História Supernova - Capítulo 2


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Categorias Star Wars
Personagens Cassian Jeron Andor, Han Solo, Jyn Erso, Leia Organa, Personagens Originais
Tags Go Rogue, Jyn Erso, Rebelcaptain, Rogue One, Star Wars
Visualizações 30
Palavras 2.388
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello pessoal! Espero que estejam todos bem!
Demorei um pouco mais do que queria, mas sabem como é, fim de ano, faculdade, TCC, viagens, minha cabeça nem sabe no que pensar primeiro kkkk
Bem, espero que gostem do capítulo, um pouquinho de RebelCaptain pra vocs (bem sutil, mas só pra ter um gostinho xD), pq sei que todo mundo quer ver interação do OTP kkkkk
Boa leitura <3

Ps: amei os comentários do capítulo anterior, fiquei muito emocionada, e fiz questão de responder um por um. Muito obrigada pelo feedback e pelo carinho <3

Capítulo 2 - Penumbra


A garota rebelde. A filha do traidor. A pequena estrela. Jyn Erso poderia ter muitos nomes, mas naquele momento não sabia explicar exatamente quem era. Se era manhã, noite ou tarde, também não sabia, a única coisa que sentia era seu corpo mais pesado do que nunca, como se estivesse agarrada a uma âncora no fundo do oceano. Pôde sentir um aparelho levando ar a suas narinas, o zumbido incômodo em seu ouvido permitia ouvir apenas o som do “bip” a seu lado, seu corpo estava completamente dormente. Suas pálpebras pareciam não querer se abrir, era como se nunca tivesse experimentado uma boa noite de sono. “Mexa seu indicador”, falou para si mesma, não recebendo resposta de seu corpo. “Mexa seu indicador”, novamente insistiu, e pôde sentir o dedo se mover lentamente. Queria abrir os olhos e espiar onde estava, a única coisa que sabia, era que deveria estar morta, mas não tinha muitas memórias da praia, apenas Krennic, a explosão e Cassian. Onde estava o capitão? O que se deu dele? Ainda queria entender o que estava acontecendo. Aos poucos, o zumbido em seus tímpanos foi se amenizando, e foi capaz de ouvir outros sons seja lá onde estivesse. Não soube distinguir muito bem, mas pareciam droids falando entre si, apesar de tentar, não conseguiu compreender os ruídos. Não demorou muito e ouviu um barulho do que concluiu ser uma porta abrindo, passos apressados vieram em sua direção, sentiu uma mão gélida tomar seu pulso esquerdo.

— Alguma alteração no quadro da paciente? — A voz terna que perguntava aos droids indicou ser uma mulher.

Em resposta apenas mais zumbidos. Sentiu uma pontada de dor em seus tímpanos com a conversa, concluiu que poderia estar em algum centro médico, mas ainda não tinha certeza se era seguro ou não.

— Ela parece continuar estável. Preciso que levem mais penicilina para o Capitão Andor.

“Andor”. Seja onde estivesse, ele também estava. Tentou abrir as pálpebras novamente, mas sentiu como se estivessem coladas, era extremamente desagradável, com o pouco de força que conseguiu reunir, abriu os olhos fechando novamente devido à luz do ambiente. Sentiu seus olhos arderem por alguns segundos, abriu novamente esperando se adaptar, percebeu que a moça já estava de costas pronta para partir. Abriu a boca na tentativa de chama-la, mas sua voz estava fraca, assim como seus músculos, e sua cabeça ainda estava confusa com tudo que estava acontecendo, era difícil assimilar tantas coisas de uma vez. Sabia que chamar por Cassian não adiantaria muita coisa, precisava de respostas, de alguém que confiasse, mas estava à deriva em um local desconhecido. Só havia um nome em que conseguia pensar e que lhe inspirava confiança.

— Mon...— sua voz estava baixa, soando quase como um cochicho, engoliu seco e tentou novamente.— Mon Mothma.

