História Super Friends (supercorp) - Capítulo 13


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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Cat Grant, Hank Henshaw, James "Jimmy" Olsen, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Maggie Sawyer, Winslow "Winn" Schott Jr.
Tags Alex Danvers, Amor, Kara Danvers, Katie Mcgrath, Lena Luthor, Love, Melissa Benoist, Romance, Sanvers, Supercorp, Supergirl
Visualizações 1.469
Palavras 2.063
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 13 - Super Mentiras


Fanfic / Fanfiction Super Friends (supercorp) - Capítulo 13 - Super Mentiras

Kara

- Lena eu não aguento mais! - reclamei quando senti sua mão descendo na minha bunda, ela riu divertida.

Já era de manhã e ainda estávamos na cama, deitadas e morrendo de preguiça de levantar. Após uma noite bastante interessante, hoje cedo também brincamos o suficiente para eu, Supergirl, tendo uma super disposição, dizer que não aguentava mais.

Eu estava com os olhos fechados e de bruços abraçando o travesseiro, estávamos ambas sem roupas, e Lena aproveitava bastante disso.

- Não reclama do meu carinho sua chata. - Lena retrucou, ri mais me deliciando com as suas unhas subindo e descendo pelas minhas costas, me causando arrepios incansáveis.

- Ei, hm... - me ajeitei na cama deitando de lado para olhar pra ela. - Acho que devemos conversar sobre hm, a minha identidade e tudo mais...

Lena também estava deitada de lado me olhando com atenção enquanto agora suas mãos acariciavam o meu rosto levemente.

- Você quer conversar sobre isso? - ela perguntou olhando bem pra mim, apertei os meus lábios um contra o outro.

- Não...

- Eu também não, então está decidido.

Revirei os olhos.

- Eventualmente precisaremos falar sobre isso, você sabe disso.

- Não precisa ser hoje. - ela encerrou, desisti sabendo que não conseguiria mudar sua cabeça. 

- Vem cá. - Lena convidou abrindo um braço pra mim, fui para mais perto e me aconcheguei ali, ela beijou a minha testa e voltou a fazer carinho no meu cabelo, agora me abraçando.

- O que você quer falar sobre isso? - ela continuou, abrindo exceção para o fim da nossa conversa, olhei pra ela.

- Você está brava comigo? Por eu ter escondido a minha identidade.

- Yep. - ela respondeu simplesmente, joguei meu corpo pra trás me afastando dela.

- Ei! - protestei também e ela riu docemente. - Mas você não parece brava.

- Porque estamos fazendo joguinhos sexuais envolvendo a Supergirl, Kara. No momento está sendo delicioso te torturar com isso, mas quando isso acabar eu vou me lembrar todos os dias que você arrisca sua vida, e aí sim entraremos em uma crise. Então sim, eu estou brava embora não pareça.

Eu nunca tinha pensado nisso direito, mas fazia muito sentido. Sentei na cama e olhei pra ela desanimada.

- O que significa pra você eu ser a Supergirl? 

Ela também se ajeitou, sentando e recostando as costas no apoio da cabeceira coberta de couro. Apesar do assunto ser sério, ainda assim estávamos sem roupa e eu não conseguia parar de lançar olhares disfarçados para os seus volumosos seios.

- Você ser a Supergirl é... hm. Ah, sim, eu sei. - ela limpou a garganta numa pequena tosse e me olhou atenta, pronta para mais uma das suas frases inteligentes com citações históricas. - No contexto da Guerra Fria, alguns historiadores usavam a frase "guerra improvável, paz impossível" para explicar como foi, e bem... se você entende essa frase, você praticamente consegue entender tudo. - Lena encolheu os ombros, olhando brevemente para baixo até me dar atenção novamente. - Houveram muitas discussões entorno disso, mas o que os historiadores não puderam negar foi que a definição "medo constante" também poderia corresponder e se encaixar ao contexto de diversas formas. Então por que não adaptamos essa frase para a nossa situação também para resumir como eu me sinto?

Digeri às suas palavras em silêncio, sem conseguir responder, e dando a chance dela continuar.

- Medo constante. É basicamente isso o que eu sinto pelo fato de você ser a Supergirl.

Escutar essa frase foi como levar uma tonelada de peso nas minhas costas, e quem dera se fosse um peso de fato nas minhas costas e não na minha consciência. Seria, certamente mais fácil de lidar se fosse algo físico.

Mas infelizmente não era.

Era psicológico.

Mordi com força o meu lábio inferior ainda tentando assimilar o desabafo mais inteligente que já escutei.

Medo constante...

