História Survivors - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias The Walking Dead
Personagens Daryl Dixon, Personagens Originais, Rick Grimes
Tags The Walking Dead
Visualizações 573
Palavras 1.849
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Obrigada as pessoas que estão comentando e favoritando continuem assim, se estiverem gostando

Capítulo 3 - Formatura desatrosa


Fanfic / Fanfiction Survivors - Capítulo 3 - Formatura desatrosa


Paloma Grimes


-O Rick tomou um tiro ........


1 MÊS DEPOIS ......


Rick estava em coma no hospital central, a um mês sofrido. Eu ia todos os dias vê-lo, até mais do que Lori, cumpria meu dever de irmã e amiga, sentia que no fundo, eu estava agradecendo a ele, por ter me acolhido, quando meus pais se foram. 

Meu aniversario não aconteceu como eu queria e minha formatura, estava cada vez mais proxima, mas meu espirito está na situação do meu irmão, internado naquele hospital. Eu não tinha ânimo para formaturas e nem para nada. Lori até tentava me fazer ir a todo custo. Dizia que era uma vez só na vida, mas eu não ligo. Minha família está me abandonando aos poucos.

O Shene se aproximou mais da gente durante esse período. No começo achei que fosse pelo Rick, para nos ajudar a lidar com a situação. Mas com o tempo, percebi o jeito que ele olhava para Lori e isso já entregava o verdadeiro sentimento, que era amor. O traíra amava a mulher do melhor amigo. 

Eu e Josh, estávamos cada vez mais longe um do outro, nem ao menos nos falavamos pelo telefone. Com Pedro era a mesma coisa, só que eu sentia cada vez pior. Por estar só em função dos problemas, me isolei totalmente das pessoas ao meu redor, daquelas que gostam verdadeiramente de mim. 

Estava sentada na sala de espera do hospital, esperando a liberação do médico, para eu visitar meu irmão. Como já tinha 18, não precisava de nenhum adulto para autorizar minha entrada e ir comigo no quarto, melhor assim. Enfim eu entrei no cômodo hospitalar particular, deixo minha bolsa encima da cadeira e obsetvo seu rosto. E ele estava sereno, muito sereno.

- Oi. Não sei se pode ouvir, mas... Eu te amo e te quero de volta. -Passo meus dedos no rosto pálido, sentindo sua friesa. -Volta pra sua familia, aqueles que te amam, por favor Rick. -O silencio reinou. É triste ver um parente assim. E pra mim não era a primeira vez. Parecia uma piada de mal gosto. 

Eu fiquei o resto do turno de visita com ele, depois fui para casa descansar. Sabia que se continuasse assim, quem pararia no hospital era eu. Chegando em casa, quem eu encontro convesando na sala. Lori e Shene. Não tinha nada demais mais, mas não sei, parecia um clima, que minha chegada atrapalhou.

Eu dei boa noite e subi para o meu quarto. Como os dois podiam estar num clima, com Rick em coma, podendo acordar a qualquer momento? Tratei de me livrar desses pensamentos, assim que pisei no meu quarto. Sento na cama e ligo para Pedro. Ele era meu melhor amigo e eu estava o ignorando esse ultimo mês.

-Oiiii!! Como ele tá? Como você tá? - Estava preocupado na outra linha e tratou de disparar as perguntas. 

-Meu irmão tá na mesma e eu...vivendo um dia de cada vez. -Era aparente o desanimo na minha voz. 

-Seu namorado já te ligou? -Era um teste, com desdem acoplado. 

 -Se quer saber. Sim, mas não to atendendo ninguém no momento. -Respondo simples e ele concorda do outro lado.

-Não está indo no colégio, porque se tivesse, saberia da última fofoca.

-Ahn...? Como assim? Do que você está falando? - Sobe um pingo de curiosidade sobre o assunto. 

-Está todo mundo falando, de uma nova epidemia que tá vindo do litoral, em que as pessoas surtam totalmente e atacam outras. - Comenta completamente certo no que diz e eu fico um tempo tentando assimilar tudo. 

