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História Survival Guide For A Zombie Apocalypse - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Regra V: Cuidado na estrada


Fanfic / Fanfiction Survival Guide For A Zombie Apocalypse - Capítulo 5 - Regra V: Cuidado na estrada

Minho soltou o ar com força ao finalmente terminar de amarrar o corpo inconsciente do zumbi sobre o teto do veículo, as mãos queimavam e tremiam devido ao esforço anterior de manter aquela criatura do lado de fora do veículo e não despencar para fora no processo. As palmas avermelhadas e ensanguentadas eram a menor de suas preocupações enquanto observava o céu se colorir tão belamente em tons de laranja, rosa e azul escuro, as estrelas despontando sobre o céu enquanto a lua tomava o lugar que anteriormente o sol ocupava no céu. Estava escurecendo, o quarteto estava no limite da fronteira entre Seoul e a cidade vizinha com um zumbi desmaiado amarrado sobre o carro, todos estavam com fome e os satélites de comunicação estavam começando a desconectar, fazendo com que o GPS não conseguisse oferecer a localização exata de onde estavam ou de onde podiam ir.

— Temos mais um problema... — Changbin falou batendo a porta do motorista e parando em frente a Minho — A gasolina está acabando.

— Ah que maravilha! Coloque todos os problemas em uma listinha e a gente vota em qual vai ser a justificativa do suicídio.

— Não fala isso... A gente vai sair dessa...

Minho respirou profundamente e assentiu, voltando a encarar o horizonte enquanto tentava organizar os próprios pensamentos, precisava encontrar uma solução rápida para todos os problemas que os cercavam. Em meio aos seus devaneios seus pensamentos foram parar em Jisung, e em como se sentia traído pelo mais novo ter escolhido o grupo de Jaemin, mas o compreendia e sabia o quanto o garoto devia estar assustado para abandonar Changbin.

— Voltamos.

Chan gritou correndo em direção ao carro com duas sacolas em mãos, e logo em seguida Youngho apareceu carregando mais algumas e Minho agradeceu ao ver os dois retirarem potes e embalagens de algumas comidas processadas ou semi prontas de dentro das bolsas.

— Finalmente, o Minho fica insuportável com fome.

Changbin falou sorrindo e oferecendo o jeotgarak para o Lee, que o aceitou com uma expressão carrancuda

— Eu não fico insuportável...

— Fica sim.

— Fico não.

— Fica sim...

O moreno arregalou os olhos quando Chan concordou com o Seo, fazendo Johnny rir da expressão magoada de Minho e afagar os cabelos dele

— Mas é só quando você tá com fome, Lino...

Chris falou tentando acalmá-lo, o que não adiantou tanto considerando que o mais novo se virou na direção de Johnny e começou a conversar com o mesmo, ignorando o Bang. Após alguns minutos todos já tinham acabado de comer e guardavam a comida restante, torcendo para encontrarem algum outro esbalecimento depois, pois aquelas porções não iriam durar mais do que dois dias, isso era certo.

— Eu e Changbin vamos manter a guarda, depois das quatro manhã nós trocamos de posição e vocês fazem a guarda.

Chan assentiu ao plano de Youngho com relação a segurança, enquanto Minho e Changbin tentavam encontrar algum mapa em uma loja de conveniência perto do posto de gasolina onde os quatro haviam parado para abastecer, porém Changbin sentia que havia algo errado com o Lee

— O que houve, hyung?

— Hm? Ah, não é nada...

— Claro que é alguma coisa, você não é de fechar a cara a toa.

Minho sorriu fraco e apertou as mãos dentro do bolso do casaco que utilizava, soltando um suspiro fraco

— Eu tava pensando em alguém...

— Hm... Eu ia perguntar se é na sua mãe, mas eu tenho quase certeza que na verdade você está pensando no Jisung.

Sua mãe. Fazia tempo que não pensava na mesma e em como ela estaria, estava ocupado demais pensando em como iria sobreviver e salvar os seus amigos. Seus pensamentos foram até o celular descarregado que fora esquecido no apartamento invadido e ele se perguntou se Lee Sora havia enviado alguma mensagem ou tentado ligar para si, talvez não, ela era uma mulher prática e racional, muito provavelmente a ideia que Minho havia perdido o celular já havia passado na mente da cirurgiã geral

— É... Eu tava pensando no Jisung, mas agora parei pra pensar na minha mãe... Sinto saudades dela.

