História Supergirl e Lena Luthor Supercorp Love - 2 Temporada - Capítulo 2


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Categorias IZombie, Supergirl
Personagens Alex Danvers, Cat Grant, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Olivia "Liv" Moore, Samantha Arias (Reign), Winslow "Winn" Schott Jr.
Tags Agentreign, Kara, Karlena, Lena, Samlex, Sanvers, Supercorp, Supergirl
Visualizações 59
Palavras 2.703
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, LGBT, Luta, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Pendure A Capa, Surge Brainiac


 Samantha

 Matar Supergirl foi uma decisão horrível. Lex Luthor...eu pensei que Lady Flash o tivesse pego, se me lembro bem foi na noite em que matei Supergirl e fiz com que Overgirl fugisse com medo. Eu sou Samantha Arias e eu tenho um problema com a Lena Luthor. Eu matei Supergirl para ter Lena só para mim, mas ela achou uma maneira de trazer a Super de volta.

 Malditas lembranças, é isso o que são? Lembranças. Não quero acreditar, esse monstro realmente sou eu, eu sou Reign. São apenas flashes de memória, pensamentos, sensações, cenas, conversas. Tudo parece tão real, talvez seja, talvez isso realmente tenha acontecido, talvez eu seja esse monstro. Não acredito que seria capaz de matar, de machucar, de ferir, de instalar o medo em outras pessoas, eu matei a Supergirl? Eu não posso acreditar que eu matei a heroína da cidade, que feri pessoas inocentes, apenas por uma mulher. Mesmo que seja Lena Luthor, a mulher mais cobiçada do planeta, ainda assim é difícil de pensar que mataria por ela.

 Eu sentia essa pontada na cabeça, essa imensa dor que se alastra por meu corpo cansado, uma sensação horrível, como se não comesse a meses, como se fosse atropelada diversas vezes, como se faltasse uma parte de mim. Acordei naquele lugar, esse DEO, no inicio eu pensei ser um sonho, até que notei que era real demais, os detalhes, era tudo real demais para ser a porra de um sonho. Eles fizeram diversas analises, ainda sem entender o que acontecia, deixei as coisas acontecerem. Eu a vi, eu vi a Supergirl. Será que ela ainda sente algo por mim, digo como repudio, ressentimento por tela matado, ou por tentar roubar sua mulher? Espero que não, não sinto meus poderes, acho que não sou mais tão poderosa quanto era... Acho que sou uma humana. Supergirl conversou com diversas pessoas, junto a ela, Lena, ambas pareciam irritadas, eu apenas observava deitada na cama, em uma espécie de laboratório, ou como eles repetem muito, ala médica.

 Já não aguentava mais, Supergirl pareceu discutir com sua mulher, Lena, ambas saíram do ainda gritando, acho que o casamento está desandando, não que eu me importe... Mas algo dentro de mim ainda grita por ela, algo na no fundo ainda quer Lena, não sei o que é, mas preciso ignorar. Cansei de ficar parada, deitada naquela maldita cama por horas, talvez dias, eu não sei, apenas sei que não quero ficar. Me levantei, sem que ninguém me notasse, me dirigi ao QG, achei interessante todos trabalhando, mas não fiquei por muito tempo. Decidi observar o dia, na sacada do prédio, era por ali que Supergirl aterrissava, como eu sei? Não faço ideia, apenas sei. Me escorei na sacada, suspirei fundo, o dia estava lindo, pássaros voando, como sempre, o sol estava de matar, pessoas de um lado para o outro. Essa cidade parece sempre sorrir, sempre ensolarada, com aquela vista linda do DEO, tudo parecia ir bem, até agora.

- Tudo bem? – A voz soou apreensiva, eu reconheci a quem ela pertencia, uma ruiva de cabelos curtos, linda, não que eu tenha prestado atenção, mas ela era sim, ela era espetacular. A garota se aproximou lentamente, não com cautela, mas sim para não me assustar, eu percebi isso em seu olhar.

- Quanto tempo eu dormi, sabe desde que Supergirl e Lena Luthor me visitaram, eu estava meio fora de mim mesma. – Eu não me lembro se foram dias ou horas, eu não sei o que deu na minha cabeça.

