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História Survival - 3In - Capítulo 41


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Notas do Autor


Olá! Era para ter saído ontem mas eu acabei terminando ela muito tarde XD

O título fala por si mesmo..... boa leitura!

Foto da Capa: Visão externa do local que se passa a primeira parte do cap

Capítulo 41 - Season 2: The Beast's Head


Fanfic / Fanfiction Survival - 3In - Capítulo 41 - Season 2: The Beast's Head

Devia ser perto das dez horas da noite quando o pessoal resolveu sair de sua mesa após uma refeição para compensar o dia agitado que tiveram e também, para dormir de barriga cheia. As relações entre alguns rapazes estavam boas; como por exemplo os garotos da Sharpped 2 com os três da Alpha 1 – com uma pequena exceção por parte de Minho e Jisung -; Seungmin também se sentia mais à vontade com os membros do Pacífico Leste, e estava se apegando aos poucos com os membros da Royal 2.

Jeongin era novo para quase todo mundo, uma vez que tinha passado pouco tempo com os garotos da Alpha 1 e mal conhecia os demais ali da mesa, mas uma semelhança permitiu que ele se enturmasse com todos. Porque ele, Jisung, Felix e Changbin eram/ou estudavam medicina e eram paramédicos. Isso permitiu que esses quatro trocassem conversas mais íntimas por conta desse interesse em comum. Talvez ele tenha se entendido melhor com Felix e Jisung, mas o importante era que não estava em uma zona desconhecida.

No entanto, nem todos eram amigos, apenas estavam juntos por terem amigos em comum. Tirando esse fator, eram praticamente todos desconhecidos um para o outro. Agora estavam prestes a conhecer mais um, algo bom poderia ser tirado disso? Talvez, não tinha como saber qual seria sua impressão do comandante da Independence.

Mais distante dali, mais precisamente na varanda externa daquele ambiente que se situava à metros do chão; com árvores e grandes construções de metal branco ao redor, e virada para o lado leste do Atlântico (permitindo ver um pouco dos vultos da costa Africana), dois dos membros mais bem qualificados da Texal conversavam a sós. Woojin era primeiro tenente na Texal e segundo em comando segundo a hierarquia da plataforma que – apesar de controvérsias – era baseada na hierarquia da Marinha. Junto a ele nessa posição, tinha Jihyo que servia como outro braço direito do comandante da plataforma – Park Jinyoung no caso -. Junto com a tenente Park, Woojin estava na FoxTrot restritamente para observar de perto e ter certeza de que tudo estava dentro dos conformes, até porque, eles não confiavam muito em quem estava ali.

Dada a situação que a plataforma do Atlântico Sul estava enfrentando, eles não querem que mais nada suma de seus arsenais. A tenente Park tinha seu tablet em mãos, e quando ela e Woojin ficaram sozinhos, puderam conversar sem medo de serem ouvidos ou interrompidos.

- Tem alguma coisa dos registros daqui? – O Kim pediu, mas Jihyo negou com a cabeça.

- Apenas as mesmas coisas que temos nos computadores da Texal, parece que FoxTrot não recebeu nada que já não tivéssemos conhecido ou visto antes.

- E de alguma ilha mais ao Sul?

- A mesma coisa. Satélites mostram o navio, congelam, e minutos depois eles simplesmente desaparecem. O que eles tinham em comum? A rota. Os dois passavam por perto do Cabo das Tormentas.

- Peça para todos os navios passarem longe dessa rota, e entre em contato com o pessoal da Millions. Se eles puderem ceder um pouco do oceano deles, talvez facilite as coisas. Se alguns barcos da Antártica também puderem servir de escolta, vai ajudar muito – muitos navios tinham que passar por ali, afinal, era rota mais rápida para o lado Leste, se não pudessem manter seus navios seguros, não teria suprimentos para as ilhas do Índico e do Pacífico.

Jihyo acatou o que o amigo disse, enviando a mensagem para Texal e a plataforma expediria para os demais navios prestes a sair. Uma medida tomada não explicava isso, e essa pressão estava fazendo a cabeça de Woojin estourar. – Temos alguma coisa que nos diga o que está havendo?

