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História Survival Guide For A Zombie Apocalypse - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Regra VI: saiba que nem sempre podemos ficar unidos


Fanfic / Fanfiction Survival Guide For A Zombie Apocalypse - Capítulo 6 - Regra VI: saiba que nem sempre podemos ficar unidos

— Me larga, Chan! Me deixa voltar!

Minho se debatia com tanta violência que se tornava uma missão complicada retornar para o furgão ainda ligado na estrada, o motivo era simples: Han Jisung.

Minho convictamente acreditava que aquele enorme prédio no meio do nada era o local onde o melhor amigo estava, Changbin afetado pela afirmação do Lee encarava os sapatos encardidos e empoeirados como se fosse algo interessante, perdido em seus próprios pensamentos. Minho queria voltar, queria salvar o melhor amigo, e Chan não permitiria por diversas razões.

— Minho, entra nessa porcaria de carro!

Falou puxando o garoto com mais força e sentindo o corpo praticamente voar em sua direção

— Me larga! Eu preciso tirar ele dali.

— Ele não está lá.

— Aquela droga de símbolo, vê a porcaria do símbolo do prédio e me diz se ele não é familiar.

Chan encarou o símbolo azul de formato redondo com uma espécie de onda no meio e negou com a cabeça, fazendo o mais novo bufar e tentar mais uma vez se soltar

— Aquela droga de símbolo estava estampado nas costas da jaqueta do Jaemin, é claro que quando ele salvou a gente ele tinha a intenção de trazer a gente pra cá, ele até seguiu esse caminho Chan!

— Excelentes argumentos, eu poderia até acreditar em você, mas mesmo que eu acreditasse o que um cara desarmado, com pouco sono, e apenas três pessoas pra ajudar iria fazer ali dentro?

Minho finalmente parou de tentar se puxar para fora do aperto das mãos do Bang, que utilizou aquele momento de distração para pegar o mesmo no colo e jogá-lo dentro carro, deu a volta no veículo e quando estava prestes a entrar, encarou o Seo que olhava perdido na direção daquele estranho prédio no meio do matagal.

— Não vem com a gente, Binnie?

— Hm? Ah, claro… Vamos embora daqui.

Falou baixo e entrou novamente no furgão, que finalmente voltou a se movimentar pela estrada. Nenhum dos três amigos despertos do grupo percebeu a cabeleira ruiva escondida a poucos metros de onde o carro anteriormente estava. O rapaz sorriu largo e pressionou o botão maior do rádio que segurava

— Senhor, parece que existem mais não contaminados andando por aí.

“Sério?! Então traga-os para cá, eu preciso de mais pessoas para a equipe”

— Sim senhor.

Desligou o aparelho e se levantou se espreguiçando, finalmente iria matar aquele tédio, e talvez matasse bem mais do que o próprio tédio, pensou rindo.

O furgão cinza finalmente estacionou depois de horas em movimento nas estradas completamente desertas, e Minho desfiava a manga do casaco para se distrair enquanto olhava ao redor desconfiado. Depois da pequena briga que ele havia tido com o Chan, o garoto não abriu mais a boca para falar, e ao contrário do que o loiro pensava, não era por estar irritado.

Chris bagunçou os fios claros e cacheados de seus cabelos enquanto desamarrava o rapaz inconsciente sobre o teto do veículo e o colocava com cuidado no chão, tomando cuidado para não tocá-lo diretamente ou respirar muito próximo do mesmo. Se sentia irritado e um pouco frustrado com o silêncio do Lee, havia tentado protegê-lo e impedir que o mesmo tomasse uma decisão idiota apenas porque estava com peso na consciência baseado em um sonho, mas naquele momento se sentia culpado de não ter permitido que o moreno fizesse algo.

Claro que se preocupava com Jisung e queria ajudá-lo, mas não adiantaria fazer algo as cegas justamente no meio de um cenário apocalíptico

— Minho, você pode pelo amor abrir a boca, eu tô cansado desse silêncio.

Changbin falou em tom frustrado e Chan agradeceu mentalmente por não precisar dizer aquilo

— Eu… — Minho falou fraco e bufou se aproximando do amigo — Não tô bravo com vocês, eu deveria pedir desculpas pelo que aconteceu… Eu só tô com um pressentimento ruim.

— O que houve? — Youngho perguntou enquanto ajeitava o cabelo do zumbi desmaiado

— Não tem ninguém aqui, não tem um zumbi, uma pessoa fugindo, não tem nada… E se vocês não estranharam isso vocês são loucos!

Chan franziu o cenho confuso

— O que há de errado em não ter ninguém na rua quando tem um vírus zumbi se espalhando pelas ruas?

— Não acham esquisito demais o Jaemin ter invadido o prédio, tirado a gente de lá, tomado esse mesmo caminho e agora não ter nem uma cigarra nesse lugar?! Sinceramente eu não estou ficando louco, aquele símbolo era o mesmo símbolo da jaqueta do Jaemin, aquela empresa ou sei lá o que tem algo errado, eu sinto.

