História Sussurros - Imagine Jungkook (Reescrevendo) - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Personagens Originais
Tags Aureo, Falhos, Jungkook, Ousadia, Sussurros, Whispers
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Palavras 14.257
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lírica, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ENTÃO RS
DOIS MESES SEM LER, COMO FOI?!RS

SDDS?! ADORO!

Bem anjos, eu estava passando por mal bucados, emocionais, familiares, minha saúde metal tá um porcaria, a fisica ta cansada e a emocional destruída, mais estou seguindo (a gzuis cristo) rs

Sobre o texto de hj, tenho orgulho de lhes dar 14 mil palavras e olha que eu nem imaginei que ia ser isso tudo, porém já digo que, há muitas palavras repetidas, diálogos chatos e narrativas muito mortas, sério tá um horrível, eu juro que tentei, mas bem, me digam o que acham mais tarde!

ESSA SEMANA VOU BETAR A MAIORIA DOS CAPÍTULOS, OKAY?!

LEIAM AS NOTAS FINAIS VIU SEUS DANADOS!😚

Capítulo 6 - Mutual reciprocity and our badly announced jealousy.


Fanfic / Fanfiction Sussurros - Imagine Jungkook (Reescrevendo) - Capítulo 6 - Mutual reciprocity and our badly announced jealousy.

     Sussurros.



 

Capítulo 6 — Mutual reciprocity and our badly announced jealousy.








 

Joguei teu corpo morto no meu guarda-roupas, 

guardei teu disco empoeirado na minha escrivaninha. 

Achei tua cabeça avoada perdida, e juntei teus lábios nos beiços sem cor de uma garota morena qualquer que passava perto da minha janela, 

isto não lhe incomoda, não é?!

...

Não vou escrever mais nada de você, 

este será o último que ganha destaque nos meus blocos coloridos, 

Eu esqueci você, 

Mas, ainda há vestígios teus em meu coração. 

As coisas que tu esqueceu na hora da mudança, largadas ao lento, 

perdendo o valor.

Esqueci você, 

é uma mentira doce, que meus lábios se moldam habilmente para se contradizer.

Eu esqueci você, 

ou talvez meu amor ainda exista nesta fumaça, e tenha amadurecido de uma forma mais preciosa do que consigo notar, 

onde aprendi, ousei aprender e me forcei a entender que teu lugar feliz 

é onde você mais gosta de estar, onde tem prazer em procurar.

 

— Resquícios de um amor esquecido. — Marii-Ssii.

 

 

[...] — Estou indo! — Desligou e guardou o aparelho no bolso traseiro, indo em direção a saída, não sem antes procurar mais uma vez o ser que seus lábios não queriam chamar.[...]

 

 

S/n estava aflita. O sino havia urrado agudo em seus ouvidos, avisando que deveria respirar fundo e solenemente, pois a hora de ida havia chegado. A sala ao qual estava era perto do corredor de seu armário. Aquela era a única hora maldita ao qual não o encontrava, que não o via, mas não evitava o costume de respirar fundo. Todos os dias se encontravam na troca de salas. Os encontros lhes forneciam um movimento breve de "Olá" desajeitado com os dedos embaralhados, apenas quando o mesmo não estava sorrindo para as pessoas erradas, ou quando estava entretido em algo que não fosse a mesma. Era impactante receber apenas seu olhar negro intenso; encara Jeon era como ir a guerra, suas íris negras eram como o próprio demônio brilhante, um soco no estômago. Perdia o ar. Era como um choque térmico penetrando seu corpo febril, em uma brisa gelada a apalpando, passeando por cada pedacinho de seu rosto, vendo-o desfrutar das suas roupas diferentes. Percebeu que Jeon adorava quando vinha com peças amareladas, ou quando resolvia embaralhar as paletas de cores combinando rosa e azul em uma bela dinastia. Suas íris se fixam com mais força em seu corpo, a procurava com mais ansiedade, quase como se saíssem cacos de vidro de seus olhos a cada vez que piscava. Uma passada de suas íris em si era tão saborosa que doía.

Lembrou-se da vez em que semanas atrás havia mais um ensaio, Jeon a pegou de repente em um susto no corredor e sairá de uma maneira tão cautelosa e vitoriosa à deixando lá ainda digerindo o licor de coração derretido que era sua presença, fixando seus pés nos chão sendo levada por ele, mas ainda lá. Sentiu seu corpo se fundindo ao dele, e a levando com ele, era como se seu corpo se ancorasse em sua presença, e quando se afastava, a arrastava consigo, e caso não fosse junto por livre arbítrio, a puxava a força, contra sua vontade, arrancava sua alma e a levava com ele pra longe, deixando apenas seu corpo vazio como prova. S/n se imaginava um dia realmente sendo arrastada por ele, pois era meio inevitável e não conseguia negá-lo. Jeon era como maré, que a puxava de volta ao mar de ilusões. A arrancava da areia, cortava sua pele com conchas afiadas e sem dono, a puxava com a maré e a afogava em suas ondas agitadas, engolia seu fôlego e a fazia afundar em sua essência, a embebedando com suas melodias, para que a tivesse somente para ele. A mesma não discordava de tal efeito, causa e ação. Toda vez que o mesmo passava por ela, jamais saia de mãos atadas, vazias, sempre levava algo consigo, sempre levava algo dela; às vezes até se perguntava o que ele levava, pois já perderá as contas das coisas pequenas que ela podia oferecer.

 

Ele já havia levado, arrancado sem permissão, e então percebeu que todas já haviam esgotado. Se perguntou novamente o que mais podia oferecer que ele já não tivesse consumido, pois não havia sobrado mais nada, mas ela sabia 

ele sempre levava algo. 

Sempre arrancava algo precioso quando passava perto de sua atmosfera.

Talvez, um suspiro, uma arfa, um murmuro, um sussurro e sorriso ou seu ar, ele a prendia como ninguém, ele estava agarrado em sua carne e seu coração havia criado raízes ousadas no peito dele, ela estava presa nele, mesmo que não fosse recíproco. O amou de modo tão inusitado, de algo que nem era retribuído de certa maneira, mas se deixou ser arrastada por sua maré

e se afogou.

 

— Tsh... — Resmungou ao pensamento.

— S/aaa! — Uma voz fina, irradiou no corredor cheio, de uma distância longa. Nayeon viera cantarolando seu nome em uma canção que jurava ser familiar.

— Oi! Im, o que foi?! — Lhe disse suavemente, colocando de maneira ágil e jeitosa os livros no armário.

— Vamos tomar uma vitamina?! — S/n riu, doce para garota. — Minha irmã trabalha em uma conveniência aqui perto! 

— Você tem algum tipo de vício em vitamina?! Céus! — Fechou o armário e a encarou gentil. Im e S/n partilhavam da mesma altura, era uma forma engraçada de lhe observar, mas não negava a ideia de que adorava as ondinhas que Im fazia em seu cabelo. 

— Tem sorvete lá também bobona! — A puxou em direção a saída mais próxima. 

— Está frio! — Murmurou puxando as mangas do moletom azul bebê, cobrindo os dedos rosadinhos. 

— Café, feito na hora! — Disse Nayeon.

— N-não sei não Im... — Sussurrou.

— Nós mal saímos juntas... — Resmungou. — Só desta vez! — A olhou nos olhos, e as pequenas esferas brilharam farsantemente em piscadas pidonas, com um aceno afirmativo S/n fora agarrada com força e em velocidade a caminho da saída de vidraça, mas não deixou de olhar cada canto, mesmo em velocidade, procurando alguém que desejava encara mais um pouco.

— Procurando alguém novamente?! — Im perguntara e S/n fora pega no flagra. Uma arfa sairá de seus lábios e engolira em seco ao perceber que a nova mania havia se tornado parte de seu cotidiano, 

Girar como o sol pelos corredores procurando Jeon. 

Era como uma necessidade imensurável, como a necessidade de comer ansiosamente ou como precisar de um banho, e logo em seguida sentir o alívio e a êxtase quando a água quente lhe tocar o corpo. Necessitava olhá-lo, passar o olho por ele nem que fosse apenas, uma encarada eletrizante que sempre a fazia perder o ar em uma única arfa, ou uma fungada desesperada de seu perfume quando estava perto o suficiente de seu corpo esguio, ou quando simplesmente seus ombros se encontravam em um empurrão acidentalmente ansiado, sentia falta dos toques que nunca tivera. Pois quando não o via ao menos uma vez no dia, seu coração era dominado pelas sombras, a angústia dos seus dias voltavam, a insegurança a assombrava como um fantasma. Temia ao pensar que já estava anunciando isto com certa facilidade. Seu cotidiano se tornou uma vida de adrenalina e borboletas explodindo dentro de si. Amar Jeon a tornou uma pessoa observadora. 

— N-ninguém... — Murmurou meio inerte.

— Você sempre diz isto! — Revirou os olhos Im, enquanto S/n se mantinha concentrada olhando mais uma vez antes que seus pés saíssem do local. 

— Eu sei... — Suspirou fundo, mergulhando não apenas nele, mas, no poço de decepção. 

S/n meio inerte deixou se levar por Im, que conversava de maneira agitada. Duas quadras haviam passado e finalmente a conveniência se colocara em sua frente. Observou a pequena praça que a acompanhava e sentiu o tênue saudoso das flores, como se houvesse uma festa por simplesmente ter aparecido. O vento dançara dentre suas madeixas e algo nele parecia desconfiar de suas próprias intenções, deixando um beijo estalado e vazio em suas têmporas térmicas se misturou a brincadeira e S/n entrou na médiana conveniência.

— O que vai querer?! — Exclamou Im.

— Sorvete?! — Sugeriu de sobrancelhas erguidas.

— Não estava com frio?! — Perguntou e os ombros de S/n pularam.

— Quero de baunilha!

— Por aqui! — Indicou Nayeon ajeitando a saia, e logo a casquinha estava lambuzando seus lábios. — Vou pegar uma vitamina, vai indo lá no caixa! — Saiu andando, seus pés parecia saber por onde andar.

Indo rapidamente em direção ao caixa, S/n passara as mãos pelas prateleiras coloridas enquanto lambia a massa gélida e adoçada, lambuzando os dedos. Ao chegar perto do balcão dera de cara com uma menina de cabelos rosados, seus óculos estava na ponta das narinas, seus lábios hidratados e um pirulito brincava em sua boca, a deixando com suas bochechas rechonchudas.

 

— Dois mil wons e... —  Im chegará perto. — Chegou cedo hoje! — S/n a encarou confusa.

— Vim correndo, queria mostrar minha amiga pra você! — S/n se encolhera um pouco atrás de Im, como se suas costas fossem uma caverna acolhedora e segura.

— S/n, esta é Im Joo Won! — Falara e puxará S/n pra perto em um beliscão em seu anti pulso. — Joo Won, esta é S/a! — Olhou levemente em seus olhos, ambas se curvaram em um ato amistoso.

— Ouvi falar de você no fim da semana passada, um tal de Jungkook veio aqui e citou seu nome e o de Im, prevejo que seja a mesma pessoa que ele falou! — Exclamou.

— Jungkook esteve aqui?! — Perguntou em ânimo e Nayeon bufara. 

— Aquele garoto é uma pedra no meu sapato, não gosto dele! — Resmungara.

