História Surprise - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, D.O, Kai
Tags 3some, Chankai, Chankaisoo, Chansoo, Kaisoo, Ot3, Pwp
Visualizações 1.697
Palavras 5.442
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu estava no facebook um dia desses e vi essa foto (capa do capítulo).
Minha primeira reação foi salvá-la, então, assim que fiz isso, o feed atualizou e eu fiquei sem saber a procedência dessa legenda e etc.
Se alguém souber de onde isso saiu, por favor, deixa nos comentários. Eu já morri de procurar.

Enfim, como não conseguia tirar isso da cabeça, cá estou eu postando essa oneshot.

BOA LEITURA

Capítulo 1 - Capítulo Único - Molhados e gritando


Fanfic / Fanfiction Surprise - Capítulo 1 - Capítulo Único - Molhados e gritando

°°°

A vida do meio metro de petulância nunca chegara a ser descrita em uma frase comum, de fato. Seriam necessárias descrições singulares e deveras intrigantes, caso o assunto fosse cada experiência inusitada que ele colecionava. Na verdade, a palavra comum até podia se tornar um antônimo para Kyungsoo, já que este sempre procurou levar seus dias diferentemente dos demais, às vezes sendo alvo de olhares incompreensivos – que, no fim, viraram apenas mais um estímulo para que ele continuasse a traçar caminhos curiosos.

Talvez pelo desejo de não querer se render ao atos convencionais, o jovem continuava a se manter no meio das brigas constantes de seus namorados. Não tinha o que dar errado: essa era a conclusão de Kyungsoo sempre que se dispunha a pensar no assunto. Park Chanyeol, seu namorado mais antigo, fora quem propôs um relacionamento aberto. Inclusive, Do se negou a aceitar isso por um bom tempo... Até o dia em que Kim Jongin entrou na sua turma de Desenho Estrutural para, literalmente, abalar suas estruturas.  

Foi a primeira vez que Soo sentira uma vontade intensa de ficar com alguém além de Chanyeol. Não se sabia ao certo em qual momento o menor havia se apaixonado por cada mínimo detalhe e cada mania irritante do Kim. Um simples oi bastara? Ou foi o sorriso largo? Felizmente, depois dos milhares de beijos trocados às escondidas, os dois projetos de arquitetos não protestaram contra o tipo de relacionamento que deveriam manter.

Agora, um ano e meio depois daquela conversa à três, a odisseia da vida incomum de Kyung passara a ser desvendar o mistério do porquê seus dois namorados discutiam sempre, já que acreditava ter ditado algumas regras básicas no começo daquilo – como os devidos horários de cada um –, para evitar transtornos. Contudo, todos os acordos de paz pareciam ter sido esquecidos, porque o Kim continuava a implicar com Chanyeol de uma maneira imatura.

Mas, ainda com todo o estresse evidente, Kyungsoo não tinha a mínima vontade de acabar com aquilo.

°°°

Transar ao final da tarde das sextas-feiras fazia parte da rotina de Do e de Jongin. Por mais que fizessem isso quase todos os finais de semana, logo após a última aula de cada um, aquele ato não passara a ser entediante ou monótono. Pelo contrário, eles estavam sempre inovando. E era por isso que, nesta sexta em questão, Kyungsoo estava amordaçado e tinha seus punhos algemados na testeira da cama. Fora posto de quatro segundos atrás, sem um pingo de delicadeza sequer – pois havia pedido por isso – e agora aguardava o amorenado unir seus corpos outra vez.

O suor do menor pingava de sua testa, causando certo ardor em seus olhos, mas ele não queria parar. Queria ignorar o cansaço por já ser a terceira vez que era posto em uma posição diferente. Queria ver (ou melhor, queria sentir) até onde Jongin podia ir antes de atingir seu próprio ápice.

A respiração ofegante de Do denunciou a adrenalina que tomou conta de toda a extensão de seu corpo quando sentiu a mão grande do maior explorar suas costas. Dos ombros até a base da coluna, o Kim encerrou aquele contato com uma carícia singular no cóccix alheio, que apertou sua entrada em reflexo. Segundos depois, o deleite de Kyungsoo foi interrompido por um tapa em sua bunda e ele não conteve seu gemido arrastado.

Gostava de conseguir analisar as principais diferenças dos seus dois namorados ao fazerem sexo. Os dois podiam ser delicados demais, mas apenas um conseguia ser bruto. E talvez o nome deste não precise ser citado por ser extremamente óbvio.

