História Surrender - Capítulo 1


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Categorias Avenged Sevenfold
Personagens Johnny Christ, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Tags Avenged Sevenfold, Drama, Romance, Traição, Zacky V
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Palavras 3.914
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, gente estou escrevendo mais uma fanfic do A7x. Mais uma do gordo!

***AVISO***
Por acaso, se vocês verem em outros lugares uma fanfic chamada Surrender e com Chris Evans, não denunciem porque é minha. Basicamente, é a mesma historia com outra versão, sem Chris Evans e crianças com câncer.
Dei uma variada na historia para não ser a mesma coisa, não vou continuar falando senão vou dar spoliers.

BOA LEITURA!!!

Capítulo 1 - How I met Zacky V


Fanfic / Fanfiction Surrender - Capítulo 1 - How I met Zacky V

Geralmente, todo mundo começa as histórias como era uma vez, ou as vezes desde a infância. Totalmente clichê, ninguém se importa onde cresci e como vivi. Vou iniciar o meu relato de onde realmente começou a minha vida adulta, não quando comecei a trabalhar, ou mesmo quando eu passei no vestibular, não.

Vou iniciar onde todo meu problema começou, pelo título, você imagina quando foi... Na verdade, foi um pouco antes disso, umas horas antes de conhece-lo.  Hoje, percebo que talvez devesse dizer não a Meaghan, só que aquela loira esquisita é muito convincente do que você imagina. Voltando a tudo isso, talvez tenha o erro mais certo que cometi na minha vida.

 

31 de agosto de 2012 – Universidade da Califórnia, campus Long Beach

 

            As férias do semestre estavam acabando, os alunos estavam voltando ao campus, outros como eu permaneciam lá, afinal eu tinha vindo de outro país e não tinha parentes ou amigos para visitar nas férias.

            Uma coisa que me deixava extremamente feliz era o Desafio acadêmico. Era um programa de TV que diversas universidades disputavam um prêmio de 100 mil dólares, alguns prêmios e um troféu. Eu entrei na equipe para participar do programa, além de ser emocionante participar de um programa de perguntas e respostas, tinha oportunidade de conhecer a ilha de Manhattan.

                

Bem, eu participei de vários programas, sempre fui muito bem. Porque eu não poderia ser a garota mais bonita, mais sexy, mais popular da universidade, mas com certeza, eu era a mais inteligente. Dessa vez tinha ganhado a temporada, fui recebida com honras, fui carregada pelo time de futebol americano por todo o campus.

            Acenei como uma campeã, levando o troféu nas mãos, o reitor estava na porta, eles me desceram. Eu ajeitei a minha camiseta branca, ele pegou o troféu das minhas mãos, entramos e ele me levou a prateleira de troféus. Ele colocou o troféu no meio dos outros.

 

- Srta. Albuquerque, você foi espetacular no programa, você merece a bolsa que conseguiu. – Eu dei um sorriso. – Estava pensando em uma forma de te recompensar. – Coloquei a mão no queixo. – Você vai trabalhar meio período no café da universidade, vai receber um salário e você começa segunda.  

- Muito obrigada, reitor. – Eu o abracei e ele achou estranho, mas o soltei rapidamente.

 

            Eu andei até o dormitório feminino apenas com a minha mochila da Monster high. No meio do meu caminho, Stan estava parado. Ele era o capitão do time de basquete, alto, loiro, parecia o Chucky de tão feio, bastante bombado. Desde que entrei na universidade, esse imbecil me chamava para sair, por mais que há dois anos, eu disse não, esse imbecil continuava insistindo.

            Ele cruzou os braços, tentei ignora-lo, tentei passar, mas aquele idiota bloqueou o meu caminho, revirei meus olhos. Respirei fundo para que ele não estragasse a minha alegria.

 

- O que você quer? – Fui grossa.

- Não precisa ser agressiva, queria te felicitar por ter ganhado o Desafio acadêmico. – Revirei os olhos mais uma vez.

- Obrigada. – Passei as mãos sobre meus cabelos.

- Podemos comemorar tomando uma cerveja mais tarde, na festa da Meaghan. – Revirei os olhos pela terceira vez.

- Isso, nunca. – Empurrei-o. – Eu estou muito cansada para ouvir suas idiotices.

- Sammy!

