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História Survivers - Capítulo 14


Escrita por: CheetahKill

Notas do Autor


Boa leitura, mais revelações do passado espero que gostem

Capítulo 14 - Flash back parte 2


Fanfic / Fanfiction Survivers - Capítulo 14 - Flash back parte 2

 

   POV. Eduarda

Olho de um lado para o outro daquela garagem, já estava de manhã então resolvi acordar as meninas.

- aí, acorda já é de manhã - falo batendo na lataria da caminhonete, Tessa quase pula do banco do motorista atordoada

- bom dia - fala bocejando, olho para a traseira da caminhonete e vejo Júlia descer a mesma passando as mãos no seu cabelo.

- dia - fala de cara fechada

- Comem alguma coisa e vamos pra estrada - falo me encostando no carro.

Espero elas comerem e logo já estávamos com o carro na estrada, indo direto pela rota de West point. Estávamos em silêncio enquanto Júlia dirigia.

- Então... - Tessa tenta puxar conversa, desvio meu olhar da janela e olho pelo retrovisor - oque vocês faziam antes disso tudo?- pergunta olhando para mim, suspiro.

- eu trabalhava em uma mecânica perto do centro - falo simples e volto minha atenção na estrada

- e você? Trabalhava com oque?- pergunta olhando para Júlia

- eu fazia entregas e as vezes ajudava na mecânica do nosso primo - lhe explica e Tessa assente interessada

- legal - fala e o silêncio nos toma novamente

- e você? Trabalhava, estudava, fazia oque da vida?- pergunta Júlia a olhando pelo retrovisor

- bom, eu trabalhava em uma farmácia e estudava psicologia antes de ter o Nathan - fala sorrindo de leve

- Nathan? Ele é o seu filho?- pergunto e ela assente sorrindo fraco

- quando eu engravidei do Nath o pai dele não quis assumir, então tive que me virar com algumas economias - fala cabisbaixa, mas logo sorri novamente - ele é um menino muito especial, é tudo que eu tenho - desvia o olhar e olha para a janela o carro.

- vamos encontra-los - falo a motivando

- espero que sim - fala e ficamos em silêncio escutando apenas a brisa na floresta.

POV. Júlia

- chegamos - falo encostando o carro perto da estrada - é ali que eles estão - aponto para uma casa com arame farpado contornando a mesmo.

- como vamos entrar?- pergunta Tessa seria, a olho e...

- se esconde - Eduarda puxa mochila de Tessa fazendo ela se agachar no meio do mato, me abaixo rapidamente atenta.

- mas oque...- Eduarda tampa sua boca rapidamente, ela aponta para frente.

Avisto um grupo de homens que usavam turbante que cobriam seu rosto parcialmente, eles estavam muito próximos de nós.

- tive uma ideia - sussurro e elas me olham

- vai pela mata e tenta distrai-los - falo para Tessa que assente confusa - Eu e a Eduarda vamos matar eles e pegar as roupas - explico e elas assentem - certo, vamos - falo e logo Tessa começa a se esgueirar pela mata da floresta.

Eduarda e eu vamos nos aproximando entre as plantas devagar para não chamar atenção. Esperamos Tessa chamar a atenção deles e nós aproximamos rapidamente dos mesmos.

- ei, escutou isso?- pergunta o da esquerda.

- sim, vamos dar uma olhada - fala se virando para o barulho que vinha da mata.

Eduarda rapidente pega sua faca e finca a mesma na cabeça do cara de branco, faço o mesmo com o outro.

- vamos, se veste - falo despindo o homem morto rapidamente.

Terminamos de colocar roupa toda branca junto com o turbante, colocamos os homens no meio da grama alta.

- mas e eu? Não tenho roupa - fala Tessa intrigada

- você vai ser a nossa prisioneira - fala Eduarda pensando rápido - podemos te entregar para eles e provavelmente eles irão te colocar junto com as crianças - concordo

- mas e se eles me matarem?- pergunta preocupada

- eles não costumam sujar as mãos, os guardas fazem isso. Só que eles não trazem guardas para o ritual - explico e ela assente.

