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História Super Lovers: Pink Dream - Capítulo 5


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Notas do Autor


Eu teria postado antes mas meu carregador tava dando problema então pra eu mexer com o celular tava complicado, tive que comprar um cabo usb que deve resolver o problema enquanto o outro carregador não chega 😅
Boa leitura 😊

Capítulo 5 - Capítulo 5


Ren olhou pensativa pela janela vendo como as flores de cerejeira balançavam com o vento. Haruko havia dito que os japoneses a amavam, e ela era realmente bonita mas, não era aquela vista que queria nesse momento.

Ren nunca se importou em ter uma família grande ou pequena desde que Haru fizesse parte dela e o que via na cozinha aquela manhã era um ambiente familiar, Haru cozinhando os gêmeos conversando, Ikuyoshi entrando com uma cesta de verduras nas mãos

― Bom dia Ren – Haru sorriu – seu café da manhã está quase pronto.

Sorriu internamente se tivesse um pouco de imaginação poderia até fantasiar com aquela cena de outra maneira

― Sua casa é bonita parece cara. – Iku disse admirado.

― Como é Mikiko quem está nos alugando ela fez um excelente desconto.

― E sobre o café? Minha família vai ser sua fornecedora, mas e o resto?

Haru pelo visto tinha um amigo para cada necessidade que viesse aparecer na abertura do café. Era um sortudo e não parecia se dar conta disso.

― Ser host não era um emprego que me agradava de qualquer maneira – ele deu de ombros.

― Qualquer outro não diria o mesmo, ainda mais estando na sua situação todas gostavam de você.

Ren trincou os dentes, estava ouvindo a conversa, mas não estava olhando para os dois, seria muito obvio se estivesse.

― De qualquer modo esses dias ficaram pra trás eu tenho que passar uma imagem mais seria já que tenho que cuidar de uma menininha.

Lhe lançou um olhar mortal e se levantou sem terminar seu café.

― Ren qual é o problema? – ele perguntou mais ela não respondeu.

― Ren o que eu fiz – insistiu.

― Como não percebeu o que acabou de fazer? – Aki perguntou.

― Hum?

― Melhor desistir Aki – Shima se levantou – estou saindo você vem.

― Sim, a burrice desse cara pode ser contagiosa.

― Mas esperem – Haru se interrompeu quando se deu conta do que disse.

― Qual é o problema? – Iku perguntou sem entender.

― Acabei de cometer um pecado imperdoável – fez uma careta – ela não gosta que a tratem como uma criança.

Deveria tomar mais cuidado com o que dizia na frente dela.

― Mas ela não tem 11 anos?

Haru se apressou para tapar sua boca.

― Quer virar o alvo dela?

― Não, mas ela é pequena não tem seios... – ele se interrompeu quando viu o olhar furioso que Haru lhe lançou.

― Pare de ficar reparando nesse tipo de coisa.

― Mas reparar é normal, afinal quantos anos ela tem?

― Ren tem 15.

― Então quem deveria tomar cuidado é você. Está acostumado a lidar com garotos adolescentes, mas meninas são feitas de outro material. – disse com muita seriedade.

Bom ele sim tinha duas irmãs a muito mais tempo que ele, mas...

Haru riu.

― Ninguém entende mais de mulheres do que eu – se gabou.

Iku o olhou sem muita fé.

― Mudando de assunto, amanhã é um bom dia para que você vá fazer uma visita para os meus pais? Eles adoraram a ideia do café.

― Claro, Está combinado!

Haru Kaido estava em constante contradição. De moça a menininha, isso era frustrante. Ren pegou seu uniforme para se trocar, detestava com todas as suas forças ter que colocar saia, uma vez tentou usar calças e Haru disse que com ela parecia realmente um aluno do fundamental, nunca mais as colocou.

Se olhou no espelho, provavelmente não ajudava que não tivesse peitos. Para ser justa, não era que que não tinha, mas sumiam completamente quando colocava a roupa.

― Ren, já está pronta? – Haru bateu na porta.

