História Supernatural - Midnight. - Capítulo 2


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Categorias Supernatural
Personagens Abaddon, Castiel, Crowley, Dean Winchester, Personagens Originais, Rowena MacLeod, Sam Winchester
Tags Destino, Drama, Luta, Romance, Supernatural, Violencia
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Palavras 2.576
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O primeiro capitulo oficialmente saiu, espero de verdade que gostem e por favor comentem o que estão achando, isso ajuda muito. Obrigada <3

Capítulo 2 - A Marca.


Chicago Illinois. 01:00 A.M.

A garota ainda estava lá. Paralisada pelo medo, pelas cenas que tinha visto e não saiam de sua mente. Sua cabeça pesava e seu pescoço doía como se tivesse sido atropelada. Estava de joelhos no chão, e por todo seu lado havia poças de sangue de pessoas inocentes. Que haviam morrido por sua causa. Mas por que? Por que aquele homem estaria procurando Evie? Ela era uma simples garota, sem ninguém, mas claro sua vida era maldita, mas nem ela admitia isso. 

A garçonete sempre viveu sozinha, passou por alguns lares adotivos, até se acertar em um, não eram as melhores pessoas do mundo, mas conviveu com essa família por cinco anos. Até eles decidirem que Evie não era mais útil para eles. E a assim, a garota passou a vida toda. Sendo rejeitada, como um ursinho velho de uma criança que cresceu. 

Isso nunca fez a loira se sentir menos fraca, pelo contrário, sempre se defendeu sozinha. Você não consegue imaginar as nojeiras que acontecem em lares adotivos. Pais abusivos. Irmãos estupradores. Mas ela nunca deixou nada a abala-la de tal forma até aquela noite.

A tal marca que a garota carregava em seu ombro nunca tinha a perturbado, sempre achou ser algo comum, e de fato era, a marca possuía uma coloração meio vermelha, seguia o contorno de sua pele, e tinha um formato parecido com um F ao contrário. Nada que aquele homem baixinho tinha dito para ela fazia o menor sentido. Afinal quem era Evie?

Logo a garota se encontrava tocando em seu ombro com as pontas dos dedos cheias de sangue, não o seu sangue. O bar se iluminava apenas com as luzes dos postes do lado de fora, tudo que iluminava dentro do bar era o pequeno abajur no balcão. 

Foi quando o coração da garçonete congelou no peito, o medo a consumiu novamente. Droga ela deveria ter saído de lá enquanto dava tempo, será que o inglês estaria voltando. O pequeno pub foi iluminado por lanternas quando as portas se abriram. Evie já tinha se esgueirado pelas mesas e se escondido atrás do balcão, sua respiração era ofegante e sentia que seu coração ia sair pela boca. 

Dois homens entraram no pub, estavam chocados com tal massacre. Ainda não sabiam tal motivo para a atrocidade. A garota estava com suas costas viradas de tal maneira que não via direito os homens, foi quando resolveu se virar para ter um noção de quem poderia ser. Seu braço deslizou em um pequena poça de sangue que a fez bater seu quadril contra o chão duro do bar. O grunhido de dor que escapou de seus lábios ecoou pelo lugar agora tão vazio e calmo. 

— Olá? Quem está aí? — a voz grossa do mais novo dos Winchester tomou conta do lugar. Os irmãos se olharam e fizeram sinais com os dedos e cada um seguiu para um lado do balcão, esperando encontrar algo no meio. 

A garota agora estava ainda mais desesperada. Sabia que podia bater em um homem, mas em apenas um. E pelos passos que ela contará haviam duas pessoas. Sua mão ensanguentada cobria sua boca, para que de tal modo sua respiração não soasse tão alta.

O homem alto vestindo uma camisa de flanela xadrez foi o primeiro que Evie viu, ele seguiu em sua direção, mas a garçonete começou a andar para trás apoiada em suas mãos. Evie soltou um grito quando sua costas tocaram em algo, era pernas. O outro homem estava atrás da garota. 

— Calma, calma. 

