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História Surviving on the HELL - Sekai Sulay - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Hello amiguinhos <3
Estou aqui trazendo minha primeira fanfic do EXO.
Primeiramente gostaria de dizer que sou um fã recente e principalmente entrei nesse mundo a pouco tempo, então não estou 100% familiarizado.
Segundo, a história irá se passar numa ilha então coisas como a cultura coreana não serão relevantes aqui.
Terceiro, como já viram no título, a história é Sekai e Sulay, porém ainda assim ela terá menção a outros casais.
Quarto, a história tem elementos de fantasia, mas isso será explicado mais para frente.
Conforme as coisas forem acontecendo, eu vou explicando mais, já que esse é apenas o prologo... Espero que gostem e por favor não deixem de comentar se gostarem, além de favoritar a história, pois ajuda muito.
Beijos e boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo Parte 1


Embora em Seoul a estação do momento fosse o verão, o  dia amanhecera com um clima ligeiramente frio. Os fracos raios de sol, embora não emanasse muito calor, ainda tinha a capacidade de iluminar os céus de maneira eficiente, embora algumas nuvens negras começavam a se formar, cobrindo o mesmo pouco a pouco, preocupando algumas pessoas que já estavam acordadas e assistiam com desânimo o tempo se fechar. 

O que não era o caso de Jongin, já que esse dormia como uma pedra, largado de maneira espalhafatosa sobre um local pouco espaçoso...

O rapaz de pele morena e cabelos negros estava todo esparramado no sofá de sua sala, da maneira que podia, já que ele era relativamente maior que o item em questão, embora sua estatura não fosse realmente alta e sim o móvel que era relativamente pequeno. Ele não chegava a roncar, porém um leve assobio era audível conforme respirava e o mesmo se encontrava num sono tão pesado que um rastro de baba chega a escorrer de sua boca até seu travesseiro enquanto ele murmurava palavras desconexas por conta do sono que estava tendo. 

— Jongin, está na hora de levantar. — Sua mãe, lhe chamou de maneira não muito gentil enquanto chacoalhava o mesmo. — Anda logo filho. Ninguém mandou ficar assistindo séries até tarde da noite. Eu avisei que você precisava de uma boa noite de sono para acordar cedo. — Insistiu a mais velha sem muita paciência chacoalhando ele ainda mais forte.

O mais novo se mantinha na mesma posição, não movendo um músculo sequer, deixando sua mãe frustrada com a situação. A mesma o encarou pensativa e, com um sorriso discreto nos lábios ela o puxou bruscamente fazendo-o cair do sofá. Já no chão, Jongin olhava assustado para os lados tentando entender o que estava acontecendo e se sentindo tão desnorteado que o provável era de que ele não sabia nem o próprio nome.   Ao se dar conta do que lhe acontecera, o garoto olhou para sua mãe com pesar nos olhos.

— Isso era mesmo necessário? Por que não agir como uma pessoa normal e me acordar apenas me chamando? — O moreno perguntou indignado, fazendo a mulher revirar seus olhos enquanto este se espreguiçava tentando se livrar da preguiça matinal. 

— Como seu eu já não tivesse tentado isso. — Ironizou de forma ríspida. — Agora vá logo se arrumar, pois se a gente se atrasar e você perder o avião, você vai chegar no Reino Unido com o chute que eu vou dar na sua bunda. — Finalizou indo em direção à cozinha preparar o café da manhã.

—Mulher louca. — Jongin sorriu com a maneira “carinhosa” de ser da sua mãe. 

Ele se levantou com um pouco de dificuldade, afinal o sono ainda predominava cada célula de seu corpo. Depois de um longo bocejo acompanhado de uma também longa espreguiçada, o moreno se dirigiu ao banheiro que ficava no final do corredor de sua casa, entrando no mesmo e trancando a porta, por motivos de segurança afinal aquela casa não era muito conhecida no quesito privacidade. Ele retirou suas roupas, colocando-as no cesto de roupas sujas e em seguida rumou-se ao vaso sanitário para aliviar-se, já que passara a madrugada toda bebendo refrigerante, não indo ao banheiro nenhuma vez sequer.  

Depois de se esvaziar, Jongin seguiu em direção ao espelho do banheiro onde ficou encarando seu reflexo por algum tempo. Ele estava com seus cabelos desgrenhados e ligeiramente grandes e sua cara estava levemente amassada por conta da maneira que ele dormira no sofá, além de um pequeno, porém perceptível, rastro de saliva no canto esquerdo de sua boca que já estava seco e havia formado uma fina casquinha branca. 

