História Surpresas - Capítulo 5


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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Cat Grant, Kara Zor-El (Supergirl), Lucy Lane
Tags Supercat
Visualizações 59
Palavras 5.243
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Aparentemente eu esqueci de postar este capítulo, é o último e depois tem um epílogo que foi feito a pedido de uma leitora em outro site para mostrar um pouco mais no futuro a relação de Alex/Ruby e Lucy/Portia. Me digam se vão querer que eu poste este epílogo.

Capítulo 5 - Surpresas


“Acho que Carter está cansado demais, melhor não irmos para o festival na cidade.” Observou Kara.

“Eu posso ficar com ele e vocês vão. Estou cansada também e é melhor descansar antes de voltar para National City.” Lucy ofereceu.

“Eu fico com ela. Não se preocupe que Carter estará em boas mãos.” James disse já que conhecia bem a cidade e o festival não lhe parecia tão apelativo; só queria ir embora logo.

“Vocês tem certeza?” A mãe do garoto perguntou.

“Sim, conhecemos o festival já. Podem ir sem se preocupar.” Afirmou o moreno alto.

“Tudo bem então. Vamos aproveitar. Winn você vem com a gente?” A outra loira perguntou curiosa.

“Sim. Quem sabe eu encontre uma garota do interior para mim.” Riram.

Após uma hora de descanso todos foram se arrumar para o festival. Ruby estava com um vestido apertado vermelho e bota cano médio preta, Kara já usava um vestido mais solto na cor rosa bem claro e um converse All Star branco. Cat optou por uma calça jeans preta que parecia pintada em suas pernas junto com uma camisa vinho e bota cano baixo, Alex já preferiu um short jeans com regata branca e um converse All Star preto. Winn estava vestido como sempre: camisa, gravata, cardigan, calça e sapato.

“Acho que nunca vi tanta mulher bonita no mesmo lugar.” Lucy comentou olhando todas de cima abaixo, já imaginando como os dois casais teriam lindas crianças se pudessem misturar seus genes. “E você também Winn.” Completou.

“Obrigado, mas eu tenho sorte de ser o único homem no meio delas.”

“Ou não. Vai que as mulheres pensam que você é gay por estar no meio de todas nós e ainda assim não ter nenhuma.” Cat sorriu maldosa com seu próprio comentário.

“Você é má.” Foi tudo que ele disse.

“Bom, vamos para o festival porque eu quero aproveitar a noite.” Ruby apressou, um olhar de segundas intenções direcionado a Alex.

“Carter tomou banho e já está dormindo, caso ele acorde com fome dê salada e frutas. Nada muito pesado ou então ele não dormirá direito. Nada de filmes pesados ou de terror e nada de doces. Entendidos?” Fez questão de usar seu tom mais ameaçador; seu filho era uma das coisas mais importantes em sua vida.

“Sim senhora!” Praticamente bateram continência.

“Então podemos ir.” Pegou na mão de sua namorada, entrelaçando seus dedos e saindo da casa em direção a Pick up 4x4 azul escura parada na entrada; Ruby e Alex já sentadas na frente.

“Se não tivéssemos companhia eu te tomaria nesse banco; você está tão sexy nesse vestido.” Sussurrou ao sentarem no banco de trás, uma de suas mãos logo indo para a parte da coxa deixada a mostra pelo vestido rosa.

Nesse exato momento Winn entrou, não demorando em perceber a tensão sexual dentro do veículo ou a mão de Cat acariciando a pele macia de sua melhor amiga, quase subindo a mão por dentro do vestido.

“Será que podemos ir? Não quero ficar segurando vela mais do que o necessário.” Reclamou olhando mais uma vez para a mão que acariciava a coxa. Realmente precisava arranjar uma namorada.

“Ok ok, vamos colocar o pé na estrada e começar essa festa.” Com isso a morena de olhos azuis ligou o veículo e seguiu rumo a cidade.