Kara

- Você não precisa me levar pro trabalho Kara... - Lena resmungou revirando os olhos, Sam riu ao nosso lado.

- Pois eu faço questão de te levar e te buscar, a Supergirl disse que ainda tem um perigo a solta, não quero deixar você andando sozinha por aí. - sempre era estranho referir a mim mesma na terceira pessoa, mas Sam estava conosco e eu não queria arriscar mais a minha identidade.

- Vocês são tão fofas - Sam comentou maravilhada, sorri sem jeito. Estávamos a caminho da L-Corp e aproveitamos para tomar um café com a nossa amiga em comum antes da Lena ter que ir trabalhar.

- A Kara é fofa mesmo. - Lena respondeu, dei um leve empurrão no seu ombro com o meu.

- Nada disso, você também é.

Ela riu e se encolheu mais sob o frio que soprava sobre nós, por isso fiz questão de abraçá-la de lado mais apertadinho.

Quando entramos na L-Corp que já estava aberta e em funcionamento, todo o clima descontraído foi embora ao vermos a energia desconectada, a pequena portaria despedaçada e o salão com seus pilares destruídos.

Resumindo, estava tudo destruído como se tivesse passado um furacão aqui dentro.

Lena olhou preocupada ao redor e se soltou do meu abraço, andando a frente sem acreditar na bagunça. Além de tudo, haviam pessoas feridas no chão.

- Meu Deus, o que foi que aconteceu aqui? - Sam perguntou se juntando à Lena ao trabalho de andar a frente e explorar os danos. Toquei à escuta no meu ouvido e me afastei um pouco delas, o suficiente até ter privacidade para me comunicar com o D.E.O.

- Winn, a L-Corp foi invadida. Alerta preta. - havíamos estudados os alertas noutro dia, e preta significava urgência. Basicamente mandava a maioria da equipe para o local.

- Sim, deixa comigo. - Winn respondeu rapidamente parecendo tenso e preocupado, suspirei e voltei a me juntar com as meninas. Estavam ajoelhadas prestando ajuda a um funcionário caído e ferido, Lena checava seu pulso, e Sam o pescoço dele. Esse desespero delas para procurar sinais vitais só provava que não estavam conseguindo achar porque possivelmente ele já estava morto.

Toquei reconfortantemente os ombros de Lena para levantá-la e ela me abraçou devastada, enterrou o rosto no meu pescoço fungando ali para não chorar.

Retribuí o abraço me sentindo extremamente mal, e por um ato de impulso, usei meu raio de visão quando inesperadamente um grande ferro horizontal voou em nossa direção. 

O raio que saiu da minha visão cortou o ferro no meio fazendo ele parar no meio do caminho. Sam me olhou completamente assustada, exatamente como eu olhei pra ela.

Por que, de repente todos estavam descobrindo a minha identidade?!

- V-você... v-você f-fez mesmo o que eu acho q-que vi? - ela perguntou gaguejando, bufei lamentando e sem tempo mais para esconder minha identidade, Lena me olhou preocupada e se afastou de mim me dando espaço, olhei séria para Sam e simplesmente rasguei a minha camisa social mostrando o meu traje por trás dela.

Ela piscou várias vezes para assimilar, talvez precisaria de muito mais tempo até conseguir digerir tudo, mas eu não tinha mais tempo ou paciência, havia uma ameaça aqui dentro.

Terminei de libertar o meu traje por trás das roupas sociais e de frio, então finalmente tirei meus óculos e soltei o meu cabelo. Lena segurou brevemente a minha mão e apertou reconfortantemente, olhei bem para os seus olhos e sorri antes de voar em volta do salão principal da L-Corp procurando algum tipo de alvo ou qualquer coisa que tenha tentado nos atacar com aquele ferro.

Nesse momento a equipe do D.E.O. já estava chegando e enchendo o local, foi também o momento em que finalmente encontrei meu alvo e voei fundo até enterrar meu punho em Hank Henshaw, o maldito ciborgue.

- Você sabe, eu não mato pessoas. Mas você machucou a minha namorada, deixou ela com medo, isso meio que deixa difícil seguir os meus princípios de honra dessa vez. - murmurei vendo ele cair no chão com o impacto do meu soco e rolar algumas vezes até bater na parede. Respirei fundo e voltei a ir com tudo contra ele, acertando incontáveis socos na sua pele que rasgava e mostrava ser robótica.

Ele parou um dos meus socos e me lançou para longe fazendo eu bater num grande pilar de apoio que rachou na hora. Estávamos no segundo andar da L-Corp, e eu só pensava em acabar com ele.

