História Supernova - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Assexualidade, Mistério, Misticismo, Romance
Visualizações 34
Palavras 487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


É, eu sei que tenho estórias para atualizar, mas...apenas saiu.
¯\_(ツ)_/¯

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Supernova - Capítulo 1 - Prólogo

“Acabou-se.

Era tudo ilusão... o tempo, a vida, o amor, a confusão...

Mesmo assim, tudo rebrilha...

Com o resto de luz, formou-se uma trilha.

Emanada dessa grande explosão...”

Gê Muniz, Supernova.

 

Desde criança eu sempre tive pesadelos recorrentes.

Alguns deles eram claros e detalhados, cheios de informações que de algum modo faziam sentido por manterem uma cronologia estranhamente linear para um sonho.

Em outros nada fazia muito sentido.

Como esse em que eu acordava com um lobo em meu quarto. Ele estava lá, apenas me olhando de modo fixo. E então minha mãe abria a porta para me chamar para levantar, e o lobo a atacava, e nesse momento eu sempre acordava, geralmente gritando por ela.

Em outro eu estava em uma balsa atravessando o rio, e tinha uma mulher tocando violino cercada de gatos. Algumas vezes não acontecia nada, e era só isso. Em outras a balsa afundava e eu não sabia nadar, e eu só acordava quando morria.

Havia um deles, no entanto, que sempre me perseguiu mais do que qualquer um, e por isso moldou boa parte da minha vida. Eu não lembro quando ele começou, apenas que um dia ele desapareceu para ressurgir apenas muitos anos depois.

Ele sempre começava da mesma forma.

Eu estava no espaço. Rodopiando de forma descoordenada. Criaturas terríveis espreitavam na escuridão gelada, e tudo o que me mantinha a salvo era o cabo que me separava do que eu sabia me levar para a segurança e para casa. A minha frente em sua forma gigantesca havia uma estrela de tom avermelhado em seus últimos momentos, prestes a se transformar em uma supernova. Eu tentava me afastar, enquanto o campo gravitacional dela me puxava sem escapatória.

Eu nunca conseguia fugir antes da terrível explosão. 

E de repente eu estava queimando.

Eu acordava gritando, correndo de imediato para o quarto dos meus pais para dormir com eles, sem nunca conseguir verbalizar meu medo de algo que não estava ali.

Ainda assim, quando eu era criança, aquilo era apenas o que era: um sonho.

Eles não deviam me fazer mal quando eu acordava. Era o que minha mãe sempre me dizia, que você dá o poder ao seu medo. Há coisas que só podem te machucar se você permitir.

Por isso eu me esforcei para os esquecer, mesmo que até os sete anos ainda corresse para a cama dos meus pais no meio da noite, ou na ausência deles me esgueirava na cama do meu irmão, o coração a mil e procurando conforto contra os monstros na minha cabeça.

Minha mãe estava certa sobre muitas coisas, e aos poucos o medo deixou de ter poder sobre mim, mesmo que ao enfrentar aquilo que me paralisava eu tenha algumas vezes esquecido qualquer instinto de autopreservação.

Não, o medo não me paralisava mais, quando aprendi a ter poder sobre ele.

O que minha mãe estava errada era sobre meus sonhos serem apenas sonhos.



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