O mais novo dos Winchester pede com gentileza, tentando se aproximar da garota. Não tendo muito sucesso já que Evie tinha se colocado em pé e agarrou a primeira coisa afiada que viu em sua frente; uma pequena faca de cortar frutas que estava sob o balcão. Ela estava claramente em choque. 

—  Não vamos te machucar, viemos ajudar. Meu nome é Dean Winchester e esse é o meu irmão Sam. 

O homem loiro fala enquanto aponta para o outro de cabelo longo. Estava escuro demais e Evie mal podia enxergar os rostos dos homens. 

— E-eu… não sei o que está acontecendo… — os olhos de Evie se enchem de lágrimas, ela estava se segurando para não chorar até então. Logo se escuta o barulho do metal da faca tocar o chão. — Todos estão mortos…

 

***

Os irmãos levaram a garçonete até o hotel onde estavam passando os dias enquanto resolviam o caso da tal cidade, dois massacres em bares em cidades próximas, como uma rota. Mas até então nenhum deles com uma sobrevivente. O que intrigava os Winchester, por qual razão essa garota ainda respirava. 

Evie ainda estava em choque, passou o caminho todo sentada em silêncio no banco traseiro do Impala 67, com o olhar focado para a janela, mas ao mesmo tempo não enxergava nada em sua frente. A única hora que a garota deixou de ter esse olhar vazio foi quando saiu do bar, e olhou o mais velho dos Winchester pela primeira vez. Ela ainda não sabia o que era. Era como um soco no estômago. 

A loira estava encolhida em uma das camas no quarto barato de hotel. As paredes eram verdes, estavam descascando. O quarto cheirava a mofo misturado com espuma para barbear. Evie ainda estava coberta de sangue. Podia sentir o gosto metálico em sua boca. 

— Você pode tomar um banho se quiser. — o mais velho dos irmãos fala em um tom calmo se aproximando da garota. Ele ainda a olha confuso com toda a situação. 

— Eu não tenho… nenhuma roupa limpa. — a garçonete afirma ao ver suas roupas completamente sujas de sangue. — Tenho que ir para o meu apartamento. 

A garota se levanta mas seus passos são interrompidos quando o grandão se põe em sua frente. 

Evie não está mais com o olhar perdido e sua consciência começa a retornar ao lugar que nunca deveria ter saído, agora que parara para pensar o que ela estava fazendo em um quarto de hotel com dois desconhecidos?

— Eu te empresto minha camisa. Tudo o que nos interessa agora é te deixar mais calma, e protegida para contar o que aconteceu naquele bar. — o grandão pega a camisa que estava próxima a uma mochila e entrega a garota. 

— Eu não conheço vocês. Não sei por que me deixaram viva, tá bem? Eu só quero ir embora e esquecer que esse maldito dia existiu na minha vida. 

— Qual seu nome?  

O loiro pergunta se sentando na cama aonde a garota estava. 

— Evie… Olha, vocês não parecem ser pessoas ruins, mas eu não sei o que está acontecendo. 

— A gente pode te ajudar a entender. Por favor, somos as únicas pessoas que você pode confiar agora. — Sam olha para a garota com ternura, ele genuinamente a quer ver bem. 

 

{...}

Quando a água quente do chuveiro do motel tocaram a pele de Evie, ela sentiu um alívio, seu corpo pedia por isso, as gotas quentes deslizando por sua pele clara faziam pequenas vermelhidões pela extensão de seu corpo.

 Agora que sua vida estava se ajeitando, tudo iria começar a desmoronar novamente e a garçonete tinha plena consciência disso. Tudo que a loira via quando fechava os olhos, eram aquelas pessoas morrendo. Podia ouvir seus gritos de dor. 

Ela suspirou pesado. Pensava que tudo era sua culpa.

A garota esfrega as palmas de suas mãos na tentativa de tirar todo aquele sangue de sua pele. Não tinha muito sucesso. Ela não se aguentava mais em pé, seu corpo começou a ficar pesado demais para isso. Evie deslizou pela parede e se sentou na banheira suja do motel.

‘’Vou me arrepender disso’’, a garota pensou.

