1. Spirit Fanfics >
  2. SUTILMENTE AMOR - Contos GAASAKU >
  3. Quero

História SUTILMENTE AMOR - Contos GAASAKU - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Demorei? Demorei.
Mas volteeeeeiiiiiiiiiii!
Mais um capítulo fresquinho para animar essa quarentena infinita!
Demorei devido a dias difíceis em meio a pandemia. Só isso. Bloqueei mas já desbloqueei!
Vocês são um máximo, essa fanfic está cada dia ganhando mais favoritos! Muito Feliz! Vamos levantar o Fanon GaaSaku genteeeee!
Obrigada pelas participações das tatuagens [email protected]! Me deram uma ideia bem melhor do que planejei! hahaha
Vamos ao capítulo, boa leitura e espero que gostem!

Capítulo 8 - Quero


CAPÍTULO 8: QUERO (Ou, aquele em que Sakura passa a ser a médica do Kazekage de Suna).

Um banho gelado no final do dia em Suna, em especial naquele dia, uma sexta feira, era algo realmente maravilhoso! Deixou-se demorar debaixo daquela água gelada, que levava embora do seu corpo o calor, suor e cansaço. Se pudesse, se perderia pelas termas privadas que havia no palácio, mas não tinha muito tempo para aquilo naquele momento.

Mais cedo havia mandando mensagem para Gaara, perguntando que horas poderia ir reportar a missão, e ele respondera determinando o horário de início da noite, entre 18:30h e 19h. E já eram 18:20 quando entrara no banho. Despertando para a possibilidade de um atraso, tratou de finalizar seu momento de relazamento.

Penteou seus longos cabelos, aplicou sua rotina de cuidados, e foi escolher uma roupa adequada. Como já era noite, decidiu por uma calça jogger preta de sarja, apertada nos tornozelos, com dois bolsos frontais e cintura média. Vestiu um croped igualmente preto, e pegou seu cardigam cinza e jogou por cima, calçou sua alpagarta ninja1. Colocou seu perfume de sempre, passou um batonzinho nos lábios. Se olhou no espelho e amou o que viu. Jogou um beijinho para ela mesma naquele reflexo e saiu apressada rumo a sala do Kazekage.

Na seu escritório Gaara estava cansado, exausto na verdade. Fora uma semana difícil, e só ele sabia como sofria nessas semanas de trabalho mais intenso, sendo ele uma pessoa que definitivamente sofria de insônia. Logo sentiu aquele chakra se aproximando, era dela. Não demorou muito e lá estava ela a bater na porta, recebendo dele a confirmação para entrar em seu escritório. Ela entrou e com ela, obviamente, seu perfume tentação.

“-Haruno-San, sente-se por favor” disse diretamente, indicando a cadeira a sua frente.

“-Kazekage-Sama, boa noite” ela disse polida, sentando-se onde lhe fora indicado.

“-Boa noite” ele retribuiu e acrescentou “-Desculpe meus modos, tive uma semana difícil. Mas me diga da sua missão”.

Sendo objetiva, narrou ao líder de Suna suas impressões naquela primeira semana de missão, do ponto de vista clínico do hospital, bem como toda a estrutura de saúde a qual teve acesso. “-Realmente não é uma missão para poucos meses”, ela disse relembrando a ultima conversa que tiveram. “-Trouxe aqui um relatório da semana, verá que há alguns estudos iniciais, e alguns indicativos para vossa análise” disse por fim com um sorriso educado em sua face.

Ele pegou o pergaminho das mãos dela, e o abriu. Foi inevitável a ele deixar de arregalar os olhos e suspirar de cansaço ao ver tantas letras e números, tabelas, e perceber que se tratava de um estudo inicial bem grande e detalhado para ser analisado. Automaticamente massageou uma de suas têmporas, na sua costumeira vã tentativa de aliviar a dor de cabeça que lhe acompanhava em quase todos os dias, e que estava intensa naquele fim de sexta feira.

“-Está com dor de cabeça” Sakura afirmou com gentil convicção.

“-Hum?” ele parou a leitura e lhe perguntou. Largou o pergaminho de forma displicente em cima da mesa, e relaxou as costas na sua suntuosa cadeira, soltando um suspiro cansado, e com os dois primeiros dedos pressionou o meio de sua testa, como se aquela pressão pudesse aliviar a dor. De olhos fechados disse a kunoichi a sua frente “-És muito perspicaz”.

Sakura soltou uma risadinha contida, e respondeu “- Oras Kazekage, agradeço o elogio! Mas não foi preciso muita perspicácia para constatar isso!”.

Ele já de olhos abertos, deu um sorriso contido, e disse “-Não?”.

