História Surrender -Imagine Jooheon -Monsta X - Capítulo 11


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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho
Tags Imagine Jooheon, Monsta X
Visualizações 593
Palavras 3.422
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Mais um capítulo novo!
Esse é o ultimo capitulo pronto que tenho, então talvez o próximo demore um pouco para sair porque estou com uma tonelada de relatório para fazer.

Gente, eu ainda estou tentando processar o mv novo dos meninos, mas eu adorei o conceito *-* eu vi um unboxing do novo álbum e fiquei com vontade de comprar, mas aí me lembrei do quanto é caro encomendar ;'(

Não me matem por esse capitulo hehehe

Capítulo 11 - Capítulo 11


Acordei no dia seguinte sem sua presença ao meu lado. Encarei a escuridão do quarto e rolei na cama preguiçosamente. Pela primeira vez depois de anos eu não tive o mesmo pesadelo. Eu não tive sonhos, apenas consegui dormir em paz.

Esse feriado estava passando lentamente e não sabia se estava gostava ou não.

Me arrastei pela enorme cama até o meu celular e chequei as horas, 9:23 da manhã. Com certeza Carly ainda estaria dormindo, então não me preocupei. Assim que levantei da cama avistei um moletom pousado na pequena mesa aonde havia uma luminária. Peguei o moletom em mãos e por curiosidade o cheirei.

Jooheon.

O tempo estava mudando gradativamente e por isso entendi sua preocupação com a minha saúde. Vesti o moletom com preguiça e sai descalça para o corredor. Eu não sabia para que lado ir. Nunca pensei que um galpão poderia ser tão grande.

Meus sentidos estavam apurados hoje, conseguia ouvir o som da chuva cair do lado de fora serenamente, o som dos aquecedores espalhados pelo local e um tic tac de um relógio ao longe.

Andei até o final do corredor e bati na porta de Minhyuk.  Esperei alguns minutos e não obtive respostas. Cocei a cabeça sem saber o que fazer. Decidi após alguns minutos andar por ali e achar alguma alma penada.

Essa parte do galpão fora muito bem arquitetada além de transmitir o quanto de grana havia sido gasto para deixar o espaço moderno e acomodativo. Encarei as diversas portas pelas quais passava até que ouvi um gemido baixo. Parecia ser um gemido de dor. Parei ficando entre quatro portas e tentei ouvir novamente de onde saia aquilo. Mais um gemido e logo encarei a porta de metal mais adiante.

-Aonde está o Namjoon? –reconheci a voz fria de Jooheon por trás da porta.

Andei lentamente até a porta e pousei o ouvido na mesma tentando ouvir melhor.

-Eu já disse que não sei! –uma voz agoniada respondeu.

Me abaixei com cuidado e pela fechadura tentei ver o que estava acontecendo ali. Segurei o ar em meus pulmões encarando um rapaz ajoelhado no chão com as mãos acorrentadas. Seu rosto estava machucado e inchado coberto por sangue. Encarei Wonho rir e lhe dar um golpe forte contra suas costas sem piedade.

-Sabe que podemos ficar o dia inteiro, não sabe? –Jooheon o segurou pelos cabelos e sorriu friamente sem piedade alguma.

Encarei assustada o rapaz cuspir um pouco de sangue no chão quando Jooheon lhe deu um soco no estomago. Shownu estava escorado na parede apenas assistindo Wonho e Jooheon espancarem aquele cara que implorava para pararem.

-Vou perguntar pela última vez. –Jooheon o encarou ameaçando com um canivete. –Aonde está o Namjoon?

-Eu...juro...que...não sei. –o rapaz respondeu sem forças antes de desmaiar ao levar um golpe de Wonho na nuca.

Deixei que um suspiro saísse de minha boca aterrorizada com o que tinha acabado de ver. Antes que eu pudesse fazer alguma coisa, fui erguida do chão pelo capuz de forma ágil.