Não sabia quantas bactérias podiam estar ali. 

Cruzou suas pernas em meio aos seus seios e cruzou seus braços entre elas. Sua cabeça repousava sobre seus joelhos. A água ficava cada vez mais quente quando encontrava a pele da garota. 

Evie sabia que a partir daquele dia nada seria igual. Sabia que tinha algo de errado, e como as mortes haviam sido executadas, não era humano.

A garota decide sair de seu transe, talvez aqueles homens possam de fatos à ajudar.

‘’Sam e Dean…?’’, tentou lembrar seus nomes.

Ela estica seu braço e pega a toalha velha que estava pendurada, se levanta da banheira. Fecha o chuveiro e se enrola na toalha de cor bege. 

Limpa o espelho que estava embaçado pelo vapor da água quente. Ela encarou seu reflexo no espelho.

Evie era uma garota bonita, seus traços eram diferentes e isso que fazia todos olharem para ela. Seus olhos eram pequenos e amendoados com uma cor verde meio amarelada, que chamava atenção para quem ela olhasse. Seus lábios eram carnudos e sempre estavam vermelhos, a garota tinha a pele clara e possuía uma porção de sardinhas sobre o nariz, suas bochechas estavam ruborizadas por conta da água quente do chuveiro. O rosto era suavemente quadrado, e tudo nela ornava como uma linda sinfonia. Seu cabelo que contornava seu rosto com um franja na lateral, era loiro não muito comprido, passava de seus ombros e estavam pingando água na pele da garota. 

Conforme foi se olhando no espelho a garota encarou a até então sua marca de nascença. Passou novamente seus dedos por ela. Evie nunca deu muito importância para seu passado, mas agora ela percebe que sua marca poderia revelar muitas coisas sobre ela. 

A garçonete passou a se vestir. Procurou e vestiu sua calcinha que estava entre as roupas que ela jogaria fora. Pegou a camisa de Sam que estava sob o balcão do banheiro. Passou a toalha pelos cabelos tentando deixá-los menos molhados possível. 

Quando saiu do banheiro, o irmão que lhe havia emprestado a camisa estava sentado na mesinha próxima a janela do quarto do hotel, estava atento olhando algo no notebook. O loiro estava mexendo em algo na sua mochila em cima da cama. Evie ficou parada no meio do quarto, quando os dois olharam em sua direção. A garota não tinha mais todo aquele sangue em seu rosto e suas expressões estavam mais claras agora. 

Os Winchester se entreolharam por breve segundos, até seus olhos se dirigirem a garota novamente.

— Eu não sei realmente o que está acontecendo, até ontem eu era uma simples bartender. — Evie quebra o silêncio que tinha tomado conta do quarto. — Só quero que vocês me ajudem a entender, se é que vocês podem. 

A garota cruzou os braços e alternou seu olhar entre os irmãos. 

— Até onde sabemos quem está provocando os massacres são… demônios. 

Dean solta essas palavras e fazem a garota rir sem humor, mas logo sua expressão séria volta, ao ver que os irmãos não estão brincando. 

— Demônios? Vocês estão curtindo com a minha cara não é?

— Não estamos. Eu e meu irmão somos caçadores de coisas sobrenaturais, como demônios, vampiros, lobisomens, fantasmas… — Sam explica a garota, se levantando da cadeira e fazendo gestos com as mãos no ar. 

— Vocês são loucos, é isso. 

A garota bufou, enquanto se apoiava na parede e calça suas botas de pé.

— Eu vou embora daqui. — Evie toma uma expressão dura. 

— Olha princesa, estamos tentando te ajudar, até onde sabemos você pode ser cúmplice disso tudo, afinal, por que te deixariam viva? 

Dean responde a garota com raiva. Ele não estava em um bom dia, após um caso sem sucesso contra os demônios de Abaddon, uma concussão e agora uma série de massacres sua última semana tinha sido um verdadeiro inferno. 

— Dean! — Sammy repreende o irmão por não ter um pouco de gentileza com a garota. 

