História Superficial - Capítulo 2


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Categorias Osomatsu-san
Tags Osomatsu-san
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Palavras 3.248
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Seinen, Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Todomatsu despertou na manhã seguinte. Diferente do cheiro de peixe e arroz fresco, um típico café da manhã japonês, o jovem percebia o forte aroma de café pela casa. Levantou e viu Hirawa falando ao celular.

-Esse é o tipo de coisa que não pode acontecer, tenho certeza que o senhor tomará a melhor decisão.

-“Do que ele está falando?”... –pensou enquanto se aproximava por trás.

Subitamente o homem desligou o telefone.

-Dormiu bem? –perguntou antes mesmo de se virar.

-Dormi sim! –sentou ao seu lado com um pulinho. -Mas você apagou no sofá e não consegui lhe acordar.

-Não faz mal, já dormi inúmeras vezes aqui. Geralmente depois de uma festinha animada como a de ontem!

-Eu adorei!

-Faremos isso mais vezes então.

-Eba!

-Vamos tomar café? –lhe puxou pela mão.

Todomatsu detestou o sabor amargo do café forte, mas nada falou, bebeu tudo enquanto ouvia Atsushi contar sobre suas viagens. Quando terminaram o homem lhe sorriu.

-Gosta de sauna?

-Nunca estive em uma.

-Aquele banheiro tem mais um segredinho. Venha comigo! –pulou do banco alto.

Todomatsu não tinha reparado nos furos que havia no teto acima da hidromassagem. Aquela parte do banheiro tinha portas de vidro que iam até o teto. Os pequenos anéis de metal que conduziam o ar muito quente enevoaram rapidamente o lugar.

-Nunca imaginei que algo assim existisse! –falou o rapaz perplexo.

-E um pequeno luxo que admiro. Escolhi esse apartamento justamente por causa disso.

Atsushi desamarrou o roupão felpudo o largando no chão. Já estava nu.

-Não se usa roupas em saunas. –sorriu da cara de espanto de Todomatsu.

-É mesmo?... riu sem graça e acabou por também se despir.

O ambiente esquentou de forma rápida. As portas de vidros embaçadas tornavam impossível ver do outro lado. Ambos estavam suando após quinze minutos. Hirawa se aproximou de Todomatsu. Pegou gentilmente sua mão a beijando. Depois deslizou a língua sobre ela até o meio de seu braço.

-Não há nada em você que não seja apreciável. É como uma carne de sabor delicado.

Matsuno puxou a mão.

-Não me coma, Atsushi! –disse fazendo uma gracinha.

-Não cometeria uma atrocidade dessas com você. –o puxou pela nuca lhe beijando.

Após um profundo beijo de língua que deixou Todomatsu sem ar, o homem se levantou.

-Não podemos ficar aqui por muito tempo, saunas são perigosas.

Ele abriu a porta devagar, deixando o vapor sair aos poucos depois que desligou os dutos de ar. Quando tudo deixou de ser opaco, Hirawa o chamou para sentar no banquinho de madeira.

-Venha se lavar! Hoje irei ao trabalho somente depois do almoço.

-Sério?

-Uh-hu... farei o almoço, sempre que estou em casa aproveito para fazer minha própria comida. Tem algo em mente que gostaria de comer?

-Não, o que você fizer para mim está bom. Mas eu não sabia que você cozinhava. –disse enquanto pegava a esponja macia.

-Sim, não faço nada muito mirabolante como um Chef, mas me arrisco em alguns pratos. –ele pegou a esponja da mão de Todomatsu suavemente. –Deixe que eu faço isso para você. –e a colocou de lado.

O jovem esperou que ele fosse lavar suas costas, como fazia junto de seus irmãos. Mas Hirawa tinha outra coisa em mente. Apanhou um pouco de shampoo na mão e começou a lavar os cabelos do jovem. Em seguida seu rosto, tinha um grande cuidado em não deixar que sabão caísse em seus olhos. Depois enxaguou delicadamente.

Todomatsu achou que fosse uma forma de demonstrar afeto, já que ele sempre soube do interesse em sua pessoa. Mas Atsushi prosseguiu enquanto falava normalmente sobre algumas tentativas fracassadas de cozinhar certas coisas. Ele ria descontraído enquanto o Matsuno estava ficando tenso com aquilo. Atsushi lavava milimetricamente cada centímetro de seu corpo. Com a esponja limpava entre cada dedo de suas mãos. Ajoelhou na sua frente apoiando o pé do rapaz em sua coxa lhe ensaboando enquanto falava sem parar.