 

            Simplesmente eu o ignorei, continuei a andar pelos corredores até chegar ao meu quarto. Peguei a chave do quarto dentro da mochila, abri a porta rapidamente, não tinha ninguém no quarto.

            Joguei a minha mochila em cima da cama, comecei a tirar as minhas botas dos pés. De repente, a porta se abriu, entraram Dany e Meaghan. Meaghan estava segurando bexigas de festas coloridas e Dany um bolo de chocolate imenso. Eu fiquei feliz, logo pensei, se Meaghan estava sendo legal comigo, provavelmente ela queria alguma coisa.

 

- Amei a surpresa! – Dei um grande sorriso, Dany colocou o bolo em cima da minha escrivaninha ao lado do meu laptop.

- Fizemos porque você merece tudo de bom, formiguinha. – Dany sentou ao meu lado e me abraçou. – Obrigada por ter vencido, por ser a melhor amiga do mundo. – Meaghan revirou os olhos.

- Espero que você venha comemorar na minha festa hoje a noite. – Estava demorando, revirei meus olhos enquanto Meaghan falava e Dany me soltou.

- Acabei de chegar de viagem, a única coisa que eu quero é descansar. – Respondi e Dany deitou a cabeça no meu ombro.

- Você sempre fica em casa estudando, as férias estão acabando e...

- Você nunca faz questão de me chamar para suas festas, Meaghan. Por que esse súbito interesse em me convidar? – Tentei saber o que realmente estava acontecendo. – Quanto o Stan te pagou?

- Meu primo não me deu um centavo... – Meaghan sentou do meu lado direito. – O problema é que o cara que serviria as bebidas na festa, furou... Eu não posso servir as bebidas, chamei um cara que estou afim de ficar com ele, essa vai ser a minha oportunidade. – Eu deveria ter imaginado. – Claro que Stan pediu para eu te convencer...

- Não, mesmo. Eu vou dormir que eu ganho mais. – Tirei as minhas meias.

- Eu te pago 200 para você apenas servir bebidas. – Fiquei interessada.

– Agora o negocio ficou interessante, mas preciso de mais para sacrificar uma noite de sono precioso pela sua festa. – Meaghan bufou.

- 400. – Sorri de lado.

- Aceito, como sei que você é uma tremenda de uma caloteira. – Ela se ofendeu e Dany riu. – Quero receber adiantado. – Meaghan se levantou da cama, pegou sua carteira de onça e me entregou 300. – O resto você me dá até segunda.

- Certo. – Disse com voz estridente, ela tinha uma voz irritante.

 

            Mais tarde, eu tomei banho, coloquei um short e uma camiseta apenas para não andar de toalha pelos corredores, o nosso quarto não tinha banheiro. Afinal, ninguém mandou ser pobre. Entrei no quarto, Dany estava colocando um vestido de couro preto que além de realçar as suas curvas, realçava sua pele quase translucida.

            Abri o meu armário, fiquei pensando no que vestir, no final das contas, acabei pegando, uma camiseta preta dos Ramones, uma calça jeans rasgada. Troquei de roupa rapidamente, Dany assobiou quando me viu de calcinha e sutiã, besta. Coloquei a roupa, passei meu perfume de maçã e desodorante de lavanda.

            Coloquei meu all star rosa, peguei a minha caixinha de bijuterias, abri e coloquei meus brincos de estrelas e meu colar com a constelação do signo de capricórnio, ou seja, o meu. Pedi para Dany colocar no meu pescoço, assim ela o fez. Resolvi não me maquiar para não chamar a atenção de ninguém, peguei o meu celular, um Galaxy SIII que tinha ganhado no Desafio acadêmico. Coloquei no bolso da calça jeans, como meu cabelo tinha pegado um pouco de vapor, tinha que fazer chapinha nele.

            Liguei a prancha, peguei o reparador de pontas dentro da minha gaveta e em seguida o pente. Passei a prancha no meu cabelo, depois o reparador de pontas para evitar o frizz. Só que nunca durava a noite inteira, penteei o cabelo.

            Dany me levaria de carona até o local onde Meaghan tinha arrumado para a festa. Subi na moto de Dany, coloquei o capacete, era muito responsável. Ela pilotava rapidamente, fiquei de olhos abertos para observar a paisagem, passamos pela orla das praias de Long Beach.