-Pedro como assim surtam? -Digo sem fé. Era no mínimo estranho surgir do nada, um assunto como esse. 

-Ué surtam, só surtam.

-Isso é fofoca - Ri achando tudo ridículo. A internet adora distrubuir esse tipo de assunto e os trouxas caem direitinho.

-Ta bom. Então só reza pra não chegar até aqui. 

-Ta né -Nunca que isso ia chegaria até aqui. Cynthiana é parada de mais, pra qualquer aventura.  

-Amanhã é sua formatura. Você vai?

-Não tenho vontade pra nada, mas o que custa ir. A Lori está insistindo tanto. Me comprou até um vestido novo. -Olho para a cadeira acolchoada, onde um saco continha um vestido azul, longo e lindo. 

-Te vejo lá então

-Tchau teorista -Sorrio e fico olhando pro aparelho em minha mãos. 

Depois de uns segundos eu desligo o aparelho e fico pensado naquela situação toda, que foi dada em minha mãos. E se for verdade tudo o que Pedro falou? É uma loucura total, mas não é descartavel. 

Resolvo ir tomar um banho para relaxar. E consigo o meu objetivo, depois que saio do banheiro. Deito na cama quente, com cobertores importados e vou dormir, amanhã o dia vai ser cheio.

                        

   

(...)



Acordo por volta das 2h da tarde completamente cansada, não dormi nada e meu corpo estava horrível, nem sei como ia passar o dia desse jeito.

Deço as escadas e encontro todos, até um pouco animados com o evento do dia. Não dirijo uma palavra a ninguém. Tomo café  calada e volto para o quarto, para me arrumar, maquiar e fazer o cabelo.

Quando deço pronta, todos já estavam me esperando arrumados e felizes com meu feito do ensino médio. Lori, Carl, Pedro, Josh e até Shane. Me senti amada, mas no fundo, me sentia forçada a fazer algo que eu não queria.

-Está linda Paloma -Shane me cumprimenta, completamente educado. 

-Está mesmo -Josh completa, me olhando até com malícia, sorte que eu acho que ninguém reparou. 

-Obrigada. Vamos logo? -Eu digo querendo acabar logo com aquela tortura medieval. 

Entramos no nosso carro. Shane foi na frente dirigindo, Lori no banco do passageiro ao lado dele e eu, Pedro e Carl, no banco de traz. Já Josh, ia em seu proprio carro seguindo a gente de perto. 

A cerimônia de entrega de diploma foi normal. Quando chamaram o meu nome, eu subi no palco, senti os olhares de pena para a orfã que estava com o irmão em coma. Como em toda cidade pequena, as pessoas descobrem tudo muito rápido. Eu odiava isso. 

Partimos para festa pós cerimônia, que também não melhorou em nada. Dancei com Josh, Pedro, Shane e até Carl, mas não conseguia me sentir bem naquele ambiente. Não com meu irmão e única família em coma por tempo indeterminado. Pra mim aquela festa era um ambiente hostil. 

Foi tão doloroso passar por isso, que eu sai quase correndo do lugar, não deixei que nenhum conhecido notasse, queria meu espaço, precisava dele, mas eu sentia alguém atrás de mim, acompanhando meu passos.

Não queria conversar, sempre fui fechada e naquela hora estava pior, do que nunca. Pensei se Shane, ou Pedro e até Josh,  mas quando me virei, não era ninguém que eu conhecia. A tal pessoa estava com um ferimento no braço e simplesmente pulou encima de mim, me derrubando no chão duro. 

Ai eu logo lembrei da historia de Pedro e entrei em desespero, ele ia me matar com toda certeza. Estava completamente indefesa, com ele encima de mim. Até que ouço uma voz. Pelo desespero, não identifiquei quem era, mas escutei um tiro e a pessoa caiu encima de mim morta. Depois mãos desesperada me levantavam e era Shane, ele salvou minha vida e eu chorava desesperadamente.

-Vai ficar tudo bem já passou -Ele tentava me acalmar, mas eu chorava mais ainda. 