- Algumas semanas desde que elas vieram aqui, muita coisa aconteceu, pessoas se machucaram muito, mas o tempo não para não é mesmo. – Vejo que ela está evitando algo, mas eu não me ligo aos detalhes. Logo volto a ficar em silencio, sinto que ela ficara ali, talvez se importe ou não, eu não sei.

- Eu sou um monstro, machuquei tantas pessoas, e eu me lembro de cada um, cada homem, mulher e criança que eu quebrei o pescoço, transformei em pó com minha visão de calor, cada uma delas, eu me lembro. – Ela suspira, como se entendesse, ficando ao meu lado na mureta, a garota parecia esperar que eu continuasse. – Eu não sei se te machuquei, se sim eu peço perdão. – Ela sorri, um lindo e arrebatador sorriso, com toda certeza, ela ficou sem graça.

- Tudo bem, você machucou muitas pessoas, eu não fui uma delas, mas não era totalmente você, você sabe disso. Pode se sentir culpada, mas ninguém culpa você, Sam. A pouco tempo eu perdi uma pessoa importante para mim, ela era realmente importante, a pessoa que a tirou de mim, ela sim é um monstro, você não, você é boa e sabe disso. – Quando ela falou nessa pessoa importante pude ver que ela ficou abalada, realmente era alguém importante. Eu realmente não lembro seu nome, mas ela parece se lembrar do meu. Logico que ela lembra, você que está com amnesia.

- Obrigada. Eu quero agradecer por ter me salvado, eu me lembro de quando fui encontrada, eu vi você lá, seu cabelo ruivo, seu sorriso, seus olhos, eu vi você me pegando e me trazendo até aqui... Eu só quero agradecer. – Ela agora volta a sorri, não que eu note o tempo todo quando ela sorri e quando não.

- Apenas fiz meu trabalho. Sei que pode não lembrar, meu nome é Alex. – Alex... Alex Danvers? Minha memória ainda está dilacerada, mas lembro-me vagamente dela. Apenas isso, foi curto, o resto do tempo que passamos juntas ficamos ali, na sacada nos olhando, não sei porque, mas ela ficou comigo, nem soltou minha mão, ela não tem medo, eu tenho medo de mim, ela devia ter, mas não tem.

 Pouco tempo depois Supergirl e Lady Flash, ambas eu sabia a identidade secreta, mas não lembro mais, mas ambas adentraram o DEO, ambas enviaram seus olhares de pura raiva em minha direção, mas pararam, Alex fez o mesmo para elas, não sei como, mas a ruiva tem efeito sobre as heroínas.

 Essa ruiva é demais.

 

KARA

- Lena... Eu sei que você quer, porque eu também quero, eu sinto falta, mas Max voltou no tempo para salva uma mãe e eu não quero que seu esforço tenha sido em vão, ela queria as duas mães juntas e se voltarmos a ser heroínas podemos correr o risco de deixar ela sem uma de nós, pense nisso Lena, ela voltou para me salvar e de repente porque você não quer ficar em casa, ela perde você... Amor eu amo ser a Supergirl, mas está na hora de pendurar a capa. – Pude ver seu olhar, aquela decepção era real, estava lá, o que eu posso fazer, é perigoso demais, eu só quero manter nossa família de pé.

 Saímos do elevador, e quando olhamos, de relance, para a entrada do DEO, a sacada por onde costumava entrar voando, vemos Sam e Alex conversando. Lena e eu logo a encaramos com extremo repudio, a magoa ainda estava lá, depois do que ela fez é difícil esquecer, ainda mais perdoar. Alex sempre protetora, nos faz parar com a afronta. Ultimamente, depois de Maggie, Alex anda assim, protetora, ela é quem mais cuida da Max, não só com a pequena, mas com qualquer pessoa, ela está muito mais heroína do que eu.

 Ao lado de Lena, parecendo chateada pelo que disse no elevador, caminho até Liv, parada em frente ao QG. Não sei como vou conseguir convencer Lena, vindo aqui o tempo todo, agora com essa situação da Samantha, Lena não vai largar as botas de velocista e parar de correr. Lena já me disse, todos os velocistas são corredores, e que para todos os corredores há uma linha de chegada de sua corrida, e a corrida dela não havia chegado ao fim, que Lady Flash ainda estava distante da linha de chegada, e que Supergirl não pode deixar a cidade. O que ela parece não entender é que eu não estou pensando como Supergirl, como Kara Danvers, como uma garota assustada... Porra, eu estou pensando como mãe. Max precisa de nós, se ao combatermos o crime e algo acontecer, minha menina fica sem mim, sem Lena, sem suas duas mães.