– Por que não vem logo, hum? – Do questionou, com sua voz trêmula. Tentava formular outra frase em sua mente quando sentiu seu membro ser envolto nas mãos do outro, que também passou a investir contra sua entrada, ainda sem penetrá-la.

– Eu gosto de quando você implora por mais – diferentemente do menor, Jongin soara firme. E isso era quase impossível. Como ele conseguia manter sua sanidade quando Kyung estava totalmente tomado por desejo?

– Não vou implorar – Soo afirmou, soltando uma risada fraca. Ele estava fraco, aliás. Tão submerso nas sensações que aquela fricção gostosa lhe causava que sequer podia abrir os olhos. Ao invés disso, sua boca entreaberta acompanhava suas pálpebras pressionadas e o leve tom avermelhado de suas bochechas. – Se você não o fizer, tenho quem faça – provocou, sabendo que pagaria caro por ter dito isso. Jongin odiava quaisquer menções a Chanyeol durante o sexo.

– Repete – o Kim quase gritou, largando o membro do outro e se afastando alguns centímetros do corpo arreganhado. – Eu quero ver se vai ter coragem de repetir.

E, mesmo sabendo que o outro não podia ver, Kyungsoo deu seu melhor sorriso de satisfação. Havia conseguido o que queria: Jongin estava quase perdendo a paciência.

– Não faz diferença se você vai me foder ou não – disse, sentindo seu coração acelerar em uma mistura de prazer e apreensão. Podia sentir, apesar de não terem nenhum contato, os músculos do outro tensionarem. – Chanyeol fode tão bem quanto você – completou e suas mãos gelaram.

Um silêncio persistiu por tempo suficiente para que Soo imaginasse a expressão que o maior deveria estar fazendo agora. Possivelmente, seus olhos estariam semicerrados e sua boca deveria estar abrindo e fechando, tentando externalizar alguma frase que calasse sua boca de uma vez por todas.

Talvez Kyung tivesse memorizado todos os gestos do amorenado? Talvez.

E levou menos de um minuto para que o menor pagasse por sua língua afiada.

°°°

– Você já vai? – Soo ouviu Jongin murmurar, remexendo-se entre os lençóis. – Por que não fica mais um pouco?

– Vou jantar com o Chanyeol hoje e você sabe disso – o menor respondeu, catando suas roupas nos quatro cantos do quarto, enquanto refletia o motivo do amorenado ter jogado sua blusa tão longe. – As noites de sexta-feira são dele.

Kyungsoo havia acabado de sair do banho e tinha demorado logos minutos para conseguir ficar em pé, já que suas pernas bambas e a dor em seu íntimo não o ajudavam.

– Que saco – o outro continuou, sem se dar o trabalho de levantar. Seu corpo permanecia molenga depois do esforço que fizera há minutos atrás. – Isso é injusto, ele mora contigo! Só te vejo raras vezes.

– Raras vezes? Você chama todo dia de raras vezes? Nós estudamos juntos, Jongin.

– E eu posso te beijar no meio da aula, por acaso?

– Não adianta discutir com você... – Kyung balbuciou, afivelando o cinto e procurando seu outro par de meias. – Não adianta mesmo! Até parece que não sabia disso antes de aceitar esse relacionamento.

– Que horas eu te pego amanhã, então? – o maior se deu por vencido. Quanto mais implorava por  algumas horas-extra, mais o nome do Park sempre acabava sendo usado como desculpa. A verdade era que Jongin não conseguia muito bem aceitar a ideia de dividir seu namorado com outro, porém também não conseguia ficar sem Kyungsoo. Tudo o que lhe restava, por fim, era se contentar com aquilo.

– Amanhã é meu aniversário, espero que me leve ao melhor lugar dessa cidade – completamente vestido, o menor se aproximou do Kim, depositando um beijo em uma de suas bochechas fofas. – Ou ano que vem eu deixarei essa data para o Channy.

– Que nojo – o amorenado praguejou, tendo a voz abafada pelos travesseiros. – Não chame ele assim quando eu estiver perto, por favor.

Tudo o que Do fez foi rir alto. Ao contrário do seu outro namorado, Jongin era ciumento e birrento, características que foram atenuadas com o tempo.

– Não podia acabar com essa birra infantil ao menos no dia do meu aniversário? – Soo questionou, acariciando os cabelos do Kim, que mexia sua cabeça em busca de contato, como se fosse um filhotinho. – Eu adoraria sair com vocês dois amanhã e Chanyeol não tem problema nenhum com isso.

