1. Spirit Fanfics >
  2. Sussurro oculto >
  3. Capítulo 7

História Sussurro oculto - Capítulo 8


Escrita por:


Capítulo 8 - Capítulo 7


Assim que abri novamente meus olhos, vi Cris me chamando.

-- Amy. Agora temos aula de biologia! – ao ouvir ela falar, abri rapidamente os olhos.

-- Aula de... – subitamente assustada, me coloquei em pé com a ajuda de Cris. – Você disse aula de biologia?

-- Sim. Amy, você dormiu aqui e agora quer saber qual aula temos sendo que você mais do que ninguém, sabe que hoje teremos duas aulas seguidas de biologia! – Cris me disse como se isso fosse algo óbvio. Ou deveria ser.

Eu iria falar algo, mas o sinal de início de aula tocou e Cris, me puxou sucintamente pegando minha bolsa do gramado em que eu estava deitada. Aparentemente, se eu entendi, eu não estava com Tyler no gramado, mas sim sozinha enquanto estava com minha cabeça deitada em minha bolsa. Então eu pude concluir que não, eu não havia conversado com Tyler e eu não havia sido pega por ele ao me impedir de cair, mas foi algo tão real que percebi que minha nuca suava mesmo estando um vento contra ela. Cris e eu adentramos na sala que já estava quase completamente composta pelos alunos. Tyler, passou pela porta, a mesma roupa de quando eu o tinha visto antes, se sentou ao meu lado e arrumou seu material, algo que eu já havia feito. O professor entrou na sala cumprimentando a todos.

-- Bom dia alunos. Quero que hoje trabalhemos algo mais dinâmico – assim que ele passou a explicar o que ele queria, todos -surpreendentemente- se calaram para ouvi-lo --, quero analisar como vocês lidam com o s sentimentos e todas as vontades que possam ter. – assim que ele disse isso, uma parte da classe começou a rir, mas ele, ignorou-os.

O professor Cézar começou a explicar a matéria com auxílio da lousa para melhor explicação.

-- Alguém poderia me dizer, algo pessoal de si mesmo, o que sente dentro de si quando analisa alguém – ele pensou na palavra certa – Que ame, que goste – ninguém se ofereceu e então, ele “ameaçou" – Se ninguém se oferece, irei escolher – todos continuaram em silêncio. O professor andou pela sala, e adivinhem, ele apontou para Tyler. – Você pode me dizer? – Tyler olhou para o professor, ele segurava em mão uma caneta azul, usada até agora, para fazer rabiscos e linhas em seu caderno.

-- O que eu sinto – ele se ajeitou na cadeira --, acho que amor. Posso falar isso? – ele quase zombando do professor, respondeu, e me pareceu sincero.

-- Não, não pode. Está bem, vou fazer diferente agora – o professor colocou uma das mãos de apoio em cima de nossa mesa, entre Tyler e eu. – O que sente em relação a sua colega de mesa? – eu fiquei embasbacada com a pergunta e Tyler parecia calmo, ele olhou pelo canto dos olhos em minha direção, seus olhos claros pareciam enxergar minha alma, eu estremeci ao pensar nisso.

-- Não sei definir. – ele respondeu calmo.

-- Se esforce para saber. – o professor o incentivou.

-- Minha respiração falha, sinto minha cabeça a pensamentos mútuos. – o professor parecia totalmente entusiasmado com a resposta. A sala estava em total silêncio e, ao em vez de desconforto, eu estava tranquila mas o mesmo estado em que estava antes parecia presente em meu consciente. – Ela é... diferente e parece que ela me traz uma tranquilidade interna – ele olhou diretamente para o professor Cézar --, já está bom? –ele parecia zombar.

-- Sim está. – concluiu. – E você -- essas eram as palavras que eu não queria ouvir --, o que poderia dizer a ele, como se sente? – e foi feita a terrível pergunta do dia. Eu estava perdendo o ar.

-- Eu – claro, comecei a gaguejar --, sinto meu coração batendo em descompasso, minhas mãos geladas e... uma explosão dentro do meu corpo.

-- Ótimo! Sentimentos parecidos – ele voltou a ter toda a atenção da sala e voltar a falar com todos --, sentimento de paixão – o que? Pensei --, observem classe. Existem muitos sentimentos distintos e...

Tyler passou a me olhar, eu retribui. A aula teve continuação e assim que Tyler soube o que eu sentia, ele parecia querer me entender, entender o meu eu interno. Isso me constrangeu um pouco, mas depois, tudo ficou melhor.

Assim que as aulas acabaram, não vi mais Tyler, Cris foi para sua aula de sociologia e como a minha professora de educação física não estava presente, resolvi sair da Universidade. Fui até meu armário e ao abri-lo, e olhar para a porta de saída da Universidade avistei Tyler saindo apressadamente pela porta. Eu, notei dentro do meu armário uma folha com linhas azuis e um endereço no mesmo, joguei minhas coisas dentro do armário e corri para o lado de fora. Cris havia me emprestado a chave de seu carro hoje, então, rapidamente fui até o estacionamento e entrando no carro, dei partida indo até o lugar marcado na folha de caderno. Demoraria uma hora de ida e volta desse lugar, e isso significava que eu voltaria umas duas ou três horas da tarde torcendo para que Cris não tivesse nenhum plano de sair muito longe com seu carro. Ficava ao sul da Universidade, então, segui o caminho até o local.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...