- Bem, plataformas geralmente nunca sabem dos combates em terra por se tratarem de um lugar que não é nossa jurisdição fora dos oceanos. Não temos controle sobre o que acontece em terra, mas os militares sabem – Jihyo sabia de uma coisa; que todos os dias são realizadas diversas operações militares em terra, e que todas elas são catalogadas no software das bases militares. Por isso, poucas pessoas tinham conhecimento, uma vez que somente os chefes da mais alta patente militar tinham acesso, mas isso não quer dizer que outras pessoas não sabiam.

– Se encontrarmos um certo militar aposentado, ele pode nos dizer o que está havendo na África. E em qual lugar foi realizada a operação mais sigilosa, para que possamos ter uma ideia de como essa rede de desaparecimento funciona – ela sorria para ele, porque sabia que era o que Woojin queria descobrir. Queria limpar o nome da Texal e queria fazer isso o quanto antes, pois só assim Jinyoung seria readmitido como comandante outra vez.

Por isso, Woojin não hesitou em ir direto ao ponto. – Tem o nome desse militar? Ou estão todos mortos com o corpo cremado em algum lugar?

- Isso eu não sei, tenho somente um em mente que pode saber. Ele foi militar veterano enquanto você era apenas um cabo, não sei quem ele é exatamente e nem sei do paradeiro dele, por isso pedi para o Jeongin buscar por ele para mim. Dei a ele o seu código.

Aquela conversa era sigilosa, tanto que Kim e Park conversavam quase que de forma sussurrada e estavam ali justamente para não serem incomodados. Mas a chegada de Jeongin não foi um incomodo para eles, mas talvez tenham estranhado o fato de que mais sete pessoas estavam com ele.

Assim que o Yang avistou Woojin, este foi se aproximando dele rapidamente até passar seus braços ao redor do mais velho em um abraço forte. Não foi pego de surpresa, na verdade assim que viu o mais novo vir na sua direção; abrir os braços foi a primeira coisa que o mais velho fez. Os anos poderiam passar na velocidade que quisessem, mas Woojin sempre ia considerar Jeongin como seu irmãozinho mais novo e daria atenção para ele sempre que o mesmo quisesse isso. – Como me achou nesse fim de mundo??

- Foi até que bem fácil, aqui é bem isolado e eu vi que queria evitar as pessoas lá dentro – respondeu assim que se afastou dele.

- Vejo que trouxe amigos também – se referiu ao grupo grande que estava bem atrás dele.

- Ah, sim, estamos nos familiarizando ainda. Mas estamos nos entendendo – foi sincero, não queria que Woojin pensasse que já ficou amigo íntimo de pessoas que acabou de conhecer, mas fez questão de os apresentar para a dupla de tenentes da Texal. – Woo hyung, Hyo noona, apresento a vocês os membros da Alpha 1, da Sharpped 2 e um membro da Sharpped 1.

Cada um se apresentou individualmente e quase no mesmo segundo, Jihyo e Woojin se entreolharam assim que os pilotos da Alpha se apresentaram. – Deixa eu adivinhar; Prime, Rex e Magnum? – Jihyo foi esperta, assimilou a cor dos robôs com a cor das peças de metal que estavam em seus bolsos com apenas uma parte pequena aparecendo. A garota parecia ter olhos de águia. Os três questionados assentiram. – Só para conferir mesmo, na Texal não temos costume de bisbilhotar e fofocar sobre as outras plataformas.

A mulher olhou para eles e deu os ombros, mesmo não sendo intencional, foi como levar um coice. Jeongin riu baixinho e Woojin balançou a cabeça. – Hyo, seja mais delicada... – o tenente olhou para o mais novo do grupo. – Queria me apresentar a eles?

- Não tem como esconder nada de você mesmo. Meninos, este é o Woojin, um grande amigo meu e atual comandante da Texal agora – Jeongin apresentou Woojin a eles; como um sinal de respeito que aprendeu desde cedo, o Kim abaixou a cabeça e inclinou parte do corpo para o lado. Teria estendido a mão, mas assim era melhor.

- Prazer em conhecer vocês, espero que estejam cuidando bem do meu irmãozinho – riu baixinho pelo modo como Jeongin reagiu; revirando os olhos e lhe dando uma cotovelada leve no braço.

- Olha, até agora foi ele quem ajudou a gente – Minho lembrava daquele dia que literalmente foi marcado em sua pele, e devia sua vida à Jeongin também, porque o Yang estava lá quando ele precisou de ajuda. – Jeongin falou bem de você para nós.

