História Surrender - Capítulo 4


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Categorias Avenged Sevenfold
Personagens Johnny Christ, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Tags Avenged Sevenfold, Drama, Romance, Traição, Zacky V
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Palavras 4.676
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Anteriormente:

Corri para fora do quarto, corri pelos corredores, então vi Zacky empurrando Stan, ele gostava de saco de pancadas. Sendo que ele tinha o dobro do tamanho de Zacky, consegui alcança-lo. Segurei o braço dele, nos olhamos, ele soltou o seu braço.
Eu segurei novamente, o arrastando de volta ao quarto, Dany saiu do quarto, praticamente o joguei dentro do quarto. Zacky estava bravo comigo, mas não importei com ele, pediria desculpas e ele faria o quiser com elas.

- Queria te pedir desculpas por ter dito aquelas coisas. – Zacky ficou me analisando. – Você me magoou, eu queria te dar o troco. Olha, senão quiser acreditar em mim ou não me desculpar, isso com você.
- Para o inferno com suas desculpas, Sammy. Você não pode machucar as pessoas e pedir desculpas como se fosse nada, você pode ser inteligente como todos falam, no entanto não sabia lidar com pessoas. Você vai ser uma péssima psicóloga. – Cara, isso me doeu.
- Eu já te pedi desculpas. – Disse chorando. – Estou com a minha consciência limpa, para o inferno com que pensa de mim.

Zacky foi embora do quarto, chorei muito, fiquei com muita raiva dele, queria nunca mais olhar para a cara dele. Só que infelizmente, ou felizmente, não era a ultima vez que nos víamos naquele dia.

Capítulo 4 - Learn the lessons Sammy!


Fanfic / Fanfiction Surrender - Capítulo 4 - Learn the lessons Sammy!

            Fiquei deitada na cama, chorando um pouco, depois fui ao banheiro, lavei o meu rosto. Novamente deitei na cama, tentei tirar um cochilo, só que Dany entrou no quarto, estava soluçando. Ela sentou na minha cama, segurou os meus pés e massageou.

 

- O negócio de você e o Zacky não terminaram bem? – Eu me sentei na cama.

- Estou feliz por ter terminado, não aguento mais ficar brigando, até dizer que vou ser uma péssima psicóloga, ele disse. Eu quero nunca mais vê-lo! – Reclamei.

- Calma, você não vai vê-lo mais. – Dany me abraçou. – Agora vamos arrumar você, vou te levar para uma boate. Vamos dançar, beijar na boca, beber uísque para um caralho.

- É melhor, não quero beijar ninguém porque não entende que estou feliz sozinha. – Bufei. – Vou me arrumar.

 

            Eu me levantei da cama, fui ao armário, peguei um vestido florido solto com um cinto, só que Dany tirou o vestido das minhas mãos e fez uma cara feia, jogando meu vestido na cama. Ela abriu a parte dela, tirou um vestido de couro preto, tomara que caia. Não queria usar aquilo, mas Dany insistiu tanto que usei aquilo.

            Eu não me senti bem usando aquilo, o vestido era muito curto, não cobria a metade das minhas coxas, além de ser justo no meu corpo. Então Dany pegou um espartilho vermelho, colocou por cima do vestido e apertou o máximo que pode. Fiquei sem respirar direito, me senti uma boneca gótica erótica.

            Dany me sentou na cadeira, pegou a minha bota preta de cano alto, colocou nos meus pés. Respirei fundo, depois ela pegou seu estojo de maquiagem, fez uma maquiagem gótica. Meus olhos estavam pretos e o batom roxo.

            Passei perfume, depois ela arrumou meu cabelo, fez um topete estilo Amy Winehouse. Passou tanto laque que fiquei meio tonta, então Dany tirou do armário, uma garrafa de uísque inglês legitimo. Respirei fundo, ela abriu a garrafa e garantiu que eu me sentiria melhor se beber uma boa dose de uísque.

