História Supermodel - Capítulo 35


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abandono, Anorexia, Jacquelyn Jablonski, Moda, Modelo, Victoria's Secret
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 35 - Paranoia


Fanfic / Fanfiction Supermodel - Capítulo 35 - Paranoia


-Pronto...ele foi hospitalizado, eu já acionei a polícia, eles irão atrás do culpado, não se preocupe Lolla, seu marido vai ficar bem... – ele viu um monte de policiais armados indo em direção ao quarto de Liz – Ham? – saiu correndo atrás deles – Espera, esse é o quarto da minha esposa.

-Senhor Samuel Las Fuentes? – Thomas se apresentou – Sua esposa está presa por tentativa de assassinato contra Luigi Forsozza.

-O que?! Liz não fez nada...houve um engano! - entrou na frente da porta do quarto.

-Mas digitais dela foram encontradas na arma que disparou a bala contra o Sr. Forsozza, o senhor dê licença, pois estaremos levando sua esposa em voz de prisão.

-Minha esposa não pode ir agora, ela tentou suicídio, precisou passar por uma lavagem estomacal, ela não está apta para sair do hospital!

-Sendo assim, iremos fazer campana aqui mesmo até que ela se recupere, não podemos deixa-la sob liberdade depois do crime cometido.

-Seu policial me perdoe...mas a minha esposa é inocente!

Corredor

Depois de ter deixado Luigi em segurança descansando no quarto dele, Lolla tomou coragem e foi até o quarto onde Charles estava internado, licença poética para mim, o narrador dessa história, sim, eu fiquei muito doente naquela época, e mau podia acreditar que a Rita minha babá, tinha me entregado para meus pais, mas cá entre nós, desde aquela idade eu sabia que eu era adotado, eu tinha ouvido meus pais sussurrando várias vezes, e eu sou esperto, procurei na internet, eu sabia que a Lolla era minha verdadeira mãe e eu queria que ela gostasse de mim, pois eu sempre a admirei...voltando a história, minha mãe foi até o meu quarto, e abriu a porta entrando, me vendo dormir depois de ter recebido soro, pude a ver mais ou menos, acariciando meus cabelos, e então abri os olhos – A senhora? É mãe do Edward não é?

Ela sorriu de lado e se sentou numa poltrona atrás de mim, eu acho que finalmente ela veio, depois de anos ela percebeu – A senhora é a minha mãe não é?

Lolla ficou surpresa com o fato de eu saber, ela pensou que ia ser uma batalha a travar para conseguir conversar comigo – Você sabe? ... – vi o seu sorriso surgir dos lábios rosados, seus olhos se tornaram como piscina.

-Não chora... Por favor...

-Eu passei tanto tempo acreditando que você estivesse morto ... Rafael, quando eu encontrei aquele lugar repleto de cinzas, eu implorei por perdão...eu ia voltar para te buscar...mas quando cheguei me disseram que você tinha morrido...

-Cinzas? Por isso meus sonhos com incêndio... – eu suspirei pensativo e vi minha mãe ali na frente se abaixando – senhora?

-Me desculpe por ter abandonado você Rafael ...

-Rafael é meu nome então... – Eu sorri, gostava desse nome, mais do que meu nome britânico – Senhora...levante-se por favor...

-Mas...como você descobriu? – Se sentou ao meu lado na cama – Como sabia que Liz não era sua mãe verdadeira?

-Há cerca de 6 meses eu ouvi meu pai conversando com a minha mãe sobre Rita...que ela era minha verdadeira mãe e precisava fazer o meu transplante...então eu comecei a pesquisar...um dia eu a vi conversando no telefone, e seu nome surgiu na conversa, te busquei no Google e encontrei, depois foi só juntar as peças... – me assustei com o abraço inesperado.

Lolla estava me abraçando de um jeito tão terno, um jeito que jamais senti – Mãe... – não pude não lacrimejar

-Nunca mais eu vou te perder Rafael...nunca mesmo...ninguém mais vai tocar em você... – Ela manteve o abraço apertado.

Eu estava feliz, mas ao mesmo tempo, estava fraco, comecei a tossir e minha visão embaraçou.

