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História Supergirl - uma nova realidade - Capítulo 10


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Notas do Autor


Boa Leitura ;

Capítulo 10 - Confio em você


Elas não conseguiram prendê-lo, era “amigo” de Lex. Um amigo que Lena não conhecia e ela sabia exatamente o rosto que os amigos de Lex tinham. Os conhecia, fez questão de conhecê-los para saber com que tipo de gente estava lidando assim que finalmente recebeu a liderença da L-Corp. Kara o assistiu ir embora, sair pela porta da frente com aquele maldito sorrisinho no rosto, cheio de convencimento e satisfação.

-Como ele poderia ter sequestrado Kal-El, ter acesso a kryptonita e ainda saber exatamente quem são vocês? – Perguntou Alex em voz alta, estavam em uma pequena reunião de emergência na casa de J’onn.

-Eu não sei – Era a única resposta de Kara, um nó parecia estar dado em sua cabeça. E ela não fazia ideia do que significava: “dar o seu melhor”.

-Ainda estamos descobrindo muitas coisas novas, depois da crise, é provável que ele seja alguém que tenha aparecido depois – comentou J’onn, no entanto, ninguém realmente acreditava que isso fosse verdade.

-Você poderia ler a mente dele e descobrir? – Alex sugeriu, J’onn deu de ombros antes de ter realmente uma reposta.

-Nós podemos tentar – Disse, mas Kara não parecia satisfeita com sua resposta, ela queria respostas agora, queria saber onde seu primo estava e se estava bem.

 

Nia tinha suas mãos trêmulas, excesso de cafeína no organismo. Como sempre tinha sonhos confusos, e não sabia o significado, então tomou a decisão de evitar dormir, até que sua mente estivesse certa do que faria. Sentou-se em sua cadeira e recomeçou seu trabalho do ponto em que havia parado. Apertou algumas teclas, ouviu o barulho dos seus colegas de trabalho. O ar condicionado deixava tudo frio demais ou era apenas sua cabeça imaginando coisas. Respirou fundo e soprou a fumaça do copo, sua mente cansada começava a lhe pregar peças. Via o simbolo da casa de El, imaginou que fosse algo relacionado com sua amiga, Kara, mas estava enganada. Adormeceu com a cabeça escorada no encosto da cadeira rendida ao cansaço, e lá estava ela mais uma vez, vendo o rosto inconsciente de Clark, algemas presas em seus pulsos, e algo injetado direto na veia, ela sabia que não seria qualquer coisa que perfuraria sua pele de aço. Suas mãos deslizaram pela parede fria, sempre em busca de respostas. De alguma coisa que pudesse fazê-la ter alguma noção de localização. Viu a sombra novamente se aproximar de Clark, ele tentou balbuciar alguma coisa, mas nenhum som foi emitido. Viu a porta fechando-se e o simbolo de aviso de componentes químicos. Acordou sentindo seu corpo sendo balançado levemente. Viu Kara preocupada.

-Nia, tudo bem?

-Eu tenho sonhada com o Clark, mas não queria dizer nada até que tivesse alguma coisa que pudesse realmente ser de ajdua – Disse em um fôlego só.

Kara extraiu cada minuscioso detalhe que pode de Nia e ela mais do que prontamente se colocou a disposição para ajudar. Ninguém sabia quem era o sujeito, qual seu nome, endereço ou alguma outra coisa que pudesse dar a ele alguma motivação para fazer o que fez. Mas quando Brainy jogou o rosto dele nos registros, não encontrou nada. O que serviu apenas para deixá-los ainda mais intrigado com o sujeito, que se auto intitulava Enigma.

-Então, suspeitamos de uma fábrica antiga com paredes recém revestidas por chumbo, e que os satélites da Luthor não conseguiram identificar? – Perguntou Alex situando todos ali a situação, mesmo que cada um que estivesse na casa de J’onn já estava por dentro de tudo.

Brainy passou seu tablet para diretora.

-Ao todo são 47, pelas redondezas da cidade.

-Não vamos ter tempo de ir em cada uma delas, é bem provável que ele mude o lugar em que está antes de encontrar – Afirmou a diretora

-Mas se ele fizer isso, então os satélites vão rastrear a assinatura de calor do Clark, então o pegariamos mesmo.

-Eu não acho que seja tão fácil assim, ele é muito inteligente, soube disfarçar cada passo dele, é bem provável que tenha um plano em mente.

-Ele disse que estaria um passo a frente de mim – Afirmou Kara

-Precisamos de uma pessoa rápida, mais rápida do que...

-Barry! – Kara exclamou, e não esperou se quer uma segunda sugestão saiu voando porta a fora.

 

Barry ouviu a aglomeração de pessoas do lado de fora do Star Labs, quando saiu encontrou uma kryptoniana sobrevoando cabeças de curiosos, sempre tentando dar o máximo de atenção possível para as pessoas, no entanto, naquele momento ela só queria sair dali e pedir a ajuda de Barry. Segundos foi necessário para o velocista aparecer e arrastá-la para longe da aglomeração que só crescia.