Embora Jongin desse risada da atual situação em que se encontrava, o moreno se considerava uma pessoa bonita. Ele não era muito alto, com seus um metro e setenta e cinco de altura, e também não era musculoso. Ele tinha um corpo magro e liso, pois mesmo que quisesse, seus pelos só nasciam em baixo de suas axilas e nas regiões baixas. Seus cabelos eram negros, o que fazia um enorme contraste com sua pele pálida, embora visivelmente morena e bronzeada e além de possuir um belo par de olhos de cores castanho escuro. Um “projeto de barba” se formava em seu rosto, já que o mesmo estava há alguns dias sem se barbear, deixando ele com uma aparência mais séria e madura, o que ele tentava ser na maior parte do tempo, pois não tinha intimidade com muitas pessoas para mostrar o seu lado descontraído e brincalhão. Ele não chegava a ser a pessoa mais linda de sua cidade, na verdade ele não estava nem perto disso ainda mais concorrendo com seus irmãos, porém ainda assim ele era um jovem atraente aos olhos de algumas pessoas e ele se sentia bem com o seu corpo, embora fosse extremamente tímido e reservado. 

Depois de escovar seus dentes, o moreno se direcionou ao chuveiro, regulando a temperatura para que ela ficasse o mais agradável possível, para que dessa maneira ele finalmente tomasse um banho e finalizasse toda sua higiene matinal. Pensamentos lampejam em sua mente com imagens do que ele imaginava que iria ser nesse intercâmbio. Conhecer pessoas novas e ir para um lugar completamente novo e desconhecido parecia tão bom que fez com que o jovem ficasse ainda mais ansioso, porém, por outro lado, seu coração apertou quando o mesmo se lembrou que ficaria muito tempo longe de sua mãe e que principalmente não poderia usar mais ela de amuleto já que a mesma vai estar a quilômetros de distância e isso seria um grande desafio.

Jongin sai do banheiro com sua toalha enrolada na cintura, seguindo em direção ao seu quarto para vestir sua roupa, na qual ele havia separado desde a noite passada, afinal aquele dia, além de ser muito especial, marcava um enorme passo no futuro do garoto, além de ser uma experiência que lhe ajudaria e muito. O moreno havia ganhado em sua escola, entre muitos outros participantes, a chance de fazer sua faculdade em outro país, Inglaterra para ser mais específico. Ele ficaria hospedado no dormitório da universidade de lá e passaria aproximadamente cinco anos no local, onde estaria cursando a faculdade de dança numa boa e conceituada faculdade do local, coisa que conseguiu com muito esforço e dedicação. Essa oportunidade, em sua mente, mudaria sua vida para sempre. 

Jongin só não sabia que realmente estava certo, mas não pelos motivos que pensava...

O moreno já havia preparado sua mala com antecedência e aguardava ansiosamente o dia em que viajaria para o Reino Unido, que no caso era hoje. Não estava aguentando mais sua ansiedade, deixando-o cada vez mais inquieto. Ele se dirigiu à cozinha para fazer companhia para sua mãe. A mesma estava muito feliz com a oportunidade que o filho ganhara, afinal eles não tinham muitas condições de bancar uma faculdade para o garoto. Sentiria falta de seu filho sim, mas seu futuro era muito mais importante que a saudades que ela poderia amenizar algumas vezes por ano durante as férias.

Jongin se alimentou muito pouco, já que não tinha fome. O garoto só queria ir logo para o aeroporto para iniciar uma nova jornada.

— Você se despediu dos seus amigos filho? — Sua mãe perguntou aleatoriamente, fazendo com que o moreno ficasse com a sobrancelha franzida.

— Só dos mais importantes… Você sabe que eu não sou muito chegado em despedidas, além do mais não é como se eu fosse embora pra sempre. —  Jongin deu de ombros.

— Agora que você está indo para um lugar novo, pelo amor de deus, vê se sai um pouco de casa. Ninguém merece ficar só estudando e dançando. Você vai estar na Europa filho. Vai numa balada gay e conheça algum cara bacana. — A mais velha disse sorrindo para o filho que sorriu de volta um pouco sem graça.

— Eu estou indo para estudar e não para namorar omma. — O garoto comentou bebendo o restante do líquido em sua xícara. 

— E quem foi que falou em namorar? Eu to falando de sexo gostoso. — Reforçou fazendo o garoto se sentir envergonhado.

— Eu não vou conversar sobre esse assunto com você omma. Fora que eu não disse em nenhum momento que eu sou gay. Na verdade eu nem sei se eu gosto de homens, mulheres ou ambos. Até hoje ninguém nunca me despertou interesse algum. — O moreno explicou revirando os olhos. 