-Ei? – Lolla ficou preocupada – Isso na sua boca... é sangue? – limpou com um lenço – Sangue? Samuel! – ela saiu correndo atrás de meu pai.

Quarto de Liz

Ela estava terminando seu almoço depois dos procedimentos médicos, parecia mais calma, o que passou quando Samuel entrou no quarto – Amor?...eu sinto muito pelo o que fiz...

-Elizabeth, tenho que te contar uma coisa – ele correu te ela e pegou na sua mão, infelizmente foi interrompido pelo Thomás, o policial britânico.

-Senhorita Elizabeth Belth Las Fuentes, está presa por tentativa de homicídio contra Luigi Forsozza – mostrou o distintivo.

-O que? Que é isso Samuel? – encarou o esposo – Eu não feri ninguém!

-Luigi Forsozza levou um tiro hoje cedo, e achamos as suas digitais na arma do crime ...suspeitamos que o tiro tenha sido para Lolla Valdívia, considerando a briga de vocês duas no dia de ontem, você também é ex noiva da vítima, só agrava a situação da senhora..

-Sim, eu briguei ontem com ela...mas eu não atirei no esposo dela...eu não fiz isso! Arma? Espera ...

Flashback – 1 semana atrás

Ela estava pousando para uma revista, e o tema do ensaio era polícia e ladrão, para uma marca de roupas muito famosa na Inglaterra, quando terminou as primeiras fotos, viu Raquel se dirigindo a ela com uma caixa – Srta Raquel? Precisa de algo? – saiu do painel.

-Eu trouxe uma arma de brinquedo, que mandei fazer, é bem realista, se você é uma policial, precisa de arma, nada mais sexy como uma policial segurando uma 38 na mão...

Ela pensou muito e pegou a arma na mão – Tem razão, vai ficar mais estiloso...obrigada pela ajuda ...

Atualmente

-Foi a Raquel...não foi eu...eu estava internada hoje cedo, não posso ter atirado no Luigi...está errado, o Samuel me atendeu, fala para eles Samuel!

-Er...na hora do tiro, eu estava lá...você estava dormindo e não precisava de supervisão....foi eu que socorri o Luigi, estávamos no julgamento da Rita.

-Então o senhor disse que ninguém estava de olho na senhora Belth no momento do tiro...

-S-sim... – ele abaixou a cabeça.

-A senhora está prestes a receber alta...venha conosco a delegacia...vai aguardar a investigação na cadeia – pegou as algemas – Se precisar de qualquer tratamento médico, iremos dar apoio.

Liz lacrimejou entregando as mãos para as algemas do policial, enquanto remoía seu ódio contra Raquel – Eu sou inocente...

Samuel abraçou Liz e ouviu Lolla gritar seu nome é entrar de supetão no quarto – Samuel! O Charles está muito mal! Meu filho está muito mal, tossindo sangue.

-O que? Meu filho? – Liz ficou preocupada e tentou se recusar a ir – Eu quero o meu filho...não posso ir!

Samuel beijou Liz brevemente e olhou nos olhos dela – Vai, nós vamos cuidar dele...se se negar a ir, pode complicar as coisas para você.

-Tudo bem... – Liz olhou para Lolla – Cuida dele por favor...

-Sim...vamos Samuel – Ela saiu correndo levando Samuel para o quarto de Charles – Aqui!

-Filho – Samuel correu para medir o pulso que estava fraco – Ele precisa do transplante agora!

-Mas a Rita foi presa, ela não pode doar a medula – ela ficou ainda mais tensa naquela situação.

-A Rita não é a verdadeira mãe, você que é... – Samuel ligou os pontos – O sangue era seu...você... é compatível Lolla, pode salvar a vida do nosso filho...espera...você não pode... está grávida...

-Você...faz o teste... é o pai verdadeiro ..tem chances... – Uma ponta de esperança surgiu – Vai Samuel!

-Okay... – ele beijou a testa do filho, avisou as enfermeiras e correu fazer o teste.

-Rafael... – acariciou a testa dele e lacrimejou – Não posso te perder...de novo não...aguente....