- É mesmo é? Uma hora eu pergunto o que foi que ele fofocou de mim – olhou para o mais novo – porém mais alto – que novamente desviou o olhar outra vez.

- Ele falou bem, relaxa – Changbin riu baixinho também. – Ao menos ele disse que você era um desafiante rígido, e duro de roer em lutas...

Nos primeiros segundos Woojin pareceu não entender aonde ele queria chegar, mas depois que Jihyo sussurrou para ele o motivo da indireta, ele soltou um “a” com a boca e olhou confuso para ela. – Quando foi que eu marquei de participar nisso??

- Eu te perguntei se queria e você resmungou um “uhum”. Estava tão ocupado lendo arquivos que me ignorou completamente naquela tarde. Só de malvada eu te coloquei – Jihyo admitiu na cara dura que tinha colocado Woojin na luta sem o mesmo deixar claro que queria participar. Mas ela estava preocupada? Não. – Ah para Woo, tem alguém nesse mundo que pode te vencer nisso por acaso? – Ela parecia bem confiante de que seu amigo poderia facilmente vencer.

O “porém”, era que essa pessoa que iria dividir o ringue com Woojin estava bem ali, presente e ouvindo tudo. Felix fez questão de expor o amigo. – Eh, ele vai – apontou para Christopher. – O lobo da Sharpped 2 que vai ser seu oponente.

Woojin posou seus olhos sobre o moreno – que por sinal riu de nervoso – e piscou algumas vezes. Ele tinha se apresentado como “Chan”, mas na ficha estava como “Christopher”. Achou serem pessoas diferentes. – Seu nome de verdade é Christopher então?

- É... eu tenho mania de me apresentar com o meu apelido. Desculpe por isso – só talvez ele tenha dado um nó na cabeça do urso. – Enfim, eu serei seu adversário amanhã.

Incrível como de perto, tudo era mais diferente. Chan e Woojin tinham quase a mesma altura – sendo o Bang um pouco mais baixo – e quase o mesmo volume de musculatura; os dois aparentavam ser fortes e tinham treinamentos semelhantes, ou seja, passaram por treinos e aprenderam métodos parecidos. Seria um verdadeiro desafio uma luta entre esses dois. Quem observava admitia; estava ansioso para ver isso acontecer.

- Cara, isso vai ser intenso, estou ansioso para ver! – Jisung exclamou animado e Chan olhou para ele indignado. – Eh... claro que vou torcer para que não se machuquem, né capitãozinho...? – O medo de receber uma cara feia do Bang era tanta que Jisung até fez um carinho e uma massagem nos ombros para deixa-lo mais tranquilo. Era engraçado ver essas cenas, e Woojin apesar de ter uma postura profissional, parecia ser alguém interessante de se aproximar.

Infelizmente eles não puderam conversar muito tempo, o horário estava os impedindo. Logo cada um teria que voltar para o seu dormitório mesmo sendo literalmente um prédio ao lado do outro, mas como teriam esportes a participar amanhã, eles teriam que ir dormir. As primeiras impressões de ambos os lados? Agradáveis para dizer o mínimo, mesmo alguns não tendo dito uma palavra sequer, como foi o caso de Hyunjin e Seungmin, que apenas observaram de perto e assistiam seus colegas. A verdade era que o Kim estava mais interessado em observar a postura do Hwang do que em prestar atenção no mundo em volta e interagir como uma pessoa normal.

Quando o grupo se dissipou cada um para o seu canto, Jeongin foi o último a ir embora, porque tinha algo para dar a eles. Assim que o ambiente se resumiu em apenas os membros da Texal e o jovem da Freedom; o garoto estendeu um pequeno chip azul ciano translúcido com alguns números em cor branca. Estendeu ele às mãos de Jihyo, e a mais velha o pegou dele. – Peguei como me pediram, se isso for ajudar a esclarecer o que está acontecendo, então eu não me importo em fazer de novo.

Woojin sorriu agradecido. – Obrigado Innie, mas eu não quero mais te envolver nisso.

- Não, se precisarem de mim, eu sou o melhor e mais confiante intermediário entre plataformas que vão encontrar – apontou para si mesmo. – Nem se quiserem algo da Freedom, eu certamente daria a vocês. Vocês dois me ajudaram muito quando eu era apenas uma vítima indecisa que sobreviveu naquele avião, então agora eu quero ajudar vocês.

