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História Superando traumas - Chaelisa. - Capítulo 10


Escrita por: _Aquela_Garota

Notas do Autor


Boa leitura e espero que gostem.

Capítulo 10 - Fazendo compras


Fanfic / Fanfiction Superando traumas - Chaelisa. - Capítulo 10 - Fazendo compras

Park Chaeyoung pov

Hoje foi o dia de entregar o trabalho, me questionaram se fiz tudo direito e tive que responder isso cerca de três vezes, pois cada uma delas decidiu me perguntar separadamente. Para a minha alegria conseguimos tirar oito vírgula trinta e sete, mas só para a minha alegria, porque para elas aquilo não foi suficiente. Me pergunto quem em sã consciência não se contenta com um oito na faculdade?! Acho que elas não batem bem da cabeça, só pode.

Quando a aula acabou fui bem apressada para a entrada e lá está J-Hope, me esperando encostado ao seu carro e com o sorriso contagiante de sempre, ele fez exatamente o que eu disse para não fazer, apertou as minhas bochechas e de bônus bagunçou o meu cabelo.

— Fala sério. - Eu disse enquanto tentava arrumar o meu cabelo.

— O Jimin disse que não me perdoaria se eu não fizesse isso. 

— Nossa, santa consideração ao meu pedido. - Algumas pessoas que estudam comigo estavam passando, olhando para nós dois e isso chega a ser muito desconfortável. - Será que podemos ir?

— Tem medo de olhares?

— Apenas os de curiosos. - Ele negou com a cabeça, obviamente acha isso engraçado.

Ele abriu a porta da frente e eu entrei, ele tem esse ar de cavalheiro e acredite, ele é inteiramente assim e bem diferente dos outros bárbaros que tenho como amigos. A única coisa que conversamos durante o caminho, foi no que ele está pensando para me deixar ''apresentável'', mas ele nem deu um palpite sequer.

Entramos em cinco lojas, ele olhava, fazia cara feia e saia me arrastando, até que eu dei uma sugestão de onde deveríamos ir, um lugar que sempre passo, entro, olho e nunca compro. O motivo é claro, eu não tinha para onde ir e nem em que momento usar. Passamos pela praça de alimentação, cinema e algumas lojas de jóias. Depois que entramos ele me guiou e pela cara dele parecia que enfim chegamos ao lugar certo.

— O que acha de vestido? - O vestido que segurava preto com um tecido transparente preto em cima.

— Muita pele. - Pernas e muito braço descobertos, para ser mais especifica. 

— E isso? - Ele estava segurando uma jaqueta jeans, ela não era só linda, ela era maravilhosa. - Pelo visto é isso. Agora vamos para as pernas e blusa.

— Pernas?

— Quer ir só de calcinha? - Neguei. - Foi isso que achei.

Ele começou a pegar algumas calças, blusas, uma possível saia que nem morta eu vou usar. Me entregava algumas coisas e outras segurava na mão, até que paramos em um provador. As cinco primeiras combinações foram desaprovadas por ele e eu também não gostei muito. Nesse momento eu queria sair muito daqui, então peguei a experimentei a primeira coisa que parecia mais conveniente.

— Não. - Ele disse sem me deixar falar

— Mas é legal. - Mais ou menos

— Não combina com a jaqueta. Ou quer deixar ela aqui e ver outra pessoa usando?

— Trocar a calça? - Ele confirmou. - Okay.

Faltava uma das que eu não experimentei, parecia apertada e de fato era, mas tudo ficou legal, então decidi sair do provador.

— E isso? - Ele me olhava pensativo, levantou e me analisou por inteira. - Hoseok?

— Como se sente?

— Eu tenho que ficar bonita, não é?

— Não é só sobre ficar bonita, porque isso você já é, também é sobre se sentir confortável. Se sente confortável? - Neguei. - Me diga qual o problema?

— A calça está um pouco apertada na cintura.

— Vista a preta e aquela blusa de alça.

— Mas…

— Você ficou linda, é confortável e qualquer garota te olharia. Não sobe toda a jaqueta, deixa ela até os cotovelos.

— Meus ombros…

— São lindos. Quer mesmo bancar a puritana e cobrir tudo que tem? - Dei de ombros um pouco cabisbaixa. - Chaeyoung, seu irmão me disse que essa é a primeira garota que, você olha depois que terminou o namoro, quer deixar essa oportunidade escapar? Só vai ser uma noite, você pode escolher ou não se vestir assim depois. Mas o que custa fazer esse sacrifício pelo menos em um dia?

— Só um dia?

— Só um dia.

