História Survive Will Be Just The Beginnin (BTS) - Capítulo 36


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Visualizações 31
Palavras 1.920
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Survival, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Capítulo duplo, bebês. u.u

Tenham uma boa leitura, fadxs.

Capítulo 36 - Se você soubesse


Fanfic / Fanfiction Survive Will Be Just The Beginnin (BTS) - Capítulo 36 - Se você soubesse


CAPÍTULO 36


Passei a noite inteira relembrando cada coisa que Jungkook fez e disse, mas as imaginando como se fossem obra do velho. O Club Lotus, o rancho, a cerimônia de gala. Depois de reviver todos aqueles momentos várias e várias vezes, eu queria ficar o mais distante possível daqueles lugares. Assim, na manhã seguinte, levei Namjoon para nossa nova casa de férias nas montanhas. Vestimos nossas blusas de lã e casacos e fomos para o norte. 

A segunda casa de Micha era um chalé amplo de dois andares, construído em uma área grande e com uma vista panorâmica do lago ao fundo. Diferente da mansão, havia poucas coisas a ali que lembrassem Micha e Taehyung. Nenhum retrato ou álbum de fotos. Eu não estava tentando esquecê-los, mas o fato de não ter que ver os rostos deles fazia com que sentisse que a casa era realmente nossa. 

Namjoon praticava pescaria no lago enquanto eu ficava sentada em uma pedra,  pensando sobre o quanto havia ganhado e o quanto havia perdido. Tudo começou com o velho usando o senador Jeon para forçar o acordo entre o banco de corpos e o governo.  Para obrigar o senador a cooperar, ele teve que sequestrar Jungkook e usar seu corpo como refém. Micha não sabia de nada daquilo, mas descobriu que o senador tinha planos para fechar aquela negociação. Assim, ela alugou meu corpo para poder matá-lo. Ela queria impedir o acordo e expor a BH publicamente pela primeira vez, na pior de todas as situações possíveis, mostrando que o corpo de uma doadora poderia ser usado para matar. Quando ela e Neyon alteraram o nosso chip, desativando a proteção que impedia assassinatos, o velho percebeu a diferença no sinal e descobriu o plano de Micha. Como o velho já estava dentro do corpo de Jungkook, ele usaria o corpo de Jungkook para descobrir mais sobre o plano de Micha.  

Foi quando ele foi a seguiu ao Club Lotus,  falou com ela no bar e marcou encontro no rancho. Mas, quando Neyon alterou a programação do chip, ele também fez com que o aparelho apresentasse um comportamento instável. Aquilo fez com que Micha perdesse o controle sobre meu corpo no Club Lotus, e o velho, dentro do corpo de Jungkook, percebeu quando tudo aconteceu.

Foi quando eu o encontrei. Ele iniciou um relacionamento comigo para manter Micha sob vigilância, para ter certeza de que não mataríamos o senador antes que ele conversasse com o presidente. E para ver como eu me adaptava à mudança no dispositivo de proteção contra assassinatos no chip. Quando conseguimos estabelecer uma comunicação e Micha surgiu na minha cabeça, ele percebeu que aquilo seria um recurso extremamente valioso,  particularmente para o governo. 

Tudo que ele fez foi uma farsa. Fingindo ser um jovem verdadeiro visitando sua bisavó,  fingindo gostar de mim para que eu confiasse nele. Os momentos que passamos em seu rancho, em seu carro. Somente mentiras. Ele interpretou seu personagem melhor do que qualquer ator de filmes. Fingindo que queria tocar meu rosto, segurar minha mão, me beijar.

Quando fizemos amor...

Cobri a boca com a mão. Mas não havia qualquer maneira de apagar aquela lembrança. 

Eu estava enjoada. Adorei o tempo que passei com Jungkook, mas achava que seria melhor sentir ódio, ainda mais agora, que sabia que todos aqueles momentos não passavam de um jogo do velho, que queria apenas me usar como se eu fosse um brinquedo. Eu me sentia dividida. Por um lado, queria guardar aquelas memórias em uma caixa de preciosidades. Por outro, queria queimar tudo até sobrarem apenas cinzas.

