História Supermodel - Capítulo 36


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abandono, Anorexia, Jacquelyn Jablonski, Moda, Modelo, Victoria's Secret
Visualizações 11
Palavras 3.183
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Literatura Feminina, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 36 - Elektrischer Stuhl


Fanfic / Fanfiction Supermodel - Capítulo 36 - Elektrischer Stuhl

E eu também Raquel! – num passo largo, Lolla foi até Raquel e a empurrou para fora da janela, enquanto olhava a loira despencar - ...

Lá em baixo, policiais estavam armados com um colchão inflável onde Raquel caiu e abriu os olhos vendo Lolla a olhando de cima, com um olhar seco – Mal...maldita – gritou chorando de raiva e segurando a mão esquerda .

Thomas chegou ao lado de Raquel e deu voz de prisão – Raquel Schwitz, a senhora está presa por tentativa de assassinato contra Zarina Zereke.

-Não vou! – Ela rodopiou para fora do colchão pronta para correr, sentindo dor na canhota – Não!

Os policiais correram e a imobilizaram prendendo a algema, nas mãos da loira – Vamos.

Hospital

-Olga, o menino como esta? A cirurgia foi bem sucedida, Samuel só tem que descansar, e o menino vai se recuperar bem...agora preciso ir... – Sven saiu em direção ao quarto de Diana, ao chegar lá se deparou com a mesma, de box rendada, branca, e top da mesma cor, dando um belo contraste sobre a pele negra e brilhosa, Sven ficou corado, não esperava aquilo – Di..Diane... – engoliu a saliva.

Ela sorriu e se virou para ele – Oi... – por mais confiante que fosse, ela estava receosa ainda, se era certo fazer isso, se Sven fosse gostar, ainda mais ali, no quarto alvo do hospital – Gostou... – abriu um sorriso de orelha a orelha.

O loiro ficou sem reação, pasmo, trancou a porta do quarto e abaixou as cortinas das janelas, soltou a prancheta no chão e continuou a observando, ele tinha esperado noves anos para conquista-la, ver Diana daquele jeito, a vontade com ele, era o paraíso – A...AM...e que...eu... – engoliu saliva de novo – Não esperava...

-Antony desgraçou minha vida por muito tempo, fez eu desistir do amor da minha vida muitas e muitas vezes, e quase me matou, mas agora que eu consegui me livrar, te quero muito Sven... – ela se aproximou do médico, e beijou o lábio inferior dele.

Sven fechou os olhos prestando atenção em todos os sentidos de seu corpo que atentaram a cada sensação que Diana passava a ele, lentamente levou as duas mãos a cintura da mesma a puxando perto de seu corpo colando ambos lentamente.

No meio do beijo, Sven sentiu as mãos de Diana abrindo seu jaleco e o derrubando no chão, Sven elevou suas mãos a nuca da mesma, e a beijou com volúpia.

Sala de Interrogatório

-Eu já disse senhor policial, eu não atirei no Luigi Forsozza, eu tentei suicídio, estava internada, procure nos registros médicos, tenho um álibi.

-Senhora Las Fuentes...já existe chances, e tem a possibilidade da senhora ter fugido, eventos anteriores contestam sua inocência...

-Procurem Raquel Schwitz! Façam o teste, foi ela que atirou, ela armou para muita gente, eu peguei naquela arma, mas eu não sabia que era uma arma verdadeira....ela me incriminou!

-Então a senhora alega que Raquel Schwitz é a verdadeira culpada? – Exclamou Thomás.

-Sim...procurem provas, vocês vão achar... – Cruzou os braços.

Hospital

Samuel abriu os olhos depois de ter feito o transplante de medula para Rafael, estava num quarto arrumando descansando, queria mesmo era saber notícias do filho que estava em procedimento cirúrgico ainda – ... – ouviu a porta abrir e era alguém que ele menos esperava – Lolla?...

Encostou a porta e suspirou se sentando na cadeira ao lado, deixando as flores na cômoda ao lado – Como se sente?

-Dentro dos parâmetros de uma cirurgia de sucesso – forjou um sorriso entre os lábios – Pensei que a última pessoa que eu veria aqui fosse você...

-Era meu dever, salvou a vida do meu filho...te devo muito por isso Samuel.. – Ela pegou na mão do ex.

