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História Surgery Tears - Capítulo 1


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Notas do Autor


Sei lá, eu faço fanfic com coisa que me deixa triste.

E dos meus criadores de "você fala que nem uma médica", "você parece um robô", vem aí "você seria uma péssima cirurgiã, Melissa. Você choraria por todo mundo que morresse mesmo sem ser sua culpa."

Capítulo 1 - "Você seria um péssimo cirurgião, Okabe"


Fanfic / Fanfiction Surgery Tears - Capítulo 1 - "Você seria um péssimo cirurgião, Okabe"

A chuva ainda batia constante e forte do lado de fora, assim como o contato entre os dois dentro da sala de reuniões.

Seus lábios era pesados contra os finos dela, suas mãos custaram desencontrar-se do rosto fino e quente da garota, mas desceram como se fossem as dela até o ombros finos jogando o casaco úmido no chão e segurando as pequenas mãos tendas da ruiva.

Sentiu o beijo cessar com muito custo, e parte de si próprio queria desmontar junto a sensação. Eram tantas provas, fatos científicos que era ela o amor da sua vida.

E lá estava ela, indo embora antes mesmo de partir. Sentiu os olhos marejarem e iniciou um novo beijo, tão intenso quanto antes. Esse cessado ainda mais rápido, o que era o auge de sua infelicidade no momento.

— Okabe...

— Me desculpa, eu não posso te salvar, me desculpa, por favor!

Viu ela se afastar e recostar na quina daquela pequena mesa de escritório, os olhos violeta também marejados. Kurisu havia entendido tudo, mas ela não se importava em morrer, ela só não queria que sua ausência o matasse dia após dia.

— Eu te disse tudo que eu podia pra te dar uma esperança. Eu te disse que ainda vou estar viva se você lembrar de mim, te disse que talvez eu esteja viva, que talvez eu supere tudo... Mas talvez não dê certo.

— Kurisu, por favor...

— Você seria um péssimo cirurgião, Okabe.

Seus olhos semicerrados enxergaram plenamente o corpo esguio apoiar as mãos na mesa atrás de si. E ela falava como se não sentisse emoções como os seres comuns.

— Você choraria por todos os pacientes que perdesse, mesmo não sendo sua culpa.

Os olhos fecharam mantendo-se molhados secretamente. A quantos anos Okabe Rintarou não chorava ? A quanto tempo era apenas Hououin Kyouma, cientista louco ?

Sentiu a cabeça pesar para baixo, e escutou o barulho pesado da chuva batendo na telha a alguns andares de onde estavam. 

Os braços dela envolveram o corpo magro, trazendo o pouco que tinha de paz em si de novo, afinal de contas, sabia que apesar de todas as hipóteses, ela não estaria ali, independente do que falasse. A declaração corria confusa por cada neurônio em seu cérebro, em cada célula, em cada centímetro entre eles.

Ela sabia exatamente o que responder, mas só pensava em uma despedida fria e rápida, como se não doesse, como arrancar um curativo de um machucado. Mas neste caso era apenas um adesivo mal colado encima de uma grande fratura exposta. Analisando as coisas, percebeu que se sentia uma médica, o que era minimamente engraçado, já que chamara o, agora declarado, homem apaixonado por si de cirurgião.

Claro que em apenas uma tarde, eram coisas demais, metáforas demais. Seus jalecos não significavam medicina, não significavam farmacêuticos e no momento sequer representavam cientistas.

No momento, eram apenas duas pessoas cansadas de procurar uma saída, ou sequer uma calmaria pro momento. Fechou os olhos e deixou as mãos se chocarem no rosto branco do rapaz de jaleco, ela queria ficar, mas os espíritos das pessoas amadas não gostam de ver as lágrimas de quem amam depois da partida.


Notas Finais


E sei lá, se tiver erro ortográfico, deixa assim, depois eu arrumo


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