História Supercorp - Indelével - Capítulo 10


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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Alura Zor-El, Cat Grant, Eliza Danvers, James "Jimmy" Olsen, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Maggie Sawyer, Personagens Originais, Winslow "Winn" Schott Jr.
Visualizações 102
Palavras 3.717
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Logo terá a continuação do capítulo... espero que gostem hehe

Capítulo 10 - Consequências Parte 2


Fanfic / Fanfiction Supercorp - Indelével - Capítulo 10 - Consequências Parte 2

Continuação

- O QUE, ALEX? SE EU FIZER ISSO DENOVO, VOCÊ VAI FAZER O QUE? HÃ? - Grita e se ergue de supetão sentando na cama e se virando para todos, Kara olha diretamente para a irmã - Vai me trancar em uma cela? Vai me fazer prisioneira, mais do que já está fazendo? - Fala indignada com a irmã, sua irritação é notável.

- Kara, voc... - A loira não dá chance praa irmã falar. Todos estão assustados pelo comportamento da heroína, Lena tenta se aproximar da loira, mas Superman segura em seu ombro e balança a cabeça negativamente, como sinal pra ela não se aproximar.

- PORRA NENHUMA, ALEX... MERDA! VOCÊS ACHAM QUE EU SOU O QUE? UM ANIMAL PRA VIVER TRANCADA NAQUELA COBERTURA? - Kara levanta da cama e começa a andar de um lado para o outro. Agora a loira tenta controlar sua raiva pra não perder o controle, por isso abaixa a voz e respira fundo, mas a mesma denúncia o quão magoada e irrirada está.

- Claro que não, Kara. Fizemos isso para o seu bem, já tínhamos conversado sobre isso e você conc... - A loira começa a ficar vermelha, ninguém ousa se aproximar ou se meter na discussão das irmãs Danvers.

- Fizeram isso para o meu bem? Conversaram comigo? Eu concordei? VOCÊ TÁ MALUCA, ALEX? - fala a última frase gritando. É possível ouvir os gritos de longe - Quando foi que vocês conversaram comigo? Quando foi que me perguntaram se eu queria parar de trabalhar? Quando foi que eu concordei em ser prisioneira no apartamento da Lena? Heim, Alex, me responde!... melhor, deixa que eu mesma respondo... Vocês não me perguntaram, vocês decidiram por mim e apenas me informaram suas decisões não me dando nem a oportunidade de concordar ou discordar... você não se importou em saber se eu estava confortável com suas decisões sobre a "MINHA" vida, você não se importou em saber como eu me sentia em relação a todo isso, você só decidiu e meu livre arbítrio que se fudesse!! - lágrimas começam a jorrar de seus olhos.

- Kara, você não é prisioneira, da onde tirou isso? E porque não nos falou como se sentia? Nos poderíamos ter... - Lena se pronuncia ficando ao lado de Alex e de frente pra Kara que parou de andar e encara as duas. Kara não quer ouvir, ela quer falar tudo que tem guardado dentro de si a quase um mês.

- Não sou? Então sou o que? Vocês me proibiram de sair da cobertura, vocês foram até o "MEU" trabalho e disseram que eu não ia mais trabalhar, vocês até me impedem de fazer minha própria comida... Por Rao, eu não estou doente, não carrego um câncer em meu corpo, carrego uma vida... Se eu saio uma vez na semana daquele apartamento já é muito, fora que nunca me deixam sair sozinha... Eu não falei nada porque "VOCÊS" não me deram chance, vocês tem voz sobre minha vida, mas eu mesma mão posso tomar minhas próprias decisões... E sim, nesse 1 mês vocês me transformaram numa prisioneira, eu não aguento mais isso... eu sei que não foi responsável da minha parte sair voando por aí, mas pela primeira vez desde que descobri a gravidez eu me senti livre, me senti eu mesma... Estar no seu apartamento, Lena, parece um confinamento, e você, Alex, melhor do que ninguém sabe como me sinto quando fico presa em um lugar vazio por muito tempo... - Deixa um soluço escapar. A loira está magoada pela irmã trata-lá dessa forma, e os hormônios não estão ajudando muito.

- Kara... eu... eu... - A ruiva não sabe nem o que falar, em nenhum momento ela parou para pensar em como a irmã se sentia em relação a tudo isso, e ela reconhece que errou feio.