Cobertura Malimoa

Ela chegou correndo, desesperada, tinha acertado a pessoa errada, Elizabeth estava internada no hospital, mais cedo ou mais tarde iriam perceber que não batia, e iam ir atrás dela, ela estava atordoada – Droga! Droga! – atirou alguns casos de vidro na parede – Tenho que ir embora... – fez uma mala e saiu correndo pelos corredores “Raquel” Ela ouviu a voz de uma criança chamar seu nome, e virou para trás – O que?... – não viu ninguém – Brincadeira isso... – voltou a caminhar e novamente ouviu a voz – QUEM É?! – olhou para o telhado quando abaixou a cabeça viu Charles em sua frente – Você? O que está fazendo aqui?

-Você tentou me matar... ateou fogo naquele lugar...separou a mãe de um filho por quase uma década....

-Como você sabe que foi eu?! – soltou a mala no chão e se afastou de Charles tremendo.

Uma voz com sotaque francês, similar ao sotaque de Diana apareceu atrás de Raquel, uma voz masculina – Mandou terroristas de Serra Leoa me matarem na frente da minha irmã...

Ela virou para trás se assustando, era Macawe, irmão morto de Diana – Você morreu a muito tempo!

-Morri sim, por sua culpa! – Macawe foi para o lado de Charles e os dois falaram juntos – Separou o irmão de uma irmã, para sempre.

-Só pode ser ilusão da minha cabeça – engoliu seco assustada.

-É a sua cabeça contabilizando quantas pessoas você separou Raquel, inclusive eu, de Lolla, por um ano... – Luigi saiu de trás da parede.

-Você...você também está aqui! – ela gritou.

-Você tentou me matar, aplicando uma intenção de heroína em mim, deixou Antony me estuprar por anos e nunca fez nada, matou meu irmão, você é um demônio Raquel...

-Saiam de perto de mim! – gritou quando viu Diana se aproximando, até topar numa parede olhando para a esquerda – Você...

-Roubou me filho por causa da sua ganância, não sabe o quanto destruiu a minha vida....eu fui internada...por sua causa Raquel, você faz mais mal do que bem ....

Raquel encarou a todos se aproximando dela, e então Sven saiu do meio deles, um tiro escorrendo sangue de seu abdômen – Mãe... você não me merece...

-PAREM! – ela puxou os próprios cabelos delirando – O que vieram fazer?!

Todos falaram juntos – Nós viemos expiar os seus pecados Raquel!

-NÃO! – ela saiu correndo largando a mala para trás, desceu pelo elevador tremendo, seguiu pelo estacionamento, pegou seu carro e arrancou dali.

Hospital

-Lolla! – Sven chegou correndo arfando enquanto segurava no ombro de Lolla – É a minha mãe! Foi ela! Ela tentou matar a Diana, e ela veio aqui antes do Luigi dar entrada... é a minha mãe, ela está fora de si!

Lolla estava angustiada tantas coisas acontecendo de uma única vez, ela precisava se concentrar para não perder o controle, sua cabeça rodopiava, e ela só queria encontrar Raquel, e ter o momento que ela esperava, o acerto de contas – Você pode imaginar onde ela está? Desculpe Sven, mas eu preciso me acertar com ela... Cara-a-cara.

Sven parou no tempo fazendo uma busca minuciosa de suas memórias e acabou pensando num lugar possível – A suíte da minha mãe no Gardênia...

-Certo – pegou as chaves do carro – Eu sei o que vou fazer... só espere...eu vou resolver isso.... Diga a Diana que eu estou indo vinga-la – saiu as pressas pelos corredores daquele hospital.

Gardênia

De fato Sven tinha acertado, a suíte da Raquel era o lugar que ela mais de apegava, ela tinha um closet lotado de suas roupas mais icônicas dos desfiles que a consagraram, eram um memorial de luxo da moda, localizado no 4 andar do Gardênia, quando ela chegou, correu para o closet, pegou uma taça de champanhe e brindou sozinha – Um brinde a mim...Raquel Schwitz...a lenda da Lithium... orgulho nacional da Alemanha... – ela deu risada enquanto lacrimejava, sua sanidade estava se esvaziando pouco a pouco e ela via suas roupas antigas – Ninguém nunca vai me superar em nada... – ouvia vozes sussurrando seu nome em alemão – “Rachel Schwitz” – gargalhou – Eu venci!

