História Supercorp - o impossível - Capítulo 56


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Categorias Blindspot, Once Upon a Time, Supergirl
Personagens Alex Danvers, Cat Grant, David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Jane Doe, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Maggie Sawyer, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Patterson, Regina Mills (Rainha Malvada), Samantha Arias (Reign)
Tags Supercorp
Visualizações 221
Palavras 1.914
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 56 - NC - SB - VA VIII


Melissa Benoist. 



Estou no céu de NC acompanhada de Jennifer. Mesmo não estando em seu mundo, ela ainda usa máscara para que as pessoas não tenham a possibilidade de reconhecê-la quando estiver no ar.

Estou muito ansiosa para ver Katie novamente, de beijá-la, abraçá-la, tê-la em meus braços, sei que noite passada nos amamos como se fosse a última, mas naquele momento eu sabia que nosso contato a machucava, me lembro de como deixei seu corpo queimado e como nossa aproximação a fez desmaiar. Tudo isso doeu tanto em meu coração que não teria coragem de repetir a dose.

- Melissa - Jennifer chama minha atenção, saio de meus devaneios e a encaro. - Katie está um pouco machucada demais... talvez eu tenha que curá-la.

Sua expressão é um pouco apreensiva. Ainda levitando a metros de altura do chão, paro sendo acompanhada por ela.

- Tem algum problema nisso? - pergunto a olhando interrogativamente. Seus olhos desviam dos meus e vejo sua íris mudar de verde-musgo para caramelo, me lembro de tê-la visto assim quando Larissa a encheu de elogios em nossa frente, logo depois comentou que seus olhos ficam dessa cor quando sentem vergonha. - Jenn, está tudo bem, pode falar. - toca minha mão na sua lhe passando confiança.

- Eu teria que beijá-la, mas... - seus olhos ficam com uma coloração mais intensa enquanto me encaram, arregalados. - Eu estou tentando de tudo para que não chegue a isso! - ela começa a hiperventilar respirando quase na mesma velocidade que um humano.

Minha mãos que antes tocavam as suas, agora estão em seu ombro.

- Se acalma - digo lhe abrindo um sorriso - a culpa não é sua que seu poder de cura vem de seus lábios, sem contar que a culpa é minha de ela estar dessa forma.

Ela assenti e respira fundo, sua respiração volta a pausa normal de trinta segundos e seus olhos voltam para o verde original. Voltamos a seguir caminho ao apartamento de Kara enquanto conversamos no caminho. Chegando no edifício, uso minha visão raio-x para ter certeza que Katie não está na sala e que podemos abrir um pouco a janela. Ela continua deitada na banheira.

Entro pela janela, Jennifer continua levitando no ar. Ela pega o colar com a kryptonita e põe em meu pescoço, se despede com um leve aceno de cabeça e um sorriso malicioso, logo se afasta.

Meu corpo pesa com a força da gravidade, sinal de que a pedra está fazendo efeito. Não sei o que vou fazer se algum dia decidir voltar para meu mundo, ter poderes é algo viciante.

Estou forçando meu corpo a voltar a levitar, quando me lembro da pedra, meus olhos giram nas órbitas. 

Caminho até o banheiro, Katie está com o corpo imerso em uma água escura com penas pretas - como as de Jennifer - boiando sobre ela, enquanto sua cabeça está repousando sobre a borda da banheira. Tiro cada peça de roupa até que fique totalmente nua, vou até a banheira e vou entrando com toda calma para não acordá-la. Depois de sentada, encosto sua cabeça em meu ombro e contorno meus braços em sua barriga. A água e seu corpo estão frio, mas eu não me importo, só de estar perto dela e saber que isso não a machuca de alguma forma, já me sinto a mulher mais feliz de todas os multiversos.


Jennifer.