— Pelo amor de RuPaul, você não me venha com essa palhaçada de heterossexualidade pra cima de mim, senão eu te deserdo. Eu juro pra você Jongin que se você me aparecer aqui daqui a cinco anos com uma namorada, ou pior, com uma namorada grávida, você nem precisa voltar. — Disse séria fazendo o mais novo segurar o riso. 

— Podemos ir? Dizem que temos que chegar com uma hora de antecedência no aeroporto. — Jongin pediu querendo mudar de assunto. 

— Pra quê? Os aviões costumam se atrasar duas horas. — A mais velha olhou em seu relógio, dando de ombros em seguida. 

— Omma, para de frescura e vamos logo? E outra, se é assim porque você estava na maior pressão e ameaçando a me mandar pra lá na base do chute? —  Jongin chamou sério, fazendo a mulher suspirar e assentir.

— Tudo bem. Vou me arrumar e já vamos. Vai colocar sua mala no carro para ir adiantando o serviço. — Pediu reparando ele colocar apenas a xícara do café que ele tomou na pia. — Não vai comer nada? São mais de oito horas até o destino e não sei como funciona a refeição nos aviões já que eu nunca andei em algum. — Advertiu séria. 

— Está tudo bem, eu não estou com fome. — Jongin respondeu tranquilo. 

Não demorou nem quinze minutos e a mãe de Jongin já estava pronta. Os dois, já no carro, seguiram para o aeroporto que ficava no centro da cidade, onde demoraram aproximadamente meia hora para chegarem, durante a viagem a mais velha encorajava o filho a fazer novos amigos, ela nunca gostou do fato do filho ser tão solitário e ele era uma pessoa tão boa que ela não conseguia entender o motivo do moreno não ter tantos amigos, além do fato de que os únicos que ele tinha eram um bando de loucos. Já no aeroporto, os dois ficaram esperando na área próxima ao portão de embarque enquanto esperavam o avião chegar. 

— Podemos comer alguma coisa rapidinho? —  Jongin pediu sentindo o estômago roncar, demonstrando uma cara sôfrega para a mãe.

— Eu falei para você comer algo em casa. Não tem nem uma hora que saímos. — A mulher suspirou encarando o filho que sorriu sem graça.

— Eu não estava com fome naquela hora, mas agora eu estou. — O moreno deu de ombros, fazendo sua mãe revirar os olhos.

— E agora eu tenho que gastar uma fortuna num salgado sem recheio e num suco sem açúcar porque a “bonita” não quis comer em casa que era de graça? Pois fique sabendo que o que eu for gastar, eu irei descontar do dinheiro que eu estava guardando para te mandar caso você precisasse de algo. — Respondeu irritada. 

Os dois seguiram para a praça de alimentação do aeroporto enquanto aguardavam anunciar a chegada do avião. Eles ficaram ali por algum tempo, tempo esse que a mãe de Jongin usou para dar algumas instruções para o mais novo que aparentemente não estava preparado para tal coisa.

— Cuida-se hein. Nada de garotas, mulheres ou qualquer ser humano do sexo feminino. Traveco pode. Nada de beber, nada de fumar, nada de usar drogas, injeções que não sejam dados por médicos e de ficar acordado até tarde. Vê se toma banho direito e vê se lava bem as orelhas e entre os dedos, mostra que eu te dei educação pelo amor das entidades e troca a cueca todo dia. Não se esquece de passar o protetor solar porque nunca se sabe como esse tempo louco vai estar. Não esqueça também de usar camisinha quando for fazer sexo, pois você pode pegar uma doença e ninguém merece uma coisa dessas e principalmente o macho tem que ter mais de vinte e três centímetros porque eu não criei filho meu para se contentar com mixaria e...  ― Três horas depois... ― E por fim, não se esquece de sacudir bem antes de guardar. — A mais velha advertiu para o garoto que estava com os olhos arregalados e com a face rubra por conta da vergonha.

— OMMA! — Jongin exclamou indignado. — Olha as coisas que você está falando. Até parece que não me conhece. — Finalizou balançando a cabeça negativamente fazendo a mais velha sorrir.

— Eu sei filho. Vou sentir sua falta. — Ela olha para baixo, sabia que se olhasse nos olhos do seu filho, despencaria em lágrimas.

— Eu também mãe. — O garoto concordou se levantando para abraçar a mulher que lhe retribuiu no mesmo instante. 

— Passageiros do voo seis seis seis, favor comparecer ao portão de embarque. — Uma voz metalizada soou pelos autofalantes do local fazendo Jongin se apressar.