Kara não sabia o que fazer sentada naquele banco entre sua namorada e seu melhor amigo. Podia sentir ondas de desconforto emanando dele e não era pra menos já que Cat não estava tentando controlar muito por onde suas mãos e boca passeavam. E por que ela deveria se controlar? Estava com tesão desde o momento que viu as longas pernas da loira expostas no short curto durante a festa e só aumentou quando a viu no vestido que ainda mantinha suas pernas expostas. Quando estava prestes a puxar a loira para um beijo quente e tentar subir mais sua mão para dentro do vestido sentiu o carro parar.

“Chegamos!” Suspirou aliviada, se ficasse mais um momento no carro sabia que Cat abusaria de seu poder de sedução e não tinha certeza se conseguiria resistir mesmo com Winn sentado ao seu lado.

“Finalmente.” Ouviu-o murmurar.

“Espero que você se comporte.” Advertiu.

“Não prometo nada.” A mais velha fez questão de responder analisando cada pedaço do corpo da loira, mordendo o lábio para deixar bem claro sua intenção de não se comportar.

Ruby deu um tour do festival, suas atrações e jogos para todos não se perderem. Marcando de se encontrarem no carro após duas horas e caso alguém quisesse ir embora antes ou depois deveriam ligar para avisar.

“Você pretende ganhar ursinhos de pelúcia para mim como se fossemos adolescentes em um primeiro encontro?” Perguntou observando a mais nova admirar os brindes pendurados nas barracas.

“O que?! Não, claro que não.” Kara tentou negar, se embaralhando um pouco e corando. Mas Cat sabia quão mal era em mentir e achava meigo a maneira como se embaralhava tentando.

“Kara.” Levantou uma sobrancelha exigindo a verdade.

“Ok. Eu ia.” Suspirou.

“Não pense que eu vou aceitar qualquer coisa. Quero o maior urso de pelúcia nesse festival.” Sorriu puxando-a pela cintura e caminhando juntas em direção a primeira barraca.

No meio do caminho Kara encontrou sua irmã e sua “futura cunhada” carregando brindes e num ato infantil desafiou sua irmã para ver quem ganhava mais brindes em uma única rodada. Que se tornou melhor de três e depois de cinco.

“Acho que vocês estão empatadas. São ótimas, as duas, num mesmo nível.” Cat tentou parar a competição, olhando para a morena alta que acenou concordando. Os braços de ambas lotados de bichinhos de todos os tamanhos e cores.

“Não. Alguém tem que ganhar. Melhor de oito?” Alex expressou. Ambas iam pagar o dono da barraca quando sentiram o dinheiro sendo tomado de suas mãos.

“Estamos com fome e viemos aqui aproveitar a noite com as pessoas que gostamos e não ficar plantada segurando mais bichinhos que podemos aguentar olhando vocês parecendo dois adolescentes de 15 anos competindo pra ver quem tem o maior ego. Agora nos levem pra comer e nos deem atenção. Agora.” Cat demandou. Ruby apenas concordando com tudo e tentando manter sua expressão séria e não rir com a cara de culpada das duas.

Ao final das duas horas Kara já tinha feito 3 viagens rápidas de volta a casa para guardar os gigantes ursos de pelúcia que ganhava em todos os jogos. Cat só se controlou quando havia crianças e adultos curiosos por perto, fora isso não teve a menor vergonha em apalpar Kara em qualquer lugar que alcançasse antes de levar um leve tapa nas mãos para se afastar. O que estava prestes a acontecer mais uma vez.

“Cat. Nós já estamos indo embora, não tem como se controlar só por alguns minutos? As pessoas estão encarando.” Prendeu as mãos da mais velha puxando seus braços para trás.

“Dane-se eles Kara. Eu não os conheço e nem pretendo, se estão incomodados com o modo como eu demonstro afeição para minha namorada que parem de olhar para cá então.” Informou calmamente. “Agora me leve pra casa; sua irmã vai demorar um pouco mais e parece que o Garoto Cardigan encontrou alguém que o leve pra casa. Não consigo pensar em outra coisa senão você gemendo meu nome na cama.” Sussurrou antes de roubar um beijo que logo foi correspondido.

“Você vai acabar me matando Catherine Grant, mas eu com certeza não vou reclamar. Vamos achar um lugar mais escuro e vazio onde eu possa te tirar daqui e dessas roupas.”

