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História Survival - Abyss (3In) - Capítulo 8


Escrita por: DKade-Storm

Notas do Autor


Olaaaaa! Vortei com mais um capítulo legalzinho de Survival hehehe Prontos para mais um pouco de ansiedade?

Eu estou de melhor humor porque mano, FINALMENTE ESSA BOSTA DE KINGDOM ACABOU, e sim, eu tô MUITO feliz pelo StrayKids ter ganhado, mas tbm depois de toda aquela onda de azar em cima deles, eu tava querendo que ganhassem mesmo, PORRA CORÉIA. Mas devo dizer que a minha parte favorita nem foi a vitória, e sim as interações e as amizades lindas que nossos meninos fizeram.

Sério, ver ATEEZ, StrayKids e BTOB sendo amigos compensou boa parte do sofrimento nesses meses infernais que se seguiram. Espero que um dia tenhamos momentos como estes e desta vez com Mingi e Hyunjin para que o grupo das minhas 16 estrelas esteja completo T_T

Boa leitura!

Capítulo 8 - Eternal Farewall?


Fanfic / Fanfiction Survival - Abyss (3In) - Capítulo 8 - Eternal Farewall?

Aproximadamente 20:30.

Paredes brancas com pequenos desenhos em forma de hexágonos cujas linhas emitem uma fraca luz azul; aquele ambiente era facilmente reconhecido por todos que trabalhavam naquela plataforma, todo mundo ao menos já visitou aquele lugar uma vez: A enfermaria, ou melhor dizendo, o consultório médico e clínico onde os pilotos, bombeiros e demais membros da plataforma iam mensalmente fazer seus exames. 

Estava tudo envolto em um completo silêncio. As portas estavam fechadas e travadas, não havia mais ninguém naquela sala, somente Hyunjin e Nayeon, e as únicas coisas que quebravam aquele silêncio, eram os suspiros de dor do Hwang ao passo que a médica tratava a queimadura em suas costas.

Nayeon estava há quase 30 minutos apenas tentando realizar o tratamento na pele do garoto, mas a queimadura criada graças àquele método maníaco e que deveria ser proibido, lesionou as costas de Hyunjin de forma que a médica precisou tratar como se fosse uma queimadura de terceiro grau. Toda a região ao redor daquela marca estava avermelhada, seja pela pele queimada ou pelo sangue que ainda escorria das feridas superficiais que se abriram. A carga da arma foi tão forte que fez a pele do Hwang se rasgar, e o ferimento só piorou conforme ele se debatia.

Não foi um procedimento simples fazer esse tratamento. As feridas eram pequenas e fáceis de cuidar, mas eram várias e uma por cima da outra, se Nayeon tivesse que adivinhar o que aconteceu com o rapaz, diria que dois animais com garras cegas brigaram nas costas dele. Ela precisou proteger a marca e devagar, cauterizar ferida por ferida. 

A tecnologia da cauterização elétrica foi um avanço para esse século, agora, com apenas uma simples “caneta” de precisão cirúrgica, os médicos conseguiam fechar ferimentos pequenos e grandes, como se fosse um maçarico soldando uma chapa de ferro. 

As marcas deixadas iam sumindo com o tempo graças ao uso de medicamentos e as cicatrizes eram sutis, mal apareciam direito depois disso. Contudo, aquela marca ficaria em sua pele para sempre, fazendo companhia para a cicatriz que o Hwang tinha no ombro esquerdo.

A cauterização não era dolorosa, mas Hyunjin ainda estava tão sensível à dor que isso foi como ter várias agulhas furando suas costas, ele se sentia em uma sessão de acupuntura. Se agarrava na borda da cama e curvava as costas para frente sem perceber, o que fazia Nayeon precisar corrigir a postura dele. — Hyun, precisa ficar reto… Não estique muito a pele…

— Tá… — Sua voz ainda saía quase sem volume, queria morder os lábios, mas atualmente naquele momento, ele tinha uma gaze enorme cobrindo os pedaços carnudos de sua boca que foram praticamente mutilados quando os mordeu. — Vai ficar muito ruim…?

— As suas costas vão doer por alguns dias, melhor dormir de barriga pra baixo e… Passe os remédios, não esqueça dos remédios, eles vão te ajudar a esquecer a dor disso… — Nayeon não gostava de dar más notícias, mas ela simplesmente não podia dizer a um garoto de quase 20 anos que ia ficar tudo bem, não quando agora ele tinha milhares de micropartículas solidificadas marcando sua pele e sua carne em meio a uma queimadura que para qualquer um, seria letal.

Chegava a ser incrível como essas marcas eram permitidas, mas após a comprovação de que elas não causam danos à saúde e que as dores são temporárias, esse método foi aprovado de imediato. O único risco era a “vítima” ter um ataque cardíaco e morrer por causa disso. Já houve casos de desmaios, perdas respiratórias, até mesmo rompimento de órgãos internos e externos por causa da intensidade da onda de choque; então o Hwang foi resiste por estar sem sequela a não ser a dor.

Assim que a última cauterização terminou, Nayeon espalhou um remédio em pasta que formou uma crosta em sua pele assim que secou, para proteger o ferimento e para deixar que a parte debaixo ainda úmida, seja absorvida pela pele aos poucos. Graças a isso que Hyunjin pôde vestir sua camiseta, uma camiseta preta e não mais aquele uniforme de “presidiário”. 

