História Surrender -Imagine Jooheon -Monsta X - Capítulo 42


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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Personagens Originais, Show Nu, Won Ho
Tags Imagine Jooheon, Monsta X
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Palavras 3.577
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Esse capítulo é para você que está meio triste porque não ir ver os nossos bolinhos amanhã [eu também não irei infelizmente graças a taxa supimpa] Mas não fique triste, tenho certeza que ainda realizaremos esse sonho juntas *-*

Pessoal, eu não sei como agradecer pelo feedback incrível que a fanfic teve desde o inicio, hoje temos mais de quatrocentos favoritos e um grande número de comentarios. Como posso agradecer isso só com as palavras? Sério, isso me encantou desde o começo, obrigada por sempre serem o meu braço direito.

Bem, resolvi postar esse capitulo com agilidade porque senti a necessidade. Este é o penultimo capítulo, e eu espero que vocês gostem. Ainda não tive tempo dde responder todos os comentários do capítulo anterior, mas eu prometo que vou responder cada um *-*

Vejo vocês nas notas finais com uma bela proposta.....

Capítulo 42 - Capítulo 42


 

DUAS SEMANAS DEPOIS

 

Fechei minha segunda e última mala lentamente depois de ter limpado todo o quarto impecavelmente assim quando me mudei para cá. Mesmo cansada, fiz minhas ultimas tarefas na pequena casa antes de entregar as chaves novamente para o corretor e me mudar para um novo lugar.

Sentada em frente à entrada, esperei que Hongbin conseguisse encaixar as poucas caixas de papelão dentro do carro que levaria para meu novo lar com um ar meio melancólico.  Encarei meu relógio por um momento e logo avistei o começo da noite chegar.

Assim que entrei no apartamento dos Coppers, me senti um pouco estranha. Mesmo N tendo mudado a decoração de todo o apartamento, eu ainda me pegava pensando em Leo e de como ele sempre sorria ao me ver quando vinha visita-los.

Encarei nostalgicamente a sacada aonde nós dois costumávamos tomar café juntos e conversávamos até perder a realidade do tempo. Eu sentia falta das suas risadas quando contava uma piada ou errava a pronuncia de alguma palavra coreana.

-É melhor descansar, a viagem amanhã será bem longe. –Hongbin me propôs já que apenas nós dois estávamos por ali. –Quer que eu te ajude em algo?

-Não, eu só vou tomar um banho e ir dormir. –respondi pegando uma das malas e a puxando para meu quarto. –Boa noite, Hong.

-Me chame se precisar de algo, ok? –ele comentou indo para a cozinha.

-Uhum. –concordei indo para o final do corredor.

Assim que abri a porta do quarto, encarei o ambiente escuro antes de entrar. Por um momento fiquei parada encarando a escuridão, até que vi algo que me chamou a atenção.

O anel que pertencia a V estava sob minha cama. Encarei mais à frente o mesmo sentado em uma poltrona próximo a janela. Observei V me fazer um sinal para ficar em silêncio, ele havia desaparecido de vista assim que o funeral tinha acabado. Havias semanas que não o via.

Fechei a porta sem fazer barulho e deixei minha mala de lado indo em sua direção. V levantou-se a abriu os braços para que eu o abraçasse.

-Aonde você se meteu? –balbuciei apertando meus dedos em seu moletom após um suspiro de alivio.

-Eu precisei desaparecer por um tempo, Amy. –V falou em tom baixo enquanto me abraçava.

-Eu pensei que você tinha morrido. –fechei os olhos sentindo o cansaço em me manter de pé. –Pensei que tinha desistido de tudo....

-Sou seu anjo, não vou desistir de te deixar em segurança mesmo tendo falhado. –seus dedos afagaram minhas madeixas e logo o mesmo suspirou profundamente. –Sinto muito pelo o que aconteceu nesses dias com você.

Desfizemos o abraço e nos encaramos por um momento percebendo as leves mudanças em cada um. O cabelo de V estava com o cabelo mais longo desde a última vez que o vi, sua pele estava mais pálida e o sorriso brincalhão não era possível ver no momento.

-Você está indo embora da Coreia? –ele perguntou-me mesmo já sabendo da resposta.