― Já – disse dando o nó no laço do uniforme.

― Não está brava comigo está?

― Não – disse sinceramente, não conseguia ficar brava com ele por muito tempo.

― Então posso entrar?

― Pode.

― O que é isso? – ele disse entrando.

― O que?

― Esse laço está horrível – ele riu e se aproximou o puxando para fazer de novo – Não deveria ser tão desleixada no seu primeiro dia de aula no ensino médio.

Ao terminar o laço ele olhou para ela com o rosto tão próximo, sentiu o rosto esquentando.

― Quem se importa – saiu sem espera-lo.

No ano passado ele havia lhe obrigado a ir a uma escola no Canadá mesmo que fosse a uma hora e meia de casa ele sempre ia leva-la e busca-la. Ele achava que ela deveria ter contato com crianças da sua idade e como sempre perdeu para a insistência dele, no seu primeiro dia ele lhe chamou e disse:

― Apenas tenha cuidado, os meninos da sua idade são muito pervertidos, não vá sozinha a nenhuma parte com ninguém e se pedirem para brincar de médico tem a minha permissão para bater em quem seja.

― Na única pessoa em quem quero bater é você – disse revoltada.

Na escola passou despercebida como era de se esperar, sabia que falavam as suas costas, mas não se importava nem se esforçou para fazer amizades com ninguém. Só estava ali porque Haru pediu, porém por mais que não gostasse da escola sabia que Haru tinha razão nunca havia visto tantas pessoas da sua idade juntas e ao nível de aprendizado era ótimo.

Naquela escola não precisava usar uniforme ao contrário do Japão.

― Porque eu tenho que usar isso? – torceu o nariz quando Haru lhe deu o uniforme quando voltaram.

― Porque no Japão usamos uniforme – ele disse simplesmente – Vamos experimente talvez você goste.

Vestiu aquela coisa e foi até ele.

― Me sinto ridícula – falou.

Ele parecia perplexo.

― Agora que me dei conta que nunca te vi usando uma saia, está tão fofa! Eu posso tirar uma foto Ren?

― Não! – rosnou.

Foi naquele momento que colocou uma calça e ele disse que parecia um menino, nunca mais se atreveu a usar uma com o uniforme.

― Aqui – ele havia lhe estregado cinco shorts que variavam do cinza ao preto.

― Pra que isso?

― Para que os pervertidos não queiram espiar a cor da sua calcinha.

Haru sempre estava falando sobre como os garotos da escola eram pervertidos, mas nunca falava de como ele mesmo era quando colegial.

― Espera Ren eu vou te levar para escola – Haru a alcançou.

― Não precisa.

― Não? – ele riu – Não foi você quem ficou presa na maquina de bilhetes automática da última vez?

Rosnou para ele, hoje ele estava especialmente irritante.

― Não faça essa cara venha com seu irmão.

Estranhou quando viu um carro na garagem, ele não estava lá no dia anterior.

Haru percebeu o olhar dela e deu um sorriso amarelo.

― Ganhei de presente de despedida do trabalho – explicou e como estreitou os olhos continuou – Não pude recusar, tentei e ela me ofereceu um apartamento.

A coisa só piorava.

Entrou no carro de má vontade e ficou calada o tempo inteiro enquanto Haru falava sobre os planos com o café. Ele estava ignorando seu mau humor de propósito.

Não satisfeito em lhe levar até a escola foi até os armários com ela.

― Haru! – reclamou – Não precisa vir até aqui!

― Estou conferindo para ver se não tem ninguém suspeito.

― O único suspeito que tem aqui é você – apontou.

― ah é – ele riu e apoio o braço acima de sua cabeça no armário em que estava – Você não falou nada enquanto estávamos no carro. Disse que não estava com raiva de mim, então qual é o problema?

― Eu não tenho problema algum – a não ser o coração que teimava a se descontrolar sempre que ele estava perto assim.

― Então me dê um beijo.

Lhe lançou um olhar mortal.