— Pelo visto é recíproco! — Riu a rosada Joo. — Jungkook veio aqui no fim da semana passada com um garoto alto de cabelos castanhos, Kim joon alguma coisa, não me lembro bem! Tivemos um papinho legal, mas fora breve, logo eles foram embora! — Disse e algo em S/n se remexeu, como quem toca nos lustres e seus enfeites tremem.

— O que ele fez por aqui?! — Se assustou com seu próprio tom de voz, S/n jamais falara em um tom tão alto e Im a olhou saudosa com a curiosidade a flor da pele.

— Comprou café para o amigo, e sorvete! Me contou algumas coisas, disse que vocês são amigos! — Seus joelhos tremeram, e a base de seus pés não parecia confiante, algo desabou quando ouvira aquelas palavras, mas negou-se a dizer, já havia dito coisas em demais naquele manhã, já havia sentido coisas demais e algo lhe dizia que não conseguiria voltar a trás, que aquilo só pioraria.

— C-certo vou indo Im! — Engoliu em seco, dando moedas a rosada. 

— Não quer provar nem um pouquinho da minha vitamina?! — Ofereceu. Ao passar das semanas S/n notou o quão deveria ter paciência com Im, as vezes a água evaporava e nem dava tempo de respirar. 

— De que sabor é?! — Perguntou meio tênue. O vento frio socou contra sua face, como um remédio passeou por suas narinas, suprindo suas necessidades, fornecendo paciência. 

— Manga e leite com algumas plantinhas verdes... — Fizera uma carranca.

— Ervas?! — Adivinhou. 

— Isso! — Concordou, e S/n colocara o canudo dentre os lábios. O líquido subiu frio, uma mistura incrivelmente doce com manga e leite atingiu seu paladar com um toque presente de chá de ervas amargo, arrastando levemente a baunilha que já estivera em sua língua.

— Tá ótimo! Tenho que ir! Baybay! — Saíra de lá em um pulo e um aceno breve fazendo a casquinha de sorvete respigar em seu moletom. — Ih-ya! — Resmungou lambendo os dedos, e um leve rubor surgirá em suas têmporas. — Hm, "um papinho legal"... — Resmungara, lembrando de Joo. S/n tentara não imaginar Jeon em uma conversa viciante com Im Joo, mas fora completamente inevitável, odiava o fato de seu interior girar, e algo se instalar em sua garganta. — "Papinho legal" — Repetirá novamente passando para próxima calçada, arrastando os pés na poeira, o caminho de sua casa era longo e cada vez que aquelas palavrinhas saiam de sua boca em repetição, sentia vontade de xingar o lento e falar coisas maldosas, e tomar o corpo de Jeon todinho para si. Mas não faria. Jamais.

Quinze minutos haviam passado e logo chegara em casa, um suspiro de alívio sairá de seus lábios e quase formara uma nuvem de alívio no topo de sua cabeça, seus calcanhares quentes resmungaram, e jogou seus problemas pra cima e ergueu levemente seus dedos lambuzados ao céus, tentando se esvair das coisas que não teriam uma solução rápida. Abrindo rapidamente a porta, tratou de adentrar logo a casa, seus ombros pesaram, e o fardo emocional a espancava como se um dia fosse físico. Novamente não havia barulho de bules cantarolando agudos e nem orquestras de panelas colidindo impactantes, provando que a casa estava vazia e um aconchego mínimo a tomou. Tirando a mochila dos ombros chegou para mais perto da sala a arrastando consigo, havia algo diferente naquela atmosfera que tanto ferira seu coração, parecia que a primavera havia esquecido seu findar voltando com força e socando o local com seu perfume e sua leve acidez amarga das pétalas manchadas por quem as puxou com força para dentro da casa amadeirada. 

Era como um encanto doce, podia jurar que sua sala estava banhada por pétalas arrancadas de seus punhais socando seu tênue contra suas narinas a inundando de nostalgia. Chegando perto do sofá em passos leves, a curiosidade lhe dera um sorrisinho danado, e olhou com necessidade a sala perfeitamente arrumada dando de cara com alguém familiar. Olhar para ela naquele local era a explicação do jardim que se tornará o cômodo de sua casa. Era simplesmente o perfume de Park Bom, a mesma estava sentada no sofá entretida no celular, com um vestido de listras aconchegante e seus cabelos sedosos se mexiam levemente, podia jurar que havia um feitiço ali, o momento poderia ser retratado lindamente em um quadro pois nunca sua casa se tornará tão aconchegante. A mochila escorregara de suas mãos e cairá no chão chamando sua atenção, o olhar que ganhara da mais velha era fraterno, abismado de gentileza. Um sorriso fechado fora lhe oferecido, seus olhos gordinhos se tornaram riscos que riam para ela com tamanha gentileza. O coração de S/n tremeu em nostalgia. Há tanto tempo não ganhava aquele olhar, há quanto tempo não tinha alguém para lhe oferecer um sorriso, sua vista embaçou e seu coração aqueceu, sua voz se prendeu em sua garganta e seus pulmões mal lembravam de respirar. Sentiu o corpo de Park se chocar contra o seu, seus braços desnudos, febris a envolvendo de uma maneira aconchegante, queria parar o tempo e a prende-la contra si por uma eternidade inteira, e o mundo fazia questão de girar um tanto mais lento, o sol ansiava lhes oferecer um crepúsculo bonito. O amor fraternos as banhou tão doce quando leite e melado, S/n sentiu seu coração quebrar ao se deliciar com a atmosfera tênue, o amor e a gentileza que fora socado contra seu peito, a melancolia de estar era saborosa, que até seu corpo temia se mexer, era como se Park pudesse quebrar ao se deslocar de uma maneira mal calculada, a presença de Bom era como estar diante de um vitral lindo do clero.

 

— Senti tanto sua falta... — Murmurou S/n afastando-se um tanto de seu corpo, encarando a mais velha e o choro quase se libertou de sua garganta, a dor de prendê-lo quase doía mais do que a dor de estar sozinha, e agora não mas.

— Também senti! — Acariciou os cabelos de S/n, sua respiração mornas topava na testa da menor. — Me desculpa ficar tanto tempo longe, passei tanto tempo ocupada lidando com meus problemas e a empresa do vovô, que esqueci de lidar com seus! Nina me contou o que andou havendo... — Agarrou seus ombros e a encarou, seu olhar brilhoso lhe fornecia confiança, mesmo dentre seus cílios volumosos. — Vou ficar um tempo longo aqui, e vou estar aqui todinha por você tudo bem?! — Suspirou fundo e S/n assentira. — Vovô me deu permissão pra comprar um apartamento aqui, vou me mudar pra cá já que a principal filial da empresa é aqui! Diminui a empresa brasileira por um tempo, o país não anda lá nas melhores condições e vou transferir a maior parte das ações pras outras regiões e para a principal! O que me diz que vou passar mais de um ano perambulando por aqui! — Se sentou levando S/n consigo. — Não vai mais ficar sozinha, okay?! — Murmurou, jogando seus braços em um abraço de lado. 

— E bom tê-la aqui, unnie! — Sussurrou S/n, ainda nos braços da mais velha, seu coração ainda aquecia como brasa. 

— Gosto de estar aqui! — Sorrira fechado.


 

Dentro do carro, se discutia desavenças. O clima de amizade jamais se desgrudava de ambos, mas as vezes, necessitavam de diálogos hilários.

 

— Em quase uma hora já erramos mais de dez endereços hyung! Já conhecemos a vizinhança toda, estamos andando em círculos! — Berrou Jimin do banco de trás.

Já fazia quase uma hora que ambos estavam dirigindo pela vizinhança com intuito de entregar o pacote de Namjoon, que já estava com a embalagem dourada amassada pelo estresse. O carro estacionado em um canto da pista, estavam diante de uma casa ao qual a dona era uma idosa risonha, havia os recebido de maneira gentil, mas não pode poupá-los da decepção. S/n não morava lá então. 

 

— Hyung, se eu estiver em um esquema nunca te chamaria pra entregar maconha por aí! — Argumentou Jeon, que colocava a cabeça contra a janela de vidro vazio, no seu peito abrigava um misto de incógnitas e sentimentos de certeza, o ar que mastigava pra fora e sugava para dentro, frio, parecia ter significado, seu peito doía um tanto, queria quebrar um tanto, pois queria vê-la. — Pelo menos não pra dirigir! Ruim de roda, que pelo céus! 

— Até entregar maconha é mais fácil que isso! Tem pontos pela cidade! — Park disse. Jungkook engolia uma gargalhada escandalosa enquanto olhara para o mesmo pelo retrovisor, suas bochechas estavam de leve vermelhas, e a carranca em sua face lhe dizia que estava puto.

— Eu sei onde tem um ponto de entrega... — Murmurou Namjoon, ganhando o olhar surpreso e uma carranca de indignação dos mais novos, o clima parecia tê-los socado no estômago.

— Hyung! — Berraram.

— A culpa não é minha! Isto é coisa do Yoongi! — Jungkook revirara os olhos  e Jimin bufara. Nunca estivera tão exausto, nem pelos seus treinamentos diários. — E do Tae! — Murmurou baixinho.

— O que?! — O grito de ambos soará mais alto do que o esperado. 

— Taehyung não estava da casa da avó?! — Jimin lembrou. Sua garganta dolorida, estava arranhada, como se alguém tivesse lhe dado uma balinha de alfinetes com sabor de tangerina.

— Por que você acha que ele foi mandado pra lá?! — Disse com um sorriso sugestivo Kim.

— Puta merda! — Rosnou Jeon respirando fundo, e cansado. — Quando acabamos de entregar esta merda, vamos ter uma conversa séria, e você vai me pagar um almoço decente, sanduíches não enchem a barriga de ninguém! — Argumentou fitando Namjoon com seriedade. — Jiminnie não esqueça de ligar para Yoongi-Hyung mais tarde! — Avisou, tirando o cinto de segurança, ainda com seriedade.

— Boa pirralho! — Riu Park orgulhoso, fazendo um cafuné agitado em seus cabelos. — Vou ligar! — Disse voltando ao seu lugar encarando Namjoon com leve divertimento, já Kim continuava com sua cara de paisagem e um leve bico nos lábios.

— Hyung! Não tem como fazer essa procurar ser mais rápida?! — Perguntara de modo inocente.

— Jungkook, acha que se não tivesse eu já... — Ia dizendo quando em uma rajada de idéias, um lâmpada se iluminou no topo de sua cabeça, o vento as socou para dentro de sua mente, como uma maneira de não fazê-las escaparem. — Posso ligar para Park Bom e ver se...

— Ya! Por que já tinha feito isso?! — Disse Jimin em indignação.

— Namjoon-hyung pelos céus, faça logo, estou cansado de ficar puto contigo hoje, e Jimin já está rouco de tanto gritar irritado! 

— Uma coisa é certa, estou sem voz esses dias e o Namjoon levou tudo que me restava! — Park chegará mais perto dos bancos superiores, com a mão pequena na garganta.

— Jimin-Ssi você me lembra a um pato! — Jeon riu e Namjoon lhe dera um sorrisinho. — Quak quak! — Dera um pulinho no banco, completando a imitação.

— Oh, seu pirralho! — Fizera cócegas no amigo. — Hey Namjoon-Hyung me ajude a fazer cócegas no saeng, ele está de mau humor por não temos o alimentado direito! — O corpo de Jeon pulara no estofado tentando escapar. As risadas eram satisfatórias, lhe arrancava levemente o peso no peito, mais não a arrancavam dele. Jeon sentia uma contração no fundo de seu âmago em insatisfação por não tê-la vista na saída, mas não negava o quão adorava estar perto de seus hyungs.