— É isso que você pensa de mim? — a bartender revida indo em direção a Dean, seus punhos cerrados, não é surpresa mas Evie não tinha lá muita paciência, principalmente para caras babacas que ela acabara de conhecer. 

Dean olhou para a garota com um sorriso de lado no rosto, ele não esperava essa reação de Evie. 

— Ei, ei! Chega, se acalmem, não tem motivo para isso. — Sam diz com a voz grossa e autoritária, e se põe no meio dos dois. — Evie, não estamos mentindo, essas coisas realmente estão lá fora, tenho certeza que se você pensar um pouco vai ver que as mortes não foram normais. 

— Não foram… — a garota solta em meio ao um suspiro pesado. 

— Conta o que aconteceu. — o loiro exige e o  simples fato de Dean abrir a boca irritava Evie. 

— Quando esse homem entrou no bar, todos nós ficamos parados. Eu não conseguia me mexer. Em poucos segundos todos foram morrendo, sem nem o homem tocar neles. Foi então que ele veio para cima de mim, ele era baixinho e tinha sotaque britânico... — os irmãos se olharam já sabendo de quem se tratava. — ... ele agarrou meu pescoço e falou que; minha pele valia mais do que eu podia imaginar. 

— Crowley? — Dean rola seus olhos, e bufa questionando o irmão mais novo. 

— O que ele quis dizer com isso, Evie? — Sammy questiona a bartender.

— Eu não sei, ele disse que tinha a ver com isso…  

A garota abre um botão da camisa xadrez emprestada de Sam e a puxa revelando a marca em seu ombro. 

Dean olha para a tal marca, e sua respiração para, seus olhos arregalados ainda desacreditado no que vê. 

— Sammy…? — o loiro encosta no braço do irmão mais novo. — Mas que merda é essa? 

A bartender ainda não compreende qual o problema, e por que os irmãos parecem acabado de ver um fantasma.

O que é bem irônico. A garota ponderou.

— Qual o problema? É só uma marca de nascença — a garçonete questiona os irmãos.

O mais velho dos Winchester se aproxima da garota, tirando sua jaqueta preta. Evie não deixa de notar o quão estranha está ficando aquela situação. Dean começa a puxar a manga da sua camisa, revelando a Marca sangrenta de Caim em seu antebraço. 

Um nó se forma na garganta de Evie, e ela olha assustada para o loiro. 

Como pode? Aquele homem tinha exatamente a mesma marca que a garota possuía em seu ombro.

— Não pode ser… — a garota solta ainda sem reação. 

A marca da qual Evie sempre se referiu como de nascença estava exatamente igual no braço daquele homem desconhecido. Enquanto a de Evie era menor e acompanhava perfeitamente sua pele a de Dean era maior e possuía alto relevo. Se sobressaia de sua pele e tinha uma coloração mais rosada. 

— Onde conseguiu isso? 

Dean questiona a garota, mas ele tem certeza que a garota não faz a mínima ideia do que tudo aquilo se trata. Seu sangue começa a ferver, uma raiva que até então ele não sabe de onde vem começa a tomar conta de seu corpo. Ele deveria aprender a se controlar mais. 

— Eu não sei, Dean! Você ainda não percebeu que não sei de nada? — Evie questionou o loiro, arqueando sua sobrancelhas. 

— Chega vocês dois! — O grandão grita, e sente que está no meio de duas crianças. Ele passa as palmas das mãos pelo seu rosto, tentando entender toda essa situação. — Evie, isso é a Marca de Caim, não sei como é possível você e meu irmão possuírem ela. Você nasceu com ela? 

Sammy questiona a garota. Deve ter alguma coisa diferente, pois as marcas tem algumas diferenças.

— Sim, desde que eu me lembro ela esteve aqui. 

A garçonete resolve abotoar novamente a camisa emprestada. Evie sentia que sua cabeça iria explodir, toda aquela informação para processar em menos de 24 horas. E o pior, nada fazia o menor sentido para ela.

 


Notas Finais


Notaram que o Dean está bem nervoso? Bom, lembram de como ele ficou quando tinha a marca não é? Quis dar ênfase nisso. Obrigada <3


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