— Te entendo, eu daria tudo pra receber pelo menos uma ligação do meu pai falando que tá tudo bem com ele e com o Changhee, mas não adianta a gente pensar neles agora, só vai trazer dor de cabeça... E também não adianta pensar no Jisung, ele fez a escolha dele e não estava errado em pensar primeiro na própria segurança.

Minho empurrou a porta de vidro e saiu do estabelecimento enquanto tentava ler um dos mapas que havia pego, apesar de aquela definitivamente não ser sua especialidade.

— O caralho que foi uma decisão certa, ele foi um egoísta fudido, eu entendo o medo dele e respeito a decisão dele, mas não vou dizer que está certa quando todos nós estamos nos arriscando um pelo outro desde o início.

Changbin suspirou e virou o mapa na mão do mais velho, que ergueu a sobrancelha ao perceber que estava lendo ao contrário

— Ele se arriscou muito no primeiro dia, ele quase morreu pra me tirar do campus, eu entendo o motivo de ele ter escolhido se salvar ao invés de ficar com a gente, não deve ter sido fácil passar por aquilo.

Changbin nunca contou o que havia acontecido naquela noite enquanto Jisung e ele fugiam da faculdade, a pedido do mais novo que parecia tão frágil e assustado. Jisung precisou fugir com pelo menos quinze criaturas correndo atrás de si, e quase foi atacado por ter escolhido ajudar Changbin que ficou preso dentro do elevador; uma quase mordida na perna esquerda e uma quase queda no buraco do elevador, Changbin sabia o quanto aquela noite havia sido traumática para todos, especialmente para Jisung.

Minho suspirou e assentiu dando fim aquela conversa complicada, pois apesar de tudo não queria conversar sobre Jisung e as razões pela qual ele resolveu abandonar o grupo. Youngho observava preocupado o corpo do namorado inconsciente sobre o carro, já haviam se passado pelo menos oito horas desde que haviam conseguido fugir e não havia nenhum sinal de que o mesmo iria acordar. Chan encarava o nada refletindo sobre a situação em que estavam enquanto enchia cinco galões de gasolina para a viagem

— Voltamos...

Changbin anunciou ao mesmo tempo que jogava alguns mapas no chão próximo a onde Chan estava, o citado colocou a mangueira novamente no suporte e pegou um deles

— Youngho hyung...

O moreno murmurou algo e se afastou do zumbi

— Nós vamos seguir por essa rota aqui, economiza gasolina... É melhor irmos pra Daegu, Busan fica muito mais distante.

— Quanto tempo levaria?

Minho perguntou se aproximando do trio

— Depende de quantos contaminados nós vamos encontrar pelo caminho, mas sem nenhum empecilho levaria um ou dois dias no máximo pra chegar.

— Ótimo, então vamos seguir com o plano de antes — Todos se viraram para o Seo mais velho, que já guardava os galões na área traseira do furgão — Eu e Changbin vamos dirigir e fazer a guarda primeiro, depois vocês dois vão fazer, vamos revezar pra não perder tempo.

Minho concordou e recolheu cada um dos mapas, entregando um para Changbin que agradeceu e entrou no veículo. E finalmente iniciaram a viagem para Daegu.

— Foi uma péssima decisão, disso eu tenho certeza.

— Ninguém te obrigou... Você tá aqui porque quer.

— E disseram que você era o mais compreensível...

O trio observava a conversa com as sobrancelhas unidas em confusão

— É difícil acompanhar a conversa quando os dois têm o mesmo nome...

— Eu nem sei do que eles tão falando.

Minhyung e Chenle sussurravam entre si enquanto Jaemin suspirava frustrado enquanto Jisung, Han Jisung, chorava baixinho no colo do Park se sentindo arrependido de ter abandonado o grupo anterior, se levantou e aproximou do moreno iniciando uma carícia nos cabelos longos e escuros

— Hannie, eu sei que você tá triste de ter deixado os seus amigos, mas você não pode se sentir culpado pra sempre... Vocês vão se reencontrar — 'se eles estiverem vivos' pensou Jaemin — E tenho certeza que eles vão te perdoar, sua decisão não foi estúpida.

— Eu achei que o conselheiro era eu...

O caçula falou um pouco surpreso, Jaemin não era o tipo de pessoa que tentava acalmar alguém ou consolar. Han sorriu pequeno e enxugou os olhos enquanto se levantava das pernas de Jisung, fazendo Jaemin sorrir junto com ele

— Ótimo, agora que você tá bem a gente já pode sair.

— E pra onde a gente vai?