Apesar de baixo, foi o suficiente para a enfermeira ouvir. A garota prontamente se virou para a rebelde, expressando certa felicidade em vê-la acordada. Se aproximou calmamente e Jyn pôde enxergar melhor seus traços, a pele cor de oliva e os longos cabelos pretos presos em um rabo, nariz fino e um pouco arrebitado, os olhos negros pareciam acolhedores. As vestes simples e o casaco bege traziam um aroma agradável. A garota começou a analisar as feições de Jyn para concluir os primeiros diagnósticos.

— Mon Mothma — chamou novamente.

— Jyn Erso, eu sou a doutora Khori Dahab, você está no centro de atendimento médico de Yavin 4. Você é uma das sobreviventes à invasão em Scarif. Fique tranquila, Mon Mothma, precisou regressar a Chandrila para resolver contratempos diplomáticos, mas retornará ainda hoje. Ela será informada que você despertou. Por hora tente apenas repousar, seu corpo lutou além do que conseguia.

— Quanto tempo?

— Você ficou em coma por dois dias, um efeito colateral dos anestésicos que precisamos injetar em você. Seu corpo ainda está se recuperando dos recentes traumas que sofreu, ainda está fraca devido ao coma induzido, mas em poucas horas vai conseguir falar, ouvir e se mexer normalmente.

— Cassian Andor...?

Jyn pode perceber a expressão amena da mulher se apagar aos poucos, ela manteve o silêncio. Khori estava prestes a se pronunciar, mas excitou em continuar. A rebelde pode sentir que não receberia notícias boas.

— Mon Mothma lhe explicará tudo. Os droids médicos ficarão aqui e administração a injeção de vitaminas no seu soro. Eu voltarei em alguns minutos.

×××

Yavin 4. A visão da lua no espaço era esplêndida, alguns rebeldes juravam nunca terem visto lugar mais rico e belo do que a lua, mas mais do que belo, o local era seguro e fora do alcance do Império. Porém, Mon Mothma sabia que nada era duradouro, principalmente em tempos de guerra, cedo ou tarde as forças imperiais encontrariam a base rebelde. Seus maiores temores estavam se concretizando, agora que o potencial destrutivo da Estrela da Morte estava mais que comprovado, temia pela segurança de seu pelotão. Alguns líderes já começavam a abandonar a causa, com medo de seus planetas sofrerem as consequências, outros estavam receosos e ainda sem saber um rumo ao qual seguir. Apesar de tudo ela entendia o pânico, desde que surgiram as primeiras informações sobre o Imperador estar construindo uma arma, sabia que haveriam desistências, mas ela preferia lutar a se recolher e simplesmente aceitar a opressão do governo. Mas ainda assim estava cansada. A senadora massageou a nuca, deixando escapar um suspiro pesaroso e cansado. Olhou pela janela e pôde ver a atmosfera amena de Yavin 4, nos últimos meses aquela era mais sua casa do que Chandrila.

A elegante nave da Senadora pousou no hangar, e não demorou para que seus comandantes se aproximassem com as recentes notícias e avanços da Aliança.

— Alguma notícia do paradeiro da Princesa Leia ou dos planos? — Perguntou enquanto se dirigia à sala de comando.

— Ainda não senhora — um homem andava apressado a seu lado. —, mas estamos interceptando transmissões imperiais e esperamos ter resultados em breve.

— Contate-me com o Senador Organa, precisamos encontra-los o mais rápido possível, os planos são a nossa última esperança.

— Senadora! — Uma mulher alta com os cabelos presos em um rabo se aproximou.

—Alguma novidade doutora Dahab?

—Jyn Erso despertou. Ainda está desnorteada e um pouco confusa, mas está com os sinais vitais bons.

O silêncio se instaurou no ambiente por alguns segundos. Uma mistura de alívio e receio tomaram conta da Senadora, ela e a rebelião deviam suas vidas à Erso, mas sabia que a segunda chance de viver que lhe fora concebida, poderia não ser tão agradável. Certo pesar tomou conta de si ao ouvir as palavras da médica.

— Ela perguntou pelo Capitão.

Mon Mothma ficou em silêncio alguns instantes e logo voltou seu olhar para o comandante a seu lado.

— Me coloque em contato com Alderaan o mais rápido possível, os sistemas precisam saber que não teremos paz. — O homem assentiu e traçou seu rumo para a sala de comando. — Está sendo de grande ajuda e eficiência, doutora. Deixe que Jyn se recupere, eu mesma falarei com ela.