- Então o que tem para nós duas hoje Dra. Moore. – Lena como sempre faz graça, assim que encontramos Liv, Lena se preocupa com Sam, de um jeito nada amigável, o que ela queria saber é se ela era perigosa. Liv solta aquele sorriso dela, aquele sorriso que é extremamente fofo, ela parece uma boneca, oh droga eu preciso parar, fica chato, babar antes do casamento tudo bem, agora, Lena me bota para dormir com o Krypto.

- Ela está sofrendo de perda de memória, tudo que remete a época de Reign, ela não se lembra totalmente, sabe não era ela realmente. Ela parece não ter mais poderes kryptonianos, o que é bom de certa forma, ela pode recomeçar sua vida sem ser um perigo para todos a sua volta. – Ela respondeu o que nós todos queríamos ouvir, pelo que parece, Sam não é um problema, mas ainda assim quero socar sua cara.

- Espero que não venha ser obra de outro mago do tempo, oh Rao chega, depois de Mon'El eu não quero mais. - Liv gargalha por segundos, lembrando a todos quem possui a risada mais fofa e adorável do DEO. 

 Liv se despede de Lena sorridente e volta ao seu trabalho, enquanto isso, Lena e eu nos direcionamos a Alex e Sam. Ambas pareciam estar bem, pelo que parece Alex conseguiu se conectar a vilã, acho que ela merece depois da Maggie, um pouco de paz, mesmo que seja com essa... Com Samantha Arias.

- Lena querida, eu tenho que ir a Catco, alguém apareceu e quer muito conversar com a Supergirl, como sou sucessora da Cat todos pensam que eu tenho a mesma ligação que elas aparentemente tinham. Tudo bem? – Antes de nos aproximar das garotas, puxo Lena para um beijo, após receber um chamado pelo celular.

- Tudo sim amor, nos vemos no jantar? – Qualquer desavença que possuíamos é facilmente esquecida, Lena me abraça pelo pescoço de uma maneira carinho como ela sempre faz. Aquele sorriso Luthor dilacera meu coração, não se pode odiar ela, Lena é o amor da minha vida, e com esse biquinho que ela faz quando brigamos eu me sinto obrigada a beija e esquecer o mundo.

 Desvinculo nossos corpos e saio voando do prédio, antes confirmando o jantar com a mulher, um jantar a luz de velas, com sorte Max dormiria tranquilamente, Lena e eu teríamos uma apaixonante noite, uma deliciosa e prazerosa noite. A noite parecia se aproximar, já podia enxergar no horizonte, o por do sol, como eu amo ver isso, nas nuvens. Eu posso pendurar a capa, mas deixar de voar, nunca. Chego na Catco, aterrissando na entrada da minha sala, onde Supergirl sempre se encontrava com Cat, agora com Kara.

- Sra. Grant? – Antes mesmo de descer eu a vejo do alto, era mesmo a Cat, o que ela faz aqui?

- Supergirl. – Ela sorri ao me ver e logo me abraça, eu também senti saudades, mas a Cat que eu conheço nunca foi de abraços, ela mal acertava meu nome. – Eu vim para conversar com a garota de aço, ver se posso fazer sua cabeça. – Do que ela está falando? Ela parece motivada, mas também preocupada.

- Ah claro... Lena ligou para você. – Ela logo confirma sorrindo após ser descoberta. Claro que Lena iria apelar, droga, Luthor como você joga sujo.

- Eu sempre acreditei em você, não apenas por esse símbolo no peito, pelos poderes ou por esse sorriso radiante, mas sim pelo seu caráter, sua determinação, sua coragem. Supergirl sempre esteve lá lutando pelas pessoas, protegendo a cidade. Agora, eu não entendo, porque essa garota vai desistir, por medo? – Cat se apoia no parapeito e inicia o diálogo, que sei bem como vai terminar. Cat parece confusa, não entende porque vou parar, mas eu sei e vou.