            Em menos de 10 minutos, chegamos ao nosso destino. Era a piscina Belmont plaza. No entanto, estava fechada, não entendi nada, vi diversos carros e motos estacionando lá, isso não era um bom sinal. Então Dany pulou as grades de vestido, eu não tive coragem, mas aquela mulher ficou me incentivando.

            Pensei na policia chegando e me levando presa, perderia a bolsa e seria deportada imediatamente ao Brasil. Fechei meus olhos, subi na grade, como era muito baixa, não conseguia subir, ficava pulando. Então, senti duas mãos geladas nas minhas costas me empurrando, essa hora que eu deveria ter ido embora só que não.

            Consegui ficar metade do corpo para o lado de dentro, metade para fora. Não conseguia ir para frente ou para trás, mais pessoas pularam a grade e entraram, esperava que ninguém filmasse aquela cena ridícula. Um homem que estava do lado dentro, ficou ao lado de Dany que estava rindo de mim.

Ele ficou próximo de mim, colocou as mãos nos meus seios por cima da camiseta, me abraçou com força e me puxou. As minhas pernas já estavam ficando dormentes, Dany ainda ria, queria socar aquela mulher. Ele me colocou sentada no chão e sentou-se ao meu lado.

 

- Obrigada, senão fosse você, ficaria presa naquela grade a noite toda. – Toquei as minhas pernas.

- Tudo bem, se eu não estivesse tão acostumado a fazer isso, provavelmente estaria preso pelo excesso de peso. – Riu, nem tinha reparado nele.

- Você não é gordo. – Ele me olhou desconfiado, estava meio escuro e não dava para ver direito, maldita miopia.

- Você deve ter problemas de visão. A gente se esbarra na festa, ou quando você ficar presa na grade na hora da saída. – Riu de mim, ótimo eu seria a piada da noite. – Qual é o seu nome?

- Sammy. – Sorri. – E o seu nome, meu cavalheiro da armadura branca?

- Eu usaria uma armadura preta, me chamo Zacky. – Nós nos levantamos.

 

            Andamos até a porta, estava mais claro, eu pude reparar melhor nele. Tinha muitas tatuagens, bem os braços até as mãos eram tatuados. Nada contra, achava isso interessante e atraente, pele branca. Cabelos negros, com um corte retro, estilo Elvis. Os lábios rosados e carnudos, com dois piercings no lábio inferior.

            Estava vestido de uma camisa xadrez vermelha de mangas curtas, estava aberta, com uma camiseta branca por dentro, uma calça jeans preta. Ficamos na porta, a luz estava melhor, reparei que seus olhos eram azuis, contudo quando a luz ficou mais forte, o azul de seus olhos saiu e se tornou num verde claro radiante. Que tipo de magia era aquela?

            Não conseguia parar de olhar para seus olhos, ele também não conseguia para de olhar para mim, só que ele encarava meus lábios. Queria conversar, saber mais dele, no entanto, nada saía da minha cabeça. Ele também não falava nada, só que alguém gritou o nome de Zacky, o chamando. Ele sorriu, me deu um beijo na testa e entrou.

            Suspirei, então finalmente Dany apareceu do meu lado, me olhando desconfiada, depois riu de mim. Revirei meus olhos, ela segurou a minha mão e entramos. Tinha varias pessoas, muitas pessoas da universidade, pessoas estranhas, pessoas bêbadas e pessoas quase se comendo. O inferno na Terra!

            Meaghan acenou para mim, ela estava com vestido curto de paetês dourados, fiquei espantada. Ela ficou feliz que eu não estava atraente para roubar seu homem. Ela me colocou ao lado da piscina, com toneis de cerveja, eu teria que apertar a mangueira nos copos. Se alguém quisesse outra bebida, teria que servir até acabar.

            Durante a festa, fiquei servindo bebidas, estava ficando entediada, tirei o meu celular do bolso, fiquei olhando as horas. Então se aproximou de mim, um cara alto, de olhos azuis. Balancei a minha cabeça e servi uma dose de uísque para ele.

 

- Você deve ser a Sammy? – Não entendi que como ele sabia meu nome. – É que meu amigo não para de olhar para cá... – Tentei procurar Stan. – Ele está encantado por você.

- Quem é ele? – Coloquei as mãos nos quadris e ele tomou a dose de uísque.

- Ele está com vergonha de se aproximar de você. Afinal, ele não é bonito, não é alto, é gordo. – Olhei desconfiada para ele.