O silêncio perdurou por longos minutos. Kyungsoo se vira perdido ao encarar as feições neutras do maior, que parecia ter adormecido. Se não estivesse com pressa para ir encontrar o Park, com certeza Do estaria ali deitado também, pois sentia o cansaço tomar conta do seu corpo. Jongin poderia parecer delicado e dócil quando visto cochilando serenamente. Entretanto, não era aquela calma que as paredes do banheiro – caso falassem – relatariam. 

O Kim tinha seus momentos de brutalidade e uma ereção entre as pernas era o bastante para que ele perdesse o controle e empurrasse Kyungsoo até o apoio mais próximo. Por isso, eles já tinham feito sexo em cada canto daquela casa. Da cozinha ao jardim, do sofá ao banheiro, da varanda ao closet: cada canto dali fora marcado por lembranças impróprias e por gemidos altos.

°°°

Tentando não despertar o outro, Do fez o mínimo de barulho possível ao sair do quarto e, em seguida, trancar o porta principal com sua cópia da chave. A noite caía e o menor sentiu um frio percorrer seu corpo. Soo tinha seus olhos pesados e só queria dormir. Mas tinha que dar atenção ao Park, que lhe esperava para o jantar. Os dois passaram a dividir apartamento há dois anos, quando ambos entraram para a Universidade de Seul e não conseguiram vagas no dormitório. Fora um anúncio em um flanelógrafo que fizera Kyung ligar para o Park pela primeira vez.

O menor pegou um táxi, já que a distância era considerável e ele não tinha um pingo de energia para ir andando até a estação do metrô. Vinte minutos depois, o carro estacionou em frente ao seu prédio. A partir dali, seguiu com seus hábitos: cumprimentou o porteiro e a moça da limpeza, que geralmente sempre se empenhava em deixar o saguão brilhando. Subiu no elevador e apertou várias vezes o botão do sétimo andar até que esse finalmente fosse selecionado, porque esse era um dos únicos defeituosos.

Encarou a porta com o número setecentos e treze pendurado bem no meio e suspirou alto. Procurou a chave em todos os cantos da sua bolsa e só depois lembrou de tê-la posto no bosto de sua calça. Um Kyungsoo sonolento era um Kyungsoo lesado. Parecia que ele perdia todos os por centos de esperteza em duas situações: quando com sono ou com fome.  

Entrou no apartamento e tirou os sapatos, deixando-os no armário ao lado da porta. Jogou a mochila no em cima de uma das poltronas ao lado do sofá da sala, escutando o estrondo abafado que seus livros fizeram contra no couro.

– Boa noite – o menor murmurou, massageando suas têmporas.

– Por que essa carinha, meu amor? – Chanyeol indagou, desviando o olhar da televisão e fitando o rosto de Kyungsoo.

– Cansaço – declarou. – Quer jantar aonde hoje? Ou prefere que eu cozinhe? – Kyungsoo questionou, já que nenhuma das duas opções lhe incomodaria. Só desejava poder estar mais disposto para paparicar o maior. 

– Vem, deita aqui – o Park pediu, indicando para que Do deitasse em seu colo. 

Sem dizer mais nada, Kyung esticou seu corpo no sofá e apoiou sua cabeça nas coxas do outro, que afagou seus cabelos em um carinho. Soo ficou manhoso e fechou os olhos para aproveitar o momento de descanso e, enquanto seu namorado permanecia entretido com seus fios pretos e lisos, ele sentia o aroma másculo – mas ainda suave – de Chanyeol adentrar por suas narinas. 

– O que acha de pedirmos pizza? – sugeriu o maior, levando o dedo indicador para a bochecha de Do, deslizando-o com cuidado, como se tocasse uma obra de arte de milhões de wons. – Jongin parece ter te deixado exausto. 

– Desculpa – o menor murmurou, meio decepcionado consigo mesmo. 

Como queria que os dois parassem de brigar se ele não conseguia dar atenção aos dois?

– Nada de pedir desculpas, certo? – o Park sempre fora o mais compreensível dos três. – Eu também estou cansado...

– Encontrou Baekhyun hoje?

E esse era o motivo de Chanyeol ter implorado por um relacionamento aberto: também amava duas pessoas. 

– Não esse tipo de cansaço – respondeu depois de rir fraco. – Passei a tarde inteira arrumando meu quarto e o seu. 

– Por que limpou meu quarto? – Soo perguntou, arqueando um pouco as sobrancelhas. 

– É o seu presente de aniversário.

O menor revirou os olhos em reprovação. 