-Nosso filho – corrigiu ele – Eu falhei todas as vezes, mas entendi que ele precisa de mim também, sou o pai verdadeiro e tenho esse dever.... além do mais, eu o amo...o vi crescer.... é meu filho.

Por um momento Lolla recordou de todas as memórias que ela podia ter tido ao lado do filho – Sim...Samuel...sobre isso preciso te dizer algo...

-Diz... – apertou a mão da então nova amiga.

-Antony e Raquel vão ser julgados amanhã, eles têm o depoimento da Rita, eles vão me dar a guarda do meu filho, mesmo Liz querendo ou não...

-Como? – ele por um momento não entendeu.

-Samuel está provado que ele foi roubado de mim, a juiz inglesa vai determinar que ele volte para a mãe biológica, já que ela não abandonou e sim foi roubada...

-Você não pode fazer isso! Liz também é mãe do Charles.

-Rafael...Rafael Alcolea Las Fuentes.... – corrigiu ele.

-Vai mudar até o nome dele? Ele cresceu como Charles, como vai dizer a ele que, ele foi adotado pela Liz?

-Ele sabe...ele veio até mim e disse que sempre soube, que descobriu em uma de suas conversas com a Liz...ele alegou que quer ser meu filho...quer voltar a mim ...

-Isso é ilegal!

-Não é...pelas leis de Porto Rico, não são... – soltou a mão de Samuel.

-Porto-Rico? Nós estamos em Londres, são as leis daqui que mandam...

-Ele é filho de dois porto-riquenhos, mas Rafael nasceu na Irlanda...em Amsterdã, esses dois países vão tratar de resolver isso, junto com a Alemanha... é um crime internacional que aconteceu.

Suspirou fundo mas no fim concordou – Foi um erro tudo isso, eu amo a Elizabeth, mas meu filho tem que voltar para a mãe verdadeira... só me promete algo...que Liz poderá vê-lo sempre....e eu?

-Você é o pai biológico, seu registro continua igual....não tente me convencer, passei muito tempo longe do meu bebê...não vou perder mais tempo algum.

-Entendo...

-Tenho que ir ver meu marido agora...descanse Samuel... – Lolla levantou e foi em direção a porta.

-Lolla!... – chamou.

Virou-se para trás – Sim?

-Eu peguei o resultado de um dos exames do seu pré-natal...espero que curta seus bebês...

-Obrigada – fechou a porta e saiu em direção ao quarto de Luigi – Amor? Já acordou?

Fechou uma revista que estava lendo e viu a esposa linda entrando, a barriga já dava sinais de querer começar a aparecer – Amor ...vem aqui...

Ela foi em direção a cama e sentou ao lado de Luigi, então sentiu as mãos quentinhas de Luigi apalparem sua barriga – Se for menina...eu pensei em Angélique Alcolea Forsozza ... Se for menino, pensei em Juan Alcolea Forsozza....

Lolla corou com aquele momento paternal que assistia, e então caiu a ficha – Ele disse “bebês” ... – olhou para sua barriga e colocou as mãos em cima das mãos de Luigi – São gêmeos...

-O que? Serei pai em dobro? – Luigi tratou logo de beijar a esposa e em seguida abraça-la ternamente – Ver a esposa que eu amo, carregando dois filhos meus...ganhei na loteria...tenho uma família grande, com quatro filhos lindos...

-Quatro? – pensou em Rafael – Vai aceitar se tornar padrasto do Rafael? ...

-Não...eu nunca serei padrasto dele...eu serei o pai dele, como se ele tivesse vindo de mim também...Rafael é meu filho tanto quanto qualquer outro...foi o que você me disse sobre o Edward quando eu voltei...lembra?

-Uma família feliz...grande e feliz...

No dia seguinte – Tribunal da Justiça

O júri estava enchendo com todas as testemunhas e provas de longas caminhadas pelo crime de Antony e Raquel, que adentraram o salão, ambos de roupa penitenciária, a blusa branca, calça laranja, e chinelo, Raquel sem maquiagem, sem suas roupas de luxo, sem suas joias, o cabelo amarrado num rabo de cavalo baixo. Já Antony estava com os longos cabelos grisalhos, presos em um rabo, ambos algemados e sentados nos bancos dos réus.

