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História Survival Guide For A Zombie Apocalypse - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Wassup mate ×-× morri de saudades de postar essa história aqui
Pra quem já leu essa história aqui eu só posso dizer foi malkk, eu tive um bloqueio criativo HORRÍVEL nela e por conta disso eu acabei apagando, coisa que eu detesto, odeio apagar histórias desse jeito porque tinha algumas pessoas que gostam dela e eu sinto que as decepcionei :((

Vou parar de enrolar, fiquem com o capítulo

Capítulo 1 - Regra I: Nunca ignore seu melhor amigo


Fanfic / Fanfiction Survival Guide For A Zombie Apocalypse - Capítulo 1 - Regra I: Nunca ignore seu melhor amigo

Nunca mais diga que uma situação não pode piorar. 

Era o que Minho pensava enquanto corria desesperadamente junto com um rapaz pouco conhecido por si mesmo, os grunhidos dos antigamente conhecidos como Alunos de Biomedicina eram a única coisa que o menino conseguia ouvir, além da respiração ofegante e pesada de seu companheiro de fuga. 

Mas talvez as coisas estejam muito apressadas para você leitor entender. Então vamos voltar até a manhã desse mesmo dia. 

— Que despertador do inferno! — Jisung revirou os olhos ao ouvir seu colega de quarto levantar correndo e reclamando — Nunca me desperta essa droga!

— Não acho que reclamar feito um velho com reumatismo vai fazer ele começar a tocar, eu acho que tirar seu celular do silencioso talvez adiantasse. 

O mais velho mostrou a língua para o loiro enquanto terminava de abotoar a camiseta branca que trajava junto com uma calça jeans de lavagem clara, os cabelos espetados e as meias rosas de gatinho não eram tão urgentes assim, ele apenas escovou os dentes e correu em disparada até o auditório da faculdade. Sua professora "favorita" era quem dava a primeira aula e ele sabia o que iria acontecer se entrasse atrasado. 

Suspirou aliviado ao cruzar o corredor e ver a professora Baek ainda no fim dele, ajeitando o blazer cinza que vestia. O garoto terminou a corrida e se esparramou em seu lugar, já abrindo a apostila. 

— Bom dia alunos, hoje nós teremos uma prova surpresa. 

O sorriso cruel que a mulher exibia só comprovava o motivo pelo qual Minho a odiava. Hoje não seria um bom aniversário. 

— Como você foi na prova? 

— Eu acho que até levar um murro vai ser menos doloroso do que ver minha nota, Jae… 

— Vamos ser positivos, tenho certeza que nós fomos bem. 

Minho estava de mau humor, acordar atrasado não era algo que o deixava feliz e ter uma prova surpresa justamente no primeiro período não era algo que ajudasse para que seu aborrecimento diminuísse. E andar com Jaehyun, um sol de tão radiante e caloroso, só fazia o moreno se afundar mais em sua irritação. 

Após se despedir de seu colega, o garoto se dirigiu até o prédio de tijolinhos vermelhos onde trabalha, já ocupando sua cadeira pouco confortável no ramal 3 da Delegacia de Seul onde trabalhava interceptando as ligações das vítimas denunciando algum crime. 

Ele apenas trabalhava cinco horas naquele local, mas seu mau humor ainda existente e a mulher que gritava como louca do outro lado da linha faziam com que cada minuto sentado ali parecesse uma hora. Após quatro ligações Minho já estava pronto para sair e se encontrar com seu melhor amigo para ter uma comemoração minúscula em um bar, mas a voz de seu patrão não tão velho fez com que ele parasse a poucos passos do elevador que o separava da tão sonhada liberdade. 

— Senhor Lee, a senhorita Hwang que ficava no ramal 4 ficou doente hoje, você vai precisar substituí-la. 

O mais novo virou incrédulo para o loiro atrás de si

— Mas hoje é meu aniversário, eu deixei avisado que não faria parte do quadro de substituições hoje. 

— Todas as pessoas que fazem parte do quadro já saíram, vai ser você. E não reclame, eu não te pago pra isso. 

— I ni ti pigi pri issi. — o garoto imitou o Lee mais velho enquanto se instalava no ramal 4, Lee Taeyong era um maldito irritante. 

— Senhora, eu peço que se acalme pois gritar não vai te ajudar. 

— Você não entendeu?! Ela tá atacando todo mundo!

O moreno suspirou bagunçando os fios macios em sua cabeça, a mulher chamada Seo Seohyun havia ligado de modo urgente para avisar sobre o ataque de canibalismo de sua irmã, a mulher em questão havia repentinamente começado a suar frio e logo após começar a atacar todos os membros da família que estava reunida. Minho revirava os olhos pela terceira vez durante aquela ligação ao ouvir a palavra "zumbi". 

— Senhora, eu posso lhe afirmar que não existe isso de zumbi. 

— Então como você explica is-

Os gritos foram interrompidos por um baque e alguns grunhidos, a respiração do outro lado ficara descompassada e após alguns gritos a linha ficou muda. 