Pegando a no colo estilo noiva, voou o mais rápido possível logo que entraram em um beco. Seu corpo esquentava só pensando no que havia preparado para o resto da noite.

“Eu tenho uma surpresa para você.” Cochichou ao entrar no quarto, depois de desejar uma boa viagem de volta para James e Lucy.

“Tem? Espero que seja das boas.” Pressionou seu corpo contra o tronco forte da garota, suas mãos apertando os bíceps definidos.

“Eu também espero. Mas preciso da sua colaboração, tudo bem?” Deu um rápido selinho esperando uma resposta. Todo seu plano dependia dessa colaboração.

“Tudo bem. Deixarei você comandar as coisas, dessa vez.” Sorriu maliciosa. “Agora, o que tenho que fazer?” Deu dois passos para trás.

“Tire sua roupa, mas fique de lingerie.” Respirou fundo se preparando para o que estava prestes a fazer. Era uma experiência nova que queria tentar, não é como se não tivessem falado sobre isso antes, entretanto não sabia se faria certo ou se seria prazeroso para ambas. Suas preocupações tomaram um segundo plano em sua mente ao notar como a jornalista tirava sua vestimenta de maneira meticulosa e sensual.

“Gosta do que vê?” Subiu as mãos pelas pernas agora nuas, subindo e subindo até afundar os dedos em suas ondas loiras e bagunça-las.

“Se gosto? Poderia esquecer a surpresa e te devorar aqui mesmo, no meio do quarto.” Avançou para um beijo apressado. “Preciso que deite na cama e me deixe te vendar.” Se demorasse muito para agir se perderia naquele corpo que tanto conhecia esquecendo de seus planos.

Arqueou apenas uma sobrancelha antes de responder “Ok.” e se dirigir para a cama.

“Volto rapidinho.” Avisou ao terminar de amarrar o pano preto ao redor dos olhos de Cat. Recebeu um aceno em entendimento.

Correu para o banheiro da suíte, retirou o vestido e sutiã e olhou para seu boy shorts preto que comprou especialmente para essa ocasião, com três botões na parte da frente. Abriu a ultima gaveta do armário e pegou a embalagem que continha um feeldoe* roxo dentro. Rasgou a embalagem e lavou o brinquedo com água morna e sabão.

“É agora ou nunca.” Murmurou para si mesma ao abrir os botões e inserir a parte menor do objeto dentro de seu sexo já lubrificado graças a todas as provocações de Cat durante o festival. Soltou um baixo grunhido de dor e prazer. Com certa dificuldade e desajeitadamente colocou a outra parte do feeldoe dentro do boy shorts e fechou os botões, admirando um pouco o formato do brinquedo agora coberto; eram 15cm escondidos dentro de sua roupa fora os 7 já dentro de si.

Respirando fundo e juntando coragem saiu do banheiro e parou na porta para admirar por alguns segundos a bela mulher deitada em sua cama. Com passos largos se dirigiu até a beirada e subiu ficando de joelhos, abrindo e acariciando as pernas da loira.

“Hm você voltou.” Abriu mais as pernas como um convite para a garota se aproximar mais, tocar mais.

“Não poderia ficar muito longe mesmo se quisesse, ainda mais com você apenas de lingerie me esperando. O mero pensamento de não voltar parece ser incapaz de ser formado na minha mente.” Se abaixou para beijar os joelhos e subir pela parte interna da coxa.

“Sorte minha.” Soltou as palavras em um suspiro de prazer. Seu corpo estava vibrando em antecipação do que viria a seguir.

Kara passou a língua pelo tecido úmido da pequena calcinha branca, seguindo o caminho até a boca de Cat e beijando-a sem pudor. No entanto tomava cuidado para não encostar seus quadris e estragar a surpresa antes da hora. Mas manter a parte de baixo de seus corpos afastadas estava se mostrando uma tarefa difícil toda vez que a jornalista tentava de algum jeito criar contato; fosse levantando o próprio quadril da cama ou puxando o corpo sobre o seu para baixo.