- Minha filha. – Ela arqueia suas duas sobrancelhas, quase unindo-as, formando uma expressão de pura confusão. – Ela não pode ficar sem suas mães, eu vou parar porque quero que minha menininha possa crescer junto a suas duas mães, quero poder ensina-la a voar, a ser boa, a ser gentil com os outros mesmo sabendo ser mais poderosa que todos eles, quero leva-la a escola, quero brigar porque ela chegou tarde em casa, quero que ela fique com vergonha quando eu prensar sua primeira namorada... Eu quero criar ela. Mas se morrer salvando a cidade isso não vai acontecer, ela será uma menina com grandes poderes e sem saber o que fazer em relação a isso tudo. Agora eu sou mãe e só estou pensando na minha filha. – Vejo que ela entendeu, que compreendeu o que eu estava fazendo, afinal ela possuía um filho, não é a mesma coisa, mas ela entende.

- Eu entendo. Você é mãe e está preocupada com a sua filha, mas... – Ela respira fundo antes de responder, quando decidi dizer algo eu a interrompo.

- Nada de mas, eu já decidi, entre a capa e a minha filha, entre a cidade e a minha família, eu escolho a minha família, eu escolho ficar perto da minha menina. – Enxugo as lagrimas que se acumularam em meus olhos e levanto voo, deixando para trás uma Cat entristecida.

 Voo sem rota, sem rumo algum, sem saber para onde vou, apenas voo. Sei que é ótimo salvar as pessoas, afinal eu sou uma Super, mas eu não posso, não mais, agora eu tenho que me certificar que o esforço de Max de voltar ao passado, para que ela pudesse crescer com suas duas mães, tenha valido a pena. Após voar sem rota pelos céus da cidade, por um longo tempo, eu decido voltar para casa, para Max e Lena.

- Querida, cheguei. – Grito, sinalizando que cheguei, assim vendo uma Lena sair da cozinha, com um sorriso lindo e a boca suja de molho de tomate.

- Estava terminando de fazer o jantar... – Agarro Lena pela cintura, beijando-a sem avisos, apenas calando sua boca. Ela estava suja de molho e farinha, ela ergue os braços, com uma colher de madeira em mãos, para não me sujar, o que me deixa ainda mais apaixonada por ela, o que parecia impossível. – Kara... Eu amo você, e se você quer parar, nós paramos, pendure a capa e eu guardo as botas, porque eu amo você, sempre vou te apoiar, na saúde e na doença, mesmo que nós duas não possamos ficar doentes, na alegria e na tristeza, mesmo que com você ao meu lado não exista tristeza, na riqueza e na pobreza, mesmo que como duas CEOs de grandes empresas, até que a morte nos separe, juntas a morte não ousara nos cortejar... Juntas. – Novamente a puxo para um beijo, agora eu a forço a me abraçar, e que se foda a sujeira.

- Juntas sempre e para sempre. – Separo nossos lábios, encontrando seus lindos olhos verdes, aquela mulher me enlouquece.

- Adorável. – Juntas, Lena e eu, nos viramos, em direção a sala de estar de onde a voz vinha. Um homem estranho estava lá, com luzes saindo de si, roxas e azuis, com a pele verde e com um tipo de armadura, quem é esse agora.

- Quem é você? – Lena se põe em minha frente e confronta o homem, adorável mesmo, ela me protege, mesmo que eu seja mais forte... Okay não era hora para competir.

- Eu sou Brainiac. Não se preocupem Supergirl e Lady Flash, não irei mata-las, eu prefiro guarda-las, como faço com todos os dignos de me enfrentarem, vou adquiri-las como prêmio. Sem vocês duas aqui eu poderei conquistar a terra... Agora boa viagem heroínas, quem sabe, se forem tão poderosas quanto dizem e quanto se mostraram ser, poderemos lutar algum dia... Acho improvável, a probabilidade é bem baixa. – Ele parece confiante, quem ele pens que é. Lena logo veste seu uniforme, novamente ao meu lado, ela se prepara para lutar. – Chega disso, boa noite garotas. – De repente tudo se apaga, foi um gole certeiro, nada como a escuridão dos olhos fechados.

 Seja ele quem for, Brainiac, vai pagar.

 

  

 



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