            Eu dei um gole tímido, me engasguei, o cheiro era forte e o gosto também, era a primeira vez que tomava aquilo. A minha garganta estava doendo, minha cabeça também, então ela serviu outra dose e a burra bebeu de novo. Sacudi minha cabeça e me sentei na cama.

            Chegando a boate em Los Angeles, era uma boate gótica. Eu me senti totalmente fora de eixo, tinha pessoas exóticas, Dany e eu entramos de mãos dadas. Os caras e as garotas nos olhavam, me senti como uma criança assustada, fora do meu ambiente. Tinha uma banda tocando uma música do Marilyn Manson num palco roxo e preto.

            Nos serviram um Bloody Mary, eu bebi rapidamente e Dany tirou um baseado da sua bolsa em forma de um caixão. Acendeu, senti o cheiro de Maconha e comecei a tossir. A minha dor de cabeça só aumentava, Dany avistou um casal gótico numa mesa em forma de uma cruz invertida.

            Andamos até a mesa, Dany sentou ao lado da garota, elas se beijaram de língua. Eu me sentei afastada de todos, a beira para fugir a qualquer momento. Estava me arrependendo de ir aquele local, coloquei as minhas mãos em cima da mesa e bati as minhas unhas na mesa. Percebi que elas estavam rosas, lembrei que tinha pintado com o esmalte de Meaghan. A cor destoava do meu visual, chegava a ser engraçado.

            O cara se aproximou de mim, então apareceu o garçom com doses de tequila para nós quatro. Resolvi tomar, estava mais leve do que o uísque que Dany havia me dado. O cara envolveu seu braço pelos meus ombros, revirei meus olhos.

 

- Hei, gatinha! Eu não mordo a não ser que você peça. – Passou a língua em seu lábio inferior. Seria uma longa noite. – Qual é o seu nome?

- Não quero falar. – Fiquei brincando com o copo de tequila.

- Dany, você não disse que sua amiga era tímida. – Ele me deu um selinho nos lábios e eu dei um tapa no rosto dele. – Uau, adoro apanhar, bate de novo. – Não estava acreditando naquilo.

- Eu vou pegar um ar e você não me siga. – Eu me levantei da mesa.

 

            Passei pelo meio da pista, com uma música ensurdecedora, pessoas dançando na escuridão. Achei o banheiro feminino, entrei, olhei para o meu rosto, parecia uma caricatura triste minha. Minha cabeça doía terrivelmente, senti dor no meu rosto, suspirei profundamente.

            Meu nariz começou a sangrar, peguei papel toalha e limpei meu rosto. Coloquei um pedaço no nariz, entrou uma garota punk cheia de piercings e tatuagens, me olhou como eu fosse uma viciada. Entrou numa cabine e trancou a porta.

            Tirei o papel, meu nariz não sangrava mais, resolvi sair da boate pelos fundos, o ar de setembro estava mais frio pois era fim do verão. Ajeitei meus cabelos, andei até a entrada da boate. Queria voltar para minha cama, a dor de cabeça me perseguia, decidi não beber mais uísque, obvio que isso não aconteceu.

            Passei a mão sobre meus cabelos alisados, fiquei perdida em meus pensamentos, comecei a tossir novamente. Cruzei os braços, o ar gelado me fazia sentir frio, então Dany saiu da boate, revirei meus olhos, não queria ficar de papo com o amiguinho dela.

 

- Sammy, eu te procurei por toda a boate. – Dany ficou ao meu lado.

- Você sabe que eu não quero ficar com ninguém porque insiste em querer me apresentar alguém. – Fiquei chateada. – Claramente, ele é um babaca. Estou cansada de babacas na minha vida.

- Poxa, ele estava gostando de você. Ok, não vou insistir, você é uma chata. Sabe o que vai acontecer, você vai terminar sozinha, morando num apartamento no centro com 27 gatos de rua. – Dany me preveniu.

- Claro que não. Eu vou adotar um cachorro também. – Ela riu. – Vai se divertir, daqui a pouco eu entro, mas não quero aquele cara na minha cola.