-Sabia que é feio ouvir a conversa dos outros? –reconheci a voz de Jinyoung ao pé do ouvido.

Tinha sido pega em flagrante. Senti que o mesmo soltou o meu capuz me virou o fazendo encarar. Olhei para Mark ao seu lado tentando pensar em algo, mas nada se passava por minha cabeça. Eu estava ferrada;

-Amy? –avistei Minhyuk mais ao fundo vindo em minha direção. –Eu estava te procurando.

-Eu...me perdi. –falei baixo sendo encarada por Jinyoung e Mark ao mesmo tempo.

Ajeitei o moletom enquanto Minhyuk passava pelos dois e ficava em minha frente.

-Ya, não ande descalço. –ele suspirou vendo meus pés pálidos pelo frio. –Venha, vou arranjar algo para você vestir.

Concordei com a cabeça e o segui passando entre Jinyoung e Mark de cabeça baixa. Minhyuk passou um braço por meus ombros enquanto andávamos e me encarou.

Soltei o ar de meus pulmões agradecendo por Minhyuk ter aparecido naquela hora.

-Está com fome? Kihyun fez algo que você irá gostar. –Minhyuk comentou me tirando daquele corredor estranho.

 

 

 

 

 

 

Minhyuk havia achado meus tênis do qual não me lembrava aonde ter colocado. A cozinha que estava era diferente da outra da primeira vez. Todos os moveis foram bem planejados e o ambiente era claro e acomodativo assim como o quarto em que dormi.

Engolia os ovos mexidos com dificuldade enquanto Hyungwon e Kihyun comiam tranquilos apreciando o café da manhã.

-Pode dizer se não estiver bom. –Kihyun comentou me observando olhar o nada.

Voltei minha atenção ao presente e o observei sentado ao meu lado.

-Está ótimo, só não estou com muito apetite. –falei dando mais colherada dos ovos.

-Ele tentou fazer um café da manhã meio americano. –Hyungwon sorriu olhando o amigo. –Mas ele queimou os bacons.

-Coma em silêncio, é melhor para você digerir Hyungwon. –Kihyun o encarou após o mesmo dar uma risada.

-Obrigada pelo café, Kihyun. –o agradeci por ser atencioso comigo. –Mesmo não tendo os bacons ficou muito bom.

Kihyun sorriu concordando com a cabeça mais aliviado ao me ver acabar com o que tinha no prato. Tomei o resto do meu Americano e dei um pequeno sorriso transmitindo que eu estava cheia e feliz.

-Eu lavo a louça como forma de gratidão. –comentei levantando-me após os dois terminarem suas refeições.

-Não precisa. –Kihyun falou enquanto pegava seu prato.

-Eu lavo. –insisti pegando o prato de sua mão e logo o de Hyungwon.

Lavar a louça me manteria ocupada. Levantei as mangas do moletom e fiquei de frente a pia pronta para trabalhar na imensa louça que havia por ali. Esfreguei cada louça com cuidado tentando não pensar em nada. Precisava manter a calma naquele momento.

Assim que terminei de lavar a louça as coloquei para secar. Estava secando o ultimo copo quando vi Jooheon, Wonho e Shownu entrarem na cozinha. O copo escorreu de minhas mãos e espatifou no chão me fazendo dar um pulo assustada.

Pousei meu corpo contra o balcão e gemi baixo sentindo alguns pequenos cacos terem arranhado meus pés descalço. Kihyun veio em minha direção preocupado com a situação.

-Ya, está tudo bem. –falei abaixando para recolher os cacos de vidro soltando o ar de meus pulmões. –Desculpa pelo copo.

-Não deveria andar descalça nesse frio. –Jooheon comentou me observando.

-Não precisa, eu recolho. –Kihyun pediu tirano os cacos que segurava em mãos.