-A-Atsushi...

-Oh, desculpe! Estou falando demais?

E ficou em silêncio apenas sorrindo enquanto continuava a banhar Todomatsu, que por outro lado não sabia como reagir aquilo. Ele o puxou pelas duas mãos lhe fazendo ficar de pé, deu a volta esfregando mais uma vez suas costas. Então Todomatsu sentiu sua mão cheia de sabão descer por suas costas, deslizando suavemente entre suas nádegas até parar sobre sua abertura. Percebia a ponta de seus dedos rodearem o local.

-“Ele vai me dar uma dedada?” –pensou retesando o corpo todo.

Mas o homem somente se levantou e ajoelhou na sua frente outra vez. Pegou a esponja enfiando-a entre suas pernas e trazendo devagar em sua direção apertando gentilmente seus testículos. Fez isso algumas vezes até largar a esponja sobre o banco e encher a mão de sabão pela segunda vez. Aquele homem estava limpando seu pênis como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Todomatsu estava tão surpreso com aquela atitude que não conseguia nem se mover. Seu corpo tenso começou a tremer, até Hirawa perceber.

-Está com frio? Perdão pela minha falta de atenção.

Pegou a ducha e de forma ligeira retirou toda a espuma. Mas aquilo ainda não havia terminado. Atsushi apanhou a toalha e secou cada parte de seu corpo como se fosse um ritual. Deslizou o polegar coberto pela tolha pelos mamilos do jovem. Secou suas partes de baixo. Se afastou por dois segundos voltando com um vidrinho pequeno na mão. Todomatsu reconheceu o cheiro, era o desodorante que seu, até então amigo usava. Hirawa enquanto sussurrava uma musiquinha distraído arrumava o Matsuno. Finalmente terminando o acompanhou até a porta do banheiro dando um empurrãozinho leve em suas costas para fora.

-Agora quem precisa de um banho sou eu. –falou se espreguiçando. –Não demoro! –sorriu e fechou a porta.

Todomatsu caminhou até a sala, sentou no sofá meneando ligeiramente a cabeça para o lado.

-“Mas que porra que acabou de acontecer?!”

Respirou acelerado algumas vezes com a mão no peito até se acalmar.

-“Como alguém pode ser tão pervertido?!”

Apesar de ter se envolvido e criado expectativas em Atsushi, Todomatsu não tinha interesse afetivo algum por ele. Reconhecia que era bem tratado, mas homem nenhum fazia seu tipo. Como Hirawa era bi, saía com ele na esperança de conseguir pegar alguma mulher junto, mas o homem é rico, elegante, inteligente e por vezes engraçado. Não havia competição, simples assim. Foi a partir desse ponto que percebeu que ele mesmo teria alguma chance de conseguir alguns brindes insinuando interesse nele. Entretanto Todomatsu pouca coisa sabe sobre o que está envolvendo essa amizade quase colorida, já que eles ainda não se relacionaram. Atsushi é fascinado pela maneira afetada do Matsuno, isso de certa forma o cegou para alguns pontos crucias sobre aquele rapaz. O jeito fofo e artificial de Todomatsu realmente o aproximava mais das garotas que a maioria dos seus irmãos, entretanto elas se aproximavam acreditando que ele fosse gay e talvez assim serem melhor compreendidas. Era praticamente um tiro no pé, envolto de belas moças, mas nenhuma sairia com ele. Atsushi ainda que tivesse interesse em homens pouco, ou nada transparecia. E foi por um mero acaso que Matsuno veio a descobrir.

 

Depois de algum tempo Hirawa voltou com o cabelo molhado e bagunçado. Antes que falasse qualquer coisa seu celular tocou.

-Noburo chan! –falou animado ao atender. –Certo, estou em casa agora, pode subir! –e desligou o telefone.

-É amigo seu? –perguntou Todomatsu.

-Amigo e meu homem de confiança nos negócios. Conheço-o faz anos.

-Que legal!

Tempo depois ouviram uma leve batida na porta, Hirawa atendeu rapidamente.

-Noburo chan, faz quanto tempo que não nos vemos? –parecia feliz.

-Exatos três dias. -respondeu sério.