Antony olhou para todos que estavam ali, e viu Nicole, Jéssica e Diana, todas juntas, o olhando com ódio estampado no rosto.

Raquel viu Sven sentado, com Lolla, e Luigi ao lado ainda se recuperando, ela os encarou com uma expressão fúnebre até ser desviada para Liz entrando do outro lado no banco dos réus, com a mesma aparência simples.

O juiz bateu o martelo – Estamos todos aqui reunidos para levar a justiça ao caso SUPERMODEL, cujo os réus são: Rachel Amick Schwitz, Antony Kaleo Malimoa e Elizabeth Belth Las Fuentes, começaremos com o caso mais simples de todos, acusada de atirar em Luigi Forsozza...

Lolla assistia de longe – Não foi ela...

-Senhor Juiz, minha cliente alega inocência perante ao crime cometido, com base no caso, daria uns 6 anos de prisão, já que a vítima não morreu e nem ficou com sequelas, mas minha cliente é inocente.

O advogado de acusação entrou – Mas cerca de 11 anos atrás, Elizabeth ficou noiva e grávida de Luigi Forsozza...após o noivo a deixar no altar e ela perder o filho, isso é um motivo muito bom para querer vingança...Segundo, Elizabeth adotou uma criança cujo não sabia que a mãe verdadeira era Luciana Alcolea Forsozza, ao descobrir que a rival, tinha casado com o homem que a abandonou e que era a verdadeira mãe do filho dela, poderia só agravar a sede de vingança? Não é? Como se não bastasse, Luciana se encontra grávida do homem que abandonou Elizabeth, é motivo o suficiente para se vingar.

-Advogado de defesa? Tem mais algo a falar? – indagou o juiz.

-Minha cliente esteve internada por causa de depressão dos 15 até os 28 anos, mais de dez anos se tratando, de uma depressão que quase tirou sua vida semana passada...Minha cliente não teria forças para fazer isso...

Raquel assistia sorrindo discretamente, tudo estava indo como planejado, pelo menos daquele crime ela não seria acusada.

-E ainda mais um motivo meretissimo, ela tentou suicídio no dia anterior ao tiro, ela estava internada, não poderia sair...

-Esse motivo é irrelevante advogado, é uma defesa sem fundamento já que a mesma poderia fácilmente ter saído do quarto hospitalar.

-Se me permite...temos uma prova de que a culpada pelo crime, é Raquel Schwitz...

-Mostre-nos...

Um meirinho entrou com um suvenir das ligas de Raquel e um exame – Foram encontrados resíduos de pólvora nas luvas da Srta Schwitz....

Raquel ficou apreensiva, como encontraram as luvas?

-Isso muda todo o julgamento... – bateu o martelo – Irá para a análise...

Liz suspirou supostamente aliviada.

-Iremos ao segundo caso deste tribunal, Antony Kaleo Malimoa, 58 anos, dono da Lithium Flash, acusado de estupro, indução as drogas, agressões físicas e tráfico de drogas...vamos ouvir a primeira testemunha, Zarina Zereke, vítima de Antony Malimoa.

As horas foram passando e a situação foi piorando cada vez mais, os atos desprezíveis de Antony foram revelados um a um, foi limpo como água cristalina, era nítido que ele iria ser condenado, e no final era a vez de Raquel – Raquel Schwitz sua vez.

Lolla sentou-se para dar seu depoimentos – Em 2010 descobri estar grávida, e então ela veio até minha casa em San Juan....disse que era da Lithium e que Eu passei nas audições...quando ela descobriu minha gravidez sugeriu que eu deixasse meu filho num orfanato por um mês, já que era o tempo que faltava para meu contrato vencer...e então descobri que meu filho tinha morrido no incêndio...e agora ele apareceu....Raquel é uma assassina.

Bateu o martelo – Pausa de 30mins para a decisão do Tribunal.

O tempo foi passando e ela me avistou numa cadeira de rodas ainda me recuperando de cirurgia, minha mãe estava ali, preocupada, mas ali na minha frente, quem me levava era minha outra mãe, Liz que parou a cadeira de rodas me deixando com meu pai, e foi até o lado da mamãe – Posso falar com você, Lolla? – Disse Elizabeth.