-Barry! Finalmente, eu não queria ser rude com eles – Disse e recebeu o olhar cansado do amigo.

-Aconteceu alguma coisa? –Perguntou preocupado.

-Sim, eu preciso da sua ajuda. Clark está desaparecido e eu preciso de alguém realmente rápido para entrar e sair de fábricas. Alguém que ninguém esteja esperando.

-Bom, então, vamos lá – Disse e os dois voltaram para National City.

 

Lena empurrou a porta de vidro encontrando seu irmão sentado em sua poltrona, pápeis espalhados sobre a mesa. Ele abriu seu costumeiro sorriso zombeteiro para recebê-la.

-Deixa eu adivinhar, querem saber quem é o meu novo amigo – Comentou.

-Onde ele está mantendo o Superman? – Perguntou sem rondeios.

-Ele não me disse – Lex levantou-se arrumando seus documentos dentro da pasta –Sabe, não conversamos muito sobre isso, temos um telepata no grupo, não seria prudente ter essa informação.

-E eu aposto que ele tem um jeito de se defender contra isso – Lex apenas sorriu enquanto vestia seu terno bem passado.

-Lena, eu a dei uma segurança – Disse referindo-se a pedra de kryptonita, aproximou-se da irmã e aquele maldito sorriso que carregava causava-lhe calafrios –Você vai desejar ter usado ela.

 

O raio veloz percorreu a maior parte da cidade, procurando em questão de segundos cada fábrica da cidade, até mesmo as que estavam no limbo da imobiliário. Mas não adiantou, Clark não estava em nenhuma delas.

-Eu sinto muito Kara – Disse Barry a amiga quando caminhavam pelas ruas de National City, ela parecia cansada e de fato estava, era a primeira vez em que seu primo realmente precisava de sua ajuda e não poder ajudá-lo a deixava mais do que frustrada.

-Ele disse que queria o meu melhor – Kara repetiu as palavras que tanto a pertubavam durante os últimos dias. Pararam em frente a uma barraca de sorvete.

-O jeito que ele agiu, me lembrou muito de uma pessoa.

-Quem?

-Devoe, eu queria estar um passo a frente do meu próximo vilão, e eu tentei, mas de alguma forma ele conseguiu sempre estar a minha frente, cheguei a pensar que perderia tudo.

-E o que você fez para derrotá-lo?

-Eu não perdi a esperança, continuei tentando...

-Eu estou com tanto medo Barry...

-Eu sei – Barry puxou a kryptoniana para um abraço –E o que precisar eu vou estar aqui.

 

-Eu sinto muito Kara

Foi o que Nia lhe disse, também parecia frustrada, pior ainda era ter tido tanta certeza de ter interpretado seus sonhos de forma correta, Kara encontrou uma Luthor na varanda do L-Corp, terminando de beber uma taça de vinho, completamente alheia aquela realidade, estava preocupada com a pedra de kryptonita que carregava para qualquer lugar que andava como um lembrete, seus dedos tocavam a pedra sentindo o calor, ela jamais faria uma coisa parecida, mas não entendia o motivo de continuar com aquilo por perto. Quando o barulho da capa batendo contra o vento conseguiu sua atenção, ela retirou a mão do bolso e abriu seu melhor sorriso para kryptoniana.

-Seu amigo velocista não conseguiu nenhuma pista? – Perguntou tentando não parecer tão nervosa quanto estava.

-Não, estou me sentindo tão perdida Lena – Admitiu a kryptoniana, Lena a puxou para um abraço, sentindo a angustia da mulher, Kara deitou sua cabeça em seu ombro e tentou sufocar o choro.

-Vai ficar tudo bem Kara – Assegurou Lena, e soo como se estivesse assegurando para si mesma, do que para a própria Kara. Então sentiu que deveria ser honesta consigo mesma e com a própria Kara –Kara eu preciso dizer uma coisa...

Kara afastou-se apenas o suficiente para olhá-la nos olhos.

-Eu tenho comigo, o Lex me deu... – Olhando agora, nos olhos azuis sentiu toda sua coragem vacilar.

Kara virou seu rosto em direção a cidade, precisavam de sua heroína.

-Tudo bem, vai, conversamos quando voltar – Disse Lena, frustrada e ao mesmo tempo aliviada, Kara despediu-se com um beijo rápido e saiu cortando os céus da cidade de Naitonal City.

Ela sabia que haviam sido segredos que destruiram boa parte de tudo que tinham, quebraram a confiança não poderia guardar aquilo pra si mesma. Mas não queria devolver a magoa, porque ainda era doloroso pensar nessa parte.

 

Duas batidas nervosas fez a mulher levantar-se do sofá, deixando seu livro de lado. Quando Sam abriu a porta, para sua surpresa, Alex estava ali. Foi estranho sentir o aperto em seu peito e as batidas acelerarem pela simples presença da mulher.