- Por que então você quer me apresentar? – Servi um copo descartável com vinho tinto para mim, tomei lentamente.

- Porque ele é bom homem, um bom amigo, tem um bom coração. – Ele colocou a mão sobre meus ombros. – E também, a ex-mulher dele o deixou, ele está arrasado, você foi a primeira mulher que ele olhou após a separação.

- Talvez, ela tenha os motivos dela. – Coloquei mais uma dose para ele.

- O motivo dela foi posar nua na playboy. Virou uma coelhinha. – Fiquei um pouco chocada. – Na verdade que ela não o amava, ela disse com todas as letras. Senão achar ele atraente, bonito, simpático, simplesmente, fique por pena. – Eu levei um susto.

- Você fez a pior explicação para eu sair com seu amigo, você não deveria chama-lo para que ele me convença. – Esclareci.

- É uma boa ideia, mas ele não viria aqui. Ele é um pouco tímido, esse é mais um dos defeitos dele. – Dei de ombros.

- Você só enumerou os defeitos dele. – Revirei os olhos. – Se ele quiser sair comigo, vai ter que falar comigo. Não é?

 

            Ele deu de ombros, rindo, em seguida foi embora. Eu continuei servindo as bebidas até que elas finalmente acabaram, poderia ir embora afinal. Não seria tão fácil, não tinha trazido a minha carteira para chamar um maldito taxi, naquela época não existia: UBER, 99 ou Cabify.

            Fui procurar a minha carona, ela estava num beijo triplo com um cara e outra garota de cabelo verde água. Essas alturas, Dany estava completamente bêbada, não andaria com ela bêbada numa moto. Cruzei os braços, teria que ir a pé, de madrugada. Já pensei na manchete com o meu desaparecimento e meu corpo seria encontrado na areia da praia.

            Bufei e quase chorei de insatisfação, resolvi andar até a área externa do conjunto de piscinas olímpicas do local, sentei no deck, coloquei meus pés na água gelada. Alguém havia esquecido de ligar o aquecedor. Fiquei ali sozinha com meus pensamentos, um sono forte, comecei a bocejar.

            Quando percebi que alguém se aproximava até onde eu estava, me levantei rapidamente. Era Stan completamente bêbado, saco. Ele seria ainda mais inconveniente, estaríamos sozinhos lá, para piorar e eu estava sem o Bob (meu taco de baseball de madeira) para me salvar.

            Tentei passar por ele, mas aquele cara começou a me seguir até que me alcançou. Aquele filho da puta segurou o meu braço com força, tentei me desvencilhar, só que não consegui. Ele praticamente me arrastou para o vestiário feminino, eu puxava. Aquele imbecil me colocou contra a parede, senti o bafo de bebida próximo a mim, eu dei um chute na virilha dele. Consegui fugir dele, por alguns momentos.

            Estava tão desesperada que bati de frente em alguém, olhei para cima e era Zacky. Ele me viu daquele jeito apavorada, olhou para o meu braço avermelhado, ouviu os gritos de Stan me chamando e sacou que havia algo errado.

 

- O que houve com você, Sammy? – Ele tocou suavemente o meu braço. – Te machucaram?

- Não, estou bem, dei um chute nas bolas dele, eu sei me defender, obrigada. – Zacky ainda não estava convencido o suficiente.

- Sei... – Ele me olhou desconfiado. – Mesmo assim, acho que devo defender você, baby.

- Não sou eu que vou te impedir, vá em frente. – Stan estava mancando e indo em ziguezague até ficar na frente de Zacky.

- Aonde você pensa que vai, seu filho da puta? – Zacky perguntou ironicamente, ele tentou encostar em Zacky, só que Zacky fechou a mão esquerda em punho. – Você não vai incomoda-la...

 

            Antes que Stan abrisse a boca, Zacky deferiu um soco na cara dele que o fez cambalear. Eu me sentei no chão, me sentia um pouco tonta. Zacky dava socos cruzados de Stan que foi nocauteado rapidamente. As mãos de Zacky estavam encharcadas com o sangue do babaca do Stan.

            Tentei levantar, mas quase caí, resolvi permanecer no chão. Respirei fundo, colocando a cabeça entre as pernas. Então ouvi os passos de Zacky, vi sua sombra a minha frente, ouvi-lo sentar na minha frente, levantei a minha cabeça.