Procurei concentrar a minha atenção em Namjoon, que lançava sua linha na água. Suas habilidades de pescador estão melhorando. Pelo menos em relação a Namjoon eu conseguia me sentir em paz. Era ótimo saber que ele nunca mais sentiria fome, nunca mais teria que dormir no chão sujo e frio e que ele não morreria. Inspirei a fragrância de pinheiros do ar frio. Aquilo me dava uma sensação incrível de pureza. Eu tinha sorte por estar ali, grata por ter duas casas. Decidi parar de pensar sobre tudo, exceto a beleza que havia naquele lugar.

_Nam! -eu gritei. _Vou preparar um chocolate quente. 

Ele fez um sinal afirmativo com a cabeça.

Eu subi os degraus da madeira que levavam ao quintal do chalé e entrei na cozinha quente. Conseguia ver Namjoon pela janela que ficava acima da pia. Tirei minha jaqueta e coloquei sobre o encosto da cadeira. Abri o armário e peguei o pó para o chocolate quente e duas canecas. Coloquei algumas colheres de pó em cada uma das canecas e abri a torneira com água quente e filtrada. Água infinita. Para sempre.

Enchi as canecas e as coloquei no balcão. Foi quando percebi algo estranho. Algo que não encaixava com o restante do cenário, sobre o balcão, à direita da pia. 

Um ramo de orquídeas amarela. Com manchas roxas, como a pele de um leopardo.

Senti um aperto no peito. Era a mesma espécie de orquídea que Jungkook, o velho, me deu durante o piquenique no rancho. 

Como aquelas flores tinham ido parar ali? 

Olhei para a janela. Namjoon havia desaparecido. Sua vara de pescar estava jogada no chão. Senti o pânico subir pela garganta. Eu estava quase gritando quando fui até o parapeito da janela e o vi. Ele estava curvado,  pegando iscas dentro do balde. 

Soltei um suspiro de alívio. 

Naquele momento, ouvi uma voz em minha cabeça.

Olá, S/N.

Da mesma maneira que Micha costumava falar comigo. Mas era a voz de um homem. O velho. Aquela voz eletrônica assustadora que fazia meus dentes rangerem.

Senti um arrepio percorrer minha coluna.

Você é um sucesso enorme, S/N. A BH agora está fechada e o prédio será demolido nos próximos dias.

 _Onde você está? - meus olhos examinaram o lago onde Namjoon estava pescando. _Como pode estar dentro da minha cabeça?

Eu tinha um plano B, é claro.

_Um plano B?

Em outro lugar. 

Eu imaginei se poderia haver uma unidade de armazenamento portátil. Será que ele estaria por perto?

_Onde?

Gostaria de conhecer o lugar? Posso mostrar a você. 

_Então, por que você está dentro da minha cabeça? - eu não conseguia vê-lo em qualquer lugar nas proximidades. Comecei a abrir as gavetas da cozinha em silêncio.

Venha me encontrar, S/N.  

_Encontrá-lo? O que você quer comigo?  Sou apenas uma garota. 

Não mais. O chip em sua cabeça é único,  alterado por um dos melhores cientistas do mundo. Eu lhe oferecerei um salário enorme para que você se junte a minha equipe. 

_Não. Tenho tudo que preciso agora. - tentei parecer, forte mas o nervosismo que marcava minha voz me traía.

Você não sabe do que precisa.

Retirei uma enorme faca de açougueiro de dentro da gaveta. Minha mão tremia.

Espere até sentir o gosto do poder.

_Não estou interessada em sentir o gosto de nada que venha de você. 

Não desistirei tão facilmente. Como eu já disse antes, você é muito especial para mim.

 Expirei o ar, conseguindo até mesmo rir daquela situação, mas as palavras adiam como ácido. 

_Tudo que você quer é abrir minha cabeça para descobrir como ele alterou o chip.

Namjoon ainda estava pescando. Saí da cozinha e fui para o corredor, procurando pelo lugar onde o velho poderia estar escondido. 

Quero que você faça parte da minha equipe.  E você precisa de uma causa. Terá bons companheiros ao seu lado. 

_Você acha que eu conseguiria me encaixar em sua equipe? 

Seu amigo Neyon faz parte do nosso grupo. 

Foi quando eu me dei conta.

_Era Neyon que estava no helicóptero.

Você gosta dele. 

_Sim, gosto dele. Ele usa seu cérebro para ajudar as pessoas, não para machucá-las. - queria mantê-lo falando enquanto me esgueirava pelo corredor _Quer dizer que, durante todo aquele tempo todas, as coisas que você disse para mim, tudo foi sincero?