- Não, Alex... Você sabe que passei 24 anos, não 24 dias, mas 24 "anos" - da ênfase à "Anos" - presa em uma nave minúscula vagando pela zona fantasma, você sabe que não passei a maior parte do tempo dormindo... eu estava acordada, e era agoniante, teve um momento que eu não suportei mais e desejei que Rao me levasse... o silêncio, era o que mais me apavorava, estar no vazio daquele espaço me destruiu, pois eu estava sozinha... você sabe disso, porque nos meus primeiros anos na Terra foi os piores por causa disso... e vocês não me deixam fazer mais nada, me obrigam a ficar trancada naquele apartamento sozinha... na última semana eu tive depois de 8 anos, ataque de claustrofobia porque o silêncio e o vazio daquele apartamento me fizerem reviver os anos que passei sozinha naquela nave, e quando Lena chegou em casa eu tive que fingir que acabei de acordar e que tive um pesadelo pra ela não desconfiar, porque tive medo de contar a ela e Lena contar pra você e vocês me jogarem em algum outro lugar que me fizesse sentir pior do que eu já estava/estou. Aquela foi a pior experiência que já tive em toda minha vida desde que cheguei aqui na terra, eu me senti sendo quebrada denovo... por que é assim que eu me sinto agora... quebrada por vocês me submeterem a isso, me sinto vazia por não poder tomar minhas próprias decisões e não ter o direito de falar o que eu quero, porque você não deixa... Alex, eu estou cansada... simplesmente não dá mais, eu não consigo mais viver assim nem um único dia... por isso sai voando por National City, porque não dá mais.... - Kara está vermelha de tanto chorar, sua respiração ofegante por falar rápido, e seu corpo trêmulo. Ela sente seu peito apertar, a falta de ar se fazer presente.

- Preciso sair daqui! - fala ofegante. O quarto hospitalar no qual se encontra, parece que encolheu, o ar parece desaparecer de seus pulmões.

A loira começa a andar em direção a porta e passa pelos seus amigos, todos estão parados estéticos, surpresos e magoados por não terem percebido como a loira se sentia, eles não foram sensíveis para ver o quão magoada a heroína estava e está. Kara está tão desesperada pra sair do quarto, que arranca a porta quando abre a mesma, ela sai apressada e vai pra sala principal, onde é a maior área. Todos vão atrás dela.

- KARA! - Kal-El grita correndo atrás da prima, todos os outros tentam acompanha-lá. Ele também se culpa por não ter estado presente nessas últimas semanas na vida da super heroína. Cuidar de suas cidades tomou todo o seu tempo, o que o impossibilitou de ter tempo para a prima.

- Eu... eu não consigo, não posso voltar pra lá se for pra continuar assim, Kal! - todos os agentes param para ver a Super heroína chorando e com a mão no pescoço por não conseguir respirar. Kal-El a alcança e a abraça, Kara chora de soluçar em seus braços.

- Kara, vou cuidar pra que tudo seja diferente a partir de hoje. Só me deixe te ajudar... El-may-ara - "Mais fortes Juntos". Não vou te deixar, e vou cuidar de você da forma que você merece ser cuidada, e prometo estar mais presente - Todos vêem a cena dos Supers abraçados e da loira chorando com o rosto escondido em seu peito.

Alex e Lena não ousam se aproximar ou falar nada, ambas se sentem culpadas por terem causado tamanha dor na loira, sendo que elas só queriam o melhor pra mais nova, mas sabem que agiram errado, e ver a loira nesse estado só aumenta sua culpa.

- Senhor! está tendo um ataque alienígena no centro da cidade e assalto em três bancos - fala um dos agentes se aproximando de J'onn.

- Ok. Quero um esquadrão pronto em 1 minuto. Superman, precisamos da sua ajuda - J'onn se aproxima do homem de aço, toca em seu ombro e lança um olhar afetuoso pra loira, que é retribuído por um olhar triste.

Kara já tem sua respiração normalizado, ela se afasta do super e o encara.

- Salve a minha cidade, primo, nos vemos depois - a loira o abraça uma última vez e começa a andar em direção ao quarto onde estava, a fim de trocar sua roupa de Supergirl, por uma mais humana.

J'onn, Superman e vários agentes vão em direção a cidade a aos bancos, enquanto Winn volta ao seu trabalho e Lena e Alex vão atrás da loira, o restante dos agentes voltam a suas funções.