- certo, espero que dê certo - fala e suspiro

- eu também, vamos - falo pegando seu braço de leve, Eduarda faz o mesmo com o outro braço.

- espero que dê certo - suspira nervosa

- vai dar - falo confiante começo a caminhar segurando o seu braço.

- tá vendo alguma coisa?- sussurro para Tessa que olhava atentamente para dentro do casa.

- tem muita gente - fala nervosa olho para os lados atentamente

- foque no plano e será tudo certo - sussurra Eduarda parando em frente a um encapuzado.

- irmãos - ele fala com uma voz grave

- irmão - falo com a voz grossa, olho para Tessa tentando parecer fria - trouxemos uma prisioneira

- hmmm - ele a olha de cima a baixo

- a encontramos tentando passar pela estrada principal, ela é mãe de um dos divinos - fala Eduarda se referindo as crianças.

- interessante, o Tim vai gostar disso - fala e parece que ele sorri por de baixo do pano - ele está no escritório se preparando para o sacrifício - indica apontando para uma porta próxima ao pequeno corredor

- certo, até o sacrifício irmão - falo seria e começo a puxar Tessa "fortemente pelo braço

- até logo irmãos - fala balançando a cabeça de leve.

- acho que eu me caguei - fala Tessa tremendo

- fique tranquila, vai dar tudo certo é só ficar quieta - fala Eduarda e paramos em frente a porta do pequeno escritório - tente parecer desesperada pelo seu filho, nós cuidamos do resto - fala a confortando, ela assente e suspira

Bato na porta e logo ela se abre aparecendo a imagem de uma pessoa toda de branco sem a túnica na cabeça essa vez.

- trouxemos uma prisioneira - falo com a voz grossa

- entre, irmãos - fala e abre espaço para entrarmos, passamos pela porta entrando no pequeno escritório que só continha uma mesa média e uma cadeira em frente a mesma.

- irmãos, oque os trazem aqui?- pergunta Tim mostrando seus dentes amarelos, faço uma careta por de baixo da túnica mas logo respondo;

- a encontramos perto da estrada, pai - falo empurrando Tessa para frente o fazendo olhar para ela atentamente.

- hmmm, interessante - ele se levanta da cadeira dando a volta pela mesa e fica de frente para Tessa - você é a pequena Tessa, não?- pergunta passando os dedos pelo seu rosto pálido, sinto uma repulsa na hora- quando eu faço uma pergunta você responde, pequena - ele fala sorrindo para ela

- cadê o meu filho seu desgraçado - fala entre dentes

- oh, querida - ele passa seus dados pelo pescoço de Tessa que treme - ele será levado aos céus, irá ser purificado e nós treta prosperidade - fala calmamente olhando para os seios de Tessa descaradamente

- DEVOLVE O MEU FILHO, SEU PORCO - grita cuspindo em sua cara, ele se afasta limpando rosto olho para Eduarda preocupada

- sua vadia imunda - ele da um tapa estralado em sua bochecha, ela cai no chão chocada assim como nós - agradeça por ainda estar viva - ele rosna e logo volta a se sentar em sua cadeira

- oque fazemos com ela pai?- pergunta Eduarda e ele a encara sorrindo

- fazem bom proveito dela, mas peguem leve eu quero ela perfeita para mim - fala sorrindo malicioso

- sim, senhor - falo parecendo interessada

- se comporte querida, vamos nos divertir bastante depois - fala sorrindo mais ainda quando a agarramos pelo braço a empurrando para a porta aberta

- ele é um puta de um sádico, filho da puta - fala Tessa quando entramos em uma sala vazia e longe das demais.