O homem que passou pela porta não era do jeito que Todomatsu havia imaginado. Era muito alto, forte, careca, uma voz grave e uma cara de poucos amigos. Ele não combinava com “chan” de muitas formas. Além de ser bem mais velho que Atsushi.

-Venha conhecer Todomatsu!

O homem o encarou do alto com uma cara de poucos amigos.

-Olá...

-É um prazer lhe conhecer! –falou sorrindo.

Mas parecia que o sujeito era vacinado contra aquele tipo de coisa e não lhe deu atenção. Matsuno resolveu sentar-se e apenas observar o que aconteceria.

-Mas me diga, meu velho amigo! O que lhe trás aqui?

Sem cerimônia, Noburo se serviu de whiskey e se debruçou no balcão.

-Não pode sumir sem mais nem menos! –resmungou. –Sabia que tive que inventar mil desculpas por causa desses três dias?

Todomatsu ouvia com atenção e se lembrou claramente de Atsushi lhe dizer que estaria no trabalho.

-Também tenho minha vida particular. Preciso de uma, apesar de não parecer. –acendeu um cigarro.

-Eu sei! Mas me avise quando resolver tirar férias! O pessoal da China está em cima de mim cobrando a mercadoria!

-Eu já encontrei o produto, fique tranquilo. Material de qualidade leva tempo para aparecer. Você tem que procurar e é uma busca sem fim! Sabe muito bem que temos que manter o padrão. Oferecendo o mesmo produto tem vários que o fazem por ai, mas a qualidade é nosso diferencial. A espera sempre vale à pena!

-Devia trabalhar no marketing...

-Pesquisa de campo é melhor!

-Bom, que seja. Verei você amanhã?

-Claro que sim!

-Não demore também para fazer a papelada. Não suporto essa burocracia.

-Eu acho relaxante essa parte.

-Vou embora, tenho mais o que fazer!

-Não quer almoçar conosco?

-Não, eu passo desta vez. Estou fazendo dieta...

Hirawa começou a rir.

-Dieta para quê?! –já que não era gordo, era mais para parrudo.

-Tá vendo?! Por isso que não conto as coisas para você!

-Ok, não vou rir mais. –mas segurava o riso.

Noburo saiu meio desgostoso, apenas com um discreto aceno de cabeça para Matsuno.

-Vocês parecem ser bons amigos! –Todomatsu parou ao seu lado.

-Somos sim. Confiança é fundamental.

-Verdade!

-Quer comer comida japonesa, ou estrangeira?

-O que você preferir!

-Então vamos comer medalhão de porco ao molho de laranja, que tal?

-Parece ótimo! Quer ajuda?

-Não precisa. Como disse, cozinhar é um hobby para mim!

-Está bem então... –tinha um sorriso doce no rosto.

 

Atsushi o beijou e puxou as mangas para começar a preparar a comida. Todomatsu ficou zanzando dentro do apartamento sem ter nada para fazer. Parou novamente em frente à porta trancada. Ficou tentado em tentar abrir outra vez. Começou esticando a mão.

-Precisa de alguma coisa? –Atsushi surgiu por trás dele sem fazer o menor ruído.

-O-o que tem ai? –perguntou ainda de costas após quase gritar de susto.

Hirawa apertava seus ombros massageando-os, movendo lentamente suas mãos para seu pescoço.

-É a sala onde trabalho, meu escritório em casa. Você quer entrar? –falou em seu ouvido.

-Não! Quer dizer... não entendo nada de negócios...

-Bom, é o único lugar que mantenho fechado, tem muitos papéis importantes que nem mesmo fora de ordem podem ficar. Você se importa que ela continue trancada? Isso chateia você? –beijou sua nuca.

-De forma alguma. –sorriu nervoso.

-Vim lhe perguntar se você gosta de pimenta? –mudou de assunto e tom de voz subitamente.

Todomatsu balançou a cabeça negando ainda nervoso.

Atsushi o virou lhe encostando na parede, sorriu, lhe deu um selinho, depois um beijo mais demorado e voltou para a cozinha. Matsuno ficou parado ali na mesma posição por um tempo. Voltou quieto para a sala sentando na ponta do sofá que ficava perto da enorme janela com vista para o rio.

-O que foi? Parece triste? –perguntou Hirawa depois de um tempo.

-Nada... apenas tédio. –deu como desculpa.

-Por que não assiste um pouco de TV?

-Tudo bem, a vista daqui é bonita.