O coração de Minho havia acelerado ao ouvir o embate estranho que ocorreu durante a ligação, sua mente voava pelo o que havia ouvido com tantos detalhes, mas logo sacudiu a cabeça, era uma suposição idiota. 

Não existiam zumbis. 

Mãe <3

Desculpe não poder te ligar meu anjo. 

As coisas estão complicadas aqui no hospital 

Pra ser sincera eu não estou entendendo nada, eu nunca vi algo assim

Mas meus parabéns bebê, eu prometo que amanhã eu vou te visitar e te mimar bastante. Se cuide. 

Bem, talvez amanhã eu não consiga ir, sinto muito. 

O garoto suspirou ao ler as mensagens de sua mãe, parecia que não tinha o dia ficar pior. A sacolinha rosa com uma estampa de ursinho que carregava um pedaço grande de bolo de morango balançava enquanto ele caminhava frustrado. Nem mesmo a ligação de sua mãe ele havia recebido, que aniversário lixo, ele só queria dormir até esquecer que este dia havia ocorrido. 

Binnie bestie ★

Mano eu não vou sair do meu quarto não 

Foi mal pelo teu aniversário, mas o que eu vi no jornal… 

Cara, tu foi trabalhar? 

QUAL O TEU PROBLEMA?? 

MINHO

MINHO BRO

MINHO SEU BOSTA

MINHO

M

I

N

H

O

*ligação perdida às 18:27*

*ligação perdida às 18:27*

KRL SEU MERDA ME ATENDE T-T

Tá, só não passa pelo prédio de medicina ok? 

Não passa lá, se tu for eu faço questão de matar você. 

O moreno riu ao ler as mensagens desesperadas de seu amigo, já estava na frente do campus quando finalmente abriu a conversa com seu melhor amigo, afinal o desgraçado não havia ido para o bar encontrá-lo. 

— Boa noite senhor Kim. 

Uma respiração pesada e estertorosa foi a única resposta que o coreano teve, o que era estranho, pois o porteiro da faculdade era muito educado e gentil. 

Ao chegar no corredor de seu dormitório franziu o cenho, não era comum aquele corredor estar tão escuro e silencioso, sem o som do rock pesado que Sicheng escutava, ou as risadas de Jennie e Jisoo de Medicina. "Hoje está sendo um dia estranho", ele pensou ao tirar o chaveirinho de gato do bolso da calça, mas antes de colocá-la na fechadura seu telefone vibrou 

Jisung não limpa o quarto ¬_¬

Hyung. 

Onde você tá? 

Você viu o noticiário? 

Hyung eu tô preocupado de verdade… 

Lino, onde foi? Você tá no dormitório?

Hyung, não entra no quarto por favor!!

Tarde demais. 

Lino já havia entrado e seu rosto variou de um branco pálido para um vermelho quente quando viu o estado do dormitório. Ele iria matar Han Jisung. 

Tudo completamente revirado, as roupas de ambos os moradores do local estavam espalhadas pelo chão cobertas de uma secreção acinzentada, um fedor horrendo que se comparava ao de um cadáver empesteava todo o cômodo claro. Um ruído estranho chegou aos ouvidos de Minho 

— Você tá aí Han? Seu desgraçado você sujou o quarto inteiro, se tu tá achando que eu vou te ajudar a limpar isso… 

O garoto cortou a ameaça quando o grunhido que já estava se tornando levemente familiar para si ecoou do banheiro. Os sapatos enlameados e velhos do servente do campus entraram em seu campo de visão, juntamente com o corpo pútrido e encurvado do mesmo. Seu rosto estava em estado de decomposição, assim como o resto de seu corpo, sua mandíbula caída fazia com que sua língua roxa pendesse para fora enquanto ele caminhava na direção da nova aparição. Minho estava atônito, seus sentidos dormentes pelo cheiro forte de carne podre que exalava do senhor que andava em sua direção, mas ele acordou do transe quando os grunhidos se aceleraram e se tornaram mais agressivos à medida que ele avançava em sua direção numa rapidez que ele nunca havia visto aquele homem alcançar. 

A bolsinha rosa caiu e seu amado bolo de morango foi esmagado pelos sapatos imundos do antigo zelador daquela área. Ele correu como nunca antes havia corrido, seus pulmões já doíam e ele fazia uma nota mental de que deveria fazer mais exercícios no futuro. Passou na frente do prédio de Medicina e logo se lembrou das mensagens de seu melhor amigo Changbin sobre a construção, mas uma silhueta feminina andando rapidamente na direção da porta fez ele parar e prestar atenção. 

— Ei garota! Você sabe o que está acontecendo? 

Nenhuma resposta. Ele ia perguntar de novo, mas seu olfato foi atingido novamente por aquele cheiro grotesco de morte e então ele olhou novamente para silhueta notando o quão estranho ela se movia. Ele voltou a correr após a tal garota fazer um som estranho e avançar em sua direção, perfeito! Agora ele tinha dois cadáveres ambulantes em seu encalço. 