Suas calças eram de moletom agora e também usava tênis mais confortáveis, podendo enfim jogar aquela roupa branca - manchada de vermelho - no lixo e nunca mais vê-la na vida. Assim que desceu da maca, levou os dedos às gazes que estavam em seus lábios e as retirou, se olhando no espelho da parede o estado de seus lábios. O sangramento havia parado, mas as feridas só se fecharão em alguns dias. Mesmo assim, jogou as gazes no incinerador e foi em direção à porta.

— Ei! Hyun espera! — Nayeon gritou assim que viu ele ir em direção à saída. — Ainda precisa fazer exames! Não pode sair assim!

— Eu… Tenho muito o que fazer agora, Nay… Eu faço quando der, tá bom? — Era descuido deixar algo assim para última hora, mas precisava urgentemente encontrar Jaebum e Junmyeon e perguntar sobre a sua situação.

Claro que Nayeon entendeu, a médica podia não estar ciente do acordo, mas entendia que o Hwang tinha que resolver tudo enquanto ainda tinha tempo. Mesmo com lábios comprimidos, ela assentiu e em resposta, Hyunjin sorriu com seus lábios machucados e saiu da sala.

Andar pelos corredores quase vazios do hospital não era uma sensação muito agradável, por mais sereno que o âmbito fosse. Com certeza Minho e Felix estavam esperando por ele no corredor principal que levava diretamente para a entrada e saída, mas Hyunjin escolheu o corredor alternativo. Não estava evitando eles, mas não queria encará-los sem ao menos entender tudo que estava prestes a acontecer, e entender do jeito certo.

Em meio a um suspiro pesado, ele apertou o passo, mas se arrependeu quando isso fez suas costas doerem mais do que antes, o forçando a parar e se apoiar contra a parede. Suas mãos tremiam e seus ossos não pareciam ter força para sustentar seu peso, ainda não havia se recuperado da fraqueza. 

Felizmente o caminho até a saída dos fundos era próximo, e assim que saiu daquele corredor, se deparou imediatamente com quem estava procurando. Do topo das escadas, ele viu Jaebum e Junmyeon, ainda dentro do prédio, mas diante da grande saída que levava para o lado escuro e iluminado lá fora. 

Devagar, Hyunjin desceu as escadas, se apoiando no corrimão e assim que ficou diante dos mais velhos, ambos o olharam dos pés à cabeça, principalmente o Kim. — Você até que aguentou bem. 

— O-Obrigado senhor… Eu acho… — Disse, sem saber o que o comandante da Defender Mass queria ter dito com aquilo, mas não se importou. Afastou isso da cabeça e voltou seu foco para o que interessa. — O que vai acontecer agora?

— Agora você cumpre a sua parte — Junmyeon disse sem hesitar, encarando o garoto nos olhos. — Um navio de carga já foi despachado do estaleiro pra levar Magnum até a Defender Mass, você, eu, meus soldados e Younghyun, vamos nele. Será uma viagem demorada, mas acompanharemos o robô. 

— Precisa pegá-lo no hangar, Hyun. Consegue colocá-lo no navio sem a ajuda do guindaste? — Jaebum pediu a ele com uma voz calma. 

Depois do que acabou de passar, não achava que teria que se conectar com Magnum tão cedo. — Sim senhor… Consigo sim.

— Perfeito. Pedirei ao Jaehyung para passar no seu quarto e arrumar suas coisas, ele estará com elas no navio. Estaremos te esperando, Hwang — ditas essas palavras, o comandante da Defender Mass se despediu de Jaebum com um aceno de cabeça cortês. Ao sair por aquela imensa porta, deixou Im e Hwang sozinhos no mesmo ambiente.

Não foi a primeira vez que eles se encontravam cara a cara, mas a primeira vez foi quando Hyunjin voltou para Alpha 1 depois de 4 anos, agora, quase 5. Na primeira vez, foi um encontro e agora, parecia ser uma despedida.

A aparência de Hyunjin estava deplorável; pele pálida, olhos secos, lábios machucados, rosto com hematomas e marcas avermelhadas e cabelos bagunçados com fios rebeldes saindo para cima. Sua roupa devia ser a única parte limpa de seu corpo. Precisava de um banho e ele sequer teve tempo para isso, precisava partir antes que atrasasse o cronograma do navio.

Ele vai voltar para Alpha 1 depois desses 3 ou 4 meses? Ele não sabia. Falando da forma mais sincera do mundo, ele não sabia. O medo era que a resposta fosse não. — Você agiu bem nesses 10 meses em que esteve aqui. Acho que precisa ouvir isso de mim antes de ir.

— Eu não duvido das minhas capacidades para pilotar o Magnum, senhor… Eu só quero construir algo pra mim mesmo… Do que ter minha reputação presa somente a uma máquina… — Respondeu o mais novo, encarando o mais velho diretamente nos olhos. — Mas tem uma coisa que eu preciso saber.

— E o que seria?

— Por que me chamou pra pilotar o Magnum? —  O cenho do Hwang se franziu de forma sutil, imperceptível se não fosse pelas contrações de suas sobrancelhas. — Podia ter escolhido qualquer piloto das centenas de ilhas-refúgio, postos de comando e daqui mesmo, desta plataforma. Por que chamou alguém que estava em outro oceano…?