A Danvers mais velha e a Luthor mais nova não sabem o que falar pra loira, elas sentem seus corações serem esmagados por saberem que o motivo da loira estar tão mau assim, se deve ao fato de terem negligenciado os sentimentos da mesma, por terem esquecida que Kara é dona de sua própria vida. A loira se sente como uma marionete, no qual as duas pessoas que ela mais ama, é quem conduz as cordas de sua vida, não dando escolha da mesma reagir contra.

- K-Kara? - Lena é a primeira a ser pronunciar, a loira entrou no banheiro e troca seu uniforme por uma calça jeans, uma blusa social e sandália beje - Que ela sempre deixa no DOE de reserva -  Lena só recebe o Silêncio da namorada. Kara fica de costas pra morena e pra ruiva assim que sai do banheiro, lágrimas silenciosas descem sobre seu rosto. Alex está com a cabeça baixa, não consegue encarar a irmã que está machucada por sua causa.

Mas, na verdade, não é só pelo modo que a Luthor e a Danvers tem tratado a heroína, que ela está quebrada. Kara terá um filho, ele pode não ser totalmente Kriptoniano, mas ainda sim fará parte de Kripton, ele terá o sangue dos El. E o maior desejo da loira era que sua mãe e sua tia, Astra, estivessem vivas pra poder compartilhar dessa felicidade com ela.

Flash-back on

- Kara, minha filha, vai com calma, não tenho mais idade pra correr como você - Alura levou a filha pra visitar um planeta que fica a uma estrela de distância de Kripton - por Kripton ser um planeta avançado, as naves chegam rápido nos planetas. - O lugar é lindo, cheio de flores coloridas, o ar puro. Astra foi junto da irmã e sobrinha, elas estão subindo um pequeno campo.

- Vai com calma, pequena - Astra fala rindo da empolgação da sobrinha.

- Anda mamãe e tia Astra, senão não vamos ver o sol se pondo - era final de tarde, a pequena Zor-El é a primeira a chegar no topo do campo, logo sua mãe e sua tia a alcançam.

Esse é considerado um dos momentos mais importantes na vida de um Kriptoniano. Quando param para admirar o Sol, é como contemplar o próprio Rao, o Sol representa vida, e admirar o Sol é admirar a própria vida.

- "Graças a Rao" - Kara sussurra ao ver o Sol começando a se pôr.

- O que você acha sobre esses momentos em que sempre te trazemos para admirar o Sol, pequena? - Astra pergunta segurando na mão esquerda da sobrinha, enquanto Alura segura a mão direita.

- Acho que são os melhores momentos que temos em família. Quando eu crescer e ficar que nem você e a mamãe, e quando tiver uma filha, a trarei sempre aqui, juntas iremos bendizer a Rao, assim como nós três sempre fazemos - fala a loira sem desviar seu olhar da enorme bola de fogo vermelha, largos sorrisos em ambos os rostos das adultas, elas fitam a jovem menina que está no meio, e a olham com orgulho.

Alura e Astra, sabem que Kara Zor-El fará grandes coisas na vida, elas sabem que a jovem menina será a maior heroína de todas, não pela força, mas pela grandeza e nobreza de seu coração.

Flash-back off

Alex e Lena estão observando a loira, que ainda encara a parede branca à sua frente. Kara não consegue conter o choro compulsivo ao se lembrar da sua tia e da sua mãe no tempo em que Kripton estava em paz. Um soluço escapa de sua garganta e a ruiva e a morena não sabem o que fazer pra acalmar a Kriptoniana. Acham que é 100% culpa delas, mas na verdade, há mais sentimentos dentro da loira que a Luthor e a Danvers podem imaginar.

- M-Me desculpem.... - Kara se vira e encara ainda chorando de soluçar as duas figuras preocupadas e culpadas à sua frente - Me desculpem, mas eu não consigo - fala e começa a andar apressadamente em direção ao elevador do departamento.

Kara precisa do apoio das duas mulheres da sua vida, mas não como elas tem agido. A loira precisa da irmã mais velha que sempre esteve ao seu lado, aquela que sempre lhe deu conselhos e quando a loira escolhia errado, era ela quem sempre estava ali para curar suas feridas, mas que nunca impunha suas vontades na vida da loira, e também precisa da namorada, aquela que além de tudo ainda é sua melhor amiga, que sempre respeitou suas decisões e que também sempre esteve ao seu lado para ajuda-lá a se reerguer quando caia. Kara quer a irmã e a melhor amiga de quase 2 meses atrás, aquelas que estavam com ela quando tudo ia mau, que respeitava suas vontades, que a fazia rir quando a mesma estava triste, aquelas que deixavam a jovem conduzir sua própria vida, mas que permaneciam ao seu lado a apoiando, independente da escolha que "ELA" tomava.

