História Survive Will Be Just The Beginnin (BTS) - Capítulo 35


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Visualizações 37
Palavras 1.820
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Survival, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, galerous. Tudo bem?

Lá vamos nós para mais um capítulo.

O tombo vai ser real heueheuheuehue

Boa leitura 🤣

Capítulo 35 - Invisível


Fanfic / Fanfiction Survive Will Be Just The Beginnin (BTS) - Capítulo 35 - Invisível


CAPÍTULO 35


Naquela manhã eu e Namjoon fomos morar na casa nova. Entramos na mansão acompanhados, por Sook e seu advogado.  Conversamos com Daeyun para explicar as condições do testamento. 

Mostrei a casa a Namjoon e entramos em seu novo quarto. Enquanto ele olhava para o cômodo, eu me sentei em sua cama. 

_Onde está Jimin? - Namjoon perguntou.

_Voltou ao prédio para pegar o restos das coisas.

_Ele vai voltar para morar com a gente, não é? 

Eu sorri. 

_Sim. Ele vai transformar a casa de hóspedes em um estúdio de arte. 

_Fico imaginando o que ele vai desenhar agora. Agora que não moramos mais na rua.


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Nos dias que seguiram, nossas vidas foram reconstruídas.

Sook conseguiu minha aguarda e isso me protegia de qualquer pessoa que decisse contestar o testamento, alegando que eu não tinha família. Metade do patrimônio de Micha e suas duas casas seriam minhas para sempre. A outra metade estaria reservada para ser entregasse a Taehyung, quando eu o encontrasse. E eu o encontraria. Eu devia isso a Micha. 

O dinheiro era muito mais do que eu esperava ganhar quando assinei o contrato com o banco de corpos, e fiquei imensamente grata. Namjoon estava recebendo a melhor assistência médica que o dinheiro podia comprar e sua saúde melhorava a cada dia. Meus cortes e hematomas seriam curados com o tempo.

Jimin se mudou para a casa de hóspedes que ficava atrás da mansão, mas logo voltou a sair. Ele não explicou o motivo, então fui até a casa para verificar se ele havia tirado suas coisas dali. Eu soube que ele voltaria quando vi as paredes cobertas com os desejos que ele criou durante o ano em que moramos nas ruas. Youngers e renegados, triste, malvados, famintos estavam todos lá, em seu estilo especial. Havia muita emoção em seus traços e ele capturava todos os detalhes. Espalhada por todas as paredes, ali estava minha vida após a guerra dos esporos. Minha vida passada.

Imaginei que ele partiu para visitar Yuna.  Fiquei decepcionada, mas eu não tinha o direito de me sentir assim. Perder Jungkook deixou um imenso vazio em meu coração. E eu só percebi o tamanho desse vazio depois que as coisas se acalmaram.

Uma semana depois de nos mudarmos para a casa de Micha, fiquei sabendo pelos noticiários que o senador Jeon estava se recuperando de um "acidente sofrido durante uma caçada". As repercussões do escândalo do banco de corpos da BH Corporation se desenrolariam no decorrer dos próximos meses. Após as eleições, nós saberíamos se os Olders estariam dispostos a reeleger um homem que planejou  condenar jovens à morte em vida.

O senador mantinha Jungkook em uma rédea curta. Tentei mandar mensagens, tentei ligar para ele, mas Jungkook não voltou a entrar em contato comigo. Decidi que, antes de desistir para sempre, eu tentaria vê-lo pessoalmente. Se pudesse explicar o que havia acontecido, talvez eu o convencesse a me dar uma segunda chance. Caso contrário, tentaria esquecê-lo e seguiria em frente com a minha vida.

Não foi difícil encontrar a casa do senador.  Tive que ir lá várias vezes até ver o carro de Jungkook estacionado em frente. Quando finalmente o vi, senti meu coração acelerar e tive que me acalmar antes de sair do carro.

Olhei para a enorme mansão e percorri o longo caminho ladeado por roseiras entre a calçada e a porta. Pisei na varanda e o sensor de presença tocou antes que eu decidisse voltar atrás. A porta se abriu.

Um guarda-costas Older com uma expressão gelada no rosto, vestindo um uniforme, sacou uma arma e apontou para minha cabeça. 

