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História Sussurro oculto - Capítulo 13


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Notas do Autor


Aquela vontadezinha de "quero mais".

Capítulo 13 - Capítulo 12


Quando pensei ter morrido, eu abri meus olhos e percebi que a verdade, era que acabamos de dar a ultima volta sãos e salvos. O cinto de segurança foi desatado e Tyler me estendeu a mão para me ajudar a sair do carrinho, recuei, mas aceitei por fim já que minhas pernas estavam tremendo de tanta adrenalina em meu corpo.

Tyler me encarava contente por eu não ter ficado enjoada ou vomitado em sua roupa, eu o olhei, olhei seus olhos, estavam normais. Assim que senti minhas pernas ficarem firmes novamente, empurrei Tyler para o lado entrando em pânico.

-- O que aconteceu lá? Eu, eu estava caindo mas a verdade era que nada aconteceu. Como isso aconteceu? – falei com a voz falha. Ele parecia estar prestando atenção total em minha reação.

-- Você estava com muito medo e imaginou tudo. É só isso. – ele estava andando calmamente agora, indo para a entrada do parque. – Eu te levo em casa. Não pode pegar um ônibus ou dirigir desse jeito.

-- Tyler eu quero respostas! – segurei o seu pulso com toda a força que tinha, eu sabia que para ele me arrastar junto era questão de mínima força física. – Por que você tem uma asa nas costas? Por que depois que eu te conheci parece que eu estou morrendo toda hora? Por que você está fazendo isso comigo?

-- Não vou te responder aqui. Deixa eu te levar em casa que eu te digo. – sugeriu. – Sei que iria contar tudo aqui, mas despois disso, acho melhor irmos para um lugar calmo. – ele agora me puxava pelo pulso, dando uma reviravolta sob meu pulso.

Não consegui me opor a aquilo, apenas segui ele cegamente. Uma coisa que me passou pela cabeça, foi que até então eu não havia mostrado a localização da minha casa para Tyler, mas mesmo assim, ele soube onde eu morava.

Chegando em casa, ela estava vazia por sorte minha mãe não saberia que trouxe um garoto para nossa casa. Eu desci da garupa da moto e ambos não havíamos falado nada por todo o caminho. O direcionei para entrar em casa, assim ele fez. Joguei em um canto o molho de chaves que havia pegado de dentro de um vaso de plantas.

-- Está com fome? – questionou Tyler me surpreendendo.

-- É... estou. Vou ver o que tem para a gente na geladeira. – informei passando pela divisória da cozinha seguida por Tyler.

-- Eu sei cozinhar. – Tyler deixou no ar. – Posso fazer alguma comida mexicana para nós. Assim podemos ter a tão destemida conversa – ele se aproximou da geladeira passando pelo meu lugar. Eu senti o cheiro de perfume masculino vindo do pescoço dele.

-- Na geladeira tem abacate – falei calmamente.

-- Você me ajuda? -- pediu-me.

-- Sim. – confirmei.

Ficamos nos encarando, até o ponto de ficarmos envergonhados por isso. Retirei da geladeira o abacate, pimentão vermelhos, tomate, vinagre e cebola. Tyler pegou em uma gaveta uma faca afiada para começar a descascar os alimentos. Eu apenas estava a observa-lo.

-- O que queria saber sobre... minha vida? – perguntou Tyler.

-- O que é você? O que fez na minha vida? – falei em disparada, percebendo minha ansiedade, me sentei em uma cadeira.

-- Duas perguntas de uma só vez? – falou surpreso. Ele ergueu a faca para cima, a analisando. Por conta da aba de seu boné, a faca refletia um rosto sombrio e escurecido pela sobra. A faca refletia meu rosto, um pouco claro de mais, meu colo tampado pela renda azul do vestido que eu usava meus cachos bagunçados e cheios, senti um calafrio na espinha ao perceber que se ele jogasse a faca, ela acertaria minha cabeça e me mataria rapidamente. Espantei esse pensamento.

-- Vai me responder – falei mais ansiosa ainda.

-- Você tem razão, não sou um humano comum. Você também não é – falou por fim. – Mas o que eu e você somos, é bem diferente. – admitiu. – Pode, vir aqui me ajudar com os tomates?

-- Por que você muda o assunto tão rapidamente? – questionei sincera indo até seu lado na bancada, retirei uma faca diferente de dentro da gaveta. Ele me entregou os tomates soltando a faca que ele usava e apenas me olhando agora.

-- Eu mudo quando não quero falar sobre o assunto. -- apoiou-se na bancada – Amélia, seja franca, acredita em anjos e demônios? Nefilim?

-- Acredito que existem. Mas não acredito em céu e inferno. – admiti forçando a faca contra a tábua de madeira que apoiava o tomate para corta-lo em cubos.

-- Acredita em mim? – ele questionou com interesse aparente, eu parei o que estava fazendo e o olhei.

-- Acredito. – falei sem pensar e a casa segundo me aproximando de seu rosto.

Me dei conta de estar mais alta, estava por cima de seu rosto sentada em cima da bancada em um lugar vazio. Ele estava entre minhas pernas, boca contra boca, por impulso passei minhas mãos por trás de seu pescoço, seu boné estava roçando na minha testa, então, rapidamente o retirei de sua cabeça colocando-o ao meu lado, ao retirar, fiz seus cabelos voarem livres por sua cabeça. Ele passava sua mão por minha coxa a apertando, percebi que não tinha mais o controle então, o empurrei.

 Sem fôlego, nos olhamos. Sem falar nada, apenas pegou rapidamente seu boné com uma das mãos e colocando-o rapidamente em sua cabeça enquanto passava pela porta rapidamente. Eu tentava recuperar o compasso da minha respiração. Não consegui impedi-lo de passar pela porta.


Notas Finais


 ( ͡° ͜ʖ ͡°)


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