-Pode, sente-se aqui... – abriu espaço para a Liz – Sobre o que aconteceu, me desculpe Liz, eu não devia ter falado daquele jeito contigo.

-Tudo bem...Lolla...eu não sei qual será o veredito do juiz, mas aconteça o que acontecer, me deixe pelo menos visitar o Charles....digo Rafael? Ele e meu filho também...

-Deixe sim, afinal você cuidou dele – Elas ouviram a campainha e voltaram para dentro, Elizabeth para o banco dos réus junto com Raquel e Antony, quando tudo estava nos conformes, o juiz bateu o martelo.

-Pelo poder concedido a mim, a ré Elizabeth Belth Las Fuentes, acusada de atirar em Luigi Forsozza, inocente. – bateu o martelo.

Elizabeth chorou aliviada, não conseguia conter o sorriso, e olhou para Samuel sentado lá na frente, o alívio tomou conta.

-Pelo estupro de 11 modelos, tráfico de drogas, cúmplice de tentativa de assassinato, e agressões eu declaro Antony Kaleo Malimoa, culpado!

Antony pôs as mãos na cabeça entendendo que estava em péssima situação – Ah não....

Diana quase deu um pulo da cadeira sorrindo – Isso!

-Sua sentença será: Prisão Perpétua no conjunto presidiário de Honolulu, com regime fechado, sem direito a visitas.

-DROGA! EU PROTESTO! NÃO Aceito! – o guarda foi para cima de Antony que ficou calado.

-Por envolvimento com Terroristas Africanos, mandante de assassinato de Macawe Zereke, tráfico de drogas nos E.U.A, mandante do incêndio do orfanato Saint Carlous, suborno, propina, tentativa de homicídio com Zarina Zereke, internação ilegal de Luciana Alcolea, tentativa de homicídio contra Luigi Forsozza, exploração de modelos, Má Conduta de profissão, sabotagem do carro de Luciana Alcolea, a justiça Estadunidense precisou entrar no julgamento pois Raquel Schwitz cometeu crimes internacionais gravíssimos e em uma decisão da embaixada alemã, estadunidense e inglesa, Raquel Schwitz está condenada a morte por cadeira elétrica.

O júri se chocou incluindo Lolla que pos as mãos na boca – Condenada a morte? ... Meu Deus, ela era mais perigosa do que aparentava.

Raquel ficou quieta, sem pronunciar uma palavra, engoliu o amargo e mesmo com a expressão de ódio, derrubou lágrimas de nervosismo.

-Raquel, você tem o que para falar? – perguntou o juiz.

Ela sentou naquele banco frio, o salão ficou mudo, ajeitou o microfone e suspirou fundo, as lágrimas continuaram a escorrer mas ela se manteve fria – Fiz tudo isso. E se eu tivesse que fazer de novo, faria diferente, mataria Diana e Lolla a uns 6 anos atrás...não me arrependo do que fiz, só me arrependo de não ter matado quem eu devia desde o começo. Eu posso morrer... – encarou Lolla com fúria – Mas os anos que você passou longe do seu filho Lolla, nunca vão voltar. – encarou Diana – E a dor dos seus estupros nunca deixarão de existir. Posso morrer, mas a ferida que eu fiz, nunca morrerá, eu odeio vocês.

Lolla estremeceu e sentiu seu coração disparado, Raquel estava uma psicopata exposta e mesmo sabendo de sua morte admitia tudo.

Semanas Depois – Honolulu

Fazia tanto tempo que Antony não voltava ao seu país de origem, tinha largado o inglês e agora tinha que se comunicar na sua língua materna, e o carcereiro o levava para uma sela cheia de presidiários, abriu a porta e o jogou lá dentro, Antony agarrou nas grades – Não pode me deixar aqui com esses marginais – em alto havaiano.

O policial o encarou nos olhos – Você não é diferente deles, você é igual, aproveite bem a estadia porque e aqui que você vai ficar o resto da sua vida.

-Seu merda, eu exijo uma sela individual!

O guarda virou-se para ele – Como é? Vocês ouviram isso pessoal? O bonitinho aqui, sabem porque ele está aqui?

Os colegas de sela olharam para Antony – Porque? – disseram ao mesmo tempo.

-Porque ele estuprou onze mulheres, muitas e muitas vezes, e as agrediram também.... – ele saiu andando.