— Símbolo?!

Johnny perguntou confuso e Changbin negou com a cabeça murmurando um “longa história” enquanto Chan ainda encarava Minho. Estava certo, não era normal em uma cidade tão grande como Seoul onde poucas eram as fronteiras que estavam livres para passar, não haver nenhum sinal de vida. De repente Chan se sentiu ainda mais culpado, estava fazendo tanto esforço para não deixar a própria guarda cair que nem percebeu que ela já havia abaixado, Chan se sentiu vulnerável naquele momento.

— Espera, vocês estão falando daquele círculo redondo azul nas costas do Na?! — Youngho perguntou depois de um tempo e os três assentiram — Eu conheço aquele símbolo, e ele não era o único a usar, o Park Jisung, o Chenle e o Minhyung também usavam... Aquele símbolo é de uma empresa multimilionária de biologia e indústria farmacêutica.

Minho tombou a cabeça para o lado se sentindo confuso, não fazia nem mesmo sentido aquele grupo usar o símbolo de uma empresa farmacêutica. O mais novo do grupo encarava o zumbi inconsciente quando saltou assustado se levantando e tocando na arma presa no coldre em seu quadril ao ouvir o som da grama se partindo, Chan repetiu o ato e sacou a própria arma surpreendendo ao Lee, ao que parecia ele era o único que não tinha armas.

— Youngho hyung... Pega o zumbi e coloca dentro do furgão, agora.

Changbin sibilou baixo enquanto rodava lentamente a procura de qualquer ameaça que fosse, o mais alto assentiu e segurou com cuidado o corpo frágil do namorado enquanto o levava para dentro do veículo. Minho se levantou e prendeu a respiração enquanto também olhava ao redor, se sentia cada vez mais ameaçado, como se fosse uma presa sob a mira de um predador cruel e ardiloso prestes a atacar, se aproximando passo a passo de si.

Quase que involuntariamente Minho girou em torno de seus próprios calcanhares e agarrou a mão de Changbin, apontando a arma para um ponto no meio da grama alta próximo da placa que avisava que eles estavam próximos de um viaduto de desvio.

— Saia daí, agora.

Minho falou em tom firme, apertando a arma junto a mão de Changbin, surpreendentemente uma risada baixa e nasal ressoou e um rapaz de cabelos vermelhos e estatura baixa saiu do matagal completamente desarmado e com as mãos erguidas, nos lábios finos do mesmo havia um sorriso brincalhão, como se divertisse em ter duas armas apontadas em sua direção.

— Você é bem ágil, isso foi impressionante... Poderiam abaixar as armas, vocês com certeza são cavalheiros e não irão atirar em alguém desarmado.

Chan refletiu nas palavras do ruivo e começou a abaixar a mão, mas parou o ato quando Minho apertou ainda mais a arma e contraiu os ombros

— Chan, fique atento porque podem ter mais desses... E você não tente bancar o engraçadinho.

— Não estou tentando nada... Meu nome é Hongjoong, muito prazer, senhor...

— Não perguntei seu nome.

O ruivo sorriu ainda mais e assentiu recolhendo a mão que antes havia sido estendida, se sentia animado para saber como a cena iria se desenrolar, especialmente quando sentia o olhar felino do moreno sobre o seu peito onde o símbolo azulado estava estampado, seria divertido brincar com aquele cara.

— Cara... O que a gente faz?

Changbin murmurou enquanto ainda mantinha o dedo firme no gatilho, apenas um mísero sinal do Lee e ele iria disparar sem nenhuma piedade.

— Por enquanto nada, apenas fiquem atentos ele não tá sozinho, por que ele iria vigiar a gente sozinho?

— Vigiar?

Hongjoong falou em tom risonho e deu um passo a frente, parando ao sentir algo passar perto do seu pé e o som de tiro soar alguns segundos depois

— Primeiro aviso, se tentar se aproximar de novo eu atiro de verdade.

Changbin falou irritado e Hongjoong sorriu novamente, seria um pouco mais complicado do que pensara

— Eu não estava vigiando, eu estava perdido e encontrei vocês… Foi apenas o destino me salvando da morte certa.

Minho sorriu irônico e deu um passo para trás junto ao Seo, recuperando a distância anterior

— Se é estava tão perdido por que você parece tão relaxado?

E ao terminar de falar Minho ouviu um disparo vindo de trás de si, o sorriso de Hongjoong aumentou ao que o mesmo deu dois passos firmes para frente e sacou uma pistola a apontando para o Lee, Changbin engoliu em seco ao sentir o metal frio tocando em sua cabeça

— Eu só quero conversar com vocês.

Youngho podia ser bastante lento para compreender diversas coisas, mas agradecia a seus pais por todas as quatro cirurgias que havia passado ao longo da adolescência por ter olhos tão atentos, ao ver Minho enrolar um pequeno pedaço de papel e rolar o mesmo em sua direção o Seo percebeu que algo iria acontecer.