O pilar rachado agora estava começando a se partir, o ciborgue se aproveitando disso veio com tudo sobre mim me empurrando novamente contra a estrutura até ela cair para o lado, para o primeiro andar.

Lena! Foi a primeira coisa que eu pensei, e com isso a raiva subiu à minha cabeça. Novamente reuni forças para bater nele, conseguindo me esquivar da maioria dos seus golpes até enfim jogá-lo no chão e pressionar minha bota contra o seu pescoço, sufocando-o.

- O que você quer com a Lena?!

Ele tossiu algumas vezes mostrando humanidade, então riu maleficamente. 

- Você nunca sentiu sede de vingança krpytoniana?

Franzi a testa apertando mais a bota contra o seu pescoço. Dessa vez Alex e J'onn já tinham me encontrado, e estavam tentando falar pacificamente para eu soltar ele, que matar ele não me faria melhor.

O ciborgue, como uma grande cópia barata do meu primo, lançou raio dos seus olhos contra mim, e por impulso fiz o mesmo. Os dois raios brigando meio a meio, até o meu se tornar mais forte criando uma onda de explosão local pelo impacto. Ele voou para longe de mim e eu fui contra a parede. J'onn se antecipou e correu até Henshaw colocando algemas especiais nele.

- Eu não ia matá-lo... - expliquei para Alex que correu me abraçar. Retribuí meio confusa fazendo uma careta de dor ao sentir sequelas de dor da briga.

- D.E.O. será a sua nova casa agora, pra sempre. - J'onn garantiu falando de uma forma autoritária para Hank que resmungava que J'onzz era apenas uma cópia dele e todas essas coisas. Olhei para Alex ainda me sentindo triste, ela sorriu fraco tentando me reconfortar.

Kara

- Que lugar é esse? A Kara é a Supergirl? Você nunca pensou em me contar?! - Sam mandava a sua onda de perguntas sem respostas quando a levamos para o D.E.O., estávamos numa sala de recuperação para tentar amenizar o mínimo de estragos.

Eu me sentia extremamente mal ao saber que J'onn apagaria a memória da minha amiga com a sua habilidade, mesmo que fosse só a parte que revelava a minha identidade.

- Vocês todos são aliens? Eu quero sair daqui agora.

- Senhora, se me permite... - J'onn disse sentando perto dela na maca e segurando sua cabeça com as duas mãos. Ele começou no processo de apagar a memória e os olhos da minha amiga ficaram brancos enquanto isso, quando acabou Sam desmaiou. Por isso dela já estar numa maca, para se recuperar.

J'onn me olhou e eu suspirei.

- O mesmo com Lena? - ele perguntou para confirmar.

Alex também me olhou com atenção. Fechei com força os olhos lembrando das coisas que ela tinha dito para mim.

"Medo constante..."

Medo constante...

Ela não precisava mais viver com esse medo.

Olhei decidida para J'onn e concordei com a cabeça, Alex abriu a porta para Winn que esperava do lado de fora com Lena. Ela entrou e olhou confusa ao redor.

- A Sam está bem? - Lena me perguntou olhando para a nossa amiga dormindo, forcei um sorriso e assenti.

- Srta. Luthor, se você me permite... - J'onn começou, conduzindo Lena até que ela sentasse na maca, virei pra trás para não ter que ver aquilo.

- Kara, ei... - ela tentou me entender, e nem conseguiu terminar a frase pois aquela  tortura havia começado.

Alex segurou a minha mão com força e Winn segurou meu ombro. Eu amava o apoio deles, e ficamos assim por pelo menos um minuto inteiro.

Quando Alex avisou que tinha acabado, me virei furiosa para J'onn.

- Por que você demorou tanto?!

- Supergirl... - ele tentou, pacientemente. O que não adiantaria comigo agora.

- MEU NOME É KARA! Por que você demorou tanto?! - insisti furiosa indo na sua direção, Alex e Winn me seguraram firmemente.

- Kara. - ele se corrigiu, suspirando em seguida. - É...

- Diga de uma vez!

- Lena Luthor já sabia que você era Supergirl há muito, muito tempo. Eu tive que ir além, e apagar sua identidade da memória foi como apagar uma parte sua da vida dela.

Foi mais do que um choque, foi uma bomba. Senti meu corpo literalmente cair para trás e a sorte era que eu tinha dois me segurando.

Olhei para Lena que dormia serenamente na maca e agora me permiti chorar.

O que eu fiz?


Notas Finais


eitaaaa, eu tava bastante ansiosa pra postar esse capitulo


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