvou do Pain era mais que um amor de amigos, perdão. Por ter ignorado tudo o que passamos na guerra, perdão. Por ter sido um completo idiota com você durante todo esse tempo, perdão.

 - Naruto-kun...

 - Você me perdoa? 

Suspirando, Hinata tocou-o gentilmente a face, dizendo: 

- Naruto-kun, por favor, levante-se. - A contragosto Naruto ergueu-se, sentando-se novamente sobre seus joelhos. Hinata olhou-o por um instante, ele parecia tão arrependido... Era hora de deixar algumas coisas claras. - Naruto-kun, tudo o que você disse... Você não tem obrigação alguma de retribuir meus sentimentos. Todas as vezes que te ajudei, foi porque eu quis. Foram minhas decisões. Não quero que pense que me deve algo em troca, porque não me deve. Com toda certeza não quero que me pague com seu amor - finalizou. 

Naquele momento, seu coração era uma mistura de alívio e pesar. Alívio por ter conseguido colocar em palavras o que sentia, e pesar por estar finalmente compreendendo o que ele sentia. Então havia sido por isso que ele tinha beijado-a duas semanas antes? Por que sentia-se em dívida com ela?

 - Eu pagaria de bom grado. 

- O quê?

 - Eu não me importaria de pagar com meu amor. 

- Naruto-kun, eu já disse que você não me deve nada - retrucou com seriedade. 

- Eu sei. - Aproximou-se um pouco mais, colocando uma mecha do cabelo dela atrás da orelha. - O que estou tentando dizer, Hinata, é que não me importo se te devo algo ou não. 

- C-como assim? - sussurrou. A intensidade com que ele a olhava, estava deixando-a constrangedoramente quente.

 - Eu quero passar o resto da minha vida quitando essa dívida imaginária entre nós. Se você não se importar, vou pagar com meu amor. - Antes de Naruto acabar de vez com a distância entre eles e selar ambos os lábios em um beijo, ele disse: - Case-se comigo, Hinata.

 A kunoichi podia jurar que havia acabado de ser pedida em casamento. Mas aquilo não era possível, era? Quer dizer, ele não amava-a de verdade, então por quê? Ela não conseguia raciocinar direito. Em parte porque estava confusa demais com tudo aquilo, mas também porque Naruto beijava-a tão ferozmente que ou ela pensava ou retribuía. Hinata escolheu retribuir. O segundo beijo deles não poderia ter sido mais diferente do primeiro. Quando Naruto a beijou depois da missão na lua, foi apenas um pressionar de lábios, um singelo gesto motivado por emoções desconhecidas. Tão diferente do atual ósculo... As emoções naquele beijo estavam bem claras: desejo, desejo, desejo. 

Eles lutaram bravamente contra a falta de ar, todavia, quando os pulmões de ambos ameaçaram entrar em colapso, foram obrigados a afastarem-se. Em meio a ofegos cansados e lábios inchados, Naruto segurou-a pelos ombros e refez sua proposta: 

- H-hinata! Case-se comigo!

 - M-mas v-você... 

- Eu te amo! - interrompeu-a. - Não sei quando comecei a te amar, não sei porque só percebi isso agora, mas a verdade é que eu te amo. Eu te amo, Hinata. E quero que seja minha esposa. E você? Quer casar comigo? 

Hinata não conhecia uma palavra forte o suficiente, uma que fizesse jus ao sentimento que tomou conta de todo o seu ser ao ouvir aquilo. Mas não importava. Duvidava que fosse capaz de dizer muita coisa no estado em que encontrava-se. Sendo assim, limitou-se a responder:

 - Sim. 

Incrível como uma palavra pequena, somente três letras, podia conter tanto amor.  


Notas Finais


Desculpe ter excluído a fic, gente. Por um momento, fiquei sem ânimo algum pra continuar postando ela :( prometo que não faço isso de novo.

Aos novos leitores: espero que gostem dessa história.

Comentários? *-*


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