-Daqui também. Sabe... faz muito tempo que estou sozinho. Às vezes me comporto de maneira rude, mas é somente minha falta de tato. Quero fazer você feliz. Quero ver seus olhos sempre brilhando.

-Obrigado... –respondeu mais tranquilo.

-Vou colocar no forno, em quarenta minutos fica pronto! Está com fome?

-Sim!

Em outra panela era cozido arroz branco tipo ocidental para acompanhar a carne. O aroma começava a tomar o recinto. O homem lavou as mãos e sentou colado em Todomatsu, beijou seu ombro algumas vezes, aconchegando a cabeça junto ao seu companheiro.

-Terei que sair para trabalhar depois do almoço, você ficará novamente sozinho. Isso não lhe incomoda?

-Não, não precisa se preocupar. Você quer que eu faça algo para você?

-Não. –sorriu. –Acho que lhe trarei um pequeno presentinho.

-Mas você já me deu tanta coisa...

Todomatsu conquistou a confiança de Atsushi recusando presentes de modo pensado. O homem pouco a pouco começou a acreditar que ele não estava saindo por interesse em seu dinheiro.

-Ora... quantas vezes já lhe disse? O que farei com esse dinheiro depois que morrer? Melhor gastá-lo agora, da melhor maneira possível. Hirawa abraçou Todomatsu o puxando para cima de seu colo. Segurou sua cabeça entre as mãos afundando a língua em sua boca. O Matsuno retribuía o beijo de forma mais contida. Sentiu a bunda ser apertada com vigor e o membro de Atsushi endurecer em baixo de si.

-Está mais assanhadinho hoje! –fez uma careta engraçadinha freando o momento.

-Desculpe, por isso. –pigarreou sem jeito.

-Atsushi.... posso lhe fazer uma pergunta?

-Claro que sim.

-Por que está evitando ter uma relação comigo? –estava ficando curioso.

-Você ainda é puro, não conhece a imundice em que os homens podem se meter. Além do mais, você ainda não quer, certo?

-Eu acho que ainda não estou preparado para isso, eu também tenho vergonha e um pouquinho de medo. –fez uma carinha dengosa.

-Então que fique assim para sempre se desejar. –lhe deu um selinho na testa de forma bem afetuosa.

 

Depois de mais conversa e troca de carinho a comida aprontou. Ambos almoçaram conversando alegremente. Depois Hirawa arrumava a louça. Ele tinha mania por limpeza, foi umas das primeiras coisas que o Matsuno percebeu quando o conheceu. Boa parte das roupas que Atsushi usava em casa ou fora do seu trabalho eram claras, quando não brancas. Como havia visto Todomatsu muitas vezes de rosa, seus presentes também seguiam o padrão, sobre tudo rosa claro.

Quando aprontou o que precisa, tomou um banho rápido e saiu. Deixando o rapaz finalmente sozinho.

-Não tenho nada para fazer... desde ontem meu celular está sem sinal... –resmungou se jogando de volta no sofá.

Ligou a televisão e ficou assistindo programas sobre viagens, algo que muito lhe interessava ultimamente. Dormiu, acordou, dormiu de novo. Era quase nove horas quando Atsushi chegou. Trazia um pequeno embrulhinho na mão. Todomatsu acreditou que fosse algum chocolate fino, mas quando abriu era um pequeno broche de ouro ornado com rubis em formato de flor.

-É lindo... –perdeu até o que ia dizer.

-Ficará bem em você. Hoje foi um dia corrido... não consegui parar um minuto, tive que resolver um monte de assuntos pela cidade. –resmungava estalando as juntas do pescoço.

-Quer relaxar um pouco antes de ir dormir?

-Seria bom, vou tomar outro banho e daí passamos um tempo juntos.

-Não demore!

-Sim, senhor! –levantou seguindo para o quarto pegar uma roupa.

De fato não demorou mais que quinze minutos. Talvez por viajar bastante para fora, Hirawa se acostumou a muitas das vezes tomar banho apenas no chuveiro. Voltou perfumado como sempre. Sentou perto de Todomatsu e ficaram conversando. Eventualmente o Matsuno falava de seus irmãos e sua mãe. Atsushi sempre ouvia cheio de atenção. Achava graça de algumas coisas que falava sobre implicarem com ele por ser o mais novo. O homem não tinha irmãos e achava interessante aquela relação.

Quando deu onze horas foi até a cozinha e voltou com duas taças de champange. O líquido levemente espumante tinha um suave tom dourado brilhante e um sabor bem definido, apesar de delicado.