-Paloma já passou não precisa chorar - Lori, Josh e Pedro também tentaram, mas eu me via nos dentes do desconhecido.

Depois disso o dia praticamente acabou. Eles me levaram para o carro e depois fomos para casa. Chegando, subi para o quarto atordoada e ainda chorando, as poucas lágrimas que restaram. Tomei um banho merecido, pois estava com sangue no corpo todo. Quando terminei vesti uma roupa quente e liguei a tv do meu quarto. A muito tempo não ligava. 

Estava no noticiário da noite, com uma mulher, que a muito tempo havia passado dos trinta e cinco. E enquanto eu obsevava essas coisas fúteis, secava o cabelo longo e castanho. 

Depois de uma hora sozinha naquele quarto, alguém resolveu bater na porta. Era Carl, com um rostinho de quem não fazia ideia se entrava ou não. 

-Oi. Posso entrar? –Me pergunta receoso e eu digo que pode. 

-Claro.

Ele entrou e ficamos calados por um tempo, sentados na minha cama, quando ouvimos a repórter dar a notícia dos doentes. Pelo visto a coisa ficou séria. 

"A onda da doença está se espalhando rápido evitem mordida e arranhões, se não você vira um deles" -Ouvi a reportagem e lembrei da minha situação. Comecei a chorar e meu sobrinho, me abraçou. Com isso eu fiquei mais calma. A que ponto cheguei, sendo consolada por uma criança.

- Já passou Palu – Esse era meu apelido Rick, Meus pais e Carl sempre me chamavam assim. 

-Eu sei, mas é difícil. Quase que ele me mordeu. - Digo e ele me aperta mais.

-Não quero te perder – Me fala triste. Carl é só uma criança, pra passar por tudo que já passou. 

-Não vai. Vamos ficar sempre juntos – Digo certa e ele se acalma.

-Promete?

-Prometo.

      

 (...)


De manhã eu sai cedo e fui atirar, em um galpão licenciado pela polícia. Gostava muito de fazer isso, ainda mais com meu irmão e tava precisando extravasar o estresse. Comecei a atirar e acertei todas. Eu era muito boa, modesta parte. 

-Você é irmã do Rick Grimes né? -Me perguntou um estranho curioso.

-Sou Paloma Grimes -Estendo a mão e ele aperta.

-Hum.....Sou Trevor Ross. Amigo do seu irmão – Dava para sentir de longe o interesse dele – Seu irmão está melhor?

-Ta na mesma -Aquilo me atingiu feio - Mas está vivo. 

- Olha não queria parecer rápido demais, mas você não quer sair comigo agora para almoçar?

Ahn......qual é desse cara? Mal me conhece e já me chama pra sair

-Descupa, mas eu tenho namorado -Sai de lá quase correndo, guardei a arma e fui para casa.

Dirigir não estava animador, então eu ligo o rádio e ouço as mesmas notícia dos doentes. Não demora muito e chego em casa. Estava uma agitação. Lori, Carl Shane e Pedro correndo pela casa agitados e desesperados. Logo sou recebida pela Lori. 

-Arruma suas coisas rápido, estamos saindo da cidade –Ela diz afoita e me deixa com cara de taxo no meio da sala. 

-Anda logo – Fala Shane irritado

-Ta, mas não antes de me dizerem o que está acontecendo -Digo não entendendo eles. 

-Os militares invadiram o hospital, matando todo mundo e seu irmão não resistiu. –As ultimas palavras dele me fizeram me desmontar em chorar e Pedro me Abraça com carinho.

-Ei eu sei, mas precisamos sair daqui -Eu assenti e subi para pegar minhas coisa.

Joguei dento de uma mochila o máximo de roupa que eu consegui e peguei o coldre com a munição da M9, que meu irmão me deu -a que eu estava atirando mais cedo - e desci. Assim, todos nós entramos no carro e partimos. Eu não sabia pra onde iríamos e pensava no Josh, que ficou pra traz e no meu irmão. Como ele podia estar morto?













Notas Finais


Obrigada por lêr


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