Han perguntou pro Park que engoliu em seco e sorriu

— Não faço ideia na verdade...

"Minho me ajuda! Por favor, me salva!"

A voz de Jisung soava desesperada e abafada, ecoando pelas paredes escuras e mal iluminadas daquele corredor que o Lee nunca havia visto na vida, olhou ao redor tentando encontrar a origem do chamado e suspirando desesperado ao ver que o extenso corredor possuía infinitas portas, dispostas uma do lado da outra sem nenhuma identificação para diferenciá-las.

"Minho, eles estão vindo... Me ajude."

— Jisung, me diz aonde você tá...

Falou e tentou abrir a porta que estava ao seu lado, bufando frustrado ao ver que a mesma estava trancada, tentou a outra, e a outra e mais algumas sem sucesso, a voz do Han se distanciando cada vez mais e aumentando o desespero do Lee, pois a mesma parecia cada vez mais chorosa. O suor frio escorria pela testa do mais velho enquanto ele empurrava as portas com toda força que conseguia, os olhos inundando em lágrimas revelando seu desespero, Minho corria pelo corredor tentando encontrar Jisung e salvá-lo.

“Minho?”

O moreno paralisou ao ouvir aquela voz, era Bang Chan

— Chan hyung?

“Minho? Onde você está?”

Minho congelou quando o barulho das maçanetas sendo forçadas se iniciou logo após a pergunta, uma a uma todas as portas começaram a tremer como se algo as forçasse a abrir, o barulho se tornando ensurdecedor e aumentando ainda mais o desespero do coreano

— E-eu não sei... — falou com a voz embargada

“Minho, por que fez isso? Por que nos matou?”

Chan voltou a falar, sua voz carregada de julgamento e desprezo, Minho sentiu-se encolhendo pelo desespero e o pavor, uma corrente fria de ar bateu contra suas costas e ele se virou, arregalando os olhos e gritando ao ver Changbin morto caído sobre o chão enquanto Chan se aproximava, contaminado.

— Por que fez isso, Minho?

Os ouvidos latejavam enquanto sussurros insuportáveis adentravam em sua mente e se sentiu sufocado, o som das portas aumentando cada vez mais ao mesmo tempo que Chan caminhava vagarosamente em sua direção com ódio estampado nos olhos cadavéricos, o corredor parecia diminuir de tamanho, apertando Minho e impedindo de que ele caminhasse para trás. Suas costas bateram em algo e ele virou rapidamente, vendo Jisung com o rosto úmido em lágrimas e uma mordida na jugular

“Minho, por que não me salvou?!”

— Não, parem! PARA!

Minho sentiu o corpo voar para frente ao mesmo tempo que o cara freava bruscamente, Changbin e Youngho o encaravam assustados e o moreno fechou os olhos sentindo a garganta ressecar, era apenas um pesadelo.

— Tudo bem, Minho?

Youngho perguntou baixo ainda encarando o garoto ofegante e suado que havia acabado de acordar sobressaltado e gritando

— Está... Foi só um pesadelo, desculpe ter assustado.

Changbin assentiu enquanto engolia em seco e voltou a se sentar corretamente, o carro voltou a andar e Minho fechou os olhos tentando regularizar a respiração. Se assustou ao sentir uma mão tocar levemente em sua bochecha e arregalou os olhos, vendo Chan sorrir para si com o rosto inchado por ter acabado de acordar.

— O que houve? Por que tava chorando?

— Eu chorei?!

Chan riu e seus olhos se fecharam pelo sorriso que esboçava naquele momento, aquilo acalmou o coração de Minho por algum motivo

— Sim, você chorou... Quer me contar o sonho?

Minho suspirou e negou, vendo Chan assentir e se aproximar um pouco mais e passar o braço envolta de sua cintura, o puxando para um abraço quente e acolhedor

— Tudo bem, mas saiba que eu estou aqui pro que precisar, ok?

Sorriu e assentiu, se sentindo subitamente mais calmo, Chan por algum motivo que Minho não compreendia o acalma de uma forma que ele jamais conseguiria explicar, e ele se sentia grato por aquilo. Ambos continuaram naquele abraço por um longo tempo até o furgão frear e Youngho suspirar feliz

— Quatro da manhã, hora de trocar.

Chan soltou o ar e se levantou, ajudando o Lee a se levantar e segui-lo, logo as duplas estavam trocadas e enquanto o veículo voltava a correr nas estradas desertas e mal iluminadas o ronco baixo do Seo mais velho começou a ressoar dentro do mesmo. O mais novo sentia o coração disparando novamente enquanto a paisagem do lado fora ia transcorrendo suavemente durante a madrugada, não havia nem ao menos algum grilo ou cigarra para cortar aquele silêncio infernal, Minho estava começando a detestar o silêncio.