Tinha uma coisa nos olhos de Jeongin que Woojin e Jihyo admiravam; quando ele era objetivo, ele nunca andava para trás com suas palavras. Se ele dissesse que iria fazer algo, e se ele estivesse com aquele olhar, ele com certeza faria sem hesitar. Era algo positivo de certa forma. – Tudo bem Innie, vamos te manter informado – Woojin sorriu de forma gentil, estendeu a mão e a levou até os cabelos negros de Jeongin, deixando um leve carinho no topo de sua cabeça. Assim como nos dias que era apenas um garoto de 14 anos, o Yang ainda se encolhia quando ele fazia isso.

- Se cuide bem raposinha – Jihyo sorriu para ele. – E sobre esse pessoal, eles parecem pessoas legais.

Mesmo não confiando e nem conhecendo bem alguns, sem ser Hyunjin, Jeongin admitia que era verdade. Aqueles sete eram boas pessoas. – Um dia vocês conhecem eles melhor, se as circunstâncias permitirem. Vejo vocês amanhã – ele se despediu deles, pegando seu caminho rumo ao dormitório que estava dividindo com Jongho. Woojin e Jihyo? Viraram de frente para o parapeito e a Park conectou o chip no tablet para transferir os dados.

Aos poucos, os dados sobre a pessoa que estavam procurando foram baixados. Agora sabiam quem estavam procurando, tinham uma imagem clara do rosto dele, mas seu status atual não foi tão consolador quanto receber esses dados. Porque na tela de status, aquele homem estava dado como: “morto”.

Aquilo foi frustrante. – Merda, a única pessoa que poderia nos dizer sobre isso, não está mais entre nós – Woojin suspira irritado, sem mais opções. – Como ele morreu? O que ele fez depois que saiu do exército?

Ela leu por cima até encontrar a parte onde dizia claramente o ocorrido, mas chegar naquela parte foi um pouco perturbador. O brilho azul da tela brilhava em seu rosto de cenho franzido quando ela abriu aquela descrição, e o arquivo anexado para ler a história toda. Woojin leu junto com ela, e mal acreditou no que tinha escrito ali.

- Ele foi morto por... um robô? – Aquilo não fazia muito sentido, porque dizia na ficha que o sujeito era um grande soldado e um bom piloto. Morrer dentro de uma máquina a qual você tem quase total controle e nível elevado de experiência não fazia muito sentido. Alguma coisa não estava batendo e Woojin foi rápido em descobrir porquê.

Escrito logo mais abaixo, estava o nome e o modelo do robô que o matou. Ele o leu em voz baixa. – “Beast Bear, SKZ_W97”. SKZ não é a sigla inicial dos modelos da Alpha 1?

- É ele mesmo, isso faz anos que aconteceu – Jihyo foi mais abaixo e viu que o ocorrido tinha acontecido cerca de quase 13 anos atrás, quando o robô teve uma ativação súbita e acertou o piloto, que caiu de uma queda de 100 metros de altura. – Ele era o piloto do W97, mas foi morto pelo próprio robô.

- Isso é bizarro – o Kim teve que comentar isso. Não era normal um robô matar seu piloto depois de tanto tempo de uso e adaptação. Mas isso não era do seu interesse. Soltou um suspiro longo, ainda estressado com o fato que nunca irá saber o que Daehyun sabia e sendo assim, pode nunca entender o que acontece com os navios que desaparecem. No entanto, uma luz ilumina sobre sua cabeça quando ele tem uma teoria em mente. – O sistema do W97 foi reiniciado?

- Segundo o relatório da Alpha 1 sobre o incidente, o robô está desativado desde então, já tentaram reiniciar ele várias vezes, mas sem sucesso, aquela máquina parecia ser bem rebelde. Mas, nem sempre se tem sucesso nisso, as vezes acontecem casos raros em que as máquinas salvam as memórias de seus pilotos sem eles saberem – aquilo levantou um palpite. – No que está pensando, Woo?

Na cabeça de Woojin, ele tinha era uma ideia perigosa. – Se eu me conectar ao W97, talvez eu consiga ver o que Daehyun sabia. Se aquela coisa fez um backup da cabeça dele, então o robô tem as respostas.