Muito do que eu lhe disse era verdade, mas não tudo. Se quiser descobrir quais partes eram verdadeiras, vem até onde eu estou. 

_Você mentiu para mim. O tempo inteiro, fingindo ser outra pessoa.

Examinei a sala de estar. Ele não estava lá. Pela janela da sala, percebi que Namjoon ainda estava bem, pescando do lado de fora. 

Não foi exatamente a mesma coisa que você fez?

Eu vacilei. Ele tinha razão.

_Eu não tive outra escolha.

Não é verdade. Você poderia ter recusado tudo que lhe foi oferecido. Mas significaria abrir mão do dinheiro. 

_Eu precisava usar o dinheiro para cuidar do meu irmão. - agarrei a faca com força,  atravessando a sala de estar em direção a um armário de casacos. Abri a porta. Ele não estava lá.

Se realmente quiser protegê-lo, você se juntará a mim. Prometo a você que nos próximos meses, nenhum menor estará a salvo sem minha proteção. Você nunca saberá quando sua vida se dissolverá. Um terremoto pode destruir sua casa. Ou um incêndio. A mulher que a adotou pode morrer em um acidente de trânsito e o governo confiscará sua casa. Tudo que você tem pode ser retirado em um único instante. Não se pode confiar em nada, apenas no poder. E eu posso lhe dar isso. 

Corri pelo corredor e subi as escadas.  Queria gritar com ele, mandá-lo calar a boca. O que ele queria dizer com "nenhum menor estará a salvo"? Passei pelo quarto Namjoon. O velho não estava lá.

Você acha que fez tudo aquilo pelo dinheiro. Mas eu a conheço melhor do que você conhece a si mesma. Você também fez isso para que pudesse viver como se fosse outra pessoa.

_Não me diga isso. - eu ironizei.

Dê uma máscara a um homem e ele lhe dirá a verdade. Quem disse isso?

_Você disse. - Cheguei ao topo da escada e andei pelo corredor, examinando os quartos.

Você não voltou à BH quando a conexão apresentou problemas. Você queria ser Micha. 

_Alguém me ameaçou. Disse que, se eu voltasse, seria morta.

E você quis acreditar nisso, de modo que pudessem viver como se fosse uma pessoa rica, mesmo que por pouco tempo.

Novamente, eu hesitei. Havia alguma verdade naquelas palavras, e admitir aquilo era constrangedor.

Eu posso lhe dar essa experiência de novo, S/N. Uma vida é muito mais interessante do que a de Micha.

Eu queria uma nova vida? Sim. Em outro lugar, em outra época. Não com ele.

_Não. - eu disse. _Não quero ser outra pessoa. Quero simplesmente ser eu mesma.  Seja lá o que for que você queira comigo, eu nunca aceitarei. Nunca.

Sua curiosidade a vencerá. Eu sou paciente. Posso esperar.

_Terá que esperar para sempre.

Olhei em outro quarto, segurando a faca na altura da minha coxa.

Ah, S/N. Se você soubesse. Você entendeu tudo errado. Na verdade, sou a pessoa tem as melhores intenções em toda essa história. 

O que? Como ele se atrevia a dizer aquilo?  Eu estava no ponto em que esperava que ele estivesse dentro de casa. Queria confrontá-lo,  arrancar sua máscara, aqui e agora.

A última porta estava fechada. Era meu quarto. Eu não me lembrava de ter fechado.

Andei lentamente na direção da porta e coloquei a mão sobre a maçaneta, a virando cuidadosamente. 

As cortinas de tecido leve e se moveram com a brisa. Ou alguém acabou de passar por elas? As portas duplas que levavam à sacada logo depois estavam abertas. Passei por elas e fui até a enorme sacada. Observando o gramado, o lago e Namjoon. O sol havia se posto e até mesmo os pássaros estavam em silêncio. 

Embora ele não disse nada, eu podia sentir a presença do velho dentro da minha cabeça.  Éramos nós dois, em uma disputa acirrada em um limbo. Minha respiração era o som mais alto,  seguida de perto pelas batidas do meu coração.

E eu senti quando ele se afastou.




Notas Finais


SOCORRO, BRASIL.

Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo.

Beijos ☻☻


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