História Supermodel - Capítulo 34


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abandono, Anorexia, Jacquelyn Jablonski, Moda, Modelo, Victoria's Secret
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 34 - Assassina Alemã


Fanfic / Fanfiction Supermodel - Capítulo 34 - Assassina Alemã

O mesmo policial britânico que havia dado voz de prisão a Antony, tinha sido convocado para interroga-lo, e lá estava ele, na sala de interrogatório, com o típico terno e o distintivo, ele puxou a cadeira e se sentou. – Agora que está mais calmo senhor Malimoa, deixe eu me apresentar, eu me chamo Thomás, sou o detetive chefe no seu caso...

Antony o olhou de cima a baixo e respirou fundo – Pode tirar essas algemas de mim? Não vou fugir de dentro de uma delegacia...

-Sinto muito, mas regras são regras...ficará de algemas até a segunda ordem – ele abriu a pasta de relatórios sobre Antony – O senhor está encrencado...acabaram de chegar novas notícias, Jéssica Kovolova e Nicole Baushmann, foram suas vítimas a 9 anos...

Ele continuou de boca fechada e não abriu a boca para nada, olhou para os lados, sabendo que sua situação só iria piorar.

-Mesmo que não queira falar, temos provas Sr. Malimoa, Diana Mo'Yo não foi a única vítima do senhor...vai aguardar julgamento na cadeia, seu julgamento será conforme as leis do Havaí.

-Tsc... – ele engoliu amargo pensando no quanto ele queria que Raquel fosse o buscar dali para que os dois fossem embora.

Hospital

Ele deu mais uma colherada de sopa para Diana que voltava a se alimentar aos poucos – Pronto... está alimentada – Sven deu um sorriso como nunca tinha dado durante os dias críticos da mesma.

-Sven... – ela ainda falava baixo, mas dava para entender bem, estava abatida, mas sua saúde estava melhorando rapidamente – Tem algo que eu preciso te contar...

-Não precisa se forçar a nada agora...eu descobri tudo, foi o demônio do meu pai...

Entrada do hospital

Ela não sabia se já tinha sido descoberta, então desceu do carro usando uma máscara no rosto, disfarçando sua aparência, ela pegou o estojo com a seringa e caminhou para dentro em direção ao quarto de Diana.

Quarto de Diana

-Não é isso amor...seu pai me viciou em drogas por anos, em troca ele fazia o que queria comigo, até mesmo me forçava a ficar longe de você, eu tive uma overdose de heroína...mas não foi eu que apliquei a dose mortal...

-Eu sei que não...tinha um furo na sua jugular...meu pai vai pagar por tentativa de assassinato também...

-Não foi seu pai...não foi ele que foi atrás de mim em casa...foi... – ela começou a tossir.

-Amor! – Sven correu no banheiro para pegar um pouco de água para Diana.

Quando ela conseguiu recuperar o fôlego, ouviu a maçaneta da porta girar, e Raquel entrar disfarçada – Você!

Raquel sem dizer nada, pegou a seringa e foi se aproximando de Diana – Antes você do que eu...

-SAI DE PERTO DE MIM! – ela se encolheu assustada e com medo.

Sven ouviu a gritaria e voltou correndo trombando com Raquel que derrubou a seringa – Mãe?!...

-Foi ela Sven! Ela tentou me matar usando essa mesma seringa! – apontou no chão.

Sven olhou a seringa no chão e segurou Raquel pelo braço – Por favor...não acredito que tenha sido você...por favor...

Raquel sabia que tinha sido pega no flagra, e já não dava mais para negar o crime – Eu estou tentando fazer o necessário...Me solta Sven...

Ele fechou os olhos tentando manter a calma, mas continuou segurando a mãe pelo braço – Não...

-Desculpa filho – Ela aproveitou o salto pontudo e pisou no pé de Sven, aproveitando a distração, saiu correndo do hospital.

-Droga! – ele tinha ficado vermelho de raiva ao deixar a mãe escapar.

-Foi ela Sven...ela que tentou me matar...duas vezes... – lacrimejou a mesma.

-Me conta isso direito... – se aproximou de Diana pegando na mão da mesma.

-Seu pai tinha me trocado por algumas ações na empresa...para que eu fizesse serviços para um sócio dele... – engoliu seco lembrando do horror – Então eu fui até a cobertura dele e ouvi uma conversa dele com a sua mãe...ela tinha contado que fez negócios com os terroristas Alawês de Serra Leoa...meus antigos donos e do meu irmão...para me convencer a vir para fora da África, ela comprou eu e meu irmão deles, mas pagou um dinheiro a mais para que o matassem na minha frente...

-O que? – Sven se viu em fervor, seu coração disparado denunciava o choque que estava passando, as mãos suadas e geladas eram outro sintoma da reviravolta que ele não estava aguentando – Continue...

-Foi ela que mandou matar o filho da Lolla, ela pagou a Jenny para que ela sumisse com a criança...Raquel foi a mandante do assassinato do Rafael...

Sven se sentia moído de tanta dor que sentia no peito, a mãe dele...não bastasse o pai, mas também a mãe, ambos criminosos que fizeram da vida de todos um inferno – Um bebê...ela mandou matar um bebê...

-Ela separou o Luigi da Lolla de propósito, ele iria cuidar da criança, iria atrapalhar os planos dela... – as lembranças vinham como flashes.

-Você lembra mais de algo que ouviu aquela noite? Ele tinha dito que a mãe não sabia de nada disso...mentiroso....Diana eu preciso que você tente lembrar de tudo aquela noite...

Tribunal da Justiça Inglesa

Depois que Lolla terminou de fazer a defesa de sua filha, ela se sentou, estavam todos lá, e Rita sendo julgada por todos seus crimes, Luciana estava sentada no júri observando como as coisas caminhavam.

