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História Super ChimChim - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Jung Hoseok


Para que cogitar os prós e contras? Para que pensar em algo bom e algo ruim? Apenas siga sua intuição e verá, que a vida é bem mais vívida dessa forma.


-"Mas eu sou ele. Eu sou daqueles. Que chora e cai. Quando cê' não quer mais." -Canto e batuco no volante. -"Sempre me disseram que eu ia enlouquecer. Se eu continuasse me espelhando em você. Me entrego demais, você arrisca, não querer. Por favor, me ensina a ser assim como você."

Paro meu carro no sinal vermelho e abaixo o vidro da janela, para em seguida colocar o braço na janela, sentindo o vento refrescante entrar. Engraçado, me imagino cantando essa música para o Park. Ele é o tipo de cara que é tão alegre e sociável, além de sempre se preocupar com todo mundo. É quase inevitável não me lembrar, de quando ele e eu nos conhecemos. Aquela época foi a mais difícil da minha vida, e aquele ano em especial, o Park tornou tudo um pouco mais colorido. Entretanto, ele viu meu lado mais sombrio e ainda acabou tendo uma cicatriz por causa disso (cicatriz essa, que me faz sentir culpado até hoje, mesmo ele dizendo que não foi minha culpa). O sinal fica verde e eu volto a prestar atenção na rua.

-"O ciúme corrói todas minhas certezas. Eu me excluo por não ter sua beleza." -Volto a cantar, balançando a cabeça no ritmo. -"A obsessão me dói. Faz com que eu me exceda." -Viro o volante na direção do colégio, logo vendo o grande prédio. -"Você é uma pessoa boa. Essa é só minha defesa."

"Aja por impulso." "Faça o que estiver ao seu alcance." São apenas alguma das coisas que o Jimin já disse para mim e, cara, esse moleque me ajudou demais...As vezes me questiono, se ele é realmente desse mundo, porque não consigo conceber a ideia de que tenhamos entre nós, seres humanos tão podres, alguém tão puro. Na maior parte do tempo, tenho medo de que o mundo, possa de alguma forma, contaminar o meu ChimChim, só que ele também não é cego e consegue ver claramente tudo de ruim que acontece (experiência própria). Admiro o fato dele não se deixar abater.

Estaciono meu carro em uma das vagas livres do estacionamento da escola. Pego minha mochila e tranco meu lindo automóvel, subindo as escadas do lugar e indo em direção a quadra. Nesse horário, todos estão em aula e como minha primeira aula é vaga, eu uso a quadra para treinar. Preciso estar em forma para o grande campeonato, o em que provavelmente me trará minha bolsa para a universidade. Eu gostaria de não sentir toda essa tensão para conseguir entrar em uma faculdade, mas, infelizmente, é o único modo de eu entrar e se eu não passar...Não gosto nem de imaginar.

Entro no vestiário masculino e vou até o meu armário; por ser do time de basquete da escola, eu acabo tendo um armarinho só para mim, assim como os outros jogadores; jogo minha mochila lá dentro, depois de ter pego minha roupa de treino e de já ter me trocado. Nada melhor do que uma bermuda folgada e uma regata preta. Ando até a porta que leva para a quadra, ao mesmo tempo em que olho para o meu celular, na minha mão direita e seguro minha garrafinha de água, com a minha mão esquerda. Me sinto até uma pessoa super dotada fazendo três coisas ao mesmo tempo: Vendo se tem alguma mensagem do Jimin ou de qualquer outra pessoa, segurando minha garrafinha e caminhando. Que estranho, o Park sempre me manda alguma coisa de manhã, claro que na maioria das vezes, é só ele reclamando de ter que acordar cedo ou de ter aula de matemática logo na primeira aula, mas dessa vez, ele não mandou nada.

Passo pela porta da quadra e, automaticamente, meus olhos percorrem todo o ambiente, parando em uma cabelereira preta muito familiar. Ele está sentado na arquibancada, abraçando suas pernas e com a cabeça encostada em seus joelhos. Uma vibe tensa e triste até, emana dele, acabando por me deixar indeciso e confuso sobre como abordá-lo. Se eu chegar perguntando o que está acontecendo, ele irá se assustar e a opção de deixa-lo sozinho, não existe. Eu jamais seria capaz de deixar meus amigos sozinhos sofrendo, nem que seja para ficarmos sozinhos estando juntos, mas sozinhos eles não ficam.