Tentando distrai-la, Kara desceu para o pescoço alvo e focou sua atenção em cobrir toda aquela área com sua boca e língua. Desceu uma mão pelo vale entre os seios e abaixou o sutiã deixando que os mamilos rosados aparecessem. Deixou que seus seios roscassem de leve, causando arrepios em seu corpo e um gemido escapar da outra.

“Não me torture querida. Passei o dia todo te querendo.” Exalou audivelmente, acariciando os longos cabelos loiro escuro de sua amada.

“Não estou torturando, apenas aproveitando tudo o que seu corpo tem a oferecer.” Passou a língua quente por cima de um mamilo antes de prende-lo entre seus dentes e dar um leve puxão.

“Seu aproveitamento parece mais com uma tortura.” Murmurou. Podia sentir seu corpo mais vivo e alerta com seu sentido da visão incapacitado no momento.

Delicadamente correu os dedos pelas costelas de ambos os lados, sua boca ainda ocupada com os seios, descendo até a parte interna dos joelhos e trazendo-os para cima.

“Está pronta para sua surpresa?” Apoiou seu peso nos calcanhares observando toda a beleza a sua frente. Cat tinha os pés plantados na cama deixando um fácil acesso a sua parte íntima, sua respiração pesada subia e descia de forma rápida os seios pequenos em um ritmo hipnotizador, tentadora.

“Sim.” Respondeu ansiosa.

Com certa pressa Kara abriu os 3 botões do boy shorts fazendo o brinquedo quase saltar pra fora, abotoou o primeiro botão deixando apenas uma abertura nos outros dois para que o feeldoe ficasse para fora. Respirando profundamente e exalando devagar se aproximou mais do corpo quente em sua frente, se posicionou por cima apoiando seu peso com uma mão ao lado da cabeça de Cat enquanto a outra mão envolveu o membro de silicone e com cuidado passou a ponta subindo da entrada até o clítoris inchado, lubrificando-o.

“Kara!” Exclamou ao sentir o silicone gelado encostando em seu sexo quente; um choque percorrendo seu corpo. “Isso é o que estou pensando que é?” Não pode controlar o movimento de seu quadril para cima e para baixo criando uma deliciosa fricção no meio de suas pernas.

“Eu não sei o que você está pensando que é…” Soltou um pequeno gemido ao sentir o brinquedo se movendo dentro de si. Deixou por um breve momento seu corpo se perder no prazer que o brinquedo causava dentro de si toda vez que movimentava o quadril pra frente e para trás, deslizando a outra parte sobre o clítoris da outra loira.

Sem aguentar mais para saber o que tanto fazia sua garota gemer e lhe dava prazer ao mesmo tempo, arrancou a venda dos olhos e olhou para baixo. Não pode deixar de demonstrar a surpresa em seu rosto ao mesmo tempo que gemeu com a cena que presenciava; a ponta do dildo roxo provocando toda a extensão de seu sexo em um vai e vem lento e torturante enquanto Kara permanecia de olhos fechados, cabeça jogada para trás gemendo baixo toda vez que a pequena elevação na curva do feeldoe tocava seu nervo inchado. Não era bem o que Cat pensou que fosse, tinha imaginado um strap-on ou talvez apenas o dildo, não pensou que Kara iria direto para algo um pouco mais íntimo e em sua visão muito sexy. Exercendo todo o seu poder de auto controle e força puxou Kara para si e rolou ambas na cama até ficar no topo.

“O que…?” Confusão estava escrito na face da mais nova.

“Você achou mesmo que eu aguentaria suas provocações por muito tempo? Ouvindo você gemendo de prazer com esse belo apetrecho entre suas pernas?” Questiona descendo uma mão pelo abdômen macio até chegar em tal apetrecho, subindo e descendo sua mão por ele como se estivesse masturbando Kara; o que de maneira indireta estava.

“Droga Cat!” Tentou parecer frustrada mas falhou terrivelmente.