No hangar, no dia em que as equipes da Sharpped 2, Sharpped 1 e Freedom chegaram, essa pergunta não foi respondida. Deduziu-se que Jaebum estava brincando de roleta russa com a vida de Hyunjin, mas isso não era exatamente a verdade. Havia um motivo forte que fez Jaebum chamar justamente o irmão de Yeji para pilotar Magnum, e o motivo foi exatamente esse:

— Eu não te trouxe por causa do que aconteceu com a sua irmã… Mas pelo que você fez por ela — os olhos do Im encontraram os do Hwang, um olhar conectado que perdurou por longos minutos. — Há 12 anos, o medo de ativar uma máquina e deixá-la nas mãos de um louco, se tornou cada vez mais forte… Caso o fluxo fosse compatível, não haveria como reverter e isso assustava tanto a mim quanto quem está em Alpha 1 há mais de 20 anos. Era uma seleção difícil.

Vendo o que DY6 pode, ou pôde, fazer, fez Hyunjin entender isso com perfeição. Mas ainda não respondia: Por que ele?

— Resgatei você e sua irmã quando vocês tinham 15 e 14 anos, ficaram aqui por um longo tempo e mesmo eu não passando muito tempo com vocês, ainda os observava de longe. Você nunca foi o tipo de pessoa que é agressiva, sempre preferiu abaixar a cabeça do que reagir. Mas… Isso não significa que seja covarde. Afinal, levou um choque para retirar sua irmã de dentro da cabine naquele dia.

Essa marca ficará em seu ombro para sempre, o lembrando deste dia a cada segundo que o tempo percorre. Aos poucos, a perspectiva de Junmyeon e Jaebum foi se encontrando em sincronia à respeito do que ambos pensavam do mais novo. Um sorriso do Im confirmou isso.

— Eu não sei o que você pensa acerca de si mesmo, Hyun, mas eu não consigo pensar em qualquer pessoa que eu conheça para pilotar aquela máquina e se Junmyeon sugeriu esse acordo, ele pensa o mesmo que eu — fez uma pausa. — Eu é quem deveria abaixar a cabeça quando falo com você, Hyun. Eu sinto muito pela Yeji, todos os dias… porque me pergunto o quanto sua vida mudou por causa disso. O quanto ela… Se tornou um inferno… — Agora foi o comandante quem desviou o olhar, e respirou profundamente. — Eu jamais teria me perdoado se o mesmo tivesse acontecido com você.

Por mais que Hyunjin tivesse suas inseguranças, por mais que ele não tivesse sequer 10% de sua ficha completa, ele era compatível com o HW00. Essa máquina fez ele chegar onde estava agora, e por mais que o que lhe aguarda mais adiante seja bom ou ruim, tinha que admitir: Não foi em vão.

Ter raiva do passado não vai mudar o futuro ou alterar seu presente, não vale a pena ter raiva disso agora e isso foi o que ele aprendeu nos seus primeiros meses de treinamento. — Eu amo a minha irmã — disse. — Eu amo a Yeji mais tudo no mundo, sinto falta dela todos os dias e todas as noites… Mesmo cansado, eu penso em como tudo seria se ela estivesse aqui… — Desceu o olhar para o chão, desviando o mesmo. 

— Eu fiquei com raiva do robô no começo, mas… Depois de 4 anos sendo um inútil e baseando meu futuro em algo que talvez nunca aconteça… Eu vi que eu precisava me decidir. Eu não me arrependo de sofrer dentro daquele robô, ganhei muita coisa aqui em Alpha 1 apenas por estar pilotando ele.

Um sorriso crescia em seu rosto sempre que ele pensava nisso. Foram noites sem dormir, 48 horas acordado, vômitos, enjoos, treinos árduos, sermões, problemas políticos, problemas pessoais; mas no meio disso tudo, ele conseguiu algo bom. Ele ganhou Minho, Felix, Seonghwa, Nayeon, Mina, Yeosang, Mingi… Fez vários amigos. Dois deles ainda muito especiais para ele.

— Se isso aliviasse o seu peso de culpa, chefe… Eu ficaria feliz — Hyunjin em nenhum momento demonstrou raiva pelo comandante Im, nem mesmo quando este raramente veio ao seu apoio durante essas 24 horas em detenção. — Não tenho motivos pra ter raiva de você.

O olhar que Jaebum dava a Hyunjin era como o de um pai para um filho criado por ele mesmo. Onde estava o rancor desse menino? 

O tempo estava passando. Jaebum sabia disso. — Eu me sinto melhor — respondeu para ganhar um sorriso sutil do Hwang e depois, segurou seus ombros sem força alguma. — Pegue sua armadura e sua máquina, se cuide e acima de tudo, lembre que Alpha 1 sempre estará de portas abertas pra te receber caso queira voltar.

— Eu vou lembrar disso… — Disse, se afastando dos toques do mais velho e apressando seu caminho para a saída, enquanto comandante sobe as escadas para sair por outro caminho. Contudo, ao chegar perto dessa saída, Hyunjin parou quando escutou passos lentos e aparentemente, essa pessoa estava cambaleando. 

Não precisou forçar a vista para enxergar a cabeleira negra e vestimenta também de moletom, assim como o dele. Reconheceu Seonghwa no mesmo instante e com uma expressão assustada tomando conta de seu rosto, apertou o passo devagar e foi até ele. — Seong…?