Me despeço de Melissa com um aceno de cabeça e me afasto em direção a grande mansão Luthor. Vôo com toda velocidade até avistar a grande casa, sigo caminho atravessando a parede e entrando instantaneamente. Pouso tocando meus pés ao chão. Quero pensar um pouco sobre algumas coisas que andam passando em minha mente, mas também não quero que ninguém me incomode. Larissa está com Aléx, então nossa conexão está um pouco fraca para que tenha privacidade, Ana não entra em meus pensamentos sem antes saber que estou próxima, então não deve me incomodar. Caminho até a parede mais próxima andando sobre ela até chegar no teto e ficando por lá, me sento e respiro fundo. Porque será que meu coração está dessa forma em relação a Katie? Quero dizer... não estou apaixonada por ela, nunca deixei minha paixão por Miguel se esvair e disso tenho certeza, mas então, o que é isso que estou sentindo por ela? Se não é paixão? Como isso pode estar acontecendo sendo que amo meu marido com todas minhas forças?

- Se quiser sair daí é conversar comigo... - escuto a voz de minha mãe vindo de cima de minha cabeça e me assusto imediatamente.

- Mãe!

- Me perdoe - ela pede sorrindo de minha reação - é que estava sentada aí tão imersa em pensamentos que, mesmo não conhecendo, sei que são confusos, consigo sentir o que sente, é quase impossível não sentir.

Olho para seu rosto ainda de cabeça para baixo. Será que devo falar sobre isso com minha mãe? Ela é bisneta de Miguel, sétimo anjo a tocar a trombeta, será que entenderia o que estou sentindo, sendo que nem eu mesma entendo?

- Não sei como te falar - admito.

- Tenho o conhecimento, há confusão no que sente.

Fixo meus olhos nos dela por longos segundos até decidir que quero conversar. Desloco meu corpo do teto e dou sustentabilidade para meu ele antes que seja puxado para gravidade e eu caia de cara no chão, me posiciono na posição correta ficando de cabeça para cima como uma pessoa normal. Minha mãe para de bater suas asas e as usa como paraquedas para deixar seu corpo cair com leveza.

- Então... o que está havendo? - ela pergunta gentilmente.

- É que... - desvio meu olhar do seu o fixando em minhas mãos enquanto brinco com meus dedos - há sentimentos diferentes em mim que não sei como descrevê-los, muito menos entendê-los... sentir, muito menos.

- Sobre o que seriam esses sentimentos? Talvez eu consigo compreendê-los, ou posso tentar, se isso a ajuda.

Deixo que meus olhos encontrem os seus por um instante, mas volto a desviá-los.

- Meu corpo anda tendo algumas estranhas sensações quando me aproximo de... de um certo alguém - explico, meu corpo se lembra de Katie e volta a sentir o que anda sentindo ultimamente, o que parece transmitir para minha mãe. - Não é paixão! Eu conheço a sensação, é algo totalmente diferente!

- É simples o que está sentindo, já senti por homens diferentes e principalmente por seu pai. Um sentimento diferente quando fundido com paixão, o que não é o caso agora...

- E o que seria? - pergunta com uma certa preocupação.

- Atração - minha mãe diz, olho para ela perplexa, ela sorri. - É um sentimento muito comum naturalmente provocado pela beleza, um certo fascínio.

- Devo me preocupar?

- Certamente que sim, se for uma pessoa levada pela emoção. Caso for apenas um sentimento insignificante que não cause confusão, receio que não.

Penso no que ela disse enquanto ela espera uma resposta.

- Entendo. - É o que consigo responder.

- Me permitiria saber quão bela pessoa lhe causou tanto tormento? - ela pergunta com sua costumeira calmaria.

- Se importaria se deixasse isso para depois? Não acho que seja o momento certo...

Ela concorda com um único aceno e se afasta. Volto para minha posição anterior.



Katie McGrath.



Acordo e antes que abra meus olhos, sinto meu corpo deitado em outro enquanto uma água fria anestesia minha dor. Penso em não surtar antes de conferir de quem são os braços que possuem meu corpo, viro minha cabeça lentamente para conferir e escuto a mais bela voz em meu ouvido.

- Hi, Baby - Melissa diz. Confirmação que estou no mundo dos sonhos.

- Hi, love - respondo.

- Não vai me perguntar como consigo te tocar sem lhe causar dor? - ela me pergunta.

- Não, pois sei que isso é um sonho e que logo acordarei - respondo coçando meus olhos para espantar o sono.