-Estou indo para um recanto na Tailândia, uma clínica psiquiatra. –respondi em tom baixo encarando a pouca luz entrar no ambiente escuro. –O tratamento dura em torno de um ano....acho que vai ser bom para mim.

-Jooheon se alistou no exército essa semana, algo grave aconteceu entre vocês? –V segurou minha mão enquanto se mantinha levemente inclinado para que pudéssemos ter contato visual.

Engoli em seco ao ouvir a palavra exército.

-Ele se alistou?  -balbuciei petrificada.

-Sim. –V concordou com a cabeça. –Ele poderia escolher entre pegar um cargo público ou ir para as forças armadas...ele optou pelo alistamento mais longo, 24 meses.

Mordi o lábio inferior e encarei o chão por um momento.

-Nós terminamos…eu terminei com ele. –respondi segurando a dor que tanto queimava meu peito há dias. –Ninguém entende porque eu fiz isso, V.

-Vocês são loucamente apaixonados um pelo o outro...o que aconteceu? –seus dedos afagavam sem pressa as minhas mãos.

Deixei que meus olhos transmitissem a dor que escondia por dentro. Todos apenas achavam que eu havia terminado com Jooheon por estar cansada dele, mas não era isso.

-Eu estou com medo... –balbuciei sentindo meus olhos arderem. –Eu não quero que mais ninguém se machuque por minha causa....e não quero ser mais machucada...amar alguém dói muito...perder quem amamos dói mais ainda...por isso estou partido....eu cheguei ao ponto de me odiar, de querer acabar comigo mesma por todo o sofrimento que causei a todos....eu sei que magoei você e principalmente meu irmão e o Jooheon....essa dor que causei está acumulada dentro de mim....e ela só está aumentando a cada dia...me consumindo lentamente...me sufocando e dizendo para terminar com o que causei...

-Por isso está indo para a Tailândia. –V terminou minha resposta.

Concordei com a cabeça e fechei os olhos por um momento.

-N me convenceu de fazer um tratamento psiquiátrico, por isso estou indo embora. –falei apertando levemente suas mãos com certa ansiedade. –Eu só não estou conseguindo suportar meus próprios pensamentos, V.

V concordou com a cabeça e afagou meus braços tentando me tranquilizar.

-Você não está fazendo nada de errado, Amy. –ele comentou com sua voz calma de sempre. –Não continue se culpando por tudo.

-Pode me fazer um favor enquanto eu estiver distante daqui, V? –o pedi em tom confidente.

-Sou seu anjo da guarda, esqueceu? –V falou enquanto passava os dedos tentando secar as poucas lagrimas que começavam a cair por meu rosto.

-Cuide do Jooheon por mim? –deixei que as palavras mais sinceras saíssem por meus lábios. –Mantenha-o a salvo, eu sei do que ele é capaz de fazer....eu só não quero que ele se machuque.

-Vou cuidar dele, não se preocupe. –ele concordou com um sorriso tranquilizador. –Me prometa que irá se cuidar também, hm?

O encarei por um breve momento e concordei após um suspiro dolorido.

V permaneceu em meu quarto por mais alguns minutos até que era hora de ele ir embora. Observei V sair pela minha janela e pular de grande altura sem medo algum, o observei desaparecer na madrugada sem deixar rastros.

Assim como eu desaparecia em poucas horas.

 

 

 

 

 

P.O.V Jooheon On.

 

Desde que decidi me alistar para as forças armadas, tento voltar atrás de minhas palavras...mas não há como voltar no tempo e mudar minhas ações mal pensadas.

Eu já tinha sido convocado, não havia mais volta.

Joguei em uma pequena mochila o que eu poderia levar para o batalhão de integração e futuramente para o batalhão em que me fixaria. Se Amy estivesse aqui, ela com certeza me chamaria de maluco.

Mas ela estava longe demais, em outro país para poder fazer isso. V havia me dado a notícia de que ela estava indo para outro pais fazer um tratamento psiquiátrico, ela não estava bem e decidiu se internar.

Saber que eu fui um dos causadores de seus pesadelos me deixara internamente quebrado, ela tinha razão em me deixar. Ela tinha provas contra mim, de que não a ajudei naquela maldita noite por um pacto de fraternidade, ´´Irmãos não iam contra as ações do outro´´.