O Park estava estremecendo da cabeça aos pés; ele segurava as costas como se estivessem doendo muito e assim como o Hwang, seus lábios também foram mutilados por seus próprios dentes. Não haviam marcas de hematomas em seu rosto, então ele não foi agredido fisicamente, mas seus olhos secos e inchados indicam que ele havia chorado muito, ainda lidava com o choro quando ergueu o rosto e encarou o Hwang nos olhos. 

— N-Não queria que me vissem assim, por isso eu… Estou saindo por aqui… — Disse com a voz fraca, mas sorriu fraco ao ver que Hyunjin estava bem. — Mas ao menos, você conseguiu… 

A expressão de Hyunjin não mudou. — Seong… O que eles fizeram com você…? — A voz do Hwang saiu fraca, porém insistente. Seonghwa sabia que Hyunjin não deixaria algo assim passar batido, então ele rapidamente se manteve ereto da forma que pôde; levou ambas as mãos para a barra de sua camiseta e a retirou, não completamente, mas o bastante para que o mais novo tivesse a visão de suas costas no instante em que ele se virou.

A marca de Hyunjin era “pequena” em questão de extensão, ocupava somente o espaço central de suas costas e ele não tinha ideia de como era o desenho, mas o de Seonghwa com certeza era diferente. Era um símbolo grande; pontas de triângulos começavam na base de sua nuca e a marca se estendia para baixo até metade de suas costas. Era enorme. 

Assim como a pele de Hyunjin, a pele de Seonghwa estava maltratada, foi tratada com cauterizações, mas as marcas ainda estavam ali presentes, assim como a coloração extremamente vermelha e manchada. Graças ao tamanho dessa marca e justamente por ela percorrer um percurso que seguia sua coluna, que o Park estava tendo vários problemas para andar devido às suas dores nas costas. 

Não se sentindo confortável em mostrar isso, Seonghwa rapidamente abaixou a camisa e se virou para o mais novo outra vez. — O médico disse que vou demorar alguns dias pra me recuperar… Não é seguro que eu me esforce demais nesse meio tempo até tudo cicatrizar.

— Por que sua marca é diferente da minha…?

— Eu não sei, mas eu acredito que… Eles usem marcas diferentes para cada detento, ou… Sei lá, vai ver a minha foi maior porque eu como tenente, devia estar mais ciente das minhas ações — soltou um suspiro pesado. — Nada disso foi sua culpa…

— Queria que fosse fácil só aceitar isso… Eu que pedi pra você deletar o histórico… — O olhar de Hyunjin encontrou o do Park e desceu para o chão novamente. Queria se lamentar, mas agora, tudo já estava feito de qualquer jeito. — Desculpa ter infernizado sua vida Hwa… As coisas pra você nunca mais serão as mesmas agora…

— Hyun, o mesmo vale pra você — ouviu o mais velho dizer. — Eu provavelmente serei rebaixado a um mero piloto, não sei se o Jaebum ainda vai querer me usar ou… Se vai pedir que eu faça parte de outra unidade ou que até mesmo me mande de volta pra Osaka… Mas eu não me importo, é sério — tentava transmitir tranquilidade por meio do olhar, pois não queria que Hyunjin se culpasse por tudo que vai acontecer com ele a partir de agora. — Você tem que se preocupar consigo mesmo agora.

Claro que Hyunjin estava receoso. Como iria levantar todos os dias da cama, como iria dormir todas as noites, sabendo que pode ter complicado as coisas para o primeiro amigo que ele fez quando retornou para Alpha 1? Estava odiando essa sensação, mas Seonghwa estava certo, ele precisava manter a cabeça no lugar ou nunca iria sobreviver 3 à 4 meses na Defender Mass. Tempo este que, infelizmente, passaria bem longe dos amigos. O que piorava tudo? O tempo. Mal poderia se despedir deles.

O olhar do Hwang alternava entre Seonghwa e o porto, para onde ele deveria estar indo. Percebendo o olhar ansioso do amigo, o Park segurou os ombros de Hyunjin e virou seu corpo na direção do porto, como se dissesse para ele ir. — Vamos todos ficar bem, vai. 

— Tem certeza…? — Pede com olhar e voz inseguros, mas parecia que quanto mais nervosismo ele demonstrava, mais Seonghwa alargava o sorriso.

Ele assentiu com a cabeça. — Eu tenho sim, você precisa ir agora.

Foi a vez de Hyunjin abrir um sorriso, mas antes de dar um único passo para sair daquele prédio, ele se virou e envolveu o Park com os braços em um abraço, um que foi retribuído pelo mais velho na mesma intensidade. E obviamente, cada um tomou cuidado com suas marcas ainda doloridas. — Pode avisar o Minho e o Felix pra mim…? Explicar tudo pra eles…?

“Só o Minho e o Felix?” Foi o que Seonghwa pensou, mas assentiu no mesmo instante. — Eu aviso eles sim — respondeu, e quando ambos se afastaram daquele abraço, o mais velho e minimamente menor que o mais novo, deu-lhe um leve afago no topo de sua cabeça, massageando os fios de cabelo. — Lembra que se precisar conversar, o meu canal de rádio está sempre liberado. São só 4 horas e meia de diferença, podemos nos falar sem medo de acordar um ao outro.

Sob uma expressão mais calma em seu rosto, uma que cobriu completamente a expressão de cansaço e dor que estava sentindo até minutos atrás. — Eu vou lembrar disso… — Um riso sutil escapa por seus lábios. Depois, voltou seu corpo para a saída e seguiu por ela, deixando o Park sozinho e pensativo. Como contaria a todos sobre isso?