Sakura estalou a língua no céu da boca, “-Claro que não! Suas expressões e ações mostram claramente para mim”.

“-Confesso que é uma constante para mim” disse se referindo a dor de cabeça.

“-E o que faz para combatê-la?” perguntou Sakura assumindo sua postura médica, olhando-o seriamente esperando uma resposta.

“-Automassagem e caretas” disse Gaara sério, mostrando os dois dedos e teatralmente levando-os até o meio de sua testa, e pressionando-os no local, fazendo uma careta e fechando os olhos em consequência da dor que a pressão causou em si.

Sakura começou a rir daquela cena, e relaxou na cadeira na qual estava, encostando-se no encosto confortável. Gaara parou com a pressão dos dedos, e de olhos abertos a olhava e a acompanhava nas risadas. Em meio às risadas a kunoichi disse “-Por Kami Sama! Mas esse seu método não vai funcionar mesmo!” e riu mais. 

“-E como sei, doutora”, disse risonho, continuando a fala “-Agora sério. Já tomei um analgésico, mas não fazem efeito” concluiu cruzando os braços e empurrando um pouco a cadeira para trás, se distanciando um pouco da mesa, como se afastando-se daquele excesso de trabalho a dor fosse sumir. 

Sakura fez um feição compreensiva, e pensou que no mínimo de tratava de uma cefaleia crônica, cujo tratamento exigiria mais do que simples analgésicos. Colocou-se de pé e foi contornando a mesa, dizendo “Deixe-me ver”.

Gaara descruzou os braços e quando deu por si, a kunoichi estava a sua frente, entre ele e a mesa. Ela recostou-se na mesa atrás de si, esticou os braços e fez um sinal com as mãos chamando-o, e completou dizendo “-Venha”, indicando que ele se aproximasse mais dela, para que pudesse examiná-lo. Ele deu um suspiro leve e não contestou as ordens da médica a sua frente, e com os pés impulsionou a cadeira para a frente, aproximando-se dela até que ela dissesse que estava bom. Com isso, ela ficou como que no meio de suas pernas, inclinou-se um pouco e tocou com a ponta dos seus dedos a sua cabeça, e cada local que tocava perguntava se doía, e ele ia respondendo.

Uma de suas mãos escorregou pela lateral de sua cabeça, passando por seus cabelos e parando na sua nuca, onde ela fez uma leve pressão e perguntou se doía, e soltando um quase imperceptível suspiro de dor, concordou que sim. Estava meio perdido com a visão dela tão próxima de si, aquele cheiro tentador tão perto, que fechou os olhos e sequer percebeu ela o chamando. Foi só na segunda chamada que abriu os olhos mostrando que estava pronto para ouvir o que ela quisesse dizer.

“-Pode tirar a capa?” ela disse se referindo a capa de líder de Suna. Ele nem respondeu, e desamarrou a vestimenta. Ela olhou suas roupas ninjas, era uma camisa preta, que marcava bem a musculatura do ninja. “-Licença” ela disse e direcionou suas mãos para os ombros de Gaara, e apertou em alguns pontos, não sendo nem necessário ela perguntar nada, primeiro porque ele murmurou de dor, segundo que o toque clínico constatou que toda a musculatura estava tensa, e com nódulos. Ela parou o exame e recostou na mesa, cruzando os braços, enquanto Gaara esticava a cabeça para os lados, numa vã tentativa de se alongar. O ruivo olhou para ela e a ouviu dizer seu veredito “Tsc, Tsc, Tsc. Não tem analgésico que melhore isso Kazekage!”. 

Ela continuou a dizer, “Nunca procurou um medi-nin para avaliar essas dores?” perguntou em tom de reprimenda. Ele simplesmente respondeu que não, e ela levantou uma sobrancelha como que perguntando o porquê dele não ter feito isso antes, e ele simplesmente deu de ombros, respondendo com esse gesto que não tinha uma resposta fechada para a sua pergunta. Sakura bufou com a resposta gestual que ele lhe dera, e disse objetivamente “-Quer que eu te trate?”.

Gaara cruzou os braços e a olhou avaliativo. Tinha diante de si a melhor médica ninja da aliança shinobi, quiçá, de todo o mundo ninja! Se aceitasse se tratar com ela teria duas garantias, a primeira é que teria bons resultados, a segunda é que teria o sigilo da sua condição. A verdade era que não gostava de expor suas fragilidades de saúde, mesmo que fosse uma mera dor de cabeça, para não levantar rumores problemáticos. Mas a verdade mesmo era que não gostava de dar o braço a torcer, e sempre negou as muitas tentativas dos seus irmãos de lhe arranjar um médico que lhe tratasse.