-Alex – Disse ainda sem acreditar.

-Eu soube que... que... – Ela não se lembrava de já ter visto aquela Danvers nervosa como estava, olhou para os lados e então sorriu tentando esconder o que realmente sentia –Ainda estava na cidade e vim... me despedir da Ruby... sei que está tarde...

Com dizer que ainda estavam na cidade, ela quis dizer que a vigiou desde o momento em que soube que Sam estava na cidade, que sabia exatamente que Ruby havia voltado para Metropoles e Sam decidiu ficar por causa de Lena, que Lena a visitava todas as noites.

-Tudo bem – Disse Sam interrompendo o sofrimento da outra –Só que... está um dia atrasada, a Ruby já voltou para Metropoles, tinha um projeto da escola.

-Ah, isso... isso é... – Alex se amaldiçoava por dentro, estava aprecendo sua irmã, respiruo fundo e tentou voltar a ser a Alex –Bem, então, neste caso, sinto muito pelo horário Sam...

Ela fez menção de ir embora, mas de jeito nenhum Sam deixaria que isso acontecesse.

-Por que não entra?

Alex olhou para Sam, sua mente completamente embaralhada, sabia que não deveria estar ali, que usou Ruby como desculpa, mesmo adorando a garota. Ela queria ver Sam, e saber disso a fazia se sentir um monstro porque existia Kelly em sua vida. Uma mulher incrivel e extraordianaria. Então, quando deu seu primeiro passo para dentro do apartamento de Sam, soube quase imediatamente que faria algo que a faria entrar em conflito, entre o certo e errado. Entre manter seu caráter ou simplesmente ignorá-lo, não importava o que acontecesse seria escolha sua.

 

Kara estava voltando por volta da meia noite para casa, quando recebeu uma mensagem de Lena a avisando que da conversa que teriam. Ela não fazia ideia de que tipo de conversa seria aquela, mas estava tão acostumada a ter a vida fora dos trilhos que já imaginou um milhão de discurssos antes mesmo de saber do que se tratava. Só poderia ser uma grande piada do mundo e do próprio Rao, uma hora sentia-se no topo do mundo e no outro estava ultrapassando os limites do abismo. Entrou pela sacada do quarto da Luthor, Lena havia acabado de sair do banheiro usando seu robe preto, secava seu cabelo. Quando viu a kryptoniana parada no meio de seu quarto não escondeu seu medo do que as esperava e isso preocupou ainda mais a kryptoniana.

-Eu tentei vir o mais rápido...

-Não, por favor – Lena interrompeu seus passos, estendendo o braço –Kara, sabe o que carrego comigo durante esses últimos meses? –Kara apenas balançou a cabeça negando, já contagiada pela tensão que cercava a Luthor –Kryptonita – Disse de uma vez.

-O que?

-Lex me deu um pedaço de kryptonita – Ela apanhou na gaveta do criado mudo uma pequena caixa, Kara tentou usar sua visão de raio x, mas não conseguiu ver o que havia la dentro, feita de chumbo –Disse que era para minha proteção, mas ele sabia que estava... que ainda estou tão magoada que... não sei, por um momento poderia passar na minha cabeça usar isso contra você – Ela suspirou derrotada –E talvez ele estivesse certo.

-Eu sei que você jamais faria isso Lena – Afirmou Kara sempre usando de sua crença cega, aproximou-se da Luthor.

-Isso não é verdade – Nesse ponto de sua confissão, Lena já sentia as lágrimas pesando em seus olhos –Porque eu pensei sim, em usar isso – Ela ergeu a pequena caixa e viu o brilho de magoa atravessando os olhos azuis –Mas eu não fiz, porque por mais que esteja magoada, e doa lembrar que você mentiu para mim... viver em mundo em que você não esteja... eu sou uma idiota....

-Ei, Lena – Kara segurou a mão de Lena que continha a caixa, sua pele estava mais fria do que o habitual, e quando uma lágrima deslizou por seu rosto, a kryptoniana apressou-se em limpá-la, seu polegar acariciou a bochecha de Lena, dava para sentir a dor da outra, Kara deixou um beijo na testa de Lena e a ouviu suspirar de forma pesada –Fique com isso.

-O que? É kryptonita...

-Eu confio em você, e sei que vai usar quando for necessário...

-Do que você está falando?

-Eu já entrei em contato com kryptonita vermelha e as coisas sairam do controle, nunca pensei que fosse dizer isso, mas... seu irmão tem razão, você precisa ter algo com que se proteger. Fique com ela. Eu confio em você Lena – Repetiu Kara com tanta certeza que chegou a emocionar a Luthor como costumava fazer no passado, Lena jogou seus braços em volta do pescoço de Kara e abraçou desejando que a força que usava fosse suficiente para Kara sentir.


Notas Finais


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