-Tem certeza que quer fazer isso? –Wonho me encarou com certa incerteza.

-Não vou mudar minha palavra. –respondi enquanto jogava os poucos produtos que poderia levar. –O serviço militar é obrigatório, esqueceu?

-Já passei por isso, sei como é. –Wonho debruçou-se contra a porta me observando. –Está preparado mentalmente para isso?

-Estou na idade para isso, tenho certeza que ficará bem em minha ausência. –comentei sem alegria alguma.

Um silêncio pairou entre nós de forma estranha.

-E se ela voltar? –ele deixou a pergunta no ar.

-Ela vai ficar internada por um ano, ela não vai voltar. –respondi contra minha má vontade. –Deveria estar pensando no bem estar do clã e não nela. O clã tem novos objetivos, eu não estarei presente, não quero que comentam um erro idiota enquanto eu não estiver por perto.

Wonho percebeu que eu estava irritado, furioso por dentro, então desistiu de manter um diálogo.

-Certo...vejo você no Natal. –Wonho se despediu saindo do quarto.

Soltei o ar de meus pulmões e encarei o uniforme que usaria amanhã logo cedo, passei minhas mãos pelo meu novo corte curto enquanto tentava organizar meus pensamentos. Essa era a segunda semana que passava longe de Amy e já estava ao ponto de surtar...como iria aguentar dois anos longe dela?

Amy não quis se distanciar totalmente de mim, o seu primeiro sinal de vida veio uma semana depois de terminarmos, um cartão postal havia chegado da Tailândia com uma simples frase: ´´Quando sentir saudades, apenas feche os olhos e imagine um céu azul e límpido. Eu estarei pensando em você´´.

Por mais que fosse apenas um papel com a sua caligrafia, eu me apeguei naquele cartão postal, o havia guardado em minha carteira como se fosse algo sagrado. Eu não podia entrar em contato com Amy, não havia endereço ou telefone que eu pudesse rastrear, eu apenas sabia que ela estava na Tailândia.

Joguei a bolsa com os poucos pertences em uma poltrona e suspirei encarando a noite que surgia lentamente melancolicamente.

Observei as estrelas cintilarem no céu e pensei quando nossos caminhos se iriam cruzar novamente. As chances eram poucas, mas eu me agarrava a esses pensamentos.

O que restava era apenas esperar.

Eu não podia perder a fé.

 

 

P.O.V Jooheon Off.

 

 

 

 

 

QUATRO SEMANAS DEPOIS

 

 

 

 

Estar na Tailândia no primeiro momento foi algo catastrófico logo na primeira vista.

O novo idioma me incomodava, o meu novo lar não me fazia sentir-me acolhida, os dois médicos que estavam encarregados do meu tratamento por mais gentis e educados que fossem...não conseguiram a minha confiança.

Eu me sentia mais sozinha do que nunca quando N precisou voltar para Seul.

Não havia mais ninguém que pudesse ficar ao meu lado nesse processo.

Eu precisava segurar todos os problemas sob meus ombros como sempre fiz. Essa era a última chance que havia dado a mim mesma. Se nada fizesse mais sentido para mim, não havia motivos para continuar insistindo em algo que não conseguiria lidar futuramente.

-Vamos começar com uma pequena entrevista e descobriremos em qual grau de depressão você está. –Bill, meu psiquiatra comentou assim que me apresentei em seu consultório. –Logo em seguida, vou dar início a papelada para que você seja internada, tudo bem?

-Certo. –balbuciei encarando minhas mãos pousadas sob o colo distraidamente.

-Amy, escute. –sua voz grave me pediu gentilmente. –Sei que isso é difícil, seu irmão já me relatou alguns problemas pelo o qual você passou...mas para que o tratamento seja eficaz você precisa se abrir e se comprometer a isso, ok? Eu estou aqui para te ajudar, mas preciso que me responda tudo o que eu te perguntar.

Levantei meus olhos para aquele tailandês e balancei a cabeça mesmo não conseguindo digerir muito suas palavras.

Bill me observou por um momento antes de voltar a encarar a ficha em branco de meu prontuário que logo seria coberta por palavras.