Soltei os cacos no chão e dei a volta tomando cuidado para não pisar em mais um.  Sem esperar por alguma resposta, sai da cozinha sentindo que meu coração iria parar a qualquer momento.

-Amy, espere. –ouvi Jooheon andar atrás de mim. –Você precisa de um curativo.

-Eu vou procurar pelo Minhyuk, não se preocupe comigo. –falei parando de andar um momento e sem o encarar. –Acho que você tem assuntos mais importantes para tratar.

 

 

 

 

 

Ao invés de procurar por Minhyuk, eu me tranquei no quarto em que havia dormido. Por um momento pensei que Jooheon não seria tão perigoso, mas havia me enganado. Por um momento acreditei que ele possuía sentimentos, mas ele não se importava com nada.

Eu estava preocupada com o cara que havia sido espancado de forma tão violenta naquele quarto.

Uma batida na porta me fez dar um pulo.

-Amy? Sou eu, Minhyuk. –ouvi mais uma batida e sua mão forçar a maçaneta. –Pode abrir, por favor?

Pensei por um momento e resolvi deixa-lo entrar. Destranquei a porta e voltei a me sentar na cama enquanto o mesmo trazia na mão uma pequena caixa de primeiro socorros.

-Kihyun me disse que você deixou um copo cair. –ele comentou sentando-se próximo a mim na cama. –Ele disse que você cortou um dos pés.

-Eu estou bem. –falei devagar. –Foi só um arranhão.

Minhyuk concordou e puxou meus pés procurando pelo tal arranhão. Ele tirou um algodão da caixa e usou uma bebida com álcool para desinfetar meu machucado.

-Pode me levar embora? –pedi com um fio de voz enquanto ele fazia o pequeno trabalho com cuidado.

-É melhor você passar o dia por aqui. –Minhyuk comentou distraído passando mais um algodão úmido sobre meu longo arranhão me fazendo fazer algumas caretas de dor.

Eu não sei mais quanto tempo aguentaria ficar ali. Não depois de ter visto a tamanha violência feita por Jooheon e Wonho.

-Por favor. –pedi sentindo minha garganta doer pela ansiedade.

Minhyuk levantou o olhar de meu pé e me encarou preocupado. Estava segurando para não chorar, mas a vontade cada vez mais crescia.

-Ei, o que aconteceu? –ele perguntou-me vendo que não estava com uma cara boa. –Você parecia estar se acostumando com o ambiente.

-Eu só quero sair daqui. –falei o observando. –Eu não quero ficar aqui, Minhyuk.

As lagrimas estavam começando a ser formarem e logo elas começariam a saírem sem minha autorização. Finalmente a ficha estava caindo em relação a tudo e eu percebi que isso só iria piorar com o passar do tempo.

-Ah, Amy... –Minhyuk me puxou para os seus braços protetoramente.

-Por favor. –implorei sentindo minhas lagrimas escorrerem. –Eu prometo que não vou sair do meu dormitório...eu só quero sair daqui.

Suas mãos afagavam minhas costas enquanto pedia baixinho contra o seu moletom. Eu não queria mais ver a cara de Jooheon e nem de Wonho. O que eles fizeram não tinha explicação. Era desumano e cruel.

-Se acalme, está bem? –ele pediu pousando seu queixo em minha cabeça. –Eu vou te levar de volta ao campus, mas primeiro preciso que se acalme.

Balancei a cabeça concordando e tentei segurar que mais lagrimas saíssem. Seus braços que me abraçavam me soltaram e limparam meu rosto como sempre cuidadosamente.

-Pode ficar aqui por uns minutos até que eu pegue o carro e seus pertences? –Minhyuk perguntou-me me olhando nos olhos.

Concordei com a cabeça e o soltei finalmente deixando o mesmo se levantar e sair do quarto. Me encolhi na cama esperando os minutos se passarem, mas o ponteiro do relógio não queria se mover.

A porta foi aberta novamente, mas não era quem eu esperava ver.

