História Survive Will Be Just The Beginnin (BTS) - Capítulo 38


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Visualizações 25
Palavras 1.849
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Survival, Suspense
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello, guys. Como estão?

Aqui estamos nós para mais um capítulo.

Tenham uma boa leitura. ❤

Capítulo 38 - Qual é a sensação?


Fanfic / Fanfiction Survive Will Be Just The Beginnin (BTS) - Capítulo 38 - Qual é a sensação?


CAPÍTULO 38


Minha mão foi até a parte de trás da minha cabeça e tenho certeza de que senti o chip sob a pele. Mas é claro que não o senti, ele estava instalado bem abaixo da placa de metal. Era apenas o tecido cicatrizado após a cirurgia,  impiedoso e duro.

Tentei não tocá-lo, no entanto, isso havia se tornado uma obsessão, como cutucar uma farpa enfiada na pele da palma da mão ou tentar arrancar uma unha lascada. Aquilo me assombrava o tempo todo, até aqui, preparando sanduíches na cozinha. A cozinha de Micha.

Embora ela estivesse morta e houvesse deixado sua mansão para mim, eu lembrava, dia após dia, que tudo era dela. todas as escolhas,  desde o azulejo Verde Mar à elaborada ilha no centro da cozinha gourmet, eram dela. Até a governanta, Daeyun, havia sido governanta dela.

Sim, foi Micha quem bolou o plano maluco para deter o velho, usando meu corpo para assassinar o senador Jeon. Tenho que dizer que me ofereci como voluntária para doar meu corpo. A culpa foi minha. Na época, eu estava desesperada para salvar meu irmão. Agora não podia mais voltar no tempo, nem me livrar desse chip horrível instalado em minha cabeça. Como eu odiava essa coisa! Era como um telefone no qual o velho poderia me ligar a qualquer momento. Era a linha direta entre eu e ele, S/NC. 

A última vez que o ouvi foi há dois dias,  enquanto observava sua preciosa BH Corporation ser demolida. Sua voz se parecia com a de meu pai, e ele até usava a mesma palavra código. Desde aquele dia, não consigo parar de pensar nisso. Porém ao ficar em frente ao balcão da cozinha, espalhando a última porção de manteiga de amendoim no pão integral, decidi que o velho só queria brincar comigo. Uma brincadeira cruel, é claro, mas não era surpresa, vindo daquele monstro.

_Terminou? - perguntou Daeyun. 

Sua voz encarquilhada de Older cortou meus pensamentos. Não a ouvi se aproximar. Há quanto tempo ela estaria me observando? Me virei para encarar o olhar de reprovação que ela trazia no rosto enrugado. Se essa fosse a minha vida de conto de fadas, e este fosse o castelo, ela seria a madrasta feia.

_Por hoje é só. Você está acabando com o estoque da minha dispensa.

Não era verdade. Havia preparado várias dúzias de sanduíches, mas nossa dispensa poderia nos alimentar por um mês. Coloquei o último sanduíche na máquina de embalar a vácuo, e o plástico filme envolveu o pão instantaneamente.

_Pronto. - eu disse, jogando o sanduíche dentro de uma bolsa de viagem.

Daeyun não esperou eu sair para começar a limpar o balcão. Ficou claro que eu arruinaria seu dia.

_Não podemos alimentar o mundo inteiro. - reclamou ela, esfregando manchas invisíveis.

_É claro que não. - fechei o zíper da bolsa de viagem e o coloquei no ombro. _Apenas alguns Youngers famintos.


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Enquanto colocava a bolsa de viagem no porta-malas do carro, o olhar de reprovação de Daeyun permanecia em minha memória. Como meus pais estavam mortos, a lógica seria que ela fosse mais gentil comigo. Mas, eu não sei por que, ela me culpava pela morte de Micha. Não foi minha culpa. Na verdade, Micha quase fez com que eu fosse morta. Fechei o porta-malas com força. Daeyun só continuou na casa porque adorava Namjoon. Tudo bem, eu não precisava dar satisfações a ela. Ela não era minha guardiã.

Minha mão foi até a parte de trás da minha cabeça, cocei outra vez a cicatriz do meu chip até me dar conta do que estava fazendo. Quando olhei para os meus dedos, as unhas estavam sujas de sangue. Soltei um gemido.