Soltando o membro, Cat esfregou seu sexo pelo silicone até ter certeza que estava todo lubrificado com sua essência. Olhando fundo nos olhos azuis posicionou a ponta do membro em sua entrada e lentamente se penetrou. Ambas as loiras gemeram alto; a mais velha por estar sendo esticada com a grossura do membro e a mais nova pela pressão causada em seu clítoris e sexo. Só parou quando toda extensão do membro estava dentro de si e tinha seu sexo praticamente colado ao da heroína. Ao sentir o menor dos movimentos de sua namorada apoiou as mãos sobre os seios dela na intenção de parar seus movimentos.

“Preciso de um minuto.” Informou. Já fazia algum tempo desde a ultima vez que foi penetrada de tal maneira.

Lentamente se moveu para cima, levantando apenas poucos centímetros de cada vez até sentir que seu corpo se acostumou com tal invasão e não haver nenhum traço de dor. Então, com as mãos ainda apoiadas no abdômen embaixo de si, colocou mais força e agilidade em seus movimentos; nada exagerado, queria construir o prazer aos poucos.

Kara estava extasiada com o corpo a cima do seu; o modo como se movia, como uma fina camada de suor já começava a se formar, como os seios subiam e desciam com cada movimento, como cada descida e subida causava um estimulo diferente em seu próprio corpo, como seus corpos se conectavam e seus clítoris se tocavam levemente. Não resistindo a tentação encheu as mãos com os seios redondos e os apertou ganhando um gemido alto como resposta.

“Mais forte.” Ouviu a mais velha instruir enquanto cavalgava mais rápido o brinquedo.

Sentindo cada vai e vem como se também estivesse sendo penetrada e o estimulo no clítoris, somado a noite de provocações que teve que aturar, sabia que não demoraria muito mais para gozar. Resolvendo acelerar o processo desceu as mãos até a cintura fina, recebeu um barulho em protesto que logo virou mais um gemido de prazer ao sentar e levar a boca até o seio negligenciado, chupando e mordendo o bico, fazendo questão de dar atenção aos dois.

“Isso Kara, estou perto.” Cat se empalava cada vez mais rápido no membro de silicone, agora que recebia uma super ajuda de sua namorada com as mãos em sua cintura puxando e levantando seu corpo.

Os gemidos de ambas ressonava pelo quarto, suas respirações erráticas, seus corações batendo como um único órgão descontrolado, a pressão abaixo do abdômen crescendo exponencialmente até não ter mais espaço e explodir se espalhando por todo o corpo. Ondas elétricas carregavam o prazer por todas as terminações nervosas, um gemido alto saindo de Kara enquanto Cat mordia seu ombro para abafar o grito. As duas colapsaram na cama, seus pulmões queimando em busca de oxigênio.

“Você con-consegue roubar… todo o meu… ar.” Brincou tentando encher o peito de ar e regular a respiração.

Kara que estava mais controlada e com a respiração já ao normal sorriu acariciando suavemente as costas de Cat. “Essa é minha intenção sempre. Te deixar sem fôlego, sem forças ou energia, completamente drenada de prazer.” Beijou-lhe o topo da cabeça.

“Então acho melhor você voltar ao trabalho, ainda me resta energia.” Usou os braços para elevar seu torso e engolir as próximas palavras de Kara com um beijo devastador; um sorriso malicioso se formando ao ouvir a garota gemer baixo e segurar sua cintura com certa força.

“De quatro. Agora.” Comandou se separando dos lábios carnudos e usando sua super força para tira-la de cima de si.

“Mandona. Gosto disso.” Se movimentou lentamente de propósito.

“Se gosta tanto então ande mais rápido.” Bufou com tom ainda sério e irritado.

Cat acelerou um pouco mais e logo estava de quatro na cama, sua bunda virada para Kara e seu rosto para a cabeceira da cama.

“Abre as pernas.” Ordenou se aproximando, abaixando para ficar frente a frente com o sexo molhado; sua boca salivando em antecipação.

Sem aviso enterrou a língua no sexo molhado, fazendo questão de coletar todo líquido que parecia não parar de escorrer, logo seu nariz, boca e queixo estavam lambuzados.