-Amy, o que houve? –Jooheon veio até mim com a cara preocupada.

-Nada. –falei sem desviar meus olhos do colchão.

-Combinamos que você passaria o dia aqui. –ele falou sentando-se na beirada da cama. –Ei, o que aconteceu?

-Cadê o Minhyuk? –perguntei em tom baixo.

-Amy, olha para mim. –Jooheon pediu sentando-se mais próximo a mim.

Me desviei de suas mãos e sentei-me no outro lado da cama. Eu não queria sentir o seu toque em mim depois de ter visto suas mãos baterem naquele cara sem piedade alguma. Calcei meus tênis rapidamente e levantei-me não querendo ficar no mesmo ambiente que o mesmo.

-Eu só quero ir embora daqui. –falei indo em direção a porta.

-Espera. –ele me segurou pelo braço me detendo de seguir a diante. –Primeiro me conte o que aconteceu.

-Me solta. –falei puxando meu braço.

-Amy, o que está acontecendo? –sua mão me segurou com mais força.

Ignorei suas palavras e tentei andar até a porta entre aberta. Eu perdi minha paciência quando o mesmo me puxou para perto de si me prendendo contra a parede.

-Eu já falei para me soltar! –gritei me desviando de suas mãos. –Não me toca!

-Ei... –ele me segurou mesmo quando lhe dei vários tapas. –Amy!

-Você é um monstro, Jooheon! –gritei sentindo minhas lagrimas voltarem. –Eu sabia que não podia confiar em você...

-Porque eu sou um monstro? Me diga! –ele gritou alto me fazendo estremecer de medo quando suas mãos se apertaram em meus braços. –Me diga!

-Você acabou de espancar um cara até desmaiar! –falei entre soluços. –Você o acorrentou como se ele fosse um animal!

Seus olhos me encaravam surpresos enquanto eu chorava sem parar.

-Amy... –Jooheon começou a dizer tentando acariciar meu rosto.

-Mesmo ele dizendo que não sabia você e o Wonho o espancaram... –continuei esquivando meu rosto de seus dedos macios. –Ele implorou para vocês pararem...ele não merecia apanhar daquele jeito, ninguém merece...

-Você não entende. –ele falou tentando secar minhas lagrimas.

-Você vai matar ele se continuar o torturando. –funguei baixo sem conseguir o encarar. –Você tem que parar de bater nas pessoas para ter o que quer, Jooheon. Há outros jeitos de conseguir informações.

-Eu posso te explicar, Amy. –seu tom era baixo e transmitia agoniada cada vez que via eu tentar me esquivar de seu corpo.

-Me deixe ir embora. –pedi não querendo olhar para o seu rosto.

Sua mão segurou meu queixo me fazendo o olhar. Seus olhos estavam assustados com a minha reação.

-Fica aqui, por favor. –ele pediu-me pousando sua testa na minha. –Eu só quero te proteger, confie em mim.

-Eu só quero ir embora. –implorei choramingando tentando não o tocar.

-Amy... –ele pronunciou meu nome da forma mais doce que já ouvi.

-Me solta, por favor. –pedi cansada daquilo tudo.

 

 

 

 

 

 

Assim que Minhyuk estacionou o carro próximo ao meu dormitório, todo o ar que segurava em meus pulmões saíram de uma vez só em um suspiro. Minha cabeça latejava de dor após ter tido um pequeno surto anteriormente.

-Tem certeza que vai ficar bem sozinha, Amy? –Minhyuk me encarou com a mesma preocupação quando me viu chorar.

-Tenho. –falei com a voz fraca tirando o cinto de segurança. –Eu não vou sair do meu quarto.

-Não precisa ter medo de nós. –ele falou enquanto destravava minha porta. –Sei que você está achando isso uma loucura, mas nós só estamos aqui para te ajudar.