O horário chegava perto das 21:00 e nem mesmo esse horário fazia Alpha 1 parar suas operações. Guindastes, transportes, metrôs de carga subterrâneos, viadutos contendo trilhos de trens também de carga estavam em constante operação, levando toneladas de material para os navios de carga que saíam e voltavam sem parar. 

Podia estar em outra plataforma, mas esse método descrito era o mesmo realizado pela Sharpped 1, por isso era familiar para Seungmin. Assim que finalmente suas pernas o fizeram sair daquela torre, ele se encostou contra o parapeito, cujo era virado de frente para a região dos portos de carga e descarga, uma zona onde somente navios são permitidos. 

Alpha 1 tinha um setor gigantesco de milhares de metros quadrados apenas para receber esses navios, e outro setor tão grande quanto para despachar mais deles. A fila de navios esperando para descarregar nunca era grande, todas as embarcações eram abastecidas e/ou descarregadas no tempo certo, seja pelos gigantescos braços hidráulicos ou pelo sistema de descarregamento.

Era uma visão nostálgica. Porque em seu antigo posto em Sharpped 1, a sua sala ficava virada para o setor de descarregamento, então ele via todos os dias, a cada hora, vários navios chegando e descarregando toneladas de peças e mais peças de robôs e outros equipamentos de construção e reparação. Teve aquele dia em que quase foi esmagado por uma plataforma de encaixe quando um dos robôs estava atracando, Huang Zitao impediu que algo pior acontecesse.

Nunca odiou a Royal Sharpped 1, mas tinha um rancor muito forte pelos membros daquela plataforma e esse rancor foi agravado ao longo dos anos por todas as limitações que teve por causa de seu problema crônico de respiração, mas querendo ou não, ele cresceu naquela plataforma. Era normal estar sentindo um pouco de saudades. Não das complicações, mas de certas coisas que tornaram sua vida melhor enquanto estava lá dentro.

Talvez ele tenha cometido um grande erro. 

Yunho foi seu melhor amigo desde que o conheceu ao alcançar a idade de adolescente. Jeong era o tipo de pessoa que se fazia de palhaço para tentar arrancar um sorriso do Kim, uma vez que Seungmin era mais novo que ele. 

Aquele gigante não tinha qualquer obrigação ou orientação para ter feito o que fez, se aproximou porque quis em um momento em que seu humor estava tão pra baixo que Seungmin não queria saber de mais nada. Yunho o levou a conhecer Momo, Tzuyu e Ryujin, e com certeza ele poderia dizer que essas quatro presenças impediram que seus anos de trabalho na plataforma, e em outros lugares, fossem um inferno.

E o que aconteceu? Seungmin sequer se despediu deles, aceitou a transferência para Alpha 1 e não disse uma palavra para qualquer um deles. 

— Merda… — Resmungou para si mesmo, abaixando a cabeça e apoiando os cotovelos na parte superior do parapeito. Ele só não sabia que não estava sozinho.

Os passos de Minho eram discretos por causa de sua bota na perna direita, então o Kim só veio a perceber sua presença quando um suspiro do Lee se tornou audível. — Tá tudo bem Seung…?

Foi pego de surpresa, mas não queria transformar suas preocupações em peso, então apenas sacudiu a cabeça e assentiu em seguida. — Apenas um pouco… Abalado, entende? 

— Entendo sim… Tem a ver com o Hyun…?

Discretamente, comprimiu os lábios; não desviou o olhar e continuou encarando o mais velho, tentando manter a aparência mais calma. Embora por dentro estivesse tudo uma bagunça. — Também, mas… Eu tenho andado meio preocupado com outras coisas, entende? — E não eram poucas, foi um milagre sua cabeça não ter explodido até agora. — Desculpa não… Ter sido muito presente desde o que aconteceu com o Chan… Souberam de alguma coisa?

— Não… — Minho suspirou. — Ele foi parar na UTI de um Destroyer, então está à caminho da Defender Mass. Younghyun é de lá, mas detalhes médicos não podem ser compartilhados assim, é uma política deles. 

— Uma política com a intenção de matar todos de ansiedade? — Seungmin ergueu uma sobrancelha, seu tom foi um pouco frio, mas Minho não se importou. 

 O mais velho apenas deu de ombros. — Fazer o que, as regras são deles e só podemos respeitar isso mesmo que nos incomode. Tentamos falar com o Jeongin também, mas… Ele não pôde dizer nada também, acho que o comandante da Defender não deixou.

Essa informação era nova e claramente fez Seungmin franzir o cenho de forma confusa, mas essa se dissipou segundos depois. Não sabia nada sobre Jeongin, mas descobrir que ele era conhecido, tinha relação ou, quem sabe, era até mesmo “amigo” de pessoas dentro daquela plataforma, foi um pouco surpreendente. 

Após um minuto de silêncio, novamente a voz de Minho se fez presente, mas com outro tom desta vez. — Posso te pedir uma coisa? Eu não sei o que te levou a decidir que não visitaria a torre, eu entendo que tem seus motivos e eu não quero me meter, mas mesmo quando estiver de cabeça cheia, tente não se afastar tanto da gente. Agora fazemos parte da mesma equipe e precisamos estar em sintonia. E bom, nós já temos problemas demais com relações pessoais, seria bom dar uma boa impressão ao menos uma vez.