- Lamento te decepcionar, mas esse é o mundo real - ela diz, viro minha cabeça para ela dando de cara com seus olhos sorridentes.

- Como está me tocando sem me machucar?! - pergunto com o cenho franzido.

Melissa da uma curta gargalhada, pega um colar que há em seu pescoço e coloca na reta de minha visão.

- Kryptonita azul.

Arregalo meus olhos para ela. Então é isso?! Nosso problema foi resolvido? Depois de quase dois meses inteiros eu não serei mais obrigada a ficar longe da mulher que amo?! A notícia me deixa tão feliz que o impulso faz com que eu tome seus lábios com os meus no mesmo momento. Sua mão escorrega por minha cintura até minhas nádegas com a ajuda da água. Paro o beijo para que consiga encarar seus olhos azuis, ela sorri. Respiro fundo e com o ar, um aroma maravilhoso toma minhas narinas, pela primeira vez consigo sentir o cheiro do sangue de Mel sem sentir ardência em meu canal respiratório, o cheiro é tão maravilhoso que faço uma força considerável enorme para não fincar meus dentes em seu pescoço e beber cada gota do líquido. Me lembro do que Jennifer me disse, nos apaixonamos pela pessoa que possui nosso gosto de sangue favorito.

Volto a beijar sua boca com urgência e dessa vez a sentir o perfeito sangue em minha língua; ela interrompe o beijo, vejo seus lábios machucados e percebo o que fiz, mas não há ódio em seu olhar, apenas um sorriso bobo e uma mordida de lábio discreta.

- A kryptonita tira meus poderes, então agora é sua vez de não me machucar.

Fico sem graça.

- Me perdoe, acho que estou com fome, Jennifer esqueceu de me alimentar - me explico.

- Tem mais algo que possa enganar sua fome enquanto ela não chega?

- Insetos - respondo rápido, ela faz uma careta - ou frutas.

- Acho que frutas eu posso arranjar - ela diz deslocando seu corpo e levantando - vou pegar para você.

- Thanks Baby.



Emma Swan.



Estou sentada em um dos bancos da cozinha observando de longe Alex e Jane. A mão de Alex está no rosto de minha filha enquanto ela a encara com seus olhos negros brilhando.

- Quando Ana falou em ajudar a voltar para casa, por um doloroso segundo acreditei que você iria para SB com suas mães - ela fala alternando seu olhar para a boca e os olhos de Jennifer. - Doeu apenas em pensar na possibilidade.

Jane abre um sorriso de canto de boca e enche a ruiva de vários selinhos.

- Eu não conseguiria te deixar, você foi a única pessoa a enxergar meus sentimentos, de me amar mesmo acreditando eu ser um robô. Nunca poderia encontrar um sentimento tão sincero como esse.

Dessa vez Alex retribui as palavras com beijos seguidos de beijos.

- É impossível não amar tão bela obra de arte - diz a agente.

- Eu também te amo - Jane responde com outro belo sorriso até que voltam a se beijar novamente.

- Eu achei que eu era a mãe obcecada - diz Regina tirando minha atenção de onde estava.

- Eu não estou sendo obcecada! - contexto.

- Ah, come on, você está as olhando a horas!

- Não seja exagerada - digo, ela dá uma gargalhada alta.

- Poderia ao menos disfarçar - ela diz se sentando no banco ao lado - se elas não fossem tão focadas em seu próprio mundinho, já teriam percebido a tempos.

Volto a olhar para elas que continuam trocando carinhos no sofá.

- Antes a ideia de tê-la namorando me assustava - mesmo eu tentando disfarçar -, mas agora não vejo nossa filha melhor do que ao lado de Alex.

- Faço de suas, minhas palavras.

Regina diz olhado para o mesmo local que eu; ficamos aqui. 


Notas Finais


Esse era para ser o último capítulo, mas preciso tirar duas dúvidas antes.

Vocês acham melhor eu apenas avisar que haverá uma segunda temporada e seguir aqui, ou começar como uma segunda fic?

E... teve gente que passou a gostar das VA na história e não querem que elas se vão, então me dizem se devo deixá-las ou não, faço o que preferirem.

Beijos e, please, comentem.


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