A mulher assentiu e voltou para dentro da base. A senadora respirou fundo, aquele seria um dia cheio.

×××

Jyn observava os droids andarem pelo pequeno quarto, analisando seus batimentos cardíacos, organizando instrumentos e remédios. Já se sentia um pouco melhor, o efeito dos anestésicos estava passando, assim como a doutora lhe dissera, seus movimentos começaram a voltar aos poucos, mas ainda sentia certa tontura e fraqueza. Torcera seu pé violentamente, o que a deixaria incapacitada de andar normalmente por alguns dias, além de possuir arranhões e hematomas por todo o corpo. Seu tornozelo estava enfaixado, assim como alguns curativos em seus rosto e braços. “Mais algumas para a coleção”, pensou. Um preço bem baixo a se pagar pelo que havia acontecido. Os médicos que estiveram em seu quarto não falaram muito a respeito do que havia acontecido, apenas diziam que Mon Mothma de explicaria tudo, o que a fez temer cada vez mais. Sua maior preocupação era saber o que acontecera com os planos e se já estavam preparados para destruir a Estrela da Morte, e também estava preocupada com Cassian. O silêncio que demonstravam ao ser mencionado seu nome, já era o bastante para ela esperar o pior. Tentara comer a refeição que lhe deixaram mais cedo, os droids a advertiram que precisava se alimentar para recuperar as forças, porém, sentia-se tão acuada e ansiosa que sequer conseguira tocar na comida.

Seus devaneios foram interrompidos ao ouvir a porta se abrir, era Mon Mothma. Jyn sentiu-se aliviada em ver pelo menos um rosto familiar após tantos desconhecidos entrarem em seu quarto. A mulher estava vestida elegantemente, assim como em outras ocasiões em que a havia visto, ela possuía um semblante cansado e preocupado.

— Deixe-nos a sós. — Ordenou aos droids, que prontamente deixaram o lugar sem questionar. Calmamente a senadora se aproximou e acomodou-se na cadeira ao lado da cama de Jyn. — Você parece bem melhor do que estava quando chegou aqui.

— Já estive em situações piores. — Esboçou um meio sorriso desanimado. — Mas... como?

— Você não lembra?

— Não muito, apenas alguns flashs.

— Pouco antes da explosão atingi-los, uma pequena nave da aliança conseguiu tirar alguns rebeldes remanescentes da praia. Eles teriam saltado se um dos pilotos não tivesse avistado você e Cassian na praia. Mesmo com a explosão tão próxima, não relutaram em resgatar vocês dois, quando chegaram aqui você estava inconsciente, e Cassian com muita febre devido ao tiro que levou.

— Onde ele está?

— O capitão precisou ser operado, ele levou um tiro de blaster e quebrou algumas costelas. Ele ficou consciente por algumas horas após a cirurgia, mas começou a ter convulsões em poucos intervalos de tempo, e nossos especialistas concluíram que ele foi contaminado por alguma bactéria e estava se espalhando pelo corpo. — A senadora percebeu a mudança de postura da rebelde, seus olhos esperavam por más notícias. — Se acalme Jyn, nossos médicos estão fazendo o possível para reverter o quadro.

— E os outros? — Se referiu a Bodhi, Chirrut, Baze, Melshi, e todos os outros rebeldes que embarcaram com ele naquela nave.

— A equipe de resgate encontrou apenas vocês dois.

—...— a rebelde nada disse. Não sabia exatamente o que dizer naquele momento, sabia que as chances de terem sobrevivido eram nulas, mas seu coração a pedia para ter esperança. Aquelas pessoas marcaram sua vida, não como uma equipe que partiu em missão com ela, mas como as primeiras pessoas que pôde chamar de amigos. Deixou que o silêncio falasse por si. — Já sabem como destruí-la?

Aquele era o momento para o qual a mulher se preparou o dia todo.

— Houveram alguns contratempos.

— Contratempos??? — a rebelde sentiu um arrepio ruim tomar conta de seu corpo. Em um impulso involuntário tentou levantar-se da cama, sendo recebida com uma forte dor em sua cabeça, sendo aparada pela senadora.