-Senhorita Rita Antonelli Alcolea...o que a senhora tem a dizer antes de darmos o veredito final? – o juiz a olhou.

Rita estava sentada no banco dos réus, recebendo todos os olhares de reprovação contra ela, passou alguns segundos calada, até respirar fundo e encarar a todos, principalmente a irmã que estava sentada ao lado do marido – Na Argentina eu apliquei golpes usando remédios vencidos, pois eu precisava de dinheiro, quando descobriram, me caçaram por todos os cantos, e eu precisei fugir de lá...Porque eu fiz isso? Porque eu não tenho a vida perfeita da minha irmã...meu pai me expulsou de casa depois de descobrir que eu namorava minha amiga ... Passei fome, e frio...e ninguém se dispôs a me ajudar...nem a minha namorada...quando consegui dinheiro o suficiente...comprei uma passagem com o nome de Jenny Skrav e fui para Irlanda...mas antes disso...eu conversei com a minha mãe...que disse que eu tinha uma irmã mais nova fora do casamento, que morava em Porto Rico...ela até me deu uma foto dela, queria que eu pedisse ajuda a ela...

Lolla assistia tudo de longe, apertando a mão de Luigi – Nunca soube disso..

-Mas eu não quis isso, porque eu iria procurar a minha irmã porto-riquenha?...quando fui a Amsterdã, consegui emprego de cozinheira no orfanato Saint Carlous...e uma pessoa muito rica me ofereceu dinheiro para roubar o bebê de uma certa modelo recém lançada da Lithium...foi o destino brincando conosco...a modelo era a minha irmã...rica... sortuda...que tinha tudo na vida e nunca sofreu...então eu fiz...e fiz com gosto...eu podia ter deixado o menino Rafael se queimar no incêndio...

Lolla chorou em silêncio ouvindo aquelas palavras, e Luigi a abraçou apertado.

-Então eu pensei...pensei que ... – o olhar perdido de Rita denunciava o ódio dela – Se eu fosse morta junto com a criança, Lolla nunca iria atrás da criança, e se eu entregasse o bebê para um casal, eu iria ficar feliz porque ela iria sofrer a vida toda por um bebê que nunca morreu...

Samuel estava do outro lado do júri e cerrou os punhos com raiva, era do filho dele que ela estava falando – Jamais iria pensar que você faria isso....

Um meirinho foi até o juiz e entregou um envelope que foi a cartada final para a condenação de Rita – Aqui estão as provas da perícia do acidente de carro de Luciana Alcolea...aqui diz que foi sabotagem, alguém usou o acidente para coletar sangue de Lolla.

Samuel ligou os pontos – Por isso o braço dela gotejava sangue..

-Para que você pudesse sabotar um exame de DNA, isso é verdade senhora Alcolea?

-É verdade – Rita confirmou – A criança está muito doente, Samuel babaca, se não tivesse medo de revelar que supostamente o filho não era dele e tivesse feito o exame, ele tinha descoberto sobre ser o pai biológico do menino...o sangue é da minha irmã...

-Com embasamento em todas as provas, com o poder concedido a mim pela lei e justiça, Rita Antonelli Alcolea é culpada – bateu o martelo.

A mãe de Lolla balançou a cabeça em negação – Droga...meretissimo...qual a pena?

Lolla sorriu aliviada – Vai pagar por tudo o que fez comigo...

-Antes de eu receber a minha pena, quero revelar uma coisa aqui juiz...eu estive trabalhando para uma pessoa todo esse tempo, por muitos anos essa pessoa controlou a todos...mas eu não vou ser presa sozinha...a pessoa que me pagou para cometer todos esses crimes...se chama Raquel Schwitz.

Foi uma flechada acertando o peito de Lolla que estremeceu ao ligar todos os pontos – Não acredito.... não acredito....foi ela o tempo todo...

-Essa mulher não presta! Eu exijo que a investiguem, ela está metida com coisa pior, pior que isso, ela é capaz de matar.

-“Capaz de matar” – se lembrou do Sven dizendo que poderia ser um assassinato contra Diana – Droga...Diana...Luigi...vem...vem! – ela saiu correndo do tribunal puxando Luigi.

-Iremos investigar Raquel Schwitz, mas indo para o veredito final, Rita Antonelli Alcolea, está condenada a cumprir 60 anos em regime fechado na Argentina...

-O que? Voltar para a Argentina?! – ela alterou a voz.

O juiz bateu o martelo – Peço que se controle senhorita.

Estacionamento do Tribunal

Raquel observou Lolla e Luigi saindo do prédio, de cima de trás de um carro, escondida de todos, com cuidados, ela usava luvas pretas e empunhava a 38 mirando em Lolla – Eu dei vida a Lolla Valdívia, eu mato Lolla Vadivia...você vai me render muito dinheiro depois de sua morte....

-Vamos Luigi, foi a Raquel que tentou matar Diana, ela pode tentar de novo – abriu a porta do carro e ouviu um forte estalo – Hum?

-Amor... – ele apoiou no carro enquanto sentia o lado esquerdo superior de seu abdômen queimar como fogo.

-Luigi? – ela viu o sangue manchar a blusa branca – Luigi! – olhou em volta e não achou ninguém – Amor! Por favor, não faz isso....fica comigo... – ela apoiou Luigi em seu ombro.

Samuel tinha ouvido o tiro e tinha vindo correndo – Você está bem?!

-Eu estou Samuel, mas o Luigi não está! – Lolla chorava desesperada.

-Isso foi bem feio... – ele apoiou Luigi no ombro e o sentou no banco do passageiro – Lolla, eu vou dirigir, você vai fazer compressão na ferida ... Se ele continuar perdendo sangue, ele morre.



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