― Não há possibilidade de que eu faça isso aqui.

― É seu castigo por não falar comigo.

Seu rosto estava tão próximo, seus olhos estavam tão próximos.

― Eu não vou fazer isso!

― Eu não vou sair enquanto não fizer – ele sorriu – A não ser que você me diga que não gosta, então eu não faço nunca mais.

Aquele sorriso, aquele homem, era definitivamente irresistível.

― Haru – colocou a mão em seu ombro se ergueu na ponta dos pés para beija-lo – Até mais tarde.

― Boa menina – ele sorriu – Até mais, me ligue quando sair eu venho te buscar.

Suas pernas terminaram de amolecer e se sentou no chão frio se sentindo derrotada.

Faria mesmo qualquer coisa que ele lhe pedisse com um sorriso no rosto?

― Bom dia Haru-san! – ouviu a voz de kiri e ela logo estava lá.

― O que foi? – ela perguntou.

― Estou apenas contemplando minha existência patética.

― Você...

― Bom dia meninas – um cara com aparência de gângster se aproximou.

― Bom dia – Kiri respondeu.

― Aquele cara estrangeiro que eu vi saindo é namorado de uma de vocês?

― Não é da sua conta – Ren disse – Vamos kiri.

As duas saíram o deixando com cara de idiota para trás.

― Ele tem cara de delinquente – Kiri riu.

Isso era verdade, e era intrometido também.

As duas se sentaram na sala, não havia ninguém ainda, sua amiga cutucou suas costas

― Ren – ela disse quando ela se virou – Você gosta do Haru?

― Claro que eu gosto – disse sem entender sua pergunta.

― Ok vou reformular a pergunta, You're in love with Haru?

Arregalou os olhos.

― Acho que depois dessa reação nem precisa responder – ela sorriu.

― I've loved Haru forever.

― Isso também não precisa de tradução – ela segurou sua mão – deve ser difícil para você não é.

― As vezes eu quero gritar chorar, porque eu sei que ele só me vê como uma irmã.

― E porque ele estava te beijando?

― Haru é esquisito assim, ele também beijava os gêmeos assim segundo ele é um comprimento.

― Que estranho, qualquer um que visse aquela cena acreditaria que ele estava te seduzindo.

― A quanto tempo você estava olhando?

Ela corou.

― Desculpe, desde que vocês chegaram.

Ren também corou.

― Eu acabei ficando ansiosa pelo primeiro dia e não consegui dormir, então vim mais cedo, quando vi vocês não consegui dar bom dia eu senti a tensão no ar.

― Tensão?

― Como eu disse ele parecia estar te seduzindo.

Ren abaixou a cabeça.

― Ele não precisa se esforçar muito pra fazer isso – suspirou – o que eu sinto por ele é completamente platônico.

― Você já se confessou?

― Ele não entendeu.

― E se for mais direta?

― Se eu fizer isso ele vai se afastar – disse certa disso – eu quero estar perto dele nem que seja como sua irmãzinha mais nova.

― Nossa, Ren acho que eu vou chorar.

― Não faça isso seria vergonhoso para nós duas – apontou.

― Mas... – ela se interrompeu quando as outras meninas entraram na sala.

No intervalo foram comer no pátio.

― O Haru cozinha muito bem.

― Acho que por isso ele vai abrir um café na nossa nova casa.

― Ele não vai mais trabalhar como Host?

― Não.

― Isso é bom tem menos concorrência pra você – ela brincou.

― Isso não é uma competição de qualquer maneira.

― Bom dia meninas – o gangster voltou a atacar – Vocês não me deixaram eu me apresentar antes meu nome é Juuzen Kurusaki.

― Ren Kaido – disse por educação

― Kiri.

― Não vai dizer seu sobrenome? – ele perguntou.

― Não é da sua conta de qualquer maneira – ela disse.

― Você não poderia ser um pouco mais fofa?

― Para quê?

― De onde eu venho as garotas costumam ser fofas.

― Bem vindo a Tokyo – ela disse irônica.