Kara não quer ser tratada como se estivesse morrendo, ou com alguma doença que necessita de todo o cuidado do mundo. Não! Ela quer ser tratada como uma pessoa normal que carrega uma vida dentro de si, ela quer receber os cuidados devidos, aqueles que são prazerosos de receber e não esses que tem a deixado quebrada a cada dia que passa. Kara só quer voltar a respirar e ter a vida que sempre teve, claro que com algumas diferenças agora.

Alex e Lena correm em direção a loira que espera o elevador chegar.

- Kara... espera, por favor, vamos conversar! - Depois de muito tempo em silêncio, Alex fala com a irmã. Mas, Kara precisa de tempo, precisa de espaço pra pensar, há a necessidade de colocar pra fora tudo que ainda está dentro dela, mas não quer fazer isso diante da sua irmã ou de Lena.

- Não me sigam, e nem procurem saber onde estou - fala adentrando o elevador, quando a porta está quase se fechando ela fala olhando pra irmã - Mais tarde, no apartamento da Lena - e as portas de fecham.

Kara sabe que não pode fugir da conversa que terá com Alex e Lena, e ela também não quer, mas há uma outra pessoa que ela precisa conversar antes, e é exatamente pra lá que ela está indo.

Assim que o elevador abre, Kara da de cara com Maggie, a castanha sorri pra cunhada, mas desfaz o sorriso ao ver a tristeza em seu olhar, seu rosto banhado em lágrimas e a loira ofegante.

- Kara, o que houve? - chama a cunhada pelo nome, sua preocupação pela loira é visível, Kara sabe que Maggie se importa com ela, mas não quer conversar - pelo menos não é com a cunhada que ela precisa conversar -

- Não se preocupa, vou ficar bem - fala secando as lágrimas com a costa da mão.

- Mas... mas porque está chorando? -

- Pergunte a Alex... - fala e começa a andar, mas para ao lembrar que não está de carro e não quer e não vai usar seus poderes, então tem uma idéia. Maggie ainda está parada ao lado do elevador olhando pra loira, Kara se volta pra ela.

- Maggie, me empresta seu carro? - pergunta num fio de voz, a castanha fica relutante por alguns segundos, não sabe se Kara está em condições de dirigir, pra ela não é problema emprestar seu carro, só está preocupada com a irmã mais nova da sua noiva. Maggie dá-se por vencida e entrega as chaves do seu carro a loira quando a mesma lança um olhar suplicante, a mesma pega em silêncio a chave e volta a andar. Só ouviu um - Se cuida - da cunhada antes de partir com o carro.

A Danvers mais velha e a Luthor estão preocupadas com a Danvers mais nova, mas elas sabem que Kara precisa desse tempo. Ambas vão para o Dúplex de Lena esperar a loira. Alex disse à Maggie que mais tarde voltaria pra casa, disse que cometeu um erro imperdoável com Kara e que precisa consertar isso, a castanha entendeu perfeitamente, por isso não fez mais perguntas e voltou pra delegacia.

Kara dirigo numa velocidade considerável, depois de alguns minutos ela para num estacionamento e adentra ao enorme edifício, passa direto pela recepção e adentra o elevador. A loira sente falta de ar por estar naquela caixa de metal, assim como sentiu quando entrou no elevador do DEO, mas respira fundo repetidas vezes até a porta se abrir e revelar pessoas correndo de um lado para outro a fim de conseguir terminar suas matérias sobre o desmaiou da Supergirl. Kara começa a andar em direção ao escritório e entra sem bater, fechando a porta atrás de si.

A loira mais velha, que antes estava concentrada em algo em seu computador, ergue o olhar por cima do óculos e vê a imagem triste da sua melhor jornalista e ex secretária.

Kara não queria chorar na frente da sua chefe, mas foi impossível, havia um nó em sua garganta, deixa o choro compulsivo tomar conta de si e soluços são ouvidos. Imediatamente, Cat Grand, se levanta da cadeira e anda apressadamente em direção à loira mais nova e à preenche com um abraço afetuoso.