“Você é viciante. Eu acho que iria a loucura se não pudesse mais sentir seu gosto.” Comentou ao estreitar a postura e se aproximar até o membro roxo estar roçando por toda a extensão do sexo rosado e inchado. Suas mãos acariciam as costas e bunda, descendo para parte de trás das coxas e então segurando com firmeza as nádegas da jornalista abertas, lhe dando uma visão perfeita para alinhar o brinquedo com a entrada do sexo usando apenas seu quadril. “Pronta?” Inquiriu uma última vez.

“Se você não enfiar isso logo em mim eu juro que te-“ Foi interrompida ao sentir todo o brinquedo invadindo seu sexo em um único movimento; um pequeno grito de surpresa e prazer escapando seus lábios.

Ao ouvir mais uma vez as reações de sua namorada ao prazer que estava sentindo, Kara finalmente deixou o medo e dúvida sumir de sua mente e a confiança lhe dar força para continuar proporcionando prazer. Suas investidas eram curtas contudo fortes, o barulho de seus corpos se chocando contra o outro se misturando aos gemidos acabando com a possibilidade de silêncio. Quanto mais forte suas investidas mais forte era a pressão em seu clitoris e mais forte as estocadas dentro de si mesma com a outra ponta do brinquedo. Seu corpo se entregava as sensações e anulava tudo aquilo que não fosse puro instinto, a única parte de seu cérebro ainda funcionando controlava seus poderes para não exceder e perder o pouco controle que lhe restava.  Segurando com cuidado nos ombros pequenos começou a colocar um pouco mais de força em suas estocadas, moveu uma mão para segurar os curtos cabelos loiros da nuca, desceu a outra admirando as linhas vermelhas que sua unha deixava, e, num impulso ousado, desceu a mão com força na nádega branca bem a sua frente. Um grito escapou da mais velha antes de deixar sua cabeça cair sobre o travesseiro, mordendo a fronha do mesmo, deixando assim sua bunda empinada e mudando totalmente o angulo das estocadas.

“Então você gosta disso? Hm?” Perguntou dando mais um tapa e gemendo de prazer ao ouvir o outro grito abafado pelo travesseiro. “Por Rao Cat, você é tão linda.” Massageou a área vermelha pelo tapa antes de descer a mão mais uma vez, dessa vez do outro lado. Com novo vigor desceu a mão para o abdômen da mais velha e lhe puxou para cima, colando seus corpos. Sua boca logo atacava o pescoço fino, uma mão subindo para brincar com os seios enquanto a outra descia para o clitoris. “Eu vou te fazer gozar tão forte. Você está perto já? Porque eu estou.” Sussurrou para em seguida morder o lóbulo da orelha.

“Estou. Estou.” Gemeu alto em resposta.

Seu corpo estava em chamas, cada palavra, cada toque lhe trazia para mais perto do orgasmo. Suas coxas estavam tremendo, perdendo a força para ficar de joelhos na cama, os tapas que recebeu ardiam deliciosamente e não podia negar que aquela agressividade e lado controlador da mais nova foi surpreendente e excitante ao mesmo tempo. A velocidade e força das estocadas aumentou assim como o movimento dos dedos em seu clitoris, podia sentir a pressão em seu ventre crescendo exponencialmente, seu corpo todo ficando tenso, pronto para o orgasmo avassalador que certamente chegaria logo. Não teve tempo de avisar Kara que estava prestes a gozar quando sentiu a pressão explodir. Seu corpo se inclinando novamente na cama com a força do orgasmo e das convulsões, seu grito sendo abafado pelo travesseiro e torcia para não ter acordado Carter. As ondas de prazer pareciam não parar de correr por seu corpo e rapidamente tudo estava ficando sensível.

Ver Cat se entregando ao prazer daquele jeito foi o catalisador para Kara gozar também, sua mão apertando a cintura do corpo abaixo do seu enquanto tremia com choques e se esforçava para não parar seus movimentos e prolongar o máximo possível o prazer. Foi então que sentiu mais um orgasmo se aproximando e viu o corpo embaixo do seu tencionar mais uma vez e agora, juntas, as duas gozaram; seus nomes escapando dos lábios da outra e seus corpos caindo juntos na cama quando tudo escureceu e ambas apagaram.