 

- Você não está bem, deixa-me te ajudar. – Zacky tocou as meus joelhos semi-flexionados.

- Eu não consigo me levantar, achei que ele abusaria de mim. O pior que ele vai ficar me perturbando até o final do curso, ou até ele ser preso. – Chorei um pouco, Zacky secou as minhas lagrimas.

- Eu te protejo. – Sorriu fraco, sorri de volta. Em seus olhos havia uma tristeza profunda.

 

            Ele se levantou, tocou a minha cintura e me pegou no colo, me conduzindo até o banheiro. Entramos novamente no vestiário feminino, ele abriu a torneira quente, me colocou no chão, me apoiei na pia. Lavei o meu rosto enquanto Zacky me segurava firmemente pela cintura para que não caísse.

            Depois Zacky me segurou no colo, ele me conduziu para entrada novamente, para minha sorte, alguém havia arrombado os portões. Então saímos simplesmente, eu fui colocada no chão. Olhamos a praia, o vento e o cheiro de maresia infestaram nossas narinas.

 

- Você quer dar uma volta na praia? Depois eu te levo em casa. – Eu teria que confiar no estranho, não sabia se era certo, mas de certa forma, confiava nele.

- Acho que vou me sentir melhor.

 

            Zacky não sorriu, apenas envolveu seu braço em meus ombros, andamos pela areia da praia, comemorei por estar de all star. Não conversamos, apenas andamos sobre a areia, ouvíamos o barulho das ondas quebrando na areia. A mão dele acariciava meu ombro, olhei em seus olhos que se tornaram azuis novamente.

            Depois do passeio na praia, fomos até um Maserati preto conversível que estava estacionado na praia, achei o carro lindo. Então Zacky apertou o alarme do carro, se ele estava tentando me impressionar, havia conseguido. Fiquei literalmente de boca aberta e ele levantou o meu queixo com sua mão direita.

 

- Esse carro é seu? – Perguntei enquanto ele apertava um botão e as portas se abriram.

- Sim, desde que eu o comprei. – Riu de mim.

 

            Entramos no carro, eu sentei no banco de couro, nunca havia chegado perto de um carro de luxo. Zacky colocou o cinto em mim, as portas se fecharam de repente, me assustando. Ele deu um sorriso lindo, ao ver as minhas reações, me arrepiei.

            Antes de ligar o carro, Zacky abriu a cobertura do conversível, depois pegou um pendrive dentro do porta-luvas, era vermelho e estava escrito PUNK nele. Colocou no aparelho de som, começou a tocar The Clash, comecei a balançar a cabeça discretamente.

            Finalmente ligou o carro, começou a dirigir, eu teria que avisa-lo onde ficaria. Antes que ele resolvesse me levar ao hospital, ou pior, para sua casa que deveria ser igualmente luxuosa.

 

- Eu moro na Universidade da Califórnia. – Coloquei a mão no rosto.

- Onde? Quer dizer, qual campus? – Zacky parou no semáforo.

- Ah, no campus de Long Beach mesmo. – Olhei para ele. – Vira a direita. – Zacky entrou na rua. – É perto, menos de dez minutos, chegamos ao meu destino.

- Eu queria ficar mais um pouco com você. – Ele corou imediatamente, ficando com as bochechas avermelhadas, uma fofura. – Te achei muito linda. – Eu corei também.

- Obrigada. – Fiquei envergonhada. – Vira na rua a esquerda. – Zacky fez isso.

- Estou vendo a universidade.

 

            Zacky entrou no campus, continuei o conduzindo até o dormitório feminino, ele estacionou o carro. Eu não queria sair de lá e nem perto dele, era um magnetismo que me atraia, isso era estranho para mim. Não poderia gostar, ou me envolver, isso alteraria meus estudos.

 

- Bom, eu já vou indo. – Antes de colocar a mão na maçaneta da porta, Zacky tocou a minha mão. – Algum problema?

- Não, você ainda não está bem ainda, Sammy. Eu te acompanho até seu quarto. – Olhei desconfiada para ele. – Confia em mim, não vou fazer nada.

- Ok. – Saímos juntos do carro, abri a porta enquanto Zacky ligava o alarme do Maserati preto.