_Ligue para os inspetores. - ele gritou para alguém que estava dentro da casa. 

_Não vim aqui para criar problemas. - eu disse, levantando as mãos. _Só quero falar com Jungkook.  

Jungkook veio até a porta. O guarda se interpôs entre nós.

_Não se aproxime.

_Está tudo bem, falarei com ela. - disse Jungkook.  

O guarda pressionou o fone em sua orelha. Estava escutando o que alguém lhe dizia e respondia com "sim, senhor". Jungkook e eu trocamos um olhar. Ele deu de ombros.

A atitude do guarda mudou.

_Parece que hoje é seu dia de sorte. - disse ele. _Farei apenas uma revista, se não se importar. 

Ele guardou a arma no coldre e apalpou meu corpo. Em seguida, retirou um detector de armamentos de um coldre preso à sua coxa e o manipulou ao redor do meu corpo. Sem encontrar nada, o guarda voltou para dentro de casa, deixando Jungkook sob o batente.

_Oi. - disse ele, sorrindo.

_Jungkook. - eu retribuí o sorriso. Era ótimo poder ver o rosto dele novamente. E ele estava sorrindo para mim. Isso me dava esperança.

_O que você quer?

_Achei que poderíamos conversar.

_Sobre o que? 

_Sobre tudo o que aconteceu. Há muitas coisas a explicar.

_Isso é uma brincadeira?

Meu coração parou durante um segundo.

_Jungkook?

Ele inclinou a cabeça, com um olhar curioso.

_Qual é o seu nome? 

_Não finja que não me conhece.

Ele esfregou a nuca.

_Por acaso algum dos meus amigos a convenceu a vir até aqui para falar comigo? 

_Ah, eu já entendi. - eu disse, cruzando os braços. _Você não me perdoou.

Ele simplesmente olhava para mim. Não cederia um milímetro.

_Achei que talvez você pudesse entender. - eu disse. _Depois de tudo o que aconteceu.

A expressão no rosto dele ficou mais séria. 

_Me desculpe. - disse ele. _Eu... não conheço você. 

Minhas mãos ficaram geladas. Ver o rosto que eu conhecia tão bem, olhando para mim com aquela expressão vazia... era algo que cortava minha carne até os ossos. O que tinha acontecido? 

_Jungkook? Você realmente não se lembra? Não se lembra de nada?

Ele balançou a cabeça negativamente.

_Cavalgar no rancho? O parque... o Seul Center? 

Ele continuou a negar. Parecia sentir pena de mim.

_Não estou louca. Procure em seu celular. Você tirou uma foto ao meu lado.

Jungkook apertou os olhos, como se estivesse tentando alcançar alguma coisa em seu passado, mas sempre voltava de mãos vazias. Ele não se lembrava de mim. 

Não sei se havia alguma coisa no mundo que poderia doer mais. 

Eu era invisível. 

O senador Jeon veio até a porta, com um braço suspenso por uma tipoia.

_S/N. 

Eu recuei um passo.

_Você a conhece? - perguntou Jungkook. 

O senador veio em minha direção. Eu continuei a recuar. Ele tocou meu ombro.

_Está tudo bem, S/N. Entre.

Ele colocou o braço saudável ao redor do meu ombro e me conduziu para o enorme saguão. O guarda-costas mantinha a postura firme no canto da sala. Eu vi a sala de estar através de uma porta em forma de arco, e havia lenha queimando na lareira. 

O senador se dirigiu a Jungkook. 

_Precisa falar com a minha convidada a sós.  

Jungkook assentiu. Antes de nos deixar, ele deu uma última olhada em mim por cima do ombro. Eu esperava, com todas as minhas forças, que ele conseguisse mostrar qualquer sombra de lembrança. Qualquer coisa. Mas seu rosto dizia que eu era apenas uma curiosidade.

O senador Jeon tocou meu braço e me levou até seu estúdio. Lá, indicou a cadeira forrada de couro e fechou a porta. Eu preferi continuar em pé, atrás da cadeira. Não tinha certeza de que podia confiar nele.

_Então, agora você conheceu meu neto. - ele disse.

_O que aconteceu com ele? - sentia meu lábio inferior tremendo. 

Ele apontou para a porta.