“-Desde que ninguém saiba” ele disse decidido, ela obviamente fez uma expressão de dúvida curiosa, e logo ele tratou de se explicar “-Meus irmãos sempre tentaram me forçar um tratamento e nunca aceitei...” deixou a informação no ar. Ela completou o raciocínio “-Se souberem vão pegar no seu pé” afirmou objetivamente. “-Exato” ele anuiu.

“-Ok. Sigilo é um direito do paciente” ela disse gentilmente. Levantou-se e dirigiu-se para trás da cadeira na qual ele estava, analisando a peça, e perguntou “-Tem como regular a altura?”, e quando ele ia abrir a boca para responder, sentiu-se cair e ouviu-a dizer “-Achei!”, referindo-se ao dispositivo que regulava a altura. Agora, Gaara estava em um nível mais baixo que ela.

“-Depois ajeitamos a altura novamente, ok?” ela disse já de frente para ele, mais uma vez recostada na mesa, e ele concordou que sim com um leve balançar de cabeça. “-Vamos começar com uma massagem nesses ombros tensos, estão cheio de nós” ela disse lhe explicando o tratamento, “-E depois, uma massagem nas têmporas. Ao mesmo tempo, vou aplicar ninjutso médico” ela concluiu.

Ele concordou com um gesto de cabeça. E sentiu sua cadeira ser girada, estava de costas para a medi-nin, que mal lhe pediu licença mais uma vez, e já tinha suas mãos em seus ombros. “Solte os braços” ela instruiu, “-fique relaxado” e começou uma massagem firme. Ele grunhiu discretamente de dor, e ela deu uma risadinha mínima, mas que ele ouviu “-Difícil relaxar Haruno, isso dói!” disse um pouco indignado com ela ter achado graça da sua dor.

“Eu sei Kazekage, mas solte esses braços!”, e com a advertência ele relaxou os braços o melhor que pôde, mas era involuntário dar pequenos espasmos de dor e contrair os músculos como meio de defesa. Não estava dando certo, Sakura concluiu. “Já chega!” disse firme porém calma. Saiu de trás dele e começou a rodear a sala falando sozinha “-Tenho quase certeza que vi um...”. Gaara girou sua cadeira novamente para olhar a kunoichi. “Será que ela desistiu?” pensou. Mas de repente viu ela pegar um puuf e se redirecionar para onde ele estava, colocando o puuf ao seu lado. Foi até a bolsa dela, pegou um bloquinho, procurou um tempo por algo e resmungou. Com uma das mãos na cintura, e batendo com a outra de leve em sua testa, murmurou baixinho “-Ficou no hospital!”.

Olhou para ele e deu um sorrisinho pedinte, e disse “-Me empresta uma caneta?”. Ele anuiu em concordância, e pegou sua caneta pessoal e lhe entregou, que diga-se de passagem, era uma linda caneta de bronze, gravada em ouro 'Kazekage'. Ela deu um clique na caneta, observou o objeto e disse travessa “-Suna e seus requintes...”. Ele riu do comentário e viu ela se sentar no puuf a sua frente, segurando o bloquinho em mãos, já escrevendo seu nome. Olhou-o diretamente, ele estava com a cadeira virada para seu lado, com os braços cruzados, uma postura que ela identificou ser típica dele. Então lhe disse “-Vamos fazer direito! Comece me dizendo sua idade.”

Ele respondeu “-21”. Ela ia tomando nota. “Quantas horas fica sentado nesse escritório por dia?”

“-De 12h a 16h”. Ela o olhou num tom de quase acusação, e disse “-Aposto que não se alonga” e ele disse objetivamente “-Não mesmo”.

“-Quantas horas dormiu na última noite?” ela perguntou olhando-o avaliativa.

“-2h” disse seco. Ela arregalou os olhos e tomou nota. “-E na penúltima?” perguntou esperançosa.

“-Não dormi”. Ela parou de anotar e o olhou meio apavorada, e perguntou sagazmente “-Quantas horas dormiu em média nos últimos sete dias?”.

“-Pouco” ele disse simples.

“-Insônia” ela afirmou. E soltou um suspiro de resignação, sabendo agora que o problema era maior do que imaginava. Ele fez uma expressão como quem dizia que não tinha culpa por ter esse problema. Ela entendeu a reação dele e disse, "-Sei que não é sua culpa...".

“-O que comeu hoje no almoço?” ela perguntou indo mais a fundo, pois já tinha algumas fortes desconfianças formadas.

“-Não almocei” ele disse começando a se sentir envergonhado por isso, tamanha era a expressão de indignação e reprimenda da medi-nin que o avaliava.