 

            Entramos no dormitório, andamos pelos corredores, ele segurou a minha cintura com firmeza para eu não caísse, o toque dele era bom. Finalmente, chegamos a porta do meu quarto, eu estaria sozinha, as minhas colegas de quarto passariam a noite com outras pessoas.

            Procurei a chave no meu bolso, tirei meu celular e entreguei a Zacky que o segurou em suas mãos. Comecei a revirar em todos os meus bolsos da calça jeans. Estava ficando desesperada, esperava que não tivesse perdido na festa, por fim, eu encontrei no bolso da frente. Abri a porta rapidamente, então era a hora de se despedir de Zacky.

 

- Queria dizer que a noite foi agradável e maravilhosa, mas não foi. – Falei.

- Poderemos ter noite melhores, eu prometo. Foi legal te conhecer, Sammy. – Eu olhei nos olhos de Zacky.

- Nisso, eu concordo, Zacky. – Coloquei uma mecha de cabelo que estava levantado devido a maresia, atrás da orelha. – Nada como um dia após o outro. – Por que eu disse aquilo?

- Vou deixar você dormir em paz. Boa noite, Sammy.

- Boa noite, Zacky.

 

            Zacky fechou a expressão, de forma triste e tímida, baixou seu olhar e foi embora. Respirei fundo, passei as mãos na cabeça, entrei rapidamente antes que alguém desagradável aparecesse.

            Tranquei a porta, tirei meus tênis sujos de areia, joguei debaixo da minha cama, troquei de roupa e coloquei um pijama dos Looney tunes. Pulei na minha cama e me cobri com um lençol.

Não havia como não pensar em Zacky, ele me fez sentir como uma pré-adolescente, encantada com um cara pela primeira vez. Fechei meus olhos, por estar devidamente cansada da viagem e da maldita festa, dormi rapidamente.

No dia seguinte, acordei, mas meus olhos estavam extremamente pesados e ardidos por não ter dormido o suficiente. Sorte a minha que ainda era sábado e eu poderia dormir um pouco. Coloquei a minha cabeça no travesseiro, me encolhendo no lençol. Entretanto, Dany abriu a porta fazendo bagunça, ainda estava bêbada, como aquilo era possível.

Não consegui dormir mais, ela tirou a roupa, subiu para cama dela que ficava em cima da minha. Assim que ela deitou, apagou. Finalmente, eu poderia tentar dormir novamente, logo que fechei meus olhos. Meaghan entrou no quarto só que bufando e falando sozinha.

Revirei meus olhos, resolvi desistir de dormir, Meaghan andava sem parar, praticamente marchando, arrastando as pernas como um peru irritado. Queria perguntar o que aconteceu, mas ela era tão grossa que me daria fora somente por perguntar.

 

- Não acredito que ele ficou com outra mulher na minha festa! – Quebrou um perfume dela no chão, Meaghan grunhia e bufava de ódio. – Ainda transaram no vestiário! – Revirei os olhos.

- Quanta falta de classe. – Disse ironicamente.

- Estou bêbada, Meaghan cala a porra da sua boca, caralho. – Dany reclamou. – Se fodeu, não deveria convidar garotas bonitas para sua festa, ou achou que o cara iria ficar com você, com essa sua cara de avestruz psicopata com deusas gregas a disposição para ele comer, você só poderia estar louca. – Dany riu e dormiu.

- Dany, você está bêbada e nem vou te dar atenção. Vou dar uma volta porque estou com tanta raiva, se eu descobrir quem ficou com meu homem, eu juro que ela vai me pagar. – Seu olhar era de ódio, às vezes Meaghan me assustava.

- Lembre-se de que a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena. – Meaghan não pegou a referência. – Tudo que você faz, volta.

- Pro diabo com sua psicologia, Sammy. – Meaghan saiu batendo a porta.

 

            Tentei dormir, contudo o ronco de Dany não me deixava dormir. Resolvi pegar meu celular para ouvir umas musicas para me acalmar. Fui até a escrivaninha, olhei, entretanto não encontrei. Olhei dentro dos bolsos da minha calça e ele não estava lá. Pensei um pouco, onde eu poderia ter deixado o meu celular, então eu me lembrei da ultima coisa.

Merda, meu celular estava com Zacky!


Notas Finais


O que será que vai acontecer?
Será que o Zacky vai devolver o celular da Sammy?
Beijos e até a próxima


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