Tirei um lenço da bolsa de viagem e limpei os dedos. Em seguida, saí pela porta da garagem que levava ao jardim. Pedras cobertas de musgo, levavam até a casa de hóspedes coberta por roseiras. O lugar estava tranquilo, não havia movimentação detrás das janelas. Bati na porta para ver se ele havia voltado, mas não obtive resposta.

A maçaneta girou com um rangido. Coloquei a cabeça para dentro da porta. 

_Jimin?

Eu não entrava na casa dele desde que nos mudamos para a mansão. O lugar estava com cheiro de Jimin, uma mistura de tintas e madeira recém-cortada. Até quando morávamos em prédios abandonados, ele sempre deu um jeito de cheirar bem.

Entretanto, o que realmente identificada que o lugar pertencia a Jimin eram seus desenhos maravilhosos que cobriam as paredes. O primeiro mostrava um Younger com os olhos famintos e assustados. Vestiam camadas de roupas esfarrapadas, com garrafas de águas presas ao corpo e lanternas em seus braços.

Na imagem seguinte, três youngers brigavam por uma maçã. Um deles estava deitado no chão, machucado. Essa era minha vida a meses atrás. O próximo desenho era ainda mais difícil de olhar.

Meu amigo Yoongi. Um Younger que tive a esperança de resgatar. Falei sobre ele a Jimin e o tempo que passamos juntos na instituição 37, o lugar que parecia ter sido criado dentro de um pesadelo. Onde os inspetores me trancafiaram com outros Youngers sem família. O desenho mostrava Yoongi após desviar a atenção dos inspetores, que estavam focado em mim, se agarrando a cerca de arame farpado antes de morrer. Jimin nunca chegou a conhecê-lo, mas a maioria dos Youngers que moravam nas ruas estavam familiarizados com o desespero e a coragem. Ele retratou o sacrifício incondicional nos olhos dele.

Esse desenho ficou borrado no meu campo de visão. Eu nunca encontraria um amigo tão leal quanto a Yoongi, mesmo se vivesse um milhão de anos. Ele me deu tudo e eu o decepcionei.

Foi minha culpa.

Alguém entrou na casa de hóspedes. Virei o rosto e vi que era Namjoon.

_S/N.

Enxuguei os olhos rapidamente. Ele veio em minha direção e colocou o braço ao redor dos meus ombros. Jimin estava atrás dele, sob o batente da porta, sorrindo. Em seguida, fechou a porta e colocou sua bolsa de viagem no chão.

_Você voltou! - olhei para Jimin.

Ele afastou o cabelo da frente do rosto e pareceu surpreso com a preocupação na minha voz. 

Namjoon se afastou.

_Onde você estava? - perguntei.

Jimin havia sumido desde que a BH foi demolida. Ele deu de ombros.

_Precisava de um pouco de espaço.

Ele não diria nada enquanto Namjoon estivesse por perto. Ele havia me visto de mãos dadas com Jungkook, o neto do senador Jeon, dois fantoches do velho.

_Escute. O que você viu... não significava nada. - disse em voz baixa. _E você, você e Yuna. 

_Acabou.

Ficamos nos olhando um para o outro. Namjoon estava no meio de nós, olhando para mim e para Jimin. Tentei pensar em alguma maneira de explicar meus sentimentos, porém,  para ser sincera, não sabia o que sentia. O velho, Jungkook, Jimin... tudo estava muito confuso.

Meu telefone soltou um bip para me lembrar que tinha três mensagens na minha caixa de entrada e eu ainda não havia lido.  

_Alguém está louco para falar com você? -  perguntou Jimin.

As três mensagens foram enviadas por Jungkook. Ele estava tentando entrar em contato comigo desde o dia em que o vi na destruição da BH. 

_É ele, não é? - disse Jimin.

Coloquei o telefone de volta no bolso,  inclinei a cabeça e olhei para ele com uma expressão de "não me provoque".

Namjoon estava ficando ansioso no meio de nós.

_Ok... - disse Namjoon, falando arrastado  com os olhos arregalados. _S/N, nós vamos ao shopping. 

_Sem pedir minha permissão? - agarrei a alça da bolsa e a coloquei sobre o meu ombro.

_Ele implorou. - disse Jimin.