Voltei para o trocador, tirei as roupas e vesti primeiro a calça, ela era preta e bem colada, mal lembro o dia que eu vesti algo assim. Estava na hora de vestir a blusa, mas ela me olhava como se me julgasse. Nada de mangas, mostra muito bem a minha clavícula, assim como os meus ombros e em minha concepção, mostra muita coisa. Depois de algum tempo eu decidi vestir e nossa… eu realmente me sinto bem e.. talvez um pouco bonita. Coloquei a jaqueta da forma que ele disse, nos cotovelos e sai.

— Uou, o patinho feio virou cisne. 

— Ficou legal mesmo?

— Veja você mesma.

Ele me virou para o espelho e lá estava eu, totalmente diferente da pessoa que entrou nessa loja.

— Como se sente?

— Diferente.

— Bom ou ruim?

— Ainda não sei, mas parece que esse sempre foi o meu estilo de roupa.

— Então isso deve ser bom.

— Acha que fiquei bonita assim?

— Sim, você está bonita. Uma linda mulher, eu diria.

Depois de mais alguns elogios e um sorriso que não sabia do meu rosto, voltei ao trocador, vestindo a roupa que entrei aqui e me tornando a pessoa que sempre fui.

J-Hope pegou algumas roupas que estavam no trocador depois que eu saí e deixou outras, mas eu não entendi o porquê se dirigiu até o caixa com elas.

— Vamos levar tudo isso. - Ele colocou minha jaqueta, três calças, umas cinco blusas e aquela maldita saia com uma meia calça em cima do balcão.

— Jung Hoseok, tá doido?

— Vão levar tudo? - A moça perguntou, parecia feliz com aquela grande compra.

— Sim. - Ele disse.

— Não. - Me contrapôs.

— Sim. Você gostou de vestir essas coisas, deu para perceber e nós dois temos que concordar que isso faz mais o seu estilo.

Ele tem razão, mas não é questão de gostar, porque eu gostei muito, mas a questão é… o que o meu corpo diz contra isso?! Talvez eu deva me arriscar dessa vez, talvez isso seja um daqueles tantos passos que eu tenho que dar para dessa fossa.

— Vamos levar. - Eu disse. 

Enquanto ela fazia as contas, eu procurava o meu cartão, mas assim que o encontrei vi a mão do Hope segurando um cartão e quase entregando a moça.

— Não, eu pago. - Abaixei sua mão.

— Não, nem pense nisso. - Ele roubou o meu cartão e o colocou no bolso.

— Mas custou mais de cem mil wons. - Vi rapidamente quanto custou, sendo que eu já previa que seria quase ou mais que isso.

— Esse é seu presente de aniversário, eu e os rapazes combinamos isso e sabemos que você está economizando para o carro. - Eu de fato tenho os melhores amigos do mundo. Não me segurei e o abracei, bem apertado e logo sendo bem retribuído.

— Obrigada.

— Por nada. - Me afastei e ele deu o cartão a moça.

— Posso pelo menos te pagar um lanche?

— Pode, mas só se você for comer também.

Ele fez questão de carregar todas as sacolas, disse que já fiz muito experimentando todas aquelas roupas em um único dia. Como dito, eu paguei algo para ele e também fiz o esforço de comer, tudo de fato fica mais gostoso depois de um logo dia de tortura… ou uma tortura, acho que foi um pouquinho divertido.

Por costume olhei ao redor, lojas, lojas e pessoas, até que me deparei com uma livraria. A única coisa que pensei foi naquele livro.

— Eu preciso comprar uma coisa, me espera aqui. - Levantei - Eu já volto.

Não esperei que respondesse, porque estava com a boca cheia, dei uma última mordida no meu sanduíche e fui até lá. Não pedi ajuda no balcão, fui direto para o corredor dos autores nacionais, mas nada dela, depois tentei os romances, também não tinha nada. Aqui na Coreia dificilmente em qualquer livraria teria uma prateleira de livros LGBTQIA .

Tenho em mente que o livro de Kim Jisoo é invisível ou não posso encontrá-lo em lugar algum. Só que… Quando passei pelos internacionais, lá estava ele, me olhando como se estivesse à minha espera. Folheei algumas páginas, até que no fim uma frase em destaque me chamou a atenção.

— Porque amar é deixar ir, mesmo sabendo que vai doer.

Nossa, isso parece bem profundo. Mas falta algo nessa frase. As vezes ficar….pode doer mais do que deixar ir, as vezes ou sempre ir embora pode ser menos doloroso do que permanecer ali.

— Só tem em inglês? - Perguntei à moça do balcão.

— Sim, só tivemos vinte e cinco exemplares em coreano.

— Ah, okay. Eu vou levar. - Dei o dinheiro a moça.

Não acredito que ela vai me fazer praticar meu inglês, que por sinal está muito enferrujado. Mas acho que vai valer a pena ler isso, quer dizer, assim espero.


Notas Finais


A festa possivelmente vai acontecer em dois capítulos, porque uma certa parte vai ocupar um inteiro, creio eu.
Até o próximo capítulo.


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