Balancei a cabeça concordando e encarei meu prédio entre a fina garoa que caia. Coloquei o capuz do moletom que pertencia a Jooheon e olhei Minhyuk uma última vez antes de sair.

-Obrigada pela carona. –agradeci vendo o mesmo me dar um pequeno sorriso. –Tchau.

Sem esperar por sua resposta, sai andando de braços cruzados pela fina garoa que caia até a entrada do meu dormitório. Eu estava cansada, com dor e com sono enquanto subia lentamente as escadas. Andei pelos corredores pensando na noite anterior e nessa manhã, de como tanta coisa havia acontecido em questões de horas.

Destranquei a porta de meu quarto e adentrei no ambiente escuro. Porque eu continuava a pensar em Jooheon? Eu o vi espancando um cara e ainda me preocupava com o seu bem estar?

Arranquei as roupas molhadas e me enfiei no primeiro pijama que vi enquanto ligava o aquecedor. Eu ainda conseguia sentir o seu perfume impregnado em minhas cobertas e travesseiros quando me deitei cansada de ficar em pé.

Aspirei o seu perfume tão bom e suspirei balançando a cabeça.

-Você não pode se apaixonar por ele, Amy. –repeti para mim mesma me encolhendo solitariamente embaixo das cobertas. –Você não pode se apaixonar por um criminoso.

 

 

 

Três dias depois....

 

 

 

O inverno estava começando a dar a sua cara pela cidade. Eu sabia que em poucas horas a neve iria começar a cair e fazer a felicidade dos intercambistas que nunca presenciaram esse tal fenômeno natural.

Hoje era o meu dia de trabalhar como bibliotecária, mas ao invés de recolocar os livros novamente nas estantes eu estava distraída encarando pela janela os pequeninos floquinhos de neves começarem a cair.

-Você parece uma criança esperando pelo presente dos pais no Natal. –Minji comentou me observando de sua mesa empilhada de livros e folhas soltas distraidamente.

-Eu fiz uma aposta com uma pessoa que hoje iria começar a nevar. –comentei dando as costas para a janela e voltando a fazer o meu trabalho.

-Quem? –seus olhos me seguiam curiosamente.

-Yugyeom. –falei empilhando fileiras de livros em meu carrinho despreocupadamente. –O do departamento de dança.

-Hum, que interessante... –ela sorriu maliciosamente.

-Você está andando muito com a Carly. –revirei os olhos com sua ação. –Porque não termina suas lições?

-Eu já acabei há muito tempo. –Minji riu ajeitando seus pertences agilmente. –Só estou aqui porque você anda muito solitária esses dias, então resolvi fazer uma boa ação e ter fazer companhia.

-Solitária? –perguntei subindo em um banquinho e reorganizando os livros por autores.

-Você ficou presa em nosso quarto por três dias, Amy. –Minji comentou me ajudando com alguns livros. –Eu fiquei preocupada com você. Parecia até um zumbi vagando pelo campus ontem quando finalmente saiu da toca.

-Engraçadinha... –fiz um bico mas concordando mentalmente com ela.

Eu me tranquei por três dias no quarto e vivi a base de agua e biscoitinhos recheados até a mesma chegar de viagem. Dizem que as vezes é necessário que a pessoa tire um tempo para si mesma, foi apenas o que eu fiz. Eu me isolei de tudo por apenas três dias para colocar minha cabeça de volta ao eixo.

-Por um momento pensei que você estivesse em um estado depressivo. –Minji continuou me deixando trabalhar sozinha. –Mas aí a Carly me disse que você se esbarrou com o seu ex em uma boate e por isso ficou nesse estado.

-Hm. –resmunguei sem interesse algum sobre o assunto. –Todos temos altos e baixos...e eu tive o meu naquele dia.

-Ela me disse que viu você saindo com o Jooheon da boate... –ela cantarolou me rodeando. –Conta para mim o que vocês fizeram.

-Agora você que parece uma criança. –comentei vendo a mesma dar pulinhos enquanto terminava meus últimos minutos de trabalho.