— Esperem aí, vou ligar para Park Bom agora! — Colocou o telefone gélido contra sua pele, como um pedido de silêncio, arranhou a garganta procurando um tom de voz neutro e bonito para ligação.

— Isto ainda não acabou! — Jimin se afastará de modo sombrio, apontando os dois primeiros indicadores em direção aos olhos do mais novo em sinal de "estou de olho em você coelho" e Jeon abrira um sorriso largo em nostalgia.

 

Ligação on.

 

— Hey, Jagiya!

— Namjoon-ah?! — Havia um tom de surpresa em sua voz.

— Hm, yes! Está ocupada?! — Descansou os ombros no estofado do banco, era como se um peso estivesse sobre seus pulmões, e suas mãos suassem descontroladamente. Virando levemente o rosto em direção aos mais novos, se viu sendo encarado pelos mesmos com sorrisos danados e olhares sugestivos e quase, quase soltara uma gargalhada alta.

— Não... — A ligação tremeu. — Precisa de algo?! — Sua voz ganhara um tom de gentileza.

— Pode me passar o endereço de S/n?! É que não consigo entender muito a letra de Nina. O sete dela parece um dez, ou é o dez que parece um sete?!

Ligação off.

 

— Quem confunde um dez com um sete?! — Sussurrou Jeon humorístico.

— Kim Namjoon! — Murmurou em tom de acusação Jimin, ambos riram como hienas. Kim revirara os olhos.

 

Ligação on.

— É um sete! — Riu em afirmação. Sua voz calma era tão aveludada quantos pétalas arrancadas de rosas alvas, sua risada era como rajadas e tão boa quanto um dia ensolarado na praia. Kim notará o pequeno detalhe e sorrirá quase imediatamente. — Estou pedindo o almoço com S/n agora mesmo, posso mandar a localização só pra ter certeza! Quer que eu peça algo para você?! — Perguntou.

— Para nós três se não incomodar, Jagi! Estou acompanhado e estou devendo um almoço decente a eles! — Disse já colocando o cinto de segurança.

— Okay! Espero vocês! — Dissera amistosa logo findando a ligação.

Ligação off.

 

— Hm, que intimidade! — Jimin exclamou sugestivo e Kim riu.

— Estamos quase há um mês juntos, fora o  tempo que passamos na casa de Nina! — Vasculhou o celular, dizendo. — Arrumei um almoço pro Jeon mau humorado Jungkook! Vamos lá! — Procurou o endereço aquecendo o motor.

— Nananinanão! Sai do volante! Eu dirijo agora! — Jeon tirara o cinto decisivo e em um pulo já estava do outro lado, batendo na janelinha de Namjoon de maneira impaciente. Com um respirar pesado de desistência, o mais velho saira lentamente de seu lugar, dando a volta no capo, caminhando calmamente para o banco de passageiro. — E anda logo! — Gritou Jeon. — Se não eu te deixo aí e dirijo pra um restaurante de sanduíches gourmet!

— Ele nunca vai esquecer esses sanduíches! — Jimin riu.

— Good, eu sei! — Colocara o cinto e Jeon ligara novamente o carro, olhando fixamente para o GPS.

— Estamos bem longe do destino! — Avistou Jungkook.

— Nem me surpreendo! — Dissera Park.

— Tsh... — Resmungou Namjoon carrancudo e seguiram. 

Haviam uns minutos que tinham voltado a estrada, o motorista de cabelo castanho estava inquieto e Kim percebera o desespero de seus movimentos ao olhar curiosamente de sonsa-lo. Batucando os dedos impacientemente no volante, Jeon se viam em um maremoto de ociosidade, sua respiração se tornará mais curta, cheia, seu peito parecia inundando de angústia, como se alguém colocasse a mão dentro de seus pulmões inocentemente e lhe dissesse o óbvio "tem algo aí dentro". Sentia uma vontade sufocante de arrancá-lo pela maneira agonizante ao qual ocupava seu coração.

 

— Ansioso por algo Jungkook?! — Perguntou Namjoon.

— É por causa da S/n! — Jimin dissera com uma voz quente e sugestiva. A velocidade do som fazia ondas de emoções quando sua voz explodirá no carro.

— S/n?! — Kim perguntara novamente, e Jeon engolira em seco, mordendo os lábios macios, segurou o ar dentre as narinas, o peito já cheio se sufocou, como um guloso queria vomitar o ar encaixotado e o que enchia seu coração. A melancolia de amá-la.

— Uhrm! Ele já me contou sobre ela umas vezes! Agora, ele tem medo de que a S/n que vamos encontrar, seja a "sua" S/n! — Jimin destacou, e isto lhe deixara um tanto omisso. Adorou como soará; um sorrisinho quase escapara do canto de seus lábios.

— Sua S/n?! — Perguntou Kim. Jungkook abrira a boca pra contrariá-los, responder-lhe mentiras e juras mal feitas. Sua boca se moldará e gaguejara sons mas, nada sairá, suas cordas vocais se negaram, seu cérebro fizera um festival de confusão não queria inventar desculpas, sentia que as respostas haviam se dissipado como água e vapor. 

Sentia-se uma caixinha de música oca, sem as molas e sem canção.

— Acho que finalmente vamos nos livrar de Kim Lay! — Murmurou Jimin, e o motorista fora sugado para a realidade.

— O que?! Achei que gostasse dela! — Declarou Jungkook.

— Parece que não! — Soprou Namjoon, que ganhará um olhar sugestivo de Jeon. — Deu as flores que falei para dar?! 

— Não deu muito certo... — Murmurou, um tanto embargado pelas lembranças. — Lay, pegou a flor quando ia entregá-la! Me senti um bobão, um adolescentezin idiota! — Suas bochechas ganharam um rubor que combinara com o rosado de seus lábios delineados, e crescera um misto de melancolia aquecida em seu coração. Seu sorriso queria se expandir e seus lábios alargarem, os olhos acastanhados queriam se tornar riscos, seus olhos queriam sorrir e se esconder. Os risonhos queriam gargalhar, e sua face pálida e morninha se sentiam amanteigados e doces.

— Você ainda é um adolescente! — Jimin declarou.

— É vocês são o que?! Jimin você é apenas uns meses mais velho que eu, e o Namjoon-Hyung só tem dezenove! 

— Seu coelho pirralho! — Berrou Jimin.

— Eu sou o pirralho e, você o tamanho de criança?! — Jeon fizera uma curva brusca.

— Não me provoque! — Ameaçou.

— Cresce pra falar comigo mais tarde! 

— Jeon Jungk...

— Chegamos! — Namjoon gritou, interrompendo-os, e Jeon fizera uma parada brusca em frente a uma casa, idêntica a uma pensão grande de  modelo rústico sofisticado. Seu corpo se lançara a frente e o cinto travará mantendo seu corpo equilibrado, pendurado no ar, quase tocando o rosto singelo no volante. Seu coração disparar como disparo de bala, subindo em desespero para sua garganta, como um refugiado. O susto lhe fizera gelar desde o calcanhar coberto até os fios de seu cabelo macio. Seu corpo estava térmico, mais seus lábios suspiravam à temor quente. 

— Não me assuste assim, Hyung! — Jeon o fitara se recompondo, suas mãos tremeram, era como tocar o céu e ser socado contra o inferno ainda tocando as nuvens. A vertigem lhe mandará um pedidos de desculpa.

— Acho que perdi a fome! — Declarou Jimin com as mãos nas têmporas. Seus dedos rosadinhos, estavam tão frios quanto o tempo lá fora.

— Desculpe mas, vocês não estavam prestando atenção em porra nenhuma! — Resmungou. — Jimin, pega o pacote aí atrás! — Anunciara Kim recuperando o fôlego, trêmulo. — Vamos encontrar sua S/n, Jungkook!

Sair do carro fora um sacrifício, seus calcanhares tocaram o chão em um urro de ociosidade, seus pés dançavam na grama como um ballet destruidor. Era como se uma bomba que engole o som e o anestesia tivesse explodido, deixando apenas suas reações como melodia. A melodia mais terrível para se escutar naquele dia, era sua agonia. Seu corpo estava um misto de sensações térmicas que o levavam ao ápice. Seu peito estava em ruína, era como se o mundo ao redor sugasse sua coragem, levassem sua essência, o ar parecia ter se tornado rarefeito sem esquecer a umidade fria, seus olhos queriam revirar ao delírio, seu coração pulsava e um zumbido sufocante ressoava em seu ouvido. E por um instante se lembrou de S/n e de quando passava despreocupadamente perto de sua atmosfera. Toda vez que passava por ela, deixava algo. Era como se S/n levasse o melhor dele, cantasse suas suas qualidades e guardasse com ela em um potinho de nuvens, e o mesmo fazia questão de deixar algo, sempre que passava. Gostava da sensação de perder algo para ela, como se um parasita alojasse em seu sistema e roubasse seus nutrientes importantes.

Partes quebradiças de seu coração, uma melodia, um sorrisinho, um sussurro grogue, uma parte desesperada de si.

Ele adorava deixava algo a ela, e já não sabia mais o que lhe dar, pois não havia mais o que deixar, oferecer, ou algo que ela pudesse arrancar dele, mas ele sabia que toda vez que passara por ela, ele deixava alguma coisa, esquecia, lhe dava, oferecia sempre.

Fitara a casa incessantemente, preso ao chão, não queria se deslocar para perto, queria permanecer ali, quase lá, ficando um passo de encontrar-lá, e nunca realmente a encontrar.  Park o puxou de um jeito desajeitado em direção a porta com força bruta. Namjoon tocara a campainha, que soou alto. A porta fora aberta com ar de leveza inocente, e logo um ser mediano aparecera na porta. Ela.

Jeon, engolira seu coração juntamente com um resmungar de desespero. Podia colocar a mão no coração e ouvir sua orquestra de suspense, ela estava lá, tão perto dele, tão simplesmente já arrancando algo dele. O suspiro de vida. Era como um ritual bobo ao qual Jungkook não conseguia evitar, queria dar tudo a ela, mas sempre se esvaziava de si, e dava cacos carrancudos para menor, como um desprezo que nunca tivera lugar em seu coração. Tomou sua pose de everest, esguio e frio; mastigara o ar nostálgico dentre sua língua mal conjurada, os transformando em nuvens carrancudas. Como vidro vazio embasado por uma explosão térmica, se escondera e tomara sua pose. Uma hora tu e, outrora ele. Sua posse já tomada, e mesmo não deixará de observá-la com certo apreço. A menor estava com um short incrivelmente curto, negro, uma blusa de manga longa rosinha e os cabelos úmidos. Era como um pesadelo prazeroso, sua pose fria estava em risco, e S/n estava incrivelmente quente, contornava as têmporas como morangos rubros em sua face. 

 


 

— S/a! Vamos ter que pedir mais comida! — Park gritou, chamando a mais nova que acabara de sair do banho. A mesma estava com uma camisetinha de mangas longas no corpo,  rosinha, e um short preto mais curto do que gostaria. Descendo as escadas rapidamente viera com o cenho franzido, amassando os cachos com as mãos.

— Vai ter mais pessoas?! — Sussurrou em dúvida.