-Hum... isso é muito bom! –falou Todomatsu animado.

-Eu também adoro. Existem muitas bebidas além de sake e cerveja pelo mundo. Alguns drinks são inesquecíveis não importa quanto tempo passe.

Pouco mais de dez minutos depois, o rapaz bocejou.

-Estou ficando com tanto sono.

Os olhos de Atsushi se moveram lentamente para seu companheiro.

-Não lute contra ele... –sussurrou baixinho em seu ouvido.

Logo em seguida a taça caiu de sua mão vazia quando Todomatsu dormiu.

Hirawa puxou seu rosto, deslizando a língua entre seus lábios, sentindo ainda o sabor da bebida.

-Vamos para o quarto. –o carregou nos braços com facilidade.

Ele o deitou na cama. Se ajeitou ao seu lado apenas com a luz do abajour acesa. Tocou novamente seus lábios, ergueu sua camisa. Atsushi encarava aquele corpo. Tocou seu mamilo com a ponta dos dedos. Depois o beijou suavemente.

-Uma verdadeira jóia...

Deslizou os lábios pela pele macia do rapaz até seu ventre e recostou o rosto sentindo a temperatura ligeiramente mais morna. Olhou para seu rosto e permanecia impassível. Com a ponta do indicar puxou sua calça e a cueca para baixo. Encarava de maneira incompreensível o membro adormecido de Todomatsu. Beijou novamente seu ventre e fez o caminho até seu pênis. Roçou de leve a ponta do nariz nele e o beijou. Abriu um pouco mais suas pernas, acariciando sua coxa, mordendo sem deixar marcas em sua pele clara, depois em seus testículos. Atsushi se sentou e puxou o corpo de Todomatsu para si o sentado em seu colo de frente, sua cabeça estava apoiada em seu ombro. Tirou seu próprio pênis e ficou apertando a bunda do Matsuno contra ele. Gemendo no ouvido do rapaz, puxou sua mão e a colocou em torno de seu membro, fazendo o mesmo que no carro, usando-a para se masturbar. Quando gozou, afastou um pouco o rosto de Todomatsu lhe dando um longo beijo lascivo. Depois disso o deitou de volta na cama e o cobriu acariciando seu rosto gentilmente.

Quase duas horas depois Atsushi ouviu a campainha de seu apartamento tocar. Era por volta de uma da manhã. Ele atendeu a porta e era uma mulher.

-Senhor Hirawa... boa noi...

-Entre de uma vez. –estava sério, um olhar sinistro no rosto. –Trouxe o que lhe mandei?

-Sim, está tudo aqui. –entregou uma pasta que o homem cuidadosamente folheava.

Ele lia um formulário com várias perguntas.

-Por que deixou isso em branco? –tinha um tom ríspido.

-Tem realmente importância saber isso? –a mulher parecia um pouco envergonhada.

-Está aqui, não está?

-Bem... a resposta é não.

Ela viu o descontentamento evidente em seu rosto.

-Para variar... –resmungou consigo mesmo. -Que seja. Vire logo de uma vez então!

A mulher hesitou um pouco, mas acabou fazendo o que lhe foi mandado. Hirawa levantou seu vestido e puxou grosseiramente a calcinha da mulher para baixo, sem nenhum tipo delicadeza ele a penetrou de uma vez. A mulher gemeu alto. Ele a puxou pelos cabelos, mandando-a se calar.

No quarto muito tonto Todomatsu acordou. Rastejou para fora da cama e cambaleou até a porta abrindo-a ligeiramente enquanto sentia a cabeça rodar. Ouviu sons vindo da sala e quando conseguiu focar um melhor, pela fresta viu Atsushi transando com uma mulher.

-Quem é ela... –tentava lembrar enquanto com custo se mantinha de pé.

Então Matsuno conseguiu ver seu rosto. Era a garçonete que havia atendido aos dois no restaurante. Logo após desmaiou novamente.

Vinte minutos depois a mulher estava saindo, sem sequer dizer nada ele fechou a porta. Foi direto para o quarto, quando abriu a porta lentamente sentiu algo atrás dela. Viu que era Todomatsu.

-Ora... –ergueu as sobrancelhas surpreso.

Deu meia volta tomando novamente outro banho, quando retornou pegou o rapaz nos braços e o colocou de volta na cama, por fim deitando ao seu lado e indo dormir.



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