-Como você se sente hoje, Amy? –ele perguntou-me em um tom amistoso.

-Eu não sei...eu me sinto sem energia...e cansada... –respondi o que me veio à cabeça.

-Consegue me descrever o seu cansaço? –Bill deslizou um pequeno copo de agua em minha direção. –O que faz te deixar cansada? Apenas seja sincera com os sentimentos que estão acumulados dentro de você.

Encarei suas enormes estantes cobertas por livros tentando lhe dar uma boa resposta. Observei o copo com agua com um leve torpor. Dei um sorriso tristonho e deixei meus olhos encontrarem os seus.

-Eu me sinto quebrada por dentro, Bill. –balbuciei fracamente.

Bill deixou a caneta de lado e ajeitou-se em sua cadeira reclinável olhando-me fixamente como se tentasse ler minha mente.

-Me conte a sua história, Amy. –Bill pediu-me sem pressas. –Há uma razão para você está aqui, certo? Comece por onde se sentir melhor.

Abri a boca mas logo a fechei procurando as palavras certas, eu não podia contar tudo a ele.

-Eu sempre fui perseguida desde a infância, um homem de túnica preta sempre esteve vivo em meus sonhos.... –balbuciei com certa nostalgia. –Nos meus sonhos ele sempre me disse que corria perigo e que precisava ser forte para todos....

Meu pequeno desabafo se desenrolou por horas, Bill não repreendeu mas pelo o contrário, me fazia soltar tudo o que por anos estava enterrado dentro de mim. Eu não queria mais me afogar nesses assuntos, Bill seria a última ajuda que procuraria, apenas ele podia me ajudar a sair desse estado...ou a Amy que todos conheciam sumiria como uma fumaça densa e nublada.

 

 

 

 

OITO MESES DEPOIS

 

 

´´Estou voltando para você....´´

 

 

Mais um pesadelo havia feito com que eu acordasse subitamente no meio da noite. Arfei sentindo que meus pulmões gritavam pelo oxigênio como nunca antes. O quarto estava escuro e minhas roupas coberta pelo suor frio que meu corpo transpirava.

Arranquei os lençóis a minha volta e encarei minha barriga preocupadamente. Não havia sangue ali.

O sonho havia sido tão real...a voz de Kris e de Jungkook pareciam terem sussurrado em meu ouvido.

Apertei fortemente o colchão enquanto tentava raciocinar claramente, mas eu estava no meio de um ataque de pânico.

-Droga... –arfei sentindo meus olhos arderem. –Droga...

Levantei-me da cama e a passos fracos abri a janela a procura da brisa fria da noite. Pousei minhas mãos no parapeito e lutei contra as lagrimas e a sensação densa de adrenalina que percorria minhas veias. Eu não podia perder o controle.

-Um, dois, três, quatro, cinco, seis... –comecei a contar os números tentando me acalmar. –Sete....oito...nove....dez....dez.

Continuei repetindo os números até que a sensação de estar sendo sufocada diminuísse gradativamente. Eu não conseguia tirar da cabeça os seus olhos sombrios a me observarem.

-Ele não vai voltar. –disse a mim mesma enquanto sentava no chão úmido. –Ele está morto....ele não vai voltar.

Pousei minha cabeça contra a cama e suspirei baixo tentando me manter calma. Eu não temia mais Kris, e sim Jungkook e a obsessão que o mesmo havia criado por mim. Namjoon havia prometido que manteria Jungkook longe de mim e todos que haviam sido envolvidos nessa situação.

Mas eu não conseguia acreditar nisso, Jungkook era uma ameaça.

Deitei-me no chão lentamente enquanto meu corpo cedia ao cansaço e sem pressa esperei pelo o sono. Antes de meus olhos fecharem, observei a silhueta de Leo a me observar certificando-se de que eu estava bem.

 

 

 

 

 

DOIS ANOS E MEIO DEPOIS

 

 

 

Hoje era o meu último dia no hospital e o dia de minha formatura. Depois de tanto tempo sem conseguir dar um sorriso sincero, assim que abri a porta de meu quarto enlacei meus braços ao redor do pescoço de Hongbin.

Senti os braços de Hongbin me apertarem em um abraço apertado e aconchegante do qual já estava acostumada a receber.