Cat acordou alguns minutos depois com dificuldade para respirar e um peso sobre si.

“Kara? Querida, acorde.” Se remexeu um pouco para tentar acorda-la.

“Hm? O que aconteceu?” Começou a se levantar.

“Cuidado!” Exclamou ao sentir o brinquedo se mexendo dentro de seu sexo completamente sensível.

Kara também fez um barulho de desconforto ao sentir o brinquedo. Com muito cuidado e calma tirou o membro de dentro de Cat e depois de dentro de si, colapsando na cama ao lado de sua namorada e soltando um suspiro de alívio.

“Nós desmaiamos.” Comentou enfim e começou a rir; não demorando muito em ouvir a outra se juntando na risada.

“Tem uma primeira vez pra tudo, querida.” Respondeu se virando de lado para observa-la.

“Posso assumir que você gostou da surpresa então? Que eu não exagerei ou passei dos limites?” Deixou um pouco da sua insegurança de antes voltar.

“Você foi incrível. Amei tudo isso. Foi o melhor sexo da minha vida.” Suspirou feliz fechando os olhos e aproveitando a sensação de relaxamento proporcionada pelos três melhores orgasmos que já teve.

Kara que tinha um pouco mais de energia se aproximou da mais velha, trazendo seus corpos juntos em um abraço confortável e beijando preguiçosamente a boca que tanto lhe deixava embriagada.

“Estou feliz de estar experimentando coisas novas com você. Não me vejo fazendo isso com mais ninguém.” Confessou roubando mias um beijo lento. “Acho que devemos tomar um banho, e mudar o lençol.” Sugeriu.

“Definitivamente trocar o lençol, está todo molhado de suor e você sabe que não gosto de dormir suada e colando. Já basta o estado em que me deixou.” Fez uma cara de nojo.

“Bom é isso que acontece quando se tem uma ótima noite de sexo, mas se você quiser posso parar de me esforçar para te satisfazer.”

“Acho que posso tolerar certas coisas por você.” Respondeu como se estivesse fazendo um favor para a garota.

“Consegue andar?” Perguntou já saindo da cama, não podendo deixar de apreciar uma Cat Grant descabelada e relaxada nua na cama e sentir uma pontada de orgulho por ter sido a responsável.

“Não tenho certeza. Acho que não. Meus membros parecem pesar uma tonelada cada nesse momento.” Tentou levantar os braços e pernas para demonstrar sua dificuldade.

“Continue deitada então que vou preparar a banheira para nós e volto para te buscar.”

“Você me mima demais.” Sorriu meio sonolenta. Com certeza o melhor sexo de sua vida toda.

Kara fez questão de tomar seu tempo preparando o banho; deixou a água na temperatura certa, derramou alguns sais de banho com propriedades relaxantes e aroma leve. Voltou para o quarto, pegou Cat no colo e carregou-a para a banheira.

Sentando atrás da mais velha e sentindo a mesma se aconchegar em seu abraço, fechou os olhos e se deixou relaxar na água quente e relembrou os momentos que passaram juntas desde que se conheceram, e, mais importante ainda, o dia que tudo mudou em suas vidas.

 

Flashback 5 meses antes

 

“Posso ficar aqui mais um pouco?” Pediu já esperando um não como resposta, seu semblante entregando toda a dor e arrependimento que sentia no momento.

“Pode.” Foi tudo que a jornalista respondeu antes de sentar-se no sofá de sua sacada.

Um silêncio carregado de perguntas e emoções se instalou e a heroína se perdeu em pensamentos encarando toda a cidade, tentando ignorar tal silêncio. A jornalista percebeu isso instantaneamente e vendo sua única oportunidade de confirmar aquilo que sabia ser verdade, partiu para o ataque.

“Kara?” Chamou baixo.

“Hm?” A heroína se virou distraída, só percebendo seu erro ao encontrar os olhos cor de mel tão familiar. Pânico gelando suas veias.

Apesar de ter um sorriso vitorioso no rosto Cat logo entrou em ação ao ver o desespero preencher os olhos azuis e o corpo da garota ficar tenso, pronto para fugir.