— Chegou a hora. — Ele disse feliz.

— Tudo bem, vamos. — A mulher concordou.

    Finalmente eles chegaram ao portão onde a mais velha segurou a mão do filho apertado e se lembrou da primeira vez que o levou para escola e o assistiu entrar dentro de sala. Saber que o seu filho estaria indo para longe era algo que machucava demais, mas ainda assim ela entendia que era o melhor para o futuro do garoto, lhe restando apenas lhe dar um último abraço apertado para finalmente se despedir.

— Filho, eu sei que eu pego muito no seu pé, mas eu quero que você saiba que faço isso, pois eu te amo e quero o seu melhor. — Explicou com a voz chorosa.

— Eu sei omma. — Jongin sorriu segurando para não chorar na frente da mãe. Ele tinha que se mostrar forte e confiante, pois ele sabia que se desabasse na frente dela, a despedida seria ainda pior. 

— Me liga sempre que puder, por favor não me deixe sem notícias e se acontecer qualquer coisa você me fala que pego um avião e vou correndo para lá. — Pediu com um sorriso em lágrimas.

— Omma, eu vou ficar bem. — Insistiu se desvencilhando dos braços alheiros. 

— Volta logo para mim meu bebê. — Sussurrou ao pé do ouvido do mesmo que enrubesceu. 

— Omma...

Depois de se despedir de sua mãe com direito a abraços, palavras carinhosas e principalmente muitas lágrimas de saudades antecipadas, Jongin seguiu para dentro do avião com sua bagagem de mão enquanto procurava por sua poltrona. Ao abrir o bagageiro na parte de cima do acento, Jongin colocou sua mochila com todas suas coisas mais pessoais e logo em seguida suas outras pequenas malas. Mas como se ele não fosse azarado o suficiente, no momento em que pegou a mala maior com as duas mãos, com certo esforço por estar muito pesada, Jongin a levantou com tudo, acertando a mesma sem querer no rosto de alguém que se encontrava ao lado, provavelmente com o propósito de passar para o outro "vagão" do avião. 

— Oh meu deus! —  Jongin se amaldiçoou por ser tão desastrado. — Por favor me desculpe, eu não tinha visto que você estava passando. Eu posso ajudá-lo? — O moreno perguntou se desesperando ao ver que o jovem loiro estava com as duas mãos sobre o rosto, na região do nariz. 

Jongin tentou aproximar suas mãos do mesmo, porém ele as empurrou, e quando este tirou as mãos do nariz para fazer tal ato o menor viu que um pouco de sangue escorria pelo local. 

— Qual seu problema? — O loiro perguntou alterado e sua expressão era de pura fúria. — Você quase quebrou o meu nariz, seu idiota! — Disse apontando o dedo na cara de Jongin que engoliu seco.

— Não foi minha intenção cara, me desculpe! A mala estava muito pesada e então eu… — Jongin tentava se explicar quando foi interrompido por uma voz atrás de si.

— O que está acontecendo por aqui senhores? — Uma voz feminina  atrás dos dois soou fazendo o moreno se virar, dando de cara com uma aeromoça e os encarava com uma expressão de repreenção.

— Este retardado acertou meu nariz com uma mala. — O loiro reclamou irritado apontando para Jongin e limpando com a outra mão as gotículas de sangue que restavam.

— Eu já pedi desculpas. Não foi por querer. — Jongin suspirou frustrado com o mais alto que insistia que o ato havia sido proposital.

— Desculpe, mas terei que pedir que os senhores se sentem e não falem alto, senão logo as pessoas reclamaram do barulho. — A aeromoça tentou dizer o mais calmo possível fazendo Jongin assentir.

— Dá próxima vez, não seja tão desligado. — O loiro disse por fim, passando por Jongin e esbarrando propositalmente em seu corpo, fazendo-o desequilibrar levemente com a ‘pancada’.

— Maravilha, não estou há nem cinco minutos longe da minha omma e já fiz merda. — O moreno pensou com ironia enquanto se ajeitava em sua poltrona. 

— Senhor passageiros, um minuto de sua atenção. Estamos prontos para decolar, e pedimos para que todos se sentem e coloquem seus cintos de segurança. — A voz da aeromoça soou pelo avião onde todos os passageiros acataram o pedido. 

Ela continuou alertando coisas sobre a segurança do avião e logo os desejou um bom voo, fazendo Jongin suspirar, pois logo estariam decolando e ele. Jongin, estaria a poucos minutos da nova fase de sua vida...


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Esse aqui é só o início e logo eu já trago o capítulo seguinte.
Beijos e até mais.


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