- Não sabe o que você está perdendo. – Dei de ombros. – Até você precisa de amor. – Revirei meus olhos novamente.

 

            Então Dany me abraçou, fiquei balançado os pés, tinha pessoas chegando na boate, ela entrou. Eu me sentei na calçada, me senti sozinha, muito sozinha. Abracei as minhas pernas nuas, suspirei. A dor de cabeça continuava intensa, voltei a tossir, só que mais intensamente.

            Depois que acabou a crise de tosse, respirei fundo, resolvi olhar os carros que passavam a minha frente, a rua era bastante movimentada. Senti o meu nariz sangrar novamente, estava muito frio. Deveria ter colocado um casaco, limpei o meu nariz com a mão mesmo, não adianta muito. Minha cabeça parecia que ia explodir. Um carro preto parou na minha frente, tudo ficou escuro.

            Senti que alguém me carregava no colo, estava ficando fraca, fechei meus olhos. Quando eu os abri novamente, estava dentro de um carro com banco de couro bege. Queria saber onde eu estava, olhei a paisagem das palmeiras ficarem para trás e finalmente chegar em uma emergência de um hospital.

            Não tinha coragem para ver quem dirigia, estava com medo de ver. Então o carro parou no estacionamento, ouvi a porta se fechar rapidamente, a porta do passageiro se abriu e Zacky me tirou do carro, me colocando no colo, com facilidade como eu fosse um pedaço de papel. Ele foi me carregando, não entendia nada, talvez a bebida não me deixaria pensar naquele momento.

            Chegando a emergência, Zacky me colocou numa cadeira de rodas, não queria que ele me visse daquele jeito. Voltei a tossir, então Zacky me deixou no canto e foi fazer a minha ficha. Depois ele se sentou numa poltrona ao meu lado, tocou a minha testa, depois meu rosto, me senti acolhida.

 

- Por que você me trouxe aqui? – Minha voz estava fraca.

- Bem, eu te vi sozinha na porta daquela boate, com nariz sangrando. Percebi que havia algo errado com você, então te peguei no colo e você está queimando de febre. – Zacky tirou o casaco que usava e colocou sobre meus ombros como um cavalheiro.

- Obrigada. – Então me levaram para dentro do hospital, acenei para Zacky e ele acenou de volta.

 

            Passou pelos corredores do hospital até chegar o consultório. A medica olhou calmamente para mim, tentei sorri. Mexi os meus cabelos, ela começou a me examinar.

 

- Então srta. Albuquerque, o que sente?

- Dor de cabeça, meu nariz fica sangrando e parece que estou com febre. – Respondi.

 

            A medica me examinou de cima a baixo, depois me deu guia para exames de todos os tipos. Eu saí do consultório, não estava aguentando as minhas pernas, fiz todos os exames, depois voltei ao consultório, no entanto não aguentava as minhas pernas.

            A medica foi chamar Zacky para me socorrer, me segurar no colo para que eu não caísse. Fiquei com medo de estar com uma doença grave, a dor de cabeça me deixava aflita, depois ele veio me socorrer, sentando do meu lado, pensei mais uma vez no pior. Ganhei um beijinho na testa, fiquei preocupada.

 

- Bom, a srta. Albuquerque tem é uma gripe forte, somada a uma sinusite alérgica. A senhorita tem se alimentado bem? – Perguntou diretamente a mim.

- Eu tenho uma vida muito agitada, com o trabalho e universidade, falta de grana, bem eu não tenho tempo e nem grana para comer bem. – Expliquei a medica que me olhou.

- Só que a senhorita vai continuar doente por um bom tempo, essa gripe é contagiosa, quem não tomou a vacina, corre o sério risco de ter a mesma coisa do que ela. – Pensei em Dany e Meaghan que ficariam gripadas por minha causa, bem as duas infectariam metade da universidade. – Vou passar umas vitaminas, remédios para gripe e um antibiótico para sua sinusite. – Ela fez várias receitas, eu não teria dinheiro para nenhuma delas.

