História Surrender - Capítulo 50


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Categorias Kuroshitsuji
Personagens Alois Trancy, Bardroy "Bard", Ciel Phantomhive, Claude Faustus, Elizabeth Midford, Finnian "Finny", Grell Sutcliff, Mey-Rin, Personagens Originais, Sebastian Michaelis, Sr. Tanaka, Undertaker, William T. Spears
Tags Anjo, Black Butler, Hentai, Sebastian Michaelis
Visualizações 101
Palavras 826
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, pessoal.
Desculpem ter demorado, eu planeava postar mais cedo (mais precisamente há uma semana) mas não tive net nos últimos dias portanto...
Mas, em compensação eu escrevi dois capítulos.
Eu vou rever e postar hoje um.
Amanhã é o meu aniversário, vou estar ocupada.
Depois de amanhã corrijo e posto o outro <3
Pelo que não vão ter que esperar muito.

O cap de hoje é pequeno mas é tretoso.

*Imagem por Nagikos (Zerochan)

Capítulo 50 - There is some blood on the moon


Fanfic / Fanfiction Surrender - Capítulo 50 - There is some blood on the moon

Nathan, que a toda a horrenda exposição de afecto envenenado assistira, e ante o comentário irónico do demónio, o qual ouvira do ramo de árvore onde se encontrava pousado, tremeu de raiva e pudor. Ora pois que ira é um dos sete pecados capitais, mas se Deus, por ser puro, não podia demonstrar tal sentimento por sua filha, então Nathan estava decidido a exibi-lo por sua vez, dado que não achava justo que, face aos acontecimentos, a ira não preenchesse coração algum.

Como Sebastian lhe descobrira a presença? O anjo estava pouco interessado em saber. Um pouco de dignidade para a sua menina era tudo o que buscava. E, portanto, nunca antes estivera tão motivado a fazer justiça com as próprias mãos.

Do bolso da túnica, cosido estrategicamente perto do coração, onde era fácil fazer chegar a mão esquerda, retirou algumas penas de prata regadas a água benta, arma básica no combate a seres infernais. Lançou-as na direcção de Sebastian, mas este, com todas as calmas, retirou a sua jaqueta e com ela as bloqueou, como se se estivesse a proteger de gotas de chuva miudinha.

Com discreta confusão, o mordomo olhou ao seu redor, tentando perceber aonde Nathan se encontrava. Ele conseguia cheirá-lo, mas não o via senão que através de relances, os padrões sagrados das suas vestes escondiam a sua posição no espaço. O anjo guardião aproveitou-se desse facto, e corajosamente investiu contra o adversário.

As duas mãos, armadas dos pequenos cortantes objectos, tinham diferentes destinos. A esquerda tentou apunhalá-lo no coração, enquanto que a direita rumou para o seu pescoço.

Sebastian segurou o pulso esquerdo de Nathan a tempo de evitar ser atingido, contudo, novamente se viu golpeado no pescoço. O pedaço de vestido negro que cobria o ferimento anterior deslizou para o chão e o sangue escorreu, abundante, tornou vermelha a camisa do demónio, que com isto muito se descontentou.

- Que imprudência, que ousadia essa, de me vires atacar. Por ventura achas que és digno de me afrontar? – Zombou, enquanto apertava a mão do jovem anjo, que se contorceu de dor ao sentir os ossos a ser deslocados.

- Se sou? Depois de tudo o que fizeste achas-te no direito de me subestimar? Maculaste a minha irmã e, já que ela não te consegue matar, aleivoso, eu mesmo o farei e com muito prazer. – Rosnou Nathan, que, apesar da mão partida, continuava a tentar esburacar a jugular do seu inimigo. E muito mais palavras de ódio queria despejar sobre o outro, mas viu-se impedido de falar ao ser esmurrado no maxilar.

- Atenção ao palavreado… - Repreendeu Sebastian, os olhos brilhando malevolamente. – Podem ouvir-te lá em cima.

- Que ouçam! – Vociferou Nathan. Lutava desajeitadamente, não era capaz de atingir o adversário, mas recusava-se a recuar, como um touro que esmurra contra uma árvore na tentativa de a derrubar. – Que me façam o que quiserem. Mas vou tirar-te a minha irmã das garras, não importa o que tenha que sacrificar.

Foi-lhe desferido mais um soco. E, como os dentes quebrados e as gengivas desfeitas o não paravam, Sebastian foi obrigado a atirá-lo ao chão. Meio tonto, a cuspir sangue, Nathan alevantou-se. Se era para morrer, que fosse.

- Recolhe-te ao sítio de onde vieste, penugento nervoso. Pensas que não sou capaz de te matar? Por que motivo o não faria? Evangeline é cega de amor por mim. Pensas que isso mudaria se te assassinasse? Logo te esqueceria! E com as mãos com que te estrangularia, iria mimá-la na noite logo a seguir. Pelo contrário, se me conseguisses destruir, irias desapontá-la imensamente. Mas, já que pelos vistos não te importas de quebrar as regras celestiais, poderias deitar-te com ela e talvez assim ela te perdoasse. Não? – Sebastian não tinha realmente o intento de matar Nathan, todavia, o desespero do rapaz divertia-o de tal forma que não conseguia evitar atiçá-lo.

O loiro pulou sobre o demónio qual fera raivosa e, como foi prontamente impedido de lhe bater, cuspiu-lhe na cara. Ah, a isto Sebastian já não achava graça. O seu sorriso vil desfez-se numa sombria carranca. A existência de Nathan, a alma, corria pelas veias do seu corpo. Seria tão fácil eliminá-lo. E tão tentador…

- Estás a gastar as tuas energias, anjo! – Exclamou, enquanto lhe desfazia a cara à pancada - És burro e arrogante, como todos os da tua espécie. Pois não deverias estar a cuidar da tua protegida?

E, nesse exacto momento, um grito revibrou através das árvores e os dois seres voltaram as cabeças na direcção de onde viera o som.

- Evangeline… - Sussurrou Nathan, e gelou toda a sua cólera. Esquecera-se completamente que Sebastian não era o único monstro naquele conto de terror. Partiu, voando. Os olhos, mesmo arroxeados e inchados da batalha, não cessavam de procurar pela irmã.

O pérfido sorriso voltou a habitar o rosto de Sebastian, e tanto regozijo macabro brilhava nos seus olhos que alguém que o visse naquele instante tremeria sem saber porquê.


Notas Finais


Pobre Nathan, levou uma coça, tadinho...
Também Sebastian não parava de o provocar, o que era de se esperar?
Mas sempre lhe cuspiu em cima. Ficou esbofeteado, com os dentes partidos e as gengivas desfeitas e os olhos roxos, mas cuspiu-lhe.

Aguardem o próximo cap daqui a algumas horas!


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