-Parabéns para a Sra. Bióloga! –Hyuk apareceu com um buquê florido em mãos.

-Ah, Hyuk. –o puxei para um abraço aliviada. –Senti tantas saudades suas! De todos vocês!

Os meninos estavam mais lindos do que nunca, o terno que cada um usava os deixavam com um ar refinado e elegante. Apesar de N e Ravi estarem no exército, eu sabia que logo iriamos nos encontrar.

Encarei Ken aparecer com um vestido longo, um par de saltos altos e uma sacola e logo tudo foi pousado em minha cama recém feita.

-O que é isso tudo? –balbuciei encarando as pequeninas joias e o belo vestido pousado em minha frente.

-Seu vestido para a formatura, é uma belezura, não é? –Ken sorriu vitorioso. –Meu estilo de moda é incrível, pode dizer.

Dei uma risada fraca e concordei ainda surpresa com aquilo tudo. Mas antes que eu pudesse arrumar as minhas coisas e ir embora, eu precisava fazer a minha última sessão com Bill. Ajeitei meu moletom e observei os meninos por um momento. Eles estiveram ao meu lado durante todo o processo, eu conseguia visualizar o alivio que cada um demonstrava ao ver que finalmente sairia deste hospital psiquiátrico.

De que eu estava bem.

 

 

 

 

 

Fechei a porta do consultório de Bill e me sentei na poltrona a sua frente. Suas madeixas grisalhas estavam soltas pelos ombros. Bill me observou por um momento e sorriu ao ver que eu estava muito bem.

-Bem, então essa será nossa última sessão, como se sente em relação a isso, Amy? –ele perguntou-me deixando minha papelada de lado e apenas conversou como sempre fazia.

-Ao mesmo tempo eu me sento aliviada em poder voltar para a casa....mas eu tenho um pequeno receio caso eu fique vulnerável novamente. –respondi enquanto Bill me servia uma xicara de chá.

-Quando se sentir ao ponto de estourar, apenas refaça todos os exercícios que praticamos durante esses dois anos e meio. –Bill me instruiu. –Não se sufoque como fez no passado, Amy. Desabafe sempre que precisar....sei que terá momentos difíceis depois que voltar para uma vida normal lá fora, mas saiba que você é forte o suficiente para lutar.

Balancei a cabeça concordando e dei um pequeno sorriso tentando não deixar muito evidente o quão emotiva estava no momento. Bill foi durante esses anos o meu refúgio, ele me ajudou a enfrentar os meus pesadelos e a não me culpar pelo o que me aconteceu no passado.

Bill me ensinou a me amar, a amar da cada parte da qual me odiei por anos.

-Vou sentir sua falta, Bill. –balbuciei após um suspiro. –Você é o grisalho mais legal que conheci.

Bill sorriu se divertindo e estendeu a mão para segurar a minha. O tailandês afagou minha mão amigavelmente e meneou a cabeça para o telefone próximo a nós.

-Me ligue sempre que precisar. –ele pediu-me e riu. –Eu vou adorar saber como você se sairá lá fora. Se conhecer algum homem que faça o meu tipo...já sabe o que fazer.

Dei uma risada concordando e levantei-me para o abraçar uma última vez.

 

 

 

 

A confraternização dos formandos em Biologia percorria lentamente, eu estava feliz por finalmente ter me formado no que eu sempre tive interesse em trabalhar. Os dedos de Hongbin se entrelaçaram-se aos meus lentamente enquanto meus olhos estavam focados nos meus colegas de curso que iam buscar o seu certificado mais à frente.

O meu nome não demorou muito para ser chamado, eu estava tão orgulhosa de mim mesma. Mesmo tendo levado mais um ano a mais para me formar, eu havia conseguido com êxito. Sorri para os meninos que aplaudiam assim que recebi o certificado em mãos e logo observei Hyuk tirar algumas fotos.

Eu não poderia estar mais feliz do que agora.

 

 

 

 

 

Depois da entrega de certificados e das fotos em grupo, ocorreu uma grande festa de despedida. Eu queria muito que meus pais estivessem aqui, mas estava contente em ter os outros Coppers ao meu lado. Principalmente Hongbin.

Nós não estamos namorando, mas tínhamos desenvolvido uma amizade colorida.