- Deixa comigo, eu vou cuidar da doentinha aqui. – Eu tossi enquanto Zacky falava.

 

            Saímos do hospital, entramos no carro de Zacky, ele dirigiu até a farmácia mais próxima, fiquei preocupada. Ele chegou na farmácia e comprou todos os remédios e me deu. Fiquei sem jeito, a gente nem se conhecia, ele estava comprando remédios para mim.

            Eu vesti o casaco de Zacky que estava sobre meus ombros, então Zacky pegou a estrada em direção a O.C. Estava com dor e cansada, acabei indo para o banco de trás. Acordei quando senti as mãos de Zacky me sacudindo, cocei meus olhos, a dor de cabeça voltou, apenas abri meus olhos lentamente.

            Me sentei no banco, um pouco dolorida, deveria ter dormido de qualquer jeito. Eu não reconheci o lugar que eu estava, mas tinha certeza que não era a universidade. Não entendi nada, fiquei no mesmo lugar, fiquei com medo de Zacky que apenas sentou-se do meu lado e me deu um sorriso. A luz do local deixou seus olhos verdes, cruzei os braços.

 

- Você ouviu a medica, você está com uma gripe forte e contagiosa... – Deu uma risada, me deixando confusa. – Pode infectar toda a sua universidade, caso eles não tenham tomado a vacina da gripe.

- Onde estamos? – Olhei para o vidro da janela, estávamos em frente a uma mansão.

- Na minha casa. – Eu arregalei meus olhos. – Eu não vou fazer nada com você, ou contra você. Só quero cuidar de você, menina. – Então Zacky me estendeu seu Iphone 4s. – Pode ligar para sua amiga, eu deixo. Meu celular não é pré-pago igual o seu.

- Obrigada. – Zacky voltou ao volante para estacionar o carro dentro de sua garagem, disquei para o celular de Dany. – Que cidade estamos?

- Laguna. – Estava bem distante da universidade.

- Ok. – Dany não atendeu, fiquei com receio de ligar para Meaghan e ganhar uma grosseria de brinde.

 

            Segurei o celular entre meus dedos, Zacky ficou me observando. Tentei mais uma vez e Dany não me atendeu, encontrei a minha bolsinha, peguei meu celular, tentei ligar novamente ligar do meu celular para ver se aquela mulher me atendia. Chamou algumas vezes, ela atendeu. O problema era o número.

 

- ONDE VOCÊ SE METEU? – Dany gritou comigo.

- Eu estou passando mal, fui levada ao hospital, estou me sentindo mal ainda, então não grite comigo. – Esclareci, ela se acalmou. – Na verdade, Zacky me achou na porta da boate e me levou ao hospital. – Ela levou um susto e ficou muda. – Estava tentando te ligar pelo celular dele, mas você não me atendeu.

- Pessoas me ligam o tempo, umas para me cobrar, outras para sair comigo e outras coisas. – Dany riu. – Quero falar com ele. – Peguei o meu celular e entreguei a Zacky.

- Sua amiga está a salvo comigo. – Zacky me olhou pelo retrovisor, depois escutou um pouco. – Ela está na minha casinha em Laguna Beach, ela está de quarentena, por causa da gripe... – Ouviu um pouco. – Você tomou a vacina da gripe? – Zacky fez um biquinho enquanto ouvia Dany falar. – Quer colocar metade da universidade em quarentena? Foi o que eu achei, são apenas dez dias... É o tempo de ela tomar todos os remédios, inclusive os antibióticos para sinusite. -  Zacky desligou e me entregou o celular.

 

            Saímos do carro, eu reparei na quantidade de carros que Zacky tinha na garagem, uma BMW preta sedan, uma Lamburghini preta, uma moto tipo Harley, um Audi preto, um Lexus sedan preto, um Maserati preto, uma Ferrari preta conversível. Não imaginava a necessidade de ter tantos automóveis, eu não tinha nem um fusca.