- E como você vai entrar na Alpha 1? O hangar deles fica a mais de 4000 metros submerso no Pacífico e é muito bem protegido. Sem falar de que aquela coisa é muito perigosa, já pensou no porquê o nome dele quer dizer “besta”? E se ele fritar o seu cérebro?? – Jihyo tinha motivos que não acabavam mais para impedir que Woojin entrasse naquele robô. Beast tinha matado um piloto; ele tinha se ativado sozinho; passou a ter um sistema agressivo, tão agressivo que mandou vários para o hospital com graves problemas nervosos e com quase metade do cérebro morto, isso fora os poucos que morreram na tentativa de sobreviver.

Sabia dos riscos, claro, mas Woojin já viu bastante coisa para alguém da sua idade. Viu o suficiente e se não fizesse isso, iria ver mais logo em breve. – Não tenho medo dele – disse firme, olhando nos olhos dela. – Pode ser um robô imenso, perigoso, que foi desertado da frota porque era perigoso demais, mas eu não tenho medo dele. Se o W97 pode me dizer o que está acontecendo, eu vou conectar aquela coisa na minha cabeça.

Parecia um ato suicida. Jihyo olhava para o amigo apavorada, com todas as letras. Poderia impedir ele? Não, porque quando esse urso colocava alguma coisa na cabeça, era difícil de tirar. Então só poderia apoiar ele no processo. – E como vai entrar no hangar 51 para ter acesso ao Beast? Como vai entrar na Alpha 1 sem motivo para começo de conversa?

Não teria como isso acontecer, a supervisão nas plataformas é muito rígida com pessoas que vem de fora, a menos que fossem conhecidas. O olhar de Woojin se voltou para os membros da Alpha 1 que caminhavam lá embaixo pelas ruas rumo ao seu dormitório, e um sorriso brotou em seu rosto. Se tornar próximo dos garotos da Alpha 1 pareceu mais interessante agora.

[...]

[Arena de combate – 14:40]

O segundo dia parecia mais agitado que o primeiro, talvez porque hoje teriam as disputas mais interessantes acontecendo. Por exemplo, duas das mais esperadas; boxe e luta. A arena estava cheia, mas o espaço era pequeno porque os combates seriam transmitidos por telões no lado de fora de ângulos quase perfeitos e com uma visão melhor do que a de dentro do local.

Dentro da arena era um pouco mais escuro, iluminado por luzes de LED brancas demarcando os caminhos pelos corredores até os centros de combate onde seriam vistos por todos presentes. Havia uma área onde os acompanhantes ou participantes ficavam, que no caso era uma parede de vidro que separava essa sala do restante da arena. Era como um bastidor, com bancos e armários além de um pequeno barzinho. Dali se tinha uma visão boa de todo o espaço, além de telas mostrando as mesmas coisas que estavam sendo transmitidas do lado de fora.

As primeiras lutas começaram logo após o almoço, com membros das plataformas militares competindo entre si e com alguns bombeiros de plataformas ao redor do mundo. Era sempre impossível saber o resultado, pois um sempre tinha uma forma de dar a volta por cima. De certa forma era bom, adversários imprevisíveis tornavam a partida mais divertida e tinham um desafio maior, porque nunca se podia baixar a guarda. Para quem ia competir, era divertido que fosse feito assim.

Assim como foi na disputa de natação, todos estavam presentes e desta vez, Seungmin e Jeongin estavam no mesmo ambiente que eles. Não que isso significasse que os dois estavam se dando bem, afinal, foi só eles ficaram sentados no mesmo banco e sequer olharam na cara um do outro. Seungmin ainda estava meio desconfiado, Jeongin poderia explicar e dizer a ele o mesmo que disse a Hyunjin? Poderia, mas alguma coisa dentro dele não queria dar satisfação ao Kim. Os dois trocavam palavras curtas e breves, típicas de interações pacíficas, mas fora isso, eles apenas se olhavam com mais calma quando Hyunjin chegava perto.

O Hwang era lerdo para muita coisa, mas não para isso. Ao invés de dizer alguma coisa, apenas revirou os olhos e foi para perto de Changbin que aparentemente iria participar de algum bloco. Ele apareceu no momento que o Seo estava treinando os movimentos com os punhos e bom, quase levou uma no queixo por causa disso. – Vai treinar nocaute em mim agora?

- Opa, desculpa Hyunnie, eu não te vi – abaixou as luvas. – Vai ficar aqui e assistir?