— Namjoon vai vir aqui entregar seu presente, o que Nina mandou! Só que ele está acompanhado e deve um almoço, então me pediu! Se não gostar da ideia, depois daqui eu posso sair com eles pra almoçar...

— Tudo bem! — Respirou fundo em um murmuro. — Nina queria que eu o conhecesse, só não entendo por que você não trouxe o presente pra mim, e sim ele...

— Pelo mesmo motivo que você acabou de dizer! — Sorriu.

— Hm... — choramingou. — O meu celular está na escrivaninha, se quiser pode ligar dele! — Viu a mais velha correndo animada em direção ao móvel.

— Tudo isto é por causa de Kim Namjoon, não é?! — Sussurrou curiosa. Às esferas amendoadas com seu castanho da tarde, tão expressivas saltaram um tanto de suas pálpebras observando os movimentos da mas velha, 

era assim que reagia quando gostavam de alguém?! Perguntou silenciosamente.

— Talvez! — Sorriu. — Vou na cozinha pegar mais algumas porcelanas, já volto! — S/n riu levemente secando os cabelos, era aconchegante ter Park Bom consigo. Bom, era como uma onda de sentimentos bons e aquecidos, ela devolvia suas risadas reservadas, lhe trazia o olhar gentil para o mundo novamente, tocava seu coração e o inundava de amor esmagando as coisas ruins às jogando contra praia, levando com a maré.

Bom, era seu mar de  alegrias. S/n riu com jeitinho reservado e doce, sentando no topo do sofá quando a campainha soará. 

Andando preguiçosamente, em um blefe achando ser o entregador. Sua mão puxara a maçaneta com um ar inocente dando de cara com três seres alto a sua frente. Passará lentamente olhar por cada um que preencherá sua vista. O tamanho esguio a fez se sentir como uma formiga frágil, ou uma pedra imprestável em seus sapatos. Havia um ser mais alto de cabelos castanhos escuros com covinhas a mostra, sua aura de gentileza fora socado contra o peito de S/n, a festa de flores que inundara sua sala com antecedência havia voltada como uma pancada de quina, sua presença parecia um amor encaixotado para dar de presente, ele esbanjava cantigas adocicadas e bochechas rosadas, como uma bebida doce, como Park Bom. O segundo era quase de sua altura, ainda sim mais alto com madeixas loiras esbanjando ao lento e destacando-se no tempo cinza, seu sorriso relaxado em suas próprias suas expressões faciais, lhe dizia que se sentia confortável ao sorrir gentil para alguém com olhos em riscos, tão  fechadinhos que parecia não enxergar. O terceiro era incrivelmente familiar, o rosto de S/n ganhará um rubor inocente ao encará-lo imediatamente, era como se seus pés prendessem na madeira fria, e uma mão sombria fizesse cócegas no tronco que seu calcanhar, lhe dando um balancear gostoso e ocioso em seu interior, seus pulmões suspiraram coração aquecido a arrastando para uma atmosfera de melancolia bêbada e nostálgica. Vê-lo era como uma facada em seu seio, como o florescer de flores das raízes que ramificavam seu coração ao dele, sentia sua presença se apoderando de seus ossos, a sensação era de ter um universo celeste apenas para ela, ao qual o mesmo morava, as orbes negras e mentirosas de Jeon.

Se diz que mentiras são doces, Jeon era uma agradável jura de amor, que se impregna nela, arrancando algo dela, 

ou talvez recebendo algo. 

Os dois se possuindo, os dois davam, e ambos recebiam. Um arrancava e o outro deixava e outrora, à reciprocidade que os faltava, já existiam antes mesmo de suas lábias que não se conectam. Já eram recíprocos antes mesmo de querem ser. 

— J-jungkook?! — Gaguejou e o mesmo fixou seus olhos ao seus surpreso. Seus olhos se analisaram como se estivessem se conhecendo — suas íris brilhosas desciam por seus corpos, marcando seu corpo com selares silenciosos, selares de universo, o doce e o salgado do amor não dito, e a negritude tenebrosa de seus olhos, marcas frias da melancolia de se amar e se contradizer, como o próprio dono ainda não declarados, — mas já se conheciam, tanto que havia resquícios de ambos vagando pelo corpo de cada um. Jungkook estava com sua mesma roupa de café da manhã, moletom cinza, jeans surrado e botas cotidianas. Engoliu os elogios com uma arfa desejosa. — Posso ajudar em algo?! — Perguntou S/n meio inerte.

— Sou Kim Namjoon! Nina me mandou aqui! — Se curvará.

— S/n! — Se curvou e sentiu seus pés falharem em cálculo mal feito  se esquecera de seu próprio peso e por pouco quase se desequilibrara. Diante de Jeon tudo se torna falho e mal calculado.

— Sou Park Jimin! — Acenara o loiro de sorriso estonteante. 

— Olá S/n! — A voz grave e rouca de Jeon soará como pancada em suas coxas, sua presença rude parecia querer fazê-la se curvar diante do mesmo. Tinha uma posse dura, que ganhara o olhar curiosos dos que o acompanhava. Sua S/n. O vento sussurrou e fora quase como uma facada impactante no peito de Jeon, um gemido de dor quase o fizera tombar ao chão.

 — O-oi!  — Se curvará novamente. — Prazer Park Jimin! — Completara. — Entrem, entrem! — Dera passagem a eles, que logo adentraram a sala. Jungkook fora o último a passar, e o mesmo quase a arrastara com ela, levando algo dela e ele deixando.

Seus sussurros.

Uma arfa de familiaridade quase escapara de seus lábios, se contentando apenas com um respirar fundo. Ele estava lá, passeando pelo cômodo de sua casa, podia notar só pela maneira que andava, percebia que sua arrogância estava a flor da pele. Seu perfume a atacou como um cumprimento, seu toque aveludado e madeira, levemente adocicado, lhe transmitia calor e aconchego. Ele por inteiro, a aquecia por inteiro, como caramelo salgado. Universo de sombras e luz.

 — S-sentem... — Gaguejou, e a campainha soará novamente. — Unnie!  — Gritou com as mãos no quadril, chegando para mais perto do portal da cozinha. — Unnie a comida chegou! E seu namorado também! — Completou e vira a mais velha correndo com as porcelanas em mãos. Park Bom invadira o cômodo em um pulo de ansiedade, dera as porcelanas nas mãos de S/n, sem perceber as presenças ao redor. 

— Coloca ali pra mim! — Correrá até a porta, enquanto S/n agachou perto da mesa de centro redonda, pondo a mesa, sentindo um olhar lhe queimando as costas, era quase, como se pudesse sentir sua respiração quente em sua nuca e seus lábios rosados a alguns centímetros de si.

— Comida chinesa pro almoço! — Anúnciou adentrando a sala, sendo surpreendida pela visita. — Uh! Olá! — Se curvou, passeando pelo cômodo, até S/n.

— Jagi! — Saudou-a Namjoon com um abraço terno. — Esse são meus amigos, Jungkook e Jimin! — Apontou e ambos reagiram em respeito. 

— Sentem-se! Vamos comer! — Chamou-os e rodearam a mesa.

— Hmmm! — Park Jimin resmungou manhoso ao colocar o jeotgarak dentre os lábios saboreando o gosto salgado e bem temperado em sua língua macia, enquanto Jeon já praticamente terminava à sua.

— S/n, Nina falou bastante de você... — Começou Namjoon.

— Eles também citaram bastante sobre você nas cartas que recebi, Jongin me disse que tentou lhe ensinar a dançar junto com Ty! — Murmurou.

— Eles escreveram cartas?! Posso lê-las mais tarde se não for muito incomodo?! — Pediu ansioso.

— Claro! — Lhe oferecerá um sorriso fechado. — Jongin me falou que dança bem... — Começou. — Como um espantalho ao vento! — Namjoon riu.

— Yes! Mas posso dizer que sou um espantalho feliz! — Comentou.

— E Tivy?! Como está?! Nina e sua barriga de grávida?!

— Temos o mesmo tamanho, por mais que ele diga ser três centímetros maior! Ele é uma ótima pessoa, ele se tornou um bom amigo pra mim... — Ditou um tanto aquecido. — Nina está fofa com sua barriga saliente e suas sardas!

— Realmente, incrivelmente fofa! — Concordou Park Bom.

— Aposto que está incrivelmente dramática, também! — Murmurou S/n.

— Sim, S/n! Ela me empanturrava de comida! O bolo de maçã dela me mandou lembranças... — Fingiu tristeza.

— É meu bolo favorito! — Deu um pulinho animado, e Kim sorrira ao ver o ato dócil da garota, olhando de sonsalo para  Jungkook que à admirava com a mesma maneira.

— Ela me contou muito sobre você, confesso que já gostava de você antes mesmo de te conhecer!

— Ela mencionou algo assim na carta, achei que fosse exagero, porque é um incrível exagero! — Disse um tanto constrangida, evitando o olha curioso de Jeon que brincava de encará-la como gatinho e sua bola de lã, seu rosto estava vermelhinho e Jungkook adorava.

— Quem é Nina afinal?! — Jimin perguntou curioso, sendo acompanhado por Jungkook.

— Verdade, todos vocês a conhecem de maneira diferentes, eu ainda não conheci nenhuma versão, pode me dizer anjo?! — Pediu, encarando com selo.

— A-ah, sim! — Praguejou. — Morei no Canadá por uns anos, à muito tempo atrás… — Começou encarando Park Bom com cautela.

— Só diga às más importante se sentir desconfortável! — Sussurrou Park Bom contra sua face.

— Nina era minha governanta, quando à conheci tinha acabado de casar com Kim Jongin, que um tempo depois começou à trabalhar conosco também! Tyvvy era filho de Nina em um namoro anterior, mais não fora motivo para Kim não amá-lo, eles são realmente uma família amorosa, apesar da falta aos laços de sangue… — Um bico atencioso se formara nos lábios da mais nova. — À casa era espaçosa, semelhante a esta na época, dividimos à casa com eles, eles moravam na ala aos funcionários por apreço de meu pai e por isto fui criada juntamente com Ty, ele é como um irmão, melhor amigo… — Encarou Jungkook com serenidade, ao qual o mesmo estudava cautelosamente suas palavras e o seio meigo de sua face. — Apesar de nos falamos com tanta frequência, já que raramente fico presa em redes sócias ou menos ainda nos mandamos cartas!

— Que continue assim… — Murmurou Jeon, um tanto agitado, e Namjoon o encarou com certo divertimento. 

— Eles são uma família incrível S/n e confesso que os amo! — Park Bom sorriu ao ouvir sua frase, e acariciou o rosto de Namjoon de maneira açucarada. — Tyvvy é realmente um garoto de ouro!  — Namjoon sorriu, olhando descontraído para Jungkook, que quase o engolira com o olhar, tão afiado quanto uma chuva de canivetes, Jimin riu do trocadilho longo após perceber à cena, fazendo um soquinho no ar com Namjoon, e quase fora como tapa na cara de Jeon, que respirou pesadamente, enquanto S/n os encarava despreocupadamente. — Amo todos eles… — Continuou Kim, meio aguado.

— Eu te entendo, por um tempo eles foram tudo que eu tive... — O peito de S/n apertará e seus olhos ameaçaram-na, Jeon a olhou ainda curioso e com o coração um tanto quebrado ao perceber a leve melodia de dor que tivera no tom de sua voz. Kim tratou de seguir em frente vendo a amarga situação que alcançaram tão rápidamente.