            Além disso tinha outro carro que estava com uma capa por cima, cruzei os braços, não estava curiosa para conhecer mais um carro da coleção de Zacky. Saímos da garagem, a fachada da mansão dele era extremamente linda, ele tinha bom gosto ou isso era coisa da sua ex-mulher. Afastei esses pensamentos, então andamos um pouco, até chegar uma enorme porta de madeira com uma maçaneta de aço na minha frente.

            Zacky destrancou a porta com sua chave, fiquei surpresa, nunca tinha ido a uma casa tão grande. Ele entrou primeiro, entrei em seguida, observei a entrada. Tinha um enorme corredor, pensei como alguém poderia morar numa casa tão grande, sozinho.

            Zacky me conduziu até a sala de estar, era maior do que todas as casas que eu havia morado em toda minha vida. Tinha um piano de cauda como nos meus sonhos, tinha um tapete persa daqueles bem chiques. Sofás enormes na cor preta, em contraste com a sala branca. Continuando a andar, até outra sala de jantar, tinha enorme mesa de madeira com diversas cadeiras, além de um lustre enorme.

            Fiquei impressionada, coloquei uma mecha atrás da orelha, Zacky me chamou do meu transe mental. Andamos até uma porta, ele abriu, era onde ficava seu escritório, tinha uma mesa, uma lareira, cabeça de bichos empalhados na parede, achei esquisito. Tinha uma caveira humana em cima da mesa, fiquei com medo de ser de verdade, então não toquei. Tinha uma estante de livros, muitos livros, um MacBook branco em cima da mesa. Uma poltrona enorme de couro, deveria ter sido caro.

            Saímos do escritório dele, andamos mais um pouco, voltando por onde tínhamos andando, seguimos ao corredor, depois ele abriu e me mostrou o banheiro do primeiro andar. Quantos cômodos tinha aquela casa? Pensei bastante, ele abriu mais uma porta, era uma lavanderia. Fiquei de boca aberta, apenas que eu não imaginava que Zacky lavasse a própria roupa.

            Então Zacky destrancou uma porta que parecia ser mais grossa do que as outras, fiquei com medo, poderia ser onde ele torturava suas vítimas. Fiquei um pouco receosa, mas na verdade, era um estúdio de música, com instrumentos, mesa de som e amplificadores, cabos, essas coisas. Tinha isolamento acústico para não perturbar seus vizinhos, como se eles pudessem ouvir alguma coisa.

            Achei incrível, adorava música, principalmente músicos, ver o estúdio pessoal de Zacky, fez com que ele ganhasse pontos comigo. Sorri, então ele pediu para eu saísse, então ele fechou a porta. Andamos e chegamos na parte maravilhosa da casa: A cozinha!

            Nossa, mais que cozinha. Era enorme, tinha uma geladeira gigante de inox, um fogão grande com um forno maior ainda. Aquelas bancadas que eu só havia visto no The Sims 2. Armário com dispensa, deveria ter muita comida lá, tinha um balcão com várias cadeiras. Uma pequena mesa com quatro cadeiras.

Ele abriu a porta da cozinha, dava para o quintal, a primeira que vi foi uma enorme churrasqueira daquelas profissionais, não era igual a improvisada que tinha na casa dos meus pais. Que era feita com tijolos e uma grade por cima. Tinha mesa e cadeira para quando ele levasse seus amigos e a família. Eu me virei, tinha uma enorme piscina, enorme mesmo, parecia uma cachoeira, tinha umas pedras que simulavam uma cachoeira. A casa era envolta em meio ao mato, sem os mosquitos. Era muito grande, então voltamos.

Subimos as escadas, tinha várias portas, deveriam indicar os quartos, ele abriu a primeira. Estava tudo arrumado, era o quarto de hospedes, não tinha nada, uma cama enorme e macia de madeira. Eu me sentei na cama, tirei as minhas botas enquanto Zacky abria o armário e tirava cobertores para que eu pudesse dormir.