― Bom, como a escola está dividida entre a ala feminina e a masculina vim em missão de paz e amizade.

Ren o olhou desconfiada.

― Até parece.

― Eu não quero ter que olhar apenas para os caras todos os dias – ele se justificou.

Parecia fazer sentido, mas ele provavelmente havia escolhido o alvo errado.

Aquela era a primeira vez que um dos garotos se aproximava delas e aquilo foi de certa forma interessante ao nível de experiência.

― Nós nos vemos amanhã – kiri se despediu.

― Até.

― Kaido! – olhou para trás e viu o tal Juuzen correndo – porque vocês andam tão rápido?

― Não é porque você é lento demais?

― Você é um pouco arrogante.

― Então não deveria conversar comigo.

Era muito simples.

― Você...

Seu telefone tocou e revirou os olhos quando viu que era Haru.

― Eu disse para me ligar quando saísse – ele apontou.

― Eu disse que não ligaria... E como sabe que eu estou saindo.

― Estou vendo você.

O viu do outro lado da rua encostado no carro. Que vergonha.

― Porque você é tão insistente?

― Porque eu sabia que você não iria me ligar.

― Então não deveria ter vindo.

― Que malvada – ele riu.

Ela desligou o telefone e seguiu em direção a ele.

― Kaido-san espera!

Havia esquecido completamente de Juuzen. Parou olhando para trás

― Me Empresta o seu telefone?

Deu a ele acreditando que ele queria ligar para alguém, mas não depois de discar lhe devolveu.

― Coloquei meu número, pode me ligar quando quiser se lembra do meu nome não é?

― Juuzen – apontou – me lembro porque é estranho.

― Olha quem fala, com esse nome de menino – ele riu ela fez uma careta.

― A gente se vê por ai – ele saiu sorrindo.

Deu de ombros e foi até Haru.

― É seu amigo? – Haru perguntou com os olhos estreitos.

― É um colega de escola, Juuzen Kurusaki ele é um intrometido, mas não parece ser má pessoa.

― Vou me lembrar desse nome.

Ela o olhou sem entender.

― Você é muito estranho – apontou.

― É, samurai-chan?

Haru ficou o tempo inteiro fazendo piadinhas sobre o seu modo de falar, como se nunca tivesse ouvido antes. Tirou os sapatos ao entrar.

― Não vai me contar como foi o seu dia?

― Não houve nada de especial.

― E você não fez um novo amigo?

― Não me lembro de ter dito que ele era o meu amigo.

― Mas lembro de ter dito que não parecia uma má pessoa e vindo de você é um elogio e tanto.

O ignorou.

― Ren?

― O que?

― Olhe para seu irmão.

Quando olhou para trás ele estava muito próximo de novo.

― E meu beijo de boas vindas?

Quase lhe socou, mas por fim a vontade de beija-lo venceu, lábios macios e quentes, estava quase suspirando quando ouviu o grito de Ikuyoshi.

― Qual é o seu problema Iku viu uma barata? – Haru lhe abraçando.

― Mas, você estava...

Era de se esperar que as outras pessoas não achassem aquela relação de irmãos normal, e ele pareceu ficar mais confuso quando os gêmeos não se importaram.

Era óbvio que não iriam se importar porque apesar de não ser comum para a maioria das pessoas para Haru um beijo era apenas um comprimento.

― Vou pro meu quarto fazer minha lição.

Suspirou e abriu seus cadernos, o professor havia conversado e falado sobre sua falta de habilidade social, e principalmente por não tratar os professores com respeito. Achava que aquilo era um exagero, apenas não conseguia usar os sufixos de tratamento, soavam muito estranhos quando tentava a não ser quando falava com o tio Onodera.

Os japoneses eram mesmo difíceis de entender.

― Ren – acordou com Haru lhe chamando na madrugada – Vou com Iku na cidade dele para ver os suprimentos para o café, sua marmita está em cima da mesa.

― Ok.

― Tome cuidado com a maquina de bilhetes automática e com os predadores sexuais.