“-É comum ficar sem almoçar? Me diga como são suas refeições” pediu.

“-Sim, é comum. Nem sempre sobra tempo para café da manhã e almoço. O que é quase sempre garantido é o jantar”, ele respondeu. E lá estava aquele olhar meio indignado, que o repreendia sem falar nada. “-Não me repreenda” ele disse se defendendo “-São muitas obrigações!”.

“-Eu não te repreendi!” ela se defendeu. Ele prontamente disse “-Não com palavras”.

Suspirou meio rendida, não costumava ser muito transparente com seus pacientes, mas ali parecia que tinha falhado miseravelmente. Mordeu o cantinho dos lábios em constrangimento, e disse “-Não costumo ser tão fácil de ler” disse na defensiva, e ele riu. Mas ela não deu confiança.

“-Pois bem” ela disse com uma indignação que não existia, mas querendo soar séria, afinal, aquilo era ainda uma consulta. “-Não se alimenta direito, não se alonga, não dorme. Seu caso é sério. Tudo isso está interligado, não adianta eu tratar as dores sem tratar as causas” ela disse séria dando seu veredito. Continuou falando “-Tens um palácio a sua disposição, empregados, e não acha tempo para as refeições, mesmo que seja aqui no seu escritório?” ela perguntou placidamente, querendo entender a situação.

“Tsc” ele disse, e descruzou os braços. Pensou em como se explicar, mas não tinha muita justificativa, afinal, não era falta de que lhe trouxessem a comida, e sim de que lhe convencessem a comer. Somente Temari conseguia esse feito, porque ela era bem intimidadora. Resolveu dar a explicação sincera, “-Eu que não paro para comer, acabo trabalhando no automático as vezes”.

Sakura cruzou os braços, e de olhos fechados, balançou a cabeça para um lado e outro em indignação. Olhou para ele novamente e disse “-Se me quer como sua médica, isso tudo vai mudar”, ela disse com firmeza, em tom de aviso. Ele balançou a cabeça em concordância, mostrando que havia entendido. Ela então perguntou com uma expressão doce, que era típica dela, “-Me quer?” se referindo a ele lhe aceitar como médica.

Gaara se remexeu na cadeira. Aquela mulher tinha noção do quanto ela era tentadora? Ele riu resignado pensando que não tinha para onde correr. Chegou a pensar que aquela mulher estava o envolvendo em teias de sedução, das quais ele não sabia se conseguiria sair e, adoraria saber se ela tinha consciência de que as lançava [as teias]! Mas jogou esses pensamentos para o fundo da sua mente, afinal, as relações de Sakura com ele e com Suna eram profissionais. Mas aceitou derrotado que não conseguia ser o Kazekage indiferente e objetivo com aquela mulher. Seu fio de sanidade era não entrar em intimidades, como chamá-la simplesmente de Sakura, como ela lhe pedira. 

Sakura o encarava no meio do seu silencio reflexivo, achando que ele poderia negar o tratamento, o que seria lamentável, afinal seria uma honra contribuir para a melhora do quadro de saúde do chefe de Suna! Saiu dos seus devaneios com a voz rouca do ninja dizendo “Te quero”. Ouvir essa resposta fez Sakura pensar que sua perguntar era rodeada de mais de um sentido, e que, por consequência, a resposta dele também. Fez o que fazia sempre que se sentia meio constrangida, mordeu o cantinho da boca. 

Por fim, ela sorriu satisfeita, arrancando um sorriso dele por consequência. Sakura estendeu-lhe a mão direita, querendo firmar um compromisso com um aperto de mãos, mas diferente do que ela planejava, Gaara pegou sua mão e depositou um cálido beijo no dorso, gesto que fez Sakura inevitavelmente ruborizar e mais uma vez morder o cantinho da boca.

Para completar a situação, ele disse polido “-Estou nas suas mãos, doutora”. 

----

1- Lancei moda hein? Já ouviram falar de alpagarta ninja? Só aqui com tia Liz Lunna! hahahahah


Notas Finais


Genteeeeeeeeee
Essa conexão dos dois que nem precisa de palavras para se entenderem hein??????

[email protected], gostaram? Comentem, me digam o que acharam! Amo ler os comentários e interagir com vocês!!!!! É minha alegria no meio dessa pandemia, é cada sorrisão que dou quando tem comentário!!! E favoritos também!
Até o próximo, que vai ser continuação desse!
Tenho uma pergunta: a forma como coloco os diálogos está bom, claro, compreensível????


Minha fanfic NaruSaku, quem não conhece, passa lá: https://www.spiritfanfiction.com/historia/doce-amor--contos-narusaku-19114670


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...