Minho até que estava sendo gentil com ele sobre essa questão, porque levou em conta que Seungmin nunca fez parte de uma equipe de trabalho antes. O garoto Kim até então só esteve isolado em uma sala de escritório e teve somente missões solo desde que começou a pilotar o LRM00, ele ainda precisava aprender a dinâmica de uma equipe unida e bom, isso tinha que começar a partir de agora. 

A rixa entre a equipe da Alpha 1 e a equipe da Sharpped 2? Seungmin sequer tinha ciência dela, apenas sabia que Minho e Jisung tinham uma relação complicada. O Kim nem sabia que os dois tinham se acertado e muito menos que Changbin e Felix estavam ariscos um com o outro. Quer dizer, que o Lee mais novo estava arisco com os dois. Resumindo, o mais novo estava leigo a tudo relacionado à sua nova equipe, até mesmo à briga que teve no saguão. Ele se fechou para tudo.

Ainda tinha muito o que conhecer, mas podia dizer que tinha uma química com Felix e Minho, já era um começo, e considerando que Seungmin não tinha problemas com Jisung ou Changbin - aliás, ele sequer os conhecia direito - então quem sabe ele seja a chave para que as duas equipes se entendam. Mas isso era incerto, ao menos o Kim e o Lee mais velho se entendiam bem. Talvez fossem suas personalidades semelhantes.

Em resposta ao pedido do Lee, Seungmin assentiu em meio a um sorriso brando. — Eu vou tentar — seu ânimo não era dos melhores, ele precisava admitir, mas também precisava engolir isso e não levar nada disso para o fluxo, ou poderia corromper a SKZ do Red Lightning assim como aconteceu com a do DY6. — Alguma ideia de como as coisas vão ser agora…?

Mais uma vez, Minho negou com a cabeça, ainda não havia nada decidido. Não sabiam se iriam operar como uma equipe apenas de 3, se Hyunjin seria substituído por outra pessoa… Era tudo incerto. Pouco tempo depois, Felix se juntou a eles no parapeito e o Lee mais novo deu a Seungmin um sorriso mais calmo. O loiro era um dos mais estressados com toda essa situação, afinal, com certeza todos ainda estavam abalados depois do que viram naquela sala. Porque foi assustador. 

Fariam isso com eles se passassem dos limites? Ao que tudo indica, sim. Não era por mal que Minho estava preocupado em passar uma boa impressão como equipe, não queriam passar por isso também. 

O confronto de personalidades e problemas pessoais envolvendo Minho, Felix, Jisung e Changbin ainda era algo a ser visto como um empecilho, mas antes que qualquer um deles tocasse no assunto, os dois citados aparecem diante deles por livre e espontânea vontade depois de muito tempo.

Aquela era a primeira vez que os dois se encontravam pessoalmente desde a detenção de Hyunjin na torre de comando, isso porque aquela briga no saguão deveria ser esquecida. Bom, “deveria”, isso não quer dizer que ela será esquecida, assim como não significa que Alpha 1 vai tirar o nome do Hwang de suas bocas. Os murmúrios iriam continuar por bastante tempo. Eles só perceberam isso quando eles mesmos ouviram.

No meio daquele quase silêncio, onde as vozes se tornaram silenciosas enquanto o som do maquinário ecoava no setor logo atrás deles, Seungmin com certeza foi capaz de perceber o clima que se instalou ali apenas através daquela troca de olhares. Felix e Minho ainda não tinham esquecido, mas ao menos suas expressões eram mais suaves que as de antes.

— Pensei que nunca mais fossem olhar na nossa cara — Felix foi direto ao que estava lhe incomodando. — O que querem?

— Não precisa falar assim o tempo todo… Sabia…? — Jisung foi o primeiro a falar, usando o tom de voz mais calmo e brando que pôde. Sabia que Felix tinha um temperamento difícil? Não, mas depois do que aconteceu no saguão, ele podia ter certeza de que iria se lembrar disso para sempre. Por isso estava tentando agir da forma mais calma e pacífica que conseguia, brigar com esses caras com certeza não era o melhor jeito. — Olha… Sobre o que aconteceu no saguão… Nós-

— Você só estragaram o sigilo — Minho interveio, cortando Jisung imediatamente. — A ideia e a ordem do Jaebum era justamente ficar quieto e não falar nada sobre isso, porque ninguém sabia de nada, mas então… Resolve aparecer no hospital de repente, acerta o Hyun com um soco e ainda explana para o mundo inteiro escutar que ele é um suspeito do caso — o olhar do Lee mais velho era voltado especificamente para Changbin, quem desviou o olhar para o lado por alguns segundos breves e silenciosos.

— Eu… Tava fora de mim… — Changbin hesitou, mas encarou o Lee mais velho nos olhos. Era como se faíscas estivessem saindo dos olhos deles. — Eu não queria acreditar que o Hyunjin fosse culpado por aquilo-

— Ele não é — Minho respondeu com a voz forte, maxilar travado e seu timbre mais forte fez Felix dar um passa para longe, por precaução e Seungmin acatou essa dica silenciosa. — E como assim “não queria”? Porque não teria batido nele se não tivesse certeza.

— Eu agi por impulso, tá legal?! — Respondeu Seo respondeu mais alto, virando o rosto bruscamente na direção do mais velho. — Acha que eu pensei naquele momento?!