Coloquei as minhas mãos nas minhas coxas, precisaria de algo para dormir, não conseguia dormir com o que eu estava vestida. Não aguentava aquelas roupas de Barbie gótica. Só que eu estava sem roupas, teria que pedir a Zacky, bem esperava que ele não me emprestasse alguma roupa que sua ex-mulher tivesse esquecido na casa dele.

 

- Tem alguma coisa para me emprestar para que durma desse jeito? – Perguntei e ele sorriu maliciosamente.

- Bem, como você percebeu não tenho nada feminino. – Deu de ombros. – Bem, você está linda desse jeito. – Riu, ele estava tirando sarro da minha cara e fechei a minha expressão.

- Quando tirar, eu te dou para você usar. – Fiquei irritada, ele apenas riu.

- Vou achar uma camiseta para você vestir. – Zacky deu um beijo no alto da minha cabeça.

 

            Queria tirar aquela roupa, entretanto me lembrei que Zacky apareceria qualquer momento, poderia me ver de lingerie e isso não era um bom sinal. Respirei fundo, tossi um pouco, tive uma crise de tosse. Então Zacky voltou com uma camiseta preta do Misfits. Ele saiu do quarto, me deixando sozinha, fechei a porta para evitar qualquer incomodo.

            Tirei aquela roupa, me senti bem melhor, coloquei a camiseta enorme no meu corpo. Fica como um vestido no meu corpo, um vestido largo diga de passagem. Destranquei a porta, talvez porque Zacky entraria, alguma hora. Andei pelo quarto, parecia de princesa, tinha até um banheiro particular, com uma banheira enorme.

            Fiquei ligada na TV enorme, deitei da cama, peguei as cobertas e me cobri. Deitei na cama, parecia ser feita de marshimallow de tão macia. Eu me aconcheguei na cama, deitei a minha cabeça no travesseiro e dormi pesadamente.

Mais uma vez naquela noite, Zacky me acordou. Eu me sentei na cama, meio tonta de sono, ele estava com dois compridos e um copo de água. Eu tomei rapidamente, ele sorriu, tocou meu rosto e me deu um beijo no canto da boca, indo embora. Então deitei na cama novamente, me acomodei e dormi pesadamente.

No dia seguinte, acordei um pouco melhor, espirei um pouco, levantei com a cabeça pesada, mas não sabia se era pela ressaca ou pela gripe. Fui ao banheiro e peguei um rolo de papel higiênico, soei o meu nariz algumas vezes. Espirei novamente, depois tossi, não estava bem ainda. Depois fiz minha higiene, voltei novamente a cama.

Zacky apareceu com uma bandeja com café da manhã, um copo de suco de laranja, café, bolo de chocolate recheado, pão com manteiga, croissant, frutas e torrada com geleia de morango. Tinha tanta coisa que eu não sabia por onde começar. Eu tomei o suco de laranja que não estava gelado, era laranja mesmo. Depois comi o bolo de chocolate, só que não conseguia comer mais nada.

Fiquei chateada, depois ele mostrou mais compridos, eu tomei juntamente com o café. Depois Zacky sentou ao meu lado da cama, deitei a minha cabeça nos ombros dele, ele tocou a minha testa para verificar se eu estava com febre. Parecia que eu estava bem, deu um beijo na minha testa.

 

- Eu vou sair um pouco, mas eu volto com nosso almoço. As dez não se esqueça de tomar suas vitaminas para gripe. – Ele tocou meu rosto. – Estava se sentindo melhor, meu anjo?

- Não, estou sentindo dor de cabeça, desanimo, vou ficar deitada. – Deitei na cama e Zacky tirou a bandeja.

- Vou passar na universidade e trazer algumas roupas para você. – Zacky olhou ternamente. – Descansa.

 

            Mais tarde, estava deitada na cama, acordada vendo Revenge na TV, eu gostava daquela serie. Zacky entrou com uma mala de couro, deveria ser de Dany.

Ele olhou primeiramente para TV, balançou a cabeça negativamente, depois olhou para mim debaixo das cobertas. Apenas dei um sorriso e me sentei na cama, estava bem melhor da dor de cabeça.