— Conheci Nina através do projeto da minha Host family, passei um ano e alguma coisa morando com eles, foi maravilhoso! Apesar de Ty ter sido um tanto carrancudo no começo… — Comentou.  — Ela me ligou no dia que cheguei aqui, me lembrando de pedir uma foto sua! S/n, acho que nunca vi alguém querer tanto uma foto! — A encarou risonho. — Ela me disse pra convencer você a ligar pra ela também, disse que você odeia falar por telefone... — Disse e S/n balançará a cabeça em afirmação, como uma criança agitada, tentando comer em paz.

 

— Que tipo de pessoa não faz uma ligação?! — Declarou Jungkook e o corpo de S/n recuará em um pulo de gato assustado. 

— E-eu... — Respondeu. — Também não gosto de fotos e prefiro mandar cartas e usar emails...

— Não estamos na era das cavernas anjo... — Argumentou Jeon, seus lábios a chamara, se movendo com delicadeza, como um coral angelical canta sua pureza.

— E-eu só... — Sussurrou.

— Também gosto de emails... — Declarou Jimin. — Parecem especiais, pois tiramos algumas horas de nosso tempo para dedicar algo para alguém! — Encarou Jeon com uma leve indignação.

— P-por isto gosto de escrever pra Nina! — Murmurou ao findar, ganhando um olhar afiado de Jeon.

— Namjoon, onde está o presente de Nina?! — Perguntou Park Bom.

— Depois do almoço eu pego! Não se preocupe! — Interrompeu S/n, sem presa fazendo.um tique nervoso com as mãos ao ar.

— Fico aliviado de entregá-lo! — Os três se entreolharam sugestivos e, leves sorrisos escaparam.

— Ele confundiu o sete de Nina com um dez! — Disse Bom que gargalhou sendo acompanhado por Jimin e ambos a mesa.

Namjoon rira de nervoso.

— Te entendo completamente! No início das cartas, tentei pedir as respostas pra ela do meu dever de matemática quando eu estava no fundamental e meus pais não me ajudavam no dever de casa, o que não deu certo porque a carta só voltou três semanas depois, um dia antes da minha prova, era pra ter ajudado de certa forma, mais só errei porque confundi o oito dela com o número vinte! Primeira vez que tirei uma nota ruim!

— Já vi! Ela puxa a perna do oito! Nunca entendi de onde ela tira aquela perna! — Disse Kim.

— Falando em escola... — Começou. — Chegara tarde hoje! Encontrei Will antes de sua saída, ele me disse que hoje é seu dia de folga e falou que você chegaria em certo horário, atrasou mais de uma hora!  — Comentou Park Bom, e S/n trancará o maxilar ao se lembrar rapidamente.

 — Sai com Im Nayeon, uma colega de classe! Fomos a uma conveniência onde sua irmã trabalha Joo Won...  — Disse S/n fitando Jungkook intensamente que retribuía com certo receio. Sua voz queria poder, queria ecoar firme pelo local, estava quase incontrolável, S/n queria urrar o seu desconforto.  — Joo Won, me disse que passou na conveniência no fim da semana passada, com possivelmente Namjoon, estou certa, não estou?! — Perguntara S/n a Jeon, sua voz ecoava rígida, como um felino, seus sussurros se tornaram uma bela memória passada. Park Bom franzira o cenho para Kim, com um olhar sugestivo.

— Estava lá Kim Namjoon?! — Perguntou Bom, com uma leveza mentirosa. E Kim arranhara a garganta.

— Vish, falou o nome inteiro… — Observou Jimin, em tom de escárnio.

 — Estávamos!  — Kim olhou para Jungkook em afirmação e Park Jimin se sufocava com sua própria gargalhada muda.

 — Joo, me disse que vocês tiveram um papinho legal...  — Acusou. — Foi bom o papo Jeon?! — Perguntou sugestiva, o encarava como uma presa destemida, sua voz soava como um canto lírico.

 — Nós marcamos de nos encontrar na praça em frente, então resolvemos comprar alguma coisa... — Disse cutucando o Hyung.

— Uhrm! Isso isso...  — Concordou meio inerte, mastigando a comida de maneira preciosa, evitando olhar Bom, que o encarava freneticamente de maneira desconfiada.

— Acabamos conversando "rapidamente" sobre sua aparência que lembrava muito de alguém, então, ela acabou se relacionando com Im Nayeon dizendo ser sua irmã e nos contou que acabou de chegar na cidade, fora apenas isto e eu devo ter mencionado seu nome por acaso mas, fora apenas... — Destacou Jungkook. — Por que?! Ciúmes anjo?! — Sorriu, sua presa havia se tornado o predador. S/n engasgou diante do sorriso bonito e sedutor, a arrancando de sua posse destemida. O feitiço retornou ao feiticeiro, e desta vez com um sorriso maroto.

 — N-nenhum!  — Falou enquanto engasgava com o ar, aclamado os céus. Enquanto Jimin ria loucamente pela cena deliciosa.

— Por favor, me convidem sempre pra almoçar quando estes dois estiverem juntos!  — Pediu se curvando ironicamente ainda gargalhando, Namjoon se arriscou soltar uma risada, ainda sendo fitado pelo olhar mortal de Bom.

— De onde conhece o Jungkook, S/n?!  — Perguntou Bom.

— Ele é meu tutor de música...  — Murmurou S/n, recuando.

— Não sabia que gostava de música! Você canta?! 

—  Canta, e bem pelo que ouvi falar!  — Disse Jimin sugestivo.

— Digo o mesmo!  — Exclamou Kim. 

— Falhos e encantadores!  — Imitou Jimin, encarando Jungkook que engolira em seco.

— Depois do almoço vamos cantar! Já conferi, ainda há um piano lá em cima! — Anunciou Bom, adorável.

 — N-não! Eu só preciso desta matéria para pontos complementares! — Park Bom, parou um momento e a olhou sugestiva com segundas intenções. — Ele namora! — Anunciou e suas palavras pareciam uma chuva de canivetes vindo em sua direção, Jeon riu mínimo pelo momento embaraçoso.

— Poxa, vocês formariam um casal bonito... — Os atingidos se entreolharam como se sussurrassem "sim" em silêncio.

— Com certeza... — Namjoon concordou ainda apreensivo.

— Dois otários! — Park Jimin declarou, sendo acompanhado pelos risos nervosos.

— Tenho certeza que a namorada dele não é tão perfeita quanto tu! — Argumentou Park Bom.

— Não é mesmo... —  Fora vez de Jeon sussurrar e sua posse de everest derretera, diante de seu coração quebrantado. S/n o fitara constante se esbaldando no universo de suas íris. As estrelas mais próximas que existiam eram a de seus olhos e nunca as desejara tanto.

— Vai que tua... — Park Jimin gritou e os risos escandalosos soaram como uma harmonia musical.

— O mundo é realmente pequeno! — Observou Park Bom. — Jamais imaginaria que, Namjoon conheceria S/n e S/n conheceria Jungkook que por acaso é amigo de Jimin e os dois são amigos de Namjoon, e agora estamos todos aqui, meu Deus...

— Muito pequeno, minúsculo...  — Fizera um menção com a ponta dos dedos S/n, suas bochechas formavam morangos vermelhos ao qual suas sementes era as leves sardas invisíveis de seu rosto, berbicara o suco em um ato nervoso à ousadia batia palmas pelo holocausto. — Como um grão de areia, o mundo está contra mim! — Murmurou S/n em agonia.

— Está dizendo isto, por que estou aqui?!  — A declaração de Jeon fizera o mundo parar e ganhará a atenção aflita de todos ao redor; a bomba explodirá anestésica e o mundo se prendera em um só momento, aquele. Jungkook tomara uma posse frágil de repente, como se uma ferida de dor insuportável tivesse sido aberta em sua pele, quebrando seus ossos e arrancado seu coração. S/n jamais se sentira tão poderosa. Era como se ela tivesse um grande poder nas mãos, sentia-se como se tivesse o poder de machucar o mundo simplesmente por dizer um mínimo "a", cada palavra uma faca gravado no seio de alguém. Um poder destruidor que S/n queria autodestruir.

— N-não foi isto que eu q-quis dizer! — Anunciara com desespero, atropelara as palavras para que todas chegassem em Jeon Jungkook com a intenção certa. 

— Mas, fora isto que pareceu anjo!  — Fora a vez de Jeon murmurar, por um instante seu coração sangrou.

— N-não foi! — Sussurrou de volta, e seu cotovelo batera na quina na mesa em um ato desespero. Tudo que se debatia, agora sussurrava a Jeon.

Jeon, Jeon, Jeon Jungkook.

— Tsh... — Massageara o local com as pontas dos dedos rosados e Jungkook piraquêou preocupado. — Está tudo bem! — Sussurrou para ele que arfou de maneira pesada.

— O almoço está realmente gostoso… — Disse Jeon Jungkook em tom cru, oferecendo um sorriso levemente bobo nos lábios mudando de assunto de maneira sorrateira, mas de sua boca não sairá mentiras, e Jimin longo rira vendo qual a intenção do garoto. 

— Quando Namjoon nos chamou para vir entregar o presente de S/n, disse que nos pagaria um almoço em troca, mas aí ele pagou sanduíches em vez disso, o que deixou Jungkook muito puto, pois uma coisa que Jungkook realmente gosta e de uma boa refeição e pessoas que cumprem promessas, mas não foi o que Namjoon-Hyung fez… — S/n guardou aquela frase, como quem guarda boas lembranças do entardecer.

— Então logo depois que liguei para você Jagiya, Jungkook me ameaçou dizendo que ia me largar no meio da rua e ia comprar sanduíches gourmet! — Exclamou Kim Namjoon e risos nostálgicos socaram o local, S/n encarou Jeon com tamanha curiosidade doce e um sorriso fechado, suas bochechas em tons rosados, queria abraçá-lo como um urso e afogá-lo em seu amor que aquecia seu coração, mal se lembrava da culpa que anteriormente ou quando à ousadia lhe deu rasteira por expressar seus sentimentos de forma inusitada.

— E nem pense que sua dívida está paga, pois Bom por mais que seje sua namorada, não paga suas contas Hyung! — Acusou Jungkook.

— Jeon Jungkook! — Berrou Kim Namjoon, e Park Bom gargalhou.

— Vou vender seu carro e comprar um restaurante só de sanduíches… — Brincou, fingindo escárnio. 

— Seu pirralho! — O xingou.

— Hey, essa frase e minha! — Berrou Jimin.

— Certo Jungkook, se não posso tomar às dívidas de meu namorado, S/n pode pagá-las por ele?! — Perguntou sugestiva e as orbes da mais nova saltaram, um tanto constrangida. 

— Por mim tudo bem… — Tombou o rosto de maneira sugestiva. — Tudo bem por você anjo?! — Perguntou risonho. 

— S-sim! — Perdera a respiração em um arfa, era curioso ceder a ele, mas a mesma já não tinha controle de suas próprias decisões, seu peito aquecido e seu coração que palpitava como um louco, parecia esquecer de mandar sangue para seus neurônios, e sim para os contornos das maçãs de seu rosto, mornas. Queria sorrir para ele, queria ele, queria mostrar à alegria repentina que saltitava nostalgia em seu peito, tinha medo de seus próprios caminhos, os caminhos absurdos que ela poderia usar para chegar até ele, tinha que pensar um pouco e prender um pouco sua respiração, sufocar.