– Você sabe o que eu queria de presente e arrumar minha cama não fazia parte. 

– Já disse que não posso te pagar uma viagem para Nova York agora.

– Estou brincando – Kyung concluiu ao ver a feição tristonha do maior. Não conseguia não ceder aos olhinhos fofos e ao biquinho do Park. – Obrigado. 

– Seu presente, na verdade, é um vale arrumação de quarto durante um ano. 

– Poderia ter dito isso antes. Eu não teria reclamado. 

Os dois continuaram a jogar conversa fora até que ouviram seus estômagos roncarem. Ligaram para a sua pizzaria preferida e aguardaram longos minutos para poderem, finalmente, comer. Trocaram alguns beijos leves e abraços apertados enquanto aguardavam o entregador tocar a campainha. Yeol, apesar de não sentir uma saudade extrema lhe consumir, agarrava o outro como se estivessem ficado sem se ver há anos. Inclusive, eles dividiam a mesma cama quase todas as noites – porque o Park sempre decidia se aninhar entre os lençóis de Kyungsoo. 

Para ambos aquela relação era confortável. E para Kim Jongin também, é claro. 

E era assim que os três jovens levavam seu relacionamento meio incomum – isso ao olhar dos mais antiquados, é claro.   

Cada qual com seu cada qual já não era o suficiente. 

 

Enquanto se empanturravam com as várias fatias, puseram uma série qualquer para assistirem. Em geral, para Kyung, estar na presença de Chanyeol era relaxante e revigorante. Claro que amava seus dois namorados nas mesmas proporções, porém o Park parecia realmente ser dono da maior parte do seu tempo, já que eles moravam juntos. Refletir sobre isso fez Soo pensar sobre o quão Jongin estava certo em reclamar. 

O maior só percebeu que Kyungsoo havia adormecido quando sentiu seu ombro ficar dormente. Fitou o relógio de parede à sua frente e constatou que era quase meia-noite. Com cuidado, afastou as caixas vazias e os copos de plásticos, antes cheios de refrigerante, e se pôs em pé. Devagar, segurou o corpo no menor por debaixo dos joelhos e pelas costas, carregando-o até o quarto. Aliás, essa cena se repetia quase sempre quando eles decidiam ver televisão, porque Do era um dorminhoco de carteirinha. 

Felizmente, Soo não acordara com o movimento, fato que permitiu que o Park admirasse a leveza alheia. Percorreu os olhos por todo o rosto delicado de Do, parando apenas para fitar a marca arroxeada em seu pescoço. Suspirou meio alto, cobrindo-o com o edredom. Chanyeol não se incomodava muito de Jongin sempre deixar vestígios no corpo do menor, mas daquela vez aquilo o irritou. 

Voltou para sala apenas para arrumar as coisas. O maior, superando todas as expectativas de sua mãe, odiava qualquer tipo de bagunça. Por isso, logo tratou de lavar o pouco de louça que tinham sujado e de jogar o lixo fora. Desligou a televisão e pegou seu celular, que antes repousava no braço do sofá. Para sua surpresa, haviam mais de trinta ligações perdidas e várias notificações de mensagem. Assim que ia retornar a ligação para o tal número – que não tinha salvo em seus contatos –, o mesmo o chamou outra vez. 

– Alô? 

– Chanyeol hyung? – ouviu uma voz masculina dizer. 

– Quem é?

– É o Jongin. Por que demorou tanto a atender?

Imediatamente, o Park arqueou suas sobrancelhas e fitou o visor do celular novamente. 

– Mudou de número? Não apareceu seu nome aqui. 

– Mudei... Enfim, por que não me atendeu antes?

– Estava pondo Kyungsoo na cama e chegando aquele chupão indiscreto que você deixou nele.

O amorenado riu um pouco. 

– Que seja. Estou indo para o seu apartamento agora, certo?

– Por quê?

– Hoje é aniversário do nosso namorado. 

– Eu sei, mas o que quer aqui à essa hora?

– Nós vamos fazer uma surpresa para ele, Chanyeol hyung. 

– Nós?  

– Te explico daqui a pouco – falou e desligando em seguida, fazendo o outro bufar. 

°°°

Kyungsoo sentiu seu colchão de casal afundar de ambos os lados. Não tinha o sono muito leve, mas mesmo assim despertou para checar o que estava acontecendo ao seu redor. Quase morreu de um susto quando viu seus dois namorados o encarando com sorrisos fofos.

– Parabéns, meu amor – disseram em uníssono.