-Ya, você deveria estar dançando com os seus amigos. –Ken balbuciou entretido ao som da música.

-Estou feliz sentada aqui. –comentei abraçando o braço de Hongbin.

-Aigo, parem com isso, eu vou vomitar. –Hyuk fez um drama ao ver Hongbin me dar um beijo na testa. –Vão para um quarto, por favor.

Dei uma risada e logo dei um leve tapa no braço de Hyuk brincando.

-Até que não é uma má ideia.... –Hongbin sussurrou em meu ouvido.

Balancei a cabeça segurando um fraco sorriso e decidi ir dançar um pouco. Puxei os três para a pista de dança me despedindo do último dia em que ficaria na Tailândia.

Durante a noite, a única coisa que ingeri foram coquetéis de frutas e uma pequena dose de energético, Ken foi o único que extravasou na bebida e acabou sendo carregado por Hyuk até o hotel. Arranquei os saltos do pé e fiz menção de entrar em meu quarto quando senti os braços de Hongbin me envolverem por trás.

-Sei que não devemos mais fazer isso, mas poderíamos abrir uma exceção hoje. –ele comentou enquanto eu tentava abrir a porta magnética.

Assim que consegui destrancar a porta, virei-me para encarar aqueles olhos expressivos. Pousei minhas mãos sob seu peito bem malhado e ergui a cabeça para ter uma boa visão de seu rosto.

-Acha que....devemos fazer isso? –o perguntei indecisa.

Hongbin deu um sorriso maroto e meneou a cabeça me fazendo rir. Apesar de termos evoluído para uma amizade colorida, Hongbin sabia respeitar meu espaço....e por isso nunca tivemos algo sério.

-Não vai se arrepender? –balbuciei enquanto o mesmo andava comigo para dentro do quarto.

-Você vai se arrepender? –Hongbin contra atacou minha pergunta.

Soltei um suspiro fraco ao sentir seus dedos abaixarem lentamente o zíper de meu vestido nas costas.

-Vamos terminar essa noite. –Hongbin falou determinado. –Essa será nossa despedida....quando voltarmos para Seul, seremos apenas amigos.

Eu sabia o que Hongbin queria dizer, mas não insisti no assunto. Assim que a porta se fechou, eu o abracei e deixei que aquele momento fluísse naturalmente. A última recordação que tive daquela noite foram os lençóis bagunçados e nós dois arfando encarando o teto.

 

 

 

 

 

Por mais que eu tentasse esquecer a única pessoa pela qual me apaixonei, era impossível. Era como se um imã sempre nos atraísse um para perto do outro.

Reencontrar Jooheon apenas deixou mais claro que o amor que sentia por ele nunca teria fim. Nenhuma pessoa me completava como ele me completou.

Eu havia desistido de lutar contra esse sentimento, eu nunca amei uma pessoa tão verdadeiramente como o amei.

Depois de anos separados, nos reencontramos pelo acaso...e ao ver os seus olhos, eu sabia que ele ainda sentia o mesmo por mim.

 

 

 


Notas Finais


Então, o que acharam? Esse finalzinho fez meu coração disparar, estão preparadas para o ultimo capítulo? hehe
Eu prometo que o final será muito bonitinho, então não se preocupem porque meus tiros agora só serão de amor e frufru S2

Leitoras do meu coração, eu tenho uma proposta para vocês: Como só falta apenas um capítulo para que eu finalize essa fanfic, eu estou com uma grande vontade de escrever uma fic do Wonho, o que acham? Vocês leriam mais alguns tiros meus? haha
Deixem nos comentários se querem uma fanfic cheia de luxuria do nosso coelho bombado.


Alguma de vocês irão ao show do Bastarz que ocorrerá em Outubro? Caso alguém vá, Vocês poderão ter a chance de me conhecer [me sentindo a autora best-seller kk] e devolver os tiros que dei por aqui.
Também estarei na Bienal do Livro amanhã, então caso queiram me conhecer é só me dizer.
Enfim, boa sorte para as monbebes que irão ao show, deem muito amor aos nossos bolinhos...se puderem me mandar umas fotos depois dos mozões eu adoraria :3


Fiquem saudáveis para o próximo capítulo.....


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