― Que coisa estúpida a se dizer – resmungou.

― Até mais tarde – ele lhe deu um beijo na testa e saiu.

― Então está abrindo o café por causa dela? – Iku perguntou quando estavam voltando para casa.

― Ela é muito resistente, nunca ficou doente quando morávamos no Canadá, mas desde que veio pra cá já são três vezes, acho que não vou poder fazer com que ela cresça muito, mas ao menos vai ter uma alimentação saudável.

― Para uma menina não tem muito problema ser baixinha – ele apontou.

― Mas ela não é apenas baixinha, não tem uma curva sequer se olha-la de costas se parece com um menino e ela detesta isso.

― Mais isso pode ser facilmente resolvido, se ela colocar vestido, um pouco de batom e arrumar o cabelo....

― Que tipo de concelho é esse?

― Está com ciúmes? Você sabe que um dia ela vai trazer um namorado pra casa não é.

Um namorado?

Ela nunca havia sequer falado sobre o assunto, ela não se aproximava de ninguém mais do que dele e duvidava que fosse se aproximar, bom a não ser que houvesse alguém tão insistente quanto ele mesmo.

Estacionou na garagem.

― Ela não pensa nessas coisas e depois se for um desses garotos da escola posso vencer todos eles.

― Sabe o quanto isso soa estranho? – ele perguntou – Você nunca fez nada com ela fez?

Haru riu.

― Como eu faria algo com uma garota sem nenhum apelo sexual...

A garota em questão estava parada na porta com o cachorro nos braços ouvindo tudo.

Ela lhe lançou um olhar glacial, deu as costas e foi embora sem dizer nada.

― Olha o que você fez! – reclamou a Iku.

― Que culpa eu tenho se você...

― Ren espera! – Pediu mas ela não lhe deu ouvidos.

Ren não queria chorar, pois o que havia ouvido não era nada mais nada menos do que ela já sabia, as coisas entre eles nunca seriam diferentes.

Havia dito a Kiri que Haru não havia entendido sua confissão, mas as vezes sentia que ele fingia que não havia entendido. Porque ele não a amava como ela o amava.

Sinceramente queria ir embora. Abraçou o Tanuki que olhava para as flores de cerejeira.

― Você também gosta delas?

Haru fez todos os seus pratos preferidos para o jantar mas não tinha a mínima vontade de descer para encara-lo.

Saiu de casa bem cedo para não ter que vê-lo e quando estava no metrô recebeu uma mensagem dele.

“Eu sei que não está feliz comigo, mas não deveria sair sem o seu almoço, o que vai comer?”

Revirou os olhos.

“Qualquer coisa que não seja sua comida.”

Desligou o celular e colocou na bolsa.

― Então foi por isso que não trouxe sua comida?

― Sim, mas não quero continuar falando sobre isso.

Aquele havia sido um golpe duro demais para sua alto confiança, e não havia nada que pudesse fazer para mudar aquilo.

― Ren – Kiri chamou sua atenção – você já pensou em mudar o visual?

― Como assim?

― Vestir umas roupas mais femininas, usar um pouco de maquiagem, deixar o cabelo crescer talvez.

― Você não faz nenhuma dessas coisas – apontou.

― Mas eu não me visto como um menino e meu cabelo é maior que o seu.

― E você não sou eu – era muito óbvio – Não vai adiantar fingir ser alguém que eu não sou. Também duvido que ele iria reparar, o Haru pode parecer muito legal e esperto mas a verdade é que ele é um tapado.

Depois disso Kiri não insistiu mais com o assunto.

Nos dias que se seguiram Haru tentou falar com ela mas fez questão de ignora-lo, falava apenas com o Tanuki e os outros perceberam, mas não opinaram. Era doloroso, não era só pelo que ela sentia, mas percebia que ele também não estava feliz, porém a culpa era dele porque tinha que ser tão estúpido? Sabia bem que ele não a enxergava como uma mulher, mas ouvir ele dizendo isso em voz ainda com outra pessoa a afetou de uma maneira inimaginável. Haru continuava fazendo seu almoço e ela continuava a não leva-lo e não sabia como lidar com essa situação.