Apenas aqueles gritos foram o bastante para mudar o estado de Minho, que foi de calmo e aparentemente sério, para algo mais “feroz”. — Você é um homem ou um animal, Seo?! Não consegue raciocinar quem é a pessoa na sua frente??? Quer dizer que em mal-entendidos vai golpear qualquer um de nós sem ao menos entender a história toda?! É ISSO??? — Com ambas as mãos, o Lee empurrou Seo pelos ombros e o fez dar passos para trás. 

Minho não tinha o costume de ser agressivo, mas quando ele ficava, Felix sabia que as coisas podiam ficar feias, muito feias. Por isso, fez o mesmo que o mais velho fez com ele: O segurou pela cintura e o puxou para trás, ao menos o Lee mais velho se acalmava com mais facilidade. Mas isso não quer dizer que suas palavras terminaram. — Foda-se se você é impulsivo! Eu não dou a mínima merda pra isso! O que me incomoda é que você atacou um dos nossos e agora todos estão falando dele em mentiras! Tudo porque um babaca não soube controlar os nervos de bosta que tem!

Ele teria dito mais, muito mais, mas teve autocontrole o bastante para parar antes que cuspisse mais palavras em forma de ácido. Felix pôde soltá-lo sem perigo e Seungmin pela primeira vez testemunhava Minho irritado, e pela primeira vez escutava tudo o que tinha acontecido. Seu senso justo o fez dar à Seo o mesmo olhar que a dupla de sobrenome Lee dava a eles, mas esse olhar durou pouco.

Jisung pensava se deveria se meter ou se deveria ficar quieto, mas da última vez que fez isso, Felix gritou consigo também. Então desta vez ele resolveu agir. Segurou o ombro de Changbin, quem respirava profundamente e pesadamente. — Bin levar isso mais adiante do que já está não vai resultar em nada… Se chegar aos comandantes, estamos ferrados! Aquela marca pode estar na gente na próxima vez!

Ser inconsequente era um dos defeitos de Changbin nos momentos em que estava irritado. Normalmente ele ignoraria completamente esse conselho, - teimoso - mas desta vez ele precisava escutar seu parceiro. Jisung parecia tão desconfortável com essa situação quanto ele. Precisava ceder, engolir tudo que Minho lhe disse e só dizer a eles o que eles queriam ouvir. Ou o que achava que eles queriam ouvir.

— Vacilei, tá legal…? Desculpa, desculpa por tudo!

O pedido foi feito, mas nem Felix e nem Minho responderam. Isso porque eles não tinham o direito de se sentirem aliviados com aquele pedido. — É o Hyun quem deve aceitar ou não esse pedido. Não nós — o Lee mais velho conseguiu dizer após recuperar sua calma. Massageou a testa com uma das mãos para recuperar sua consciência completamente. Nesses momentos de raiva, era normal sua pressão subir um pouco.

Ao invés de discutir, Changbin deixou que Jisung falasse primeiro. — E… Quando ele vai ser liberado? — Pediu a eles, uma resposta que ninguém - ali presente - sabia, mas a voz de Jeongin chamou a atenção de todos não apenas por sua presença, mas pelas palavras que ela proferiu.

— Ele não vai voltar.

Minho, Felix, Changbin, Jisung e Seungmin se viraram na direção do som apenas instantes depois, quando seus cérebros foram capazes de raciocinar as palavras ditas pelo Yang. Jeongin se aproximou, se juntando a eles e o Kim foi o primeiro a questionar isso, com o cenho franzido de maneira confusa, e ao mesmo tempo abatida. Algo nisso estava o incomodando, muito. — Como assim… Ele não vai voltar…?

Jeongin queria ter respondido, mas no momento em que ele descolou os lábios para fazê-lo, ouviu-se o som das sirenes no setor de carga. Quando olharam naquela direção, viram duas mãos enormes nas cores preto, cinza e branco, se apoiarem na borda do estaleiro e aos poucos, Magnum Hyde puxar seu próprio corpo para cima. 

Seu visor brilhava, os holofotes do setor iluminavam sua pintura branca e quando Magnum ficou em pé, toneladas de água escorreram dele inundando a zona onde ele estava. A cabeça se virou na direção de um Voyager de carga atracado a centenas de metros, uma distância que foi percorrida por Magnum em alguns passos apenas.

Aqueles cinco assistiram o robô ir na direção do navio; o compartimento de carga na parte de trás da embarcação se abriu inteiramente até que um grande espaço interno fosse liberado e sem dificuldade alguma, Magnum conseguiu se encaixar naquele espaço. Entrando primeiro de joelhos, depois descendo o corpo e encaixar os braços de forma que facilitasse sua retirada mais tarde. Com a carga presa e pronta, o compartimento de carga se fechou por completo e o navio foi liberado para seguir viagem, algo que ele fez sem esperar. Aquele Voyager zarpou do setor de carregamento para o oceano aberto, se distanciando de Alpha 1 ao passo que ganhava velocidade.

Para quem assistia, ainda era difícil de acreditar. — E-Espera… Onde… Pra onde aquele navio tá indo? — Felix pediu agitado, mas percebendo os olhares dos demais, tirando Jeongin, viu que não era o único em estado de choque. Outros já estavam assustados.

— F-Foi por causa do que aconteceu no hospital?? — Changbin pediu já desesperado, acreditando ser o motivo pelo qual Hyunjin precisou ir embora, mas não era isso.