 

- Está sentindo melhor? – Zacky sentou na cama.

- Não sinto mais a dor de cabeça, mas não estou conseguindo respirar direito. – Dei um sorriso fraco para ele.

- Você tem força suficiente para descer comigo e ir à sala de jantar? – Balancei a cabeça positivamente. – Ótimo, então vamos, meu anjo.

 

            Eu saí das cobertas quentinhas, ele me deu sua mão para que pagasse. Andamos pela sua enorme mansão de mãos dadas como um casal, às vezes, encarava seus belos olhos azuis sem que ele percebesse, não queria que se afastasse ou algo que me tirasse do encanto.

            Chegando a sala de jantar, a mesa estava posta cheia de comida, um verdadeiro banquete, minha boca encheu de água. Eu só havia visto tanta comida no jantar da igreja onde meus pais frequentavam no Brasil e era Natal. Zacky afastou uma das cadeiras para que eu sentasse, como um cavalheiro.

            Tinha polenta com almondegas, bruschetta com cobertura de salmão, eu nunca tinha comido salmão. Tortellini, além de várias sobremesas que eu comeria depois. Peguei primeiro a bruschetta e comi, estava uma delícia, comi mais duas, Zacky pegou um prato, serviu um pouco de polenta para mim, depois para ele.

            Eu agradeci, comecei a comer enquanto ele se sentava em frente a mim. Ele pegou um prato e me acompanhou, estava uma delícia, mas não tão bom quanto o angu – é a mesma coisa – que a minha mãe fazia em casa. Terminei meu prato de polenta, peguei um tortellini e comi rapidamente.

            Zacky ainda estava terminando comendo seu prato de polenta, ele riu de mim, estava pagando o maior mico com a minha falta de educação. Ele serviu tortellini para si, depois encheu uma taça com suco de laranja para mim. Eu tomei lentamente, depois fiquei de olho nas sobremesas, mas resolvi esperar Zacky terminar de almoçar para comer as sobremesas.

            Eu apertei as minhas mãos embaixo da mesa, olho grande nas sobremesas, no entanto eu tinha que me controlar. Respirei com um pouco dificuldade, depois que Zacky terminou, ele serviu a primeira sobremesa: Panacota. Era uma espécie de pudim com calda de chocolate, eu comi e era extremamente gostoso. Pensei onde ele poderia descoberto essas coisas tão gostosas.

            Depois de comer panacota, foi canolli. Eu tinha visto, contudo nunca havia comido. Era recheado com creme de amendoim, não gostava de amendoim, comi assim mesmo. Eu tinha pedido, então deveria comer tudinho. Por último tiramisù, estava impecável.

 

- Onde você comprou tanta comida? – Estava completamente satisfeita.

- Num restaurante italiano em Los Angeles. – Fiquei surpresa.

- Foi muito longe para comprar comida. – Ele riu com a minha resposta.

- Estava em Los Angeles, aproveitei e comprei nosso almoço, não sabia que apreciava comida italiana. – Zacky colocou os cotovelos em cima da mesa, ficava observando as minhas expressões.

- Eu gosto de lasanha, macarrão, massas frescas e pizzas. Só isso que eu conheço de comida italiana. – Dei de ombros. – A polenta estava boa, todavia não tão boa quanto da minha mãe no Brasil.

- Brasil? – Disse com sotaque. – Você é do Brasil? – Concordei com a cabeça. – De que parte?

- Você conhece o Brasil? Sou do Rio de Janeiro. – Zacky deu um sorriso de lado, isso não era um bom sinal. – Olha, não sou uma qualquer como você deve estar pensando.

- Não estou pensando em nada, para de inventar merda, Sammy. – Zacky riu de mim. – Eu conheci o Rio, nas turnês que eu faço com a banda. Olhando você, as pessoas estão certas, as brasileiras são as mulheres mais lindas do mundo. – Opa, ele havia me acertado em cheio com aquele elogio, corei imediatamente, senti as bochechas esquentarem.