Ela desceu do carro, e reconheceu o carro de Raquel, mexeu em seu celular o guardando na bolsa e correu para dentro indo até o balcão – Oi, eu preciso falar com Raquel Schwitz – forçou um sorriso – Sou amiga dela...

-Lolla Valdívia, não? – disse a recepcionista – Te vi no jornal esses dias, você tem algum tipo de rixa com a Liz Belth? Acredita que ela realmente tenha atirado no seu marido?

-A senhora pode por favor me dizer onde a Raquel Schwitz mora? – ignorou o fato de estar aparecendo em escândalos da mídia frequentemente .

-Andar 4, 5 porta a direita, boa visita – ajeitou algumas chaves.

-Obrigada – Lolla voou para o elevador e apertou o número do andar, assim que chegou, de longe viu a porta da casa de Raquel entreaberta – Ela realmente está aí.... – entrou com cuidado pela sala e ouviu a voz de Raquel “Eu sou a melhor de todas”- Ela está louca... – foi guiada até o closet e a viu lá, vestindo uma lingerie antiga de sucesso mundial em 1989. – Raquel?

Ouvindo a voz de Lolla, Raquel virou a taça inteira na boca e engoliu, tomou coragem e virou para a mesma – Você veio...expiar meus pecados...

Lolla ficou no mesmo lugar, encarando o estado deplorável da vilã maldita – Como você conseguiu dormir bem todos esses anos, sabendo que arrancou o filho de uma mãe? – lacrimejou.

-Nos melhores lençóis de seda que o dinheiro que ganhei com você podiam pagar – se tornou seria novamente, mas ainda sem a classe que portou o caminho todo.

-Não sentiu arrependimento Raquel? Quando viu eu ajoelhada nas cinzas do orfanato que VOCÊ QUEIMOU PARA MATAR MEU FILHO?!

-Eu me arrependo... – sua feição se tornou fria como gelo – Me arrependo de não ter matado o menino eu mesma para ter certeza de que ele nunca iria voltar.

-Eu confiava em você Raquel, lembra em 2010? Quando você apareceu na minha casinha em San Juan? Eu tinha visto esperança de uma vida melhor com você – se aproximou lentamente deixando as lágrimas pingarem.

-Eu rejeitei sua audição para entrar na Lithium, mas Antony quis você, quis seu corpo, quis tudo, só por isso eu fui naquele fim de mundo te buscar...mas ele mudou de ideia quando viu Diana – deu uma risada debochada – Antony abusou dela, totalmente, tirou proveito de tudo, o quanto quis, e quando quis...

-MALDITA! – alterou a voz – Sua assassina! – num piscar de olhos, Lolla apareceu na frente de Raquel e a pegou pelo pescoço com as duas mãos – Eu vou te matar!

Ela tossiu tentando se soltar de Lolla, e acabando caindo de joelhos, ela levantou a mão e sorriu mesmo sem ar, ficando vermelha – Foi eu que te joguei no hospício....fiz sua estadia ser pior...para você voltar para mim...e me idolatrar.

A porto-riquenha a soltou soluçando de chorar, suas veias estavam saltadas, suas mãos tremiam – Até isso...eu não posso te perdoar...além de você machucar meu filho...machucou meu marido! – ela viu um cabo de vassoura ao lado e pegou.

Raquel tossia recuperando o ar, os cabelos desgrenhados e a alça do sutiã daquela lengerie caída para o lado – Vai mandar me prender? – ainda assim riu.

Dessa vez quem riu debochada era Lolla, que se aproximou com o cabo de madeira – Não...você vai me mandar te prender, depois disso, depois de me denunciar por agressão física.

-Não...você não tem coragem – saiu correndo pela casa até chegar numa janela grande, a única da suíte, abriu o vidro e riu – Se você se aproximar de mim, eu me jogo!

Lolla continuou indo atrás de Raquel, até chegar pertinho de Raquel apoiada no parapeito – Então se jogue... faça esse favor...

Ela desconfiou de Lolla estar blefando e ameaçou se jogar – Eu tô falando sério Lolla!

-E eu também Raquel! – num passo largo, Lolla foi até Raquel e a empurrou para fora da janela, enquanto olhava a loira despencar - ...



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