-Por favor. –ela resmungou fazendo um cara fofa.

-Eu só queria ver se ele estava bem... –comentei sem vontade alguma de contar a ela tudo daquela noite.

-Aish... –Minji resmungou mas logo me cutucou pelo o braço deixando claro o seu entusiasmo. –Por falar nele, olha ele ali...

Guardei o último livro na estante enquanto descia do banquinho e pela minha visão periférica consegui ver o lindo deslumbre de Jooheon.

-Vai atender ele. –Minji me empurrou para frente. –Anda, Amy.

Jooheon estava em frente ao balcão principal. Sei que não passou muito tempo desde que o vi, mas estava surpresa mesmo assim. Recolhi os últimos livros deixados em cima das mesas e fui em direção a ele.

-Sinto muito, mas a biblioteca vai fechar daqui a dez minutos. –falei sendo observada por seus olhos. –Pode voltar aqui amanhã a partir das nove horas da manhã.

-Quer ir tomar um café? –Jooheon perguntou-me tranquilo ignorando a atuação que deveria fazer em público.

Pelo canto do olho vi Minji dar uma risadinha com a situação. Observei Jooheon sorrir com a situação e se debruçar contra o balcão.

-Estou indo para o dormitório, Amy. –Minji falou recolhendo suas coisas rapidamente e saindo do local. –Vejo você mais tarde.

-Espera... –falei mas a mesma havia saído às pressas me deixando sozinha com Jooheon.

-E então? –ele arqueou as sobrancelhas enquanto eu pegava minha mochila.

-Só vou aceitar porque estou com fome. –comentei enquanto dava a volta no balcão após bater meu ponto.

Sra. See deveria estar ainda em seu escritório resolvendo algumas pendências, então não resolvi incomodá-la.

Segui Jooheon para fora da biblioteca até que senti sua mão procurar pela minha. Eu sentia uma forte atração por ele, mas não podia deixar isso evidente. Escondi minhas mãos nos bolsos de meu casaco e continuei a andar.

-Espera. –senti o mesmo me segurar o braço.

-O quê? –perguntei parando de andar.

-Preciso fazer uma coisa. –Jooheon comentou olhando para os lados.

-Fazer o que? –o encarei desconfiada.

-Isso. –ele ficou em minha frente e me puxou para mais perto.

Eu sabia que tinha que ser forte, mas não tive tempo de pensar quando o mesmo segurou meu rosto e me beijou. Eu estava irritada com ele e no fundo gostaria de ter lhe dado uns belos tapas...mas eu também queria aquilo. Minhas mãos subiram por seus braços e pairaram em sua nuca enquanto o mesmo me beijava com uma certa necessidade. Seus dedos se afogaram em meus cabelos o puxando mais para si quando lhe dei uma mordida em seu lado inferior fazendo o mesmo sorrir. Jooheon me beijava como nunca ninguém antes me beijou. O seu beijo era único e especial.

Aquele sorriso misterioso e ao mesmo tempo quente me fez corresponder de todas as formas que ele queria.

Eu estava sem ar quando o mesmo terminou o beijo com alguns selinhos e me observou. Seus lábios estavam mais vermelhos do que nunca e isso me fazia o querer beijar novamente.

-O que foi isso? –perguntei vendo o mesmo sorrir enquanto recuperava o folego.

-Meu pedido de desculpas. –Jooheon comentou acariciando meu rosto. –Amy, você me desculpa?

Encarei os pequenos pontinhos brancos começarem a cair do céu e deixarem aquela visão de Jooheon mais bonita ainda. Ele parecia um anjo em meio a neve.

Eu não podia mais negar, eu estava gostando dele.


Notas Finais


Jooheon sabe como se desculpar com a Amy kkk eu posso te desculpar também Jooheon hehehe

Logo vocês saberão quem era o cara que foi espancado!

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