_Você vai com a gente, não é? - disse Namjoon. 

_Adoraria, mas preciso ir em outro lugar.

_Aonde? - perguntou Jimin. 

_Ao nosso antigo bairro, alimentar os Youngers. 

_Quer ajuda?

_Por que? Você acha que eu não consigo fazer isso sozinha? 

Assim que cuspi aquelas palavras ríspidas, desejei poder voltar no tempo. Jimin ficou bem magoado. Namjoon ficou de queixo caído, percebeu o clima tenso. 

_Me desculpe. - disse a Jimin. _Obrigada por querer me ajudar. De verdade. Mas vou me virar. Vão ao shopping.

_Você poderia ir almoçar com a gente. 

Ele fez a melhor cara de "por favor, por favor!". Namjoon estava fazendo o que podia para que ficássemos juntos, éramos como um pai e uma mãe para ele. O que eu queria de verdade era fazer com que nossos pais surgissem num passe de mágica, queria ter nossa família de volta. No entanto, tinha que me contentar em atender ao pedido do meu irmão.


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Equilibrava na bolsa de viagem no ombro enquanto abria a porta do prédio comercial abandonado, que serviu de casa para Jimin e para mim e também para Yuna enquanto alugava meu corpo para uma Older. Entrei no saguão e vi a mesa de recepção vazia, como sempre. Nunca admitiria para Jimin que meu coração estava batendo mais forte. Mais rápido. Prendi a respiração para tentar escutar sinais que indicavam perigo. Eu conhecia o lugar, mas as coisas mudaram. Quem eram os Youngers que moravam aqui agora? 

Fui até a mesa de recepção para ter certeza de que não havia ninguém escondido atrás dela, pronto para atacar. A área estava limpa. Coloquei minha bolsa de viagem sobre o balcão, abri o zíper e tirei um pano de dentro dela. Enquanto limpava o balcão, ouvi passos atrás de mim. De repente, alguém passou correndo e pegou minha bolsa. 

_Ei! - gritei.

_Um Younger pequeno e gorducho correu para a saída, agarrando minha bolsa contra o corpo. Vários sanduíches caíram no chão.

_Os sanduíches seriam divididos entre todos,  seu ladrãozinho! - Eu berrei para ele.

Ele atravessou a porta como um raio. Eu nunca conseguiria pegá-lo. 

Saí rapidamente de trás da mesa da recepção e me abaixei para pegar a comida que havia caído. Estava quase pegando o último quando alguém pisou na minha mão.

_Para trás. - era uma Younger, talvez um ano mais velha que eu. 

Ela empunhava uma tábua como se fosse um bastão de beisebol. Pronta para atacar. Os pregos enferrujados na ponta da tábua me convenceram a não brigar. Fiz que sim com a cabeça. Ela aliviou a pressão no pé sobre a minha mão e eu recuei.

_Pode pegar. - eu disse, indicando o sanduíche esmagado.

Ela o agarrou, e também os outros dois que estavam no chão. Mordeu os sanduíches sem se preocupar em desembrulhados, fazendo muitos ruídos. Magra, com cabelos curtos e sujos. Provavelmente algum dia ela foi uma garota de classe média, assim como eu.

Já estive faminta daquele jeito, mas ninguém foi ao meu prédio para me dar comida.  E agora eu sabia o motivo. 

Ela engoliu.

_Você. - ela se aproximou e tocou meu cabelo. _Você é uma metal, não é? 

_Uma o que?

_Você sabe. Metal. Uma daquelas pessoas do banco de corpos. Você tem um chip na cabeça. - ela deu mais uma mordida no sanduíche, dessa vez tirando o plástico que o envolvia. _Qual é a sensação? 

Ela andou para frente para ver atrás da minha cabeça.

Eu estava usando as roupas menos chamativas que encontrei no armário, mas não consegui disfarçar minha pele que estava empecável, o cabelo brilhante e minhas feições perfeitas. Para o resto do mundo, era claro que eu havia me tornado uma espécie de escrava com chip na cabeça. 

_De alguém ser o meu dono.



Notas Finais


S/N querendo ajudar o povo e só se fode 🤣🤣🤣

E esse rola ou não rola com o Jimin? Nada a declarar.

Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo.

Beijos ❤😊


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