- Bem, sim, e puta merda tu vai participar de tudo por acaso? – Polo Aquático, boxe e ainda vai lutar ao lado do Jisung mais tarde. Changbin parecia ter energia que não acabava nunca.

- Eu gosto até, mas esse é meu último dia – sorriu de braços agora cruzados. – Mas e você, vai ficar de fora? – Recebeu um aceno de cabeça do mais novo. – Entendo, mas você parece meio estressado, o que foi?

- Nada demais, eu só estou meio irritado com tanta gente sussurrando no meu ouvido – mentiu, não havia nada de errado com o ambiente, mas se sentia estressado toda vez que observava que o Yang e o Kim não estavam se entendendo. O motivo? Ele preferiu não se envolver e assim, evitar dor de cabeça. Recebeu um “não” de Jeongin bem destacado e na cara então, não precisava mais se preocupar com isso, certo? – Vai lutar contra quem?

Changbin deu os ombros. – Um tal de Jongho da Freedom, não faço ideia de quem seja.

O nome dito em voz alta chamou a atenção de Jeongin, que mais que imediatamente se levantou para tentar cobrir a boca do Seo para que outras pessoas – ou uma certa pessoa – não ouvisse, mas era tarde demais. Quando se deram conta, uma figura maior que Changbin, mas menor que Hyunjin, apareceu atrás deles. Seo se virou para trás e viu o garoto de calção branco, camiseta azul e luvas de boxe olhando para ele com um olhar nada agradável. O Yang? Ficou entre os dois e tentou acalmar o amigo.

- Calminha aí Jonggie, muita calma nessa hora. Binnie não quis dizer isso – o pequeno tumulto chamou a atenção do restante do pessoal que se juntou a eles, mas ficaram mais afastados para assistir o motivo. Changbin não entendeu nada, ele e Hyunjin se entreolharam, e o Hwang reconheceu ele. Pelo visto, Jongho também.

- Hum? Ei, você é o Hyunjin certo? – Jongho apontou para ele, como o Hwang já tinha aparecido na Freedom, não foi problema reconhecer ele. – Olha só, faz tempo. Ouvi dizer que você não foi para a prova de surf, podia jurar que você ia aparecer.

Hyun arqueou a sobrancelha. – Por quê?

- Nada pessoal, eu só não achei que alguém que pilota um robô daquele tamanho iria negar um desafio – ele não disse aquilo na intenção de subestimar porque, afinal, Hyunjin pilotava o maior robô da operante na Terra, mas na cabeça dele; quem era da Alpha 1, nunca negava um desafio. O garoto era inocente pelo visto, nem se deu conta que olhar mortal de Hyunjin caiu sobre ele. Se alguém achou que uma bela face como a do Hwang não teria como ficar feia, errou muito. Porque suas sobrancelhas do jeito que estavam, quase faziam seus olhos desaparecerem.

Quando o amigo de Jeongin – e o próprio Jeongin – perceberam isso, foi tarde demais para fugir do olhar dele. – Eh, Innie teu amigo tá me assustando... – Choi teve o bom instinto de se esconder atrás de Jeongin e ainda segurando seus ombros de modo que o Yang encarasse o Hwang sozinho. – C-Calma aí Hwang, e-eu não falei por mau...

- Devo parecer muito inofensivo para dizer algo assim na minha cara – aliviou a expressão feia. Dentro dele tinha uma coisa crescendo neste momento, uma coisa chamada “deboche”. – Minho! Lembra do Treasure?

Naquele mesmo instante que Hyun chamou, Minho apareceu bem atrás da dupla. – O robô da Freedom que não parava de encher meu saco enquanto eu trabalhava para salvar o robô dele? Lembro muito bem – cruzou os braços e olhou diretamente nos olhos do garoto da Freedom, que por algum motivo, se encolhia aos poucos contra as costas de Jeongin de forma quase imperceptível. – Está com medo de mim, hum? – Arqueou uma sobrancelha.

Não, Jongho não estava com medo dele, na verdade ele estava assustado porque Minho tinha um sorriso muito estranho no rosto. Quase como que o de um maluco que não tinha medo de fazer coisas que outras pessoas normais não fariam. E o Lee não parecia ser normal de qualquer jeito. Melhor evitar o louco do que se envolver com ele, e só por isso ele fugiu. – Vejo você depois Innie!