Estava quase ligando para Mikiko para que lhe ajudasse a ir embora de novo. Porém naquela noite mudou de ideia.

Estavam todos sentados a mesa até Ikuyoshi estava lá.

― Eu soube que você adora morangos Ren Ren, na fazenda dos meus pais não temos arroz, mas espero que esses estejam do seu agrado.

Ren encarou o morango no garfo, faziam cinco dias que não falava com Haru, mas ele continuava a trazer tudo que ela gostava para agrada-la.

― Se você não vai comer eu vou – Aki disse roubando seus morangos.

― Aki! – reclamou.

Imediatamente Haru colocou a sua porção para ela.

― Já tem todos os orçamentos da decoração Iku?

― Claro, eu vou te mostrar.

Haru saiu com ele.

Ren encarou os morangos e se decidiu. Quando todos haviam ido se deitar se levantou com o Tanuki em seus calcanhares, foi até o quarto de Haru, ele estava dormindo.

Respirou fundo e se meteu em baixo das cobertas, ele levou um susto quando o viu o edredom se mexer

― Sou eu Haru – disse o obvio – eu e o Tanuki.

Ele respirou fundo.

― Ren, da próxima vez que for fazer um ataque noturno tem que me avisar antes.

― O que?

Ele ficou por cima dela, não com o corpo colado no dela, mas estava perto o suficiente para sentir seu calor.

― Se esgueirar na cama de alguém e seduzi-lo como você está fazendo. – disse com os lábios bem próximos aos seus.

Não tinha ideia do que ele estava falando, mas para ela estava bem claro como sempre quem estava seduzindo quem.

― Haru, as cerejeiras já secaram – disse enquanto ele parecia estar cheirando o seu cabelo.

― Vai ter que esperar até o próximo ano para vê-las de novo – ele disse não entendendo onde ela queria chegar.

Ele era tapado, lembrou a si mesma, era melhor reformular a pergunta.

― Por quanto tempo vou ter que continuar dormindo sozinha naquele quarto?

Ele pareceu surpreso e logo sorriu.

― Você sempre quis vir aqui?

― Sim.

― Esteve se segurando?

― Sim.

Ele lhe deu um beijo na testa e a abraçou.

Aquela sensação era melhor ainda.

― Obrigado por vir aqui, era eu quem não podia mais se segurar.

― Mentiroso – disse descrente.

― É porque você é importante, por isso eu não me atrevo a tentar. Você já sentiu algo igual? – ele perguntou erguendo a cabeça para olha-la nos olhos.

― Eu não entendi.

― É como os morangos, não seria um desperdício come-los todos de uma vez?

Então ele estava falando que queria estar com ela aos poucos?

Fez uma careta e mordeu o seu pescoço.

― Mas eu não gosto que os comam então a partir de hoje vou come-los todos de uma vez!

― Aí aí isso doi Ren!

Ela o encarou decidida.

― Do que você está falando? – ele perguntou confuso.

― Não interessa – disse o abraçando.

Ele riu devolvendo o abraço.

Passo a passo, custasse o que custasse, aquele homem seria seu.

― Que mordida é essa no seu pescoço? O tanuki te mordeu? – Aki perguntou.

― A culpa é sua por ter comido os morangos da Ren, por isso fui mordido no lugar.

― Então você fez as pazes com o Mano – Shima perguntou.

― Para começar nunca brigamos. – tecnicamente era verdade.

Os gêmeos não estranharam por ela ter saído do seu quarto mas Iku parecia escandalizado.

― Mas espera isso no colo da Ren Ren não é um tanuki é um cachorro não é?

Ren e Aki arregalaram os olhos.

― Não é?! – os dois disseram ao mesmo tempo.


Notas Finais


Eu espero que estejam gostando da história e da minha Ren ❤
Até a proxima o/


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