Decido optar pela opção divertida, na qual acabei de pensar e nem sequer, cogitei os prós e contras. No entanto, sabe como é, a vida é mais bem vívida quando não se pensa muito. Com muito cuidado e sem fazer barulho, eu coloco minha garrafa no chão (depois de andar um pouquinho para perto dele) e entro na playlist do meu celular, deixando o volume no último e clicando na melhor música, que eu poderia escolher para este momento. Sério, não conheço uma pessoa que fique triste ou com a cara fechada, enquanto esta música toca.

Baby shark, doo doo doo doo doo doo

Ecoa por toda a quadra e quando o Jimin foca em mim, já estou acompanhando a coreografia, conforme a música dita.

Baby shark, doo doo doo doo doo doo

Até vejo meus olhos, para me permitir expressar a coreografia com toda a paixão que consigo reunir no momento. Aproveitando para dar uma reboladinha aqui e outra ali.

Baby shark, doo doo doo doo doo doo

A risada do Jimin chega aos meus ouvidos e sei que meu trabalho está feito. Abro meus olhos, parando aos poucos de dançar, ao tempo em que a música continua e, vejo meu querido amigo com as mãos na boca, jogado para frente e rindo, rindo demais. Pego meu celular do chão (que eu havia deixado para poder dançar livremente) e também pego minha garrafinha, bebendo um pouco da água. Nunca imaginei que alguns passinhos de Baby Shark, iria me fazer ficar cansado.

-Se você contar para alguém sobre o que acabou de acontecer, eu te pego na saída, ouviu, baixinho?! -Ameaço, usando o tom certo, mas alivio dando uma piscadinha para o Park e me sento ao seu lado. -Agora, me conte. Quem eu devo torturar?

-Ninguém. -Diz baixinho, passando as costas da mão pela bochecha, secando as lágrimas. -Não aconteceu nada.

Por que ele não quer me contar? Será que foi algo que eu fiz ou deixei de fazer? Entretanto, sua tristeza não está sendo direcionada a mim. Talvez algo tenha acontecido em casa ou no caminho para a escola? Bem, se tivesse ocorrido alguma coisa em casa, a tia teria me ligado e avisado, ou ele mesmo teria me falado...Ele sempre me conta tudo, sempre desabafa comigo...

-Você sabe que pode confiar em mim, não sabe? -Seguro suas mãos, atraindo seu olhar. -Park, você sabe coisas sobre mim que eu jamais ousei dizer em voz alta. Você viu o meu pior e melhor lado, até o lado tedioso, e nunca se esquivou, nunca me deixou falando sozinho. Sempre me ouviu e tentou aconselhar do melhor modo que podia, mesmo não tendo experiência no assunto.

Percebo seus olhinhos brilhando e sinto suas mãos se fechando ao redor das minhas, já que antes elas estavam inertes sobre minhas mãos. Ele vai me contar, conquistei sua confiança e isso deixa meu coração mais quentinho. Não imaginava que algum dia, eu iria confiar em alguém e que isso seria recíproco. Sua boca se abre e eu espero pacientemente pelas palavras, mas outra voz chega aos meus ouvidos.

-Jimin! Achei você! -O Park rapidamente solta minha mão e se levanta. -Suas mãos estão bem? O professor disse que a reação química, tinha feito o vidro estourar.

-Estão, elas estão ótimas. -Diz e o Kim vem até onde estamos, passando seu olhar do Jiminnie para mim. -Precisamos conv, ir para a aula. Preciso avisar o professor que está tudo bem.

O olhar do Tae volta para o Jimin e ele concorda. Os dois se despedem de mim e saem da quadra, me deixando aqui, com diversos questionamentos e sem saber o que fazer. No entanto, de uma coisa eu tenho certeza: tem algo acontecendo com o meu amigo.



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