“Eu estou me sentindo observado, e isso está acontecendo desde madrugada... Entre no carro com o seu namorado e fuja sem a gente, não se preocupe a gente vai se encontrar de novo, apenas espere o sinal e fuja.”

Johnny não questionou qual era o sinal ou como o Lee tinha tanta certeza que iriam se encontrar novamente apenas suspirou em concordância e começou a arrumar os fios castanhos do cabelo do zumbi inconsciente. Quando Changbin engatilhou a arma ordenando que ele entrasse no furgão o mais velho apenas obedeceu, e foi quando percebeu a gravidade de tudo que estava acontecendo naquele momento, do outro lado da rua dois rapazes altos e muito bem armados encaravam ao grupo com olhares não muito gentis, agradeceu mentalmente por não ter sido visto por nenhum dos dois e adentrou o furgão com calma, fechando a porta sem fazer barulho e amarrando o namorado próximo a um dos bancos.

Ficou ali encolhido observando o rosto sereno e ferido do rapaz enquanto escutava Minho e Changbin falarem, logo depois um tiro soou bem ao seu lado e tensionou quando o tal Hongjoong falou que queria conversar com eles. Dois tapas soaram na lataria e ouviu um grunhido que ele reconheceu ser de Chan, aquela era a hora.

Saltou para o banco do motorista e ligou o carro, alguns murmúrios surpresos foram abafados pelo som do motor e a voz do ruivo soou enquanto Johnny pisava no acelerador com tudo

— Onde está o altão?

Tarde demais, pensou o Lee quando o carro avançou sem mais nem menos em direção a estrada, deu um sorriso de canto quando viu o homem de cabelos castanhos arrumados em um topete atirar sem nenhuma eficácia na direção do veículo. Johnny viu pelo retrovisor o trio de amigos encolhendo conforme ele se distanciava e sentiu o coração apertar, mas apenas segurou o bilhete do Lee com mais força e acelerou mais. Eles iriam se reencontrar.

“Vá pra Busan, eles com certeza sabem que iríamos pra Daegu. Até breve, Minho”

Obviamente que aquilo não estava nos planos do Kim. O ruivo não costumava deixar rastros, testemunhas, ou provas do que ele fazia, e isso ocorria bem antes daquela maldita pandemia estourar pelo mundo e transformar até mesmo seu chefe e o filho do mesmo em zumbis, possuía uma esperança mínima e ela estava estampada sobre seu peito direito no bolso da jaqueta marrom que vestia.

— Vamos, aperte o passo!

O moreno mais alto falou empurrando Changbin, que grunhiu baixinho e acelerou os próprios passos, caminhando lado a lado com Minho. Minho era um caso à parte para Hongjoong, o garoto de olhos felinos e sentidos apurados não havia sequer resistido em acompanhá-los, o que não fazia sentido para si, ele não parecia ser o tipo de pessoa que se renderia tão facilmente e uma prova daquilo era o furgão pilotado pelo Seo mais velho, que transportava um zumbi em provável coma. Hongjoong estava intrigado com o Lee, não conseguia nem ao menos sorrir, pois não conseguia ler o garoto.

Chan era o mais fácil dos três de se compreender, os ombros rígidos, os passos contidos, e a respiração levemente mais pesada do que a dos outros dois, estava assustado, ansioso e definitivamente, esperando o menor sinal de rebelião por parte de Minho, suas mãos inquietas e os olhares indiscretos em direção ao moreno comprovavam essa teoria. Então, seria Lee Minho o líder daquele bando esquisito? Não, o garoto não possuía uma postura liderante, mas também não tinha uma postura submissiva, mas uma vez Hongjoong apertou os nós de seus dedos em um punho firme, Lee Minho era indecifrável e isso com certeza não era algo bom.

— Chegamos! Bem vindos a Uirusu Bio Inc.

O ruivo falou sorrindo largamente enquanto abria o portão de um prédio quase que idêntico ao prédio que Minho havia visto durante a madrugada, tirando o fato de que era bem maior e o símbolo muito mais discreto, quase como se aquele prédio que vira fosse uma emboscada muito bem planejada, e talvez fosse, a prova disso é que o trio naquele momento passava pelos jardins artificiais porém bem cuidados que antecediam o enorme portão branco sem nenhum detalhe cujo era a entrada daquele imenso prédio.

— Entrem, e sintam-se à vontade.


Notas Finais


Hey fellas :)

Sentiram saudades?? Pq eu senti :( nossa eu detesto estudar tô nem zoando, e os poucos intervalos q eu tinha eu usava pra chorar (brincadeira) não evolui quase nada, tô quase suspeitando que eu tenho algum grau de tda :(

Enfim, capítulo no meio da madrugada pq eu tava agitada e ansiosa e terminei de escrever esse, que já tava pela metade nos meus rascunhos, eu espero que gostem :((

leiam minhas outras histórias no meu perfil pfv 🙏 e me digam no Twitter @/hanimbus_ apesar de eu não postar nada interessante

Beijos e até o próximo capítulo <3


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