Todos riram baixo e Kale, o mais forte de todos levantou ajeitando a calça – Então o marmanjo gosta de estuprar mulheres não é? Pessoal, ele gosta de violentar mulheres.

-Porque não mostramos para ele como é? O marmanjo vai aprender a respeitar mulher aqui dentro ...vai aprender como é bom ser estuprado.

Londres

Estava um dia cinza, fúnebre, Sven acordou cedo, deixou Diana dormindo na cama e foi fazer o seu café, ele sentiu na varanda do seu apartamento e olhou o céu cinzento, respirou fundo, tomou um gole de café e lembrou que hoje era o dia - ... – sentiu as mãos macias de Diana pousarem sobre seu ombro – Diana...

-É hoje...tem certeza que está bem? – sentou ao lado dele deitando a cabeça em seu ombro – Sinto muito que teve que terminar desse jeito...

Então depois de tanto tempo sem conseguir parar para pensar, Sven tomou conta de que seus pais eram criminosos, e que agora se não fosse por Diana, estaria sozinho – Acho que eu não tinha notado o tamanho disso antes.

-Estou aqui para te salvar, cuidar de ti – o deu um beijo macio – Sven, você não é igual eles... você é um anjo que salvou muitas vidas, isso te faz muito diferente deles....

-Diana? ... – suspirou – Acha que ela vai sentir muita dor?....

Penitenciária Fort Loyless

O corredor frio e fúnebre e escuro que Raquel caminhava algemada, acompanhada de quatro policiais, dois de cada lado, a roupa branca e o chinelo de borracha que batia no chão conforme ela caminhava, ao chegar na frente da sala com portas trancadas por várias trancas se abriu, e ela conseguiu enxergar a cadeira logo na frente, as mãos gelaram, e ela entrou olhando pelo vidro, Lolla, Luigi, Diana e Sven como testemunhas, se sentou na velha cadeira de madeira, o rosto amargurado da alemã só esboçava o ódio que sentia.

Sven sentiu seus olhos se inundando ao ver sua mãe se preparando para o fim, tentou ser forte engolindo o amargo com dificuldade.

Lolla observava atentamente todos os movimentos, ela sabia que Raquel era de um ruindade enraizada, mas ninguém merecia a morte daquele jeito horrível – Luigi...não me sinto bem ...

Luigi a abraçou forte e acariciou seus cabelos – Quer sair daqui? É uma cena forte demais para que você veja.

O senhor Victor policial de respeito se aproximou de Raquel, e fechou as amarras de couro, nos braços, mãos, pernas peitos e nada cabeça, a deixando imóvel – Vestiu sua fralda?

-Sim... – disse em voz trêmula.

Victor raspou oito centímetros do cocuruto do cabelo loiro da moça que os sentiu caindo no chão, encaixou-lhe um capacete de metal na cabeça, com o interior feito de esponjas com água e sal, Raquel estremeceu e continuou olhando para as testemunhas, incluindo seu filho – Sven...eu te amo...

A sala tinha LED's baixas e estava em silêncio, ouviu os conectores sendo ligados ao capacete, tirou os chinelos de borracha e colocou os pés dentro de uma bacia de água e sal, as lágrimas começaram a pingar enquanto ela os observava.

-Diga seu nome em voz alta, sua idade, e o que você fez... – Disse o carrasco.

Em meio às lágrimas amargas, ela encarou aqueles que a observavam pelo vidro e disse em alemão -Mein Name ist Rachel Schwitz, ich bin 47 Jahre alt, ich war ein internationales Model, ich bin die Legende von Lithium und bereue nichts. Sven Ich liebe dich. ( Meu nome é Raquel Schwitz, e tenho 47 anos, fui uma modelo internacional, eu sou uma lenda e não me arrependo de nada. Sven eu te amo)

O carrasco colocou o saco preto no rosto de Raquel e acenou para o executor, que ligou a chave elétrica, que não fez nenhum barulho, mas fez o corpo de Raquel dar trancos com força na cadeira, o sangue passou pelo saco preto e escorreu pela roupa branca, tudo ficou em silêncio, parado no tempo.

-MÃE! – gritou Sven batendo no vidro e caindo no choro - Mama, ich liebe dich, ich liebe dich. (Mamãe, eu te amo, te amo)



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...