O sumiço repentino do piloto da Freedom levou os rapazes a rirem dele, e a ver o quanto Hyunjin apesar de quietinho as vezes, podia ser afiado quando queria. Depois que o Choi se mandou, Woojin entrava e por pouco, por muito pouco não foi atropelado por ele. Não entendeu nada do que foi isso, ou porque aquele torpedo humano estava correndo para fora da sala sendo que a entrada para a zona de luta da arena ficava do outro lado da sala, mas buscou ignorar isso. Conhecia Jongho e nunca viu ele sair correndo daquele jeito.

- Certo... quem de vocês conseguiu fazer o garoto sair correndo como se tivesse visto um dinossauro? – Por algum motivo, ele achou que tivesse sido aquele grupo o responsável por isso, e sua intuição estava certa. Foram eles mesmo. Em especial, Jisung e Changbin apontaram especificamente para Minho e Hyunjin, enquanto Felix, Chan, Seungmin e Jeongin apenas riam da situação. – Oh... eu vejo...

- Hyunjin enganador, tem essa carinha de anjo, mas cospe veneno se quiser – Felix olhou na direção dele, vendo que o Hwang dava os ombros de forma inocente.

- Eu apenas respondi ele, se foi direto demais eu não tenho culpa alguma – aquele garoto conseguiu deixar ele irritado, então Hyunjin não estava mesmo se importando com ele. Muito menos Minho, que admitiu ter sido ele e ainda deu risada disso. – Logo vai ser a vez de vocês, Bin. Vai pegar leve com ele?

A cara do Seo dizia claramente; “não”. – Vou pensar no assunto, quem sabe. E depois de um intervalo de uma hora, vai ser a vez das duplas – olhou para seu parceiro e sorriu para ele. – Vamos ganhar essa, certo Hannie?

- Lógico, não vamos perder – disse e sorriu com uma voz convencida, e ainda lançando para Felix um olhar desafiador, o que deixou o loiro ansioso também.

- Bom, Minho e eu também não. Então que vençam os melhores!

Depois das duplas, seria a hora da luta pessoal a qual Woojin enfrentaria Chan, e posteriormente enfrentaria quem venceu no outro bloco. Não sabia quem seria e muito menos se importou com isso, apenas queria fazer logo o que tinha que fazer. Sua cabeça na verdade nem estava no jogo. Estava no W97.

Enquanto os meninos conversavam, o tempo passou e Changbin caminhou para o lado interno da arena onde enfrentaria Jongho. Com a intenção de se acomodar em algum lugar para assistir na tela, Woojin se sentou ao lado de Christopher que pareceu não se importar com sua presença. Ele não parecia ansioso ou nervoso, na verdade, o Bang estava bem calmo.

- Que tenha uma boa luta entre nós – ouviu ele dizer. Quando virou o rosto em sua direção, viu o mesmo sorrindo para ele de forma suave, mas ainda sendo o bastante para revelar as covinhas presentes em suas bochechas.

Woojin, por sua vez, sorriu de volta para ele. – Digo o mesmo, obrigado.

O sinal de que a cessão de boxe iria começar soou; tanto do lado de fora como o de dentro, teve várias pessoas de acomodando de modo a ficarem viradas para os telões para assistir a parte mais esperada do ASSF; ver os pilotos lutarem. Engraçado como sempre parecem gostar de ver isso, ali era um esporte, mas em terra, era assim que as pessoas sobreviviam, talvez por isso devem gostar. A diferença era que a conduta era levada em conta, e quem não jogasse limpo, teria o merecido. Quando olhava bem para as pessoas presentes naquela sala, percebia que combates programados estavam na lista certeza não seriam simples lutas. Ninguém parecia querer aceitar perder. De certo modo, isso assustava.


Notas Finais


Woojin............... :3 Alguém quer entrar na cabeça da bestaaaa, de quem será que o Woojin vai se aproximar para chegar ao W97? Sim, acoplar sem autorização é contra as regras :3

Jeonginnie disposto a trair a confiança da Freedom para ajudar a Texal, baah amo esse menino. O que acham que ele quis dizer com: "sobrevivi naquele avião"? Hum....

Hyunjin vai ficar mais expressivo depois de agora, entaaaao... esperem tudo dele pq ele vai fazer XD

Até o cap 42 que promete ser divertido =3


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