— Depois conversamos sobre à maneira de pagamento… — Disse sugestivo. — Namjoon Hyung sua dívida comigo está paga, agradeça à S/n, pois seu carro terá mais um dia de vida!

— Obrigado S/n, espero que você sobreviva também! — Se curvou sorrindo, Namjoon.

— Ah, ela vai, vai viver uma bela eternidade! — Jimin disse sugestivo e ambos gargalharam. Jeon piscara os olhos em concordância, e S/n escondera o rosto levemente nas mãos, sentindo o próprio calor úmido.

O almoço passará breve. Havia tempo que S/n não comia diante de tanta gente, e tamanha companhia, respirava fundo tentando tirar o fluido agoniante que morava em seu peito, à ociosidade e a quentura, a inflamação de seus pulmões, por simplesmente estar perto de Jungkook à acendia por dentro como um incêndio, era um misto agoniante em seu coração, alma e corpo que à enlouquecia. Tentando se aliviar com arfas, respirando fundo, vomitando tudo para fora mas, não adiantara, agora todos sentados em seu sofá esterilizado, nunca tocado, estava sentada ao lado de Jungkook, com as mão contra o estofado, os pés balançando no ar, e à cabeça inclinada em direções sem razão ouvia o papo viciante, evitando se adentrar muito nele. O feitiço que era estar perto de Jeon à fazia suspirar com mais força, para liberar energias e hormônios desnecessários, sua atmosfera fria, mas tão convidativa, era aconchegante. Vez o outra era pega por Jungkook — ou assim ela o pegava bisbilhotando —, quando o fitava mais que o devido sem querer. O desejo incessante e o calor que fluia por dentre seus dedos rosados à deixava intrigada e inquieta, queria se esvair daquelas sensações ou dar à elas mas vigor. 

Jeon se aconchegou um tanto mais para perto, deslocando sua atmosfera para em conjunto à sua se chocando, deixando mais forte o perfume que já sentia tão bem apesar da distância, às vezes achava que imaginava sentir o perfume de Jungkook pelos cantos, que só uma pitada de um perfume qualquer fosse o poço e o abismo que deveria pular para lembrar no mesmo segundo de seu cheiro, tudo parecia ter parte da fórmula genial do cheiro delicioso de Jungkook ou talvez, seu coração o fizesse para ter certeza que jamais o esqueceria em momento algum, 

estava dando certo, parabenizou seu próprio coração idiota.

— Está quieta… — Se anunciou, seu rosto se aproximou do seu, podia sentir o hálito quente contra suas têmporas, tão perto dos ouvidos da garota, S/n o encarou trêmula e desejosa. 

— Não estou muito acostumada com tanta gente em casa… — Murmurou de volta,  sentindo o proveito de estar tão perto de sua presença, sentia um sentimento tão meloso em seu coração, sentia algo explosivo como pólvora, sentia o desejo enlouquecedor de tocá-lo, acariciá-lo, beijar cada contorno angelical de rosto, até mesmo à pintinha em seu queixo, o nariz gelado e avantajado, à linha de seu maxilar, 

os lábios. Sim, os lábios onde os seus são puros, e nunca tocados.

— É tão bonita rosada, anjo! — Seus lábios tocaram levemente sua bochecha como cumprimento, cálido, tão leve e úmido como nuvens, seus lábios rosados um tanto espremidos sobre sua pele, sua respiração quente contra as maçãs de seu rosto morninha e misteriosa, à ponta do nariz fria tocando em sua pele como uma chuva de granizo rígido, macio. Seu peito pulou, urrou nostalgio, engoliu em seco à explosão, à ansiedade pelo gosto salgado de sua pele.

— Acerto de contas Jungkook?! — Os interrompera Jimin, e Jeon descansara sua cabeça na curva do torso de S/n que automaticamente trancará a coluna e ficará rígida, sem ação. 

— Ainda não… — Resmungara Jeon, acariciando os contornos do ombro da garota.

— Vamos lá em cima, no piano, quero ouvir S/n cantar! — Os convidara, arrastando Kim consigo. — Cuidado com os corredores que entram, aqui é um labirinto! — Avisou.

Tão perto dela, se afastou um pouco, como se arranca um pedaço de sua alma. Respirando fundo e frio, tentou em um ato suave se afastar, tão entregue  tentou recuar e tomar sua cotidiana pose de Everest. Os dedos de S/n tocaram seu antebraço timidamente, receosos, encarou o ato, saboroso. Era engraçado e algo tão bonito, era ver seus dedos rosados e suas mãos amareladas envoltas de seu pulso, as unhas tortas e comidas óbvia mente pela ociosidade, seu interior balançou quente e a tempestade fria de sua posse tremeu, como blocos de gelo que balançam. Se esquivando do toque, em um ato de repúdio, porém automático por culpa de uma pose traiçoeira e dolorida, viu seu rosto murchar, como se o calor e o ar doce fossem sugados, se tornando frio e constrangido. Jeon se xingou, odiava o embaraço que aparentemente fazia com ela, odiava querê-la em um minuto e no outro e afastá-la como uma rajada de vento gelado, doía nele também, como se jogar de um prédio em cima de uma mesa de vidraça, o ardor e a dor fazia seus olhos ameaçarem e gotejar. Droga.

— D-desculpe… — Murmurou sem cor, S/n. Percebeu que suas mãos suavam frio, mornas e que seus dedos se espremiam sobre sua palma no intuito agonizante de se auto-machucar, e ele sabia que pelo inferno aquilo era culpa dele. Tomando suas mãos puxando ar de desateio entre dentes, a arrastou para cima, sem encará-la, sem fitá-la e muito menos sem encará-lo sorrateiramente, sua posse fria havia se abalado, balançou sem base, temerosa, mais sem deixa-lo ainda gelada, como o próprio Everest, mas de coração quente.

Adentrando o corredor se deixou admirar pelo carpete de cor fria, seus olhos passearam pelas pinturas bonitas e S/n admirou suas orbes sonsa-lo um tanto curiosa vendo o brilho de universo que ganhara por simplesmente uma pintura de Jardim que sua mãe fizera quando era mais nova. 

— Olha Jeon, é igual a pintura que vimos no museu na semana retrasada!  — Apontou para a imagem de pôr do sol contemporânea. 

— Realmente...  — Observou Jeon, virando o rosto para a garota ao seu lado, quase deitando sua face sobre a mesma, quase fundindo seus olhos em um só. — Seus pais gostam de arte, S/n?! — A encarou, olhou no fundo de suas íris dilatadas. O seu negro universo com sua linguagem infinita, saudou o céu castanho da tarde da mais nova, tão gentil, tão bêbado de amor e licor nostalgia, que por um segundo S/n quase conseguira ler a linguagem de suas orbes, por pouco mas, o hálito delicioso escapou, fora levado pela brisa e engolida pelos olhos de Jeon, que mal a deixava saborear de seus momentos com ele. 

— S-sim... — Respondeu S/n que aproximou um tanto de seu rosto ao dele, seu nariz quase tocara o seu, e a mão de Jeon sairá de maneira danada de sua, agora escorregando por seu ombro em um toque pesado, conectando seu poros dilatados, tentando de todo modo passar o que sentia, envolvendo se em sua atmosfera por puro delírio, deitando sua respiração sobre sua face, como se à pedisse pra morder a isca, provocando-a.

— Prestem atenção no caminho, porque caso eu ou S/n se afaste, vocês saibam a saída! — Os interrompeu Park Bom, adentrando um sala próxima.

— Ou também podemos usar o celular para nos achar… — Sugeriu Namjoon seguindo Park Bom. Jeon acompanhou seu andar, ainda arrastando S/n atrás de si, que sequer se queixava da maneira que se conduzia os sentimentos que sequer tinha controle. 

 

À sala enorme de paredes azuladas, com um piano incrivelmente refinado, pálido, bem delineado parecia um manjar dos deuses, no central da sala. À atmosfera cálida com cheiro de pó e um perfume suave de velhice era acolhedor, havia nostalgia impregnada no tempo tardar daqueles móveis, à velhice e às memórias batucavam em cada de canto das paredes foscas que sugavam à luz somente para si, era familiar. Havia pequeninas cômodas espalhadas pelas beiradas, como enfeite indispensável, quando menos esperava, seu olhar tocava sobre uma sem ao menos suspirar, as janelas conectadas ao chão eram enormes de vidraça, à brisa tão leve e quase inexistente que advinha da mesma, era tranquila e serena, traquina, quando o vento começou seu rodopio curioso. Se aconchegando à sala, Namjoon logo se direcionara ao piano suspirando ao alívio e à saudade dolorida, como quem passa muito tempo longe de casa e à saudade entope os poros dilatados e sufoca o coração e enche os pulmões de saudade sem sanidade o deixando de covinhas à mostra, para Kim, o piano não era nada mais que seu lar. Às teclas rígidas e frias em contato com seus dedos rosados, úmidos, era nada mais que seu próprio juízo, sua saúde mental. O estofado era sua cama, seu quarto de encolha, o cheiro de madeira polida bem recebida por suas narinas era seu alimento diário, era seu tudo, e de lá advinha à constante paixão de Jeon. O piano bonito e Kim Namjoon.

— À sala é perfeita… — Suspirou Jeon, amassando às mãos de S/n como uma folha de papel, uma pétala de rosa alva, tão perfumada. 

— Realmente! —  Concordou Jimin.

— Quero cantar, indica algo Namjoon?! — Perguntou Park Bom, se escorando na curvatura do piano, acariciando às teclas solene. 

Lost… — Disse Kim e Jeon riu, e Jimin o acompanhou. — Conhecem?! — Ambas assentiram meio receosas. 

— Já ouvi Jungkook cantando… — Murmurou S/n.

— Quando você… — Estranhou Jeon, e S/n recuará meio risonha.

— Namjoon me mostrou quando estávamos fora!

— E eu e Jungkook ajudamos à compor! — Disse Jimin, orgulhoso.

— Jimin-ssi só ajudou com o nome! — Acusou Jungkook, e Jimin o fitara de maneira contrariada, divertidamente.

— Oh, Jungkook-ah! — Urrou Park Jimin.

— Jimin, suas letras parecem cantigas de criança! — Argumentou Kim.

— Hyung! — Berrou Jimin, para o mais velho que risonho cumprimentara às teclas pálidas do piano. — Vamos la, S/a! — A chamou para perto, respirando o ar de madeira e teclas geladas, se aconchegou na atmosfera cálida e gentilmente gelada que o local oferecia. 

 

Eu ainda estou aqui com os olhos fechados

Perdido entre os desertos e oceanos

Eu ainda estou vagando

Onde devo ir? Yeah

Eu não sabia que havia esse tanto

De caminhos que eu não posso ir e caminhos que eu não posso tomar

Eu nunca me senti assim antes

Estaria eu me tornando um adulto?

Isso é muito difícil

É este o caminho certo para mim?