– Eu morri e no paraíso vocês dois são amiguinhos? – Soo não pôde deixar de debochar. Sentou na cama e coçou os olhos.

– Até parece que você vai para o paraíso – Jongin rebateu, assanhando mais as madeixas do menor.

– Que horas são? Por que estão no meu quarto?

– Hoje é o meu dia com você – o amorenado prosseguiu. – Mas achei injusto privar Chanyeol do seu aniversário outra vez.

– Que tipo de pegadinha é essa? – Do não acreditava no que estava ouvindo.

– Hoje vamos ser nós três, amor – Chanyeol disse, depositando um beijo rápido nos lábios alheios.

Os maiores estavam sentados um de cada lado de Kyungsoo, que alternava seu olhar vez ou outra.

– Que horas são? – repetiu, tentando entender o que realmente estava acontecendo. Só podia estar sonhando, pensou.

– Fazem vinte e cinto minutos que você ficou mais velho – o Park finalmente o respondeu.

– O que fazem no meu quarto de madrugada?

– Eu durmo aqui todas as noites – Yeol comentou, observando Jongin franzir os lábios.

– Eu vim porque a sua surpresa de aniversário acabou de começar – o Kim afirmou, beijando Soo sem se importar de estarem sendo observados.

– O que diabos isso significa? – Kyung indagou assim que seus lábios foram deixados.

– Foi você que disse que adoraria sair com nós dois hoje. Também falou que Chanyeol não tinha problema nenhum com isso – o amorenado explicou. – Então, pensei... Por que não?

– Você sabe que tudo à três é melhor, não é? – Chan provocou, feliz em ver as bochecha do menor corarem.

– Seus pervertidos – Soo murmurou. – Eu disse para sairmos juntos e não transarmos juntos. 

– Vai dizer que nunca imaginou como seria se fizéssemos isso?

Kyungsoo engoliu seco. Tinha que admitir que boa parte das suas fantasias eróticas envolviam seus dois namorados juntos em uma banheira. Molhados e gritando, de preferência.

– Só pelo seu olhar, dá para saber o quanto você quer isso – Jongin afirmou, engatinhando na cama até conseguir sentar atrás do menor. 

Chan levou a mão até o interruptor pequeno do abajur, localizado em cima do criado mudo, e o acendeu.

– Quero lembrar de tudo nitidamente. 

A partir dali, as hesitações não foram mais necessárias, pois eles já sabiam muito bem o que e como fazer. 

 

Devagar, o amorenado deixou um selar na curvatura do pescoço de Soo, que suspirou baixinho, encarando Chanyeol se acomodar à sua frente. O Park levou suas mãos até as bochechas do menor, em uma carícia leve e morna. Logo aproximou as duas bocas, roçando os lábios de leve, e lambendo-os lentamente. Nada ali precisava de pressa. Eles ainda tinham vinte e três horas e alguns minutos para poderem aproveitar o calor dos três corpos juntos. 

Jongin, que observava seu namorado receber um beijo calmo, enfiou a mão por debaixo da blusa de Kyungsoo, enquanto lambia o lóbulo de sua orelha. Como sempre gostava de fazer, espalmou suas mãos pelas costas alheias e apertou-as de leve. Isso o passava a ideia de que o menor não tinha como fugir de si. O amorenado escutou Soo soltar um gemido de prazer quando Yeol lhe mordeu o lábio inferior e aquilo lhe fizera sentir uma fisgada. Seu membro começara a dar sinais de vida dentro do jeans. 

Kyung não sabia ao certo no que prestar atenção. Quando o oxigênio se fez necessário, inclinou o pescoço para o lado, possibilitando que o Park o lambesse ali – bem em cima do chupão de Jongin, para ser mais preciso. Apesar da dor leve, aquilo estava o levando à loucura. Sentiu-se finalmente completo entre o abraço caloroso dos seus namorados. Soo ergueu os braços para que Yeol retirasse sua blusa e um arrepio percorreu todo seu corpo quando sentiu o peitoral nu de Jongin entrar em contato com suas costas. Sequer sabia quando Jongin tinha começado a tirar suas roupas e jogar no chão, mas gostou daquela surpresa – daquela parte da surpresa, melhor dizendo. Porque haveriam muitas outras. 

O menor mudou de posição logo em seguida, já que os dois maiores o deitar no meio da cama. 