- Obrigada. – Pensei em mudar de assunto, antes que ficasse estranho novamente, eu corasse novamente. – Você conhece muitos países?

- Sim, na verdade quase o mundo inteiro, até o Iraque eu já fui, no ano retrasado, tocar para as tropas. – Fiquei surpresa. – Eles merecem por faz tanto pelo nosso país. – Achei fofo da parte dele.

- Estou surpresa, porque as bandas não apoiam a guerra no Iraque. – Zacky deu de ombros. – Achei legal, vocês tocarem para tropas, eles estão terra estrangeira, cheia de inimigos e longe de casa. É bom ter algo que lembre nossa casa.

- Você se sente assim. – Dei de ombros. – Bem, pode não ser muita coisa, mas você tem a mim. – Fiquei comovida, dei um pequeno sorriso, tive muita vontade de beija-lo naquele momento.

- Obrigada.

- Caralho, você só agradece? – Rimos.

 

            Arrumamos a mesa, enquanto ele contava sobre os lugares que havia visitado pelo mundo, além de fazer uma promessa se eu tivesse melhor que me levaria para algum deles. Admito, não acreditei na promessa dele, queria que fosse verdade, e era.

            Depois que lavamos a mesa, Zacky resolveu bancar o médico e cismou que eu deveria pegar sol as três horas da tarde, ele não era normal. Sorte minha que não tinha muito sol naquele dia, sentei em uma das espreguiçadeiras que ficavam no deck da piscina.

            Zacky entrou enquanto, eu ficava no sol. Não entendi nada, depois ele voltou de bermuda azul que combinava com a cor de seus olhos, colocou óculos escuros. Eu não poderia reparar na cor deles, revirei meus olhos, então ele entrou na piscina.

            Fiquei observando os mergulhos de Zacky, na pele extremamente branca e tatuada em contraste com o azul da água da piscina. Se eu não estivesse doente, talvez me arriscasse a entrar na piscina. Cruzei os braços, depois o sol começou a me incomodar, resolvi entrar.

            Alguns minutos depois, eu estava deitada no sofá, olhando para o teto, senti um pouco de dor de cabeça. Zacky apareceu se secando com uma toalha, acenou para mim, correu pelas escadas. Depois ele apareceu na sala, de camiseta preta do Metallica e bermuda jeans, chinelo. O cabelo penteado para trás e com meus antibióticos.

            Eu tomei tudo, não poderia tomar um remédio para dor de cabeça, resmunguei um pouco, então Zacky sentou do meu lado. Ele me abraçou com força contra seu corpo gelado, devido ao banho de piscina. Zacky era gordinho, era gostoso ficar abraçada com ele. Então nós olhamos nos olhos, fiquei hipnotizada pelos olhos azuis brilhantes.

            Encarei seus lábios rapidamente, ele os meus. No segundo seguinte, senti seus lábios colarem nos meus, fechei meus olhos para sentir seus lábios macios tocarem os meus. Toquei seus cabelos molhados enquanto suas mãos tocavam a minha cintura. Senti o seu gosto, seus lábios molhados tocando os meus. Sua língua tocou meu lábio inferior, suspirei. Eu concedi a passagem para nossas línguas se encontrassem e tocassem.

            Depois toquei seu rosto com a minha mão, senti sua pele do rosto, da barba recém-feita. O beijo foi desacelerando aos poucos, antes que nosso ar terminasse. Unimos nossas testas, Zacky entrelaçou uma das minhas mãos, na dele, continuei tocando seu rosto.

            Zacky deitou no sofá, eu deitei por cima dele, cabeça no tórax dele, ele ficou acariciando meus cabelos, coloquei uma das minhas mãos no seu peito. Eu me senti acolhida nos seus braços, não tinha medo de me decepcionar, pois Zacky ainda tinha o coração ferido, eu só queria ficar em seus braços amorosos.

 


Notas Finais


Será que esses dois vão ficar juntos?
Esse romance vai continuar?
Será que o Zacky vai se apaixonar pela Sammy?
Beijos e até a proxima


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