Kara tem Cat não apenas como sua chefe que não consegue ficar mais que duas semanas com a mesma secretária, ela tem a loira como uma amiga. Kara sabe que Cat sempre vai estar ali pra quando ela precisar, por isso não tenta conter o choro, por meio das lágrimas ela põe pra fora tudo que tem reprimido dentro de si, todo sentimento que a tem sufocado, ela os deixa transparecer ali, agarrada a sua chefe.

Cat sabe que o que é que tenha acontecida com a loira, o que ela mais precisa agora é de cuidados. Ela está preocupada, mais do que isso, está apavorava por não saber o que pode ter acontecido com a loira que chora compulsivamente em seus braços, Cat evita até imaginar o que pode ter deixado sua adorável repórter assim, então, ainda abraçando-a, a leva em direção ao sofá e as duas se sentam.

Kara não fala nada, e Cat não pergunta, a loira agradece por isso, então só se aconchega nos braços da mais velha e se permite chorar tudo que tiver que chorar.

Cat Grand pode ser dura as vezes - ou sempre - já até ameaçou a demitir a loira mais nova, mas ela nunca faria isso, pois sabe o potencial que a menor tem, sabe também o quão adorável e bondosa é a heroína. Cat sempre teve afeto por Kara, sempre a viu como ela é, por isso não medirá esforços até ver a loira bem.

Kara se aconchega com a cabeça no colo da mais velha, enquanto a mesma afaga seus cabelos, Danvers fecha os olhos e as lágrimas continuam caindo, agora molhando a saia da outra. Depois de um tempo, mais precisamente quase uma hora depois de tanto chorar, Cat nota que a loirinha dormiu, ela sorri, porque Kara parece um anjo.

Cat fica pensando o que pode ter acontecido pra Kara ter chegado em seu escritório nesse estado.

- Cat, eu... - James para se falar assim que vê Kara dormindo com a cabeça no colo de Cat, e a mesma afagando seus cabelos.

Cat apenas faz um sinal com a mão para o moreno fazer silêncio e sair de sua sala, um James Olsen relutante sai se perguntando o que aconteceu com a amiga. Depois de mais algum tempo, a loira mais velha ergue cuidadosamente a cabeça da loira mais nova e põe uma almofada para substituir seu colo.

Cat fica observando a loira por um tempo. Nesse momento Kara parece tão frágil e indefesa, não consegue imaginar alguém machucando-a por puro prazer. Os olhos da mais velha desce direto pra barriga da mais nova, ela nota o pequeno volume, e sorri. Cat não tem dúvidas de que Kara será uma super mãe, o que a loira tem de atenciosa, tem de bondosa e meiga, ela será, sem sombra de dúvida, uma mãe maravilhosa pro seu filho.

Agora observa a jornalista do outro sofá, até ouvir seu celular vibrar em cima de sua mesa, Cat se levanta para atender e vê que é a Luthor mais nova. Ela vai para a varanda de sua sala e fecha a porta atrás de si para não acordar Kara enquanto fala ao telefone.

- Olá, Lena - fala se apoiando na pequena mesa circular que tem ali.

- Cat, Oi... Han, desculpa estar te ligando, você deve estar ocupada, eu só queria desmarcar a nossa reunião na CatCo, não poderei ir, eu... - da um longo suspiro - Tenho que resolver umas coisas de última hora... e não pode ficar pra depois, então, hoje não estou disponível, pra ninguém na verdade - Cat nota a voz da morena embargar.

- Está tudo bem? - A loira mais velha já desconfia que a CEO tem alguma coisa a ver com o fato da repórter tet chegado ao seu escritório aos prantos.

- Sim... quer dizer, não... não está nada bem... preciso resolver um assunto com a Kara, ela saiu e não disse pra onde ia... sei que ela precisa de um tempo pra pensar depois de tudo que aconteceu... mas estou preocupada, eu fui uma estúpida insensível... eu... eu - a morena não consegue conter um soluço, respira fundo e continua - Me desculpa por isso, Cat, só liguei pra desmarcar a reunião, tenho que ir - fala e desliga o telefone. Mau sabe a morena que a namorada estava a poucos metros de distância da loira mais velha.

Agora Cat tem certeza que Lena tem alguma culpa por Kara estar mau. Mas, a pergunta que não quer calar na mente da loira é; O que realmente aconteceu pra ambas ter ficado em prantos?

Continua



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