Park Chanyeol e Kim Jongin agiam como um reflexo do outro. Isso implica que, agora, cada um lambia um mamilo do menor, ao mesmo tempo que passeavam as mãos por seu abdômen magro. Soo arfava baixinho e levou as mãos até os cabelos dos dois, segurando-os pela nuca e os impulsionando contra seus mamilos. As mordidas leves e as lambidas circulares, mescladas em perfeita sincronia, arrancaram de Kyung o primeiro gemido alto da noite. 

– E-Eu – o menor gaguejou. – Eu quero que vocês dois se beijem. 

O amorenado riu soprado, sentando sobre os calcanhares e observando Chan fazer o mesmo. Sem pensar duas vezes, inclinou-se e inciou um beijo afoito, fazendo com que Soo assistisse a cena de baixo. Ver as línguas entrelaçadas dos seus namorados lhe era prazeroso. Ver como os dois esqueceram de suas birras por um bem maior era incrível. 

– Vocês vão fazer o que eu disser? – Soo indagou, incrédulo com tudo aquilo. 

– Faz parte da surpresa – Jongin murmurou, sem querer parar o beijo.

O amorenado odiaria admitir em voz alta, mas o Park passara a ser o dono de toda a sua atenção naquele momento. Era um misto de sensações novas. Fazia muito tempo que ele só trocava carícias íntimas com Soo, então até a maneira sinuosa com que Chanyeol movimentava sua língua lhe despertava certa curiosidade. Tocar o corpo do Park era totalmente diferente de tocar Do: Jongin concluiu no momento em que retirou a camiseta que o outro maior usava. Apesar de aparentar ser delicado, o olhar de tesão de Yeol era capaz de provocar arrepios na pele do Kim. 

Ambos tinham os olhos nublados de prazer e luxúria. Quem os visse assim, jamais diriam que era quase inimigos. 

– As definições de oitava maravilha foram atualizadas – Soo debochou, absorto por ser um espectador do tratado de paz entre seus dois namorados. 

Os maiores fingiram não escutar, porque o ósculo viciante já os fizeram ficar quentes o suficiente. Chanyeol empurrou o amorenado, fazendo-o deitar na cama ao lado de Kyung. Sem muitas cerimônias, subiu em seu corpo e dedicou-se a distribuir mordidas em seu pescoço totalmente livre se marcas. 

– Isso é por sempre deixar o nosso namorado todo roxo – anunciou antes de pressionar os lábios em uma fricção forte na clavícula de Jongin, que gemeu baixo. – Isso é por sempre fazer birra e começar as discussões ciumentas – continuou, trilhando um caminho lambuzado até um dos mamilos do Kim e depositando uma mordida leve. Dessa vez, o amorenado arfou e remexeu até os dedos dos pés, em pleno deleite. – Isso é por não ter tido essa ideia antes... – por fim, colou as bocas novamente, em um ato selvagem, e guiou sua destra para dentro da calça do outro, segurando a cabeça melada de seu membro rijo e esfregando o polegar ali.

Do sentiu seu íntimo reclamar do aperto da calça que usava. Toda aquela espécie de pornô ao vivo estava o deixando cada vez mais duro. Pediu para que Jongin lambesse a palma da sua mão e, quando ele o fez, levou-a ao próprio membro, subindo e descendo devagar. O menor ofegava ao se masturbar assistindo seus namorados se tocarem. Apesar de querer pressionar as pálpebras para aproveitar melhor o prazer, não queria perder um segundo sequer da ação dos outros dois. 

– Chupa ele, Channy – Kyung pediu, sabendo que aquilo seria acatado como uma ordem. Sorriu satisfeito ao ver a expressão maravilhada do Kim, que quase gritou ao ter seu membro abocanhado pelo Park. Se, um dia, Soo tivesse que escolher entre o melhor boquete dos dois, não teria problema nenhum. Nesse quesito, os dois tinham uma diferença nítida. O Park sabia tudo que tinha que fazer para que qualquer um gozasse. 

Apalpou os testículos alheios, os prendendo posteriormente em uma leve sucção – caso usasse força demais, aquilo machucaria, mas Yeol era um doutor na arte do sexo oral. Masturbou-o com uma mão, vez ou outra levando a glande até seus lábios, onde simulava uma cavidade apertada sendo preenchida devagar. Ao escutar os gemidos ficarem mais frequentes, Chan deixou que o membro batesse na sua garganta, tomando cuidado para não ceder a ânsia que isso causava. Repetiu o ato mais algumas vezes, adquirindo um ritmo confortável para os dois.