_Aquele é meu verdadeiro neto. O verdadeiro Jeon Jungkook. - ele gemeu enquanto se sentava à sua escrivaninha e ajustava sua tipóia. 

Eu ouvi aquelas palavras, mas elas não faziam sentido.

_O verdadeiro Jungkook? 

Em seguida, como se alguém houvesse diminuído o volume, tudo ficou em silêncio.

Apenas um relógio antigo de vidro que estava sobre a mesa do senador se atrevia a emitir um som. O tique-taque era incessante, sincronizado com o movimento das três bolas douradas que havia dentro do aparelho e giravam para frente para trás. Para frente e para trás. A velocidade com a qual as peças se moviam era estonteante, como se elas estivessem confusas sobre a direção em que deveriam seguir.

Alguém gemeu. Fui eu.

Os olhos do senador se estreitaram. Ele confirmou com o movimento de cabeça.

_Eu nunca estive com verdadeiro Jungkook antes? - perguntei.

O senador balançou a cabeça negativamente.

_Apenas com seu corpo.

Minha mão subiu até cobrir minha boca.

Ele assentiu outra vez.

Eu me apoiei no encosto da cadeira.

_Então... havia alguém dentro do Jungkook... usando seu corpo. 

_Correto. - o senador estava esperando que o absorvente o choque. 

Quem? Quem queria usar o corpo de Jungkook por todo aquele tempo? Então, eu entendi. Não. Um arrepio percorreu meu corpo. O pensamento era horrível demais para dizer.

_O velho. - disse o senador.

Segurei a cabeça com as mãos. Não. Não ele. Jungkook? Minha mente estava girando mais rápido do que as bolas douradas dentro do relógio.

_Mas eu vi o velho quando ele foi até a instituição. - eu disse. _Como ele poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo? 

_Aquilo aconteceu depois que o contato com o governo foi fechado. Ele saiu do corpo do Jungkook.

_E o anúncio? Foi ao ar antes da visita à instituição.

_Estava pré-gravado.

Precisei respirar fundo.

_Por que você permitiu que isso acontecesse? 

_Ele estava usando o meu neto como refém, mas Jungkook nunca soube de nada. Apenas sua avó e eu sabíamos. Ele fez isso para me forçar a apresentar o acordo entre o governo e a BH Corporation.

_Jungkook nunca foi até a BH para assinar um contrato? 

O senador balançou a cabeça.

_O velho sequestrou Jungkook e implantou o chip em meu neto. Jungkook não tem consciência do que houve. Ele pensa que esteve doente durante esse período.

Eu passei as mãos pelos cabelos. Durante todo aquele tempo pensei que eu fosse a fraude a componesa fingindo ser uma princesa. Mas, na verdade, quem estava disfarçado era o príncipe. Durante todo aquele tempo, havia um ogro disfarçado de príncipe. Em meu mundo,  nada era o que parecia. E eu não sabia se conseguiria voltar a confiar em alguém. 

O senador colocou a mão em meu ombro.

_S/N, quero que você saiba que estou pressionando a promotoria para retirar as acusações contra você. 

Eu havia me esquecido completamente dos assuntos relativos a mim.

_E preciso pedir um favor.

_O que? - eu não conseguia sequer imaginar o que poderia fazer por ele.

Ele aproximou seu rosto do meu, com aqueles olhos grandes e aflitos me encarando, o hálito com o cheiro amargo de tabaco. 

_Não diga nada sobre o que aconteceu para meu neto. Jamais.


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Saí da casa de Jeon sem voltar a ver Jungkook. Andei pelo caminho ladeado pelas roseiras de cores vivas que zombavam de cada passo que eu dava. Garota idiota. Como pude não perceber? 

Meus joelhos fraquejaram. Eu caí no chão,  sentindo que havia um buraco horrível e vazio se formando dentro de mim. Apertei meu estômago com as mãos para fazer a dor parar.  Nunca mais haveria qualquer reencontro com Jungkook. Ele não era real. Nada do que fizemos foi real.

As lágrimas que saíam do meu rosto ardiam.

Ele nunca foi real. Estava perdido para sempre. Como minha mãe e meu pai.

Meu pai.

Ah, papai. Sinto tanto sua falta.


Notas Finais


Eu disse que o tombo ia ser real... :')

Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo


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