Ele sempre precedia desgraças.

E mais uma vez se assustou e voltou a relaxar ao sentir a mão do Bang tocar em sua coxa e iniciar uma carícia no local, exibiu um sorriso em agradecimento e encostou a cabeça no vidro respirando fundo

— Jisung implorou minha ajuda...

Chris franziu o cenho confuso, mas logo compreendeu e continuou o toque para acalmá-lo

— Haviam muitas portas, muitas mesmas... E o corredor parecia não acabar, e enquanto eu tentava abrir as portas o Jisung chorava e a voz dele se afastava, eu queria salvar ele... E-eu tava com tanto medo, e então você apareceu, você estava... — soluçou sentindo as lágrimas caírem novamente e Chan segurou a mão do mesmo com força — Você estava com raiva de mim, você tinha se transformado em uma daquelas criaturas e o Changbin estava morto... Você me culpava por aquilo, o Jisung apareceu também se transformando... Eu me desesperei, eu nunca me senti tão mal e eu nem entendo porque um sonho me afetou tanto.

— Minho... Tá tudo bem.

A voz baixa do loiro foi como o estopim para que Minho chorasse mais, se sentia fraco e indefeso, estava assustado com medo de acabar causando alguma dor aos amigos, e tinha medo da distância que tomavam de Jisung.

— Minho, eu entendo você estar assustado e entendo cada um dos seus medos, eles são os meus medos também... Eu não consigo abaixar minha guarda, porque eu penso que se eu fizer isso e um de vocês acabar sendo atacado a culpa vai ser minha que não estava pronto pra proteger vocês, mas isso jamais seria nossa culpa. Eu te disse no carro daquele grupo, não podemos impedir tudo.

— Mas e se um de vocês morrer por minha causa?

— Não vai ser por sua causa, principalmente porque eu sei que você faria até o impossível para proteger a gente... Não se cobre tanto, isso vai te destruir.

Minho sorriu e apertou a mão morna que segurava a sua, sentindo o peso que seu coração carregava até aquele momento diminuir. Ajeitou a postura e voltou a olhar a estrada, sorrindo fraco ao ver o sol despontando lentamente no horizonte, como a esperança que despontava em seu coração de que dias melhores chegariam, pois Chan estava ali com ele e aquilo era a única coisa que ele precisava para não afundar completamente.

— Para o carro.

Chan freou bruscamente e ouviu um gemido abafado logo após um baque vindo da parte de trás do veículo, encarou Minho com as sobrancelhas franzidas enquanto o rapaz encarava o exterior com uma expressão ilegível

— Minho…

— Shiu.

O mais velho se calou e começou a observar o lado de fora, a escuridão ainda dominava boa parte da paisagem e por isso ele não conseguia enxergar o que Minho tanto via do lado de fora, conteve o grito assustado quando o Lee abriu a porta de repente e saiu correndo para fora. Changbin saltou e encarou Chan e a porta aberta seguidamente

— Vamos atrás dele!

Falou e o mais velho concordou, saindo do carro em seguida e avançando para dentro do mato onde Minho corria um pouco a frente. Chan se sentia tonto pela confusão que sua mente estava naquele momento, ele apenas desejava no fundo de seu coração que Minho não tivesse perdido a cabeça por completo.

O moreno parou de repente e os dois morenos pararam também a uma curta distância, Changbin arregalou os olhos enquanto Chan sentia o coração disparar pela visão que tinha.

— Isso foi avisado pelas emissoras?

— Nunca…

— Que merda é essa?!

— Isso… — Minho finalmente falou e se virou para os dois amigos com uma expressão rígida e determinada — É onde o Jisung está.


Notas Finais


wassup mates :)
eu tenho um problema serissimo em criar suspense aleatório e desnecessário, mas enfim final em aberto do último capítulo q já estava escrito, conclusão, vocês vão precisar esperar muito pra poder receber um novo capítulo

Eu sinto muito e sei que isso acaba fazendo a história perder o encanto muitas vezes, mas eu não sei o motivo eu não consigo escrever essa história rapidamente, especialmente por causa da quantidade de cenas de ação q tem nela, e eu sou péssime em escrever cenas de ação

Obrigada por acompanharem a história e até o próximo capítulo <3


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