Estou muito confuso

Nunca me deixe sozinho

Eu ainda acredito, mesmo que seja inacreditável

Para perder o seu caminho

É o jeito de encontrar aquele caminho

Perdi meu caminho

Constantemente empurrando, sem descanso, dentro das tempestades severas

Perdi meu caminho

Dentro de um mundo complicado, sem uma saída

Perdi meu caminho

Perdi meu caminho

Não importa o quanto eu duvide, eu quero acreditar em meu trajeto

Perdi meu caminho

Encontrei meu caminho

Perdi meu caminho

Encontrei meu caminho

Uma vez eu vi uma formiga indo a algum lugar

Não tem jeito de encontrar o caminho de primeira

Constantemente tropeçando e rastejando para a frente

Para encontrar algo para comer, vagando por dias

Você sabe

Há uma razão para toda essa frustração

Acredito que estamos no caminho certo

Se alguma vez encontrarmos

Vamos voltar para casa, assim como uma formiga

Isso é muito difícil

É este o caminho certo para mim?

Estou confuso

Não me deixe sozinho

Eu ainda acredito, mesmo que seja inacreditável

Para perder o seu caminho

É o jeito de encontrar aquele caminho

Perdi meu caminho

Constantemente empurrando, sem descanso, dentro das tempestades severas

Perdi meu caminho

Dentro de um mundo complicado, sem uma saída

Perdi meu caminho

Perdi meu caminho

Não importa o quanto eu duvide, eu quero acreditar em meu trajeto

Tanto tempo

Adeus a minha esperança sem nenhuma promessa

Tanto tempo

Mesmo que eu seja lento, eu vou andar com meus próprios pés

Porque eu sei que este caminho é eu quem devo tomar

Mesmo se eu voltar, vou chegar a este caminho eventualmente

Eu nunca vou, eu nunca vou

Eu nunca vou desistir do meu sonho

Perdi meu caminho

Constantemente empurrando, sem descanso, dentro das tempestades severas

Perdi meu caminho

Dentro de um mundo complicado, sem uma saída

Perdi meu caminho

Perdi meu caminho

Eu duvido, eu quero acreditar em meu trajeto

Perdi meu caminho

 

Encontrei meu caminho

 

Perdi meu caminho

 

Encontrei meu caminho



 

— Vamos ter que praticar mais respirações diafragmáticas! — Observou Jeon chegando para mais perto de S/n, vendo à expressão um tanto cansada da mais nova.

— Jungkook, não tente tornar à voz de S/n estável, à inconstância de seu canto e seu charme, não finja não saber! — Dissera Namjoon

— Mas, não posso deixá-la morrer sem ar no cérebro Hyung! — Massageou a testa da mais nova, com um toque pesado, à musculatura tensa, à testa levemente suada, a pele delicada e pálida, os contornos de porcelana, queria beijá-la seu topo, para.lhe transmitir serenidade, e pela primeira vez naquela tarde, se conteve. — Se ela dominar a respiração ela poderá ter à voz que quiser, falha ou não ainda será perfeita para mim… — Murmurou de modo cansativo e temeroso, levemente doce, o que deixou S/n inquieta com sua maneira tão inusitada de lhe confessar coisas, ela adorava à maior parte das coisas que ressoavam de seus lábios. 

 — Certo… — Mostrou às covinhas que beiravam seu rosto. — Pelo visto Jimin tinha razão, S/n canta incrivelmente bem! — Encarou o rosto da mais nova, que ganhara cor, algo brilhosos se acendeu em seu olhar e quase desabou, S/n ainda não havia se acostumado com o fato de receber sorrisos gentis. Era tão delicioso e à deixavam tão agitada que mal lembrava das memórias que alfinetava sua alma na casa sem cor. 

— Canta tão bem S/a! — Elogiou Bom. — Por que nunca cantou para mim?! — Park Bom exclamou um tanto nostálgica.

— Eu nunca fui de cantar muito… — Murmurou S/n, envergonhada.

— Mas, Nina já a ouvira cantar! Ela me contou que corria pela casa procurando à mesma, só para cantar para ela sentada em seu colo! — Acusou-à Kim Namjoon, e Jeon o olhou curioso desejando que toda fala de sabedoria sobre S/n saísse de sua boca, não da dele, ele também queria conhecê-la.

— E-eu só… — Gaguejou sem jeito, não sabia como reagir a elogios.

— Canta incrivelmente bem e, é incrivelmente tímida! Ah, deixe-a quieta Hyung! — Jimin à exclamou, se aproximando um tanto da garota, que logo fora puxada para longe por Jungkook. Elevou o rosto para encará-lo S/n, uma carranca havia sido plantada em seu rosto, e seus cabelos se mexiam levemente pela brisa que advinha da janela o deixando com. Jimin riu, sorrateiramente. 

— Deixe-me abraçá-la Jungkook! — Se aproximou novamente Jimin.

— Abrace ele e sua dívida múltiplicara por mil! — Ameaçou Jeon e S/n negara o gesto para Jimin, logo em seguida abraçando-o Jungkook de lado e criando raízes em seus braços, rodeando novamente os dedos mornos em seu anti-pulso. O toque leve e aconchegante sobre sua pele pálida, ainda o deixava bobo e um sorriso brotará na linha hidratada de seus lábios. O ato gostoso o lembrava de uma pintura bonita de uma floresta de ramificações que virá numa exibição recente e que até agora não tinha tanto sentido para o mesmo. E agora tinha o melhor aos motivos e dos mais preciosos. Às ramificações, às raízes involuntárias só iam aumentando dentre eles, começara nas flores de seu coração, depois se aconchegar em seu peito, seus pulmões, agora estavam se prendendo em seus pulsos e articulações, se via totalmente invadido por seus sentimentos, e pela adorável sensação. Pareciam ligações, nervos elétricos os conectando inteiramente. 

— Isto um dia, ainda irá assusta-lá! — Acusou Park Jimin franzido.

— Deixe-os Jiminnie! — Resmungara Namjoon. — Hey, S/a pode me deixar ver as cartas dos Kim?! — Perguntou de repente.

— Claro... — Sorriu doce e fechado, apertando um pouco o pulso que à pendurava, como uma saudação e uma promessa de volta. — Vou pegar, estão lá no meu quarto! Já volto! — Sairá rapidamente e Jeon resgungara levemente suspiros de saudade.

— Namjoon?! — Park Bom chamara. — Terminou de compor minha música?! 

— Quase! Deixe-me mostrá-la Jagiya… — Sentou-se no piano novamente. — Jimin, sabe aquele arranjo que mandei pra você ontem?!

— Ah, harmonia?! — Jimin se aproximara da conversa.

— Uhm, me ajude a mostrar, você entra do segundo refrão até o final, ok?! — Park Jimin assentiu, enquanto Jungkook ficava entretido por fora da conversa. 

— Vamos la! — Começou Kim. — 3...4…

— Naegedo bom dasi bomi olkkayo… — Park Bom socara às palavras ao ar, forçando as cordas vocais com serenidade.

 

15 minutos haviam passado e Jeon se via um tanto ocioso, sua mente riscava como caneta colidindo no papel e seu coração palpitava, sua respiração cortava, havia um tempo que S/n não havia retornado e este pensamento o deixava um tanto inerte, era como lua em noite de solidão, que fazia birra para que o sol nascesse logo, mesmo se não pudesse admirá-lo.

— Jungkook?! — Park Bom chamou o tirando de devaneios.

— S/n está demorando demais... — Observou Jeon meio tênue e Jimin riu ao ver a lentidão de sua atmosfera.

— Espere, ela não pode se perder na própria casa!

— Se está tão preocupado vá procurá-la! — Sugeriu Namjoon e Park Bom o acompanhou.

— Preste atenção... — Bom, o chamou. — Neste mesmo corredor, há um desvio para outro na primeira curva a direita, siga reto até o final e irá ver cinco portas, a última porta do meio é a do quarto de S/n!

— Cara, essa casa é um labirinto! — Comentou Jimin com uma carranca engraçada. — Boa sorte Jungkook! — Tocou-lhe o ombro.

— Cuidado com a porta que abre, ela pode dar em outro corredor e você pode se perder! — Avisou. — A casa é grande, cheia de cômodos e a família não use nem a metade, o pai de S/n adora este modelo rústico por isto a compra dela, vá logo, quero cantar mais uma música e tenho uma proposta pra vocês! — Em um aceno afirmativo, Jungkook saira porta a fora.

Começando a andar, Jungkook apreciou a casa, seus olhos passavam pelas paredes como pincel em tela branca, apreciando a arte que ainda não tinha certeza. A casa era bonita, seu modelo rústico ainda moderno, tinha seus próprios traços. Deslocando calcanhares para primeira curva a direita sentiu seus pés formigarem e tratou de se concentrar no caminho, suas mãos gritavam e suavam frio. Seguiu o corredor secundário, como se estivesse armado para qualquer situação que aparecesse, em um ato errado abrirá a penúltima porta e outro corredor fora lhe posto como caminho, Jeon entrara em pânico, seu ar parecia subir para a cabeça e torná-lo um balão vermelho, de nervos a flor da pele. O novo corredor havia uma pequena vidraça bonita como teto e o local se dava em outras portas. O desespero pegara Jeon como uma flecha em seu ombro largo, e um urro vadio quase pulara de sua garganta. O mundo girou, o vento vazio rodopiou, o ar de Jungkook o sufocou e a vidraça parecia ter se partido no topo de sua cabeça como um explorador ao ativar uma armadilha secreta. O medo, o receio e o desejo ensurdecedor de achá-la o pegou como uma bala perdida.

— Anjo... — Sussurrou como um pedido de ajuda, como um grito silencioso, uma declaração de guerra. O pensamento de não achá-la quase o fizera tombar em seus próprios pés, sua base estava trêmula, temerosa, o pensamento quase fizera seu coração parar e por um instante, pensou que seu corpo pereceria, murcharia como um morto, 

morto por falta de amor. 

— S/n?! — Chamou, como uma necessidade para viver. — Anjo?! — Gritou, e ecoou como estrondo de angústia, mas, não viera resposta. Suas pálpebras piscaram de modo inconveniente e seu peito subia e descia como uma bomba de ar, por um instante pensou que ela havia sumido, se perdido, não estava com ele. Em um tique nervoso seus pés se deslocaram com mas força, seus calcanhares mal tocavam o chão e Jeon mal respirava, o ar dançara sua dança de tensão e suspense fingindo procurar-lá também, suas bochechas coradas de desespero seu corpo estava tão quente que sentia o suor dilatando seus poros um à um, engolindo em seco, correu pelos corredores, se debatendo entre as paredes marrons de agonia, à melancolia o saudara e a angústia acariciava seus cabelos como um demônio  pendurados em seus ombros. A casa parecia encolher como uma caixinha pequena, um cubo minúsculo o sufocando, o ar parecia se tornar rarefeito, sua vista embaçada, confusa só encontrava paredes, suas íris mal focavam em algo só, se perdia no próprio pensamento e na porra do violino maldito que soava melodia de suspense no ar e no pé de seu ouvido em uma ato agonizante. Fazendo uma parada brusca suas mãos alcançaram o topo de sua cabeça e apanhou seus fios negros que tão bonitos contrastavam com sua pele pálida, os puxando com intuito de sanidade, se viu em um mar de desespero e um aperto no peito. Estava fazendo tempestade em copo d'água a única ação ao qual tinha consciência era esta, mas para ele seu drama era necessário, era como respirar, era como viver, era como nascer e viver, se preocupar com ela não era algo a discussão, era algo para morrer e perecer se necessário.