– Puta que pariu! – Jongin exclamou alto, como se o palavrão fosse o ajudar a lidar com tal situação. Impulsionou o quadril de encontro à boca do outro maior, buscando um contato mais rápido. Eram muitas informações para processar. Os gemidos baixos de Kyungsoo, a boca apertada de Chanyeol e uma mente repleta de pensamentos tão impuros quanto os atos que praticavam agora. 

Tudo isso estava fazendo o Kim delirar.

– É gostoso, não é? – Kyung fez uma pergunta retórica. Qualquer um, apenas de ver a cena, seria capaz de descrever o quanto aquilo parecia prazeroso. 

– E-eu vou... – o amorenado ia dizendo, quando foi interrompido.

– Pode gozar na minha boca –  Chanyeol disse isso como quem diz um bom dia ao moço da padaria, murmurando propositalmente contra o membro alheio, por saber que isso causaria vibrações deliciosas.

Então só foi preciso mais uma chupada para que Jongin despejasse o líquido viscoso em sua língua. O Park ainda fez questão de sugar os resquícios de sêmen presentes na cabeça avermelhada do pênis alheio, o que causou alguns espasmos no corpo do Kim, ainda em êxtase após o orgasmo.

– Vem cá, Channy? – a voz de Soo soou como uma súplica e ambos namorados o encararam. 

Imediatamente, Yeol engatinhou para o lado e tomou conta do membro alheio, chupando com força e rapidez, assim como sabia que Do gostava. O espertinho fez o menor lamber seu dedo indicador e o penetrou na entrada, até agora intocada, de Kyung. Assim que sentiu ser interior ser preenchido vagarosamente, Soo suspirou alto, prestando o máximo de atenção na dor aguda – não tão forte por ter feito sexo recentemente – e no prazer que se apossou do seu corpo. 

À medida que afundava o dígito no menor, o Park lambeu sua glande e o pôs na boca por completo, tomando cuidado para não encostar os dentes na pele fina. Chanyeol sentiu as veias do pênis alheio pulsarem em sua língua e sorriu. Deu seu melhor sorriso vitorioso. Ele sabia que era fatal. Enfiou mais dois dedos de uma vez, distribuindo beijinhos pela virilha de Kyungsoo, que só sabia engolir seco diversas vezes. A sensação era tão boa que sua voz sumira juntamente com o oxigênio.

Parecia que uma nuvem de ar quente acobertava as quatro paredes do cômodo, porque os três corpos estavam quase em combustão. 

O Kim, que antes apenas observava os outros dois, aproximou-se do Park, o puxando para um selar rápido. Do abriu os olhos para ver o que estava acontecendo, mas teve que estreitá-los em seguida, porque a cabeça de seu membro passara a ser lambida pelas duas línguas, que se esbarravam sinuosamente vez ou outra. Logo, Jongin chupou-o até a base, enquanto Yeol sugou seus testículos novamente.

– Ah, isso é tão bom! – Soo disse entredentes, agarrando os lençóis da cama.

– Quem você vai querer primeiro? – Chan perguntou, sentando sobre seus calcanhares.

Kyungsoo não conseguiria escolher. A única coisa que ele tinha certeza era que:

– Eu quero vocês dois juntos. 

O amorenado parou o que fazia apenas para encarar o menor e dar seu melhor sorriso de lado. Não podia negar que queria ter tido aquela ideia antes. 

– Vamos dar um jeito nisso, então – Yeol concluiu. – Jongin, senta encostado lá – pediu, apontando para a testeira da cama. 

– Vem para cá, Soo – o Kim falou, batendo com as mãos nas suas coxas. 

O Park lambeu sues próprios lábios ao ver Kyungsoo engatinhando e, em seguida, abrindo as pernas para se acomodar no colo de Jongin. Poderia ter gozado apenas de ver a maneira do como eles passaram a se beijar, mas teve que se controlar. Os três deveriam chegar ao ápice juntos, dessa vez. 

Chanyeol se aproximou dos dois, pensando em como aquilo funcionaria. Foi então que uma possibilidade invadiu sua mente. Sem cerimônias, sentou em frente aos outros, abrindo as pernas longas para que o Kim se acomodasse também. O Park passou as mãos pelas costas de Do, acabando por acariciar o final da sua coluna e enfiar dois dígitos em sua entrada, para constatar se o outro já estava devidamente preparado. 

Sinalizou para que Jongin o penetrasse e assim foi feito nos segundos seguintes. O silêncio se instalou enquanto Kyung sentia sua intimidade ser invadida por completo. E os poucos por centos de dor jamais atrapalhariam todo os de prazer. 

– Quente e apertado! – o amorenado exclamou baixinho, jogando a cabeça para trás. 