— Não é isso — agora foi a voz de Seonghwa que se fez presente e o Park, já melhor recuperado de suas dores nesses minutos que se passaram desde a sua despedida com Hyunjin, encarou aqueles seis. — Minho, Felix… Hyun pediu que eu avisasse vocês.

A dupla citada se entreolhou. — Nos avisar…? — O mais velho franziu o cenho.

Seonghwa explicou tudo após um suspiro. — Hyunjin não fez nada de errado, ele apenas configurou o DY6 manualmente para fazer conexão com um computador de pulso de um membro da Defender Mass que estava em uma missão atrás das memórias do Axus. O vírus foi instalado no computador dele, sem ele saber. Hyun não teve nada a ver com isso.

Saber parte da verdade era um alívio para alguns, mas um peso de culpa para outros, especialmente para Seo, quem agora percebeu que não teria a chance de se desculpar pessoalmente com o Hwang. Mas não tinha terminado.

— Ele será inocentado de qualquer acusação feita pelo Bloco 1 por causa de um acordo que fez com a Defender Mass. E pelos próximos 3 a 4 meses, ele ficará lá com eles — o Park finalizou, agora as expressões de todos, com exceção de Jeongin, mudaram consideravelmente.

Quatro meses é bastante tempo e não foi somente esse detalhe que chamou a atenção deles, mas também que Hyunjin estava sendo enviado para uma plataforma militar rigorosa, onde tudo era diferente do mundo deles. Todos conheciam a reputação da gigante encouraçada, assim como sabiam do que ela era capaz de fazer com seus cadetes. Muitas coisas poderiam acontecer. Entre elas, estava:

— Mas… Ele vai voltar, não vai…? — A voz de Seungmin foi tão suave que quase ninguém ouviu, mas Seonghwa sim.

Ainda tinha na cabeça a conversa que teve com Hyunjin naquele dia, sobre Seungmin e Jeongin e lembrava-se perfeitamente de tudo que o Hwang havia dito. Era impossível não lembrar ao olhar para o Yang e o Kim, mas isso era um problema que cabia a apenas eles três, resolverem. 

Não tinha raiva deles, mas mesmo assim, sua resposta foi curta e carregada de inseguranças. — Eu não sei.

Essas palavras não podiam ter sido ditas em um pior momento. Nem mesmo Seonghwa sabia, e quanto mais cada um daqueles 6 pensava, mais motivos assustadores eles encontravam para que Hyunjin escolhesse não voltar. 

Changbin sentiu um peso enorme em suas costas; Jisung mesmo não tendo feito nada, sentiu aquele nó no estômago; Felix e Minho estavam com medo de nunca mais verem o amigo e para duas determinadas pessoas, aquelas sensações eram ainda piores.

Seungmin ainda lembrava daquela briga. Apertava os dedos contra os próprios braços ao lembrar dela. Não ia mentir e esconder, ainda estava bravo, irritado e frustrado; se sentindo traído e usado por uma pessoa que gostava muito, ao contrário de Jeongin que tudo que queria, era ter uma conversa pacífica com o Hwang. 

Mas ao que parece, nenhum dos dois terá qualquer chance de resolver isso. Não agora. Terão que esperar um longo ciclo de 4 meses para que tudo seja resolvido. A pergunta é: O que vai mudar até lá?


Notas Finais


Ufa! Esse saiu um pouco mais longo, mas eu gosto de capítulos longos hehehe :3

E hoje, mais um membro do ATEEZ foi lembrado: YunHo, que para quem não lembra, era assistente de engenharia do Seungmin antes do nosso PuppyM se tornar piloto do Red Lightning. Os dois são, (ou eram...) melhores amigos e eu não narrei em momento algum que ele se despediu do pessoal da Sharpped 1 xD

Logo os demais membros do ATEEZ vão aparecer tbm e quem sabe a presença deles faça esse povo se entender, se o Chan não pode puxar a orelha do Bin e do Han, quem sabe o HongJoong consiga KSKSK. Maaaas, caso o Yunho apareça, e ele vai aparecer, não garanto que ele o Seungmin vão estar se entendendo.

Outro que vai aparecer e fazer farra quando aparecer, é o JongHo, que é melhor amigo do Jeongin. Então temos: Seonghwa com o Hyun, Yunho com o Seungmin e JongHo com o Jeongin, guardem esses 3 nomes que eles terão um destaque especial por serem amigos dos protagonistas =3

E sim, o Hyun não vai sair do Índico até terminar o treinamento dele. Eu não vou prolongar demais esses 4 meses, mas eu quero usar bem esse tempo, porque o Chan precisa se recuperar e o Minho se recuperar da perna quebrada né... Então esses 4 meses serão basicamente de interações novas e conflitos de personalidades. Porque mais adiante, vocês vão ver o quanto esse povo precisa se resolver o QUANTO ANTES porque caso contrário a merda vai ser maior que o Axus KSKSKSKSKS

Bom acho que sobre a fic é isso KSKSKSK eu teria mais uma coisa para pedir aos Staytinys do meu kokoro. Eu tenho umas... 2 one-shots do ATEEZ aqui comigo, uma delas talvez alguns de vcs conheçam, mas eu não sei se devo soltar KSKSKSK oq vcs acham? Querem ver? Se sim me respondam e não deixem no vácuo xD

Bye bye ~~


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