— Os planos chegaram à nave do Almirante Raddus, porém pouco antes de saltarem, uma frota imperial os interceptou. Os planos foram passados para a nave de Leia Organa, filha do senador Organa. Ela fugiria e usaria sua imunidade diplomática. O plano seria encontrar um velho amigo do Senador, um Jedi remanescente que se isolou após o expurgo.

— Mas?

— Mas recebemos uma transmissão de sua nave, onde o comando suspeitava estar sendo seguido pela frota do próprio Darth Vader. Algumas horas depois perdemos o contato com eles. — A mulher encarou a expressão incrédula de Jyn. — Ainda não conseguimos contatar a Princesa. Nossos especialistas estão trabalhando dia e noite interceptando transmissões imperiais para tentar descobrir o paradeiro dela, e dos planos.

— Você tem ideia de quantas pessoas morreram para aqueles planos chegarem a vocês? Sabe o quanto tivemos que sacrificar naquela praia, o que meu pai teve que abrir mão para conseguir essa vitória??

— Jyn, se acalm-

— Eu não posso me acalmar agora! — A interrompeu exacerbada. Sua cabeça voltou a doer, mas não se deixou abater outra vez. — Vocês viram o que aquela arma pode fazer, cada minuto que se passa é mais um avanço do Império. Meu pai morreu para que esses planos chegassem até vocês. Vocês precisam encontrar esses arquivos, com uma arma daquela magnitude, não vai demorar para eles encontrarem essa base e destruí-la também. Aqueles planos são nossa última esperança.

— A Princesa Leia é de extrema confiança do Senador Organa, sempre foi fiel à rebelião, seja onde estiver, tenho certeza que ela encontrou uma maneira de manter os planos a salvo. — Afirmou usando de toda a sua calma. Não culpava Jyn por sua breve histeria, estava tão frustrada com aquela situação quanto ela, e sabia do que ela tivera que abrir mão para roubar aqueles planos. Percebeu as feições cansadas da rebelde, ela precisava descansar. — Sei que está ansiosa agora, mas tente descansar só um pouco, eu a manterei informada sobre qualquer mudança.

Graciosamente ela se levantou e dirigiu-se à porta, Jyn observou a Senadora deixar o local.

— A Aliança deve sua vida a você, Jyn. — Disse ainda de costas. — Ao contrário de muitos, você teve coragem para seguir aquilo que acredita, independente das hipóteses ou dos riscos. Você chegou aqui querendo apenas a liberdade, e acabou trazendo esperança a todos nós. Obrigada. Em nome de cada membro da rebelião.

— O capitão, ele está aqui?

×××

Era mais um fim de tarde tranquilo, a doutora Khori caminhava pelos corredores visitando os últimos pacientes em sua lista. Cassian era o último que precisaria ver aquele dia. Suas feições mudaram ao ler o nome do capitão. Estava preocupada sobre o destino do rebelde, não sabia definir o que a infecção causara em seu corpo e se isso poderia lhe deixar alguma sequela, suspirou cansada, aquele foi um dia realmente cheio. Era muito agradecida ao capitão e ao esquadrão Rogue One, e faria de tudo para ajudá-lo. Chegando à ala médica, dirigiu-se ao quarto do capitão, abriu a porta calmamente deparando-se com uma cena incomum. O capitão entubado, com os monitores conectados a seu peito e uma faixa cobrindo metade de seu tórax, ainda permanecia em coma induzido. A seu lado, encolhida em uma cadeira não muito funcional, Jyn Erso dormia tranquilamente, e não parecia se importar com o mal jeito. Khori se perguntou como ela havia conseguido chegar ali. Não queria tirá-la do local, talvez sua companhia fosse positiva para a recuperação do capitão, então resolvendo quebrar os protocolos só daquela vez, ela fechou a porta com cuidado, e deixou que a rebelde dormisse ao lado do capitão.  


Notas Finais


É isso crianças! Espero que tenham gostado do capítulo <3
Mês que vem estarei viajando para São Paulo para a CCXP 2018 **solta confete**, talvez o capítulo atrase um pouco com todas essas festas de fim de ano, mas vou fazer o possível para não demorar <3

Beijinhos e uma boa semana a todos <3


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