— Anjo?! — Gritou trêmulo, sua base insegura, sem firmeza sua respiração sem fôlego, seu corpo sem força sua voz sem temor e seu coração cheio de terror, o medo, pavor e a dor de pensar em perdê-la. Uma porta de fundo fora aberta, como à luz no fim do túnel, sua última esperança, seu sopro de viva é assim se fez. Era ela, à mediana e sussurrada S/n. Suas madeixas secas, haviam ganhado volume deixando suas pontas mas claras, seu rosto já rubro, Jeon jurou sentir, apesar da distância o calor é o aconchego que seu corpo emitia naturalmente. Apesar da falta de luz, à pouca que já irradiava dos fracos raios solares contrastou lindamente com o rosto de uma maneira tão linda, estava tão linda quanto o pôr do sol que contemplaria do lado de fora, seus os castanhos da tarde fixaram se nos seus, automaticamente, seu corpo meio indeciso se prenderá à porta, ouvia seus dedos arrastando na madeira de maneira ociosa, poderia dizer agora que estara numa ressaca, à ressaca de mar agoniante e a maresia carregada que o sufocava e o afogava, engolira seus gritos de tangerina para embebedar-se novamente, bêbado dela, somente dela.

— J-jungkook?! — O chamou, se esquivando da porta chegando para mais perto dele, com as cartas em mãos um tanto indecisa. — O que houve?! — O encarou agitada, quase como se sentisse o desespero que fluia em sua corrente sanguínea, quase como se estivesse ao ápice da loucura, o acompanhando, já nervosa.

O alívio o saudou como rajada de vento, uma pancada em sua cabeça, sugando tudo, quase tirando sua cor pálida e saudável.

Andando rapidamente em sua direção se lançou contra o corpo da menor. Seus braços rodearam a como uma caverna segura, colidiram contra ela, aconchegante, febril, louco para mostrar o que sentia. Alcançando os contornos de sua cintura, sentia em cada contorno de seu corpo, em cada ponta fria o sentimento gritante que esperneava em seu peito e urrava para ser dito. A menor deitou o rosto contra sua pele como se a tranquilidade a tocasse e o medo se esvaisse, ambos  estavam quentes e nervosos. Jeon quase tivera um delírio de puro êxtase ao sentiu o toque dela ao ver a paz que transmitia a ela, desabou; o gelo de seu coração derreteu, Jungkook queria abrir seu peito, rasgar seu coração e dar tudo a ela, mostrar que até a última camada de seu ser se preocupava com ela, queria que sentisse o quão a melancolia de amá-la fazia seu coração surtar em batimentos cerrados. O quão aquilo lhe tirava do chão e fazia o teto querer desabar diante de sua cabeça, queria mostrar, fazê-la sentir todo seu amor, o delito e a paz. Amá-la era como estar no céu e desejá-la tanto quanto um pecado. Aquele descanso que ela fazia sobre sua pele, o fazia querer beija-la da maneira mais profana que um dia alguém já havia feito, queria sentir o doce de sua boca e a quentura de suas arfas sendo lançadas pelas sua boca simplesmente por tê-la tocado o rosto, queria beijar, tocá-la queria toda ela. O desespero de pensar em perdê-la o fazia perder a cabeça e relembra do sufoco e os mal bucados que passara no instante anterior, o calor corporal, os sentidos, o ar. O fazia perder tudo e dar tudo. De todo amor irracional que mal cabia no peito e mal conseguia ser dito, se viu perto da loucura e sem saber que caminho trilhar.

— Anjo... — Murmurou tão perto de sua nuca, colada no ouvido da menor, seus pêlos eriçaram, e um sorriso quase escapara de seus lábios bonitos. — Eu procurei por você… — Respirou fundo ainda colado em seu torso. As mãos medianas da mais nova rodearam seu tronco, se prenderam no topo de suas costas, se ancorando em seus ombros, juntando finalmente as flores e as raízes de seus corações e Jeon quase tombaram para trás, suas pernas perderam a firmeza diante de um ato tão simplório que quase por relampejo e um desejo maldito sua boca alcançará a dela, queria selar todos seus sentimentos, queria mostrar pra ela a sua explosão contida em seu próprio peito, mostrar o sabor de seu desespero. Suando frio viu a menor se afastar levemente e o encara-lo como a coisa mais bonita e a mais misteriosa do everest frio. Jeon passou o olhar sobre seu rosto redondo de tom angelical. A boca pequena e saudosamente rosada, suas bochechas vermelhas tão quentes, viu um fio de suor frio na ponta de seu nariz brilhante, até chegar no ápice de seus olhos. O castanho da tarde comprimentou o negro infinito, se saudaram com tamanha nostalgia que mal se tocaram que suas respirações se misturavam e seus sabores quase se engoliam. O sentimento era forte demais para ser domado, o desespero era grande o bastante para saber que a brasa de nostalgia não mudava o fato de mal se conhecerem, tudo era forte demais. Mas havia estrelas em seus pulmões e borboletas bonitas em seus estômagos, fazendo festa no fundo de seu âmago, não dava pra conter, não dava pra respirar sem nem mesmo se tocar, perdiam o ar, sufocados com a própria melancolia de se amares, com o próprio desespero de se encontrarem.

— Jungkook?! — Namjoon aparecerá no corredor o chamado. Fora como um vitral se quebrando, os fragmentos caindo ao chão levando o momento bonito consigo, arrancando os desejos não concedidos, tornando o momento afuso e constrangido, desabando tudo, levando-os para longe. Se separando timidamente, se encararam de maneira constrangida.

— Achei que tivessem se perdido, desculpe... — Observou. — Vamos voltar?! — Insistiu Kim.

— S-sim... — Gaguejou S/n em um sussurro.

— Vamos... — Suspirou Jungkook tomando o pulso de S/n em mãos e a puxando de volta andando ao lado de Namjoon, que mantinha uma carranca apreensiva. Após alguns corredores finalmente chegaram a sala de música, Jeon nem se surpreendia por Namjoon saber lidar com aqueles corredores ele sempre fora bom nessas coisas.

— Vocês demoraram! — Os percebeu Bom.

— Troca de saliva?! — Sugeriu Jimin. S/n prendera a respiração e ficará incrivelmente vermelha, não negava que talvez, adorasse o ato.

— Ih-ya! N-não mesmo! — Retrucou com as mãos no rosto e Jeon sorriu com seu ato, ele adoraria beijá-la.

 — Ih rapaz, gaguejou... — Park Jimin riu e Jeon lhe dera um tapinha a nuca, embaraçoso.

— Já que todos estão aqui, vou fazer uma proposta! — Chamou os a atenção Park Bom. — Tenho uma amiga...  — Começou pousando os dedos nas teclas geladas do piano. — Que irá se apresentar num bar hoje, apesar do sucesso que ela faz, hoje é apenas uma apresentação mais reservada, pequena e aconchegante, logo ela vai sair em turnê! É como uma despedida, ela separou uma mesa pra mim, queria saber se vocês aceitam ir comigo! A tarde foi tão boa, prolongá-la até a noite não seria ruim, não é?! 

 — Estou livre hoje!  — Informou Jimin.

 — Você sempre está livre!  — Anúncio Jungkook, que ganhará um olhar indignado do mesmo.

 — Olha seu pirr...

 — Nós vamos sim!  — Namjoon os interrompeu.

 — O nome dela é Hwasa! Vocês vão adorá-la! Mando o endereço antes de vocês saírem!  — Sorriu docemente.

 — Unnie... — Murmurou S/n com certa delicadeza, ganhando a atenção de todos a sua volta sem intenção. — Acho que vou ficar em casa! Não acho que deveria ir! — Disse e por um instante Jeon queria gritar e obrigá-la que fosse com ele, queria arrancar sua insegurança e acariciar seu rosto corado.

— Vou te arrastar até lá se for preciso!  — Ameaçou Park Bom, e a primavera se tornará verão de mudanças.

— Meus pais, eles… — S/n nunca fora de sair muito, e odiava locais com muitas pessoas, para S/n era sufocante.

— Pelo amor S/n, você tem quase 17 anos! — Riu. — Você irá conosco! — Maneou a cabeça com confiança e S/n arfou inesperadamente.

— O-ok… — Colocara as mãos nas têmporas de porcelana. — Eu vou...

 

 

"Nem fora em um ato impulsivo", mas

joguei meu mundo para cima, toquei as nuvens macias, me fiz de confusão e formei tempestade nas massas macias que se misturavam ao céus. 

Joguei teu corpo morto no meu guarda-roupas, guardei teu disco empoeirado na minha escrivaninha. Achei tua cabeça avoada perdida, e juntei teus lábios nos beiços sem cor de uma garota morena qualquer que passava perto da minha janela, isto não lhe incomoda, não é?! 

Teu moletom se tornou meu pijama, que nunca uso, fica enterrado na minha gaveta, jogado as traças que corroem nossas memórias que afinal nunca tiveram valor.

Olhar para meus bloquinhos vazios me causam tristeza, dor, pois todos eram escritos de ti, detalhados. Sinto falta dos textos, da minha narrativa descrevendo teu olhar sem graça, teu canto tenor.

Não vou escrever mais nada de você, este será o último que ganha destaque nos meus blocos coloridos, 

Eu esqueci você, 

Mas, ainda há vestígios teus em meu coração. As coisas que tu esqueceu na hora da mudança, largadas ao lento, 

perdendo o valor.

Esqueci você, 

É uma mentira doce, que meus lábios se moldam habilmente para se contradizer, 

Eu esqueci você, ou talvez meu amor ainda existe nesta fumaça, e tenha amadurecido de uma forma mais preciosa do que consigo notar, 

onde aprendi, ousei aprender e me forcei a entender 

que teu lugar feliz é onde você mais gosta de estar, onde tem prazer em procurar.

Todos os lábios que não são os meus.

Todos, menos eu.

 

— Resquícios de um amor esquecido. — Marii-Ssii

 

Capítulo 6 — A reciprocidade mútua e nosso ciúme mal anunciado.

 


Notas Finais


TENHO SÓ DÓ DE VOCÊS RSRSRSRS
CAPÍTULO BOM MESMO TA OH PRÓXIMO HEHEHE, QUANDO ELES VÃO VER A APRESENTAÇÃO DA HWASA RS

VAI TER PEGAÇÃO, VAI TER PEGAÇÃO!

Mas, eu num disse de quem, rs
Façam suas teorias rs

GENTY PELO AMOR DE DEUS, DA PRA ENTRA NO GRUPO FLOPADO DA FANFIC, SÉRIO VOU APAGAR AQUILO, QUERIA TANTO CONVERSAR COM VCS AF

LINK DO GRUPO: https://chat.whatsapp.com/GAHeWtdHOWyFaVnhykzJQ3

Genty, tô pensando seriamente em fazer um hiatos... pra saber o motivo, entra no grupo e pergunta

Me digam, gostaram do capítulo grande?! Ihhhh quando tempo demoraram pra ler?! Rs

META DE COMENTÁRIOS PRO PRÓXIMO CAPÍTULO NO MÍNIMO 10 COMENTÁRIOS VIU?! Rum...

GENTY, GOSTARAM DA CAPA NOVA?! EU ADOREI, PSER QUERO OUTRA RS
e que eu achei que não ficou muito a cara da fanfic, mas tá tão linda que tenho dó af, caso tenha uma boa campista por ain, me chama no pv, okay?!


Sussurrando links.

Drabble da historia: https://www.spiritfanfiction.com/historia/resquicios-de-um-amor-esquecido-16851260

Spring, minha versão favorita: https://youtu.be/cGHvb0R9VOw


Betado: Parcialmente, ainda não.


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