“Hey, calma.” Se aproximou rapidamente.

“Calma? Calma? Como pode pedir isso Srta. Grant? Agora que eu me entreguei desse jeito você tem o furo de sua vida e pode ficar conhecida no mundo pela jornalista que descobriu a identidade secreta de Supergirl! Sou tão idiota!” Exclamou exasperada, seus olhos cheios de lágrimas, suas mãos segurando seu cabelo loiro com força.

E nesse momento Cat Grant viu que tinha uma decisão a tomar; expor a vida dessa garota e arruinar uma vida ou guardar esse segredo e consequentemente perder a oportunidade de sair a frente de todos seus concorrentes. Foi um choque ao notar que a decisão não era difícil e muito menos a que usualmente faria.

“Não contarei a ninguém. Prometo.” Sua voz era calma e suas mãos tremiam um pouco de nervosismo.

“Não vai?” Lágrimas agora escorriam por sua face.

“Não.” E então sentiu os braços fortes e definidos lhe envolvendo em um abraço, lágrimas molhando sua pele através da camisa que usava no momento que a garota escondeu seu rosto em seu pescoço.

“Obrigada.” Sussurrou, no entanto não soltou. Não podia soltar quando sentiu os soluços aumentarem e o choro que prendeu dentro de si o dia todo explodir de dentro de seu peito. Não era bonito ou silencioso, era alto, feio, com soluços que tremiam todo seu corpo e lágrimas quentes que escorriam sem permissão como um rio.

A mais velha não sabia o que fazer; a única pessoa que consolara era seu filho e isso definitivamente não era mesma coisa. Seu coração palpitava rápido, seu corpo respondia ao da outra inconscientemente como instinto, mas sua mente e sentimentos estavam uma bagunça; não sabia como deveria se sentir com toda essa intimidade e ainda assim não conseguia negar a pontada de felicidade que lhe preenchia ao saber que aquela garota confiava o suficiente para se deixar desabar em seus braços. Não Cardigan Maravilha, não James o fotografo de camiseta apertada e nem mesmo a irmã agente do governo.

“Vamos sentar.” Cochichou para não assusta-la e lentamente se dirigiu ao sofá, puxando a outra sem sair do abraço, até estarem sentadas e Kara quase em seu colo, lhe segurando como se fosse um salva-vidas. A camisa amaçada em seus punhos e molhada de lágrimas no colarinho.

 

Lembrou-se de sentir Cat acariciando suas costas e correndo os dedos pelos fios de cabelo, lembrou-se das palavras que acalmaram seu coração naquele dia terrível “Não vai ser fácil, mas vai ficar tudo bem.” “Eu vou te ajudar.” E mais importante, se lembrou de sentir que naquele momento sua relação tinha mudado completamente com sua chefe e que não poderia mais negar e enterrar os sentimentos que sentia. Também se lembrou do primeiro beijo na porta da casa de Cat; estava indo embora depois de jantar e assistir um filme com Carter. Haviam estabelecido uma rotina durante o mês depois do acontecido na sacada e pelo menos uma vez na semana se juntava aos Grant para uma noite de diversão e trabalhar seus problemas internos com Cat. Lembrou do clima instalado durante toda a noite e como ao parar na porta para se despedir ambas trocaram um breve selinho como se fosse natural, parte da rotina, e apesar do espanto em suas faces sorriram e concordaram silenciosamente que não havia o que temer, selando tal acordo com outro breve selinho.

Sentada ali naquela banheira, suas mãos lavando o corpo dela com cuidado, ouvindo os suspiros de prazer e contentamento, trocando elogios e jogando conversa fora, foi impossível não deixar seu coração ser preenchido por tamanha felicidade de finalmente ter encontrado a pessoa com quem queria passar o resto de seus dias, impossível não pensar no anel de noivado guardado em seu apartamento com um diamante cortado no formato do brasão da casa de El e que o momento de oficializar sua família e amor enfim havia chegado e mais importante, que seus pais e tia aprovariam sua escolha se estivessem vivos e diriam que esse é o começo de sua felicidade.



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