- vamos para a fase 2 do plano - sussurro olhando para a pequena sala isolada - tome - lhe entrego uma roupa igual a minha - eu peguei quando passamos pela sala branca - falo lembrando da sala solitária e branca.

- certo - ela começa a colocar a roupa por cima a sua - e agora oque fazemos?- pergunta nos olhando

- vamos até a sala dos sacrifícios e acabaremos com esses putos - fala Eduarda pegando sua pistola na mão, verificando o carregador, escutamos um barulho de sino alto.

- vamos, eles já irão iniciar - falo saindo pela porta rapidamente.

POV. Eduarda

Entramos em fila com os demais integrantes da seita, seguimos até uma sala aberta com um círculo desenhado no chão, olho em volta e vejo as crianças amarradas com correntes todas enfileiradas em frente ao círculo, todas estavam choramingando.

- é aqui que se inicia mais uma purificação meus filhos - Tim aparece vestido de vermelho sangue e com um sorriso no rosto

- salve ao Pai, Gloria ao nosso pai - fala todos juntos, fico quieta

- hoje nos renovaremos, hoje é o dia - ele anda em volta de nós calmamente - o dia em que nos seremos nomeados pelo senhor - fala com as mãos para cima como se chamasse alguém, cara maluco eu hein.

- glória ao Pai de todos - fala todos novamente, começo a me preocupar

- vamos iniciar o sacrifício - fala Tim para um homem magro ao seu lado, ele esteve vestido de vermelho também.

O magrelo pega uma das crianças pelo braço e tira sua corrente, o mesmo a joga no meio do círculo, era um menino pequeno.

- quem irá começar ?- pergunta Tim sorrindo largo

- eu, pai - uma pessoa gorda fala e tira sua túnica mostrando o seu rosto

Ele se aproxima da criança e a agarra pelas pernas, a criança se debate assustada e o homem logo pega uma faca e enfia no pescoço da criança a fazendo a mesma se engasgar com o próprio sangue.

Vejo Tessa tremer fortemente ao meu lado e tento me manter firme. As crianças choram desesperadas, vejo Laura entre elas e tento me manter seria, estava preocupada com esse monte de gente na minha volta.

- QUIETOS - grita Tim olhando para as crianças - próximo - fala e logo mais uma pessoa pega uma criança e a leva pro meio do círculo, Tessa fica tensa ao meu lado, é o Nathan.

- me dê a vida divina - fala a pessoa levantando sua faca para acertar a criança.

-NAO - Tess grita e atira na pessoa que estava prestes matar o seu filho

- SAO TRAIDORES, MATEM-NOS - grita Tim correndo para a saúde rapidamente, enquanto os seus seguidores nos atacam com facas e machados.

- TIRE AS CRIANÇAS DAQUI - grita julia para Tessa que corre até as crianças enquanto atirando nos seguidores.

Continuo atirando nas pessoas até restar ninguém, paro ofegante olhando os corpos estirados no chão ensanguentado.

- vamos - Júlia me chama e corremos em direção a que Tessa tinha seguido com as crianças.

Corremos pelo extenso corredor até sairmos da casa, tinha somente 5 crianças incluindo laura na frente da mesma. Nós aproximamos rapidamente deles.

- Ju - Laura corre em nossa direção e abraça Júlia fortemente chorando forte - pensei que nunca mais irá ver vocês - fala me abraçando junto com Júlia, sorrio com os olhos marejados.

- Vocês.. - Tessa sorri para nós feliz segurando a mão de seu filho.

- AINDA NAO TERMINOU - escutamos alguém gritar e logo ouvimos tiros, pego Laura nos braços e me jogo no chão em cima dela.

 

Quando olho para onde as crianças estavam já era tarde, todas estavam mortas, Tessa segurava seu filho nos braços, eles estavam anexados no chao

- EU SOU O PAI DE TODOS, VOCES IRAO QUEIMAR - grita ainda atirando em direção às crianças.