A ligação esquisita na central, as mensagens de sua mãe e de Changbin. A verdade estava batendo em sua cara e ordenando que ele ficasse em uma zona segura mas ele ignorou e preferiu voltar para o dormitório. 

Adentrou o outro prédio dos dormitórios e avistou um grupo de alunos no fim do corredor, na frente deste mesmo corredor tinha o elevador. Ele apertou o botão para subir e esperou.

Andar 7, ele olhou para trás e o grupo continuava ali focado em seja lá o que faziam.

Andar 6, um grunhido chamou sua atenção, fazendo ele se virar.

Andar 5, um dos alunos deixou o braço cair.

Andar 4, Minho sentiu o estômago embrulhar e suas pernas falharem com aquela cena, ele deu um passo para trás mas a sola de seu sapato fez um som estridente e irritante.

Andar 3, o grupo se virou para ele, todos os olhos podres e acinzentados estava em sua direção, e logo eles estavam correndo em sua direção.

Andar 2, o coração de Minho entrou em uma competição com o coração de um coelho de tão rápido que batia em sua caixa torácica.

Andar 1, seus pés falharam amargamente com a sugestão que havia dado para que eles corressem.

A porta se abriu e ele entrou já apertando como um louco o botão para o andar 9, torcendo para que as portas se fechassem rápido, um zumbi de aparência familiar estava prestes a alcançar quando a porta fechou em cima do braço dele. 

Ele acionou a trava do elevador, impedindo que o mesmo abrisse e tentou normalizar a própria respiração, falhando nessa tentativa ao ver o dedo indicador da mão ter um espasmo e se debater por uma fração de segundo, logo o cubículo de ferro começou a se mover para cima, fazendo com que o braço preso caísse no chão e Minho soltar um grito desesperado. Ele só queria que essa noite fosse um pesadelo. 

Quando a porta se abriu ele viu um novo corredor, porém dessa vez vazio. Suspirou aliviado ao correr rapidamente em direção ao apartamento 315 e bater loucamente na porta. 

— Binnie! Binnie! CHANGBIN! SEO CHANGBIN ABRE POR FAVOR! 

O barulho das trancas se movendo e logo a maçaneta se moveu, revelando um rapaz um pouco mais baixo do que si, os cabelos eram cacheados e castanhos. Não precisou olhar para mais de cinco segundos para o garoto suado, descabelado e com uma expressão aterrorizada para saber que se tratava do melhor amigo de seu colega de quarto. 

— O Changbin não está. Mas você pode deixar recado. 

— O mundo explodindo lá fora e você falando assim?! Não sei o que tu usa pra ficar calmo assim mas eu quero. 

— Eu não uso nada, eu apenas acho que estou seguro aqui pelas próximas duas horas. A não ser que eu continue aqui com a porta aberta, passar bem.

— NÃO! Espera, não me deixa aqui! — o tom desesperado do mais novo divertia o garoto de cabelos encaracolados e isso era óbvio em seu sorriso, mas Minho não tinha tempo para ser orgulhoso, havia uma horda de mortos-vivos ao redor de todo o campus e ele não sabia se aquele andar era seguro. 

— Eu não sei se você foi mordido então, sinto muito. 

— Eu não fui, eu juro que não fui. Por favor me deixa entrar. 

Um som estranho vindo de dentro do dormitório interrompeu a próxima piadinha com a sanidade do Lee, seguido do som veio um grunhido que fez os pelos de ambos se arrepiarem, logo um punho quebrou a janela do quarto e a cabeça apodrecida de uma das criaturas apareceu pelo buraco. 

— Que merda, o Changbin vai me matar! 

O garoto pegou uma mochila que estava estrategicamente localizada ao lado da porta e puxou o coreano pelo pulso. 

A porta da escada pressurizada foi aberta às pressas pelo garoto sem camiseta que puxava Minho, que seguia atordoado. Após vários lances de escada os dois se encontravam na entrada do prédio, correram mais rápido do que a percepção lenta do grupo que anteriormente atormentou ao Lee, pelo canto do olho viu o colega de seu melhor amigo pegar o celular e digitar algo, colocando o aparelho no ouvido em seguida. 

— Não, eu não fiz merda… Eu juro que não fiz, eu segui seu plano inteiro seu nerd otário! Ele entrou pela janela… SIM EU TAMBÉM TÔ SURPRESO É O 9º ANDAR CHANGBIN! Tudo bem… Mas você disse… Ok tchau. 

— O que aconteceu? 

— Prédio de Medicina. 

E foi assim que nós chegamos ao ponto inicial, caro leitor. Ambos os garotos fugiam dos zumbis que trajavam jalecos brancos sujos de uma secreção estranha e Minho jurou a si mesmo que se saísse daquela situação vivo nunca mais iria reclamar de como os alunos de Educação Física eram irritantes por pedir para que ele se exercitasse. 


Notas Finais


Eu espero que gostem e pfv me digam se tiverem gostado dessa história :((
Entrem no meu perfil tbm pra ver minhas outras histórias, não são lá aquela coisa mas são legais eu juro
Obrigada por lerem e até a próxima <3


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