O outro maior ficou boquiaberto pela cena: agora, o membro do Kim sumia e reaparecia devagar, sem muita força, e os gemidos do menor eram mais que excitantes. Assim que percebeu o ritmo das estocadas precisas aumentar, Yeol lambeu a palma da sua mão e deslizou-a em seu pênis, deixando-o mais escorregadio possível. 

E então os três estavam prestes a desfrutar do prazer em um conjunto. 

Forçou a glande na entrada de Soo, que apoiou a cabeça no pescoço de Jongin. Aquilo doía. Muito. E, por um instante, ele se arrependeu de ter sido guloso. Para amenizar um pouco a tensão, o amorenado distribuiu beijos em sua bochecha, enquanto Chan o penetrava mais. Não tardou para que os dois membros ocupassem completamente aquele mínimo espaço. 

– Se vocês se mexerem agora, eu os mato – Kyung ameaçou, tomado pela dor que o fazia franzir o cenho. 

Os maiores riram e acabaram por gostar da sensação dos dois membros se roçando. Logo as risadas viraram arfares, pois Soo passou a ditar a frequência das reboladas. Quicar em seus dois namorados – ao mesmo tempo – o fez se sentir incrível. 

Eram muitas informações para processar naquela simples cena. Os gemidos roucos de Jongin e os suspiros deliciosos de Chanyeol. A forma de como eles o seguravam forte pela cintura e o modo de como seu membro esquecido roçava no peitoral musculoso do Kim.  

– Tão bom! – sussurrou o Park, estreitando os olhos. 

E então tudo começou a ficar descontrolado quando o ponto sensível de Soo passou a ser tocado pelos membros tesos. Os quadris dos maiores se moviam em sincronia, aumentando a força das estocadas, ao perceberem o estado frágil do menor, que sentiu seu ápice se aproximar. Chan apertou sua bunda, empurrando-o para baixo com mais agressividade – tal que jamais havia sido desperta antes – e o Kim tratou de beliscar seus mamilos rijos. 

Sem dizer uma palavra sequer, Kyungsoo gozou, melando o umbigo do amorenado. Sua força se esvaiu e ele pendeu para a frente, ofegante. Yeol também não se aguentou e se desfez no interior do menor, sendo seguido por Jongin. 

Os três permaneceram quietos e seus pulmões ardiam. Passaram longos minutos para que se acalmassem e controlassem suas respirações.

O Park foi o primeiro a se retirar de dentro de Soo, que respirou fundo, ainda imerso nas sensações anteriores. Depois, o Kim fez o mesmo, deitando cuidadosamente o menor no meio da cama. Kyung se encolheu nos braços de Chanyeol, que depositou um selar em sua testa. 

– Já podemos continuar a surpresa? – Jongin indagou, aconchegando-se atrás do menor e suspirando cansado. 

– Tem mais? –  Soo conseguiu falar, mesmo quase cochilando no peitoral do Park. 

– Um dia tem vinte e quatro horas, meu amor – fora Yeol quem afirmou, depois que esticou o braço para apagar a luz do abajur. 

E os maiores dormiram com as mãos quentes grudadas no corpo encolhido de Do. 

Qual dos dois Kyungsoo escolheria para o café da manhã?

 

°°°

 

Um ano havia se passado desde a primeira vez em que eles descobriram que tudo poderia ser melhor à três. Aquele doze de janeiro não fora diferente do anterior. À meia-noite em ponto, Kyungsoo fora acordado com beijos em ambos lados do seu pescoço. E ele soube que teria que cancelar todos seus compromissos, porque não iria querer sair dali tão cedo.  

– Desculpa por furar, Yifan – Do pediu, falando depressa. Tinha poucos segundos para desligar o celular e voltar para a banheira, onde seus dois namorados já soltavam gemidos arrastados. 

– Só se você me der um bom motivo – o chinês murmurou, odiando a ideia de não sair com seu amigo. Havia, inclusive, reservado uma mesa para os dois almoçarem no melhor restaurante da cidade. 

– Aqui vai o seu motivo – Do disse e pigarreou antes de prosseguir. – Jongin preparou outro presente surpresa de aniversário para mim. Ele disse que eu vou estar molhado e gritando. E que o Chanyeol pode se juntar.

 

C O N T I N U A


Notas Finais


Tudo pode ser melhor à três, afinal.

CONTINUAÇÃO
https://spiritfanfics.com/historia/another-surprise-10726025

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Perdão por quaisquer erros de ortografia.

Até ontem <3


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