Saio de cima da Laura, ainda no chão pego minha pistola e vejo que só tinha uma bala, que merda.

Miro em direção ao Tim que atirava sem parar pra tudo quer quanto que tinha movimento, me preparo e dou um tiro certeiro em seu peito

- ARGH - ele cai no chão.

Me levanto e ando rapidamente até ele, coloco meu pé em cima do seu ferimento e ele agoniza de dor.

- não existe essa merda de purificação - cuspo em seu rosto e enfio minha faca em sua cabeça.

Suspiro e saio de perto do corpo morto de Tim, ando até Júlia e Laura e verifico se elas estão bem.

- estamos bem - fala Júlia com as mãos no ombro de Laura que olhava tudo assustada - aí meu deus - fala Olhando para um ponto fixo atrás de mim

Olho para trás e vejo em meio aos corpo a as crianças mortas, Tessa segurava o seu filho nos braços chorando. Corremos até ela e me entristeço quando vejo a pior cena que alguém poderia ver.

Tessa segurava eu filho morto em seus braços, ela chorava cuposamente chegando a se engasgar com o próprio choro.

- não, não, meu filho, nao - fala agarrada ao corpo morto de seu filho.

- Tess - Júlia coloca a mão em seu ombro - eu sinto muito - fala baixo

- não, não - fala chorando mais forte ainda.

- temos que sair daqui - falo vendo alguns corredores na mata, eles estavam próximos.

- não - lamenta Tessa, me agacho em sua frente e a olho firmemente

- Tessa, ele morreu, precisamos sair daqui ou seremos as próximas - falo e ela me olha com os olhos marejados.

- não posso deixar ele aqui - fala chorosa

Suspiro, a afasto da criança e a pego no colo, me levanto com o mesmo no colo.

-vamos embora - falo e começamos a correr pela estrada.

- meu pequeno Nathan - lamenta Tessa em frente ao túmulo que devemos para Nathan

Ficamos em silêncio enquanto ela lamenta, já havia se passado um dia depois de toda aquela merda. Estávamos em um campo aberto em frente ao recém túmulo de Nathan.

- você vem com a gente?- pergunto a ela e ela me olha com os olhos tristes.

- não - ela se levanta e fica de frente com nós - eu preciso seguir o meu caminho, preciso me descobrir - fala sorrindo tristemente

- entendo - fala Júlia sorrindo para ela

Olho para o carro que estava estacionado a alguns metros de nós.

- vamos seguir pelo norte, tentar achar um lugar tranquilo - falo olhando para Laura que nos observava de dentro do carro.

- vão até santa marta?- pergunta sorrindo

- não pretendemos ficar na comunidade, você nos conhece - falo sorrindo de leve

- sim, espero que possamos nos ver novamente em situações melhores - fala Olhando para nós fixamente

- sim - fala Júlia concordando.

- eu tenho que ir agora - fala Tessa olhando para a mata aberta - aventuras me esperam nesse mundo - fala sorrindo debochada

- ate logo Tessa - falo e vou andando até o carro, entro no banco do passageiro e olho para Laura, que balançava suas pernas ansiosa

- bom - Júlia entra no carro no banco do motorista - vamos em frente?- pergunta nos olhando sorrindo.

- primeiramente - a interrompo olho para Laura sorrindo - qual é a primeira regra de sobrevivência, laura?- pergunta a olhando seriamente desta vez

- ah... - tenta lembrar

- vamos lá, você sabe qual é - Júlia a encoraja

- é bem, eu acho que é...- tenta lembrar

- seguir em frente, mesmo que não estejamos com você, só siga em frente - completo junto com Júlia sorrindo

- não importa oque aconteça com a gente, você deve seguir em frente sempre se lembre do que te ensinamos, isso a data uma pessoa melhor - falo sorrindo para ela

- certo, eu vou me lembrar disso - fala sorrindo.
 

Sempre siga em frente, mas lembre dos momentos bons...

Continua...






 



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